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terça-feira, 30 de maio de 2017

30 de Maio de 1640: Morre o pintor holandês Peter Paul Rubens

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Auto - retrato

30 de Maio de 1640: Morre o pintor holandês Peter Paul Rubens:

No dia 30 de maio de 1640, morre em Antuérpia o célebre pintor barroco holandês Peter Paul Rubens. Multifacetado, produziu obras consideráveis em diversos géneros. Aceitou pintar um bom número de retratos, porém de instinto mais inclinado aos grandes trabalhos do que às pequenas curiosidades, realizou enormes projectos religiosos, pinturas mitológicas e importantes séries de imagens históricas.
Pela sua erudição, era apreciado por diversas personalidades do seu tempo. Além do flamengo, falava francês, alemão, italiano, espanhol e latim. Chegou a compor uma importante missão diplomática e ostentou um estatuto inigualável junto aos seus contemporâneos.
Peter Paul Rubens nasceu na Vestfália, no Sacro Império Romano Germânico. O seu pai, Jan Rubens, era um próspero advogado protestante, que foi obrigado a deixar  Antuérpia com a sua família devido a perseguições religiosas. Em 1589, dois anos após a morte do pai, Rubens e a sua mãe retornam a Antuérpia, onde se baptizou como católico.
Entre 1589 e 1598, seria aluno de alguns dos mais eminentes pintores de sua época, como Adam van Noort e Otto van Veen. Seguindo conselhos dos seus mestres, parte para a Itália e lá permanece de 1600 a 1608 para estudar as obras da Renascença. 
Foi pintor oficial da corte de Alberto e Isabel, regentes dos Países Baixos espanhóis, entre 1609 e 1621. Para recompensar os seus esforços na negociação de um tratado de paz entre Espanha e Inglaterra, o rei Carlos I outorgou-lhe o título de cavaleiro.
A maior das suas encomendas foi feita por Felipe IV da Espanha, que pediu 60 telas para o seu pavilhão de caça, a Torre de La Parada. O conjunto seria conhecido como As Metamorfoses. Pode-se também citar a decoração da Galeria Médicis no Palácio de Luxemburgo, um ciclo decorativo sobre a vida da rainha de França e viúva de Henrique IV, Maria de Médicis, pintado entre 1622 e 1625.
No final do ano de 1635, Rubens iria pintar o Julgamento de Páris, inspirado a partir do Julgamento de Páris de Rafael. A única diferença foi que Rubens se baseou no reflexo da obra do pintor italiano num espelho. Quando Maria de Médicis partiu para o seu último exílio, foi Rubens quem a acolheu e a protegeu até ao fim. Faleceria dois anos após a morte do pintor. Rubens adoeceria e padeceria lentamente em 1640. Foi sepultado na igreja de Sint-Jacobs de Antuérpia.
Não foi somente um artista de renome mas também um diplomata e um hábil negociador. O seu atelier em Antuérpia mobilizava talentos muito diversos, como Frans Snyders, pintor de animais. Os seus colaboradores mais importantes foram Jacob Jordaens e Antoine Van Dyck. A sua obra artística foi imensa, composta de um grande acervo de pinturas e desenhos.
Um dos seus grandes admiradores, o famoso pintor Eugène Delacroix, designava-o de “Homero da pintura”. Rubens encarna a primazia da cor na história da arte do século XVII. Nesse sentido, dá sequência às lições dos grandes venezianos, tornando-se um dos pintores mais importantes da arte mundial.
Fontes:Opera Mundi
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Duplo retrato de Rubens e sua esposa Isabella Brant
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Retrato de Maria Ana de Espanha, Rainha da França

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