"O maior inimigo da autoridade é o desprezo e a maneira mais segura de solapá-la é o riso." (Hannah Arendt 1906-1975)

quinta-feira, 18 de maio de 2017

Lava Jato faz buscas no Congresso e no apartamento de Aécio no Rio

Lava Jato faz buscas no Congresso e no apartamento de Aécio no Rio:





ABr
Aécio diz que sua relação era estritamente pessoal com Joesley
 


A Polícia Federal cumpre mais de 40 mandados de busca e apreensão no Congresso Nacional e no Rio de Janeiro. O principal alvo, informa a TV Globo, é o presidente nacional do PSDB, senador Aécio Neves (MG), acusado de receber R$ 2 milhões do empresário Joesley Batista, do grupo JBS. De acordo com a emissora, agentes federais chegaram no início desta manhã ao apartamento do senador na Avenida Vieira Souto, em Ipanema. Como o imóvel estava fechado, eles recorreram a um chaveiro para abri-lo. Neste momento eles estão no apartamento, localizado terceiro andar do prédio.

Os mandados de busca e apreensão também atingem a irmão do tucano, Andréa Neves, em Copacabana. Andréa é a principal consultora de Aécio. Também há ordem contra Altair Pinto, considerado braço-direito do ex-deputado cassado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), no bairro do Maracanã.

As ações contra o senador mineiro e o assessor de Cunha são desdobramento da tentativa de delação premiada feita pelos empresários e irmãos Joesley e Wesley Batista, que entregaram à Procuradoria-Geral da República e ao Supremo Tribunal Federal gravações comprometedoras contra Aécio e o presidente Michel Temer. De acordo com o jornal O Globo, Temer foi gravado incentivando Joesley a continuar o pagamento de mesada para o ex-presidente da Câmara em troca de seu silêncio. Altair é apontado como a pessoa que recebia os repasses em nome de Cunha.

No caso de Aécio, segundo o jornal, há gravação em que ele pede ao empresário R$ 2 milhões. O dinheiro foi entregue a um primo do senador, em quatro parcelas de R$ 500 mil, e repassado depois a uma empresa do filho do senador Zezé Perrella, Gustavo Perrella, secretário do Ministério do Esporte. O tucano alega que sua relação era estritamente pessoal com Joesley e que o recurso era para pagar sua defesa na Lava Jato.

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