"O maior inimigo da autoridade é o desprezo e a maneira mais segura de solapá-la é o riso." (Hannah Arendt 1906-1975)

sexta-feira, 28 de julho de 2017

Quem são os presos transferidos na megaoperação realizada no RS

Quem são os presos transferidos na megaoperação realizada no RS:

Quem são os presos transferidos na megaoperação realizada no RS
O RS desencadeou na manhã desta sexta-feira (28) a maior operação integrada já realizada no Rio Grande do Sul . Mais de 3 mil homens e 20 instituições foram mobilizadas na Operação Pulso Firme para a transferência de 27 condenados gaúchos para penitenciárias federais.

Considerados líderes de facções, a maioria dos presos estava detida no Presídio Central de Porto Alegre e na Penitenciária de Alta Segurança de Charqueadas (Pasc). Eles serão levados em avião da Força Aérea Brasileira (FAB) para penitenciárias federais de Porto Velho, em Rondônia, Mossoró, no Rio Grande do Norte, e Campo Grande, no Mato Grosso do Sul, sendo nove presos para cada. Outros 19 pedidos de transferências foram negados pela Justiça.

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Veja lista com 20 dos 27 presos transferidos:

Fábio Fogassa, o Alemão Lico, 39 anos

Foto: Reprodução / Reprodução

Um dos principais líderes da facção Bala na Cara. Tem 54 anos e 10 meses de condenações, com penas a cumprir até 2054. São cinco condenações por roubo e extorsão, uma por tentativa de homicídio, outra por homicídio e ainda um por ilegal de arma. É considerado pela polícia um dos principais articuladores da facção. A partir da Pasc comandaria o tráfico de drogas, sobretudo, da Vila dos Sargentos, no bairro Serraria, zona sul de Porto Alegre. No ano passado, foi denunciado por envolvimento, como mandante, na morte do empresário Marcelo Oliveira Dias, 44 anos, a tiros no estacionamento de um supermercado do bairro cavalhada, na zona sul de Porto Alegre.

Tiago Benhur Flores Pereira, o Benhur, 32 anosConsiderado o homem mais poderoso da facção Os Manos nas cadeias. Cumpre pena no Presídio Central. Tem 156 anos, três meses e 26 dias de condenações, com penas a cumprir até 2160. São 16 condenações por roubo e extorsão, três por tráfico de drogas e uma por receptação. Natural de Novo Hamburgo, ele é suspeito de ter articulado a abertura de um túnel descoberto em fevereiro deste ano para uma fuga em massa do Presídio Central.

Fabrício Santos da Silva, o Nenê, 34 anos

Foto: Reprodução / Reprodução

Considerado pelo Ministério Público como um dos principais líderes do braço armado da facção Os Manos. No ano passado foi transferido da Pasc para o Presídio Central, onde assumiu posição de comando em uma das galerias. Tem 29 anos, três meses e 15 dias de condenações, com penas a cumprir até 2036. São duas condenações portes ilegais de arma, uma por roubo e uma por homicídio. Natural de Novo Hamburgo, ele tem atuação criminosa também em Porto Alegre e Canoas. É um dos investigados por articular a abertura do túnel do Presídio Central em fevereiro deste ano.

Cristiano Feijó Madrile, o Cabelo, 32 anosÉ um dos articuladores da facção Os Abertos, que ultimamente se aproximou dos Bala na Cara para controlar o tráfico no bairro Estância Velha, em Canoas. Tem condenações por diversos homicídios e também envolvimento em roubos. É natural de Canoas e estava preso no Presídio Central.

Daniel Araújo Antunes, o Patinho, 35 anos

Foto: Reprodução / Reprodução

É apontado pela Polícia Civil como um dos líderes de uma das quadrilhas mais violentas da Capital, com atuação no Loteamento Timbaúva, no bairro Mario Quintana, que forma o atual grupo Anti-Bala. Tem 24 anos e sete meses de condenações, com penas a cumprir até 2037. São duas condenações, por roubo e homicídio. Com origem no bairro Rubem Berta, Patinho foi preso em 2011 em uma ofensiva policial contra o bando que atua no Timbaúva, mas, segundo a polícia, não deixou de comandar o grupo responsável por casos de decapitação desde o ano passado na zona norte de Porto Alegre.

Dezimar de Moura Camargo, o Tita, 36 anosTem 31 anos, um mês e 12 dias de condenações, com penas a cumprir até 2032. São condenações por homicídio, roubo e extorsão e crime contra a administração pública. Tem origem no bairro Passo das Pedras e, até o começo da década, fazia parte da quadrilha comandada pela família Bugmaer, com atuação na zona norte de Porto Alegre.

Cássio Alexandre Ribeiro, 37 anos

Diego Moacir Jung, o Dieguinho, 34 anos

Foto: Reprodução / Reprodução

Tem 58 anos, oito meses e 20 dias de condenações, com penas a cumprir até 2061. São cinco condenações por roubos e uma por porte ilegal de arma. É apontado pela polícia como um dos principais especialistas em ataques a bancos com explosivos, em 2006 chegou a ser preso com Oséas Cardoso, o Português, considerado um dos membros do PCC.

Fabio Luis da Silva Mello, o Fábio do Gás, 39 anos
Com condenações por tráfico de drogas, ele é apontado pela polícia como o principal líder do tráfico na região de Rio Grande. Aliado à facção Os Manos, controla a Região Sul do Estado. Um dos principais braços a interiorização das facções.

Jonatha Rosa da Cruz, o Bito, 35 anosTem 60 anos, sete meses e 20 dias de condenações, com penas a cumprir até 2065. São cinco condenações por roubos, duas por porte ilegal de arma e uma por receptação. É considerado um dos criminosos envolvidos em ações de explosões a banco e ataques estilo cangaço pequenas cidades no Estado. Fugiu da cadeia no ano passado e voltou a ser preso. Integrante da gangue da Ladeira, um dos braços fortes da facção Os Manos, com atuação em Gravataí. Foi alvo da Operação Clivium, em 2015.

José Carlos dos Santos, o Seco, 38 anosTem 173 anos e três meses de condenações por roubos a banco, carro-forte e latrocínio. Na década passada, liderou o principal bando especializado em ataques a carros-forte no Estado. Próximo à facção Bala na Cara, teria articulado um investimento no tráfico de drogas em Santa Maria.

José Marcelo Reyes Morales, 40 anosTem 23 anos, sete meses e 18 dias, com penas a cumprir até 2022. São três condenações por roubo com extorsão e uma tentativa de homicídio. Natural de Pelotas, ele seria integrante da quadrilha dos Tauras, que é uma das aliadas da facção Os Manos na Região Sul do Estado. Fez parte de um grupo de detentos do Presídio de Pelotas que fugiu ao derrubar um muro com um caminhão.

Letier Ademir Silva Lopes, o Letier, 35 anos

Foto: Reprodução / Reprodução

Tem 47 anos, 11 meses e seis dias de condenações, com penas a cumprir até 2051. São duas condenações por roubo e extorsão, duas por tráfico de drogas, uma por homicídio e outra por tentativa de homicídio. Natural de Santo Cristo, tem atuação criminosa especialmente em Canoas, entre os bairros Estância Velha e Guajuviras. Na cadeia, vinculou-se à facção dos Abertos, mas estaria próximo, e com poder de decisão, na facção dos Bala na Cara.

