"O maior inimigo da autoridade é o desprezo e a maneira mais segura de solapá-la é o riso." (Hannah Arendt 1906-1975)

sábado, 24 de setembro de 2011

O SILÊNCIO DO ABISMO

Muito já foi escrito sobre o poder e a sua justificativa. História, filosofia, direito e sociologia vem abordando o tema há séculos e sou daqueles que acreditam que depois de Hannah Arendt e Bertrand de Jouvenel, muito pouco resta a ser dito. O que poderia um simples médico acrescentar sobre o assunto? Talvez um médico de Porto Alegre devesse escrever sobre o fim do poder de sua classe e denunciar os políticos semianalfabetos e administradores corruptos que tomam decisões de vida ou morte dentro de hospitais superlotados, mas não é este o meu objetivo aqui. Não vou perder tempo denunciando gente que pensa que o “fígado fica do lado esquerdo do abdômen” ou que a “veia aorta é a mais importante do pescoço”. O lugar destas pessoas é em Brasília....  O objetivo deste artigo é sustentar que o verdadeiro poder “total” é resultado não daquilo que ele (poder) faz ou diz, mas daquilo que ele não faz e não diz.

Entre 1964 e 1985 o Brasil viveu um período em que as pessoas eram presas, torturadas, desapareciam...enfim sofriam na pele as consequências de uma ditadura militar. Não há dúvida da força daquele regime e do seu controle sobre a vida privada do cidadão, mas mesmo assim eu sustento que aquele não era um poder total. Tenho, nas minhas recordações de infância, a lembrança do Jornal Nacional entrando no ar todas as noites as 20 horas. Inúmeras foram as vezes que eu assisti um general, brigadeiro, ou almirante dando explicações sobre a situação política do país e justificando medidas de força. Isto mesmo, a ditadura se justificava! Simples ou complexas, verdadeiras ou falsas, com repercussão ou sem, sempre havia explicações sobre a inflação, prisões, atos institucionais... Havia a Revista Cruzeiro, a Manchete, gente como Chico, Caetano, Gil,  e jornalistas como Vladimir Herzog que cobravam e estimulavam toda  uma sociedade a buscar explicações. Daí decorre que por mais cruel que fosse, o poder nunca foi total. Sua capacidade de se justificar se esgotou e ele chegou ao seu fim.
Entre 1985 e hoje decorreram 26 anos. O que aconteceu neste meio tempo? Colégios particulares (com mensalidade cara) em Porto Alegre, têm cocaína oferecida para os estudantes quase em suas portas. Nossas filhas apreendem (as vezes com 3 anos de idade) a “dança da garrafa”. Nossos filhos tem que aceitar a ideia de  que ser homossexual é uma opção, que Deus não existe, que de fato vagas para afrodescendentes são justas, que a Terra está aquecendo e que jamais deverá ser cobrado qualquer tipo de atendimento médico no sistema público.
Sem entrar no mérito destas questões, faço apenas uma observação - não é mais possível discordar destas ideias sem ser considerado um reacionário ou ser acusado de querer a ditadura de volta. Este é na minha opinião o verdadeiro poder total. Um poder que não precisa mais justificativa  por que já não tem mais adversários que possam ser levados a sério. O poder aprendeu com Hannah Arendt que seu maior inimigo é o deboche e sua maior arma a risada. Ele próprio  passou a ridicularizar seus adversários como sendo anacrônicos usando categorias do pensamente invariavelmente ligadas ao marxismo ou a psicanálise. O poder sustenta que, sendo democrático, sempre se justifica. A ética parece ter se tornado, como diria Jorge Luís Borges, um ramo da estatística. Não contestamos mais o poder do Estado já que este parece ser definitivamente o melhor Estado possível e, como eu escrevi em outro texto,  substituímos verdade por consenso. O sonho, segundo o poder não acabou, ele se realizou através da democracia.
Todas estas transformações vem ocorrendo de forma lenta,  irreversível e, acreditem ou não, planejada.  A sociedade inteira parece vítima de uma paralisia moral e é impossível deixar de lembrar Maquiavel com seu  aviso: quando as coisas mais graves são percebidas pelas pessoas mais simples, já é tarde demais.
Sobre tudo que escrevi aqui decorre uma conclusão que me parece inevitável: ou não é verdade e vai ser  (publicado ou não)  esquecido; ou é verdade, e neste caso caminhamos todos nós rumo ao abismo..um abismo sem algemas, torturas, prisões ou desaparecimentos. Um abismo sem censura, mas preenchido pelo mais angustiante, absoluto, covarde,  e devastador silêncio.
                                                                                     
