"O maior inimigo da autoridade é o desprezo e a maneira mais segura de solapá-la é o riso." (Hannah Arendt 1906-1975)

terça-feira, 22 de setembro de 2015

O "PENSAMENTO" DE KIM IL SUNG, SEGUNDO A UFPA

POLITICA 22/09/2015 ÀS 11:13 - ATUALIZADO EM 22/09/2015 ÀS 14:56
UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARÁ PROMOVE PALESTRA SOBRE "PENSAMENTO" DE DITADOR DA COREIA DO NORTE
Evento contou com presença do embaixador do regime genocida
Imagine se uma Universidade resolve fazer uma palestra sobre o pensamento de Adolf Hitler, tendo como conferencista um representante qualquer de um grupo neonazista. O escândalo, mais do que justificado, ganharia as manchetes de todos os veículos de comunicação.

O comunista Kim Il-Sung, criador original da sanguinária ditadura da Coreia do Norte, o regime mais fechado do mundo, intelizmente não dispõe da celebridade e notoriedade de seu colega ariano de crimes contra a humanidade. É por isso que a palestra "A Coreia do Norte e o Pensamento de Kim Il Sung", que foi proferida na Universidade Federal do Pará, não ganhou a atenção que merecia. Na oportunidade, falou o embaixador da Coreia do Norte no Brasil, o "excelentíssimo" Sr. Kim Chol Hak. Também houve o lançamento do livro  "Memórias no Transcurso do Século", escrito pelo próprio ditador.

A Pró-Reitoria de relações internacionais da UFPA se tornou em órgão propagandístico de um regime genocida que mantém sua população isolada do restante do planeta e sob condições brutais e desumanas. A Coreia do Norte, que é governada pelo neto de Kim Il-Sung, mantém campos de concentração e também executa uma permanente perseguição a inimigos políticos.

Jovem coreana faz relato arrepiante de como 
é viver na Coreia do Norte - 

YeonMi Park de 21 anos, norte-coreana, fugiu do seu país depois de ver a sua família e amigos serem mortos às mãos do governo de Kim Jong-Un. O regime ditatorial é baseado na ideologia juche que promove a completa auto suficiência nacional, isolando-se do mundo.
O testemunho desta refugiada, agora ativista contra a brutalidade do regime norte-coreano, está a minar as redes sociais.
“Só há um canal de televisão, não há internet, não somos livres de ver, dizer, usar ou pensar o que queremos. A Coreia do Norte é o único país do mundo em que as pessoas são executadas por fazerem chamadas não autorizadas para o estrangeiro.”
“No dia em que fugimos da Coreia do Norte, vi a minha mãe ser violada. O alvo era eu, eu tinha 13 anos. (…) Cerca de 70% das mulheres e raparigas norte-coreanas são vítimas na China, às vezes vendem-nas por 200 dólares.”
A história desta ativista pode ser lida em alguns sites e, embora só agora tenha chegado a Portugal, o testemunho de YeonMi remonta a 2008, quando conseguiu escapar-se, com apenas 15 anos, e ir viver para a Coreia do Sul. A jovem tem uma forte presença nas redes sociais e usa o Facebook, Twitter, Skype, Youtube e WeChat para falar sobre a crise dos direitos humanos na Coreia do Norte. Ela também dá palestras sobre o assunto.
De recordar a polémica sobre o filme “The Interview”, responsável por um ataque cibernético à Sony Pictures a propósito da estreia da película, que falava sobre o plano da CIA de assassinar o líder Kim Jong-Un em jeito humorístico.

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