"O maior inimigo da autoridade é o desprezo e a maneira mais segura de solapá-la é o riso." (Hannah Arendt 1906-1975)

sábado, 19 de julho de 2014

O avião abatido e o Brasil.


Diante das evidências, são poucas as dúvidas de que o avião civil de passageiros da Malaysia Air Lines, durante seu percurso sobre a Ucrânia, foi abatido por um sistema anti-aéreo, operado por uma força paramilitar separatista, apoiada, treinada e municiada pelo Governo Russo.
As gravações, interceptadas pelo Serviço de inteligência da Ucrânia e divulgadas nos veículos de imprensa internacional, são assustadoramente expressivas ao revelar a dura face do comunismo, eles derrubariam toda e qualquer aeronave que cruzasse aquele espaço aéreo, mesmo sem que a identificação prévia fosse feita, sem evidência de uma ameaça real ou a eminência de um ataque. Ou seja, violência desmedida e agressão injusta, as quais, nas convenções internacionais, são crimes de Guerra.
Muito em breve estaremos assistindo ao jogo de interesses, ataques mútuos e defesas diplomáticas no Conselho de Segurança na ONU. Assistiremos pseudo pacificadores que tentarão "apagar esse incêndio", varrendo para debaixo do tapete, mas deixando de fora o rabo, e talvez os chifres, um bicho vermelho que cresce assustadoramente.
De um lado os Estados Unidos da América enfraquecidos pelo discurso do "politicamente correto" de seu líder e pelo temor do envolvimento, novamente, em um grande conflito. Do outro lado, a Federação Russa e a República Popular da China, unidas em uma estratégia, cada vez mais forte e difundida, de criar um mundo unificado no comunismo, transferindo para esses países uma influência que até então era norte-americana.
Destacamos algumas conquistas do bloco comunista na implantação desse regime à nível mundial.
Os BRICS seguem hoje com um regime econômico ditado por uma linha de ação comum caracterizada por forte intervenção do Estado na Economia. A remodelação econômica vivida na China e Rússia tende a ser implantada nos demais países do Bloco.
O regime comunista ganhou força por um sistema financeiro forte, como na China, baseado no comércio internacional, praticando preços abaixo do mercado, e total controle Estatal.
Quando vimos há cerca de 15 anos uma invasão mundial de produtos chineses, e o país investindo pesado na educação e capacitação profissional, não era a China praticando a mudança, como muitos podem pensar, de seu regime para o Capitalismo, mas uma estratégia Gramnsciana de remodelação do Comunismo.
O comunismo do século XXI continua com seus pilares sólidos da "coisificação" dos seres humanos, onde as pessoas são somente instrumentos para o funcionamento do Estado. O sucesso da China só é possível pela exploração do trabalhador, sem direitos, e submetidos à quase escravidão. Somente assim consegue-se praticar preços tão diferenciados. A diferença é que a maioria é explorada, mas não se percebe explorarada. A dura repressão Governamental e abusos dos direitos humanos continuam.
A China com seus baixos custos de produção conseguiu que uma enorme parcela de empresas multinacionais levassem suas unidades produtoras para seu território. E hoje oferece mão de obra capacitada, técnicos, cientistas e engenheiros, ao menor custo do planeta. Ou seja, o mundo criou um dependência real da China. Bem como permitiu ao chinês uma vida dentro de padrões ocidentais, parte da estratégia Gramnsciana, repensada após o massacre da Praça da Paz Celestial. Os valores orientais da honra de lutar e resistir foram propositadamente trocados pelos Hambúrgueres, ipads e xboxs. Mas engana-se quem acredite em alguma liberdade na China. "A melhor escravidão é aquela na qual os escravos não percebem que são escravos".
A política do pão e do circo continua. Nessa linha de raciocínio, analisando essa estratégia do bloco comunista e os BRICS, ressalto que a China sediou Jogos Olímpicos, a África do Sul e o Brasil Copas da FIFA, e a próxima será a Federação Russa, não foi coincidência.
Os BRICS criaram seu próprio banco internacional de financiamento, com sede na poderosa China. Aumentou a influência da China sobre o Globo. Os demais países dependerão desse banco que, maquiavelicamente deverá oferecer juros abaixo de valores internacionais. A estrutura geopolítica e econômica do Mundo muda rapidamente sob o sadismo comunista.
Entretanto, o fortalecimento econômico nunca vai significar abertura política ou maior liberdade no bloco vermelho. Comunismo é o inverso de Democracia e esses países utilizarão cada vez mais violência para edificarem seu domínio.
A Federação Russa não cessará enquanto não retomar a Ucrânia de volta, a qualquer custo. Cuba respira aliviada com o amplo financiamento do Brasil e a instalação de uma base militar soviética. A Venezuela fornece petróleo e em contra partida a ilha nunca deixou de fornecer bem treinados guerrilheiros, seu principal produto de exportação.
O Brasil segue em fase adiantada na implantação do novo regime. A progressiva desestabilização da economia. Invasões de propriedade privada, anulação de oposição, criação de conselhos populares e a aliança ao bloco comunista selam o nosso destino. Triste destino.
Se observarmos o governo brasileiro já não segue em direção ao crescimento nacional. No último ano nosso PIB foi pífio e os índices financeiros mascarados. Todas as medidas são tomadas visando ao desenvolvimento e fortalecimento da UNASUL, dentro das metas do Foro De São Paulo.
Nesse terrível e vil caminho para o controle do mundo, o ser humano e a vida não representam nada além de força de trabalho escravo para o sistema e sustento da elite caviar dona do poder (Castros, Putin, Maduro, Lula, Dilma, Cristina e outros). Aqueles que, como nós, não integram essa casta, podem ser abatidos como gado para alimentar o regime.
Na história, quando os agredidos não reagem com força e bravura, evitando a guerra e entregando-se à desonra, abrem caminho para a dominação e o holocausto. Vide a ascensão de Hitler.
Naquele avião estávamos todos nós que não concordamos com a falácia da igualdade social do comunismo. Que não concordamos com a falta de liberdade e a estatolatria. Que não aceitamos o controle estatal da economia. Que amamos a vida e a Democracia!
Infelizmente, nesse triste e sinistro momento, ou o que sobrou de um mundo democrático reage com todo o rigor, mesmo que isso signifique uma guerra, ou caminharemos, a passos largos para um mundo "orwelliano" de escravidão, desonra, morte e tirania.
Rodrigo Simões Lemos Dias

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