"O maior inimigo da autoridade é o desprezo e a maneira mais segura de solapá-la é o riso." (Hannah Arendt 1906-1975)

sexta-feira, 9 de janeiro de 2015

PARA RECORDAR - DEZEMBRO DE 2013 - Casartelli denunciado na CPI da Procempa



A lista é longa. Começa com Cristiano Tasch (ex-PMDB, hoje PPS), secretário da Fazenda que assumiu em 2005 no primeiro período do prefeito Fogaça. Vendeu a CRT numa operação muito questionada e já fora indiciado na CPI do Banestado. Depois foi Mauro Zacher (PDT), que este ano virou réu de ação penal após longas investigações sobre irregularidades no programa ProJovem quando era secretário municipal da Juventude. Foi denunciado pela ex-vereadora e atual deputada do PDT Juliana Brizola. Foi vítima do “fogo amigo”. A seguir, denúncia de fraude em licitação determinou o afastamento de Garipô Selistre, também investigado pela Polícia Federal. Depois tivemos o lamentável episódio da pintura dos ônibus da COPA na Carris, que determinou o afastamento de João Pancinha da presidência da empresa. Novo indiciamento e novas investigações de ilícitos.
Já Eliseu Santos, ex-secretário da Saúde sequer chegou a ser denunciado, foi assassinado de forma brutal num obscuro episódio até hoje não esclarecido. Depois tivemos os indiciamentos de Luiz Fernando Záchia, por suspeita de ilícitos cometidos na SMAM. Como Tasch, já fora indiciado em outro escândalo, os famosos desvios do DETRAN apurados na operação Rodin. Depois tivemos as denúncias sobre o uso da SMOV para fins eleitorais. Cássio Trojildo virou réu em ação de crime eleitoral, perdeu o mandato em decisão de primeira instância, temporariamente recuperado pela concessão de uma liminar. Vários ex-secretários do governo Fo-Fo e líderes partidários influentes integraram o conselho da Procempa, dentre eles Clóvis Magalhães (PPS) e Carlos Manfroi (PTB), também acusados de se beneficiarem irregularmente, junto com seus dependentes, de planos de saúde da Procempa. Carlos Manfroi tinha uma irmã na Procempa, Luciana Manfroi, acusada de contratar a empresa do marido para prestar serviços à empresa municipal de informática.
O leitor deve estar cansado, a lista é longa e pior, não incluiu alguns personagens importantes. Antes de finalizar vou apresentar mais alguns nomes, arrolados como réus no processo judicial 11303549477, que apura irregularidades na contratação do SIAT: 1) André Imar Kulczynski (ex-presidente da Procempa); 2) Roberto Luiz Bertoncini (secretário municipal da Fazenda); 3) Rodrigo Sartori Fantinel (técnico da Fazenda, responsável pelo projeto SIAT; 4) Haroldo Jascobowski, dono da Consult Informática e Zilmino Jacedir Tartari.
Pois no “apagar das luzes” deste 2013 a CPI da Procempa traz mais uma denúncia que pode gerar um novo indiciamento, já solicitado pelo presidente da Comissão, o vereador Mauro Pinheiro. Carlos Casartelli, secretário da Saúde da Prefeitura solicitou a instalação de um novo sistema operacional na sua secretaria, o ARGHOS. Foi firmado um termo de cooperação técnica entre a empresa GSH e a Procempa. Tudo sem licitação.

Num segundo momento a adaptação do ARGHOS determinou custos e foram pagos à GSH 4 milhões de reais. Acontece que no depoimento à CPI o proprietário e diretor da GSH, Rudinei Dias Moreira confirmou ter apoiado Casartelli (financeiramente e com cedência de espaços da empresa) na campanha do secretário nas eleições municipais de 2012. Teremos um novo indiciamento e mais um réu na interminável lista de “mal feitos” do governo Fo-Fo?

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