NESSE MOMENTO O BRASIL PRECISA

domingo, 1 de fevereiro de 2015

Detenta exige vibrador e visita íntima e acaba em delegacia por desacato

Alexandra de Lima Souza quer receber e fazer visitas íntimas (Foto: Site Alta Floresta/Reprodução)
Alexandra de Lima Souza quer receber e fazer visitas íntimas (Foto: Site Alta Floresta/Reprodução)
Uma detenta de 31 anos foi encaminhada para a delegacia após desacatar um juiz direito que visitava a Cadeia Pública de Alta Floresta do Oeste, em Roraima, município distante cerca de 500 quilômetros de Porto Velho. Segundo a direção do presídio, a mulher teria pedido um vibrador para o magistrado. Após a denúncia, o Tribunal de Justiça (TJ-RO) solicitou a transferência da detenta.

A presidiária teria cometido o desacato quando o juiz realizava uma visita à unidade prisional para verificar a situação da presa, já que a cadeia pública alegou não ter local adequado para abrigá-la e a mulher estaria ofendendo os agentes penitenciários.

Conforme informa o G1/Rondônia, o desacato teria ocorrido após a reeducanda pedir para receber e fazer visitas íntimas a um apenado do regime semiaberto, o que poderia gerar mais problemas de disciplina no local.

A direção da unidade informou que a mulher disse ao juiz que caso o pedido por visitas íntimas fosse negado, o magistrado deveria providenciar um vibrador a ela. O juiz entendeu a ação como um desacato à autoridade e a encaminhou à Delegacia de Polícia Civil, onde foi prestar esclarecimentos.

quarta-feira, 28 de janeiro de 2015

OFÍCIO ENTREGUE NO COMANDO MILITAR DO SUDESTE


DEFESA DE CERVERÓ COLOCA OS POLÍTICOS NO CENTRO DA INVESTIGAÇÃO DO PETROLÃO

SÃO PAULO - A defesa do doleiro Alberto Youssef pediu a nulidade das escutas telefônicas que embasam a Operação Lava-Jato, a reunião de todas as ações penais num único processo, por serem fatos interligados, e afirmou que políticos e agentes públicos foram os maiores responsáveis pelo esquema que desviou fabulosas quantias dos cofres da Petrobras. O advogado Antonio Figueiredo Basto, que defende o doleiro, reuniu num organograma todas as obras e pagamentos de propinas feitos pelas cinco empreiteiras já denunciadas pela força-tarefa do Ministério Público Federal. De acordo com o documento, as obras somaram R$ 34,7 bilhões e apenas a propina da diretoria de Abastecimento, que passava por Alberto Youssef e Paulo Roberto Costa, atinge R$ 244 milhões.
Segundo a defesa, o “conluio entre políticos e empreiteiras” ocorreu sem a participação de Youssef. “Não é preciso grandes malabarismos intelectuais para reconhecer que o domínio da organização criminosa estava nas mãos de agentes políticos... “, diz o documento.
Os advogados dizem que a participação de Youssef foi “subsidiária às ordens de agentes políticos e públicos”, que foram os maiores responsáveis pelo esquema que desviou fabulosas quantias dos cofres da Petrobras com objetivo de manter um projeto de poder bem definido: vontade de submeter partidos, corromper ideias e subverter a ordem constitucional. Afirmam ainda que este projeto não é novo e “restou provado” no julgamento do Mensalão. A diferença entre Mensalão e Lava-Jato, acrescentam, é que o caso atual é “superlativo quer pelo requinte dos malfeitos quer pela audácia e desmedida ganância dos agentes políticos”.
Os advogados afirmam que a condição de réu colaborador da Justiça não impede Youssef de se defender e que a delação, que foi feita de forma espontânea, voluntária e sem qualquer tipo de coação, não é motivo de “desonra”. Dizem que os demais acusados e investigados “agem como crianças que desejam uma coisa, mas não suas consequências” ao pedir a anulação do acordo de delação. Para eles, cientes do poderio econômico, eles ameaçam o Judiciário com um troco: “Hoje condenado, amanhã faço a lei”.
Para a defesa de Youssef, os demais acusados tentam desviar o foco da investigação e fazer crer que a “imoralidade não está na trapaça, na afanação do dinheiro público, afinal tudo é permitido se não for descoberto, mas na colaboração com a justiça”.
Os advogados pedem a nulidade da escuta com base na continuidade dela por mais de um período, sem que houvesse um fato concreto a investigar. Para eles, a falta de clareza do objeto a ser investigado, com o encontro de fatos fortuitos, torna as escutas da Polícia Federais ilegais, o que deve levar todas as demais provas colhidas durante a Lava-Jato a serem também ilegais.
Os advogados pedem ainda a anulação dos despachos do juiz Sérgio Moro, da 13ª Vara Federal de Curitiba, que marcou as audiências de testemunhas de acusação para o início de fevereiro, porque foi o documento foi assinado antes da apresentação da resposta da defesa. Pedem ainda que os documentos sejam ordenados na ação penal, uma vez que estão espalhados nas várias que estão em andamento na Justiça Federal do Paraná e tiveram como base a Operação Lava Jato.