Marcio Oliveira Chultz, o Alemão Márcio, 36 anosTem penas a cumprir até 2038, sendo duas condenações por homicídios, porte ilegal de armas e crime contra a fé pública. Até o ano passado, quando foi preso em Camaquã, Alemão Márcio ocupava posição de principal gerente dos Bala na Cara nas ruas, coordenando todas as ações da facção.

Marcos José Viotti, o Mineiro, 46 anosTem 34 anos, oito meses e 26 dias de condenações, com penas a cumprir até 2038. São três condenações por roubos com extorsão, uma por tráfico de drogas e uma por receptação. Alvo de uma ação do Ministério Público há cinco anos, Mineiro, que é natural de Arujá, em São Paulo, teria sido um dos articuladores de uma tentativa de entrada do PCC em Canoas e Gravataí.

Milton de Mello Ferraz, 46 anosTem 57 anos de condenações, com penas a cumprir até 2057. São duas condenações por homicídios, uma por tráfico e uma por lesão corporal seguida de morte. É apontado pela polícia como um dos líderes do tráfico no bairro Restinga. Comandaria a Gangue dos Milton, que é considerada a única aliada à facção dos Bala na Cara no bairro da zona sul de Porto Alegre. Há pelo menos dez anos, a gangue trava uma sangrenta disputa pelo controle dos pontos de tráfico da região.

Tiago Gonçalves Prestes, 32 anosTem 13 anos e seis meses de condenações, com penas a cumprir até 2027. Tem uma condenação por homicídio. Natural de Pelotas, ele seria integrante da quadrilha dos Tauras, aliada à facção Os Manos. Esteve entre os detentos que fugiram do Presídio de Pelotas com o uso de um caminhão para derrubar o muro.

Ubirajara da Silva Barbosa, 37 anosTem 70 anos, sete meses e dez dias de condenações, com penas a cumprir até 2070. São duas condenações por tráfico de drogas, duas por porte ilegal de arma e duas condenações por roubos. Natural de Canoas, Ubirajara esteve entre os detentos da Pasc envolvidos no assassinato do traficante Cristiano Souza da Fonseca, o Teréu, em 2015.

Vanderlei Luciano Machado, o Lelei, 39 anosTem 108 anos, dez meses e 23 dias de condenações, com penas a cumprir até 2106. São 11 condenações por roubos, uma por tráfico, uma por homicídio, uma por tentativa de homicídio e ainda por estelionato. Criminoso com atuação na região de Santa Maria, tem origem nos roubos a banco e, depois de preso na Pasc, teria estreitado laços com a facção Os Manos e o PCC, em uma das tentativas de infiltração no Estado. Coordenaria uma rede de tráfico de drogas da Região Metropolitana para a Região Central.

Adriano Pacheco Espíndola, o Baiano, 29 anos Tem 33 anos de condenações, com penas a cumprir até 2038. São duas condenações por homicídios. Apontado pela polícia como líder da quadrilha dos Primeira, no bairro Restinga, zona sul de Porto Alegre, esteve envolvido nos conflitos entre grupos rivais pelo controle de pontos de tráfico na região.

Megaoperação transfere líderes de facções do RS para três prisões federais

Megaoperação transfere líderes de facções do RS para três prisões federais:

Megaoperação transfere líderes de facções do RS para três prisões federais
Uma megaoperação para a transferência de 27 condenados gaúchos para penitenciárias federais agitou a madrugada e manhã desta sexta-feira (28) no Rio Grande do Sul. Considerados líderes de facções , a maioria dos presos estava detida no Presídio Central de Porto Alegre e na Penitenciária de Alta Segurança de Charqueadas (Pasc). Eles serão levados em avião da Força Aérea Brasileira (FAB) para penitenciárias federais de Porto Velho, em Rondônia, Mossoró, no Rio Grande do Norte, e Campo Grande, no Mato Grosso do Sul, sendo nove presos para cada. Outros 19 pedidos foram negados pela Justiça.

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Execuções de agentes suspendem visitas em penitenciárias federais
Construção de penitenciária federal divide Eldorado do Sul Eldorado do Sul, na Região Metropolitana, receberá penitenciária federal do RS

Mantida em sigilo, a Operação Pulso Firme teve início na madrugada de quinta-feira (27), quando a Superintendência dos Serviços Penitenciários (Susepe) concentrou em Charqueadas os presos que estavam em Porto Alegre e no interior do Estado. A continuação e desfecho da mobilização em solo gaúcho se deram sob forte neblina nesta sexta-feira (28) com a atuação de 3 mil agentes de 20 instituições. É a maior operação já realizada no Rio Grande do Sul, segundo a Secretaria da Segurança Pública (SSP).

A SSP desencadeou a maior operação integrada já realizada em solo gaúcho. Mais de 3 mil homens e 20 instituições mobilizadas.
— Segurança Pública/RS (@SSP_RS) 28 de julho de 2017
Às 3h, viaturas da Brigada Militar e do Corpo de Bombeiros já monitoravam a BR-290 e a RS-401, que dão acesso ao maior complexo prisional do RS. Depois disso, agentes entraram na Pasc e lá permaneceram por duas horas organizando o embarque dos detentos. Às 6h40min, trechos das duas rodovias foram bloqueados para deslocamento. E, às 6h51min, o comboio de dez vans partiu em direção a Canoas, onde chegou às 8h. Um grande congestionamento se formou nos dois sentidos na BR-290.

Os presos escolhidos para deixar o Estado comandavam o tráfico de drogas, ordenavam execuções, roubos a banco e arquitetavam outros crimes de dentro do sistema prisional. Por serem os líderes das maiores facções gaúchas e manterem contato com seus subordinados nas ruas, há receio de que essas transferências causem uma onda de violência no Rio Grande do Sul nas próximas horas. Vinte nomes foram levantados pela reportagem até o momento.

Estavam no Presídio Central:Cristiano Feijó Madrile, o Cabelo, 32 anos
Daniel Araújo Antunes, o Patinho, 35 anos
Dezimar de Moura Camargo, o Tita, 36 anos
Fabrício Santos da Silva, o Nenê, 34 anos
Tiago Benhur Flores Pereira, o Benhur, 32 anos

Estavam na Penitenciária de Alta Segurança de Charqueadas (Pasc):
Cássio Alexandre Ribeiro, 37 anos
Diego Moacir Jung, o Dieguinho, 34 anos
Fábio Fogassa, o Alemão Lico, 39 anos
Fábio Luis da Silva Mello, Fábio do Gás, 39 anos
Jonatha Rosa da Cruz, o Bito, 35 anos
José Carlos dos Santos, o Seco, 38 anos
José Marcelo Reyes Morales, 40 anos
Letier Ademir Silva Lopes, 35 anos
Márcio Oliveira Chultz, Alemão Márcio, 36 anos
Marcos José Viotti, o Mineiro, 46 anos
Milton de Mello Ferraz, 46 anos
Tiago Gonçalves Prestes, 32 anos
Ubirajara da Silva Barbosa, 37 anos
Vanderlei Luciano Machado, o Lelei, 39 anos

Estava na Penitenciária Modulada de Charqueadas:Adriano Pacheco Espíndola, o Baiano, 29 anos.

