"O maior inimigo da autoridade é o desprezo e a maneira mais segura de solapá-la é o riso." (Hannah Arendt 1906-1975)

quarta-feira, 28 de dezembro de 2016

Situação das finanças de Porto Alegre é pior que a do Estado, diz Marchezan

MARGINAL PETISTA E CABO ELEITORAL DE DILMA ROUSSEFF, JOSÉ FORTUNATI, LIQUIDOU, DESTRUIU COM AS FINANÇAS DO MUNICÍPIO DE PORTO ALEGRE. 

Situação das finanças de Porto Alegre é pior que a do Estado, diz Marchezan: Prefeito eleito afirmou que déficit previsto nas contas em 2017 é de R$ 1,1 bilhão

Situação das finanças de Porto Alegre é pior que a do Estado, diz Marchezan

Prefeito eleito afirmou que déficit previsto nas contas em 2017 é de R$ 1,1 bilhão
Marchezan afirmou que prefeitura passa por dificuldades financeiras maiores que o RS | Foto: Alina Souza
Marchezan afirmou que prefeitura passa por dificuldades financeiras maiores que o RS | Foto: Alina Souza
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  • Correio do Povo e Rádio Guaíba

O prefeito eleito de Porto Alegre, Nelson Marchezan Jr., afirmou nesta quarta-feira que os próximos quatro anos serão os mais difíceis para a administração da prefeitura. Em entrevista ao programa Esfera Pública, da Rádio Guaíba, Marchezan disse que a situação financeira da Capital é pior ainda que a do governo do Estado. Ele ainda prometeu cortes nos gastos para tentar diminuir o déficil previsto para o orçamento 2017.
“Temos problemas nas estruturas do governo federal, a Lava Jato ocupou muito estaço, tivemos as mudanças no governo do Estado, mas em Porto Alegre sempre se silenciou sobre o problema. Nunca foi trazido a tona os problemas financeiros da cidade. E nós vamos trazer. Vamos trazer porque já está afetando. O setor dos serviços de creches e área social estão afetados pela falta de pagamento”, disse Marchezan, que completou: “No ponto de vista de receita e despesa do mês, proporcionalmente, a prefeitura está muito pior que o Estado. Guardem essa frase. Vocês vão ver numericamente no ano que vem”, projetou.
De acordo com Marchezan, o déficit previsto no orçamento de 2017 é de R$ 1,1 bilhão nas contas da prefeitura. “O orçamento está mostrando isso. O orçamento para o ano que vem é R$ 6 bilhões e o déficit é de R$ 1,1 bilhão. Se essa administração conseguir a sua vontade de antecipar R$ R$ 140 bilhões, o déficit vai ser de R$ 1,25 bilhão no ano que vem. Isso é mais do que 10%, é mais que o déficit anual do governo do Estado”, analisou.
Por conta da previsão de déficit, Marchezan admite que atrasos no pagamento da folha dos servidores poderão ocorrer. O prefeito eleito, no entanto, garante que fará todo o esforço para evitar isso. “Com a previsão orçamentária do ano que vem como está, não é algo que possamos dizer que é impossível de acontecer. Uma das nossas lutas para manter a receita de 2017 em 2017 é para que isso não ocorra”, disse. “O nosso método será tentar aumentar as receitas e diminuir as despesas para a conta fechar no final do mês”, continuou.
Diminuição no número de cargos de confiança e funções gratificadas
Uma das primeiras atitudes do novo comando do Executivo para tentar reduzir a crise financeira na prefeitura será a diminuição dos cargos de confiança (Ccs) e nas funções gratificadas. Marchezan evitou apontar dado exato da redução, mas afirmou que será utilizado apenas o número necessário de Ccs.
“Cortaremos na carne de partidos e de nomeações pessoais, isso será cortado quase no osso. Diminuímos muito os Ccs e vamos avaliar todas as funções gratificadas para servidores de carreira, que muitas vezes não têm por que ter essa função gratificada. A ideia é botar só o que precisar. O objetivo não é cortar x%, é colocar o que se precisa”, finalizou.

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