"O maior inimigo da autoridade é o desprezo e a maneira mais segura de solapá-la é o riso." (Hannah Arendt 1906-1975)

segunda-feira, 21 de agosto de 2017

"É muito folclore", diz diretora sobre tráfico no Colégio Júlio de Castilhos

"É muito folclore", diz diretora sobre tráfico no Colégio Júlio de Castilhos:

Diretora do Colégio Júlio de Castilhos, Fernanda Gaieski não reconhece a venda de drogas por alunos, mas admite que a escola já teve denúncias de tráfico e que o consumo de entorpecentes é, sim, uma realidade. Falta de professores e monitores para circular pelo pátio, pouco controle de quem entra e sai na escola são, segundo ela, algumas das dificuldades que a escola enfrenta.

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A reportagem fez imagens de uso e venda de drogas dentro do pátio do Julinho. A escola tem conhecimento disso, já teve problemas?Não. Isso, para mim, é uma novidade. Tanto é que todas as inferências que fizemos como direção de escola, os alunos foram encaminhados — os menores para a Polícia Civil e os maiores foram feitos boletins de ocorrência e (eles) foram retirados da escola. Não vejo tráfico de drogas dentro da escola. O Denarc esteve aqui fazendo palestras e vai dar continuidade no segundo semestre. Na investigação do Denarc aqui dentro também não foi visualizada venda ou tráfico na escola. O que estava acontecendo era que alunos estavam trazendo e saíam para comprar drogas no Carandiru (condomínio próximo à instituição) e estavam usando dentro da escola. Já identificamos esses alunos e estamos tomando as providências legais que cabem à escola.

Quando isso ocorreu?Em maio, junho e julho, quando o Denarc esteve aqui. Tivemos a denúncia de que havia alunos traficando aqui dentro, aí fizemos uma investigação como direção, identificamos os alunos e fizemos o encaminhamento. Quando recebi o delegado do Denarc, ele nos deu todas as alternativas e nos colocou a par de que os alunos pulavam o muro do colégio para comprar droga no Carandiru e voltavam pulando muro de novo, o que a gente não tem como controlar porque o Estado não nos manda monitor para o pátio. O que temos visualizado muito é o tráfico de drogas na praça em frente à escola. O tráfico aqui dentro, para mim, é uma novidade. A questão dos traficantes é muito folclore, tu vais me desculpar. Já virou folclore muito grande a imagem pública do Julinho, de que é visado por traficante. Aqui na escola, não. Isso eu garanto.

Então a senhora acredita que é folclore existir traficantes que são alunos da escola e que vendem droga dentro da escola?Não, estou dizendo que aumentam muito a história porque o Júlio de Castilhos já virou folclore. Não estou dizendo que eles não existam. Posso até ter alunos que estejam trazendo droga. Todos os casos de drogas que identificamos aqui dentro eram alunos novos do primeiro ano que vieram de outros bairros como Restinga, Partenon e Lomba do Pinheiro.

Tendo em vista essa situação, é necessário monitoramento em tempo integral dos alunos?Estamos o tempo inteiro monitorando. A gente sabe dos grupos que têm. Mas fica difícil: ou a gente monitora alunos ou fazemos o trabalho administrativo da escola. Estamos com 2,2 mil alunos.

Os alunos ficam tempo fora da sala de aula e espalhados nos fundos da escola. É possível controlar quem está "matando" aula?Sim, controlamos e mandamos para aula. Temos esse controle, sim. Agora acabei de chegar do pátio do colégio, tu me pegaste no telefone por milagre. Estamos o tempo inteiro circulando no pátio da escola. Mas é como te disse: ou eu circulo no pátio da escola ou eu faço atividade administrativa. E os alunos que identificamos em pontos que sejam locais de provável uso de droga, estamos convocando os pais.

Quantos monitores para o pátio a senhora acha que seriam necessários?Pedi um monitor de pátio. Mas eu não tenho. Nosso problema é as pessoas que pulam o muro. Antes de sairmos de férias, nós identificávamos que, todos os dias, pessoas de fora pulavam para dentro da escola. Até que ponto é um aluno do Júlio de Castilho que está trazendo droga? Aqui dentro tem muitos alunos (das escolas) do Inácio Montanha, Idelfolso Gomes, Luciana de Abreu, Protásio Alves e Emílio Massot.

O acesso a escola é realmente fácil. Um dia consegui entrar na escola, pela porta da frente e ninguém perguntou quem eu era.Quem abriu a porta para ti?

A porta estava aberta.A porta não deveria estar aberta, começa por aí. Mas é bom saber. Quando entra alguém, o porteiro deve identificar essa pessoa e direcioná-la para onde ela quer ir. Existe essa falha também. Sabe como é: alguns servidores públicos em determinados momentos. Ele (porteiro) deveria ter lhe parado, aberto a porta e perguntado onde a senhora iria. E não ter deixado entrar. Não autorizamos nem que os pais subam e vão na sala de aula dos filhos.

Esse episódio dá a entender que se eu entrei, qualquer outra pessoa entra também.Com certeza.

Os alunos ficam sem um ou dois períodos de aula, não há monitores no pátio, como vocês controlam eles?A gente controla como pode controlar, também não posso fazer milagre. Não posso transformar água em vinho. Não sou Cristo.

Como os alunos reagem quando são flagrados?É muito difícil. Não posso revistar o aluno, não posso tocar nele, não posso fazer nada, senão serei processada. Nem olhar a mochila. A gente vai muito do bom senso do aluno. Os casos que peguei eu vi que eles estavam usando droga porque cheguei na hora do uso da droga e pedi que me acompanhassem até minha sala. Se são menores de idade, comunico os pais.

Vi uma garrafa de vodca sendo consumida por alunos.O que identificamos, pegamos, recolhemos. Quando vejo os alunos com copos de café, peço pra ver e cheirar o que tem dentro. Mas eles podem não me deixar cheirar. O mesmo com garrafa de chimarrão.