POLÍBIO BRAGA - Polícia do RS teme onda de violência neste final de semana


Polícia do RS teme onda de violência neste final de semana: Todas unidades da Brigada Militar e da Polícia Civil estão de prontidão na Capital e Região Metropolitana, tudo para evitar eventuais reações violentas das facções atingidas pela transferência dos seus líderes para presídios federais do Norte e do Nordeste.

Os aparatos de inteligência policial temem atos de violência, o que podem ocorrer durante o dia e no final de semana.

28 de Julho de 1750: Morre o compositor alemão Johann Sebastian Bach

28 de Julho de 1750: Morre o compositor alemão Johann Sebastian Bach:

A vida e carreira de J. S. Bach foi confinada a um espaço geográfico bastante limitado. Nascido e criado em Thuringia, Eisenach, o músico nunca se afastou muito da sua terra natal. A família de Bach era uma de várias famílias tradicionais de músicos, vivendo como instrumentistas e cantores da cidade. Bach acabaria por perder os seus pais, ficando órfão aos 9 anos de idade. O jovem Bach foi então viver com o seu irmão Johann Chrtistoph Bach. Este acabou por ser o seu primeiro professor de piano, apesar de o jovem já ser talentoso nessa altura. Quando o irmão deixou de o poder sustentar, Bach e o seu amigo de escola, Georg Erdmann, partiram para Lüneburg. Isto aconteceu em 1700. Nessa localidade existia a Escola Latina, que aceitava crianças carenciadas, com o compromisso de retribuírem os estudos cantando no coro da Igreja de S. Miguel (Michaeliskirche). Esta escola estava ligada a uma tradição musical relevante, proporcionando ao jovem músico uma formação musical de qualidade. Após um breve período na escola, Bach era já considerado um virtuoso do órgão. Em 1703, Bach é contratado como violinista para a capela privada do duque de Weimar, Johann Ernst. Não tardou que Bach conseguisse o seu primeiro emprego sério, sendo designado, ainda nesse ano, organista da nova igreja de Arnstadt. Em outubro de 1705, tirou uma licença de quatro semanas para estudar a música de Buxtehude em Lübeck, reconhecido compositor de trabalhos para órgão e peças vocais. Estas terão sido a principal influência dos primeiros trabalhos vocais de Bach, Actus Tragicus BWV 106. Só regressou a Arnstadt em janeiro de 1706. Durante este período em Arnstadt terá composto também o Capriccio Sopra La Lontananza Del Suo Fratello Diletissimo BWV 992, o prelúdio coral Wie Shön leuchtet der Morgenstern BWV 739.

Em 1707, muda-se para Mülhausen e torna-se o organista local. Casou com Maria Bárbara, sua prima em segundo grau. Nesta fase, desenvolveu o gosto pela composição de temas vocais de câmara. Durante este período compõe diversas cantatas, sendo publicada uma delas, a única que conheceu divulgação escrita durante a sua vida, a cantata Gott Ist Mein König BWV 71. Foi um facto notável para um compositor de 22 anos, numa época em que nem compositores como Telemann ou Handel tinham conseguido esse privilégio. Neste período compôs os famosos Toccata and Fugue em Ré Menor BWV 565, o Prelude and Fugue em Ré Maior BWV 532 e a Passacaglia em Dó Menor BWV 582.

Retorna a Weimar em 1708. Foi nesta cidade que transcreveu para órgão uma coleção de música italiana, particularmente a coleção de concertos L'Estro Armonico, de Vivaldi, que acabaria por ter muita influência na forma das composições de Bach. Nesta fase nascem os seus quatro filhos, Catharina Dorothea (1708), Wilhelm Freidemann (1710), Carl Philipp Emanuel (1714), apenas estes dois tiveram formação musical, e Johann Gottfreid Bernhard. As principais obras de órgão de Bach nasceram neste período. Depois de ver dobrado o seu salário, Bach escrevia uma cantata por mês. Nesta fase, o seu nome começou a ser falado além dos limites de Weimar.

Um desentendimento com um dos duques de Weimar acabou por levá-lo à prisão durante praticamente um mês, até ser destituído das funções que ocupava. Partiu para Köthen, de onde tinha recebido uma interessante proposta de trabalho. Tornou-se mestre da capela local em 1717. Além disso, Bach compôs peças para a orquestra pessoal do príncipe Leopold von Anhalt-Köthen, seu patrono musical. Bach viajava frequentemente com a banda e, num dos regressos, soube do falecimento da sua esposa. Casou em 1721 com Anna Magdalena Wilcken. O declínio musical de Köthen levou Bach a procurar outra colocação. Nesta fase, compôs os famosos Brandenburg Concertos BWV 1046-1051, as French Suites BWV 812-817 e as English Suites BWV 806-811.

Bach e a família partem para Leipzig em 1723. O músico colaborou com a Escola de St. Thomas, uma instituição associada a uma tradição secular de formar os cantores para os coros das quatro igrejas locais. Neste período, seguindo a filosofia da escola, Bach compôs cantatas em grande quantidade. Apesar disso, a vida pessoal do músico não deixou de estar marcada pela tragédia: a sua segunda mulher esteve grávida 12 vezes mas oito das crianças morreram e dos quatro sobreviventes um tinha graves problemas mentais. O último filho nasceu em 1742, quando Bach tinha 57 anos.

Depois de vários problemas legais, Bach assume a direção do Collegium Musicum de Leipzig. O músico lidera também a orquestra dos estudantes, com concertos semanais. Foi nesta época que Bach praticamente deixou de compor cantatas. Destacam-se St. Mark Passion (1731), o Christmas Oratorio (1734/35), o Easter Oratorio (1734) e o Ascension Oratorio (1735), como as suas últimas composições neste estilo, apesar de ter continuado com estes trabalhos até 1742.

A última fase da sua vida é marcada por um estilo galante e diferente, bem patente nas Goldberg Variations (1742). Este estilo caracteriza-se por uma estrutura rígida, um ritmo harmónico mais lento do que o habitual no estilo barroco. Também é comum o recurso aos ritmos das danças populares e das canções tradicionais. Contudo, Bach não abandona o stile antico de compositores como Palestrina. Esta perspetiva influenciou a Missa em Si Menor BWV 232 e o Kunst der Fugue BWV 1080, um trabalho inacabado e publicado em 1751, após a morte de Bach.

Bach compôs uma enorme quantidade de peças de música coral sacra, incluindo mais de 200 cantatas, a célebre Missa em Si Menor e três composições da Paixão (segundo S. Mateus, S. João e S. Lucas), uma delas perdida. Também compôs inúmeras peças para órgão e para cravo. Os seus últimos trabalhos incluem os célebres 48 prelúdios e fugas: O Cravo Bem-Temperado (Caderno I, 1722, e Caderno II, 1744) e Variações Goldberg (1742). A sua obra musical engloba também 20 concertos e 12 sonatas incompletas para violino e para violoncelo.
Johann Sebastian Bach. In Infopédia [Em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2012.
wikipedia (imagens)


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Johann Sebastian Bach pintado por Elias Gottlob Haussmann
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Registo de pagamentos efectuados a Bach






28 de Julho de 1914: Primeira Guerra Mundial - O Império Austro-Húngaro declara guerra à Sérvia.

