"O maior inimigo da autoridade é o desprezo e a maneira mais segura de solapá-la é o riso." (Hannah Arendt 1906-1975)

quinta-feira, 20 de julho de 2017

"O SUS É PERFEITO"


MAIS UM MOTIVO PARA MÉDICOS SE AFASTAREM DO SUS


Petistas fazem imagem para comparar Lula com Jesus e causam revolta

Petistas fazem imagem para comparar Lula com Jesus e causam revolta:



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Imagem: Reprodução / Redes Sociais
Militantes petistas da cidade de Recife utilizaram, em um ato com cerca de 20 pessoas, uma cruz em que a imagem do ex-presidente Lula, condenado a nove anos e meio de cadeia, é colocada em uma cruz, juntamente com a imagem de Jesus Cristo, com os dizeres "condenados sem provas". Também voltaram a circular nas redes sociais imagens de um protesto realizado em Recife em setembro do ano passado, em que sindicalistas já tinham colocado a imagem de Lula em uma cruz, comparando-o a Jesus Cristo. As comparações ofenderam profundamente diversos grupos cristãos. 
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URGENTE - MORO MANDA BLOQUEAR R$ 9 MILHÕES DE PLANOS DE PREVIDÊNCIA DE LULA



R$ 9 MILHÕES DE PLANOS DE PREVIDÊNCIA DE LULA SÃO BLOQUEADOS:

R$ 9 MILHÕES DE PLANOS DE PREVIDÊNCIA DE LULA SÃO BLOQUEADOS


A Brasilprev, empresa de previdência complementar do Banco do Brasil, bloqueou 9 milhões de reais em planos de Lula, atendendo à decisão do juiz Sergio Moro, que acolheu pedido do MPF para sequestrar os bens do ex-presidente após condenação no caso do triplex.
O petista tinha dois planos: um em nome dele e outro empresarial em nome da LILS.

Janaína Paschoal pressiona o STF para que aprove delação de Marcos Valério: 'A Lei é clara: Marcos Valério tem direito a fazer a delação; o Brasil tem interesse em ouvi-lo. Peço ao STF que homologue o acordo com a PF!'

Janaína Paschoal pressiona o STF para que aprove delação de Marcos Valério: 'A Lei é clara: Marcos Valério tem direito a fazer a delação; o Brasil tem interesse em ouvi-lo. Peço ao STF que homologue o acordo com a PF!':

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Imagem: Produção Ilustrativa / Gazeta Social


A professora de Direito Janaína Paschoal, autora do pedido de impeachment de Dilma, fez um apelo aos ministros do STF para que homologuem a delação de Marcos Valério, que há anos tenta um acordo. 
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As barbaridades de Gleisi no Foro de São Paulo

Jornalista destroça Gleisi após ela chamar Moro de covarde: 'E você é um...

20 de Julho de 1969: Neil Armstrong torna-se o primeiro homem a pisar a Lua

20 de Julho de 1969: Neil Armstrong torna-se o primeiro homem a pisar a Lua:

No dia 20 de Julho de 1969, o astronauta norte-americano Neil Armstrong, torna-se o primeiro homem a pisar a lua. Naquele dia, após descer do módulo lunar Eagle (águia), ele pronuncia estas palavras:“Este é um pequeno passo para o homem, mas um  salto gigantesco para a humanidade".
 
O esforço norte-americano de enviar astronautas à lua teve origem num apelo do presidente John Kennedy feito numa sessão especial conjunta do congresso, em 25 de Maio de 1961. "Acredito que esta nação pode comprometer-se em atingir este objectivo antes que esta década termine, em colocar um homem na lua e fazê-lo retornar à Terra", disse o presidente na ocasião.

Na época, Os Estados Unidos ainda estavam atrás da União Soviética em conquistas espaciais. A corajosa proposta de Kennedy foi bem recebida pela opinião pública norte americana. Em 1966, após cinco anos de trabalho feito por uma equipa internacional de engenheiros e cientistas, a NASA dirigiu a primeira missão Apolo não tripulada, testando a integridade estrutural do veículo de lançamento proposto combinado com a nave espacial. Em 27 de Janeiro de 1967, uma tragédia abateu-se no centro espacial de Cabo Canaveral, quando o fogo se instalou na cabine da Apolo ainda na plataforma de lançamento. Três astronautas morreram no acidente.

A despeito do contratempo, a NASA prosseguiu e, em Outubro de 1968, a missão Apolo 7, a primeira tripulada, orbitou a Terra e testou com sucesso muitos dos sofisticados sistemas necessários para concretizar uma viagem à lua. Em Dezembro do mesmo ano, a Apolo 8 levou três astronautas ao lado oculto da lua, trazendo-os de volta. Em Março de 1969, a Apolo 9 testou o módulo lunar pela primeira vez em órbita terrestre. Em Maio, finalmente, os três astronautas da Apolo 10 fizeram o primeiro voo orbital em torno da lua num ensaio geral para a missão de desembarque lunar programada para Julho.

No dia 16 de Julho, a Apolo 11 parte do Centro Espacial Kennedy com os astronautas Neil Armstrong, Edwin Aldrin Jr.e Michael Collins a bordo. Armstrong, um piloto de provas civil de 38 anos, era o comandante da missão. Depois de percorrer 385 mil quilómetros em 76 horas, a Apolo 11 entrou em órbita lunar no dia 19 de Julho. No dia seguinte, o modulo lunar Eagle, tripulado por Armstrong e Aldrin, separou-se do módulo de comando, onde Collins permaneceu. Duas horas mais tarde, o Eagle começou a sua descida à superfície lunar. 
Cinco horas após a programação oficial, Armstrong abriu a escotilha do módulo lunar. À medida que descia a escada do módulo lunar, uma câmara de televisão acoplada ao aparelho registava as suas acções e transmitia o sinal à Terra, onde centenas de milhões de olhos colados às televisões o acompanhavam com enorme excitação. Entretanto Armstrong pronuncia a sua famosa frase, que mais tarde sustentou ter sido levemente alterada. 