Colégio público tem rotina de tráfico e consumo de drogas entre alunos

Colégio público tem rotina de tráfico e consumo de drogas entre alunos:

Colégio público tem rotina de tráfico e consumo de drogas entre alunos
Um homem com capuz se aproxima de um adolescente e entrega a ele uma porção de maconha. O garoto, de boné e mochila nas costas, permanece com a mão estendida, enquanto recebe outras três frações da droga logo depois. Os dois estão cercados por um grupo de 10 adolescentes, que conversa sob a sombra das árvores. O pagamento é feito com duas notas de dinheiro, imediatamente conferidas pelo traficante. Já esmigalhando a erva, o estudante se afasta para unir-se a um segundo grupo, que o espera. Juntos, preparam o cigarro, que é aceso ali mesmo.

O flagrante de venda e consumo de drogas, comum em parques, praças e ruas de Porto Alegre, ocorreu na manhã de 17 de julho, uma segunda-feira, em horário de aula, no pátio do Colégio Estadual Júlio de Castilhos, mais tradicional escola pública do Rio Grande do Sul. O uso de droga se dava ao lado do refeitório da instituição que formou líderes e intelectuais como Leonel Brizola, Paixão Côrtes e Moacyr Scliar.

Por não serem perturbados, no interior da escola do bairro Santana, a 400 metros do Palácio da Polícia, alunos parecem estar à vontade para a compra e o consumo de entorpecentes no momento em que deveriam estar na sala de aula.

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Os registros da reportagem aconteceram em sete ocasiões, nos dias 13, 14, 17, 18 e 19 de julho e 17 e 18 de agosto, entre 7h30min e 11h30min. Estudantes fumavam maconha e traficantes comercializavam entorpecentes nos fundos da instituição que até o final dos anos 1980 era chamada de ¿escola-padrão¿.

O consumo de drogas entre os estudantes se inicia nas primeiras horas da manhã e não se restringe a um momento do dia. Antes das 8h, adolescentes começam a se reunir no pátio dos fundos da escola. Ficam todo o período de aula conversando, trocando mensagens por celular e consumindo drogas. A rotina não condiz com o que prega uma das regras que consta no site da instituição: ¿O aluno deve permanecer na sala de aula, mesmo na troca de períodos.¿

Às 9h, cachimbo de garrafa pet

O comportamento dos estudantes mostra que não há temor de represália. A maioria não se esconde para o consumo. Na manhã de 19 de julho, ao lado da casa de força, quando os termômetros marcavam 5°C na Capital, três gurias e um guri preparavam um cachimbo feito de garrafa pet. Eram 9h.

Todos ajudavam: um esmigalhava a erva, outro fazia o cigarro artesanal, um terceiro preparava a garrafa e o quarto fumava após acender o fogo. Em cinco minutos, a droga estava pronta para consumo. Outros dois estudantes foram atraídos pela movimentação. Mais de uma vez, o cigarro apagou e eles voltaram a acender. Enquanto fumavam, se abraçavam e faziam selfies sem ser incomodados por nenhum professor ou responsável.

Se a droga não ultrapassa os portões da escola, os alunos a recebem pelos muros. Um pula, e na calçada, outro alcança. Isso acontece tanto pela Avenida Piratini, em frente à instituição, quanto na Avenida Laurindo, em uma das vias laterais. Mas não é preciso esforço para ter acesso às dependências do Julinho.

No último dia de aula antes das férias de julho, a reportagem entrou na escola durante o intervalo, circulou pelas dependências e pelo pátio sem ser abordada. No pátio dos fundos, vários grupos fumavam maconha. Próximos a um dos muros, embaixo de uma árvore, jovens dançavam com música alta ao lado de uma garrafa de vodca vazia. Eram 10h30min.

"A memória imediata do aluno vai para o espaço", diz especialista

O consumo de qualquer droga – incluindo o álcool – compromete a aprendizagem do adolescente e está colocando o desenvolvimento de uma geração em xeque. É o que defende a psiquiatra e coordenadora da equipe de dependência química da Fundação Mario Martins, Isabel Suano.

Segundo ela, as áreas do cérebro de fixação e memória estão em amadurecimento até os 19 anos. Com o uso de entorpecentes, o jovem aprende muito menos do que do que poderia:

– Até esta idade, o cérebro ainda não está pronto e o uso de qualquer substância desse tipo interfere no aprendizado. Para poder aprender, tem que fixar e memorizar. Se ele vai para aula sob uso de droga, a memória imediata dele vai para o espaço. O que ele poderia aprender em dez minutos simplesmente não vai ficar na cabeça dele. Isso sem contar que, nesta fase, o adolescente deveria aprender a lidar com os sentimentos, exercitar a frustração, mas, ao contrário disso, temos uma nova geração que está anestesiada.

Realidade ultrapassa portões do colégio

Para o médico psiquiatra e educador Celso Lopes de Souza, da Universidade Federal Paulista (Unifesp), a situação enfrentada pela escola, com consumo e venda de drogas nas suas dependências, deve ser ponto de partida para reinvenção.

– A escola tem de se refundar. É difícil, mas não é impossível. É preciso mostrar riscos, exemplos claros, com muita realidade e sem ficar dourando nem colocando a droga como o pior bicho do mundo. Têm de ser pensadas medidas para quem está usando e para quem ainda não usou – diz Souza.

O desafio, segundo Souza, é formar jovens preparados para entender que as frustrações são passageiras.

– Para o jovem, fazer o que seu colega está fazendo é muito importante. Porém, precisa saber que pode discordar das ideias sem discordar da pessoa. Quando o jovem percebe isso, é mais fácil dizer não às drogas – diz.

O professor da Faculdade de Educação da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) José Vicente Lima Robaina avalia que o cenário reflete a realidade que ultrapassa as portas da escola: a liberdade sem responsabilidade da qual os jovens desfrutam. Robaina acredita que a maioria dos alunos que não consome deve se fortalecer e agir por meio de campanhas, palestras e discussões.