28 de Julho de 1914: Primeira Guerra Mundial - O Império Austro-Húngaro declara guerra à Sérvia.:

Quando a 28 de Junho de 1914 nas ruas de Sarajevo é assassinado por um nacionalista bósnio, o arquiduque Franz Ferdinand ( Francisco Fernando ), herdeiro do trono do império Austro-húngaro, chegou aos píncaros a tensão entre as várias potências europeias, mas especialmente entre a Sérvia ortodoxa e o império austro-húngaro católico.

O Império austro-húngaro era constituído essencialmente pelos reinos católicos da Áustria e da Hungria, a que se juntavam várias outras «realidades nacionais».
O surgimento dos nacionalismos europeus, tinha enfraquecido de sobremaneira o império que se encontrava numa situação extremamente complexa tendo que gerir os intentos separatistas especialmente dos povos eslavos que o constituíam.
A Bósnia, com uma população mista católica e ortodoxa, tinha sido ocupada pelos austro-húngaros havia apenas alguns anos, com o intuito de impedir a expansão do nacionalismo sérvio, que prosseguia planos de expansão com o objectivo da formação do velho sonho da «Grande Sérvia».

O assassinato do arquiduque Francisco Fernando aumentou ainda mais a tensão entre sérvios por um lado e austro-húngaros por outro.

Durante o mês de Julho de 1914, a Sérvia foi responsabilizada pelo incidente e pressionada pelo governo de Viena para que permitisse que a sua polícia procurasse os assassinos do arquiduque Francisco Fernando no seu próprio território.
A Sérvia, aceitou quase todas as exigências austro-húngaras, mas recusou permitir o acesso à polícia imperial à Sérvia para participar directamente nas investigações.
De imediato, a Áustria, por pressão dos sectores mais intervencionistas, começou a falar na possibilidade de intervenção contra a Sérvia.
A Sérvia sentia-se pelo menos parcialmente protegida pela sua aliança com o Império Russo, com o qual partilhava laços religiosos, dado os dois países serem maioritariamente ortodoxos.
Esta relação com a Rússia, levou o Império Austro-Húngaro a contactar a Alemanha, para saber se poderia contar com o apoio do Império Alemão para dissuadir a Rússia de intervir.

A resposta dos alemães sobre o assunto foi no sentido de ainda tentar evitar conflitos, mas aparentemente houve uma interpretação incorreta da resposta alemã.

Existem indícios de que o ministro austríaco da guerra Marechal Alexander Von Korbatin e especialmente o ministro das relações exteriores conde Lopold Von Berchtold que se sabia serem favoráveis à guerra contra a Sérvia, inventaram um ataque por parte de forças sérvias na fronteira.

Também por isso se especula que o imperador austríaco foi igualmente enganado sobre as verdadeiras intenções da Alemanha, que inicialmente não estava interessada num conflito de imediato.
Pressionado por causa de um suposto ataque sérvio e convencido de que tinha o apoio do Kaiser alemão, o velho imperador Habsburgo, Francisco José I assina a declaração de guerra do império Austro-húngaro à Sérvia em 28 de Julho de 1914.

É no entanto frisar que ainda que a guerra tivesse sido declarada, até ali tratava-se de um conflito regional, entre dois países da Europa central.

No entanto, e sem qualquer declaração de guerra adicional, a Rússia decretou de imediato a mobilização geral das suas tropas em preparação para um eventual conflito, dando a entender que apoiaria a Sérvia, seu tradicional aliado.

Acredita-se hoje, que os alemães não estavam muito dispostos a entrar na guerra, mas a rapidez com que a Rússia iniciou os preparativos para a mobilização geral alertou e alarmou os dirigentes alemães, que não a esperavam.

A Alemanha exigiu que a Rússia cancelasse a sua mobilização, considerada como uma ameaça, mas ao mesmo tempo que exigia o cancelamento da mobilização russa, a Alemanha decretava também a sua mobilização geral como medida preventiva.

A mobilização geral da Alemanha serviu para consolidar a recusa russa, e em 1 de Agosto a Alemanha declarou guerra à Rússia, internacionalizando assim o conflito.


wikipedia (imagens)
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Os governantes da Alemanha,FrançaRússiaÁustria-Hungria e  do Reino Unido tentando manter a tampa do caldeirão  a ferver das tensões imperialistas e nacionalistas nos Balcãs para evitar uma guerra geral europeia. Eles foram bem sucedidos em 1912 e 1913, mas não tiveram sucesso em 1914.
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Conde  Leopold von Berchtold, Ministro dos Negócios Estrangeiros da Áustria - Hungria
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Nikola PašićPrimeiro Ministro da Sérvia

CAMPANHA GENIAL DO ALEXANDRE FROTA


"Sera a Velate" Evening in Velate, 1980


Renato Guttuso (26 Dec 1912 – 18 Jan 1987) was an Italian painter.

quinta-feira, 27 de julho de 2017

CRÔNICA ANTAGONISTA: O dedo de Dilma na corrupção da Petrobras

CRÔNICA ANTAGONISTA: O dedo de Dilma na corrupção da Petrobras:

Assista à análise de Felipe Moura Brasil:




Taxistas protestam contra aplicativos e causam transtornos no Rio

Taxistas protestam contra aplicativos e causam transtornos no Rio:

Um protesto de centenas de taxistas, que começou na manhã desta quinta-feira, tumultua o trânsito no Rio de Janeiro. Eles exigem mais fiscalização contra aplicativos de transporte de passageiros, como Uber, Cabify e 99. Os motoristas de táxi se envolveram em conflitos com condutores do aplicativo e atiraram ovos em taxistas que não aderiram à manifestação. No início da manhã, um grupo fez barricadas de fogo em acessos ao Aeroporto Santos Dumont.

Os comboios de taxistas partem de pontos diferentes da cidade e ocupam parte das pistas em baixa velocidade, o que causa engarrafamentos – eles seguem para a sede administrativa da Prefeitura do Rio, na Cidade Nova. Alguns estacionaram seus táxis no sambódromo e seguiram a pé até o Centro Administrativo São Sebastião, onde ficam as secretarias e o gabinete do prefeito Marcelo Crivella (PRB).

A Secretaria de Ordem Pública estipulou uma multa de R$ 5 mil para taxistas que bloqueassem vias. Apesar dessa ameaça, houve interrupções momentâneas em ruas importantes, como a Avenida Presidente Vargas.Desconto

Em resposta à manifestação, o Uber anunciou um desconto de 30% em trajetos na cidade. “Nesta quinta, os cariocas poderão enfrentar dificuldades para se locomover pela cidade. Para que isso não atrapalhe o seu dia, a Uber vai oferecer 30% de desconto em viagens iniciadas ou finalizadas nas áreas das principais conexões de transporte público do Rio de Janeiro”, informaram os responsáveis pelo aplicativo, por nota.