"Buzz" Aldrin juntou-se a ele posteriormente e juntos tiraram fotos do terreno, colocaram uma bandeira dos Estados Unidos, fizeram algumas experiências científicas simples e falaram com o presidente Nixon via Houston. Entretanto ambos os astronautas regressaram ao módulo lunar e a escotilha foi fechada. Os dois dormiram naquela noite na superfície da Lua. Já no dia 21 a Eagle começou a levantar voo lentamente para se acoplar novamente ao módulo de comando. Entre os vários itens deixados na superfície da lua havia uma placa que dizia: "Aqui, homens do planeta Terra pisaram pela primeira vez o solo da lua – Julho de 1969 d. C.. Viemos em paz em nome de toda a humanidade."  

. Fontes: Opera Mundi
  wikipedia (imagens)
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Neil ArmstrongMichael Collins e Edwin Aldrin
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Buzz Aldrin em continência à bandeira  norte americana




quarta-feira, 19 de julho de 2017

MANIFESTO DO CONSELHO FEDERAL DE MEDICINA ENTREGUE AO MINISTRO DA SAÚDE

Médicos entregaram ao ministro o Manifesto em Defesa da Saúde Pública e mais de 15 mil páginas impressas com os relatórios de fiscalização de 2.936 ambulatórios e postos de saúde, pelos CRMs
Médicos entregaram ao ministro o Manifesto em Defesa da Saúde Pública e mais de 15 mil páginas impressas com os relatórios de fiscalização de 2.936 ambulatórios e postos de saúde, pelos CRMs


Representantes do Conselho Federal de Medicina (CFM) e dos 27 Conselhos Regionais de Medicina (CRMs) entregaram ao ministro da Saúde, Ricardo Barros, um manifesto onde expõem a insatisfação dos médicos brasileiros com os rumos adotados na condução das políticas públicas para área, cujas medidas não têm sido suficientes para livrar a rede pública de assistência de um quadro crise que se arrasta há anos. O encontro aconteceu nesta quarta-feira (19), em Brasília (DF).
CONFIRA A ÍNTEGRA DO DOCUMENTO ABAIXO
Além do Manifesto em Defesa da Saúde Pública, o CFM e os CRMs entregaram mais de 15 mil páginas impressas com os relatórios de fiscalização de 2.936 ambulatórios e postos de saúde, distribuídos por todos os Estados e Distrito Federal. Nas visitas realizadas entre janeiro de 2015 e junho de 2017, os fiscais dos Conselhos encontraram uma série de irregularidades nos serviços que comprometem a qualidade dos serviços e do atendimento à população.
Inconformados com o que chamam de “abandono” do Sistema Único de Saúde (SUS), as lideranças dos Conselhos de Medicina denunciam que, diante dos inúmeros relatos de problemas na oferta de assistência à saúde para a população brasileira, nos diferentes níveis de complexidade e com base e suas prerrogativas legais, “atuarão nas esferas judiciais e extrajudiciais, inclusive em fóruns internacionais, buscando levar os gestores dos serviços prejudicados a tomarem as medidas necessárias à normalização dos atendimentos, bem como a sua responsabilização legal em casos de irregularidade”.
No Manifesto, os médicos destacaram dificuldades que têm prejudicado pacientes e profissionais ao longo das décadas. Entre elas, estão: a redução sistêmica no número de leitos; o sucateamento da infraestrutura rede de atendimento; a falta de medicamentos básicos, como penicilina; além de fatores diretamente relacionados ao desempenho da gestão, como a redução do Estado no custeio e investimento em despesas com saúde e a má administração dos serviços nas esferas federal, estaduais e municipais.

