"O maior inimigo da autoridade é o desprezo e a maneira mais segura de solapá-la é o riso." (Hannah Arendt 1906-1975)

domingo, 8 de fevereiro de 2015

O ANIVERSÁRIO DO PT

Paulo Eboli
Sem entender porque, fui convidado para a festa dos 35 anos do PT.
Curioso como sou, resolvi comparecer.
Na chegada, a primeira surpresa: na verdade o PT está fazendo 40 anos, 35 por dentro e 5 por fora. Disse-me o Rui Falcão que isso não é caixa 2, mas sim um programa denominado Regressão Etária Não Contabilizada Bolivariana, adotado há muito por diversas damas do partido, como Dona Marisa Letícia e Marta Suplicy.
O salão estava lindamente decorado com anúncios de escritórios de advocacia e fotos coloridas das melhores prisões do país, vendendo ofertas tentadoras, como celas minimalistas assinadas por Philip Stark e solitárias retrofitadas de frente para o mar.
O serviço estava um pouco prejudicado pela greve dos garçons e o racha entre duas facções do pessoal da cozinha, mas, mesmo assim, o bufê não deixava nada a desejar. Como pièce de resistance, coxinhas deliciosas (provocação?) e quibes com receita exclusiva do Estado Islâmico. Na mesa de doces, maravilhosos comissários de chocolate – na verdade, brigadeiros, mas nome de milico não entre nessa festa.
Num palco improvisado, Lula, bêbado – desculpem-me pela redundância – discursava aos berros pedindo a renúncia do Fernando Henrique e o fim da ditadura.
Dilma, linda, desfilava um modelito capa de liquidificador, que passou a adotar depois que perdeu peso e abandonou o estilo capa de bujão. Já meio alterada pelo consumo abusivo álcool misturado à gasolina, dizia a todos para não se preocuparem com a crise: “gentes, depois da tempestade vem a ambulância!”.
Enquanto isso, Ideli Salvatti não largava o pau de selfie da Erenice Guerra, enorme, por sinal, tirando fotos indiscretas, como o flagrante do Zé Dirceu imitando a boca de cu da Graça Foster.
No auge da farra, um apagão deixou tudo às escuras. Quando a luz voltou, Dilma acusou Aécio pelo incidente e o dinheiro arrecadado com a venda de ingressos sumiu. Não por acaso, Genuíno saiu de fininho, logo depois, com um volume estranho sob o paletó.
E aí chegou o momento solene da festa: a banda de músicos cubanos, do programa Mais Músicos, atacou o Hino Nacional da Venezuela.
Fui embora.

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