"O maior inimigo da autoridade é o desprezo e a maneira mais segura de solapá-la é o riso." (Hannah Arendt 1906-1975)

quarta-feira, 15 de março de 2017

ESTELIONATÁRIO QUE FRAUDOU LICITAÇÕES E AGORA É MINISTRO DA SAÚDE DIZ QUE "MÉDICOS BRASILEIROS NÃO TEM DISPOSIÇÃO PARA TRABALHAR"

Para ministro da Saúde, “povo prefere médico cubano a brasileiro”Segundo Barros, depois de contratados, profissionais nativos demonstram
indisposição para trabalhar
13/03/17 às 21:00 - Atualizado às 20:23 Ivan Santos
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Ricardo Barros na Câmara, ontem: nova polêmica (foto: Divulgação)

O ministro da Saúde, Ricardo Barros (PP), afirmou ontem na Câmara Municipal de Curitiba, que a população prefere ser atendida pelos médicos cubanos, porque eles demonstram mais disposição para o trabalho do que os médicos brasileiros. A declaração foi dada durante participação de Barros em sessão da Câmara para prestar contas de sua atuação na Pasta, a convite da vereadora Maria Manfron (PP).

O paranaense, que se licenciou do mandato de deputado federal em maio de 2016 para assumir o ministério, contou que recentemente a Pasta fez uma chamada para a contratação de profissionais para o programa Mais Médicos, com preferência para os brasileiros. Segundo ele, 8.700 compareceram para 1.400 vagas, “sinal de que temos brasileiros no mercado pra ocupar”. O problema é que depois de chamados, esses médicos começam a questionar o volume de trabalho, disse o ministro. “Chamados esses 1.400, 600 já não querem, passam, mas chegam lá e ‘não dá pra reduzir a carga horária’, ‘não dá pra não trabalhar?’ E não é possível”, relatou.

“Por isso que o povo gosta do cubano. O cubano vai lá, fica das oito às seis da tarde, sábado e domingo, come churrasco com a turma, fica o dia inteiro à disposição da população, é esse o tratamento diferenciado que faz com que a aprovação do programa Mais Médicos seja 95%. Mas nós vamos insistir em dar oportunidade aos brasileiros”, avaliou Barros.

Sobre o “Mais Médicos”, ele informou que existem 1.034 profissionais no Paraná, distribuídos em 318 municípios, sendo 53 deles em Curitiba. No Brasil, são 18.240 profissionais que integram o programa. Segundo o ministro, 4 mil médicos cooperados que trabalham hoje no país serão substituídos, nos próximos três anos, por médicos brasileiros. “Há um edital em andamento para a contratação de 1.624 novos médicos, sendo que mil dessas vagas estavam ocupadas por cubanos”, falou.

Polêmicas - Não é a primeira vez que Barros se envolve em declarações polêmicas. Logo que assumiu, ele afirmou que seria preciso rever o “tamanho” do Sistema Único de Saúde (SUS), pois o País não teria condições de sustentar o atendimento universal. “Infelizmente, a capacidade financeira do governo para suprir todas essas garantias que tem o cidadão não são suficientes”, afirmou na ocasião ele, que depois alegou ter sido “mal interpretado”. 

Na mesma época, questionado sobre a lei no Congresso que liberou o uso da fosfoetanolamina, a chamada “pílula do câncer”, mesmo sem estudos clínicos que comprovem a eficácia e segurança do produto, ele afirmou que “na pior das hipóteses tem o efeito placebo” e que “a fé move montanhas”. Ainda no campo religioso, Barros também foi criticado por afirmar que seria preciso ouvir as igrejas sobre a questão do aborto. “Vamos ter de conversar com a Igreja. A decisão do ministério não deve provocar resistência ou discussão”, disse. 

Em outro episódio que gerou repercussão, em julho o ministro afirmou que muitos pacientes que procuram atendimento em unidades de atenção básica da rede pública apenas imagina estar doente, mas não está. De acordo com o ministro, é “cultura do brasileiro” só achar que foi bem atendido quando passa por exames ou recebe prescrição de medicamentos e esse suposto “hábito” estaria levando a gastos desnecessários no SUS. No mesmo mês, defendeu as operadoras de planos de saúde, criticando as multas contra elas por irregularidades no atendimento a usuários. “As multas são exageradas. Um plano que deixa de cumprir uma obrigação de R$ 100 hoje é multado em R$ 50 mil”, alegou. 

Em agosto do ano passado, o paranaense voltou a cometer uma gafe, ao dizer que homens procuram menos o atendimento de saúde porque “trabalham mais do que as mulheres e são os provedores” das casas brasileiras.

RESPOSTA DO EDITOR DO ATAQUE ABERTO 

Vá para PQP seu ESTELIONATÁRIO FDP ! Seu lugar é na CADEIA ! 

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