"O maior inimigo da autoridade é o desprezo e a maneira mais segura de solapá-la é o riso." (Hannah Arendt 1906-1975)

sexta-feira, 26 de maio de 2017

26 de Maio de 1896: Nicolau II é coroado imperador da Rússia.

26 de Maio de 1896: Nicolau II é coroado imperador da Rússia.:

O czar Nicolau II e a sua mulher Alexandra Feodorovna foram coroados na catedral ortodoxa da Assunção, ao lado do Kremlin, em 26 de Maio de 1896. Durante a longa cerimónia, Nicolau recebeu o ceptro e o colar da Ordem de Santo André. O colar caiu ao chão. Os místicos da corte interpretaram este incidente como um mau presságio. A Revolução de Fevereiro de 1917 obrigaria o czar a abdicar. A família imperial seria executada em Julho de 1918.



Nicolau não estava preparado nem tinha inclinação para governar, o que prejudicou a autocracia, que ele queria preservar, numa época em que se buscavam mudanças, desesperadamente. Nascido em 1868, sucedeu ao pai, o czar Alexander III, falecido em Novembro de 1894. No mesmo mês, o herdeiro casou-se com Alexandra, que viria a exercer grande influência sobre ele. Após um período de luto pelo falecimento do antecessor, Nicolau e Alexandra foram coroados. 



Nicolau resistiu aos apelos de reformas e buscou manter o absolutismo czarista, embora não dispusesse de força de vontade necessária para tanto. O desastroso desfecho da Guerra Russo-Japonesa desembocou na Revolução Russa de 1905, que Nicolau somente conseguiu aplacar após a aprovação de uma assembleia de representantes – a Duma – e promessa de reformas constitucionais. O czar logo recuou dessas concessões e reiteradamente dissolvia a Duma, contribuindo para um crescente apoio popular aos bolcheviques e outros grupos revolucionários. 



Em 1914, Nicolau conduziu o seu país a outra guerra onerosa – a Primeira Guerra Mundial. O descontentamento crescia à medida que escasseavam os alimentos e surgiam derrotas devastadoras frente à Alemanha, demonstrando a total ineficiência da Rússia. Em 1915, o czar pessoalmente assume o comando do exército, deixando a czarina no controlo da política doméstica. A corte, nesta altura, estava sob o domínio do místico Rasputin, que punha a dispunha dos ministros. 
Em Fevereiro de 1917, a guarnição de Petrogrado juntou-se aos operários em greve para exigir reformas socialistas. Nicolau, pressionado, abdica em favor do seu irmão Miguel, que recusa a coroa, o que põe fim à autocracia czarista. Nicolau, a sua mulher e filhos foram detidos no palácio de Czarskoye Selo pelo governo provisório e em Agosto levados para Tobolsk na Sibéria Ocidental por pressão do soviete de Petrogrado, a poderosa coligação de conselhos de soldados e trabalhadores que dividia o poder com o governo provisório na primeira fase da Revolução Russa.

Em Outubro de 1917, os bolcheviques liderados por Vladimir Lenine tomam o poder e estabelecem o primeiro estado operário da história. Em Abril de 1918, Nicolau e a sua família são transferidos para  Ecaterimburgo nos Urais, o que selou o seu destino. Eclode a guerra civil em Junho de 1918 e em Julho o exército branco avança sobre Ecaterimburgo durante uma campanha contra o recém-formado Exército Vermelho. Foram dadas ordens às autoridades locais para evitar o resgate dos Romanovs e após uma reunião secreta do soviete de  Ecaterimburgo, foi decretada a sentença de morte da família imperial. 

Logo após a meia-noite de 17 de Julho, ordenou-se a Nicolau, Alexandra, e aos seus cinco filhos e outros quatro familiares que se vestissem rapidamente e descessem ao sótão. Ali, todos eles foram dispostos em duas fileiras para a tomada de fotografia, dizendo-lhes que era para acabar com os rumores de que haviam escapado. De repente, uma dezena de homens armados irrompe no local e abate a família imperial.
Os restos mortais de Nicolau, Alexandra e três dos seus filhos foram exumados numa floresta perto de  Ecaterimburgo em 1991 e identificados. 
Fontes: Opera Mundi
wikipedia (imagens)



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A coroação de Nicolau II e Alexandra Feodorovna - Valentin Serov



URGENTE: 41° FASE DA LAVA JATO


URGENTE: 41° FASE DA LAVA JATO:

Lava Jato nas ruas! 41° fase!

Nova fase da Lava-Jato investiga exploração de poços de petróleo na África

São cumpridos 13 mandados judiciais no Distrito Federal, no Rio de Janeiro e em São Paulo

Por: Estadão Conteúdo e Zero Hora

26/05/2017 - 07h31min | 
Atualizada em 26/05/2017 - 09h06min

Conforme o site G1, um dos alvos de condução coercitiva é a filha do lobista Jorge Luz, Fernanda Luz — ela não foi encontrada em casa. Jorge e o filho, Bruno Luz, foram presos durante na 38ª fase da Lava-Jato, em fevereiro. Segundo a PF, os lobistas atuavam como representantes do PMDB junto à Petrobras.
Também é alvo da ação desta sexta-feira Álvaro Gualberto Teixeira de Melo. Os outros investigados ainda não tiveram os nomes divulgados.
A Operação Poço Seco investiga a suspeita de que a compra de direitos para explorar poços de petróleo em Benim tenha sido utilizada para obter recursos que seriam utilizados no pagamento de vantagens indevidas a um ex-gerente da área internacional da Petrobras.
Em março deste ano, o juiz federal Sergio Moro condenou o ex-presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), por crimes de corrupção, de lavagem e de evasão fraudulenta de divisas, a 15 anos e quatro meses de prisão em ação penal sobre propinas na compra do campo petrolífero de Benim, em 2011, pela Petrobras.
Os presos serão levados para a Superintendência da PF em Curitiba. Os suspeitos deverão ser investigados por corrupção, fraude em licitações, evasão de divisas e lavagem de dinheiro, entre outros crimes.
O nome da nova fase da Lava-Jato, "Poço Seco", é uma referência aos resultados deficitários do investimento realizado pela Petrobras na aquisição de direitos de exploração de poços de petróleo em Benim.
Fase anterior
Deflagrada em 4 de maio, a última fase da Lava-Jato mirou três ex-gerentes da área de Gás e Energia da Petrobras, suspeitos de terem recebido mais de R$ 100 milhões em propina de empreiteiras contratadas pela estatal. No âmbito da Operação Asfixia, também são investigados operadores financeiros que utilizaram empresas de fachada para intermediar o pagamento do dinheiro ilícito.
Na ação, os agentes da PF cumpriram 16 mandados de busca e apreensão, dois de prisão preventiva, dois de prisão temporária e cinco de condução coercitiva em São Paulo, em Minas Gerais e no Rio de Janeiro.