"Adolescente é futuro novo usuário", diz delegado

Após assistir aos vídeos feitos pelo GDI, o diretor de investigações do Departamento Estadual do Narcotráfico (Denarc), delegado Mario Souza, disse que as imagens não deixam dúvida de que ocorre venda de drogas no pátio da escola.

Segundo o policial, o número de alunos fumando é considerável e, aparentemente, o uso se de maconha é feito de formas diferentes: cigarro, cachimbo e narguilé feito com garrafa pet.

– Temos de nos preocupar. As escolas precisam ser blindadas. Os traficantes vão lá porque veem o futuro do seu negócio.O objetivo do traficante é sempre o jovem, por uma questão econômica, considera o delegado. Por isso as escolas precisam de atenção especial.

Desde 2011, a Polícia Civil atua com a Operação Anjos da Lei no combate ao tráfico e consumo de drogas próximo e dentro de escolas. A ação atua na prevenção, com palestras de conscientização, e na repressão, coibindo comercialização. Em seis anos, foram mais de 800 presos. Em 2017, 46 escolas da Capital foram monitoradas, incluindo o Julinho.

Falta de informação

As escolas de Porto Alegre são as únicas do Estado que não têm representante nas Comissões Internas de Prevenção de Acidentes e Violência Escolar (Cipave), que discutem e orientam ações dentro das instituições.

Das 30 coordenadorias regionais de educação no Estado, apenas a 1ª, que representa as escolas da Capital, não participa do Cipave, que começou os trabalhos em julho de 2015 mas nunca conseguiu alinhar ações com educandários da metrópole. Das 2,5 mil escolas do RS, 2,4 mil já aderiram:

– As que faltam são as de Porto Alegre. Não temos dados, informações e nenhum tipo de mapeamento daqui porque as escolas não respondem nem os formulários que enviamos – afirma a coordenadora estadual do Cipave, Luciane Manfro.

Enviado em junho, um questionário sobre casos de tráfico, posse e uso de drogas foi respondido por apenas 38 das 250 escolas estaduais da Capital.

– Nesse universo, foram registrados 42 casos. Mas essa é uma amostra pequena para falar da realidade.

______________DENUNCIE

Telefone — 0800 518 518
Site — pc.rs.gov.br
E-mail — denarc-denuncia@pc.rs.gov.br

______________
CONTRAPONTO


- O que diz a Secretaria Estadual da Educação
Em abril, a direção do Colégio Estadual Júlio de Castilhos, em Porto Alegre, esteve reunida com membros do Ministério Público para denunciar a venda de drogas nas imediações da escola. No mês seguinte, um contato foi feito com o Denarc, que ministrou palestras preventivas aos alunos — outros dois encontros do tipo vão ocorrer na escola ainda este ano. Sempre que é detectado o consumo e/ou venda de drogas no entorno da escola, é feita a comunicação às autoridades policiais.

O atual quadro de funcionários da Escola Estadual Júlio de Castilhos conta com cinco monitores, e todos têm, entre suas atribuições, a função de observar o pátio e demais dependências. A 1ª Coordenadoria Regional de Educação (1ª CRE) estuda a necessidade de aumentar a quantidade de profissionais atuando no estabelecimento.

- O que diz a diretora do Colégio Júlio de Castilhos, Fernanda Gaieski
"A questão dos traficantes é muito folclore." Leia a entrevista completa



POLÍBIO BRAGA - Julinho virou antro de tráfico e consumo de drogas entre alunos

Julinho virou antro de tráfico e consumo de drogas entre alunos:

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A foto é mera ilustração. A denúncia é de ampla reportagem do jornal Zero Hora de hoje, que flagrou, em sete dias, alunos do Colégio Estadual Júlio de Castilhos comprando e fumando maconha em horário de aula no pátio. E não é de hoje. O Julinho, como é chamado o colégio, é o mais tradicional e maior educandário público estadual do RS. Seus alunos costumam colocar-se na liderança de protestos de rua em Porto Alegre. A diretora do Colégio Júlio de Castilhos, Fernanda Gaieski, mesmo diante das provas contundentes da reportagem, desconsiderou as denúncias:

- A questão dos traficantes é muito folclore.

Não é.

CLIQUE AQUI para ler a reportagem diretamente no site de Zero Hora.


Deputado Mandetta (DEM/MS) convoca médicos para se mobilizarem politicam...



Magnífico discurso. Só tem um "pequeno problema" - AGORA É TARDE !

Mensagem ao STF

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Mensagem ao STF:


Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Carlos Henrique Abrão e Laércio Laurelli

Senhores Ministros do Supremo Tribunal Federal: A Nação brasileira em peso pede e clama o fim da impunidade e o combate sem tréguas à metástase da corrupção que enlameia o País e torna a população refém de serviços públicos de terceiro mundo e graves conseqüências para o tecido social e futuras gerações.

Não provoquem retrocesso ou mudem o que de bom já foi feito. O famigerado foro privilegiado e a lentidão do STF levarão a Nação ao colpaso,ao caos e a ingovernabilidade. Ouçam o grito da consciência de cada um para que julguem a todos e com ritmo acelerado, mantendo a prisão depois do julgamento em segundo grau e não soltando a esmo presos de alta periculosidade mediante decisões isoladas, sem levar à mesa para salvaguarda do órgão colegiado.

O Brasil está de olho em vocês, Ministros, e espera que o STF agora avance e mostre ao Brasil que somos uma sociedade civil que ambiciona democracia e quer ver Justiça.

Carlos Henrique Abrão (ativa) e Laércio Laurelli (aposentado) são Desembargadores do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo.