(Com Estadão Conteúdo)

Taxistas do Rio de Janeiro protestam contra aplicativos

Taxistas do Rio de Janeiro protestam contra aplicativos:

(Ricardo Moraes/Reuters)" description="Taxis estacionados no sambódromo do Rio de Janeiro na manhã desta quinta-feira. O Sindicato dos Taxistas Autônomos organizou o protesto contra a regulamentação dos aplicativos de carona remunerada na capital carioca - 27/07/2017">

(Reginaldo Pimenta/Raw Image/Folhapress)" description="Taxistas saem em carreata em direção à sede da prefeitura do Rio de Janeiro durante ato contra o Uber e aplicativos de transporte - 27/07/2017">

(Ricardo Moraes/Reuters)" description="Taxistas se reúnem em frente a prefeitura do Rio de Janeiro para reivindicar a regulamentação de aplicativos de carona remunerada - 27/07/2017">

(Ricardo Moraes/Reuters)" description="Taxistas durante a manifestação contra a regulamentação dos aplicativos de carona remunerada no município do Rio de Janeiro - 27/07/2017">

(Ricardo Moraes/Reuters)" description="Policiais e manifestantes entraram em confronto durante o protesto dos taxistas do Rio de Janeiro contra a regulamentação de aplicativos de carona remuneradas - 27/07/2017">

(Ricardo Moraes/Reuters)" description="Policias disparam bombas de gás lacrimogêneo na direção dos taxistas que manifestavam contra os aplicativos de carona remunerada esta manhã, durante confusão em frente a prefeitura do Rio de Janeiro - 27/07/2017">





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Sindicato vai ao STF para que ministro explique 'qual é o médico que finge que trabalha'

Sindicato vai ao STF para que ministro explique 'qual é o médico que finge que trabalha': Ricardo Barros fez declaração sobre jornada de médicos no dia 13, quando anunciou biometria para a classe


AMANTE DE VAGABUNDO PETISTA - A madrinha de Bendine

uploads%2F1501182286785-rose.pngA madrinha de Bendine:

O Antagonista lembra que uma das responsáveis pelo salto de Aldemir Bendine até a presidência do Banco do Brasil, em 2009, no governo Lula, foi Rosemary Noronha.





Especial para MULHERADA FURIOSA - Famoso por guardar dinheiro vivo, Bendine ajudou Val Marchiori a comprar Porsche


Famoso por guardar dinheiro vivo, Bendine ajudou Val Marchiori a comprar Porsche:

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Sob a presidência de Aldemir Bendine, preso na manhã desta quinta (27) pela Operação Lava Jato, o Banco do Brasil transformou caminhões em um carro de luxo.
Leia mais (07/27/2017 - 09h30)



No ano de 2013, o Banco do Brasil aprovou o limite de crédito de R$ 3 milhões para a Torke para a compra de cinco caminhões. Em agosto, o banco liberou o dinheiro, mas o valor ficou abaixo do limite, em R$ 2,79 milhões. Segundo a folha, meses depois, Marchiori pediu para ampliar e usar o valor restante do limite do crédito – algo em torno de R$ 200 mil – para comprar um carro de passeio.

Em 2014, o banco aprovou o pedido e a socialite comprou um Porsche Cayenne S 2014 branco, avaliado em R$ 400 mil. De acordo com o jornal, o BB não costuma autorizar o uso de “sobras” de limite de crédito para outras finalidades. O dinheiro, no caso poderia ser usado para comprar outro caminhão ou peças de reposição.

Procurado pela Folha, o Banco do Brasil não revelou qual foi a linha de crédito usada, a taxa de juros ou se financiou o valor total do veículo. O banco disse apenas que o financiamento não empregou recursos do BNDES e que a empresa de Marchiori opera com o BB "nas linhas necessárias para condução dos seus negócios".

Segundo o banco, as operações com a Torke estão protegidas pelo sigilo comercial.

Procurada, a assessoria da socialite informou que o veículo é o quarto carro da marca comprado por ela. Ainda segundo a assessoria, foi financiado 40% do veículo, em 24 parcelas. O total financiado e o valor de cada parcela, porém, não foi informado.

O MÁGICO DE OZ – VERSÃO TUPINIQUIM


         Na década de 40 surgiu uma história, que virou filme e livros de sucesso e “embalou” várias gerações. Conta a história (fictícia) de um embusteiro que assume o poder de uma terra (OZ) através de truques e enganações que ele pratica com maestria.
         Pois, como reza a lenda que nada de novo acontece sem um exemplo anterior, aqui no Brasil apareceu um ‘salvador’, um ‘Sassá Mutema’ (famoso personagem de uma telenovela) moderno, com a chave do segredo para restabelecer a justiça social e a paz econômica à maior nação do continente sul americano.
         E, tal como o “Mágico de Oz” da história, a versão tupiniquim conseguiu enganar ao povo do seu país usando e abusando dos mais variados truques para atingir seu objetivo. O principal destas artimanhas foi a mentira repetida à exaustão, a fim de que sua tramoia ardilosa aparentasse ser uma verdade incontestável.
         Com “dons” especiais (o carisma e a facilidade de comunicação), tornou-se – em pouco tempo – um grande animador de auditório, levando uma parte considerável da população a crer que ele realmente era o ápice da seriedade, o benfeitor honesto que realmente se preocupava com os pobres. Que ledo engano!
         Também é fato que – para alavancar e dar um “ar” de credito à tanta mentira – foi montado um caríssimo e maquiavélico plano de marketing, depois desmascarado por ter sua fonte de renda bancada exclusivamente pelos mais ilícitos meios. Ou seja, todo o projeto foi fruto das mais diversas falcatruas. Ou ainda, como ensinava – do alto da sua magnífica erudição a “mulher sapiens” Dilma Rousseff – de mal feitos.
         Até que a máscara do embusteiro tupiniquim caiu, e foi pisoteada por um injusto “juizinho federal” de Curitiba.
Este magistrado federal (um perseguidor bastante leviano do ser vivo mais honesto do planeta) conseguiu, inclusive, ‘descobrir’ que o “Mágico de Oz tupiniquim” teria feito um depósito (UM ÚNICO!) no módico valor de nove milhões de reais, destinado a uma aposentadoria privada própria (Plano de Previdência Privado). O que lhe renderia um valor mensal não inferior à R$ 50 mil.
Tal ‘façanha’ nem o “Mágico de Oz” original teve a capacidade de fazer.
Realmente, o “Mágico moderno”, aquele da versão tupiniquim, é capaz de proezas inéditas. Mas, não podemos esquecer que – como não cansam de repetir seus defensores – é tudo mentira, pois o dinheiro nunca pertenceu a ele. Era, como sempre, de um amigo.
Vá ter bons amigos assim lá em OZ!

Marcelo Aiquel – advogado (26/07/2017)

Polícia Federal deflagra 42ª fase da Operação Lava Jato

Polícia Federal deflagra 42ª fase da Operação Lava Jato:

A Polícia Federal deflagra na manhã desta quinta-feira a 42ª fase da Operação Lava Jato. São cumpridos 11 mandados de busca e apreensão e 03 mandados de prisão temporária no Distrito Federal e nos estados de Pernambuco, Rio de Janeiro e São Paulo.

