"O maior inimigo da autoridade é o desprezo e a maneira mais segura de solapá-la é o riso." (Hannah Arendt 1906-1975)

quinta-feira, 25 de dezembro de 2014

Solidariedade x Caridade no Brasil

Existe uma gigantesca diferença entre "solidariedade" e "caridade"..A solidariedade se faz em grupo; a caridade sozinho..A solidariedade precisa ser mostrada; a caridade se faz em silêncio..A solidariedade nos liberta de uma "culpa" que, real ou imaginária, para seu alívio necessita de testemunha. A caridade não nos livra de nada e seu único testemunho é Deus..Um dia a humanidade inteira vai entender que TODA "solidariedade" é política..e que a caridade é cristã..Essa democracia ocidental decadente, que caminha para uma ditadura cultural conseguiu confundir uma coisa com a outra e não falta gente dentro da Igreja para dizer que Jesus foi comunista, que viveu praticando "solidariedade" e que o cristianismo nasceu como uma espécie de ONG. Conseguiram: o verdadeiro sentido do Natal se perdeu...é por isso que nós, brasileiros, gostamos tanto de ser "solidários"..para podermos esquecer que um dia fomos cristãos..
Milton Pires.

Solidariedade é o que vem para "remediar"..Caridade é o que vem para prevenir..a primeira olha para o passado. A segunda, para o futuro..É por isso que um AMERICANO faz caridade ..e um brasileiro SOLIDARIEDADE...NÃO EXISTE CARIDADE NO BRASIL ..

4 comentários:

  1. Temos conceitos diametralmente opostos. Ao contrário de você, eu vejo a caridade como aquilo que se faz para ser testemunhado (por Deus e pelos outros) e com o objetivo de aliviar uma culpa (pelos pecados), enquanto a solidariedade nos dá uma satisfação pessoal na medida em que é um dever moral. A diferença entre dever moral e dever religioso é exatamente que o não cumprimento de um dever religioso acarreta uma sanção (de Deus - nesta vida ou no Dia do Juízo - ou da comunidade religiosa), enquanto o não cumprimento de um dever moral apenas nos deixa em dívida conosco mesmo. Vejo quase diariamente pessoas fazendo caridade por obrigação cristã, sendo apenas intermediários entre Deus e o necessitado. Já a solidariedade nasce no indivíduo, é direta, de sua iniciativa e independe de crenças religiosas. A caridade é uma ação, a solidariedade é um sentimento. A caridade é vertical e de cima para baixo, a solidariedade é horizontal e entre iguais. Ser caridoso é estender a mão, ser solidário é pôr o braço em volta. Uma coisa não exclui a outra. Há momentos em que somos caridosos e há momentos em que somos solidários. A solidariedade também é caridosa, já a recíproca não é verdadeira. Mas não tenho a menor dúvida que é muito melhor para a humanidade que haja cada vez mais solidariedade e que, a caridade seja cada vez menos necessária. Perpetuar a caridade significa perpetuar a existência de necessitados e abastados. Você diz que Jesus não foi comunista. Tenho minhas dúvidas sobre isso, mas tenho a mais absoluta certeza que ele não foi um capitalista liberal. E só para terminar: essas afirmações finais de que “solidariedade vem para remediar e caridade vem para prevenir” não fazem o menor sentido!!!! E sequer encontram sustentação em seu texto.

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    1. Deus me livre de argumentar com aquele pensa que Jesus Cristo pode ter sido comunista e Deus me livre (mais ainda) de precisar do seu reconhecimento para sustentação do meu texto...Fique com a palavra de marginais como Leonardo Boff e Frei Beto. Eu fico com a palavra de Deus

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  2. Desculpe, eu pretendia só iniciar uma conversa, pois estou começando uma pesquisa sobre o assunto e pensei que estava argumentando com uma pessoa racional e não com um fanático religioso ou obtuso político. Você sequer soube interpretar uma figura de linguagem (lítotes) quando relacionei Jesus com comunismo. Óbvio que Jesus não foi comunista, da mesma forma que Ele não foi existencialista, humanista ou flamenguista. Pelo simples fato de que Comunismo é uma criação humana posterior à Cristo (ainda que você O considere eterno ou atemporal, os conceitos seriam conflitantes), mas, pensei que isso seria cristalino, e não supus a possibilidade da interpretação literal, afinal, pensei que você fosse médico, portanto alguém com certa bagagem cultural. Se foi esse o caso (déficit intelectual), então o erro maior foi meu, por tentar trocar ideia com quem não tem nada a oferecer. No entanto, você se apegou a uma mera ênfase retórica de minha parte para desqualificar o comentário todo e evitar a réplica, numa falácia típica ("apelo ao preconceito"). Então, sua repugnância à argumentação deve-se somente a seu fundamentalismo religioso, e eu sinto mais ainda por isso. Apelar à crença religiosa como argumento, acaba com qualquer possibilidade de diálogo, na medida que, contra o argumento da fé, não há argumento. Eu prefiro expor ideias que possam ser comprovadas, testadas e contestadas, pois é assim que se constrói o conhecimento. Quando inicio uma pesquisa sobre um assunto, sempre procuro primeiro aqueles que pensam de forma contrária a mim, pois são esses que mais têm a contribuir e podem, já de início, me fazer mudar de ideia. Por isso tentei dialogar com você. Não foi possível. Mesmo assim, foi válido.

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    1. Pois é...foi "válido" e, sendo você uma pessoa que "estuda" e faz suas "pesquisas" não vale à pena discutir comigo. Adeus.

      Seja feliz e, por favor, não volte mais.

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