Falta de leitos – Para os conselheiros, um dos grandes gargalos atuais do SUS está na oferta limitada de leitos para internação. Em cinco anos (de 2010 a 2015), o Brasil perdeu 23,6 mil unidades desse tipo - destinados a pacientes que precisam permanecer num hospital por mais de 24 horas. O total baixou de 335,5 mil para 312 mil, no período, o que representa uma queda de 13 leitos por dia. O cálculo foi feito com base em informações do próprio Ministério da Saúde.
Para o presidente do CFM, está situação atrasa diagnósticos e tratamentos e, consequentemente, provoca aumento nas taxas de morbidade (adoecimento) e de mortalidade. Outro efeito colateral dessa redução de leitos está na sobrecarga nos serviços de urgência e emergência (prontos-socorros e prontos-atendimentos). “Há milhares de pacientes que, sem acesso aos serviços, lotam as salas de espera aguardando para fazer uma cirurgia ou pelo menos receber um cuidado, uma medicação, que alivie uma crise aguda, mas que não traz a solução definitiva para seu problema de saúde”, explica.
Psiquiatria, pediatria cirúrgica, obstetrícia e cirurgia geral são as especialidades que mais sofreram o impacto do fechamento dos leitos de internação, em nível nacional. “Na realidade atual, só resta ao usuário do SUS rezar para não adoecer, não precisar de internação hospitalar. Mas, como a doença não avisa, as filas de espera não param de crescer e o que vemos são doentes fragilizados, se acumulando em cadeiras e macas improvisadas nos corredores dos prontos-socorros”, lamenta o 1º secretário do CFM, Hermann Tiesenhausen.
Em números absolutos, os estados das regiões Sudeste e Nordeste foram os que mais sofreram redução no período. Só no Rio de Janeiro, por exemplo, pouco mais de sete mil leitos foram desativados no período. Na sequência, aparece Minas Gerais (-3.241 leitos) e São Paulo (-2.908). No Nordeste, a Bahia sofreu o maior corte (-2.126). Entre as capitais, foram os fluminenses os que mais perderam leitos na rede pública (-2.503), seguidos pelos fortalezenses (-854) e brasilienses (-807).
Terapia Intensiva -  Também foi denunciado pelos Conselhos de Medicina que apenas 505 municípios brasileiros possuemUnidades de Terapia Intensiva (UTI) no Brasil, ou seja, 10% do total. Isso deixa sem esse tipo de cobertura os moradores de 5.065 cidades. “Todos os dias nós, médicos, testemunhamos a morte de pessoas que poderiam ser salvas pela disponibilidade de um leito de UTI. Para os governos, quando um paciente morre, trata-se apenas de mais um número. Para a família, no entanto, é uma tragédia”, critica Mauro Ribeiro, 1º vice-presidente do CFM.
Segundo o levantamento do CFM, em 70% dos estados não há o número de leitos de UTI preconizado pelo Ministério da Saúde para garantir o bom atendimento de sua população. De acordo com a Portaria Ministerial nº 1.101/2002, deve existir de 2,5 a 3 leitos hospitalares por cada 1 mil habitantes. Já a oferta necessária de leitos de UTI deve ficar entre 4% e 10% do total de leitos hospitalares, o que corresponde a um índice de um a três leitos de UTI para cada 10 mil habitantes. Se consideradas as unidades públicas, o SUS conta com 0,95 leitos de UTI para cada grupo de 10 mil habitantes.
Em 19 unidades da federação, o índice de UTI por habitante na rede pública é inferior ao preconizado pelo próprio Ministério – todos os estados das regiões Norte (exceto Rondônia), Nordeste (exceto Pernambuco e Sergipe) e Centro-Oeste, além do Rio de Janeiro e Santa Catarina. No Acre, Roraima, Amapá e Maranhão o índice permanece abaixo do ideal mesmo se considerados os leitos privados disponíveis nestes estados.
A má distribuição geográfica dos leitos também é um agravante. Só o Sudeste concentra 47% das UTIs brasileiras disponíveis no SUS. Já o Norte tem a menor proporção: apenas 2.058 5,7%. Os dados revelam ainda que os sete estados da região Norte possuem juntos menos leitos de UTI no SUS do que todo o estado do Rio de Janeiro: 1.141 e 1.289, respectivamente.
Na avaliação de Mauro Ribeiro, o lado mais desumano e perverso dentro do caos que assola a saúde pública no Brasil está na falta de leitos de UTI, onde pacientes entubados em ventiladores improvisados morrem de causas evitáveis. “Por mais que os médicos e toda a equipe multiprofissional se dediquem a salvá-los, esses pacientes não estão onde deveriam estar. A gama instrumental de uma UTI, aliada à capacidade da equipe que atua nela, permite que muitas pessoas sejam salvas”, afirmou Ribeiro.
Sem conseguir acesso aos leitos, pacientes e seus familiares recorrem à Justiça. Informações do Ministério da Saúde revelam que o gasto governamental decorrente de ações judiciais que exigem, principalmente, um leito de UTI e medicamentos de alto custo, atingiu a cifra de R$ 838,4 milhões somente em 2014.

Subfinanciamento – Todas as denúncias e números negativos apresentados pelos Conselhos de Medicina têm origem na má gestão e no baixo comprometimento do Estado com as despesas em saúde no País. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), em seu último relatório (divulgado em junho), o Brasil é terceiro pior das Américas em termos de gastos públicos com a área. Os dados revelam que, em 2014, apenas 6,8% do orçamento público brasileiro foi destinado à saúde, sendo a terceira pior taxa entre os 35 países que compõem os continentes americanos – a frente apenas do Haiti e da Venezuela e abaixo da média mundial (11,7%).
O levantamento da OMS aponta que, ao longo dos anos, o percentual gasto pelo Governo com saúde no Brasil oscilou entre 4,1% (2000) e 9,9% (2010), incluindo as três esferas de gestão (União, Estados e Municípios). Atualmente, a taxa brasileira é também inferior à média do que se gasta na África (9,9%), dividindo a posição no ranking com Gana, Tajiquistão, Omã e Mongólia.
Análise do Conselho Federal de Medicina (CFM) mostra ainda que, entre 2003 e 2016, o Ministério da Saúde (MS) deixou de aplicar cerca de R$ 155 bilhões no SUS. No período apurado, cerca de R$ 1,5 trilhão foi autorizado para o Ministério da Saúde no Orçamento Geral da União (OGU), segundo os dados oficiais do próprio Governo. Os desembolsos, no entanto, foram de R$ 1,3 trilhão (89% do previsto). Desse montante “devolvido” pelo Ministério da Saúde, quase um terço (R$ 66,4 bilhões) se refere a verba que seria destinada a investimentos, como construções e reformas ou compra de equipamentos.

 
MANIFESTO EM DEFESA DA SAÚDE PÚBLICA
  
A grave situação enfrentada pela saúde pública no estado do Rio de Janeiro é o exemplo mais recente da crise que afeta a rede pública de assistência em todo o País. Inconformados com o desamparo e o abandono dos cidadãos e dos profissionais, e indignados com a ausência de respostas concretas oferecidas pelos gestores federais, estaduais e municipais, o Conselho Federal de Medicina (CFM) e os Conselhos Regionais de Medicina (CRMs) vêm a público denunciar que:
 
1) diante dos inúmeros relatos de problemas na oferta de assistência a saúde para a população brasileira, nos diferentes níveis de complexidade, conforme extensas e sucessivas denúncias divulgadas pela imprensa e pelos órgãos de fiscalização e controle não apenas no Rio de Janeiro, mas em todo o território nacional, agirão de forma proativa na defesa dos direitos individuais e humanos;
 
