"O maior inimigo da autoridade é o desprezo e a maneira mais segura de solapá-la é o riso." (Hannah Arendt 1906-1975)

sexta-feira, 2 de janeiro de 2015

O GOLPE CONSTITUCIONAL E A POLÍCIA NACIONAL


Edição do Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Jorge Serrão - serrao@alertatotal.net

Um detalhezinho pouco destacado pela mídia nos muitos discursos da Presidenta Dilma Rousseff deixou claro qual é o projeto prioritário da turma do Foro de São Paulo para este segundo mandato: uma reforma constitucional. Dilma deixou isto evidente ao afirmar um dos compromissos de seu governo: "Vamos mudar a Constituição para que o governo federal possa assumir a segurança pública". Quem pretende mexer neste item também vai alterar outros pontos da Lei Maior...

Será que Dilma pretende criar um novo "Ministério da Segurança do Estado", numa espécie de "Gestapo ou Stasi Nazicomunopetralha"? Será o investimento em um Estado Policial, com alto poder de repressão, que servirá para pegar "bandidos pés de chinelo" e para assassinar as reputações dos inimigos? Independentemente da solução policialesca escolhida, o que ficou evidente é que Dilma deseja mexer na Constituição. Esta é uma clara reivindicação dos tais "movimentos sociais" aparelhados ideologicamente. O golpe institucional foi oficialmente anunciado ontem por Dilma.

O deputado federal Onyx Lorenzoni (DEM/RS) foi um dos únicos que chamou a atenção ontem para o recado autoritário dado por Dilma: "Nos sonhos da presidente, em uma cidade pequena do interior do estado existiria uma força policial subordinada ao governo federal, em vez do governador ou do prefeito. Poder centralizado é o berço da corrupção, poder policial centralizado é o sonho de todo governo autoritário. Teremos que constituir uma brigada de combate crítica, unida e equilibrada. Precisamos defender nosso país da involução socialista que esse governo defende. Não vamos esmorecer. O Brasil precisa de nós".

Dilma já anunciou o golpe... Agora, fica até domingo descansando com a família nas mordomias da Base Naval de Aratu, na Bahia. Segunda que vem, quando voltar ao batente de verdade, a séria brincadeirinha autoritária recomeça... Quando vai acabar? Ou melhor: como vai acabar? São as dúvidas a partir de agora.

Se as Elites Morais do Brasil não se mexerem, vão virar mexido na frigideira dos loucos do Foro de São Paulo.

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