LULA NÃO SERÁ PRESO


LULA NÃO SERÁ PRESO:


Lula não será preso.
Gilmar Mendes mudou de ideia sobre a prisão dos condenados em segundo grau.
Há alguns meses o ministro vinha preparando o bote contra a Lava Jato.
Agora chegou a hora.
O Globo citou-o:
"O ministro Toffoli fez um avanço que eu estou a meditar se não devo também seguir, no sentido de exigir pelo menos o exaurimento da matéria no STJ. Nós tínhamos aquele debate sobre a Defensoria Pública, que dizia que muda muitos julgamentos ou consegue uniformizar em sede de STJ. De modo que esse é um tema que nós temos talvez que revisitar".

quinta-feira, 25 de maio de 2017

BANDIDO "JOELVIS" CONVERSA COM "ROCHA LOIRA" ANTES DO ENCONTRO COM TEMER.

Rocha Loures: "Quando chegar, entre na garagem":

Nas mensagens de celular entregues por Joesley Batista à PGR e obtidas com exclusividade por O Antagonista, consta a conversa dele com Rocha Loures na noite do encontro com Michel Temer no Palácio do Jaburu...



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Ministério retira medalhas militares de José Genoino e CostaNeto

Ministério retira medalhas militares de José Genoino e Costa
Neto
:

O Ministério da Defesa retirou a Medalha da Vitória dos ex-deputados federais José Genoino (PT) e Valdemar da Costa Neto (PR), que foram condenados no escândalo do mensalão. A retirada da condecoração foi assinada pelo ministro da pasta, Raul Jungmann. A portaria (reproduzida abaixo) não informa o motivo.

A Medalha da Vitória foi criada em 2004 pelo então presidente Luiz Inácio Lula da Silva e é concedida a militares das Forças Armadas, civis brasileiros e estrangeiros, militares estrangeiros, policiais, bombeiros e organizações militares que “tenham prestado serviços relevantes ou apoiado o Ministério da Defesa no cumprimento de suas missões constitucionais “.

– (Reprodução/Reprodução)
Genoino, que militou em organizações clandestinas de esquerda durante a ditadura militar e participou da guerrilha do Araguaia, foi o primeiro guerrilheiro a receber a medalha militar, em abril de 2011, na gestão de Dilma Rousseff (PT), quando era assessor especial do Ministério da Defesa, na gestão de Nelson Jobim.

Já Costa Neto foi agraciado antes, em maio de 2005, no governo Lula, quando o ministro da Defesa era o vice-presidente José de Alencar. Tanto ele quanto Genoino tiveram suas penas no caso do mensalão perdoadas pela Justiça.

(Com Agência Brasil)


Arquivado em:Brasil, Política


Anexos originais:


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Superpotência bananeira


Superpotência bananeira:

Ao falar sobre a crise enfrentada por Donald Trump, o jornalista Kevin D. Williamson, da National Review, disse que os EUA, finalmente, se transformaram no Brasil, uma "República de Bananas".

Ele está errado. O Brasil é uma super-república das bananas.

ESPECIAL PARA MULHERADA FURIOSA 3 - "TICI" INFORMA SEUS "FÃS" QUE ESTÁ PASSANDO POR "FASE DIFÍCIL"


Cláudia Cruz é absolvida na Lava Jato

Cláudia Cruz é absolvida na Lava Jato:



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Imagem: Reprodução / Redes Sociais
O juiz federal Sérgio Moro, responsável pelos processos da Operação Lava Jato em primeira instância, absolveu a jornalista e esposa do deputado cassado Eduardo Cunha (PMDB), Cláudia Cruz. Além da jornalista, Moro sentenciou o ex-diretor da área internacional da Petrobras Jorge Zelada e o operador de propinas do PMDB João Augusto Resende Henriques.
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Psicopatas Comunistas da SMS na Pyongyang dos Pampas comemoram o Fechamento de mais um Hospital em Porto Alegre.

Hospital Parque Belém, em Porto Alegre, fecha portas, demite funcionários e transfere pacientes
Hospital Parque Belém, em Porto Alegre, fecha portas, demite funcionários e transfere pacientes:

Quando Porto Alegre não tiver mais NENHUM Hospital, quando TODA saúde da Cidade for transformada numa Gigantesca UPA ou Posto de Saúde, a legião de vagabundos que controla a saúde no RS vai ter um Orgasmo ! É o "Sonho Dourado" deles ! 

O Hospital Parque Belém, na zona sul de Porto Alegre, encerrou as atividades nesta quarta-feira (24). De acordo com a Associação Sanatório Belém, mantenedora da instituição, a justificativa para o fim das atividades é a situação financeira. Cerca de 50 funcionários (entre médicos, enfermeiros e técnicos) foram demitidos.

De toda a estrutura que fica no bairro Belém Velho — UTI, cinco salas de cirurgia, equipamentos para realização de exames e tratamentos e 200 leitos de internação —, somente a ala psiquiátrica estava em funcionamento. Os pacientes foram transferidos para outras instituições ou receberam alta, informou a mantenedora.

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Os trabalhadores foram comunicados da demissão no início da manhã. Conforme o Sindicato dos Enfermeiros do Rio Grande do Sul (Sergs), que tinha representantes no momento do anúncio verbal, a instituição alegou não ter dinheiro nem para as verbas rescisórias. Conforme o sindicato, funcionários estão com vencimentos atrasados.