2) os esforços desencadeados têm como base as prerrogativas legais do CFM e dos CRMs, que atuarão nas esferas judiciais e extrajudiciais, inclusive em fóruns internacionais, buscando levar os gestores dos serviços prejudicados a tomarem as medidas necessárias à normalização dos atendimentos, bem como a sua responsabilização legal em casos de irregularidade;
3) as reinvindicações dos Conselhos de Medicina terão como foco a ampliação do acesso da população ao atendimento; a manutenção de condições dignas para o acolhimento dos pacientes e para o trabalho dos médicos e demais profissionais da saúde; a melhora da qualidade dos serviços realizados; o uso racional dos recursos públicos, bem como a ampliação da participação do Estado no financiamento das despesas em saúde; e a busca de uma gestão eficiente e transparente;
4) a população tem no CFM e nos CRMs parceiros com os quais pode contar para garantir seus direitos constitucionais, conforme expressos na Carta Magna de 1988; assim como os médicos têm suporte do CFM e dos CRMs para reivindicar condições mínimas para o ético exercício profissional, evitando-se a sobrecarga e os excessos cometidos pela gestão, que tem muitas vezes transferido para esse grupo de profissionais a responsabilidade pelas falhas da rede pública.
O risco de comprometimento e de falência do Sistema Único de Saúde (SUS), como recentemente registrado no Rio de Janeiro e em outras localidades do País, não pode ser ignorado pelas autoridades e pela sociedade brasileira. Cabe a todos, inclusive aos representantes dos médicos, buscar uma solução definitiva para esses problemas, que têm causado graves transtornos e até mortes evitáveis.
 
O CFM e os CRMs estão do mesmo lado da população e dos médicos brasileiros: o lado de quem defende a saúde e a medicina de qualidade.

Brasília (DF), 19 de julho de 2017.  
CONSELHO FEDERAL DE MEDICINA
CONSELHOS REGIONAIS DE MEDICINA

Médicos do SUS processarão estado se não houver condições de trabalho

Organização CRIMINOSA Vagabunda Petista lança "NOTA OFICIAL" sobre bloqueio de Dinheiro do seu Chefe

Nota oficial do PT sobre bloqueio dos bens de Lula

PT repudia mais esta arbitrariedade e vai reagir, por todos os meios, para impedir que se consume essa violência inominável
 19/07/2017 18h26

Depois de condenar o ex-presidenteLula sem provas, de propagar mentiras e contradizer sua própria sentença, o juiz Sergio Moro decidiu agora vingar-se de um inocente. Ao bloquear os bens de Lula, em decisão revelada hoje (19), Moro decretou uma pena de asfixia econômica que priva o ex-presidente de sua casa, dos meios para subsistir e até para se defender das falsas acusações.
Foi uma decisão mesquinha, tramada em segredo ao longo de 9 meses com a Força Tarefa de Curitiba, e concluída após a forte reação da sociedade e do mundo jurídico à sentença injusta no caso do tríplex. É um caso típico de retaliação, de quem se vale da cumplicidade com a Rede Globo para cometer todo tipo de arbitrariedades contra o maior líder popular do País.
A cada decisão que profere, Moro escancara as contradições do processo do tríplex. Ele condenou Lula por ser o suposto dono do imóvel, mas fugiu à prova da inocência, argumentando que a propriedade não seria relevante para o caso.
Reconheceu que a construção do prédio foi financiada por um fundo gerido pela Caixa, mas, contraditoriamente, condenou Lula alegando que a obra teria sido paga por uma suposta conta de propinas. E, mesmo admitindo que Lula não recebeu recursos desviados da Petrobrás, condenou Lula a ressarcir a estatal em R$ 16 milhões.
A decisão revelada hoje é ainda mais grave porque os efeitos da pena de asfixia econômica são imediatos. A alegação de Moro para o bloqueio de bens é mais uma injúria assacada pelo juiz contra Lula, mais uma iniquidade como as que foram cometidas contra Dona Marisa e a família do ex-presidente. Moro mostrou mais uma vez que não tem equilíbrio, discernimento, nem a necessária imparcialidade para julgar ações relativas ao ex-presidente Lula.
Depois de três anos de investigação, de quebrar o sigilo fiscal e bancário de Lula, seus familiares e colaboradores, o juiz Sérgio Moro sabe que o ex-presidente não tem contas ocultas nem patrimônio inexplicável. Sabe também que o patrimônio e os bens de Lula são aqueles atingidos pelo bloqueio, compatíveis com o de uma pessoa de 71 anos que trabalha honestamente desde criança.
A cada ato de violência, como os praticados por Sergio Moro, fica mais claro para o povo brasileiro que Lula é vítima da mais avassaladora perseguição judicial, midiática e política que já se viu neste País. O PT repudia mais esta arbitrariedade e vai reagir, por todos os meios, para impedir que se consume essa violência inominável.
São Paulo, 19 de julho de 2017
PARTIDO DOS TRABALHADORES

BANDIDO Eliseu Padilha não quer votação em microfone no Caso Temer como fizeram para MARGINAL e TERRORISTA do PT - Dilma Rousseff


Padilha não quer votação em microfone no Caso Temer:
O ministro Eliseu Padilha disse esta tarde que o governo negocia com parlamentares visando alterar a forma de votação, de nominal, para registro no painel do plenário. “Por enquanto a votação será nominal, mas o voto no painel é a regra normal e este será um dos pontos de negociação”, disse Padilha, em entrevista para o programa Esfera Pública, da Rádio Guaíba. Padilha sabe que votação em microfone expõe e fragiliza o deputado. O ministro avisou que a votação agendada para o dia 2 não está garantida. Ela só sairá quando o governo quiser, porque só ele tem, 342 deputados para garantir o início da sessão.

fonte - POLÍBIO BRAGA

Juíza destroça esquerdistas ao apontar que cuspe de Jean Wyllys foi muito mais grave que vídeo de Danilo Gentili

Juíza destroça esquerdistas ao apontar que cuspe de Jean Wyllys foi muito mais grave que vídeo de Danilo Gentili:



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Imagem: Produção Ilustrativa / Folha Política 
O Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1) indeferiu, nesta terça-feira (18/7), uma ação movida pela Câmara dos Deputados para que o comediante Danilo Gentili retirasse do ar um vídeo em que aparece rasgando e esfregando nas partes íntimas uma correspondência oficial enviada pela deputada federal Maria do Rosário (PT-RS), informa o Correio Braziliense.
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Quebra do sigilo telefônico de Cunha revela contatos com integrantes do STJ, TCU e CNJ

Quebra do sigilo telefônico de Cunha revela contatos com integrantes do STJ, TCU e CNJ:



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Imagem: Reprodução / Redes Sociais
Relatório inédito da Procuradoria-Geral da República sobre a quebra do sigilo telefônico do ex-deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) detectou conversas com autoridades do Superior Tribunal de Justiça (STJ), Tribunal de Contas da União (TCU) e Conselho Nacional de Justiça (CNJ). A análise, que está sob sigilo, abrangeu o período de 2012 a 2014 e foi autorizada pela Justiça Federal do Rio Grande do Norte para trazer elementos às investigações em curso no estado. Os dados foram considerados relevantes pelos investigadores porque mostram o trânsito de Cunha com autoridades do Judiciário.
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URGENTE: MORO CONFISCA 600 MIL REAIS DE LULA


ANTAGONISTAURGENTE: MORO CONFISCA 600 MIL REAIS DE LULA:

Brasil  13:52


O juiz Sergio Moro decretou o bloqueio de R$ 606.727,12 de Lula.
O Estadão informa que, além do bloqueio do dinheiro, Moro confiscou dois carros, três apartamentos e um terreno de Lula em São Bernardo do Campo.

Marcos Valério fecha acordo de delação com a Polícia Federal, diz jornal

Marcos Valério fecha acordo de delação com a Polícia Federal, diz jornal:

Marcos Valério fecha acordo de delação com a Polícia Federal, diz jornal
O empresário Marcos Valério Fernandes, apontado como operador do Mensalão, fechou um acordo de delação premiada com a Polícia Federal (PF) no processo conhecido como "Mensalão tucano", segundo o jornal O Globo . Por citar políticos com foro privilegiado, como o senador Aécio Neves (PSDB-MG), o acordo depende de homologação do Supremo Tribunal Federal (STF).

A informação foi confirmada pela Polícia Federal nesta quarta-feira (19), segundo o G1 , e como parte do acordo de colaboração, a Justiça autorizou a transferência de prisão de Valério, que foi condenado a 37 anos e 5 meses de prisão no julgamento do Mensalão do PT e é réu em ação penal do Mensalão tucano.

O empresário cumpria pena pelo caso do Mensalão na Penitenciária Nelson Hungria, em Contagem (MG) e agora está em uma unidade da Associação de Proteção e Assistência a Condenados (Apac), em Sete Lagoas (MG).

Leia mais:
Ação do MP cobra desvio de banco estadual no mensalão mineiro
Operador do mensalão propõe acordo de delação premiada na Lava-Jato


Segundo a PF, o processo foi encaminhado para o Supremo Tribunal Federal (STF). Já o Supremo não confirma a existência de tal processo.

Nos documentos levados ao Ministério Público de Minas Gerais (MP-MG), Valério teria relatado detalhes do caixa 2 montado por suas agências de publicidade para operar desvios em contratos assinados durante o governo Fernando Henrique (PSDB), nos primeiros anos de Lula (PT) e também Aécio Neves (PSDB) no governo de Minas. No entanto, a proposta de colaboração foi rejeitada pelo MP.

Marcos Valério fecha acordo com PF e delação envolve assassinato de ex-prefeito do PT

Marcos Valério fecha acordo com PF e delação envolve assassinato de ex-prefeito do PT:

Após diversas tentativas frustradas de acordo com o MPF, o publicitário Marcos Valério finalmente conseguiu seu acordo de delação premiada

O acordo foi fechado diretamente com a Polícia Federal e as provas já estão sendo coletadas pelos investigadores para que sejam enviadas ao STF.
Em sua delação, Valério cita vários políticos (famosos) envolvidos no mensalão mineiro […] muitos desses políticos estão exercendo mandatos e são protegidos pelo foro privilegiado, daí a necessidade de autorização por parte da Suprema Corte.
Os documentos já estão em posse da ministra Cármen Lúcia, presidente do STF.
Valério prometeu também delatar desvios ocorridos no Banco Rural e o envolvimento da alta cúpula do PT,PMDB e PSDB.
A Revista Veja informou que o ex-presidente Lula foi citado e o publicitário relatou detalhes sobre o assassinato do ex-prefeito petista Celso Daniel, morto em janeiro de 2002.



Valério acerta delação e deve revelar informações que ‘envolvem a República’

Valério acerta delação e deve revelar informações que ‘envolvem a República’:

O empresário Marcos Valério, operador do mensalão do PT, “é presumidamente possuidor de inúmeras informações de interesse da Justiça e da sociedade brasileiras”, segundo o juiz Wagner de Oliveira Cavalieri, de Contagem (MG). Valério fechou acordo de delação premiada com a Polícia Federal em Minas. A informação foi divulgada pela Record e confirmada pelo jornal […]

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'Libertamos 89 milhões de trabalhadores escravizados pelo imposto sindical obrigatório enquanto dirigentes enriqueciam e ficavam na mordomia', diz senador Ronaldo Caiado

'Libertamos 89 milhões de trabalhadores escravizados pelo imposto sindical obrigatório enquanto dirigentes enriqueciam e ficavam na mordomia', diz senador Ronaldo Caiado:



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Imagem: Produção Ilustrativa / Correio do Poder
O senador Ronaldo Caiado expôs a real motivação por trás dos ataques à reforma trabalhista feitos por sindincalistas: "A CUT, acostumada a defender bandidos como o Lula, está reclamando da aprovação da reforma trabalhista e xingando senadores pelas redes sociais. Isso porque, ao contrário do que eles dizem, libertamos 89 milhões de trabalhadores escravizados pelo imposto sindical obrigatório. Enquanto dirigentes enriqueciam e ficavam na mordomia, o trabalhador suava e tinha que dar um dia do seu trabalho para esses sanguessugas. Acabou a mamata dos sindicatos!".


