terça-feira, 22 de julho de 2014

AS BRUXAS

"Tomorrow and tomorrow and tomorrow…" (Macbeth:Ato 5,cena5)

Emmanuel Evangelos Haji Antoniou


Manhã de sexta. Do outro lado da linha o colega implora uma vaga para um caso grave. Apesar da superlotação, apesar das 72 horas de plantão, aceito.
Chega uma criança de dois meses já em choque, com hemorragias pelo corpo, lutando por respirar. Para os leigos uma meningite grave. Para os mais técnicos, Síndrome de Waterhouse-Friderichsen. Rápida evolução e infelizmente em quatro horas, fatal. Questionada, a família afirma que levou ao posto da cidade pequena aqui do interior, mas quando o medicamento não funcionou, levou a uma especialista: A benzedeira.
O que faz uma pessoa atuar ainda no século XXI e na era da informação neste tipo de atividade só me causa espanto. Consigo achar duas explicações: Ignorância ou má fé. No primeiro caso retardou-se em horas preciosas o atendimento. No segundo já é assunto para o judiciário.
Faz-se tudo, mas as “três bruxas de Macbeth”, as veteranas enfermeiras já haviam vaticinado na entrada: “-Ih doutor, não vaia adiantar, esse já foi...”. Fazemos de tudo, e realmente, a ”profecia” se cumpre. O tempo, sempre ele, foi inexorável.
Isso, somado a tudo que vem ocorrendo, me faz pensar se realmente vale a pena ser médico no Brasil. Lutamos contra a ignorância tanto publica quanto privada. Lutamos contra aqueles que na sua certeza cega , tentam usurpar as competências que não tem, justificando-se atrás de uma “cultura popular”. Lutamos e lutamos pelo tempo, pelo amanhã que nos escapa já no dia de hoje. Lutamos. (Fica a dica para minha filha que teimosamente, contra as “ordens” do pai, insiste em querer esta carreira).
Segunda feira. Fim de plantão. Acabaram-se as setenta e duas horas, e acabei-me eu. Parto para buscar as horas de sono roubadas, e tentar juntar mais horas a solitária uma que consegui nas ultimas vinte e quatro. Quase perto de cumprir a meta, toca o telefone. Outro colega. Desta vez ajuda para uma remoção de uma criança em crise convulsiva. Apelar para uma criança doente junto ao pediatra, devia ser contra a convenção de Genebra.
Aceito. Quatro horas de estrada depois, chegamos ao paciente. Oito anos acamada. Respira por uma Traqueostomia(aos leigos, orifício feito na garganta para passagem do ar por um tubo). Alimenta-se por uma gastro(outro “buraco”, desta vez no estomago). Paralisia cerebral. Diversas internações: Pneumonias, Infecções, UTIs. 
A família seria aquilo que o governo chama de “elite branca burguesa”. O pai funcionário de uma empresa. A mãe, técnica de enfermagem. Lutam com o convenio e com o governo pelo tratamento da filha. Ninguém faz “vaquinha” por ela. Ninguém faz “coleta para ajudar a causa”.
A família teve que adaptar o quarto, comprar equipamentos, remédios. Para poder transportar a filha, foram obrigados a montar uma ambulância para leva-la na praia. E tome regulamentos, normas, Detran. “Muito faz quem não atrapalha” dizia minha avó. O governo que pouca ajuda, ainda atrapalha muito.
Fiquei na duvida: O que move esta família? Sabem do péssimo prognostico. Sabem do pior. Se peço algo a Deus é que eu não sobreviva a meus filhos. O deles não vai.
Entretanto, vejo a criança se assustar ao entrar na ambulância. Seus olhos procuravam algo. Ao encontrar novamente a mãe, um sorriso aflora. A mãe vem na estrada contando sua aventura nestes anos. Bom humor, risos, nenhuma palavra de arrependimento ou de cansaço. Nenhuma mágoa, nenhuma dor.
Ao desembarcar após quatro horas de viajem, agradece a equipe e se vai com a filha para mais um round na UTI. Não, a senhora não precisa agradecer. EU agradeço. Por me lembrar de por que e para quem apesar de tudo estamos e sempre estaremos aqui.
As “bruxas” (e as benzedeiras) não vencerão. Sempre haverá um amanhã.
Ah, esqueci! A filha foi adotada por eles, mesmo tendo mais filhos e mesmo já sabendo do problema dela.