 Para o pai,
                                                                               setembro de 2011.
                 
cardiopires
Enviado por cardiopires em 24/09/2011
Reeditado em 30/05/2013
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quarta-feira, 29 de junho de 2011

A Questão da Verdade e a Obsessão pelo Consenso - Ensaio sobre o Declínio da Razão

Há muito tempo atrás li que a característica da verdadeira arte é “transcender o seu tempo”. Tenho certeza que não entendi a afirmação e lembro que não havia, antes ou depois dela, qualquer definição geral do conceito de arte e muito menos de tempo. Sem nenhuma qualificação formal em filosofia é portanto  um atrevimento o que pretendo sustentar no início deste  artigo – a ideia, evidentemente nada original, de que as grandes questões do entendimento humano são comuns à arte e a filosofia. Mesmo sendo um clichê, permitam que eu escreva  que Brahms, Thomas Mann, Kant, Monet e tantos outros usaram  formas diferentes de expressão para abordar nosso desespero perante a morte, a indagação do que é o belo, qual a melhor maneira de viver uma vida justa e alguns acrescentariam  "e perfeita",  o que são o mal, o tempo, o amor, a verdade....e assim por diante.

Na minha profissão e especialidade é possível curar algumas vezes, aliviar com frequência e consolar quase sempre. Um médico intensivista, com pretensões de “filósofo”, deveria portanto escrever sobre o tema da morte. Ainda assim não é a morte o enfoque deste texto. Eu gostaria de discorrer sobre a questão da verdade.
É possível, em filosofia, distinguir cinco conceitos fundamentais de verdade – como correspondência, revelação, conformidade com uma regra,  coerência,  ou  utilidade. Assim, Kant afirmava que a verdade é a concordância da razão com seu objeto. Moisés teve a verdade revelada por Deus, nossos juízes sabiam  que a verdade deve estar em conformidade com a lei,  Maquiavel sustentou que os fins justificavam os meios e Deng Xiaoping (antecipando Lula) afirmava que na verdade não importa se o gato é branco ou preto desde que ele mate os ratos. Embora pueris, são alguns exemplos das maneiras  (algumas delas catastróficas) de entender o que seria a verdade.
Em 1987, Allan Bloom em The Closing of the American Mind, afirmou (para desgosto da New Left Americana) que “há uma coisa que todo professor pode ter certeza absoluta: quase todos os estudantes que entram para a Universidade acreditam, ou dizem que acreditam, que a verdade é relativa” O objetivo de seu livro era mostrar como a democracia ocidental acolheu inconscientemente ideias vulgarizadas de niilismo, desespero, e de  relativismo disfarçado de tolerância. Seguindo uma tradição filosófica que entende a história como ciência exata substituímos razão pelo consenso e acabamos com toda possibilidade de revelação na busca pela verdade. Partindo do materialismo histórico, concluímos que a verdade pode ser construída, que a ferramenta é a democracia e o mestre de obras é o Estado. Neste sentido, desde Hegel até Hitler o que assistimos foi o ocaso do indivíduo, a diluição do ser humano na multidão e aquilo que ouso chamar de patologia do tempo - uma espécie de doença onde não há mais passado nem futuro  e portanto  não há lugar algum para Deus nem para Razão (a Razão como processo fundamenta-se em  causa e efeito e portanto transcorre no tempo).
Assim sendo, não  foi a toa que em 1926 Ortega y Gasset afirmou que “dentro de pouco tempo se ouvirá um grito formidável que se elevará do planeta como uivos de inumeráveis cães, até as estrelas, pedindo alguém e algo que mande, que imponha uma tarefa ou alguma obrigação". Tomando o lugar da verdade revelada, a obsessão pelo consenso construído  liquidou com a noção de mérito. Não podemos portanto afirmar “ nascer, morrer renascer ainda e progredir sempre - tal é a lei”  e não podemos fazê-lo não por que não acreditamos na lei da reencarnação, mas por que não acreditamos mais  em lei alguma!
O legado final, e verdadeira desgraça do materialismo, não foi a extinção da religião ou de um conceito “social” de Deus. Mesmo Antônio Gramsci sabia que o Estado não pode substituir a consciência do indivíduo, mas ao confundir verdade com consenso destruímos  para sempre a noção de que a  caridade é feita em silêncio e que fora dela não há salvação.