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19 de Julho de 1834: Nasce o pintor francês Edgar Degas.

Arquivo: Hilaire Germain Edgar Degas 021.jpg

19 de Julho de 1834: Nasce o pintor francês Edgar Degas.:

Pintor francês, nascido a 19 de julho de 1834 e falecido a 27 de setembro em 1917, ligado à geração do Impressionismo, mas que dificilmente pode ser considerado um verdadeiro impressionista. Assimilou a lição das obras dos velhos mestres, nas viagens por Itália, e conservou a admiração por Ingres, no traço e no estilo linear. Degas apreciava tudo o que era fora do comum. Chocava por uma paleta discordante, nos dizeres do público da época, em que era capaz de colocar lado a lado um violeta intenso e um verde ácido. A escolha dos temas era frequentemente pouco convencional. Influenciado pela estética naturalista, retratou a vida parisiense, nos seus vícios, como em O Absinto (1876-77), e costumes. A frequência da vida noturna de Paris, e principalmente da Ópera, levou-o a multiplicar os ângulos de visão e os enquadramentos insólitos, que mais tarde o cinema e a fotografia iriam banalizar. Em A Bailarina (1876), Degas exprime a beleza fugidia da dança, e neste aspeto pode considerar-se que está a ser "impressionista". Embora a bailarina se encontre completamente à direita, a composição é assimetricamente equilibrada pela mancha escura do que será o chefe do corpo de baile.
Tradicionalmente, a arte ocidental respeita a unidade de composição. As formas surgem ligadas a outras formas, criando um movimento ou um conjunto de linhas no espaço. A arte oriental, pelo contrário, baseia essa relação no acentuar de certos grafismos ou cores e levando em linha de conta o espaço "entre", o vazio. Degas não deixou de tomar conhecimento da exposição de gravuras japonesas realizada em Paris em 1860, assimilando o delicado traço das composições. Os objetos deixam de ser olhados como objetos em si, a retratar fielmente, mas são representados pelas qualidades pictóricas que podem emprestar ao conjunto do quadro. Nas numerosas versões de Depois do Banho, é desenvolvido o tema de mulheres fazendo a toilette. O pintor experimenta vários processos técnicos: a aguarela, o pastel, a água-forte, a litografia, o monotipo. Nos últimos anos, devido às dificuldades de visão, trabalhou quase exclusivamente com cera, pastel e barro. A sua paleta ganhou mais força e luminosidade, enquanto as formas se simplificaram


Edgar Degas. In Infopédia [Em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2012.

wikipedia (Imagens)







Arquivo: Edgar Degas auto-retrato 1855.jpeg
Auto retrato - Edgar Degas




A Aula de Dança - Edgar Degas


Ficheiro:Edgar Degas Place de la Concorde.jpg
Place de la Concorde - Edgar Degas








Edgar_Degas_-_In_a_Caf%C3%A9_-_Google_Ar


O Absinto - Edgar Degas



PSICOPATA CHILENO PRESIDENTE DA CÂMARA, Rodrigo Maia, usa "mamãe" para convencer Drácula de que não é um PSICOPATA CHILENO

Maia diz que mostrou a Temer mensagem da mãe cobrando lealdade ao presidente :

Maia diz que mostrou a Temer mensagem da mãe cobrando lealdade ao presidente 
O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), reforçou sua lealdade ao presidente Michel Temer e revelou que é cobrado pela mãe para não conspirar contra o peemedebista. Em entrevista ao programa Roberto DAvila, da GloboNews, ele disse que foi procurado por parlamentares e empresários para debater um eventual papel de presidente da República, mas afirmou que respondeu que não é essa sua função.

— Digo (a quem me procura) que meu papel é presidir a Câmara e de minha parte não haverá nenhum movimento que prejudique o presidente — garantiu. — Sou cobrado todo dia pela minha mãe. Ela me mandou uma mensagem de texto e eu até assustei: "Você não vai conspirar, né?". (Respondi:): "Você me ensinou que eu tenho de ser leal e assim eu sou". Mostrei (a mensagem da mãe) para o presidente (Temer) — afirmou Maia.

A mãe do deputado é a chilena Mariangeles Ibarra Maia e seu pai é o ex-prefeito e vereador no Rio, César Maia (DEM).

Maia é o primeiro na linha sucessória e assumirá o cargo de Temer provisoriamente por 180 dias se a Câmara admitir o processo contra o peemedebista e o STF aceitar a denúncia. A votação está prevista para 2 de agosto e são necessários 342 votos para que o processo prossiga.

— O árbitro (presidente da Câmara) nem votar vota, ele preside a sessão. Eu não posso me movimentar nem numa posição nem noutra. Dentro de casa sou cobrado para ser leal, como aprendi com meu pai e minha mãe — afirmou Maia no programa veiculado na noite de segunda-feira (17).

Sobre o resultado da votação para autorizar ou não a abertura do processo contra Temer, Maia disse que "os deputados é que vão julgar".

— Meu papel como presidente da Câmara é não ter posição sobre esse assunto. Além de presidir a sessão que vai decidir pela abertura ou não da denúncia, no momento seguinte ainda tenho vários (pedidos de) processos de impeachment para ser decididos.