— Eles (direção do hospital) não queriam dar nem a carta de demissão para os trabalhadores. Ficamos das 9h até as 15h lá para conseguir a assinatura do documento. Só às 18h saíram com o papel — relatou Denize da Cruz, diretora do Sergs.

Segundo ela, o sindicato orientará os funcionários para que busquem assessoria jurídica:

— Tem gente que tinha 40 anos de casa. Queremos garantir que eles recebam o seguro desemprego e o fundo de garantia. É um direito deles.

De acordo com o Sindicato Médico do Rio Grande do Sul (Simers), a Capital padece com o fechamento de quase 600 leitos do SUS entre 2014 e 2017. Em nota, a entidade lamenta a decisão e cobra intervenção imediata de União, Estado e prefeitura para colocar os leitos à disposição da população. "Um hospital com mais de 200 leitos, pronto, acabado, com UTI, com os mais modernos aparelhos de diagnóstico e tratamento, não pode ficar entregue ao abandono. Os porto-alegrenses têm o direito de exigir do poder público municipal que intervenha e coloque em funcionamento a instituição".

O presidente da mantenedora, Luiz Augusto Pereira, explicou que a instituição pretende voltar atender a população, mas precisa que a prefeitura faça uma contratualização de leitos do SUS (trata-se da formalização entre gestores, estabelecendo compromissos). Pereira destacou que o fechamento foi necessário porque não houve um acordo com o Executivo municipal, mas ressaltou que está aberto a buscar uma solução:

— O maior prejuízo é social. Temos estrutura, mas não temos recursos.

Em nota, a Secretaria Municipal de Saúde (SMS) informa que atua de igual forma com todos os hospitais prestadores de serviços. Para que ocorra uma contratualização, diz, é necessário que o hospital parceiro forneça todas as condições necessárias de estrutura e pessoal em atividade: "Sempre que a entidade atenda aos requisitos o contrato é possível, dentro das limitações financeiras da secretaria", explica a nota. O texto ainda salienta que "aberturas parciais ou de pequena escala, além de dispendiosas e pouco ou nada efetivas, implicam risco ao paciente e pior gestão do resultado da rede como um todo."

FONTE DA NOTÍCIA - ZERO HORA - O JORNAL DA EMPRESA QUE FRAUDA O CARF

A ÍNTEGRA DO PEDIDO DE IMPEACHMENT DA OAB CONTRA MICHEL TEMER


Brasil 25.05.17 14:43

Confira AQUI a íntegra do pedido de impeachment protocolado pela OAB contra Michel Temer por crime de responsabilidade com base no artigo 85 da Constituição.

Para a OAB, Temer falhou ao não informar às autoridades competentes a admissão de crime pelo empresário Joesley Batista, dono da JBS, e faltou com o decoro ao se encontrar com o empresário clandestinamente, além de ter prometido agir em favor dele.

III – DOS PEDIDOS:

Face ao exposto, o Denunciante requer:

a) Que a presente Denúncia seja recebida e processada nos termos do que estabelecem a Constituição Federal e o Regimento Interno dessa Casa, para os fins de reconhecer a prática, pelo Excelentíssimo Senhor Presidente da República Federativa do Brasil, dos Crimes de Responsabilidade descritos no art. 85, V e VII, da Constituição Federal, e no art. 9º, n. 7, da Lei n. 1.079/1950, encaminhando-se, por conseguinte, os autos ao Senado Federal, onde será julgada para impor ao Denunciado a pena de perda do mandato, bem como inabilitação para exercer cargo público pelo prazo de oito anos, nos termos do art. 52, parágrafo único, da Constituição Federal.
b) Pede-se a produção de prova testemunhal, consistente na oitiva das pessoas ao final indicadas, as quais deverão ser intimadas para tal finalidade nos termos do art. 18 da Lei n. 1.079/1950, sem prejuízo de outras.

Brasília, 25 de maio de 2017.

Ministro Fachin, que homologou o acordo da JBS, foi apoiado pelo grupo para a vaga no STF


Ministro Fachin, que homologou o acordo da JBS, foi apoiado pelo grupo para a vaga no STF:

O acordo de delação premiada dos executivos da JBS, que já vinha sendo questionado diante de algumas possíveis benesses, ganhou agora um novo capítulo polêmico. O jornalista Jorge Bastos Moreno, do jornal O Globo, publicou hoje a seguinte nota:


Ricardo Noblat, cujo blog também é do Globo, comentou:
“Como contou, hoje, o jornalista Jorge Bastos Moreno em O GLOBO, o jurista Edson Fachin admite que pediu ajuda “ao pessoal da JBS” em 2015 para ser nomeado ministro do Supremo Tribunal Federal (STF). A JBS era a empresa com o maior número de parlamentares eleitos. A indicação de Fachin para o STF dependia dos votos de senadores. Ricardo Saud, diretor da JBS, de fato ajudou Fachin a cabalar votos. Hoje, Saud é um dos delatores da HBS, e Fachin, o relator da Lava Jato no STF. Seguramente, o ministro nada teve a ver com a sorte grande da JBS na negociação dos termos de sua delação premiada.”
Complica-se, portanto, a situação de Fachin. E as cobranças provavelmente serão mais intensas.

Fachin teve 'ajuda' da JBS em sua campanha ao STF, revela jornalista

Fachin teve 'ajuda' da JBS em sua campanha ao STF, revela jornalista:

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Imagem: Reprodução / Redes Sociais
Como contou, hoje, o jornalista Jorge Bastos Moreno em O GLOBO, o jurista Edson Fachin admite que pediu ajuda “ao pessoal da JBS” em 2015 para ser nomeado ministro do Supremo Tribunal Federal (STF).
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BOMBA! NA CAMPANHA PARA A VAGA AO STF, MILITANTE PETISTA EDSON FACHIN FOI AJUDADO POR BANDIDO LOBISTA DA JBS


Delator Ricardo Saud, executivo do grupo e um dos principais operadores de Joesley Batista, foi mestre de cerimônias de Fachin no Senado à época.