                                                                                                                 Porto Alegre, junho de 2011

Milton Simon Pires
Médico Intensivista
Porto Alegre - RS
cardiopires
Enviado por cardiopires em 29/06/2011
Reeditado em 02/07/2011
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sexta-feira, 24 de junho de 2011

O OLHAR DA MORTE


A Primeira Guerra Mundial foi um conflito fundamentalmente europeu que ocorreu entre 1914 e 1918. Guerra da eletricidade, do rádio e da morfina, ela matou milhões e mudou para sempre aquilo que seria a história do século XX. O objetivo deste artigo é discorrer sobre uma produção cinematográfica de  2002 chamada Deathwatch. Em Portugal recebeu a tradução correta, mas no Brasil foi pateticamente distribuída como Guerreiros do Inferno.

O que poderia um médico brasileiro escrever em 2011 sobre uma guerra cujo início data de quase 100 anos? Mais: por que razão o faria?
Muito mais do que a falta de formação acadêmica é a necessidade de escapar de conceitos do marxismo e da psicanálise que me preocupa e é portanto na simples condição de médico e de espírita que escrevo estas linhas.
A análise daquilo que foi a Grande Guerra não escapa, logo no início, da seguinte curiosidade: uma série de escritores, filósofos e intelectuais antes de 1914, sob certo aspecto, previram o que se aproximava (Nietzche talvez seja o maior deles) mas depois de 1945 o conflito foi praticamente esquecido. Não há aqui espaço para analisar meu interesse no assunto. A título de curiosidade fica a informação de que no Corpo Expedicionário Português, nove soldados com o sobrenome da minha família (Pires) perderam a vida na Primeira Guerra Mundial.
O Olhar da Morte transcorre durante o ano de 1917 no chamado front ocidental. O filme conta a história de um pelotão inglês - o Pelotão Y -  que avança em território inimigo e termina perdido  dentro de uma trincheira alemã. Livre de vários clichês , até porque trata-se de uma produção ânglo-germânica, a peculiaridade é que todos os soldados ingleses já estão mortos e não se deram conta disso. O personagem principal, sugestivamente um jovem recruta chamado Shakespeare, é o único a guardar algum resquício de humanidade em relação ao que que vai acontecer lá. A trincheira está cheia de corpos de soldados alemães, água, e ratos. Fenômenos sobrenaturais passam a acontecer levando os ingleses a perder a sanidade, questionando cada vez mais a disciplina, a  hierarquia e a razão de se encontrarem ali.  Passam a exercer sua crueldade com o único alemão sobrevivente que encontraram ao chegar. Este personagem, fundamental na história, fala apenas francês e o único capaz de entendê-lo é justamente o recruta Shakespeare. É impossível deixar de comparar no final (numa visão católica) este soldado alemão com o próprio demônio, mas é o desespero de todos e as atitudes cruéis que tornam difícil a analogia. Entre vários acontecimentos um chama a atenção - é localizado na trincheira um aparelho de rádio. Um dos soldados ingleses consegue ligá-lo e escuta comunicações do próprio comando britânico dando conta que todos no Pelotão Y  estão mortos. Num clima de  violência cada vez maior, os soldados passam a se agredir e a “se matar” entre si e ironicamente é o inimigo que insiste em avisá-los que algo mais está acontecendo ali. Em determinada parte do filme, o sobrevivente alemão está sendo torturado por um o inglês. Ele é salvo por Shakespeare num ato de piedade que foge de todo contexto. Entrando em uma caverna dentro da própria trincheira este último soldado inglês encontra todos os outros companheiros na escuridão e vê a si mesmo entre eles. Fica evidente que todos estão mortos mas o recruta insiste em negar o fato fugindo da caverna e encontrando na saída o alemão armado e disposto a matá-lo. Ele lembra o inimigo que antes havia salvo sua vida e portanto merecia  uma chance igual. O alemão então aponta uma escada de saída daquela trincheira e Shakespeare sobe por ela desaparecendo na neblina.
O Olhar da Morte oferece do ponto de vista espírita uma oportunidade ímpar nos filmes de guerra: entender todo o sofrimento como um teste para capacidade humana de crer na bondade do outro. A Primeira Guerra Mundial representa, como todas as guerras, a impossibilidade da razão. Não parece existir doutrina histórica ou moral capaz de explicar a redução da condição humana ao que se assiste neste drama, mas o filme sugere que as vezes podemos estar vivendo no próprio inferno sem se dar conta disso.
Mais do que uma homenagem aos soldados que morreram , o Olhar da Morte é um tributo a toda uma geração incapacitada para o amor, para o trabalho e para fé em Deus.
Perdido nas prateleiras entre o gênero guerra e terror a mensagem final desta obra rara  é que  o ser humano é capaz de obter a salvação e a liberdade  através da esperança e do perdão.