NÃO EXISTE JUSTIÇA NO BRASIL


terça-feira, 18 de julho de 2017

SALVAÇÃO DO BRASIL


BEM VINDO AO INFERNO


"COLEGA" LULA


ASSOCIAÇÃO MÉDICA DO RIO GRANDE DO SUL RESPONDE AO MINISTRO DA SAÚDE


NOTA DA ASSOCIAÇÃO MÉDICA DO RIO GRANDE DO SUL

A Associação Médica do Rio Grande do Sul (AMRIGS), ao longo de sua história associativista, tem pautado seu trabalho em prol do conhecimento científico. Seus associados se destacam em um exercício medico sério e altamente competente. Assim sendo, a AMRIGS sente-se autorizada e responsável em refutar com veemência as declarações do ministro da Saúde em relação aos médicos brasileiros. É uma declaração com visão parcial e superficial que se generaliza para toda uma classe. Responsabilizar os médicos pelos graves problemas da saúde em nosso país é uma visão reducionista e preconceituosa, que só estimula o conflito. As dificuldades na saúde pública são amplas e complexas, passando pela ausência ou pelo mau planejamento, tornando-se uma gestão inadequada, segundo especialistas. É necessário que haja respeito e consideração para que se obtenha o bem comum. Desejamos e esperamos uma reflexão do ministro, e que se permita uma atitude reparatória e conciliatória com os médicos por meio de suas entidades representativas.

Jair Rodrigues Escobar – Vice-presidente

18 de Julho de 64: Grande Incêndio de Roma, atribuído a Nero

Arquivo: Siemiradski Fackeln.jpg

18 de Julho de 64: Grande Incêndio de Roma, atribuído a Nero:

O imperador Nero Lúcio Domécio Aenobarbo (54-68), filho de Agripina, a Menor, irmã do imperador Calígula e quarta esposa do Imperador Cláudio, que o adotou, tendo-lhe prometido a sucessão, foi proclamado imperador ainda muito jovem. Dotado de grande inteligência, com qualidades artísticas e literárias bastante grandes, pois tinha como precetores o filósofo Séneca e o prefeito dos pretorianos Burro, durante os primeiros anos do seu governo mostrou-se tolerante para com a população, o exército e a administração que o admiravam, ao contrário do seu antecessor Cláudio. Porém, para além destas qualidades, Nero era um homem extremamente vaidoso, dado à luxúria, prepotente e sanguinário. Mandou assassinar o irmão, Britânico, a mãe, as suas esposas Octávia e Popeia Sabina e até Séneca, para além de inúmeros patrícios, cavaleiros e senadores que ele próprio matou no Circo, aclamando-se como gladiador ou queimando-os vivos para dar como oferenda aos deuses. Como se isto não bastasse, aparecia em público a cantar e tocar lira e quem não aplaudisse as suas melodias e encenações ficava sujeito a ser condenado à morte. É evidente que ao adotar esta conduta, a maior parte dos seus súbditos perdeu o respeito ao imperador. Foi assim que, a 18 de julho do ano de 64, deflagrou um gigantesco incêndio em Roma, destroçando 10 das 14 zonas da urbe, três das quais ficaram completamente destruídas, dando a Nero a possibilidade de se apropriar de uma parte dos terrenos, nos quais mandou edificar, mais tarde, a sua sumptuosa residência, a Domus Aurea, que se opõe à miséria de uma Roma destruída pelo incêndio. Nero foi apontado como o seu principal causador, já que enquanto a cidade era consumida pelas chamas, e segundo as fontes, Nero deleitava-se a contemplar o cenário, tocando a sua lira. O povo amotinou-se e, para calar as suspeitas, o imperador resolveu perseguir os membros de uma nova seita judaica, os cristãos, iniciando, assim, a primeira grande perseguição a esta religião nascente.
Esta catástrofe inspirou a Nero o projeto de uma nova cidade que se baseou, não na criação de novos bairros, mas na reconstrução racional dos destruídos, segundo os princípios até então não experimentados que se baseavam nos alinhamentos retificados, na altura limitada dos edifícios, nas ruas ladeadas por pórticos, na proibição de paredes-meias, etc. Por outras palavras, pode-se dizer que foi a primeira tentativa de criar um urbanismo racionalizado e disciplinado, que até aí se tinha desenvolvido desordenadamente.
No ano de 65, uma conspiração foi organizada contra Nero que, aterrorizado, ordenou inúmeras execuções. Em 68, várias rebeliões estalaram em vários pontos do Império e Nero não se atreveu a pedir a colaboração dos exércitos fronteiriços leais. Os pretorianos abandonaram-no, sendo proscrito pelo Senado. Vendo-se sozinho, acabou por se suicidar.

Incêndio de Roma. In Infopédia [Em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2012.

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O incêndio de Roma, 18 de julho de 64, óleo de Hubert Robert


As Tochas de Nero -Henryk Siemiradzki

PARA ONDE FOI O DECORO DAS SENADORAS?