 25/05/2017 ÀS 09:53
O jornalista Jorge Bastos Moreno, de O Globo, publicou uma verdadeira bomba atômica em sua coluna. Moreno, um dos mais bem informados jornalistas da capital da República, informa que RIcardo Saud, executivo do Grupo JBS, já tendo ocupado cargo no Ministério da Agricultura e um dos principais operadores de Joesley Batista foi um dos principais cabos eleitorais do ministro Edson Fachin em sua busca pela nomeação à vaga do STF.

Saud circulava de braços dados com o hoje Ministro cabalando apoios e buscando garantir a condução de Fachin para a Suprema Corte brasileira. Sendo assim, não surpreende que Fachin tenha homologado o mais generoso acordo de delação premiada da história da humanidade em favor de Joesley Batista. É o primeiro caso em que, mesmo contra a expressa letra da lei, um chefe de organização criminosa escapa sem sofrer qualquer sanção penal.

Fachin, é claro, faz-se de inocente e jura por tudo que é mais sagrado que não conhecia as atividades criminosas da JBS em maio de 2015, quando foi indicado ao cargo. Diz que se soubesse não teria aceitado a ajuda.

Como aceitou e dependeu fundamentalmente do delator em sua caminhada, deveria ter se declarado impedido de encaminhar este indecoroso acordo de delação que, vazado de forma descontextualizada pelo jornalista Lauro Jardim, colocou a República toda em estado de espera, por muito pouco não derrubando o Presidente da República.

FONTE - .sulconnection.

NOTA DO EDITOR:

Associação dos Juízes Federais não vai se manifestar ?? Fachin precisa ser BANIDO da Magistratura

O exército de baderneiros bateu em retirada

O exército de baderneiros bateu em retirada:

O que houve nesta quarta-feira em Brasília nada tem a ver com manifestação política, coisa rotineira em países democráticos. Foi uma explosão de violência concebida para transformar a capital numa versão brasileira da Caracas embrutecida e desfigurada por Hugo Chávez e seus filhotes liberticidas. Foi uma celebração da insolência arquitetada pelo ajuntamento de bolivarianos que se expressam em português de cortiço.

No Congresso e na Esplanada dos Ministérios, viu-se em ação pelegos apavorados com o fim da vida mansa garantida involuntariamente por trabalhadores sindicalizados, parlamentares corruptos em pânico com a Lava Jato, vândalos sem cérebro movidos a mortadela e tubaína, vadios profissionais atraídos pelos pixulecos oferecidos a incendiários amadores e outras abjeções a serviço da seita que quase destruiu o país.

As afrontas ao Estado de Direito alcançaram dimensões tão desafiadoras que, tratada inicialmente como caso de polícia, a ofensiva selvagem virou um caso para as Forças Armadas, cujas funções constitucionais incluem a garantia da ordem pública. Tropas formadas por baderneiros aparentemente incuráveis têm cura: os ataques criminosos são interrompidos pela aparição de tropas militares.

Neste 24 de maio, o remédio produziu efeitos imediatos. Previsivelmente, os vigaristas disfarçados de guerreiros do povo brasileiro bateram em retirada, ou saíram em desabalada carreira, tão logo toparam com soldados de verdade. Países civilizados confiam às Forças Armadas a preservação da normalidade democrática. Assim deve ser num Brasil resolvido a enterrar a era da canalhice.

Arquivado em:Brasil, Política

Anexos originais:

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OS BOLIVARIANOS CONSEGUIRAM


“Água mole em pedra dura, tanto bate até que fura”

Sob a “fantasia” de PROTESTOS CONTRA AS REFORMAS, os desesperados esquerdistas – especialmente aquela turma que grita FORA TEMER (depois der terem votado em massa nele como vice da ANTA) – conseguiram organizar badernas e vandalismos de tamanha monta que o EXÉRCITO está vindo naturalmente para as ruas sem necessitar de um chamado de nenhuma autoridade.

PORQUE É CASO DE SEGURANÇA NACIONAL!

Exatamente como foi em 1964!

Desta vez os militares não virão ajudar na segurança da Copa, das Olimpíadas. Nem para meter o peito na guerra contra os traficantes no Rio. Ou para resolver o descaso nos presídios, construir estradas e pontes, atuar no Haiti, como pediram os governos de LULA E DILMA.

E não é necessária nenhuma “engenharia intelectual” para descobrir quem são os responsáveis pela orquestração das manifestações conjuntas de hoje – no DF e RJ. Para completar, os líderes da CUT e das Centrais Sindicais ainda tiveram a desfaçatez de declarar que a “manifestação pacífica (sic) fugiu ao controle”. Então tá! Contem outra anedota, que nesta nem uma criança vai acreditar... Que burrice magnífica desta gente que se acha inatingível!

Eles tanto fizeram até que conseguiram aquilo que sequer era interesse ou desejo dos comandantes das FFAA. Tirar o Exército da caserna.

Casualmente, e vejam só que curiosa coincidência, os baderneiros mais violentos atuaram com as caras cobertas por máscaras.

Ora, que eu saiba só o ZORRO e o BATMAN usaram máscaras para defender a ordem e a justiça. Todos (eu repito: TODOS) OS OUTROS QUE PRECISAM SE DISFARÇAR PARA COMETER QUALQUER ATO, sempre foram – e são – foras da lei, marginais ou delinquentes. Ou, estão sambando numa festa à fantasia.

E, estes delinquentes, como os baderneiros da CUT e dos Sindicatos, devem pagar a sua conta com a Justiça. E sem receber nenhuma benesse pela Convenção dos Direitos Humanos, pois tais DIREITOS não podem (e nem devem) proteger marginais e bandidos.

Pois, quem sai de casa durante um dia normal de trabalho com a finalidade única de se mascarar para quebrar e brigar é, além de de grande covarde – um bandido com instinto animal. Um legítimo mercenário!

Portanto, PAU NELES. E SEM DÓ OU PERDÃO. E NEM COGITAR DE ANISTIÁ-LOS DEPOIS!

Enfim, finalmente, o EXÉRCITO NACIONAL ESTÁ RETORNANDO APÓS 53 ANOS, PARA SALVAR A POPULAÇÃO DECENTE E QUE NÃO É TELEGUIADA, DA TENTAVIVA ESPÚRIA DE COMUNIZAREM O PAÍS.

