"O maior inimigo da autoridade é o desprezo e a maneira mais segura de solapá-la é o riso." (Hannah Arendt 1906-1975)

segunda-feira, 28 de setembro de 2015

Simers vai à Justiça contra reabertura de posto de saúde em Porto Alegre

28 de setembro de 2015


O Sindicato Médico do Rio Grande do Sul ingressou na noite deste domingo (27) na Justiça pedindo que o Pronto Atendimento Cruzeiro do Sul (PACS), na Vila Cruzeiro, Zona Sul de Porto Alegre, permaneça com as portas fechadas. O posto de saúde está sem funcionar deste a noite desta sexta-feira (25), como medida de segurança, após um ônibus ter sido incendiado no mesmo dia em que um tiroteio deixou uma vítima e sete feridos na região.
Em reunião realizada neste domingo (27) ficou decidido que a unidade será reaberta nesta segunda (28) às 7h. No entanto, a entidade entrou com uma ação cautelar com pedido de liminar, na qual, além de tentar impedir o funcionamento do posto, sugere que moradores da região sejam atendidos no Hospital Materno-Infantil Presidente Vargas (HMIPV), na Região Central da cidade. Além da medida, o sindicato recomendou que os profissionais não compareçam ao posto.
De acordo com o comandante do Comando de Policiamento da Capital (CPC), tenente-coronel Mario Yukio Ikeda, após a ocorrência a área recebeu reforço no policiamento, com efetivo do 1º Batalhão de Polícia Militar (BPM) e 1º Batalhão de Operações Especiais (BOE), além de quatro viaturas que irão permanecer nas imediações enquanto a Brigada Militar julgar necessário.
Diante da situação, o prefeito da capital José Fortunati mais uma vez cobrou um pedido do governo do estado de ajuda da Força Nacional para conter a onda de violência recente na cidade. No entanto, o governo gaúcho descartou a convocação. “A Força Nacional é empregada para fins específicos, e não o policiamento rotineiro que é o presente caso, portanto não é necessária”, afirmou o secretário estadual de Segurança, Wantuir Jacini.
Uma reunião para tratar do tema foi marcada entre Fortunati e o governador José Ivo Sartori para às 10h de segunda (28).
Desvio nos ônibusTambém por questões de segurança, desde sábado (26) as linhas de ônibus que costumam passar pela região têm alterações nos trajetos. As linhas 282  – Cruzeiro e 282.1 Pereira Passos têm desvio a partir da Carlos Barbosa, passando por Silva Paes, Teresópolis e Nonoai, até chegar à Campos Velho. As linhas 244 – Santa Teresa e 244.1 – Mariano de Matos saem da Azenha e chegam à Rua Corrêa Lima a partir da José de Alencar.
A 263 – Orfanotrófio, que não chegou a paralisar, é desviada por Carlos Barbosa, Silva Paes, Gomes Carneiro, 5 de Novembro, Sepé Tiaraju e Orfanotrófio no sentido centro-bairro e Orfanotrofio, Sepé Tiaraju, 5 de novembro, Gomes Carneiro, Cel. Neves, Carlos Barbosa na direção contrária.
A T3 passa pela Oscar Pereira, Aparício Borges, Nonoai, Cavalhada e Eduardo Prado no sentido Sul-Norte, e pela Eduardo Prado, Nonoai, Teresópolis, Travessa Viamão e Niterói, no sentido contrário.
Tiroteio seguido de incêndio em ônibusO ataque ao veículo aconteceu por volta das 20h30 de sexta (25) na Avenida Moab Caldas, bem perto da unidade de saúde, horas após uma troca de tiros que deixou um morto e sete feridos.
O ônibus da linha 242 – Santa Teresa estava com seis passageiros no momento do ataque. Dois deles estavam perto do cobrador e outros quatro mais ao fundo do coletivo. Quatro pessoas foram intoxicadas pela fumaça.
Segundo a versão das testemunhas, o motorista saiu correndo pela porta da frente e três ou quatro homens encapuzados entraram no coletivo, jogaram gasolina e atearam fogo.
A Brigada Militar suspeita que o incêndio tenha relação com o tiroteio. Na ocasião, segundo a Polícia Civil, a vítima fatal foi identificada como Ademir Rodrigues Carpes, de 34 anos, conhecido por Biquinho, que seria chefe do tráfico de drogas na região.
“A informação que nós temos é que [a vítima] era o líder do trafico aqui nessa região”, disse o chefe do Comando de Policiamento da Capital (CPC), tenente-coronel Mário Ikeda. “Acreditamos que quem tocou fogo tem a relação com especificamente com a quadrilha que atua aqui”, acrescentou Ikeda.

Fonte da Matéria: g1.globo.com

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