21 de Agosto de 1911: A "Mona Lisa" é roubada do Louvre

21 de Agosto de 1911: A "Mona Lisa" é roubada do Louvre:

Segunda-feira, 21 de Agosto de 1911. Como quase todos os museus fecham às segundas-feiras, também o Louvre estava fechado nesse dia. Somente uns poucos funcionários faziam trabalhos de manutenção nos salões do importante acervo artístico em Paris. Entre eles, o pintor de paredes Vicenzo Peruggia.
Sem testemunhas, o italiano aproxima-se da obra-prima de Leonardo da Vinci. Naquela época, o quadro Mona Lisa, era conhecido apenas por alguns entendidos em arte, tanto que ocupava um lugar discreto no Louvre. Peruggia retira a tela da moldura e deixa o museu sem chamar a atenção. O roubo só se tornaria público no dia seguinte. Os 257 funcionários que estavam de serviço foram interrogados e tiveram as suas impressões analisadas. Ninguém foi acusado.
Dia 26 de Agosto de 1911 a notícia torna-se matéria de primeira página.  O jornal Le Petit Parisien  relata o roubo em duas páginas; Le Matin oferece 5 000 francos aos videntes, numerólogos, cartomantes ou qualquer outra ciência oculta para se encontrar a obra. A Sociedade dos Amigos do Louvre oferece 25 000 francos para quem a encontrasse. Um milionário anónimo oferece o dobro. A revista L’Illustration oferece 50.000 francos para aquele que levar o quadro até à editora.
Semanas depois o museu reabre ao público e uma multidão  corre para ver o espaço vazio do quadro. Alguns deixam  flores como símbolo da perda de um ente querido.
A busca decorre até ao mês de Setembro quando um juiz manda prender o escritor Guillaume Apollinaire, que havia declarado que gostaria de ”queimar o Louvre”. Gery-Pieret, amigo e antigo secretário particular de Appolinaire, ladrão confesso de três estatuetas ibéricas e máscaras fenícias do museu,  declara ao Paris-Journal que foi ele quem furtou a Mona Lisa e que somente a devolveria em troca de 150 000 francos. E para provar que não estava a mentir enviou uma das três estatuetas roubadas para o jornal.
Pablo Picasso também foi interrogado e acusado de cumplicidade pois havia comprado para estudos uma estatueta e uma máscara fenícia a Gery-Pieret. O roubo também foi reivindicado pelo poeta, escritor e dramaturgo italiano Gabriele D’Annunzio, autor de uma peça de teatro intulada La Giocconda. Finalmente, todos são declarados inocentes.
Dois anos depois, a informação de um comerciante de antiguidades levou a Polícia de Florença à província de Como, no norte da Itália. Lá, o decorador Peruggia é encontrado e ao ser detido, confessou o crime e  justificou-o com um motivo incomum: patriotismo.
O pintor queria apenas levar de volta ao seu país um dos maiores tesouros da arte italiana e, assim, vingar-se de Napoleão, que no século anterior teria confiscado a obra. Um engano de Peruggia, condenado a um ano e 15 dias de prisão. Na verdade, o próprio Da Vinci vendera o retrato Mona Lisa ao rei francês Francisco I, em 1516. Reencontrada a pintura, especialistas do Louvre levaram-na à Galleria degli Uffizi, em Florença, para verificar a sua autenticidade. Eles identificaram o retrato como original. Desde então, a Mona Lisa passou a estar bem vigiada. Com o seu "sequestro", que quase provocou uma crise cultural na Europa,a  Mona Lisa tornou-se famosa em todo o mundo. Numerosos entendidos passaram a discutir cada detalhe da pintura. Seria ela Isabella Gualanda, uma cortesã do Vaticano, ou realmente a esposa do mercador florentino Francesco del Giocondo, motivo pelo qual o quadro também é conhecido como La Gioconda?
Outros afirmaram tratar-se, na verdade, de um auto retrato de Da Vinci,em 1914 um estudioso francês defendeu a opinião de que Mona Lisa não deveria ser vista como uma florentina histórica, mas como uma representação artística idealizada, sem necessidade de identificação da pessoa.
Fontes:

www.dw
wikipedia (Imagens)

Ficheiro:Mona Lisa, by Leonardo da Vinci, from C2RMF retouched.jpg
"Mona Lisa"- Leonardo Da Vinci


Ficheiro:Mona Lisa stolen-1911.jpg
Foto da parede do Louvre onde se encontrava o quadro em 1911, pouco após ter sido roubado
Ficheiro:Vincenzo peruggia.jpg




Vicenzo Peruggia, o autor do roubo


domingo, 20 de agosto de 2017

Abaixo-assinado pelo impeachment de Gilmar Mendes ultrapassa 700 mil assinaturas

Abaixo-assinado pelo impeachment de Gilmar Mendes ultrapassa 700 mil assinaturas:



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Imagem: Reprodução
Um abaixo-assinado que pede o impeachment do ministro Gilmar Mendes tomou fôlego após o ministro conceder 2 habeas corpus, em 24 horas, a um amigo de sua família. Em pouco mais de um dia, o abaixo-assinado recebeu cerca de 40.000 novas assinaturas e o número continua crescendo. O abaixo-assinado pode ser acessado neste link.
Mais informações »


Buddy Rich - Gene Krupa - Sammy Davis Jr.: The legendary DRUM BATTLE

US comedian Jerry Lewis 'dies aged 91'

US comedian Jerry Lewis 'dies aged 91':



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Entertainer Jerry Lewis, one of Hollywood's most successful comedians, has died aged 91, US media report


AMERICAN THINKER - SE OS NAZISTAS E A KU KUX KLAN SÃO A BASE DE TRUMP, COMO ELE VENCEU A ELEIÇÃO??


August 20, 2017
If Nazis and KKK are Trump's base, how did he win the election?
By Brian C. Joondeph
If Nazis and KKK are Trump's base, how did he win the election?: Data on the marginal groups formenting violence are staggeringly small and loaded with remnants of the left. It doesn't stop the left from trying to paint all supporters of President Trump as members.Big media is in a feeding frenzy this week over Charlottesville and President Trump. So much so that they seem to have forgotten about Russian collusion and North Korea threatening to nuke America. No surprise as most media talking heads have the attention span of a puppy, and an I.Q. to match.

