"O maior inimigo da autoridade é o desprezo e a maneira mais segura de solapá-la é o riso." (Hannah Arendt 1906-1975)

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2017

Nuvens escuras sobre o Rio de Janeiro

Nuvens escuras sobre o Rio de Janeiro:



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Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Gilberto Pimentel

Não sei se recordam, mas faz muito pouco tempo, pouco mesmo, que economistas apontavam o Governador Paulo Hartung, do Espírito Santo, como exemplo de gestor moderno, eficiente e, por isso mesmo, como um possível candidato ao ministério da Fazenda. Diziam que aquele estado sofreu com a queda do petróleo, do preço das commodities, que sofre com a crise do país da mesma maneira que o Rio de Janeiro, mas não enfrentava problemas maiores porque desde o início do mandato seu governador assumiu-os de frente, foi claro e transparente e executou exemplarmente o processo de ajuste fiscal.

As contas e salários no Espírito Santo, diziam os especialistas, estavam rigorosamente em dia. O que teria mudado então, em tão pouco tempo, para que acontecesse a rebeldia e a paralisação total das instituições responsáveis pela segurança pública seguidas da explosão de uma onda de cólera popular, violência urbana, banditismo e vandalismo sem precedentes? Será que a insatisfação esteve tão bem camuflada por todo esse tempo? Seria um farsante o governador do estado?

O Brasil está é muito doente, de um extremo ao outro! Ferido de morte!

E o que esperar, então, do futuro de federações como o nosso Rio de Janeiro, por exemplo, onde o gestor nada tem que sirva como modelo, nem no aspecto administrativo, menos ainda no de confiabilidade; onde as contas públicas estão completamente desorganizadas; os salários dos funcionários atrasados; as dívidas públicas acumuladas e impagáveis; a paz social já fora de controle há algum tempo?

Nesse pobre Rio, o desastroso Pezão, herdeiro do maior assaltante dos cofres públicos e hoje na cadeia, por incompetente, joga todas as cartas num complexo e discutível acordo de ajuda financeira estabelecido com o governo federal, cujas draconianas condições, já está demonstrado, dificilmente serão aceitas pacificamente pela população fluminense e aprovadas pela Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro, além de depender de confirmação pelo Congresso Nacional.

O caldo de cultura, ou seja, a mistura de elementos, no caso negativos, de ordem política, econômica, psicológica e sociológica aqui no nosso estado é, infinitamente, mais explosiva do que a que prevalecia encoberta aos nossos olhos lá no Espírito Santo. Aqui salta às nossas vistas. Portanto, preparemo-nos, os dias que virão não são nada promissores.



Gilberto Pimentel, General de Divisão, é Presidente do Clube Militar.

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