A GANG destes bolivarianos que tanto fez, roubou, zombou do povo, agora acha ruim que as pessoas de bem reajam?

Que venham as FFAA para remendar o serviço mal feito lá nos anos 60/70.

E VIVA O BRASIL VERDE E AMARELO!

Marcelo Aiquel – advogado (24/05/2017)

quarta-feira, 24 de maio de 2017

Um médico chora pelo hospital agonizante

Um médico chora pelo hospital agonizante:



“Todo mundo decepcionado, todo mundo cabisbaixo, mas meu choro é reflexo de todos”, emociona-se o médico Roberto Yoshida, diretor do Hospital Regional de Sorriso, interior de Mato Grosso, na abertura do vídeo divulgado nesta terça-feira pelo site O Livre, editado em Cuiabá. Sob intervenção do governo do Estado desde junho de 2015, com mais de R$ 3 milhões a receber, a unidade hospitalar lembra um paciente terminal exaurido pelas sucessivas e inúteis tentativas de escapar da morte por indigência financeira crônica.

Tentando inutilmente conter o choro, Yoshida descreve em menos de três minutos a situação aflitiva. Trecho do desabafo: “Pensamos na necessidade de fechar a porta, até mesmo para atendimento de urgência e emergência, mas isso seria o caos total. Mas o caos já chegou. A comida está chegando ao estoque zero. Na quinta para sexta-feira, o gás da cozinha já vai terminar. Fazer chá? Vamos ver o que que vai dar, mas na sexta-feira o gás medicinal também vai acabar. Então, aqueles pacientes que estão na UTI, no respirador, pacientes do centro cirúrgico, pacientes que precisam de oxigênio na enfermaria… o que que nós vamos fazer? Se acabar o gás medicinal, vai começar a morrer gente um atrás do outro”.

As alegações da Secretaria da Saúde de Mato Grosso podem ser conferidas na reportagem de Rodrigo Vargas. São todas afogadas pelo choro do médico que tenta salvar um hospital agonizante.



Arquivado em:Saúde


Anexos originais:


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ACIONAR FORÇAS ARMADAS É CONSTITUCIONAL E NÃO É INTERVENÇÃO

Las protestas contra el presidente Temer paralizan el Gobierno de Brasil

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Las protestas contra el presidente Temer paralizan el Gobierno de Brasil: Las protestas contra el presidente Temer paralizan el Gobierno de Brasil:

Miles de manifestantes brasileños se están enfrentando a los antidisturbios en la Esplanada de los Ministerios, sede del Gobierno en Brasilia. El grupo, formado por integrantes de distintos colectivos de izquierdas, se había desplazado hasta allí para exigir la dimisión del presidente Michel Temer, que está atravesando una grave crisis política tras la publicación, la semana pasada, de una nueva remesa de acusaciones de corrupción y obstrucción a la justicia. En la confrontación, se ha prendido fuego a la sede del ministerio de Agricultura. Las autoridades han ordenado que se desaloje el resto de ministerios.

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Brésil : des dizaines de milliers de manifestants réclament le départ du président



Brésil : des dizaines de milliers de manifestants réclament le départ du président: Les autorités ont annoncé l’envoi de l’armée pour protéger les bâtiments publics à Brasilia.

Presidente do Senado pedirá a Temer que reconsidere convocação de tropas federais

Eunício Oliveira (Foto: Jane de Araújo/Agência Senado)

Presidente do Senado pedirá a Temer que reconsidere convocação de tropas federais:

O presidente do Congresso, Eunício Oliveira (PMDB-CE), afirmou a interlocutores que pedirá ao presidente Michel Temer para reconsiderar a decisão de convocar as Forças Armadas para reprimir as manifestações em Brasília. A convocação foi publicada em edição extra do Diário Oficial da União nesta quarta-feira (24). Eunício dirá a Temer, segundo esses interlocutores, que a convocação é inadequada.

O ministro da Defesa, Raul Jungmann, disse que a convocação das tropas federais havia sido solicitada pelo presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia. Maia, no entanto, nega ter feito tal solicitação. Divulgou um ofício encaminhado a Temer no qual solicita a presença da Força Nacional de Segurança nos arredores do Congresso – e não das Forças Armadas.

>> Temer relutou em convocar tropas federais para conter manifestações

Eunício Oliveira, presidente da Câmara (Foto: Jane de Araújo/Agência Senado)

Brazil protests: Ministerial building set on fire during clashes

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Brazil protests: Ministerial building set on fire during clashes:

Around 35,000 demonstrators took to the streets of the capital Brasilia angry at alleged corruption.

Michel Temer envía a las Fuerzas Armadas para contener la violencia en Brasilia



Michel Temer envía a las Fuerzas Armadas para contener la violencia en Brasilia: Lo ordenó por decreto, tras los actos de vandalismo durante una marcha de protesta en la capital brasileña. MIRA LA FOTOGALERIA HD

Anexos originais:


Manifestantes e PM entram em confronto em frente à Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro

Manifestantes e PM entram em confronto em frente à Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro:

A Polícia Militar usou bombas de gás para dispersar manifestantes que protestavam do lado de fora da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj). Houve correria, o comércio fechou as portas e o VLT ficou com sua circulação interrompida.

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As primeiras bombas foram lançadas pouco depois das 15h30 somente em ruas laterais da assembleia, para onde um grupo de manifestantes havia se deslocado na tentativa de entrar na Alerj. Lá, alguns mascarados depredaram um veículo oficial usado por deputados.


Cerca de 15 minutos mais tarde, PMs começaram a se deslocar em direção à Avenida Rio Branco, distante três quadras do legislativo estadual, fecharam os acessos e dispararam bombas em direção ao grupo que se concentrava também na frente da Alerj.

Pessoas que circulavam pelo Centro, mesmo distantes do protesto, correram para se abrigar em estabelecimentos comerciais, que pouco a pouco fecharam as portas.

Com as bombas, o ato em protesto contra o aumento da contribuição previdenciária dos servidores de 11% para 14% dispersou.