They are trying to tie Trump to Nazis, the KKK and white supremacists, saying these groups are Trump’s base. The Hill’s headline, “Trump must throw neo-Nazis and KKK out of his base.” Within their article, they begrudgingly acknowledge, “Most Trump supporters are not racist.” How sporting of them to say that. Does that mean that 49 percent of Trump voters are racists with views in line with Nazis and the KKK?

CNN contributor, presidential historian, and left-wing Democrat Douglas Brinkley supplies an actual number, saying “10 to 15 percent of Trump’s base are KKK white nationalists and alt-right racists.” Really? Given that Trump received about 63 million votes, that would mean close to 10 million are KKK members or racists.

The broader implication is that those of us who voted for Donald Trump and still support him are all racists. Not in the abstract, either. A friend of over 40 years who despises Donald Trump called me “a white racist” over my continued support of the president. As if calling me names will make me change my mind.

So how big is this racist Trump base? The far-left Southern Poverty Law Center estimates between 5,000 and 8,000 KKK members in the U.S. All of 0.003 percent of the population. For comparison, Evan McMullin received 700,000 presidential votes in 2016. The KKK couldn’t even affect McMullin’s vote tally in any meaningful way.

The KKK as a voting bloc might influence a mayoral election in a small town but in the presidential election, they are far less than a rounding error. Far more dead persons vote than do KKK members.

What about Nazis? Hard to track but estimates are a few thousand. Likely in the same range of the KKK.

The left-wing Southern Poverty Law Center identifies 917 hate groups in the US. But to be taken with a grain of salt as this self-denoted arbiter of hate that identifies “White Lives Matter” as a hate group but not “Black Lives Matter.” I suppose hate is in the eye of the beholder and that a chant of "Pigs in a blanket, fry 'em like bacon" by Black Lives Matter represents cooking instructions rather than hate toward police.

Let’s be generous and say there are a few hundred thousand various Nazi, KKK or white supremacists in America. Quite the voting bloc. By comparison, 16 million Americans believe Elvis Presley is alive. Now that’s a voting bloc that any presidential candidate would want in their camp.

And a few hundred thousand, assuming they voted for Trump and not Clinton, influenced an election where 130 million votes were cast? Did they all vote for Trump? What about Clinton? A KKK Grand Dragon endorsed Clinton for president. Never mind Trump-Russian collusion. What about Clinton-KKK collusion?

Instead the media and the Democrats should be concerned that one of their own is part of this supposed Trump base. Jason Kessler, organizer of the Charlottesville white supremacist rally is rumored to be a former Occupy Wall Street hooligan and an Obama supporter. Or that baseball shooter James Hodgkinson was a Bernie Sanders supporter and left-wing activist.

It’s the hard-core Democrat base that seems to be behind most of the recent violence, not Trump supporters. But the media wants to paint all Trump voters as Nazi-KKK-supremacists to try to delegitimize his presidency and agenda. With the willing assistance of Republican dupes like Mitt Romney, John McCain and Marco Rubio. Never missing a chance to dump on Trump, going so far as to embrace the Antifa thugs. No wonder the White House eluded all three of them.

"Turismofobia" avança em cidades europeias

"Turismofobia" avança em cidades europeias:

Ataques terroristas como o ocorrido em Barcelona, na Espanha, na última quinta-feira (17), quando uma van branca invadiu Las Ramblas, deixando 13 mortos e mais de 130 feridos, costumam afugentar os turistas. O atentado no famoso calçãdão da cidade catalã aconteceu no auge do verão europeu, quando o continente, em especial os balneários mediterrâneos, estão apinhados de visitantes estrangeiros. Antes mesmo do último ataque terrorista, porém, Barcelona já vinha se tornando cada vez mais hostil aos turistas. Trata-se de um fenômeno que tem sido chamado de “turismofobia”, uma aversão aos viajantes, eleitos como os culpados por muitos dos problemas da cidade. A onda turismofóbica avança também sobre outros destinos europeus, como Veneza, na Itália.

Praça lotada em Veneza para a chegada do carnaval: por ano, a cidade italiana perde mil moradores (Foto: AP)
Praça lotada em Veneza para a chegada do carnaval: por ano, a cidade italiana perde mil moradores (Foto: AP)


Nos últimos meses, muros barceloneses apareceram pichados com inscrições como “Todos os turistas são desgraçados” e “Turistas, voltem para casa” – escritas sempre em inglês para que não restem dúvidas sobre quem são os alvos dos protestos. Neste ano, sete hotéis em Barcelona foram atacados por grupos antituristas que quebraram vidraças e assustaram os visitantes. Na última semana, houve manifestações do movimento “La Barceloneta Diu Prou” (Barceloneta diz basta, na tradução do catalão) no tradicional bairro popular da cidade, que vem sendo invadido por legiões crescentes de turistas nos últimos anos. Pesquisa realizada pela prefeitura de Barcelona em junho mostrou que, para os habitantes da cidade, o turismo se transformou no pior problema da cidade, à frente do desemprego. Os movimentos antiturismo crescem em outras cidades espanholas, como Madri, e balneários como Ibiza e Palma, no Mar Mediterrâneo.

No início do mês, após um ataque a um hotel barcelonês, o primeiro-ministro espanhol, Mariano Rajoy, disse que os movimentos que se opõem aos visitantes estrangeiros são “um disparate” e “não fazem sentido”. “Nunca pensei que tivesse de defender o setor turístico espanhol. É algo verdadeiramente inédito”, disse. O turismo é a principal atividade econômica do país: representa 11% do Produto Interno Bruto (PIB) e emprega 2,5 milhões de pessoas, o equivalente a 13% do mercado de trabalho. No primeiro semestre, a Espanha recebeu 36,6 milhões de turistas, um aumento de 11% em relação a 2016. A Catalunha, região da Espanha onde se localiza Barcelona, foi destino escolhido por 23% dos turistas.

