NESSE MOMENTO O BRASIL PRECISA

segunda-feira, 30 de março de 2015

SOBRE A MANIFESTAÇÃO DO DIA 12 DE ABRIL


No dia 23 de março escrevi contundente artigo sobre a entrevista de Rogério Chequer – líder do Movimento Vem pra Rua - no Programa “Roda Viva” da TV Cultura. Critiquei, antes de tudo, sua postura ambígua no tocante a dizer, abertamente, que os manifestantes do dia 15 de março queriam (e continuam querendo) a saída IMEDIATA de Dilma Rousseff do cargo de presidente da República.
Ontem, dia 29, Reinaldo Azevedo apresentou, em seu blog, a informação de que o Movimento Vem pra Rua vai ter como lema da próxima manifestação a frase “Fora Dilma”. Sobre isso faço questão de dizer a todos os partidários da Intervenção Militar no Brasil o seguinte:
1. Devemos todos reconhecer tratar-se de importante avanço na pauta das manifestações e que a saída de Dilma Rousseff do poder deve vir ANTES de qualquer decisão sobre o método através do qual será feita.
2. É, até agora, do Movimento Vem pra Rua o protagonismo nas manifestações que pedem a saída de Dilma e foi ele, até aqui, que obteve maior espaço na grande imprensa.
3. A presença de manifestantes pró-intervenção militar é, sim, importante no Movimento do dia 12 de Abril e é DEVER nosso estarmos lá SEM levarmos (dessa vez) cartazes nem faixas nem camisetas pedindo, naquele momento, a Intervenção das Forças Armadas no Brasil.
4. Continuo afirmando que é uma questão de tempo até o fim da divisão existente entre intervencionistas e não intervencionistas e que, dia 12 de abril, não é momento adequado para expressar essa divergência. Reconheça-se, em primeiro lugar, o avanço feito quando milhões vão a rua pedindo “Fora Dilma” antes de qualquer outra coisa.
5. O Partido dos Trabalhadores não é (só) um partido de corruptos – é um Partido de Marginais e braço do Foro de São Paulo. Todas as opções: renúncia, cassação, impeachment ou intervenção militar constitucional devem estar, PERMANENTEMENTE, na mesa.

Milton Pires

Porto Alegre, 30 de março de 2015. 

domingo, 29 de março de 2015

12 DE ABRIL DE 2015.


UNIÃO PATRIÓTICA NACIONAL


A VERDADE


Letras Mortas


Milton Pires

Nem sempre o ato da escrita
é algo pra' exibição, fonte de
orgulho, proeza, ou exemplo
de “inspiração”

O problema é fuga do autor
inventando a falsa modéstia
aumentar reduzindo poema
dizer que verso não presta...

Não sei se escrevi algo bom...
motivo não dá pra' explicar
em mim o poema nasceu e
escrito - ganhou outro lar...

Casinha maior que escrever
traz sempre à vista na porta:
“entra, poema, sou teu leitor
é teu pai que já não te quer..”

Filho que então era meu qual
faca que carne não corta, o
poema que trago no peito...

escrito já é letra morta...

Porto Alegre, 29 de março de 2015.

sábado, 28 de março de 2015

Manifestação pela Intervenção das FFAA em 28 de março de 2015.






Os Moços Velhos


Milton Pires

Moça morando sozinha
esquece na vida de amar
chora e anda quietinha
dorme à luz do luar

Sabe essa moça tão linda
que ela já foi a paixão de
moços agora tão velhos

mortos no seu coração...

Porto Alegre, março de 2015.

Exorcismo do Autor


Milton Pires

Sei lá se escrevo correto..
poema é verbo, não objeto
direto ! Pecado de um só
compromisso implorando
por salvação..

Some, verso altruísta, com
essa de “ser para alguém” !
O autor é demônio possesso
escrevendo por condenação

Lançando palavras ao vento,
juntadas no texto indiscreto
odiando haver ter nascido

poeta por condição !

Porto Alegre, março de 2015.

sexta-feira, 27 de março de 2015

Quando eu Voltar..



Milton Pires

Não acho que a vida se acaba..
é a morte que vem e convida,
chega assim, bem de mansinho,
professora, quase uma amiga..

A morte trabalha, coitada..tudo
sabe, pondera, analisa, e não
(como quer tanta gente) é esse
bicho papão..

Tolo não há que duvide que
dela se possa fugir e na vida
o destino escolher...Nasci já
sabendo que morro..

Volto aprendendo a viver...

Porto Alegre, março de 2015.

Alma da Madrugada...


Milton Pires

Silêncio da madrugada..e
Porto Alegre adormecida
na longa noite Meridional

Tudo cala no escuro e
respira intervalo maior
a alma em vigília total

Almas não pegam no sono
nem sabem como acordar,
o tempo pra' elas parou

Segue minha alma, poeta
cruza essa noite velando
e dá testemunha sozinho

do Mundo em que Deus
te jogou..

Porto Alegre, março de 2015.