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*Estadão Conteúdo

Exército coloca 1.200 soldados na Esplanada dos Ministérios após depredação e incêndios

Exército coloca 1.200 soldados na Esplanada dos Ministérios após depredação e incêndios:

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Imagem: Valter Campanato / Agência Brasil
Para cumprir o decreto assinado pelo presidente Michel Temer, o Exército enviará para a Esplanada dos Ministérios nesta tarde um contingente de cerca de 1 200 militares, informou à revista VEJA o Centro de Comunicação do Exército (Ceconsex). Além do Exército, homens da Marinha e da Aeronáutica já atuam na segurança do Palácio do Itamaraty e do Ministério da Defesa.
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Oposição invade mesa na Câmara e pede ‘fora Temer’; governistas respondem com ‘Lula na cadeia’

Oposição invade mesa na Câmara e pede ‘fora Temer’; governistas respondem com ‘Lula na cadeia’:



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Imagem: Marcelo de Moraes/Estadão
O plenário da Câmara se transformou em uma arquibancada, com governistas e oposição se tratando na base dos gritos de guerra. Políticos dos partidos contrários a permanência do presidente Michel Temer no cargo ocuparam a mesa pedindo o fim da sessão e gritando “fora Temer”. Congressistas favoráveis ao presidente responderam com gritos de “Lula na cadeia”.
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A ESPLANADA QUEIMA

A ESPLANADA QUEIMA:

A imagem impressionante dá ideia da destruição provocada pelos criminosos:



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Ânimos exaltados na Câmara

Ânimos exaltados na Câmara: Os ânimos ficaram exaltados também no plenário da Câmara, que teve a sessão suspensa por alguns minutos.


Ministério em chamas

Ministério em chamas:

Osmar Terra, ministro do Desenvolvimento Agrário, em seu Twitter:
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É tensa a situação em Brasilia. Todos os prédios da Esplanada dos Ministérios, em Brasília, estão sendo evacuados na tarde desta quarta-feira (24) após os ministérios da Agricultura e da Fazenda sofrerem um incêndio do lado externo. Os funcionários dos ministério estão sendo retirados pelas portas do fundo.
O tumulto começou depois que um grupo de cerca de 50 pessoas usando máscaras no rosto promoveu um quebra-quebra em meio à manifestação contra o governo do presidente Michel Temer em Brasília após a Polícia Militar dispersar parte do protesto com bombas de gás lacrimogêneo e de efeito moral.
O grupo destruiu persianas e vidraças de pelo menos cinco ministérios, entre eles o da Integração Nacional, o do Trabalho e o da Agricultura. Este último havia sido cercado por tapumes, mas, mesmo assim, teve os vidros quebrados.
Também foram depredados paradas de ônibus, placas de trânsito, orelhões, holofotes que iluminam os letreiros dos ministérios e até banheiros químicos que haviam sido instalados para a manifestação.
Em frente ao Ministério do Planejamento, no Bloco C da Esplanada dos Ministérios, o grupo de manifestantes mascarados ateou fogo em um orelhão e em cerca de 10 bicicletas de uso compartilhado.
Do outro lado da Esplanada, um manifestante quebrou a vidraça do comitê de imprensa do Ministério da Fazenda. Os manifestantes corriam para se afastar da área em frente ao Congresso Nacional, onde as forças de segurança jogavam bombas de efeito moral. Ao passar pelo edifício do ministério, um deles atingiu a vidraça com o cabo de uma bandeira.
Mesmo com o vidro quebrado, os manifestantes não conseguiram entrar no prédio, já que há grades de segurança na janela. Na sequência da ação, membros da Força Nacional de Segurança Pública formaram um paredão e permanecem na lateral do prédio. Os funcionários do Ministério da Fazenda foram obrigados a evacuar o local.
Representantes das principais centrais sindicais protestam hoje (24) contra as reformas da Previdência e trabalhista. Eles também pedem a saída do presidente da República, Michel Temer. Em razão do protesto, toda a Esplanada foi fechada para a circulação de carros. Os servidores que vieram trabalhar nesta quarta estacionaram e entraram pelos anexos dos prédios.
Agência Brasil

O INÍCIO DO CAOS TOTAL


A polêmica trajetória do jornalista e político Carlos Lacerda

A polêmica trajetória do jornalista e político Carlos Lacerda:
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Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Carlos I. S. Azambuja

Carlos Frederico Werneck de Lacerda recebeu este nome em homenagem aos pensadores Karl Marx e Friedrich Engels. Nascido em 30 de abril de 1914, no Rio de Janeiro, embora tenha sido registrado em Vassouras, no interior fluminense, Lacerda acabou ganhando a alcunha de "demolidor de presidentes", por ter sido um feroz opositor de chefes de governo, o mais implacável opositor de Getúlio Vargas. Outro apelido dado por seus desafetos era "O corvo".

Suas tentativas de derrubar Vargas tiveram início em 1931, quando se juntou a outros comunistas para planejar marchas de desempregados no Rio e em Santos, nas quais ocorreriam saques ao comércio, mas foram descobertos e a ação acabou não ocorrendo. Também participou da chamada Intentona Comunista, em novembro de 1935, uma frente ampla antifascista organizada pela Aliança Nacional Libertadora (ANL), que incluía ainda socialistas e liberais, e que terminou com a prisão de mais de 10 mil pessoas.

Filho do escritor e político Maurício de Lacerda e de Olga Caminhoá Werneck, foi vereador, deputado federal e governador do antigo estado da Guanabara. A caminhada política de Carlos Lacerda teve início ao ingressar, em 1929, na Faculdade de Direito, da atual UFRJ. Nessa época, destacou-se como orador e, ativo participante do movimento estudantil de esquerda, se envolveu em atividades políticas, abandonando o curso de Direito em 1932 e tornando-se militante do Partido Comunista. Assim, dava continuidade à tradição familiar: seu avô paterno, Sebastião Lacerda, que foi ministro de Indústria, Viação e Obras do governo de Prudente de Morais e, depois, ministro do Supremo Tribunal Federal, e o pai militavam no PCB. No entanto, em 1939, resolveu abandonar o partido, passando a considerar o movimento proletário como uma das mais nocivas formas de governo.

