"O maior inimigo da autoridade é o desprezo e a maneira mais segura de solapá-la é o riso." (Hannah Arendt 1906-1975)

domingo, 9 de abril de 2017

China: paiol de etnias e culturas que pode explodir a qualquer hora

China: paiol de etnias e culturas que pode explodir a qualquer hora:






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Luis Dufaur

Escritor, jornalista,

conferencista de

política internacional,

sócio do IPCO,

webmaster de

diversos blogs












Nunca ficou se sabendo o número de mortos, feridos e desaparecidos na  eclosão de violência racial na região de Xinjiang, na China Ocidental em 2009. Oficialmente houve 197 mortos e 1.700 feridos.



Já passou tempo demais e o véu de silêncio oficial encobriu tudo.



Naquela ocasião teria havido também por volta de 10.000 “desaparecidos” numa só noite, segundo informou AsiaNews.



Um “apagão” suspeito atingiu a Internet na capital Urumqi para impedir as informações de fontes independentes.


A energia voltou mas o  “apagão” das informações perdura até hoje.

E aquele não foi apenas um caso. É algo frequente no império da foice de do martelo.




































Os conflitos entre uigures – etnia local de religião muçulmana – e hans – etnia majoritária na China ‒ são o fruto de uma desorganização social geral induzida pelo regime socialista.



A China é um imenso e riquíssimo mosaico de culturas e etnias, com centenas de dialetos locais, como mostrou o Pe Cervellera, diretor de AsiaNews.



Em cada uma das peças desse mosaico se encontra um grupo com uma história, arte e personalidade definidas pela História.



Essa riqueza de personalidade é um obstáculo para a massificação exigida pelo socialismo.



E o regime antinatural tem necessidade de fazê-la desaparecer.


Pequim muda populações de região e oprime os grupos locais juntamente com sua religião.



Foi o caso durante anos do Xinjiang, mas também de muitas outras regiões e grupos culturais e religiosos do imenso país.



É o caso dos católicos também.



No caso dos uigures a ditadura quer dissolvê-los estimulando grande migração de hans a Xingjang, com a falsa escusa de “combater o terrorismo islâmico”.



A China virou um paiol onde a toda hora aparecem faíscas.



O caso de Xinjiang foi uma delas.



O governo reprime qualquer fonte de informação imparcial.



Os locais uigures dizem terem sido vítimas de uma chacina promovida pelos hans, e vice-versa.



Mas se se perguntar quem é o beneficiado do mata-mata entre uns e outros, verificar-se-á que é a ditadura socialista empenhada em desfazer as identidades culturais de todos.

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