Las Ramblas, o calçadão onde ocorreu o atentado terrorista, é um dos locais mais visitados da cidade. Num dia útil, o passeio recebe 287 mil pessoas. Nos fins de semana ou feriados, são 350 mil. Estima-se, porém, que apenas mil pessoas dessa multidão de transeuntes sejam moradores. O sentimento de que a cidade foi sequestrada pelos estrangeiros e serve apenas a eles é um dos combustíveis da intolerância com turistas. Há, ainda, fatores econômicos: o fluxo caudaloso de turistas eleva os preços dos serviços e dos aluguéis – e são os moradores que acabam pagando essa conta, mesmo depois do fim da temporada. Em Barcelona, alugar um apartamento para um turista pode ser quatro vezes mais rentável do que assinar contrato com um inquilino que reside na cidade. “O modelo de turismo atual expulsa os moradores de seus bairros e prejudica o meio ambiente”, disse, à “BBC”, um militante do Arran Països Catalans, grupo separatista catalão que organizou ataques a hotéis em Barcelona.

Em julho, mais de duas mil pessoas marcharam em Veneza contra os turistas. Os manifestantes reclamavam da inflação do aluguel e do impacto ambiental causado pelos navios cruzeiros que aportam na cidade. “Eu não vou embora!”, gritavam. Veneza recebe mais de 20 milhões de habitantes por ano, mas apenas 55 mil pessoas moram lá – número que vem diminuindo nas últimas décadas. Estima-se que mil venezianos deixem a cidade a cada ano, expulsos pelos aluguéis cada vez mais caros. Se o população continuar a cair, é provável que Veneza não consiga mais suportar o volume de turistas a que está acostumada.


Em Dubrovnik, no litoral da Croácia, o prefeito mandou instalar câmeras para monitorar quantas pessoas chegam à ilha em navios cruzeiros. O objetivo é impedir a entrada de mais gente do que a cidade é capaz de comportar. Em Hvar, ilha croata que despontou como um dos destinos favoritos dos britânicos, as autoridades querem multar em até € 700 turistas que exagerarem na bebida e se comportarem de modo indecente ou grosseiro em público. As reclamações da falta de educação e civilidade dos visitantes estrangeiros são constantes em todos os lugares onde cresce a turismofobia.

A Organização Mundial de Turismo (OMT), órgão das Nações Unidas (ONU), demonstrou preocupação com a crescente intolerância com turistas e pediu que os governos trabalhem para que o setor se desenvolva de modo sustentável. “Assegurar que o turismo seja uma experiência enriquecedora, tanto para visitantes quanto para moradores, exige políticas e práticas de turismo sustentáveis e o engajamento de governos e administrações locais, empresas privadas, comunidades e dos próprios turistas”, disse Taleb Rifai, secretário-geral da OMT ao jornal britânico “The Guardian”. Rifai afirmou, ainda, que o turismo pode ser um aliado na conservação e preservação de comunidades.

Embora haja problemas sociais e ambientais sérios causados pelo turismo irresponsável, a intolerância não é solução. A queda do número de visitantes pode prejudicar a economia de países como a Espanha e a Itália e causar ainda mais problemas a suas populações, como o desemprego. A turismofobia não contribui para melhorar em nada a situação – pode, aliás, piorar ainda mais as coisas.

Gilmar Mendes ordena a soltura de 4 presos na Operação Ponto Final, xinga procuradores e diz que não se curva ao 'clamor popular'

Gilmar Mendes ordena a soltura de 4 presos na Operação Ponto Final, xinga procuradores e diz que não se curva ao 'clamor popular':

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Imagem: Produção Ilustrativa / Política na Rede
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes usou quatro decisões assinadas por ele neste sábado para atacar o Ministério Público Federal (MPF), instituição com a qual está em rota de colisão. Gilmar concedeu habeas corpus a mais quatro suspeitos de participar de um esquema de pagamento de propina a políticos por empresas de ônibus no Rio, desvelado pela Operação Ponto Final, da mesma maneira que fez com o empresário Jacob Barata Filho e o ex-presidente da Federação das Empresas de Transportes de Passageiros do Estado do Rio (Fetranspor) Lélis Teixeira. Nas quatro novas decisões, Gilmar chama os procuradores de "trêfegos (ardilosos) e barulhentos".
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Na Bahia, Lula diz que o Brasil 'é uma mer**' e causa polêmica

Na Bahia, Lula diz que o Brasil 'é uma mer**' e causa polêmica:

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Imagem: Produção Ilustrativa / Correio do Poder
O ex-presidente Lula, em plena campanha eleitoral antecipada, causou polêmica hoje ao dizer que o Brasil "é uma mer**". Críticos do petista lembraram que nem o ex-presidente nem seu partido assumem a responsabilidade por terem levado o país à situação atual. 
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sábado, 19 de agosto de 2017

'País não nasceu para ser a merda que é', diz VAGABUNDO PETISTA Lula na Bahia


'País não nasceu para ser a merda que é', diz Lula na Bahia: O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) descreveu, na manhã deste sábado (19), na Bahia, um cenário nebuloso para o país.
Leia mais (08/19/2017 - 15h03)

Gilmar Mendes manda soltar mais quatro presos da operação Ponto Final

Gilmar Mendes manda soltar mais quatro presos da operação Ponto Final:

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Imagem: Reprodução / Redes Sociais
O ministro Gilmar Mendes decidiu neste sábado (19) estender para outros quatro presos na Operação Ponto Final o habeas corpus concedido ao empresário Jacob Barata Filho e ao ex-presidente da Federação das Empresas de Transportes de Passageiros do Estado do RJ (Fetranspor) Lélis Teixeira 
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Mc Carol - Liga Pra Samu (Audio)




