"O maior inimigo da autoridade é o desprezo e a maneira mais segura de solapá-la é o riso." (Hannah Arendt 1906-1975)

domingo, 5 de fevereiro de 2017

"Impossível tolerar que pacientes corram risco de virar motivo de escárnio", diz médico de Marisa

"Impossível tolerar que pacientes corram risco de virar motivo de escárnio", diz médico de Marisa:

Médico da família do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o diretor de cardiologia do Hospital Sírio-Libanês, Roberto Kalil Filho, publicou um artigo, neste domingo, no jornal Folha de S. Paulo , criticando o vazamento de exames da ex-primeira-dama Marisa Letícia. Dados sigilosos do diagnóstico da ex-primeira-dama foram compartilhados por uma médica da instituição em um grupo de WhatsApp.

Depois de citar dificuldades do exercício da atividade médica — como jornadas extenuantes e a responsabilização de pacientes por consequências produzidas por doenças — o médico pontuou: "(...) quando afrontam a ética, quebram o juramento de Hipócrates proclamado ao receberem o título de doutor e compartilham publicamente segredos e sentimentos a eles confiados, os médicos violam um dos princípios mais sagrados da profissão, o sigilo médico".

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Sem citar especificamente o caso de Marisa Letícia, Kalil Filho argumentou que a divulgação pelas redes sociais de exames e dados clínicos não autorizados "revela um dos lados perversos do comportamento humano, reprovável e absolutamente inadmissível para quem se apresenta como médico".

"Pior ainda é testemunhar esses profissionais serem movidos por sentimentos menores e ideologias políticopartidárias, fazendo apologia à morte, como lamentavelmente observamos na última semana", acrescentou o cardiologista.

O médico ainda defendeu que tais atitudes merecem a devida punição da direção de hospitais e de conselhos profissionais e que não se pode aceitá-las: "Impossível tolerar que pacientes corram o risco de virar motivo de escárnio entre médicos inescrupulosos".

"O juramento de Hipócrates é claro: o médico deve guardar absoluto respeito pelo ser humano e atuar sempre em seu benefício. Jamais utilizará seus conhecimentos para causar sofrimento físico ou moral, para o extermínio do ser humano ou para permitir e acobertar tentativa contra sua dignidade e integridade", acrescentou. "A dignidade humana deve ser inviolável", finalizou Kalil Filho.

Anexos originais:
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