"O maior inimigo da autoridade é o desprezo e a maneira mais segura de solapá-la é o riso." (Hannah Arendt 1906-1975)

sexta-feira, 7 de abril de 2017

O Almirante Negro - Segunda Aula de História Especial para Vagabundos Petistas


Dra.Adriana Lisboa

Depois de ter recebido inbox, acusações de "racista" (mimimimi) pela chinelagem de esquerda de sempre, vou falar de um verdadeiro HERÓI NACIONAL NEGRO! Por fim, entenderão pq ele foi esquecido e Zumbi (que de herói nada tinha) é reverenciado...é meio grande, mas vamos lá!
João Cândido Felisberto, também conhecido como "Almirante Negro, foi um militar brasileiro da Marinha de Guerra do Brasil, líder da Revolta da Chibata.
Nasceu em 24 de junho de 1880, na então província (hoje estado) do Rio Grande do Sul, no município de Encruzilhada (hoje Encruzilhada do Sul).
Este gaúcho, apresentou-se aos treze anos, em 1894, na Companhia de Artífices Militares e Menores Aprendizes no Arsenal de Guerra de Porto Alegre com uma recomendação de atenção especial, escrita por um velho amigo e protetor, o capitão-de-fragata Alexandrino de Alencar. Em 1895 conseguiu transferência para a Escola de Aprendizes Marinheiros de Porto Alegre, e no mesmo ano como grumete, para a Marinha do Brasil, na capital, a cidade do Rio de Janeiro.
Numa época em que a maioria dos marinheiros era recrutada à força pela polícia, João Cândido alistou-se voluntariamente.
A partir de 1909, para acompanhar o final da construção de navios de guerra encomendados pelo governo brasileiro, João Cândido foi enviado à Inglaterra, onde tomou conhecimento do movimento realizado pelos marinheiros russos reivindicando melhores condições de trabalho e alimentação (a revolta do Encouraçado Potemkin, que originou o filme).
Tornou-se muito admirado pelos companheiros marinheiros e muito elogiado pelos oficiais, por seu bom comportamento e pelas suas habilidades principalmente como timoneiro. 
O uso da chibata como castigo na Marinha brasileira já havia sido abolido em um dos primeiros atos do regime republicano em Novembro de 1889, assinado pelo então presidente marechal Deodoro da Fonseca. Todavia, o castigo cruel continuava a ser aplicado, a critério dos oficiais da Marinha de Guerra do Brasil. Entre os marinheiros, insatisfeitos com os baixos soldos, com a má alimentação e principalmente, com os degradantes castigos corporais, crescia o clima de tensão.
Em 1893, na canhoneira Marajó, um contingente de marinheiros havia se revoltado contra o excesso de castigos físicos, exigindo a troca do comandante que abusava da chibata. Esgotadas as tentativas pacíficas e propositivas dos marinheiros, incluindo uma audiência de João Cândido no Gabinete do presidente anterior, Nilo Peçanha, na presença do ministro da marinha, seu velho amigo Alexandrino de Alencar, sem qualquer providência efetiva para o fim dos castigos físicos, os marinheiros decidiram que iriam fazer uma sublevação, uma revolta pelo fim do uso da chibata em fins de Novembro de 1910. A primeira revolta acarretou na morte de 4 oficiais e 3 marinheiros. Terminados os combates e diante da gravidade da situação, João Cândido é indicado pelos demais líderes como o comandante-em-chefe de toda a esquadra revoltada, inicialmente composta por 6 navios, e depois concentrando as guarnições em 4, entre eles os dois encouraçados fabricados na Inglaterra. João Cândido, ao assumir, o comando geral de toda a esquadra revoltada, controla o motim, faz cessar as mortes e envia radiogramas pleiteando a abolição dos castigos corporais na Marinha de Guerra brasileira. Foi designado à época pela imprensa, como Almirante Negro. Por quatro dias, os navios de guerra Minas Gerais, São Paulo, Bahia e Deodoro apontaram os seus