VÍDEO - Em Natal-RN VAGABUNDO PETISTA Lula recebe vaias e é impedido de almoçar



Publicado em 18 de ago de 2017

Recepção a Lula em Natal RN. Shopping Mydway 
hoje 17/08/2017, Lula foi expulso do restaurante 
Camaroes no shopping em Natal. Emocionante

BISPO ARNALDO FAZ PROPOSTA PARA CLÉO PIRES

NÃO É JOSELITO MULLER - GOVERNO VAGABUNDO DO DISTRITO FEDERAL QUER "ANESTESISTAS VOLUNTÁRIOS"

Sexta, 18 Agosto 2017

Saúde precisa de anestesistas voluntários



Ailane Silva, da Agência SaúdeSaúde precisa de anestesistas voluntários
Arte: Danielle Freire
Reforço de profissionais nas unidades é fundamental para fortalecer serviços

BRASÍLIA (18/8/17) – Os anestesiologistas são indispensáveis para a realização de diversas atividades essenciais nas unidades de saúde. E hoje, há grande carência de profissionais dessa especialidade. Assim, para fortalecer o serviço, a Secretaria de Saúde abriu vagas para que formados na área contribuam atuando pelo Programa de Voluntariado Profissional.

"A parceria que a Secretaria de Saúde tem estabelecido com os profissionais para atuação voluntária das mais diversas áreas tem sido fundamental para o fortalecimento dos serviços e das equipes", disse o gerente de Voluntariado da Secretaria de Saúde, Cristian da Cruz.

O voluntário, que atua sob supervisão de um servidor da pasta, poderá atuar pelo prazo de um ano, com a possibilidade de renovação por igual período. A exigência é que cada participante contribua com, no mínimo, duas horas de trabalho por semana. Ao final de 12 meses, os integrantes do programa receberão um certificado de prestação de serviço voluntário.

"Apesar de o voluntário executar diversas tarefas, a Portaria 261 de 2016 proíbe compor escalas apenas com voluntários. Eles atuam em conjunto com os demais profissionais, num fortalecimento para a equipe e não substituição", explicou Cruz.

Atualmente, 385 profissionais atuam na rede pública de saúde, principalmente, em hospitais e Unidades de Pronto Atendimento. "Temos predominância da categoria de enfermagem, mas temos profissionais de quase todas as áreas como nutricionista, medicina, psicólogos, assistentes sociais, fisioterapeutas, biólogos, bioquímicos, técnicos de radiologia e laboratório, entre outros", listou o gerente.

Como se cadastrar? Os interessados em participar da ação podem se cadastrar pelo Portal do Voluntariado ou se dirigir diretamente com os documentos abaixo na Coordenação de Voluntariado no hospital onde deseja atuar.

Dúvidas podem ser sanadas diretamente com a gerência responsável pelo programa, por meio do WhatsApp, no telefone 99145-6114, ou pelo e-mail profissionalvoluntarionasaude@gmail.com.

Confira quais são os documentos necessários:

- Carteira de Identidade

- Comprovante de Situação Cadastral do CPF (retirar no site da Receita Federal)

- Comprovante de Residência (tem que estar no nome do candidato)

- Comprovante de Conclusão de Curso ou Declaração

- Registro de classe

- Certidão Negativa do Conselho de Classe

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- Certidão Criminal Negativa emitida pelo Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJDFT)

- Certidão Criminal Negativa Federal pelo Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF 1)

- Caso seja morador do Entorno ou tenha chegado recentemente em Brasília para residir, é necessário certidão criminal negativa do estado de origem.

- Caso seja servidor, declaração de inatividade na Secretaria de Saúde.


De Beethoven a Mozart: 46 mil músicas clássicas e 400 mil partituras para download gratuito


De Beethoven a Mozart: 46 mil músicas clássicas e 400 mil partituras para download gratuito:

POR JÉSSICA CHIARELI REVISTA BULA
A International Music Score Library Project reconta a história da música clássica em mais de 400 mil partituras e 46 mil músicas clássicas disponibilizadas para download gratuito. Os arquivos estão sendo compilados desde 2006, e reúnem obras de mais de 445 musicistas e 15 mil compositores, com destaque para Beethoven, Bach e Mozart.
Apenas de Mozart são 115 sinfonias disponíveis. A composição mais conhecida do prodígio da música erudita, “Eine kleine Nachtmusik” (1787) — conhecida numericamente como K.525 —, tem sua própria página, na qual é possível encontrar 29 partituras e 28 arranjos. A composição foi divulgada apenas após a morte do artista, em 1827, e rapidamente se tornou a obra mais difundida de Mozart em todo o mundo.
Para acessar as canções basta entrar no site da biblioteca digital e definir a busca no menu principal. Se preferir buscar pelo nome do arranjo ou compositor, é necessário escrevê-lo na janela localizada no canto superior direito. É possível ouvir as composições online selecionando-as e, em seguida, clicando na opção “play”.
Já para realizar o download em formato mp3, é preciso clicar na seta apontada para baixo, aceitar o termo de responsabilidade e selecionar novamente a seta na página que se abrirá automaticamente.

Os 10 melhores filmes de horror de todos os tempos, segundo o Rotten Tomatoes


POR HELENA OLIVEIRA
Os 10 melhores filmes de horror de todos os tempos, segundo o Rotten Tomatoes:

Horror costuma ser um dos gêneros cinematográficos mais difíceis de ser produzidos, já que os diretores precisam se esforçar para surpreender o público sem cair em grandes clichês. A Bula decidiu relembrar as grandes produções do horror já realizadas na história da Sétima Arte, e reuniu em uma lista os dez melhores filmes. O critério de seleção foi a avaliação concedida pelo Rotten Tomatoes, um dos maiores e mais respeitados sites especializados em cinema. Embora a lista reúna grandes clássicos como “O Gabinete do Doutor Caligari” (1920), de Robert Wiene, que ocupa a segunda colocação; e “Psicose” (1960), de Alfred Hitchcock, na terceira posição; o primeiro lugar do ranking surpreendentemente é ocupado por um filme recente: “Corra” (2017), de Jordan Peele.