Em 1938, começou a escrever para jornais e seu rompimento com os comunistas aconteceu oficialmente ao publicar artigo na revista "Observador Econômico e Financeiro", tendo sido acusado de ser traidor do Partido Comunista. Lacerda filiou-se, em 1945, à União Democrática Nacional (UDN). Segundo informações do Centro de Pesquisa e Documentação de História Contemporânea do Brasil, da Fundação Getúlio Vargas (CPDOC/FGV), Lacerda apoiou a candidatura do brigadeiro Eduardo Gomes na disputa eleitoral, naquele ano, em que perdeu a Presidência para o general Eurico Gaspar Dutra, "ao mesmo tempo que, como redator do "Diário Carioca", moveu violenta campanha contra o candidato do PCB às eleições presidenciais — o engenheiro Iedo Fiúza, ex-prefeito de Petrópolis (RJ)". Na ocasião, escreveu um trabalho panfletário intitulado "O rato Fiúza". Em janeiro de 1947, elegeu-se vereador e passou a usar a tribuna para defender suas ideias e atacar seus adversários em discursos veementes. Em 1949, fundou o jornal carioca "Tribuna da Imprensa", com o qual pôde combater seus adversários com mais vigor.

Lacerda foi coordenador da campanha que objetivava impedir a candidatura de Vargas à Presidência, em 1950. Após a vitória de Getúlio, usou largamente as páginas da "Tribuna", contribuindo para o agravamento da crise no governo, que acabou levando Vargas a se matar, em 24 agosto de 1954. Um atentado a Lacerda, que teria sido planejado por Benjamim Vargas, irmão de Getúlio, e Gregório Fortunato, chefe da guarda pessoal do presidente, em 5 de agosto, precipitou os acontecimentos. O jornalista levou um tiro no pé, mas o major Rubens Vaz, que se ofereceu para fazer sua guarda pessoal, morreu. Com o suicídio de Vargas, Carlos Lacerda e seus companheiros deixaram o país por algum tempo, temendo a revolta da população.

Eleito deputado federal no pleito de outubro de 1954, Lacerda obteve a maior votação do Distrito Federal, feito que repetiu quatro anos depois. Na época, o jornalista também aliou-se a militares e à direita da UDN em duas tentativas de golpe contra Juscelino Kubitschek e seu vice, João Goulart. Durante a campanha eleitoral presidencial de 1955, ele publicou um documento que ficaria conhecido como "Carta Brandi". Atribuída ao deputado peronista argentino Antonio Jesús Brandi, ela teria sido enviada a Jango e fazia citações a contrabando de armas e à organização de uma república sindicalista na América Latina a partir da liderança de Brasil e Argentina, mas investigações comprovaram que tudo não passava de uma farsa.

Em 1º de novembro de 1955, O GLOBO publicou os trâmites sobre o inquérito da carta. Após uma segunda tentativa frustrada de golpe em JK, exilou-se em Cuba, ainda sob o governo do ditador Fulgêncio Batista, Estados Unidos e Portugal. Ao voltar, Lacerda reassumiu seu mandato de deputado federal e continuou a combater Juscelino e a construção de Brasília. Anos depois, no exílio, o presidente diria a Lacerda que jamais permitiu o seu acesso à TV por temer que seus ataques pudessem derrubá-lo.

Com a transferência da capital do país para Brasília e a transformação do antigo Distrito Federal no Estado da Guanabara (correspondente ao atual município do Rio), Lacerda resolveu se candidatar a governador. Embora aparecesse como favorito em pesquisas informais, como a publicada no GLOBO em 19 de setembro de 1960, o jornalista ganhou as eleições, realizadas em 3 de outubro, com uma pequena margem. Entre as obras, de seu governo destacam-se a Estação de Tratamento de Água do Guandu, a construção dos túneis Santa Bárbara e Rebouças, os conjuntos habitacionais Cidade de Deus e Vila Kennedy, para abrigar moradores removidos de favelas, e o Parque do Flamengo. Lotta Macedo Soares conseguiu convencê-lo a abandonar a ideia inicial de fazer uma via expressa à beira-mar no aterro surgido após a derrubada do Morro de Santo Antônio, no Centro. Também criou a Universidade do Estado da Guanabara, atual Uerj, em 1961, mesmo ano em que vende a "Tribuna", por dificuldades financeiras.

Em 1964, Lacerda foi um dos líderes civis do golpe militar, mas, ao perceber que a intervenção não seria breve, tirou seu apoio à ditadura. Em 1965, começou a articular o Partido da Renovação Democrática e, no ano seguinte, realizou encontros com antigos adversários políticos. Junto com Juscelino, exilado e cassado, assinou o manifesto de lançamento da Frente Ampla, que contaria ainda com o apoio de Jango, também no exílio e com os direitos políticos cassados, numa tentativa de recuperar a normalidade política do país, em que as manifestações públicas da sociedade contra o regime se tornavam cada vez mais fortes.

O regime não tardou a reagir. Em 1967, sua presença na TV foi proibida. Com a decretação do Ato Institucional nº 5, o AI-5, em 13 de dezembro de 1968, Carlos Lacerda e outros políticos tiveram os direitos políticos cassados por dez anos. Preso, ficou na mesma cela do ator Mário Lago, antigo companheiro comunista e com quem não falava há anos. Cansado e desgastado com a ditadura militar, volta a se dedicar ao jornalismo, tornando-se correspondente de "O Estado de S.Paulo" e "Jornal da Tarde" na Europa e na África.

Paralelamente à carreira de político, Carlos Lacerda escreveu, entre outros livros, "O caminho da liberdade" (1957), "O poder das ideias" (1963), "O Brasil entre a verdade e a mentira" (1965), "Paixão e ciúme" (1966), "O cão negro" (1971), "Em vez" (1977) e "A casa do meu avô: pensamentos, palavras e obras" (1977). Também fundou, em 1965, a Editora Nova Fronteira, que publicou importantes nomes da literatura nacional e estrangeira, além do best-seller "Dicionário Aurélio", de Aurélio Buarque de Hollanda. "Depoimento" (1978) e "Discursos parlamentares" (1982) foram compilados e publicados após a sua morte.