VIVA O BRASIL

"Somente um país governado por vagabundos petistas possibilitaria que imbecis criados a big mac e Nescau pudessem ler Trotsky, combinar incêndios através de iphone 4 e depois pedir asilo político na nação maconheira mais próxima. Viva o Brasil !"

segunda-feira, 21 de julho de 2014

JORNALISTAS DA ESQUERDA

"Um jornalista de esquerda é, no Brasil, alguém para quem a privacidade, o recato, a percepção da dor e a noção de caridade não existem..é um ser abjeto que, movido a cocaína, se equilibra entre seu psicanalista, seu chefe corrupto e seu partido onipresente até mesmo na hora de decidir que livro comprar num aeroporto. Achei que depois de um petista comum não se poderia descer mais na escala fecal. Me enganei: um jornalista a serviço dessa gente é alguém abaixo da condição humana."

Milton Pires

sábado, 19 de julho de 2014

DOS INTESTINOS DESSA NAÇÃO



Milton Pires

Disse aquele que dormia no sofá vermelho do DOPS, que há de levar consigo até o túmulo o segredo sobre a morte de Celso Daniel, e que não reconhece como amigos os que estão na Papuda, que lhe “assusta o ódio que eles têm contra Dilma”.
Não tenho ódio do senhor, senhor presidente..Prova é que, mesmo presidente não sendo, insisto em assim chamá-lo para facilitar nossa “conversa”. Como eu poderia ter ódio de alguém que, usando óculos com armação francesa, ternos ingleses e sapatos italianos, ainda seria capaz de encontrar no vinho tinto de garrafão da serra gaúcha o consolo contra os ataques dessa “imprensa burguesa”?
Presidente Lula, quando em 1980 uniu-se em São Paulo o submundo criminoso do sindicalismo com a covardia da universidade brasileira, fundou-se no país a mais corrupta e criminosa de todas as instituições: o Partido dos Trabalhadores. Sabemos, o senhor e eu, que as bandeiras principais de então não eram a revolução bolivariana, o socialismo tupiniquim, nem os direitos dos gays. O senhor, seu partido e uma parte podre da Igreja Católica conquistaram mais de 100 milhões de brasileiros com um discurso que, acima de tudo, mostrava-se como defensor da ética, da responsabilidade com a coisa pública, e com a riqueza da Nação. Em 1989, presidente, eu marchei ao seu lado para enfrentar as hordas que, chamadas de filhotes da ditadura, apresentavam-se como caçadoras de marajás. Lembra-se o senhor quando Collor disse em cadeia de televisão que o senhor queria o aborto de sua filha? Que espécie de pessoa é o senhor que agora abraça esse sujeito perante as câmeras de TV? Quem é o senhor para falar em “ódio contra Dilma” quando foi ele, o ódio, o motor que permitiu o nascimento e a ascensão ao poder do seu partido? Esquece-se o senhor de sua filósofa predileta berrando histérica suas frases de ódio contra a classe média?
Durante a permanência no poder, presidente, o seu partido destruiu o que restava da rede hospitalar brasileira, humilhou todos os médicos, policiais e professores e entregou para nações cujo nome os brasileiros sequer sabem pronunciar o fruto do seu suor e do seu trabalho. O senhor, seu apedeuta, representa o que há de mais podre na vida pública nacional quando, aliando-se com gente da estirpe de Maluf, Collor e Sarney, destruiu a própria possibilidade da vida democrática na sua tentativa de comprar todo Congresso Nacional. Você (e de agora em diante mudo o tratamento), seu apátrida, sua criatura sem hino nem bandeira, traiu a nação que guardava na imagem de um operário a esperança de honestidade e num partido ligado à Igreja e à Universidade a crença numa sociedade melhor.
Ódio, presidente Lula, é aquilo que o senhor e sua criatura, assaltante de bancos da década de 60 e dona de lojinha de 1,99 sempre cultivaram e é isso agora que estão colhendo. Não comporte-se portanto como uma vestal ofendida. Seu discurso não é melhor do que o de certas mulheres que vendem o corpo nas imediações da ponte que liga o Brasil ao Paraguai. A nação inteira já sabe quem são o senhor e seus asseclas, qual sua visão de Estado e o que pretendem fazer com nosso país. Fanática ou não por futebol e carnaval, essa gente não aguenta mais seu discurso histérico contra Deus, contra o casamento e a favor da drogas. Somos brasileiros, presidente Lula...Nossa história não começa nas ONGS corruptas criadas pelo seu partido para que dinheiro público desviado fosse.
Outro dia eu escrevi que você nada mais é do que uma espécie de Macunaíma que, na década de 70, ganhou um rádio de ondas curtas e ficou escutando as transmissões de Havana para o resto da América Latina. Isso demonstra o que penso da sua capacidade de esforço e do seu conhecimento teórico da ideologia que você defende como sendo capaz de trazer o reino de Deus para dentro das terras brasileiras. Oportunista como sempre foi, você agora se aproveita do fato de Dilma ser mulher e essa condição invoca como motivo daqueles que com justiça à ela se opõem. Sabemos, você e eu, qual sua opinião sobre mulheres e como você, presidindo o sindicato dos metalúrgicos, gostava de uma “viuvinha” quando essa vinha lhe pedir ajuda, não sabemos?
Você, Lula, e seu partido associado aos traficantes, nada mais são do que mais um tipo de parasita..mais um simples tipo de verme que se Deus quiser está para ser evacuado para sempre ...dos Intestinos dessa Nação.