A ação policial tem como alvo principal a investigação de ex-presidente do Banco do Brasil e da Petrobras, bem como de pessoas a ele associadas, pela prática dos crimes de corrupção e lavagem de dinheiro, dentre outros.

Segundo as investigações realizadas até este momento, o ex-presidente das instituições mencionadas e pessoas a ele relacionadas teriam solicitado vantagem indevida em razão dos cargos exercidos para que o grupo Odebrecht não viesse a ser prejudicado em futuras contratações da Petrobras e, em troca, o grupo empresarial teria efetuado o pagamento em espécie de ao menos R$ 3 milhões. Aparentemente, os pagamentos só foram interrompidos com a prisão do então presidente da Odebrecht.

O nome da fase (Cobra) é uma referência ao codinome dado ao principal investigado nas tabelas de pagamentos de propinas apreendidas no chamado setor de operações estruturadas do Grupo Odebrecht durante a 23ª fase da Lava Jato.

Anexos originais:


Ex-presidente do BB e da Petrobras é preso de nova fase da Lava Jato

Ex-presidente do BB e da Petrobras é preso de nova fase da Lava Jato: A Polícia Federal deflagrou nesta quinta-feira (27) a 42ª fase da Lava Jato.
Leia mais (07/27/2017 - 07h21)


Ex-presidente do BB e da Petrobras é preso na 42ª fase da Lava Jato

Ex-presidente do BB e da Petrobras é preso na 42ª fase da Lava Jato:





Marcelo Camargo / Agência Brasil
Operação Cobra cumpriu 11 mandados de busca e apreensão e três de prisão temporária
A Polícia Federal deflagrou, na manha desta quinta-feira (27), a 42ª fase da Operação Lava Jato, batizada de Operação Cobra. Foram cumpridos 11 mandados de busca e apreensão e três de prisão temporária no Distrito Federal, em São Paulo, Pernambuco e Rio de Janeiro. O ex-presidente da Petrobras e do Banco do Brasil, Aldemir Bendine, foi preso na cidade de Sorocaba, em São Paulo.










Mais informações em instantes.

URGENTE: JUSTIÇA DECRETA PRISÃO DE EX-PRESIDENTE DA PETROBRAS


URGENTE: JUSTIÇA DECRETA PRISÃO DE EX-PRESIDENTE DA PETROBRAS:

A PF cumpre, neste momento, mandado de prisão expedido contra Aldemir Bendine, ex-presidente do Banco do Brasil e da Petrobras. (ANTAGONISTA)

quarta-feira, 26 de julho de 2017

Dinheiro para Bicheiros e Traficantes do Carnaval do RJ pode virar votos contra Drácula

Dinheiro para Carnaval pode virar votos contra Temer:



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Imagem: Reprodução / Veja
A liberação de R$ 13 milhões para o desfile das escolas de samba do carnaval do Rio pode abrir uma nova crise entre o governo e a bancada do PMDB na Câmara. Inconformado com a ajuda do governo federal, o deputado Newton Cardoso Jr. (PMDB-MG) reclama que há outras prioridades no País e alerta que a concessão às agremiações cariocas gera um desgaste com o eleitorado, o que pode levar deputados a votar a favor da denúncia contra o presidente Michel Temer, na próxima semana. Ele mesmo revelou que tendia a votar contra a denúncia, mas agora poderá rever seu posicionamento. Cardoso Jr. é relator do Refis na Câmara.
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Governo dá oito vezes mais dinheiro para escolas de samba que para Lava Jato, aponta procurador

Governo dá oito vezes mais dinheiro para escolas de samba que para Lava Jato, aponta procurador:



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Imagem: Reprodução / Redes Sociais
O procurador Hélio Telho ironizou as escolhas do governo Temer em relação à distribuição do dinheiro público: "Orçamento da União: Força-Tarefa da Lavajato terá R$1,6 milhão para investigações em 2018. Escolas de samba do RJ terão R$13 milhões para uma semana de carnaval".
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Câmara dos Deputados prevê gastar até R$ 64 mil com sete tipos de chá

Câmara dos Deputados prevê gastar até R$ 64 mil com sete tipos de chá:

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Imagem: Reprodução / Redes  Sociais
A Câmara dos Deputados abriu licitação para adquirir 28.170 caixas de chá para o intervalo de um ano. Cada caixa deverá conter dez sachês. São 5.460 caixas de erva-doce, 5.340 de camomila, 5.340 de hortelã, 4.470 de capim-cidreira, 4.080 de frutas,1.740 de boldo e outras 1.740 de chá preto. A despesa, segundo o edital de licitação, pode chegar a R$ 64 mil e a quantidade foi estimada com base no consumo entre os anos de 2012 e 2016.
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26 de Julho de 1893: Nasce o pintor alemão George Grosz, fundador do movimento Dada, em Berlim.

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Eclipse of the SunGeorge Grosz

26 de Julho de 1893: Nasce o pintor alemão George Grosz, fundador do movimento Dada, em Berlim.:

George Grosz, pintor alemão,  nasceu em Berlim a  26 de Julho de 1893 e faleceu nessa mesma cidade a  6 de Julho de 1959.
Destacou-se, inicialmente, na qualidade de uma das figuras mais proeminentes do movimento Dada em Berlim. Foi um dos principais membros do grupo expressionista da Nova Objectividade, juntamente com Max Beckmann e Otto Dix, empenhando-se em analisar criticamente a situação política e social da Alemanha, durante a República de Weimar (1919-1933).
Entre 1909 e 1912 estudou na Academia de Dresden e entre 1912 e 1917 na Academia de Artes e Ofícios de Berlim (Kunstgewerbeschule), na qual foi aluno de Emil Orlík.
Em 1913 mudou-se para Paris, cidade na qual  entrou em contacto com as vanguardas, destacando-se o cubismo e o futurismo. Nessa cidade pôde também admirar de perto a obra de Goya, Toulouse Lautrec e Honoré Daumier. Durante o tempo que esteve em Paris desenvolveu uma  importante evolução do seu estilo pictórico, com uma progressiva simplificação das formas, na qual se notava uma grande influência do cubismo e do futurismo, mas também do expressionismo.
Em 1914, com o início da Primeira Guerra Mundial, Grosz  alistou-se na infantaria  do Exército Alemão. Em 1916 abandona o exército por motivos se saúde.
Em 1919 filiou-se no Partido Comunista de Alemanha (KPD). É detido pela sua participação na Liga Espartaquista liderada por  Rosa Luxemburgo e Karl Liebknecht. A partir desse momento, seria processado em diversas ocasiões.
Em 1932 quando na Alemanha o  nazismo está no seu auge, a obra de Grosz passa a ser interpretada como um modelo de arte degenerada, e Grosz recebe o título de "bolchevique cultural número um". Em 1933, com a chegada ao poder de Adolf Hitler, Grosz decide emigrar para os Estados Unidos. Trabalha como professor em Nova Iorque e em 1938 obtém a nacionalidade norte americana.
Fontes: Wikipédia (Imagens)
             Biografias y Vidas



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George Grosz em 1921

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The Lovesick Man -  George Grosz

26 de Julho de 1894: Nasce o escritor britânico Aldous Huxley, autor de "Admirável Mundo Novo"

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Admirável Mundo Novo

26 de Julho de 1894: Nasce o escritor britânico Aldous Huxley, autor de "Admirável Mundo Novo":

Filho de uma família de classe média alta, Aldous Huxley nasceu a 26 de Julho de 1894 em Godalming, Inglaterra e teve uma educação privilegiada. Devido a um problema na retina, quase ficou cego aos dezasseis anos. Parcialmente recuperado, aprendeu braile. Estudou no Eton College e no Balliol College, em Oxford, licenciando-se em inglês em 1916.