MÉDICOS CUBANOS NO BRASIL AMEAÇADOS PELO GOVERNO DE CUBA

Yusnaby Pérez

Médicos cubanos en Brasil reciben amenazas del Gobierno de Cuba

Brasil da visa por 36 meses a familiares de medicos cubanos en misión. Pero el regimen les exige regresar en un mes. Si no lo hacen, al mèdico lo separan del programa, sin explicaciones
miércoles, enero 28, 2015 |  Yusnaby Pérez  | 
LA HABANA, Cuba . — Hemos contactado con una médico cubana trabajando para el programa Mais Médicos en Brasil, quien por el momento prefiere que no publiquemos su identidad, para denunciar nuevas medidas por parte del Gobierno cubano contra los familiares de los médicos de misión en este país sudamericano.Como acuerdo del programa Mais Médicos, Brasil le permite a los médicos de misión, solicitar una visa para sus familiares directos en Cuba por un período de 36 meses (tiempo que dura el contrato de los médicos) para que puedan residir sin problemas en el territorio brasileño. Gracias a esta posibilidad, muchos médicos de Mais Médicos han llevado a Brasil a sus familiares.
Recientemente, según denuncia la fuente, el Gobierno de Cuba ha comenzado a amenazar a los médicos advirtiéndoles que sus familiares tienen que regresar a Cuba después de un mes (sin importar el tiempo asignado en su visado) de visita en Brasil.
-El Ministerio de Salud Pública de Cuba, intentó frenar la salida de los familiares intentado que Brasil sólo les diera visa de turismo por un mes. Esto no ocurrió, pues son políticas internacionales de Brasil que aplican a todo el mundo. Ahora se informó que en febrero todos los que ya están aquí tienen que regresar, y los que recién llegaron, solo pueden estar un mes- resalta.
La razón del Gobierno de Cuba para tal medida, es que cuando los familiares de los médicos cubanos se enferman en Brasil, la OPAS (Organización Panamericana de la Salud, mediadora entre Brasil, el Gobierno de Cuba y los médicos) tiene que cubrir los gastos. Otra razón expuesta a los médicos por parte de las autoridades cubanas es que estos no rinden correctamente en su trabajo cuando están en compañía de los familiares.
-Los médicos en esta situación estamos muy molestos , no estamos de acuerdo y no pensamos regresar a nuestros familiares- señala la fuente.
Los familiares en Brasil ayudan al médico a estar en los lugares más remotos donde están trabajando (municipios a más de 500 kilómetros de las capitales rodeados de montañas). El esposo o esposa del médico ayuda en las labores de la casa, acompaña y sobre todo brinda apoyo emocional.
¿Cuántos matrimonios han sido disueltos en Cuba producto de la separación de los médicos que van a misiones internacionales por largos períodos?
Según la ley migratoria en Cuba, cada cubano tiene derecho de permanecer legalmente fuera del país hasta 24 meses y el visado otorgado por Brasil a los familiares de los médicos contempla perfectamente este período de tiempo.“Nosotros pagamos todos los gastos de viaje de nuestros familiares. El pasaje cuesta más de 1000 dólares. Si el médico no manda al familiar para Cuba, el Gobierno tomará al médico como desertor”, explica la fuente.Mais Médicos es un programa social de Brasil que contrata médicos de diferentes países, la mayoría cubanos. Brasil paga por cada médico 10,000 relaes (unos 4000 dólares). En el caso de los cubanos, Brasil paga esta suma al Gobierno de Cuba quien se queda con el 70% de esta cantidad y el resto lo entrega al trabajador cubano en Brasil. Esto sólo ocurre con los cubanos, el resto de médicos de otros países trabajando para este programa, reciben su salario íntegro.
-El ministerio cubano está presionando a los médicos que no quieren regresar a sus familiares con desligarlos del programa; así sin más explicaciones. Creemos que así será, pues en Cuba hay otros miles de médicos esperando la oportunidad de poder venir. ¿Hasta dónde llegará el abuso, la desconsideración y la falta de visión humana hacia el personal médico que aporta tanto al país?-
Yusnaby Pérez
Bloguero y escritor cubano. Amante de la democracia, la libertad y los Derechos Humanos. Defensor de la pluralidad de criterios y modos de expresión. La Habana, Cuba.
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terça-feira, 27 de janeiro de 2015

A PRIMAVERA NO JAPÃO..


