"O maior inimigo da autoridade é o desprezo e a maneira mais segura de solapá-la é o riso." (Hannah Arendt 1906-1975)

sexta-feira, 5 de maio de 2017

GENERAL AUGUSTO FERNANDES RESPONDE AO PRESIDENTE DO SINDICATO MÉDICO DO RIO GRANDE DO SUL


PREZADO JORNALISTA PAULO SÉRGIO PINTO

Assunto: O PAPEL DAS FORÇAS ARMADAS

No excelente programa do dia 04/05/2017, uma afirmação do Presidente do Sindicatos dos Médicos, Dr ARGOLO, obriga-me a contra-argumentar sua infeliz intervenção. Quando os convidados discutiam o delicado tema da Reforma da Previdência,ele, praticamente sugeriu a extinção do EXÉRCITO BRASILEIRO, citando a expressão de um Presidente Americano ,que possivelmente , como ele, não gostava do segmento militar: " Se não houver guerra, é desnecessária a existência de um Exército ". 

O Dr ARGOLO deveria debruçar-se um pouco sobre a história de nosso país e constatar o papel que o EXÉRCITO BRASILEIRO desempenhou e ainda desempenha na formação da nossa nacionalidade, na manutenção e conquista do nosso imenso território. Precisa conhecer as peculiaridades da profissão militar e verificar a importância dessa Instituição no desenvolvimento do país e entender que, diferentemente de outras profissões, seus integrantes não ganham horas extras, não têm FGTS, não podem fazer greves, não podem recusar transferências ( eu tive ao longo de 42 anos, 23 mudanças), não podem se sindicalizar. 

Suas esposas , muitas delas professoras, perdem oportunidades e a possibilidade de se realizarem profissionalmente, com as mencionadas transferências.Sem falar na perda de dinheiro em suas mutiladas aposentadorias. 

Seus oficiais e graduados são formados em estabelecimentos de ensino e educandários de reconhecida excelência. Para que ele tenha ideia, hoje, graduado em Ciências Militares, depois de cinco anos de duro regime de Internato na Escola Preparatória de Campinas ( uma ano ) e de mais quatro da Academia Militar, das Agulhas Negras', o Aspirante-a-Oficial, percebe ridículos vencimentos brutos R$ 6.000,00 ( seis mil reais ). 

Que um General do mais alto posto, mestre, doutor, pós-doutor em Ciências Militares, com experiência Internacional, falando às vezes mais de um idioma , com responsabilidades previstas em nosso regramento Constitucional, com quase ou até cinquenta anos de serviços, percebe líquidos , cerca de R$ 16.000,00 ( dezesseis mil reais ). 

Que todos os militares, diferentemente dos civis não pertencem ao regime geral da previdência ( INSS). O seu sistema de aposentadoria, historicamente, é vinculado ao de pensões, respaldadas por descontos mensais ,desde que o militar se gradua, até a sua morte. 

Que desde 2001, benefícios estendidos ao segmento militar, foram suprimidos pelos governos do Presidente Fernando Henrique Cardoso ( FHC), ironicamente filho e neto de militares do Exército: pensão das filhas, adicional de tempo de serviço e outros benefícios. 

Os militares brasileiros não desejam privilégios. Os exemplos históricos de seus chefes, muitos deles , hoje, com assento no Panteão da Pátria,são suficientes para garantir-lhes o prestígio que desfrutam no seio da nossa Sociedade. 

O que na realidade desejam é o reconhecimento das especificidades do seu ofício, cujo NORTE é SERVIR À PÁTRIA. 

Encerro, como o Dr ARGOLO fez, citando uma assertiva do grande estadista WINSTON CHURCHIL: 

"Se você fica aborrecido com a existência do Exército do seu país e com gastos necessários com sua manutenção; cuidado, seria pior ter que conviver com um outro, o de um país inimigo ou invasor"

Atenciosamente

Carlos Augusto Fernandes dos Santos- General Reformado

2 comentários:

  1. E dai Dr. Argolo, aprendeu ? Aliás, o senhor é mesmo doutor ou se intitula, apenas ?

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  2. Contra fatos, não há argolomentos!

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