Porto Alegre, 19 de julho de 2014.


O avião abatido e o Brasil.


Diante das evidências, são poucas as dúvidas de que o avião civil de passageiros da Malaysia Air Lines, durante seu percurso sobre a Ucrânia, foi abatido por um sistema anti-aéreo, operado por uma força paramilitar separatista, apoiada, treinada e municiada pelo Governo Russo.
As gravações, interceptadas pelo Serviço de inteligência da Ucrânia e divulgadas nos veículos de imprensa internacional, são assustadoramente expressivas ao revelar a dura face do comunismo, eles derrubariam toda e qualquer aeronave que cruzasse aquele espaço aéreo, mesmo sem que a identificação prévia fosse feita, sem evidência de uma ameaça real ou a eminência de um ataque. Ou seja, violência desmedida e agressão injusta, as quais, nas convenções internacionais, são crimes de Guerra.
Muito em breve estaremos assistindo ao jogo de interesses, ataques mútuos e defesas diplomáticas no Conselho de Segurança na ONU. Assistiremos pseudo pacificadores que tentarão "apagar esse incêndio", varrendo para debaixo do tapete, mas deixando de fora o rabo, e talvez os chifres, um bicho vermelho que cresce assustadoramente.
De um lado os Estados Unidos da América enfraquecidos pelo discurso do "politicamente correto" de seu líder e pelo temor do envolvimento, novamente, em um grande conflito. Do outro lado, a Federação Russa e a República Popular da China, unidas em uma estratégia, cada vez mais forte e difundida, de criar um mundo unificado no comunismo, transferindo para esses países uma influência que até então era norte-americana.
Destacamos algumas conquistas do bloco comunista na implantação desse regime à nível mundial.
Os BRICS seguem hoje com um regime econômico ditado por uma linha de ação comum caracterizada por forte intervenção do Estado na Economia. A remodelação econômica vivida na China e Rússia tende a ser implantada nos demais países do Bloco.
O regime comunista ganhou força por um sistema financeiro forte, como na China, baseado no comércio internacional, praticando preços abaixo do mercado, e total controle Estatal.
Quando vimos há cerca de 15 anos uma invasão mundial de produtos chineses, e o país investindo pesado na educação e capacitação profissional, não era a China praticando a mudança, como muitos podem pensar, de seu regime para o Capitalismo, mas uma estratégia Gramnsciana de remodelação do Comunismo.
O comunismo do século XXI continua com seus pilares sólidos da "coisificação" dos seres humanos, onde as pessoas são somente instrumentos para o funcionamento do Estado. O sucesso da China só é possível pela exploração do trabalhador, sem direitos, e submetidos à quase escravidão. Somente assim consegue-se praticar preços tão diferenciados. A diferença é que a maioria é explorada, mas não se percebe explorarada. A dura repressão Governamental e abusos dos direitos humanos continuam.
