"O maior inimigo da autoridade é o desprezo e a maneira mais segura de solapá-la é o riso." (Hannah Arendt 1906-1975)

sexta-feira, 14 de abril de 2017

COREN-RS recebe Duríssima Resposta de Médicos Brasileiros em Rede Social


A já tradicional prática de "caçar postagens" de médicos brasileiros nas Redes Sociais para levar seus nomes aos jornais controlados por viúvas do Regime Criminoso de Dilma Rousseff e "denunciá-los" aos Conselhos Regionais de Medicina parece ter seus dias sem réplica contados. 

O Editor acaba de receber uma duríssima resposta, ainda que apócrifa, endereçada ao Conselho Regional de Enfermagem do RS (COREN-RS)  que passou a circular pelas Redes Sociais. 

Antes, uma breve explicação sobre o que se trata: no dia 30 de março do presente ano, o jornal Zero Hora, de Porto Alegre, publicou matéria dizendo que um post de uma médica residente do Grupo Hospitalar Conceição, que até 2016 era administrado por uma Organização Criminosa disfarçada sob as siglas "PT" e "PC do B", havia causado "indignação" no COREN-RS. Ao que parece, a médica enfureceu enfermeiras ao criticar, no Facebook, o parto sem a presença do médico obstetra. O COREN lançou então a seguinte nota que reproduzo aqui: 

— A postagem atenta contra o Sistema Único de Saúde, é discriminatória, por falar em "pobre", cria um temor na população, que vai ser atendida com medo, e também desqualifica uma categoria profissional habilitada técnica e legalmente para a realização de partos — enumera a enfermeira Nelci Dias, conselheira do Coren-RS. — Esperamos a retirada deste texto, um pedido de desculpa e que ela responda a um processo ético no Cremers — acrescenta.
A notícia, além de ser dada pelo Jornal da Empresa envolvida com fraudes junto ao CARF, a já famosa RBS, foi também dada pela Rádio Guaíba de Porto Alegre como segue: 

Coren pede investigação de médica que escreveu que parto com enfermeiro é “para pobre”


Órgão protocola notícia de fato, hoje à tarde, junto aos MPs Estadual e Federal


O Conselho Regional de Enfermagem do Rio Grande do Sul (Coren-RS) protocola, na tarde de hoje, junto ao Ministério Público Federal (MPF) e ao Ministério Público Estadual (MPE), uma notícia de fato – instrumento jurídico que busca uma investigação a partir de uma denúncia. A medida decorre da postagem de uma médica residente da pediatria do Grupo Hospitalar Conceição (GHC) que, em uma rede social, na sexta-feira passada, desqualificou a atuação profissional do enfermeiro e do enfermeiro obstetra na assistência ao parto.
De acordo com o Coren, o texto incute a ideia de que o parto realizado pela categoria é “parto para pobre”, com menos segurança e qualidade que um parto realizado por um médico, disseminando o medo na população que usa os serviços de saúde pública.
O objetivo do Conselho é dar ciência do fato ao MPF e ao MPE e solicitar providências, tanto em relação às prerrogativas profissionais quanto no que se refere à segurança dos pacientes e o direito de que se informem e escolham com quem fazer o parto, inclusive domiciliar.
Em uma nota de repúdio contra a manifestação da médica, o Coren também garante ter acionado a Direção e o Responsável Técnico pelo Serviço de Enfermagem do Grupo Hospitalar Conceição, a Defensoria Pública e o Conselho Regional de Medicina (Cremers).
Cabe aos MPs analisarem o conteúdo da demanda do Coren e adotar as medidas que considerarem cabíveis. O Coren lembra que uma lei, um decreto e uma ação judicial, que anulou artigos de uma resolução do Cremers, de 2015, garantem ao enfermeiro o direito de fazer partos quando não há risco para a mãe e o bebê.

Hoje, chegou ao Editor do Ataque Aberto o seguinte texto apócrifo que passou a circular pelo Facebook - a mais imunda de todas as Redes Sociais já criadas: 

LP


1 hMayfair Estates, Virginia, Estados Unidos

Resposta dos Médicos Brasileiros ao Conselho Regional de Enfermagem do Rio Grande do Sul depois da matéria, produzida em conluio com o Jornal Zero Hora e o Grupo Hospitalar Conceição, contra mais uma médica gaúcha – A Dra. Luciana Pipkin.

1. A postagem atenta contra o SUS.

Nenhum médico brasileiro jamais jurou nem prometeu coisa alguma no sentido de “defender” ou mesmo trabalhar no SUS. A Enfermagem Brasileira não é a “Polícia do SUS” e não cabe a ela fiscalizar NADA além daquilo que diz respeito ao exercício de sua profissão (muito menos “vigiar” o que médicos publicam nas redes sociais).

2. A postagem é discriminatória porque fala em pobres, cria temor e desqualifica a profissão de Enfermagem.

A postagem não cria “temor” nenhum – a população JÁ vive no temor de ser atendida por um enfermeiro ao invés de um médico em qualquer especialidade porque sabe a diferença de conhecimento e de responsabilidade de cada um deles e porque é muito mais fácil manter enfermeiros do que médicos trabalhando no SUS através de um governo corrupto com uma visão marxista da saúde. Isso, em hipótese alguma significa que os enfermeiros brasileiros sejam marxistas ou compactuem com um Governo de Marginais – eles estão mais presentes no SUS porque as consequências legais para eles, neste momento, são menores.
99% dos enfermeiros E dos médicos brasileiros que trabalham no SUS vivem em desespero completo pela falta de condições, de salário e pelo assédio moral de chefias que são enfermeiras E médicos VAGABUNDOS e CANALHAS que deveriam estar na política e não no SUS. ELES não tem tempo para “guerrinha de classe” fabricada pelo COREN ou pelo CRM.
A população também JÁ sabe que o conhecimento de uma enfermeira obstétrica JAMAIS será igual aquele de um médico obstetra. Uma lei que habilita uma enfermeira a fazer parto não muda e NÃO vai mudar isso nunca – “leis” não igualam conhecimento científico.

3. Esperamos a retirada deste texto, um pedido de desculpas e instauração de processo ético no CREMERS

A médica não deve “desculpa” alguma aos Enfermeiros. Ela não citou NENHUM em particular e sequer estava no seu ambiente de trabalho. Com relação à instauração de processo ético profissional, essa decisão NÃO é do Conselho Regional de Enfermagem. O CREMERS não trabalha “jogando para torcida”.

Brasil, 13 de abril de 2017

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