         Eu pergunto onde ficou escondido o exigido DECOROna atitude daquelas senadoras que, semana passada, resolveram invadir a mesa diretiva do Senado Federal, protagonizando cenas que envergonharam até as donas de bordéis do Brasil. Tá certo que existe um grupelho de fanáticos que apoiou o ato, e inclusive bateu palmas. Mas, desde o tempo da monarquia, sempre houve a figura do “bobo”.
         Com a palavra a Comissão de Ética da casa parlamentar.
         Ah, dirão alguns, mas não foi esta mesma Comissão que absolveu o Aécio Neves, dias atrás? Logo, a referida Comissão não teria nenhuma moral para condenar ninguém.
         Mesmo concordando com a total falta de critérios nos julgamentos; mesmo sabendo que o “corporativismo”, o “coleguismo”, e os “interesses políticos” se sobrepõem em relação à lei e à ordem; ainda assim eu desejaria ver o assunto sendo examinado, pois, o fato contém uma agravante inquestionável: a premeditação do crime, conforme foi anunciado com bastante publicidade pela “narizinho”, ou “amante”, como é mais conhecida a senadora paranaense Gleisi Hoffmann, discursando com entusiasmo e ardor, dias antes, aos seus correligionários (para os incrédulos ou capachos, eu possuo uma cópia do vídeo c/áudio confirmando a elaboração deste plano).        
         Ao contrário daquela “lhama” do PSOL na Câmara, que ganhou uma pena levíssima por cuspir no rosto de um colega parlamentar, a senadora “narizinho” não agiu por impulso e ainda avisou o que faria, juntamente com outras colegas parlamentares, ou seja, a formação de um “barraco feminino”, com a invasão da mesa do Senado unicamente para impedir a votação de um assunto relevante para os destinos do país.
         Ora meus amigos, o DECORO nada mais é do querecato no comportamento; decência; acatamento de normas morais; pudor. Atitudes que foram totalmente ignoradas pelas “educadas e democráticas” senadoras que obstaculizaram – por iniciativa e vontade próprias – o bom andamento dos trabalhos do Senado Federal.
         Se elas serão absolvidas ou punidas eu desconheço. O que quero, e penso que TODOS aqueles que sonham com a seriedade e a justiça na coisa pública, também querem, é um julgamento imparcial. Ainda mais quando o artigo 55 da CF/88 determina a perda do mandato a quem ofender a regra do decoro parlamentar.
         Exatamente como a “narizinho” fez, ao lado e em cumplicidade com as suas colegas Vanessa Grazziotin (PCdoB/AM) e Fátima Bezerra (PT/RN).
         Marcelo Aiquel – advogado (17/07/2017)

segunda-feira, 17 de julho de 2017

Enfermeiras cantam Despacito no Grupo Hospitalar Conceição em PORTO ALEGRE



REVISTA EXAME - São Paulo – O que o hit “Despacito” tem a ver com um hospital? Para o Grupo Hospitalar Conceição, muita coisa.
O Centro Obstétrico do Hospital Conceição, de Porto Alegre, usou a música em sua nova campanha que fala sobre a recepção de gestantes e sobre o parto humanizado.
A campanha foi filmada nos corredores e instalações do hospital e traz uma versão curiosa da letra de “Despacito”.
O vídeo também contou com enfermeiras obstetras que trabalham no hospital e gestantes.
Alguns versos fizeram sucesso nas redes sociais, como “A evolução do parto é despacito / O nenê vem se encaixando aos pouquitos”
 Na publicação, o Hospital Conceição escreveu: “Confira o vídeo produzido pela equipe do Centro Obstétrico do Hospital Conceição. O vídeo, com o hit Despacito, aborda a recepção da gestante e os métodos não farmacológicos no trabalho de parto. Tem a participação de enfermeiras obstetras e gestantes que trabalham no Centro Obstétrico”.
O Ministério da Saúde chegou a parabenizar o hospital pela iniciativa: “Parabéns pela iniciativa de incentivo ao parto normal”, escreveu no Facebook.

CARTA ABERTA DOS PEDIATRAS PARA O MINISTRO DA SAÚDE


A Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP), entidade que representa 35 mil pediatras que atuam no País, cerca de 70% no atendimento de crianças e adolescentes na rede pública, tem ciência dos meandros políticos de sua indicação para ocupar o cargo do mais alto escalão na gestão do Sistema Único de Saúde (SUS) e, continuamente, tem colocado especialistas à disposição do Governo Federal na tentativa de encontrar respostas para os históricos problemas que afetam o SUS, em todos os níveis de complexidade.

Esse é o compromisso que guia a SBP, independentemente de questões políticas ou ideológicas: contribuir para a melhoria da oferta do atendimento em saúde para a população. Contudo, é impossível para nós, pediatras, ficarmos calados diante de afrontas propositais, resultado de comentários e insinuações que nem de longe refletem a realidade da assistência no País.

A pediatria brasileira expressa, assim, sua profunda indignação com essa estratégia clara de promover polêmicas e lançar sobre os ombros dos médicos a responsabilidade pelas falhas da gestão do SUS, nas esferas federal, estadual e municipal. Contudo, ao contrário de frases de cunho pejorativo, os dados do próprio Ministério da Saúde comprovam a impertinência da generalização infundada.

Senhor Ministro, os médicos brasileiros, em particular os pediatras, “não fingem trabalhar”, conforme sua declaração pública. Eles trabalham, sim, e muito. Em 2016, foram realizadas mais de 43 milhões de consultas pediátricas, ou seja, cada pediatra que atua na rede pública respondeu, em média, por 1,8 mil atendimentos no período. No ano passado, o SUS também contabilizou quase 1,9 milhão de partos (normais e cesáreos), sendo a grande maioria deles acompanhados diretamente por pediatras.

A pediatria – e todas as suas áreas de atuação – está presente nas diferentes fases do atendimento de crianças e adolescentes, com ênfase na atenção básica. Historicamente, tem participado dos grandes programas nacionais, tais como campanhas de imunização, de nutrição, entre outros. Tal comprometimento é responsável pela significativa melhora dos indicadores de saúde.

Senhor Ministro, não se pode responsabilizar os médicos pela falta de infraestrutura nos postos de saúde e nos hospitais; pelo desabastecimento de insumos e medicamentos; pela dificuldade de acesso a exames, de forma particular aos de média e alta complexidade; pelo déficit de 10 mil leitos de internação pediátrica, fechados entre 2010 e 2016.

O SUS está doente e queremos sua recuperação. Lutamos para mantê-lo vivo e ativo todos os dias e não aceitamos que transformem essa agonia numa pauta de interesse político. Continuaremos a fazer nossa parte. Nós, pediatras e demais médicos, manteremos nosso trabalho porque os pacientes precisam de nós.

Contudo, Senhor Ministro, basta de provocações. Exigimos valorização e respeito pelo nosso compromisso permanente com a saúde, o qual não se pauta por interesses outros que não a vida e o bem-estar de milhões de brasileiros.

Rio de Janeiro, 17 de julho de 2017.