A China com seus baixos custos de produção conseguiu que uma enorme parcela de empresas multinacionais levassem suas unidades produtoras para seu território. E hoje oferece mão de obra capacitada, técnicos, cientistas e engenheiros, ao menor custo do planeta. Ou seja, o mundo criou um dependência real da China. Bem como permitiu ao chinês uma vida dentro de padrões ocidentais, parte da estratégia Gramnsciana, repensada após o massacre da Praça da Paz Celestial. Os valores orientais da honra de lutar e resistir foram propositadamente trocados pelos Hambúrgueres, ipads e xboxs. Mas engana-se quem acredite em alguma liberdade na China. "A melhor escravidão é aquela na qual os escravos não percebem que são escravos".
A política do pão e do circo continua. Nessa linha de raciocínio, analisando essa estratégia do bloco comunista e os BRICS, ressalto que a China sediou Jogos Olímpicos, a África do Sul e o Brasil Copas da FIFA, e a próxima será a Federação Russa, não foi coincidência.
Os BRICS criaram seu próprio banco internacional de financiamento, com sede na poderosa China. Aumentou a influência da China sobre o Globo. Os demais países dependerão desse banco que, maquiavelicamente deverá oferecer juros abaixo de valores internacionais. A estrutura geopolítica e econômica do Mundo muda rapidamente sob o sadismo comunista.
Entretanto, o fortalecimento econômico nunca vai significar abertura política ou maior liberdade no bloco vermelho. Comunismo é o inverso de Democracia e esses países utilizarão cada vez mais violência para edificarem seu domínio.
A Federação Russa não cessará enquanto não retomar a Ucrânia de volta, a qualquer custo. Cuba respira aliviada com o amplo financiamento do Brasil e a instalação de uma base militar soviética. A Venezuela fornece petróleo e em contra partida a ilha nunca deixou de fornecer bem treinados guerrilheiros, seu principal produto de exportação.
O Brasil segue em fase adiantada na implantação do novo regime. A progressiva desestabilização da economia. Invasões de propriedade privada, anulação de oposição, criação de conselhos populares e a aliança ao bloco comunista selam o nosso destino. Triste destino.
Se observarmos o governo brasileiro já não segue em direção ao crescimento nacional. No último ano nosso PIB foi pífio e os índices financeiros mascarados. Todas as medidas são tomadas visando ao desenvolvimento e fortalecimento da UNASUL, dentro das metas do Foro De São Paulo.
Nesse terrível e vil caminho para o controle do mundo, o ser humano e a vida não representam nada além de força de trabalho escravo para o sistema e sustento da elite caviar dona do poder (Castros, Putin, Maduro, Lula, Dilma, Cristina e outros). Aqueles que, como nós, não integram essa casta, podem ser abatidos como gado para alimentar o regime.
Na história, quando os agredidos não reagem com força e bravura, evitando a guerra e entregando-se à desonra, abrem caminho para a dominação e o holocausto. Vide a ascensão de Hitler.
Naquele avião estávamos todos nós que não concordamos com a falácia da igualdade social do comunismo. Que não concordamos com a falta de liberdade e a estatolatria. Que não aceitamos o controle estatal da economia. Que amamos a vida e a Democracia!
Infelizmente, nesse triste e sinistro momento, ou o que sobrou de um mundo democrático reage com todo o rigor, mesmo que isso signifique uma guerra, ou caminharemos, a passos largos para um mundo "orwelliano" de escravidão, desonra, morte e tirania.
Rodrigo Simões Lemos Dias

