"O maior inimigo da autoridade é o desprezo e a maneira mais segura de solapá-la é o riso." (Hannah Arendt 1906-1975)

sábado, 10 de janeiro de 2015

RESPOSTA AO BRASIL 247 NA MATÉRIA SOBRE O CFM.

CFM quer impedir médicos de atuar na rede pública

Manual do Conselho Federal de Medicina que deve ser publicado nas próximas semanas traz regras e orientações para fiscais identificarem um ambiente adequado de trabalho, com base na infraestrutura, materiais básicos e quantidade mínima de profissionais


Depois de se destacar pela forte atuação contra o programa Mais Médicos, pelo qual o governo federal contratou 14.462 profissionais estrangeiros e brasileiros para o sistema de saúde do País, o Conselho Federal de Medicina (CFM) pretende agora impedir médicos de atuarem na rede pública de saúde.
O plano do Conselho é apertar a fiscalização em hospitais e prontos-socorros brasileiros, conforme noticiou nesta quinta-feira 8 a jornalista Mônica Bergamo em sua coluna. Nas próximas semanas, a entidade divulga uma cartilha com orientações para os fiscais da CFM utilizarem em suas "blitze".
O material trará regras sobre requisitos para um ambiente adequado de trabalho, com base em infraestrutura, materiais e quantidade mínima de profissionais em atendimento, por exemplo. O objetivo é embasar o fiscal para que ele identifique os itens básicos que possam garantir a segurança dos pacientes e dos profissionais.
Caso se deparem com irregularidades, a primeira ação é chamar o responsável pelo estabelecimento. O Ministério Público também será acionado e, se as providências não forem tomadas, o Conselho poderá até determinar "interdição ética", impedindo médicos de atuar no local por falta de condições de trabalho.
A entidade que representa a classe médica parece andar para trás no que diz respeito à contribuição ao sistema público de saúde. Enxerga, como solução para os problemas da área, deixar a população com menos profissionais à disposição.
Não foi com o mesmo rigor que o Conselho agiu contra a chamada "máfia das próteses", denunciada no domingo pelo programa Fantástico, da Globo.
RESPOSTA DO EDITOR - Sem procuração alguma para defender o Conselho Federal de Medicina e escrevendo na condição de médico, de cidadão e de eleitor que não depende de dinheiro petista vindo do tráfico de drogas na América Latina, afirmo que jamais, em toda história, foi objetivo primário do CFM impedir médicos brasileiros de trabalharem em parte alguma. Digo ainda, como médico formado há mais de 20 anos, que não só é uma prerrogativa como uma obrigação dessa autarquia zelar pelo nível da Medicina que se pratica no Brasil tendo sido EXATAMENTE por isso que se posicionou contra o Programa Mais Médicos que foi criado para REELEGER Dilma e não para solucionar os problemas da Saúde Pública. Toda força, pois, ao Conselho na sua tarefa histórica e no cumprimento da sua obrigação juntos aos médicos e junto a sociedade. 

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