"O maior inimigo da autoridade é o desprezo e a maneira mais segura de solapá-la é o riso." (Hannah Arendt 1906-1975)

quinta-feira, 27 de julho de 2017

O MÁGICO DE OZ – VERSÃO TUPINIQUIM


         Na década de 40 surgiu uma história, que virou filme e livros de sucesso e “embalou” várias gerações. Conta a história (fictícia) de um embusteiro que assume o poder de uma terra (OZ) através de truques e enganações que ele pratica com maestria.
         Pois, como reza a lenda que nada de novo acontece sem um exemplo anterior, aqui no Brasil apareceu um ‘salvador’, um ‘Sassá Mutema’ (famoso personagem de uma telenovela) moderno, com a chave do segredo para restabelecer a justiça social e a paz econômica à maior nação do continente sul americano.
         E, tal como o “Mágico de Oz” da história, a versão tupiniquim conseguiu enganar ao povo do seu país usando e abusando dos mais variados truques para atingir seu objetivo. O principal destas artimanhas foi a mentira repetida à exaustão, a fim de que sua tramoia ardilosa aparentasse ser uma verdade incontestável.
         Com “dons” especiais (o carisma e a facilidade de comunicação), tornou-se – em pouco tempo – um grande animador de auditório, levando uma parte considerável da população a crer que ele realmente era o ápice da seriedade, o benfeitor honesto que realmente se preocupava com os pobres. Que ledo engano!
         Também é fato que – para alavancar e dar um “ar” de credito à tanta mentira – foi montado um caríssimo e maquiavélico plano de marketing, depois desmascarado por ter sua fonte de renda bancada exclusivamente pelos mais ilícitos meios. Ou seja, todo o projeto foi fruto das mais diversas falcatruas. Ou ainda, como ensinava – do alto da sua magnífica erudição a “mulher sapiens” Dilma Rousseff – de mal feitos.
         Até que a máscara do embusteiro tupiniquim caiu, e foi pisoteada por um injusto “juizinho federal” de Curitiba.
Este magistrado federal (um perseguidor bastante leviano do ser vivo mais honesto do planeta) conseguiu, inclusive, ‘descobrir’ que o “Mágico de Oz tupiniquim” teria feito um depósito (UM ÚNICO!) no módico valor de nove milhões de reais, destinado a uma aposentadoria privada própria (Plano de Previdência Privado). O que lhe renderia um valor mensal não inferior à R$ 50 mil.
Tal ‘façanha’ nem o “Mágico de Oz” original teve a capacidade de fazer.
Realmente, o “Mágico moderno”, aquele da versão tupiniquim, é capaz de proezas inéditas. Mas, não podemos esquecer que – como não cansam de repetir seus defensores – é tudo mentira, pois o dinheiro nunca pertenceu a ele. Era, como sempre, de um amigo.
Vá ter bons amigos assim lá em OZ!

Marcelo Aiquel – advogado (26/07/2017)

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