quarta-feira, 16 de julho de 2014

SININHO


Dilma Rousseff oficializó el Estado paralelo socialista en Brasil

Elisa Vásquez

Dilma Rousseff recibe el apoyo del partido PMDB para sus reelección. Los líderes de ese partido en el congreso le pidieron que derogara el decreto
Dilma Rousseff recibe el apoyo del partido PMDB para su reelección. Los líderes de ese partido en el congreso le pidieron que derogara el decreto. (Fabio Rodrigues Pozzebom)
EnglishEl pasado 23 de mayo la presidenta de Brasil, Dilma Rousseff, firmó por cuenta propia el Decreto 8.243 para instituir la Política Nacional de Participación Social (PNPS), en el cual otorga poderes estatales a movimientos sociales que legitima en el documento como “sociedad civil”.
El documento levantó críticas inmediatas por haber sido aprobado sin pasar por el Congreso nacional y por privilegiar a los movimientos organizados —que en su mayoría son vistos como adeptos al oficialista Partido de los Trabajadores— como líderes de la sociedad civil.
El decreto tiene el “objetivo de fortalecer y promover los mecanismos democráticos y foros para el diálogo y la acción conjunta entre el gobierno federal y la sociedad civil”.
Algunas de sus metas incluyen la ampliación de los mecanismos de control social sobre el Estado y la consolidación de la participación social como forma de gobierno. Las dependencias y entidades del gobierno federal deben tener en cuenta a estas instancias y mecanismos de participación en la formulación, ejecución, seguimiento y evaluación de sus programas y políticas. También se prevén procedimiento para la participación social en las etapas del ciclo de planificación y presupuesto.
Además, el decreto crea el Comité Gubernamental para la Participación Social (CGPS) para asesorar a la Secretaría General de la Presidencia en el seguimiento e implementación de la PNPS, integrados por representantes de la sociedad civil elegidos a través de “mecanismos transparentes”, pero no aclara los procedimientos.

De la democracia representativa al socialismo marxista

Medios brasileños han descrito este decreto como “bolivariano”, por asemejarse al Estado Comunal instaurado por Hugo Chávez en Venezuela y que permitió la conformación de un Estado paralelo en el cual resulta fácil privilegiar —incluso con dinero— de forma discrecional, y sin contraloría, a las organizaciones sociales que favorecen al Chavismo. Como resultado, las formas espontáneas de participación ciudadana se ven perseguidas y cooptadas por el Estado.
Erick Vizolli, abogado brasileño y columnista del portal Liberzone, comparó este decreto con el poder que se entregó a los soviets de la Unión Soviética en 1917 con la finalidad de legitimar al gobierno que sucedió al zar Nicolás II.
El peligro detrás de esto, detalla el articulista, es la toma de decisiones por parte de unos pocos dirigentes de los movimientos sociales, los cuales no tienen generalmente mecanismos fijos y transparentes de elección. “Las decisiones del Estado solo entrarán en vigor cuando estén legitimadas por los órganos paralelos, por los que nadie votó o dio su palabra de aprobación, y cuyo único “mérito” es el hecho de que están alineados con la ideología del partido que ocupa el Ejecutivo”, reclamó.
Roberto Chiocca, director del Instituto Ludwig Von Mises de Brasil, tiene la misma preocupación. Cree que para que un ciudadano pueda participar hará falta atravesar los mecanismos impuestos por el Estado (estos movimientos sociales) que tienen por lo general pensamientos colectivistas, en un acto que no permite la libertad y el pluralismo.
“Muchas de las críticas que se verán de los brasileños a este decreto están en la característica de los movimientos sociales, que son todos socialistas y la mayor parte financiados por el propio Estado. No se hace un movimiento ‘social’ con gente que trabaja, porque no podemos salir en la mitad del día para reuniones de diálogo o para hacer una manifestación. Las manifestaciones en Brasil se hacen siempre profesionalmente, pagando algo a los ‘manifestantes’ o prometiéndoles privilegios directos”, denunció en declaraciones al PanAm Post.
Chiocca alerta que la medida es además una expansión del Estado, ya que estos grupos se creerán impunes o poderosos por el hecho de recibir atribuciones de parte del gobierno.
Vizolli y Chiocca coinciden en que aunque la democracia representativa no es perfecta, brinda mejores oportunidades de elegir a la población votante. “Mientras más movimientos exijan la ampliación del Estado, y participen con poderes especiales en las decisiones del Estado, mas Estado habrá. Las intrusiones estatales podrán crecer rápidamente, ya que no serán solo los políticos quienes quieran más intrusiones, sino la ‘sociedad’”, dijo.

