"O maior inimigo da autoridade é o desprezo e a maneira mais segura de solapá-la é o riso." (Hannah Arendt 1906-1975)

quarta-feira, 28 de dezembro de 2016

POLÍCIA MILITAR E BOMBEIROS DO RIO DE JANEIRO RECOMENDAM AO PREFEITO E GOVERNADOR CANCELAR O REVEILLON EM COPACABANA

A Associação de Oficiais Militares Ativos e Inativos da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros do Estado do Rio de Janeiro (Aomai) divulgou uma carta aberta direcionada ao governador Luiz Fernando Pezão e ao prefeito Eduardo Paes, em que recomenda “o cancelamento dos shows artísticos e pirotécnicos no município do Rio de Janeiro”. Na mensagem, o grupo justifica o apelo na possibilidade da ocorrência de manifestações “que pela ampliturde e quantidade de pessoas envolvidas poderão tomar proporções violentes e atentatórias a integradidade da população presente”, principalmente na comemoração que tradicionalmente aconteve na Praia de Copacabana, na Zona Sul do Rio.
— Achamos que, em primeiro lugar, deve ser priorizada a segurança e integridade das pessoas — afirma o coronel reformado da Polícia Militar Paulo Ricardo Paul, que integra o conselho fiscal da entidade.

Mesmo assim, no documento divulgado nesta terça-feira, durante uma reunião da associação, é exposto que a grave crise política e financeira — que tem ocasionado sérios prejuízos financeiros aos servidores públicos e militares — pode gerar manifestações contra a Administração Estadual, como as que vêm ocorrendo há um ano. A carta ainda lembra a ocorrência de atos similares durante a Copa do Mundo 2014 e as Olimpíadas 2016.
Procurada, a Secretaria de Estado de Segurança (Seseg) disse que não vai se manifestar sobre o tema. Já a prefeitura do Rio ainda não respondeu à reportagem.

Leia mais: http://extra.globo.com/emprego/servidor-publico/associacao-de-pms-bombeiros-recomenda-cancelamento-do-reveillon-de-copacabana-ao-governador-ao-prefeito-do-rio-20701863.html#ixzz4UAVSKz92


Associação de PMs pede cancelamento do Réveillon na praia de Copacabana


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A Aomai (Associação de Oficiais Militares Ativos e Inativos da PM e do Corpo de Bombeiros) publicou nesta quarta (28) uma carta pedindo que a Prefeitura do Rio cancele o Réveillon em Copacabana por conta da "grave crise política e financeira que atravessa o Estado".
A assessoria de imprensa da prefeitura foi procurada pela reportagem do UOL, mas ainda não se manifestou sobre o assunto.
Os festejos na praia da zona sul carioca –queima de fogos e apresentações musicais– costumam atrair 2 milhões de pessoas e custam cerca de R$ 5 milhões. O evento também acabou sendo atingido pela instabilidade econômica, e a prefeitura reduzirá a duração da queima de fogos de 16 para 12 minutos.
Marcelo de Jesus - 31.dez.15/UOL
Queima de fogos de Copacabana; Associação de PMs e bombeiros pede cancelamento do evento deste ano
Queima de fogos de Copacabana; associação pede cancelamento do evento deste ano
A partir desse ano, as despesas com as atividades do Réveillon em Copacabana não serão mais pagas integralmente pelos patrocinadores, como ocorria anteriormente.
No documento, os policiais e bombeiros afirmam que a crise nas finanças do Executivo tem gerado uma onda de protestos violentos e que o Réveillon poderia servir como palco para novas manifestações.
"A Aomai, antevendo a possibilidade de ocorrência de manifestações que, pela amplitude e quantidade de pessoas envolvidas, poderão tomar proporções violentas e atentatórias a integridade da população presente ao evento, recomenda o cancelamento dos shows artísticos e pirotécnicos no município do Rio", diz a carta, assinada pelo presidente da associação, coronel Adalberto de Souza Rabello.
No começo deste mês, um protesto de servidores em frente à Alerj (Assembleia Legislativa) terminou com um intenso confronto entre manifestantes e policiais militares. Durante a ação, PMs invadiram a igreja de São José, que fica ao lado da sede do Legislativo, e usaram o local como base para lançar bombas de efeito moral contra a multidão.
O embate durou mais de cinco horas e transformou o centro da cidade em um praça de guerra, com direito a carros blindados, ruas totalmente bloqueadas e cavalaria da PM. O ato dos servidores é uma reação ao pacote anticrise proposto pelo governo do Estado e votado pelos deputados da Alerj. Entre as medidas estão o aumento da contribuição previdenciária, cortes em programas sociais e outros. 

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