Milton Pires

Quando, na década de 1970, eu era uma criança, estudei numa escola pública. Morando a cerca de cem quilômetros de Porto Alegre, meu pai era médico numa cidadezinha que, na época, não tinha mais do que 30 mil habitantes. Lembro, um por um, dos nomes das professoras que chamávamos de “tias”. Toda vez que uma delas entrava em sala de aula, era nosso costume se levantar e não se começava lição alguma sem antes rezar o “Pai Nosso” ou a “Ave Maria”. Esses hábitos, firmados pelo tempo e pelo costume, davam sentido ao meu universo, então o universo de um menino, alheio à vida política do país..alheio a qualquer necessidade ou obrigação da rotina adulta que aos poucos nos vai roubando essa impressão de realidade fantástica em que transcorre o cotidiano do mundo infantil.
Tenho, desse tempo, uma lembrança inesquecível: em certas ocasiões faltava, por um motivo ou outro, uma de nossas professoras. Era costume então que uma outra “tia” nos levasse a um grande salão – na verdade imenso aos olhos de uma criança – onde assistíamos filmes que a secretaria estadual de educação distribuía em suas unidades pelo Rio Grande do Sul. Eram eles, os filmes, pequenos documentários...pequenas aulas sobre países e fatos da história ou da natureza que, no Brasil dos anos 70, constituíam uma raridade...uma verdadeira iguaria numa década em que sequer se poderia imaginar uma coisa chamada internet...Escutar rádio em ondas curtas era o que de mais próximo havia para quem buscava escapar do Jornal Nacional, da Novela das Oito, do Cassino do Chacrinha ou dos Trapalhões.
Nessa época, em 1976 ou 77, eu não tinha a menor ideia de quem eram Médici ou Geisel...eu não conseguia entender o significado das palavras ditadura ou democracia e olhava curioso para multidão que se reuniu, quase em frente à casa em que morávamos, para receber a estátua do General Costa e Silva numa praça da cidadezinha em que eu vivia e na qual ele havia nascido. Naqueles dias, ninguém me poderia explicar por que os temas dos documentários que a escola nos mostrava eram tão distantes da realidade brasileira...Por que nós precisávamos assistir filmes sobre a vida na China antiga ou sobre as usinas termoelétricas da Alemanha?...Qual o sentido de mostrar a um menino de 11 ou 12 anos, nascido no Rio Grande do Sul, os filmes em super oito que os consulados em Porto Alegre pareciam oferecer como presente para minha imaginação que, uma vez despertada, obrigava meu pai a voltar da antiga Livraria do Globo com sacolas e mais sacolas de livros?
Quarenta anos depois disso que eu descrevi...depois de tudo que aconteceu no país...depois de homem feito e pai de família, não é difícil dar sentido aos filmes que a escola me apresentava. Era o próprio distanciamento, o próprio esquecimento do Brasil que se fazia necessário impor nos bancos escolares: a ditadura nos oferecia “viagens”...nos mostrava outros países e outras histórias...Não se “politizava” estudantes...Não se alimentava a “subversão”...
Ontem, 26 de janeiro de 2015, durante todo o dia, eu tive pela TV, pelo rádio e pela internet brasileiros, uma quantidade maior de informações sobre a tempestade de neve nos Estados Unidos do que qualquer outro assunto. Eu fiquei sabendo tudo sobre a preparação de Nova Iorque para enfrentá-la. Eu assisti entrevistas, eu vi o prefeito dando declarações..vi comparações com tempestades anteriores...Eu vi tudo isso na mesma semana em que o Brasil do PT, em virtude da falta d'água, desliga sua segunda usina hidroelétrica e a maior cidade do mundo abaixo da linha do Equador, São Paulo, segue ameaçada por apagões e pelo racionamento de luz e de energia..Eu voltei no tempo e me senti mais uma vez um menino da década de 70...uma criança para quem as palavras “atentado à bomba” ou “subversão” precisavam ser esquecidas nos documentários que eu assistia e que marcaram minha vida para sempre...Vida que hoje, já no seu outono, ainda enxerga esse mundo de 2015 com os mesmos olhos de um menino da Taquari da década de 70 assistindo quietinho, impressionado, no salão da velha escola um filme lindo e sem sentido repetido dezenas e dezenas de vezes ….. “A Primavera no Japão”

Para o meu pai...que me ensinou a ler...