O seu primeiro volume de poemas foi publicado em 1916 e em 1920 lançou mais duas obras. Actuou como crítico literário e teatral e escreveu artigos para várias revistas. Em 1919 Huxley casou-se com Maria Nys, com quem teve um filho, Mathew.

Em 1921 publicou o seu primeiro livro de crítica social, "Crome Yellow". Durante a década de 1920, Aldous Huxley conviveu com o grupo de Bloomsbury, o qual integrava artistas, intelectuais e escritores, como Virginia Woolf, e publicou mais de uma dezena de livros, entre os quais "Contraponto", que obteve grande sucesso.

Em 1930, Aldous Huxley estabeleceu-se na França, onde escreveu a sua obra mais conhecida, "Admirável Mundo Novo", com a qual ganharia fama internacional. Através de uma sombria ficção científica, o escritor estabeleceu uma visão pessimista de uma futura sociedade tecnológica.

Em 1937, Huxley mudou-se para a Califórnia, nos Estados Unidos, onde abandonou a ficção e passou a dedicar-se a escrever ensaios e guiões para cinema. Entre os vários guiões que elaborou, estão "Orgulho e Preconceito", uma adaptação do romance de Jane Austen, de 1940, e "Jane Eyre", de 1944, com Orson Welles no elenco.

Em 1954 Huxley publicou "As Portas da Percepção", em que relata a experiência de ampliação da consciência através do uso da mescalina, um potente alucinogénio. Huxley tornou-se um guru para a comunidade hippie e passou a interessar-se por filosofias orientais. Em 1956, um ano depois da morte da primeira esposa, Huxley casou-se com a psicoterapeuta Laura Archera.

Em 1962 o escritor lançou seu último romance, "A Ilha". Aldous Huxley morreu no dia 22 de Novembro de 1963, no mesmo dia em que o presidente John F. Kennedy foi assassinado.


 wikipedia (imagens)

Monochrome portrait of Aldous Huxley sitting on a table, facing slightly downwards.
Aldous Huxley

"A República dos Sem-Vergonha", por Nêumanne


"A República dos Sem-Vergonha", por Nêumanne:


José Nêumanne, como de hábito, escreveu um artigo brilhantemente indignado e esclarecedor no Estadão, intitulado "A República dos Sem-Vergonha -- Sob a égide de Temer, Lula e Cunha, Congresso tenta favorecer a corrupção". Reproduzi-lo na íntegra é uma homenagem ao autor e ao jornal que o publicou: (ANTAGONISTA)

"O historiador cearense Capistrano de Abreu (1853-1927), colega de classe de padre Cícero Romão Batista no seminário de Fortaleza, não ficou famoso por causa disso, mas por uma piada, seu projeto de Constituição, que rezava, categórico: 'Artigo 1.º : Todo brasileiro deve ter vergonha na cara. Artigo 2.º: Revogam-se as disposições em contrário'.
Nenhum de nossos projetos constitucionais teve o poder de síntese dessa chacota, que de tão atual se tornou denúncia. A cada nova legislação este país se torna cada vez mais a 'república dos sem-vergonha'. E a sociedade dos otários espoliados. A primeira página do Estado de anteontem registrou: Câmara quer mudar delação premiada e prisão preventiva. E a notícia a que ela se refere, da lavra de Isadora Peron, da sucursal de Brasília, completou: 'Também estudam revogar o entendimento de que penas podem começar a ser cumpridas após condenação em segunda instância'.
Na mesma edição deste jornal, que se notabilizou pelas lutas pela abolição da escravatura, pela proclamação da República, contra o Estado Novo e a ditadura militar, os repórteres de política Pedro Venceslau e Valmar Hupsel Filho relataram a saga de Vicente Cândido (PT-SP) para promover uma reforma política que inclua um Fundo Partidário de, no mínimo, R$ 3,5 bilhões; o distritão, em que só os mais votados para deputado se elegem; e, last but not least, a 'emenda Lula. Esta merece destaque especial, por impedir que postulantes a mandatos eletivos sejam presos oito meses antes da data marcada para a eleição, mesmo que só venham a ter suas candidaturas registradas oficialmente quatro meses após esse prazo. O nome do presidenciável do Partido dos Trabalhadores (PT), no qual milita Sua Candidez, é usado como marca registrada da emenda por atender ao fato de que Luiz Inácio Lula da Silva acaba de ser condenado a nove anos e meio de prisão e proibido de ocupar cargos públicos por sete anos pelo juiz Sergio Moro, na Operação Lava Jato.
A proibição de prender quem avoque sua condição de candidato é a mais abjeta das propostas do nada cândido (claro, impoluto) relator, mas não é a que produzirá, se for aprovada pelo Congresso Nacional, mais prejuízos, em todos os sentidos, para a cidadania. As medidas cinicamente propostas pelo 'nobilíssimo' parlamentar produzem, em conjunto, um despautério que provocaria a aceleração do enriquecimento dos partidos e de seus representantes, em particular os dirigentes, sob a égide de um sistema corrupto e que trava a produção e o consumo, empobrecendo a Nação. O financiamento público das milionárias campanhas eleitorais legaliza a tunga ao bolso furado do cidadão.
Ex-sócio do presidente da CBF, Marco Polo Del Nero, que não sai do País para não ser preso pela Interpol, Sua Candura-mor, o deputado ecumênico, integra o lobby a favor da legalização dos cassinos e foi um dos idealizadores da campanha de Rodrigo Maia (DEM-RJ) à presidência da Câmara. A reforma ressuscita uma ideia que nunca pareceu ter muito futuro e sempre foi apregoada pelo presidente Michel Temer: o distritão. Trata-se da volta do tílburi ao Vale do Silício, pois reduz a pó as tentativas vãs de tonificar a democracia, dando mais força aos partidos, e estimula o coronelismo partidário, usando falsamente a modernização, confundindo-a com voto distrital.
O Estado noticiou que o patrimônio de Cândido aumentou nove vezes nos últimos nove anos (descontada a inflação no período). Neste momento, em que as arenas da Copa do Mundo da Fifa em 2014 – de cuja lei foi relator – têm as contas devassadas por suspeitas de corrupção e um juiz espanhol mandou prender o ex-presidente da CBF Ricardo Teixeira, o eclético parlamentar achou um parceiro no Senado: o relator da reforma política e líder do governo Temer na Casa, Romero Jucá (PMDB-AP).
Enquanto Cândido e Jucá providenciam a engorda dos cofres partidários para garantir as campanhas perdulárias, que vinham sendo feitas à custa de propinas milionárias, a comissão especial da reforma do Código de Processo Penal (CPP) batalha pelo abrandamento da legislação de combate à corrupção no Brasil.
A reforma do CPP, que é de 1941, foi aprovada no Senado em 2010. Na Câmara ficou esquecida até o ano passado e foi desengavetada durante o mandarinato do ex-deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), atualmente preso em Curitiba. O presidente da comissão especial que discute as mudanças na Casa, deputado Danilo Forte (PSB-CE), que apareceu recentemente na lambança de Temer ao tentar atravessar a adesão dos dissidentes do PSB ao DEM, discorda de presos fecharem acordos de delação premiada com procuradores.
Forte também considera que é preciso punir juiz que desrespeite as regras da condução coercitiva, que deveria ser empregada apenas se uma pessoa se negar a prestar depoimento. O presidente da comissão especial parece até ter inspirado sua ideia na recente decisão de Nicolás Maduro, que ameaçou de prisão os juízes que o Parlamento da Venezuela – de maioria oposicionista e contra a Constituinte que ele quer eleger no domingo, no modelo da pregada por Dilma – escolheu para a Suprema Corte.
A reforma política de Cândido e Jucá e as mudanças no CPP propostas por Forte, aliado de Temer, evidenciam tentativas de adaptar as leis eleitorais e penais do País aos interesses pessoais de chefões políticos encalacrados nas operações, Lava Jato entre elas, inspiradas em convenções da ONU, da OEA e da OCDE contra a roubalheira geral, importadas por Fernando Henrique e Dilma e agora ameaçadas pelos que defendem a impunidade de quem for flagrado. Esse 'acordão', que denota fraqueza e sordidez, põe o Brasil, já na contramão da prosperidade, também na trilha oposta da luta contra o roubo. Aqui a vergonha empobrece o portador."