El Congreso dio ultimátum al gobierno

Alves, Rousseff y Calheiros en el Congreso
Alves, Rousseff y Calheiros en el Congreso. (Wikimedia)
Este martes, los diputados del Congreso se pronunciaron en contra del decreto por considerarlo un ataque a la democracia representativa.
Para quienes se distancian de los movimientos sociales oficialistas, este conjunto de medidas implica el control tendencioso de grupos de amigos del gobierno sobre las políticas Estatales, ya que el decreto pasa por encima del poder Legislativo electo, tanto en su contenido como en su forma de aprobación.
En su columna, Vizolli destaca que el decreto es inconstitucional porque dicta la creación de un organismo de administración pública, algo prohibido constitucionalmente al Ejecutivo y que debe ser llevado al Legislativo.
Tras la presión de los diputados por pedir la derogatoria del decreto, el presidente de la Cámara de Diputados, Henrique Eduardo Alves, y el presidente de la Senado, Renan Calheiros, pidieron a Rousseff que derogara la medida. “Si mañana el gobierno no responde, vamos a votar a favor del derrocamiento del decreto”, dijo Alves ayer. Sin embargo, se espera que la próxima sesión deliberativa de los diputados ocurra a finales de junio.
El Ministro de la Secretaría General de la Presidencia, Gilberto Carvalho,aseguró que iría al Congreso a explicar el contenido del decreto presidencial y señaló que el Palacio Presidencial no está dispuesto a revocar la decisión de Rousseff. “Es un decreto que tiene como objetivo fortalecer los canales de representación de la sociedad”, dijo.
La situación pinta grave para la presidenta, ya que Alves y Calheiros pertenecen al Partido del Movimiento Democrático Brasileño (PMDB). Este martes, el mismo día que Alves dio al gobierno un ultimátum sobre el decreto, el PMDB decidió apoyar a Rousseff en una votación estrecha en la cual contó con el apoyo de 59% de los 673 delegados.
“Necesito del PMDB. Seamos cada vez más socios y hermanos en esta lucha que se avecina”, dijo la presidenta durante la convención del partido.
La última encuesta de Datafolha mostró que a principios de junio la popularidad de la presidenta cayó de 37% a 34%, aunque sigue siendo la preferida de los electores.

fonte - http://es.panampost.com/elisa-vasquez/2014/06/11/dilma-rousseff-oficializo-el-estado-paralelo-socialista-en-brasil/

segunda-feira, 14 de julho de 2014

BRASIL x ARGENTINA

"Todos vocês que comparam Brasil com Argentina: Esperem vagabundos esquerdistas, veados e lésbicas enfiarem a estátua de Nossa Senhora na bunda em pleno centro de Buenos Aires e vocês, meu amigos, vão ver a diferença de ser um cidadão argentino e um brasileiro."

Milton Pires

domingo, 13 de julho de 2014

O FORA QUE LEVAMOS DE NÓS MESMOS.