Milton Simon Pires
Médico Intensivista
Porto Alegre - RS
cardiopires
Enviado por cardiopires em 24/06/2011
Reeditado em 28/06/2011
Código do texto: T3055260
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sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

As ONGS e a Biopirataria no Brasil

No relatório de 90 páginas sobre a atuação das ONGs na Amazônia, a Abin diz que a Amazon Conservation Team e a Missão Novas Tribos do Brasil são suspeitas de praticar biopirataria. Sobre a ACT, diz que "repassaria conhecimentos indígenas sobre substâncias extraídas de plantas e animais a laboratórios estrangeiros". Sobre a MNTB, afirma: "Recebe críticas no tocante à destruição cultural da população indígena, biopirataria, prospecção ilícita do subsolo e contrabando de minerais". O Globo



ARQUIVO RELATA “ROUBOS” NA AMAZÔNIA

Documentos inéditos do regime militar mostram a preocupação com a saída clandestina de riquezas minerais - Marcelo de Moraes
Há mais de 40 anos o governo brasileiro tenta tomar providências para provar que “a Amazônia tem dono”, como afirmou o Lula da Silva, na semana passada, preocupado com o interesse estrangeiro sobre a região. Documentos inéditos da época do regime militar (1964-1985), guardados no Arquivo Nacional, em Brasília, mostram que em 1967 o governo já se preocupava seriamente com a saída clandestina das riquezas minerais do País, especialmente as da Amazônia, e produziu um estudo com diretrizes específicas para cuidar da região.

No ofício de 2 de agosto de 1967, número 021-3S/4193/67, do Conselho de Segurança Nacional, classificado como “ultra-secreto”, o governo apresenta um estudo sobre o “Descaminho das riquezas naturais do País”. O início do texto produzido pelo Conselho de Segurança Nacional, ao qual o Estado teve acesso, afirma que o objetivo do estudo era “propor medidas que visem a impedir ou, pelo menos, limitar o descaminho de nossas riquezas naturais e o contrabando em nosso País, de modo a atestar o esforço e a indignação do governo revolucionário em face da alta corrupção e da ausência de patriotismo”.

Segundo o estudo, as “denúncias incidem, com marcante constância, sobre grupos estrangeiros, com ou sem testas-de-ferro brasileiros, e predominantemente americanos”. E exibe problemas semelhantes aos enfrentados até hoje na região. “Os campos de pouso clandestinos têm servido, muitas vezes, para aterrissagem de aeronaves suspeitas, brasileiras e estrangeiras (americanas, sobretudo) que realizam o transporte do material contrabandeado.”

MATERIAL RADIOATIVODentro do Conselho de Segurança Nacional, o assunto foi considerado prioridade. “Esta secretaria possui em seus arquivos vasta documentação referente ao descaminho e ao contrabando realizados no País. Há informações estarrecedoras em todas as divisões ou seções das Forças Armadas, bem como no Serviço Nacional de Informações (SNI) e neste gabinete que comprovam e tornam incontestáveis as constantes denúncias que continuam a ser feitas sobre o assunto.”