Porto Alegre, 27 de janeiro de 2015. 

quinta-feira, 22 de janeiro de 2015

SEGUINDO SUA TRADIÇÃO DE X9, LULA PRETENDE "ENTREGAR" DIRCEU

PARA SE LIVRAR, LULA CULPARÁ DIRCEU PELO ESQUEMA DA PETROBRAS

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Carlos Newton
A reportagem da Veja que começou a circular sábado, assinada por Daniel Pereira, está corretíssima e representa um estrondoso furo de reportagem. O jornalista publicou declarações atribuídas ao ex-ministro José Dirceu, feitas após uma frustrada tentativa de contato com o ex-presidente Lula, que não respondeu ao telefonema dele para marcar um encontro pessoal.
Lula foi de uma inabilidade surpreendente. Não ligou de volta e determinou a seu assessor Paulo Okamoto que se comunicasse com Dirceu. Assim foi feito e Okamoto então indagou a ele o que estaria precisando. E a resposta que recebeu foi fulminante: “Você acha que vou ligar para pedir alguma coisa? Vocês me abandonaram há tempos”, disse Dirceu, segundo o relato do repórter Daniel Pereira.
A esse respeito, vale à pena repetir o que nosso grande amigo Pedro do Coutto afirmou aqui na Tribuna da Internet: “Se a frase está reproduzida literalmente, é porque foi transmitida à reportagem pelo próprio ex-ministro Dirceu. Não há outra explicação. Logicamente, não pode ter sido Lula, tampouco Paulo Okamoto”.
O NOVO MENSALÃO
A reportagem de Daniel Pereira acentua que o ex-ministro desejava conversar diretamente com Lula sobre a necessidade de o governo e o PT organizarem uma sólida estratégia de defesa no caso Petrobrás.
Lula não atendeu a Dirceu, porque não sabe o que dizer a ele. O ex-chefe da Casa Civil está desesperado com a evolução fulminante do escândalo da Petrobras, que inevitavelmente vai envolver seu amigo Sergio Gabrielli, ex-presidente da estatal, e também João Vaccari, tesoureiro do PT. E logo depois a investigação chegará a ele, Dirceu, não há a menor dúvida.
O ex-ministro está em liberdade condicional (prisão domiciliar) e se apavora com a crescente possibilidade de nova condenação. Por isso, queria tanto falar com Lula, trocar ideias com o ex-presidente, que lhe deve muitos favores, principalmente o fato de Dirceu não o ter traído no episódio do mensalão. Na época, Lula disse ter sido apunhalado pelas costas, e Dirceu ficou calado foi para o sacrifício. Mesmo assim, continuou a ser amigo de Lula.
Em janeiro de 2012, antes de pegar cadeia, foi Dirceu quem comandou a operação de montagem da equipe de advogados que defenderiam Rosemary Noronha, que não é simplesmente mais um caso amoroso de Lula, mas a mulher que ele ama e com a qual se relaciona desde a década de 90. Lula, inclusive, participou de reuniões que Dirceu manteve com os advogados de Rose, todos de primeira linha e que cobram caro, muito caro.
DIRCEU, NOVAMENTE SOZINHO
Mas agora a amizade acabou. Dirceu vai ser novamente abandonado, Lula dirá que não
sabia de nada que acontecia na Petrobras, a presidente Dilma Rousseff fará o mesmo, pois a estratégia dos dois é idêntica – o único caminho que lhes resta é culpar Dirceu pela montagem do esquema de corrupção para angariar recursos e preservar o PT no poder, enquanto fosse possível.
Mas o problema não será resolvido tão simples assim. A questão é complicada, porque vai sobrar também para dois outros mensaleiros (Delúbio Soares, ex-tesoureiro, e José Genoino, ex-presidente do PT), embolando ainda mais a situação.
Bem, estes são apenas os primeiros capítulos desta eletrizante novela que está corroendo os alicerces da política nacional. Com dizia nosso amigo Ibrahim Sued, depois eu conto.