"O maior inimigo da autoridade é o desprezo e a maneira mais segura de solapá-la é o riso." (Hannah Arendt 1906-1975)

terça-feira, 30 de maio de 2017

Irmão de Suzane vivia longe dos holofotes e já quis deixar opaís


Irmão de Suzane vivia longe dos holofotes e já quis deixar o
país:

Andreas Albert von Richthofen, irmão mais novo de Suzane von Richthofen, condenada em 2006 pela morte dos pais, foi retirado da Cracolândia e internado em um hospital na Zona Sul de São Paulo, nesta terça-feira. Conhecido Brasil afora desde o assassinato dos pais, quando tinha 15 anos, o rapaz, agora com 29 anos, sempre se manteve longe dos holofotes, evitando exposição e a imprensa.

Após a morte dos pais Manfred e Marísia, na casa da família, no bairro do Brooklin, em São Paulo, Andreas foi morar com um tio, o médico ginecologista Miguel Abdalla Neto, que manteve a guarda do sobrinho até que ele atingisse a maioridade. Formou-se em Farmácia e tem doutorado em Química Orgânica, ambos pela Universidade de São Paulo (USP).

Quebrou o silêncio em conversa entrevista para a Rádio Estadão, em 2015, quando contou que vivia bem, sem namorada e sem filhos. Ele afirmou que pensava em se mudar do Brasil, já que por aqui o sobrenome Richthofen tem muito peso. Na ocasião, ele se recusou a falar sobre o crime de sua irmã, executado junto com os irmãos Christian e Daniel Cravinhos, mas disse que se sentia “ferido” quando a imprensa falava do tema ou dos “assassinos” de seus pais.

Por meio da Rádio Estadão, Andreas também divulgou uma carta endereçada ao promotor Nadir de Campos Jr., que havia afirmado em uma entrevista ao programa SuperPop, da RedeTV!, que Manfred tinha desviado recursos durante as obras do trecho Oeste do Rodoanel, feitas pela Dersa, onde ele trabalhava. Na carta, ele pedia que Campos Jr. apresentasse provas que corroborassem as acusações feitas durante o programa ou então que se calasse, “para não permitir que a baixeza e crueldade deste crime manche erroneamente a reputação de pessoas que nem aqui mais estão para se defender”.

Na carta, Andreas também dizia entender que a “raiva e indignação” do promotor “para com estes três assassinos seja imensa”. “Muito da sociedade compartilha esse sentimento. E eu também. É nojento.”

Também em 2015, chegou ao fim a ação que tratava da herança de Manfred e Marísia. Andreas foi confirmado como o único herdeiro – o juiz José Ernesto de Souza Bittencourt Rodrigues, da 1ª Vara da Família e Sucessões de São Paulo, considerou Suzane “indigna” do direito à herança. Na época do crime, a herança foi avaliada em 3 milhões de reais, mas em valores atualizados em 2015 era estimada em 10 milhões de reais.

Anexos originais:
andreas-albert-von-richthofen-20021101-0011.jpg&w=676

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