"O maior inimigo da autoridade é o desprezo e a maneira mais segura de solapá-la é o riso." (Hannah Arendt 1906-1975)

quarta-feira, 1 de março de 2017

01 de Março de 1445: Nasce o pintor renascentista Sandro Botticelli, autor de "A Primavera" e "O Nascimento de Vénus"

01 de Março de 1445: Nasce o pintor renascentista Sandro Botticelli, autor de "A Primavera" e "O Nascimento de Vénus":

No dia 1 de Março de 1445  nasceu em Florença o primeiro pintor humanista, Alessandro Filipepi, na família de um curtidor de couro. Como um dos seus irmãos, rechonchudo, havia sido apelidado de "botticelli", que significa em italiano "pequeno tonel", o epíteto substitui o sobrenome de família, passando a identificar o futuro pintor.

Sandro Botticelli fez o seu aprendizado no atelier de um grande pintor florentino do Quattrocento (o século XV italiano), Filippo Lippi (1406-1469). Como todos os artistas da Renascença, Lippi, tal qual um chefe de cozinha moderno, dirigia uma equipa de ajudantes e aprendizes, cada um especializado em um detalhe, nas roupas, nos filamentos de ouro, etc.

Com a colaboração da sua equipa, o mestre atendia aos pedidos da burguesia e produzia pequenos quadros em quantidade. Nessa ocasião é também muito solicitado por abades, bispos e príncipes para levar a cabo obras mais ambiciosas.

Botticelli passa para o atelier de Verrochio embora frequentando o atelier de Leonardo da Vinci, um rival. Em 1470, abre o seu próprio atelier. O seu talento vale ao jovem artista a possibilidade de frequentar as mais influentes famílias da cidade, entre as quais os Vespucci, um deles, Amerigo (ou Américo Vespúcio, o navegador), que viria a emprestar o seu nome a um continente, e sobre tudo os Médicis. O poderoso Lourenço, o Magnífico, concorda em dar-lhe protecção. O pintor, de resto, frequenta os grandes espíritos do humanismo da época, como Pico de la Mirandola e Marsílio Ficino, tradutor de Platão.
 
Os seus amigos iniciam-no na filosofia neoplatónica que via o mundo sensorial como reflexo do mundo das ideias. Essa filosofia vê-se reflectida nas suas célebres alegorias inspiradas na Antiguidade pagã.

A sua obra-prima "A Primavera", destinada a uma ‘villa’ dos Médicis, expõe toda a graça e o optimismo da Renascença italiana, com um toque de inquietação da ninfa da direita, quase agarrada pela divindade Zéfiro. Trata-se possivelmente da primeira pintura europeia que colhe inspiração na Antiguidade pagã.

Em 1481, o papa Sisto IV encomenda a Botticelli alguns frescos de temas religiosos para a capela à qual emprestaria o seu nome: a Capela Sistina. Pode-se admirar esses painéis ao lado dos monumentais frescos de Miguel Ângelo.

Após a sua viagem a Roma, que não lhe trouxe qualquer recompensa financeira, o artista empreende “O Nascimento de Vénus”. Esta nova alegoria neoplatónica ilustraria, segundo certos comentadores, os quatro elementos – terra, água, ar e fogo – e o Amor que sela a sua harmonia.

Depois da morte de Lourenço, seu protector, em 1492, o pintor sofre como muitos dos seus concidadãos florentinos a influência do pregador Jerónimo Savonarola.

O optimismo próprio do humanismo é atacado, à época, violenta e sistematicamente pelo fundamentalismo religioso. A pintura de Botticelli torna-se mais austera. Todavia, não se pode deixar à margem das suas 
célebres alegorias alguns retratos comoventes de realismo e as pinturas de madonas maternais e recatadas.
Fontes: Opera Mundi
Estórias da História

wikipedia (Imagens)
 


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 Provável auto retrato de Sandro Botticelli

O Nascimento de Vénus  (análise da obra) - Sandro Botticelli


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A Primavera  (análise da obra) - Sandro Botticelli



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