Internado na Clínica São Vicente, na Gávea, no dia 20 de maio de 1977, para tratar de uma gripe e um processo de desidratação, Lacerda morreu na madrugada do dia 21, aos 63 anos, de infarto. Era casado com Letícia, com quem teve três filhos, Maria Cristina Lacerda, Sergio Lacerda e Sebastião Lacerda.

Fonte: O Globo.

Carlos I. S. Azambuja é Historiador.

Paulo Maluf condenado a 7 anos e 9 meses de prisão



Paulo Maluf condenado a 7 anos e 9 meses de prisão:

A 1ª Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) condenou nesta terça-feira o deputado federal e ex-prefeito de São Paulo, Paulo Maluf (PP), a sete anos, nove meses e dez dias de prisão, em regime fechado, mais multa, pelo crime de lavagem de dinheiro. Pelo entendimento unânime do colegiado, em casos de condenação a regime fechado, o político deve também perder o mandato parlamentar, cabendo a Mesa Diretora da Câmara dos Deputados apenas confirmar a decisão. No julgamento, a 1ª Turma determinou ainda a interdição de Maluf para o exercício de cargo e função pública de qualquer natureza pelo dobro da pena privativa de liberdade. O político ainda pode recorrer no próprio Supremo.
Na dosimetria da pena, o relator Edson Fachin afirmou que o juízo de reprovação contra Paulo Maluf é “particularmente intenso” e disse que a sanção contra o parlamentar deve considerar que o réu é deputado, que os ilícitos foram caracterizados pela “habitualidade” e “prática usual pelo acusado”. Para o relator, a lavagem ocorreu em contexto de múltiplas transações financeiras e de transnacionalidade.
O STF concluiu nesta terça-feira julgamento da ação penal em que o deputado federal Paulo Maluf é acusado de crimes de lavagem de dinheiro a partir de recursos de corrupção nas obras da Avenida Água Espraiada. As acusações contra Maluf envolviam desvio de dinheiro por meio de cobrança de propinas em obras públicas e a remessa de valores ao exterior por meio de doleiros. Segundo o Ministério Público, o esquema com participação de Maluf vigorava quando o político era prefeito de São Paulo, nos anos de 1997 e 1998, embora tenha continuado com envolvimento direto dele nos anos seguintes.
De acordo com a acusação, um aditamento contratual feito na obra, no ano de 1995, inseriu a construtora OAS no empreendimento, permitindo que fosse aberto caminho para o recolhimento de propina. A obra foi concluída em 2000 com custo final de 796 milhões de reais. “Essa foi a fonte primordial dos recursos utilizados na lavagem (de dinheiro)”, afirmou a procuradoria-geral da República.
A acusação contra Paulo Maluf dividiu em cinco momentos o esquema de lavagem de dinheiro do político: entre os anos de 1993 e 2002 em contas correntes localizadas na Suíça; de 1997 a 2001 em contas da Inglaterra; um momento específico em março de 2001, quando Maluf, na condição de diretor da empresa Durant Internacional Corporation, registrada nas Ilhas Virgens Britânicas, orientou e comandou a conversão de ativos ilícitos em recibos de ações da empresa Eucatex S.A.; um quarto momento com lavagens entre 1997 e 2006 por meio de 12 contas no paraíso fiscal das Ilha de Jersey, nas Ilhas Virgens Britânicas, e uma quinta ação em que Maluf é acusado de, no período de 29 de julho de 1997 a 30 de julho de 1998, ter convertido recursos de propina em debêntures conversíveis em ações da Eucatex.
O julgamento do STF foi utilizado em boa parte para discutir se as acusações contra Maluf estavam ou não prescritas. Como o deputado tem mais de 70 anos, o prazo prescricional é reduzido pela metade, abrindo caminho para que políticos mais velhos, como o próprio ex-prefeito de São Paulo, acabem tendo chance de não serem punidos efetivamente pela justiça. Ao final, o Supremo reconheceu que não houve prescrição no quarto esquema de lavagem de dinheiro de Maluf, cujos crimes ocorreram de 1997 a 2006. Isso porque o crime de lavagem praticado na modalidade ocultação é considerado crime permanente e, por isso, o prazo de prescrição começa a contar do dia em que as autoridades brasileiras tomaram conhecimento do fato e de quando cessou a prática criminosa, e não do dia em que o crime em si foi praticado. Sobre essas acusações, a prescrição ocorreria, conforme entendeu a maioria da 1ª Turma, em 2019, ou seja, oito anos depois do recebimento da denúncia contra Paulo Maluf, ocorrido em 29 de setembro de 2011.


Anexos originais:

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Paulo Maluf é condenado à prisão pelo STF por lavagem de dinheiro, mas cabe recurso

Paulo Maluf é condenado à prisão pelo STF por lavagem de dinheiro, mas cabe recurso:
O deputado Paulo Salim Maluf (PP/SP) foi condenado pela 1ª Turma do STF, por maioria. A condenação, que ocorreu por maioria de votos em processo que trata de lavagem de dinheiro na obra da Av. Água Espraiada (atualmente Av. Roberto Marinho), estabeleceu 8 anos de prisão e perda do mandato.
Mas cabem embargos.
Há controvérsia sobre a hipótese de efetiva prisão, considerando a idade do deputado.
Cabe agora

'Renan não imagina a trolha que está vindo contra ele lá do Supremo', diz jornalista

'Renan não imagina a trolha que está vindo contra ele lá do Supremo', diz jornalista:


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Imagem: Reprodução / Redes Sociais
O jornalista Jorge Bastos Moreno, do jornal O Globo,  fez um comentário enigmático sobre o senador Renan Calheiros, que hoje já propôs candidatos à sucessão do presidente Michel Temer, após algumas semanas de comportamento errático. Segundo Moreno, "Renan está cantando de galo, mas não imagina a trolha que está vindo contra ele lá do Supremo".
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Mesmo após delação, Wesley Batista planeja festa de arromba para o casamento da filha

Mesmo após delação, Wesley Batista planeja festa de arromba para o casamento da filha:

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Imagem: Divulgação
Em meio ao terremoto da delação, Wesley Batista prepara-se para uma festa do arromba: o casamento de sua filha, marcado para o dia 1º de julho. 
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