"O maior inimigo da autoridade é o desprezo e a maneira mais segura de solapá-la é o riso." (Hannah Arendt 1906-1975)

domingo, 9 de abril de 2017

Por que Olavo, Moro e Deltan NÃO deveriam ter ido a Harvard




por Milton Pires

Sobre a Honestidade Intelectual e as Intenções dos Organizadores da Conferência de Harvard:

1. Os organizadores estavam bem intencionados e queriam, de fato, promover um debate honesto: 

Neste caso, eles NÃO tinham direito algum de convidar pessoas desonestas como Dilma Rousseff, Wagner Moura, Eduardo Suplicy e Gilmar Mendes.

2. Os organizadores NÃO estavam bem intencionados e não queriam, de forma alguma, promover um debate honesto:

Neste caso, Olavo de Carvalho e Sérgio Moro NÃO deveriam ter aceito o convite para debater com este tipo de gente. 

Sigo o raciocínio afirmando que os organizadores não estavam bem intencionados, do que digo resultarem duas hipóteses sobre a atitude de Sérgio Moro, Olavo de Carvalho e Deltan Dallagnol aceitando comparecer à Conferência de Harvard:

1. Os resultados positivos, os efeitos benéficos, do fato de terem aceitado o convite superam quaisquer aspectos negativos:  

Neste caso, do ponto de vista histórico, as forças representadas de um lado por Moro, Olavo e Dallagnol e do outro, por gente do nível moral de Dilma Rousseff, teriam, há décadas, estabelecido uma discussão de alto nível aqui no Brasil; não numa Universidade Americana. Argumentar que é preciso internacionalizar, levar ao Mundo aquilo que está acontecendo no país, apostar numa atitude de diálogo e numa retórica não radical não faz mais sentido algum. Uma Conferência que reúne Olavo de Carvalho e Dilma Rousseff  não é geradora de nada - é o retrato explícito de uma situação que não pode mais ser resolvida através de diálogo nenhum.  

2. Os resultados negativos, os efeitos deletérios, do fato de terem aceitado o convite superam os positivos:  

Neste caso, a obrigação de perceber e aceitar isso deveria ser de Olavo, Moro e Dallagnol porque quem tem algo a perder em tudo isso são eles; não Wagner Moura, Eduardo Suplicy e Dilma Rousseff - estes só vão lucrar do ponto de vista ideológico levando ao planeta a impressão de que as forças que se chocam no Brasil, neste momento, partem de argumentos moralmente equivalentes e que os atores tem o mesmo nível de credibilidade merecendo, os dois grupos, igual respeito. Apresentaram-se ao Mundo como "adversários" quando na verdade são INIMIGOS - existe uma diferença gigantesca entre os dois conceitos. 

A conclusão de tudo isso é a seguinte: 

Olavo de Carvalho, Sérgio Moro e Deltan Dallagnol atenderam ao convite de Harvard  por duas hipóteses:

1. Acreditavam, ingenuamente, naquilo que estavam fazendo. Pensavam agir em prol da Verdade e do Brasil. 

2. Foram tomados pela vaidade tupiniquim e cederam à tentação de aparecer para o Mundo naquilo que um dia já foi uma grande Universidade e que hoje é mais um covil da Esquerda Americana.

Eu não acredito em ingenuidade...Foram lá pela mais pura vaidade. 

Se tudo isso que escrevi não faz sentido algum para o leitor do blog, vamos marcar logo as seguintes "Conferências"

1. Bolsonaro e Jean Wyllys em Oslo

2. Joice Hasselmann e Reinaldo Azevedo em Nova York

3. Lobão e Chico Buarque em Paris

4. José Mayer e Camila Pitanga em Berlim

2 comentários:

  1. Eles poderiam ir só pra mostrar q não têm medo, pra humilhar os adversários ideológicos.

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  2. Eles foram lá porque eles estão com a verdade, e quem está com a verdade não tem medo do enfrentamento, mesmo que há um público não confiável, porque a verdade tem voz e prevalecerá.

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