Milton Pires

Quando eu tinha 18 anos de idade conheci, no início da faculdade de medicina, uma colega por quem em pouco tempo me apaixonei. Evidentemente sem retribuir em nada ao meu sentimento e constrangida com os constantes convites para sair, a moça, um dia muito preocupada, me disse: “Milton, acho que tu estás confundindo as coisas: não quero te magoar, sabe?”
Não preciso dizer para vocês como fiquei me sentindo depois. Todos nós, homens ou mulheres, já levamos “foras” nessa vida. Lembro que, acima de tudo, eu pensei o seguinte: “aguenta firme: ninguém é obrigado a gostar de ti. Além disso, mulheres mudam de ideia com relação a esse tipo de coisa..” Pois bem, meus amigos – não houve “mudança de ideia” no meu caso. O que aconteceu foi o seguinte: não contente com aquilo que havia me dito, a tal “moça” resolveu tornar “conhecida” de todos os nossos colegas de aula essa história que contei a vocês..
O nome do sentimento que fiquei e que descrevi no primeiro parágrafo é humilhação. A humilhação é um sentimento individual. Não acredito que possa ser compartilhado de maneira plena. Pergunto (e aí entro no assunto do texto) portanto como explicar essa sensação que percorre o Brasil inteiro depois do sete a um que tomamos da Alemanha e do terceiro lugar que cedemos à Holanda. A resposta não está na importância do futebol nem no despreparo do nosso time. A categoria que une a minha história na faculdade com a relação que temos com o futebol é a “paixão”.
Não existe termo mais distorcido, mais mal empregado e desconhecido no mundo ocidental do que “paixão”. Paixão é, antes de tudo, a impossibilidade da razão. Não faz diferença alguma se tratamos de amor ou futebol: todo apaixonado – concretizando ou não sua paixão – é um infeliz...é alguém incapaz de guardar para si mesmo aquela quantidade de amor mínima para se poder amar alguém ou alguma coisa: o amor-próprio. Se conseguirmos aceitar nossa paixão pelo futebol, conseguiremos compreender que depositamos na correria atrás de uma bola a autoestima da nossa nação, a visão que temos de nós mesmos e a nossa capacidade de nos reerguermos depois de cada tombo levado.
Meus amigos, o Brasil pagou um preço imenso pela Copa do PT. O que se desviou de dinheiro púbico, o que se superfaturou com obras sem licitação e realizadas na última hora..o que se perdeu na economia em dias parados por causa de jogos da seleção ainda está sendo contabilizado, mas não há dúvida que foi um momento ímpar na história do sentimento que o brasileiro pode (ainda) ter pelo seu país...Foi uma espécie de “Milton, tu estás confundindo as coisas e eu não quero te magoar” que pegou 200 milhões de apaixonados de 18 anos desprevenidos, totalmente abestalhados e hipnotizados pelo seu “amor inventado”...
É muito triste, mesmo para um escritor amador, tentar fazer a crônica de uma sociedade através do esporte. Nunca gostei do jornalismo desportivo..Aliás, em se tratando do Brasil, não gosto de jornalismo algum, mas é patética a necessidade de me remeter ao futebol para tirar as devidas conclusões necessárias sobre a nossa relação com a ideia de país. A síntese necessária é a seguinte: nós não temos “ideia alguma” do que venha a ser amor a pátria e respeito pela nação. Nós não somos capazes de nos mobilizar por mais nada que não seja carnaval e futebol..Nós não guardamos pelas nossas mulheres o respeito mínimo que nos faria mandar para o inferno o jornal americano que descreveu a paixão delas por “estrangeiros” durante a Copa...Nós já esquecemos o viaduto de Belo Horizonte e a filha da motorista esmagada por ele..Nós não reparamos mais nas obras pela metade nem no silêncio sobre o Decreto 8243 que promete nos transformar, a todos, numa espécie de União Soviética que fala português...tudo isso já foi esquecido: o sete a um que levamos da Alemanha e o terceiro lugar cedido à Holanda também vão ser...Fica só a humilhação..o sentimento de ridículo que eu tive na faculdade de medicina...é a Copa de 2014 contando para o mundo inteiro o que PT fez conosco...Dor de cotovelo depois do Fora que levamos de nós Mesmos

Dedicado à “mulherada furiosa” do Inglourious..Sou apaixonado por vocês...não espalhem...

Porto Alegre, 13 de julho de 2014.