Pelo levantamento do conselho, as principais riquezas desviadas eram “ouro, pedras preciosas, madeira e minérios contendo material radioativo”. Para retirar o material, as autoridades do governo brasileiro constataram que a maior parte do contrabando deixava o Brasil transportado em embarcações fluviais e levado para navios. Também deixava o território nacional em aviões particulares e “até mesmo em bagagem de passageiros que se utilizam das aeronaves da FAB”. Na visão do conselho, isso servia para atestar “a tranqüilidade e a rotina das operações garantidas pela impunidade e pelo suborno nos vários escalões”.

O diagnóstico apresentado no estudo lembra que o roubo de riquezas brasileiras é “um fenômeno muito antigo e vem desafiando os governos e a administração da República pela complexidade de sua solução, num país de extensão continental com enormes fronteiras e litoral de difícil controle”. O documento está impregnado da visão nacionalista dos integrantes do Conselho de Segurança Nacional que reagem indignados à colaboração de brasileiros no contrabando das riquezas nacionais para o exterior.

“Pior é o apoio organizado que os apátridas nascidos em território brasileiro têm dado à dilapidação de nossas riquezas naturais, acobertando, protegendo, legislando e julgando os casos de descaminho e contrabando de modo a se locupletarem regiamente com o dinheiro da corrupção”, diz o texto.

OURO E MADEIRAO estudo lista números de evasão de recursos constatados pelo governo. Em relação à evasão de ouro, relatório da Exatoria Federal de Santarém (PA) mostra que durante o ano de 1965 os garimpos do município de Itaituba produziram 816.361 quilos de ouro. Segundo o Conselho de Segurança Nacional, somente o garimpo de Griporozinho, pertencente ao município de Itaituba, atingia média de produção diária de 30 quilos de ouro, chegando a quase 1 tonelada por mês.

Na extração de madeira, o governo constata o mesmo tipo de irregularidade. “Muitas firmas exploram ilegalmente a madeira neste País, com realce das instaladas na região Norte que se especializam em madeiras de lei”, cita o texto. “O preço dessa madeira, saída de modo fraudulento, é da ordem de US$ 6 mil o metro cúbico laminado. No entanto, esse metro cúbico é comprado dos mateiros por aproximadamente US$ 70”, descreve o estudo.

Como proposta para solucionar o problema, o governo adota soluções parecidas com as atuais, como a criação de um “grupo de planejamento e execução, de alto escalão, subordinado à Presidência da República”. Para frear a corrupção de seus agentes na região, o governo propõe também melhorar suas condições de vida.

Assim, oferece a “criação de condições compensadoras - habitação, saúde, higiene, conforto, e justas gratificações - aos agentes de repressão ao contrabando. Tal medida tem o objetivo de facilitar a seleção dos homens e tornar mais difícil (além de injustificável) qualquer tipo de suborno”.

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

Tudo Bem na Saúde em Porto Alegre

Com uma espécie de "tempestade perfeita" sobre a cabeça dos médicos municipários (fim da FUGAST + ponto eletrônico + IMESF) podemos ficar tranquilos com a ação do "nosso sindicato" pois ele não tem nehuma postura partidária e defende em primeiro lugar as causas de todos os companheiros....Ooops, desculpe - eu queria escrever colegas. 

Vice-presidente do SIMERS participa do Fórum Social Mundial

07.02.2011

A vice-presidente do Sindicato Médico do RS (SIMERS), Maria Rita de Assis Brasil, participa da 11ª edição do Fórum Social Mundial, que acontece em Dacar, no Senegal. A dirigente embarcou para África do Sul no sábado, 5, e acompanhará todo o evento, que encerra dia 11.
Nesta terça-feira, 8, Maria Rita apresentará o painel “Direitos Humanos e Saúde no Brasil”, das 16h às 19h, dando continuidade a participação do SIMERS no Fórum Social, como instituição que incentiva o debate sobre a saúde pública e demais temas fundamentais do setor. Durante a apresentação, Maria Rita distribuirá folders com o alerta sobre a necessidade de atenção básica à saúde dos cidadãos.

A expectativa é de que o Fórum Social Mundial receba 50 mil pessoas, representando 123 países, além da Palestina e Curdistão. Segundo os organizadores, as propostas que serão debatidas em Dacar giram em torno de três grandes questões: a situação mundial e a crise, a situação dos movimentos sociais pela cidadania; o processo dos fóruns sociais mundiais. Serão cerca mil atividades autogestionadas, propostas por parte das 1.205 organizações inscritas.