canhões para a Capital Federal. No ultimato dirigido ao Presidente Hermes da Fonseca, os revoltosos declararam: "Nós, marinheiros, cidadãos brasileiros e republicanos, não podemos mais suportar a escravidão na Marinha brasileira". A rebelião terminou com o compromisso do governo federal em acabar com o emprego da chibata na Marinha e de conceder anistia aos revoltosos. Entretanto, no dia seguinte o governo promulgou um decreto permitindo a expulsão de marinheiros que representassem risco de motim, o que era um nítida traição ao texto da lei de anistia aprovada pelo Senado da República e sancionada pelo presidente Hermes da Fonseca, conforme publicação no diário oficial.
Pouco tempo depois do decreto que quebrou a anistia e de boatos de que o Exército iria se vingar dos marinheiros, houve a eclosão de um novo motim entre os fuzileiros navais, no quartel da ilha das Cobras, sem ligação com a Revolta da Chibata, exceto que ali na Ilha estavam algumas dezenas de marinheiros participantes da revolta. 
O motim foi reprimido pelas autoridades, com um bombardeio implacável sobre pouco mais de duas centenas de amotinados ilhados (na Revolta da Chibata eram 2.379 homens, 3 encouraçados e um cruzador, alvos móveis e fortemente armados), e serviu de justificativa para Hermes da Fonseca demandar e obter do Senado aprovação do estado de sítio (lei marcial).
Com o estado de sítio, centenas de marinheiros foram dados como mortos, desaparecidos ou presos e 2000 marinheiros foram expulsos da Marinha. Onze foram fuzilados a bordo do Navio Satélite, que levava 105 marinheiros rebeldes para serem jogados nos seringais do Acre, destino dos 96 que lá ainda chegaram vivos.
João Cândido foi expulso da Marinha, sob a falsa acusação de ter favorecido os fuzileiros rebeldes. Foi preso e transferido para uma masmorra na Ilha das Cobras, onde 16 de seus 17 companheiros de cela morreram asfixiados por ordem da presidência.
En 1911 foi transferido para o Hospital dos Alienados como louco, mas recebeu alta e voltou para a Ilha das Cobras, de onde foi solto em 1912, absolvido das acusações juntamente com nove companheiros. À época, o seu defensor foi o rábula Evaristo de Moraes, contratado pela Ordem de Nossa Senhora do Rosário e dos Homens Pretos, que declinou o recebimento dos honorários que lhe eram devidos.
Banido da Marinha, João Cândido sofreu grandes privações, vivendo precariamente, trabalhando como estivador e descarregando peixes na Praça XV, no centro do Rio de Janeiro.
A sua vida pessoal foi profundamente abalada pelo suicídio de sua segunda esposa (1928), apesar de alguns relatos históricos (nunca comprovados) de sua homossexualidade. Aliás essa discussão é irrelevante, sobretudo diante da importância de sua figura histórica.
Em 1933 aderiu à Ação Integralista Brasileira, chegando a ser o líder do núcleo Integralista da Gamboa, bairro portuário da cidade do Rio de Janeiro. Em entrevista ao historiador Hélio Silva, João Cândido declarou manter sua amizade com Plínio Salgado e de ter orgulho em ter sido integralista. João Cândido era sobretudo um ex-militar que sonhava voltar à Marinha de Guerra.
Discriminado e perseguido até o final da sua vida, recolheu-se no município de São João de Meriti, onde aproximou-se da Igreja Metodista. Passou mal em casa e foi levado ao Hospital Getúlio Vargas, na capital do Rio de Janeiro, onde morreu de câncer, pobre e esquecido, a 6 de dezembro de 1969, aos 89 anos de idade.
Apesar de NEGRO E POSSIVELMENTE HOMOSSEXUAL, João Cândido foi jogado para escanteio, por ser um militar e de direita. A esquerdalha nacional prefere transformar o FDP do Zumbi, pq é mais conveniente ao seu discurso!

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