Organização Criminosa "Rede Globo" vem com Minissérie que pretende relatar "a Realidade" sobre o CAOS NOS HOSPITAIS PÚBLICOS


Como a série 'Sob Pressão' vai retratar o caos do sistema público de saúde do Rio

Produção da TV Globo e Conspiração Filmes mostra rotina tumultuada de uma equipe de emergência de um hospital público.

 11/07/2017 20:45 -03 | Atualizado 12/07/2017 14:35 -03
Derivada do filme de mesmo nome dirigido por Andrucha Waddington, a produção é livremente inspirada no livro Sob Pressão – A Rotina de Guerra de um Médico Brasileiro, de Márcio Maranhão.
A trama acompanha o dia a dia caótico da equipe de emergência de um hospital publico do subúrbio do Rio de Janeiro. Ficção com pé na realidade, a série tem como protagonistas os médicos Evandro (Julio Andrade), o cirurgião-chefe da equipe, e Carolina (Marjorie Estiano), uma cirurgiã vascular.
GLOBO / MAURÍCIO FIDALGO
Quem assina o roteiro final é Jorge Furtado, um dos roteiristas mais respeitados da TV brasileira, cujo currículo reúne obras de sucesso como Agosto (1993), Memorial de Maria Moura (1994), Ó Paí, Ó (2008) e Mister Brau (2015) - sem contar os inúmeros projetos premiados no cinema.
Em entrevista por telefone ao HuffPost Brasil, Furtado explica as facetas da dupla de protagonistas "muito diferentes, mas que se completam e apoiam". "Tanto o Evandro quanto a Carolina têm fantasmas do passado que assombram a vida deles. E lidam com esses fantasmas de maneiras distintas", conta.
Dr. Evandro perdeu a esposa na mesa de cirurgia que conduzia há um ano. Deprimido e viciado em remédios, ele não consegue superar o tragédia. Já a Dr. Carolina busca na fé o remédio para enfrentar o cotidiano e esquecer uma lembrança traumática da infância.
Nessa situação de caos particulares, os dois têm em comum o desejo de salvar vidas num ambiente de trabalho regido pela tensão, onde tudo falta.
Quem é fã de séries médicas made in USA, como HouseER, e Grey's Anatomy, "pode esperar o inesperado" da produção brasileira, garante Furtado.
"Para você ter uma ideia, um total de 180 personagens passam pela primeira temporada de Sob Pressão. Alguns são fixos, outros aparecem só um dia, outros voltam. Só esse volume de personagens já diferencia ela das séries que a gente costuma ver. São seis, sete histórias por episódio", diz.
GLOBO / MAURÍCIO FIDALGO
Lucas Paraizo, Jorge Furtado, Antonio Prata e Márcio Alemão, os responsáveis pelas histórias de 'Sob Pressão'
Com a ajuda de Lucas Paraizo, Antonio Prata e Márcio Alemão (além da consultoria médica de Márcio Maranhão), Furtado conta que abordará temas delicados e ainda cercados de desinformação como, por exemplo, a violência contra a mulher.
"Todos os dias, os hospitais públicos recebem 'mulheres que caíram da escada', que 'estavam limpando o armário e a gaveta caiu', que 'estavam limpando o lustre e caíram'. Enfim, histórias que encobrem uma realidade duríssima de violência contra a mulher no Brasil."
Ele explica que muitas vítimas têm medo de denunciar seus agressores por achar que não terão legitimidade. "Ou porque a denúncia não vai resolver o problema e elas vão ter que voltar para aquela convivência. E, de certa forma, a impunidade preserva a epidemia que é esse tipo de violência no Brasil", analisa.
Outro assunto cercado de tabus que Sob Pressão deve abordar é a doação de órgãos.
"Um hospital de traumas salva as vidas não apenas das pessoas que chegam ali, mas também administrando a doação de órgãos, que vai salvar vidas de outros que estão longe. Esse é um tema importante de se abordar. O Brasil perde todo ano muitos fígados, rins e órgãos que poderiam ser usados em transplantes e não são por inúmeros problemas."
GLOBO / MAURÍCIO FIDALGO
Segundo o roteirista, a questão do abuso infantil talvez seja o tema mais delicado e menos abordado na ficção brasileira que a série deve explorar.
"É importante falar disso porque a quantidade de casos é assustadora. E as pessoas têm muita vergonha desse assunto. As meninas e meninos abusados muitas vezes acham que aquilo só acontece com eles, que eles são casos excepcionais e, por isso, talvez tenham culpa na sua condição. É importante mostrar que a ocorrência desse tipo de violência é grande. E, na maioria dos casos, é praticada por pessoas da própria família."
Gravada na área desativada de um hospital em funcionamento no Rio de Janeiro, Sob Pressão promete mostrar um retrato dramático da saúde pública carioca, uma realidade também vista em cidades periféricas de todo o País.
"O Brasil vive um momento de crise econômica e política, talvez a pior face dessa crise esteja na saúde. Porque é ali que tudo estoura", reflete.
Questionado se, nesse contexto, a série se propõe alguma cobrança de ações das autoridades, Furtado explica:
"Acredito que a exposição já é um ato político. Mostrar um problema é um ato político. Isso não é pouco. O papel da ficção não é, de forma proselitista ou demagógica, falar sobre os problemas, as fazer com que a gente vivencie através de personagens esses problemas. Não questão de fazer uma denúncia, mas de mostrar uma realidade através da ficção."