Whisky: la feliz historia del 'agua de la vida'

Whisky: la feliz historia del 'agua de la vida':

Criticar la cocina británica ha sido un lugar común, pero a nadie se le ha ocurrido dudar del gusto de los británicos por la buena bebida. Ya en el siglo VIII, el inglés san Bonifacio censura la querencia al licor de tantos insulares, placer o vicio en el que no incurrían "ni francos ni lombardos, ni romanos o griegos". De esa inclinación británica, sin embargo, se iban a favorecer, con el tiempo, gourmets de todas las latitudes. De no haber mediado el Imperio, en efecto, el burdeos y el oporto, el madeira y el jerez no serían lo que hoy son. Y, a buen seguro, tampoco hubiesen conocido repercusión mundial sus dos bebidas nacionales: la ginebra inglesa y el whisky escocés.

Con cientos de millones de cajas vendidas cada año, bien puede pensarse que –como afirma un tratadista en la materia– la del whisky ha sido "una historia feliz". La propia versatilidad de este destilado parece asegurar la continuidad de su triunfo: si el whisky tiene sus acérrimos, existen todo tipo de combinaciones para escandalizar a los puristas. No está mal para una bebida que es, teóricamente, algo muy simple: alcohol destilado de grano de cereal fermentado y luego añejado en barriles de madera. En otras palabras, cerveza destilada.

¿Origen egipcio o gaélico?

Si la mera palabra "whisky" nos lleva a Escocia no es sólo porque, como dice el escritor Kevin R. Kosar, "parece que los escoceses lo hicieron antes que nadie". Es porque allí esa sencilla cerveza destilada se enriqueció con todos los elementos –la tierra, el agua, el fuego, el aire– hasta conseguir una bebida que puede llegar, dentro de la excelencia, a la más sofisticada complejidad.

Existen interminables teorías sobre los orígenes del whisky. Hay quien lo atribuye a los egipcios, al fin y al cabo sabios en el arte de la cerveza. Otros hablan más bien de las alquitaras griegas: nos consta que en tiempos de Aristóteles ya se elaboraba aguardiente. Y, de Ramon Llull a Arnau de Vilanova, sabios y alquimistas medievales tal vez lo importaran del mundo árabe. En todo caso, antes de 1500, cualquier evidencia histórica es "escasa y terriblemente confusa", y además resulta harto dudoso que aquel whisky primigenio se pareciera al de nuestros días. En el siglo XV, se documenta por primera vez el uisce beatha, expresión gaélica alusiva al "agua de la vida", pero ignoramos si con ella se hacía referencia al brandy o al "licor" genérico. Bebida hasta entonces de monjes, boticarios y gentes del campo, la primera referencia al whiskey (sic) tal y como lo conocemos en nuestros días proviene de una revista irlandesa de mediados del siglo XVIII.

Su importancia económica fue siempre de peso: tanto, que el poder real lo otorgó en monopolio al gremio de barberos-cirujanos de Edimburgo en 1506
Nada de eso quiere decir que no se destilara desde mucho antes en tierras escocesas, al menos desde fechas cercanas a 1400. Y aun cuando ese whisky distara del que hoy conocemos, su importancia económica fue siempre de peso: tanto, que el poder real lo otorgó en monopolio al gremio de barberos-cirujanos de Edimburgo en 1506, con lo que también se inauguraba una tradición, destinada a durar, de conferir a este destilado poderes curativos. Con el tiempo, sin embargo, la producción se iba a ver severamente controlada: en tiempos de hambre, emplear el grano para destilar y no para comer fue un lujo que llevó la crianza del whisky a manos de los nobles.

Nada de eso impidió el afecto de los escoceses a su bebida, desde que eran –como refiere un viajero– "niños sin dientes" hasta que se convertían en "ancianos sin dientes". El mayor afecto al whisky, con todo, lo mostró siempre el fisco: en 1644, la producción y crianza del "agua de la vida" se vio gravada con impuestos, y la unión política de Escocia e Inglaterra en el Reino Unido propició que "cada vez que Inglaterra emprendía una guerra" buscara dinero en esta bebida. Y no sólo en el propio whisky, ya que también tributaban el cereal, los alambiques, etcétera. Finalmente, en 1781 se prohibió la destilación privada. Y aun cuando en 1816 se rectificara y se levantaran sus cargas fiscales, el consumo y la producción ilegales se vieron fuertemente penados. Pensemos que no fue hasta el año 1983 cuando dejó de haber un funcionario del Estado británico en las destilerías para controlar la producción.

Todos estos impedimentos tuvieron un efecto contradictorio: el ingenio de los escoceses fue fértil a la hora de ocultar alambiques y barriles, y ni el más suspicaz de los emisarios del Estado podía imaginar que unas barricas con la leyenda "desinfectante para ovejas" contuvieran, precisamente, whisky. La prohibición, además, no hizo sino aumentar el contrabando: cuando, en 1822, Jorge IV llegó a una Escocia que llevaba siglos sin recibir visita real, el whisky con el que brindó, por pura ironía, era ilegal.

La bebida del caballero

Fue a partir de entonces cuando la historia del whisky comenzó de verdad a ser "feliz". La bebida escocesa adquirió un predicamento que contrasta con la mala fama de la ginebra, responsable de todo tipo de tumultos y desórdenes cometidos por las clases populares en la Inglaterra del siglo XVIII. En cambio, el whisky se benefició del apoyo de la Corona. El citado Jorge IV y, ante todo, la reina Victoria, pusieron de moda Escocia como destino vacacional. El romanticismo de la época se extasiaba con las fantasías medievalizantes de Walter Scott, la realeza se confeccionó sus propios tartans, Victoria tuvo Balmoral como una de sus residencias favoritas y, en lo que al whisky concierne, siempre se ocupó de llevar una botella consigo en sus desplazamientos. Sí, curiosamente, la misma reina que tanto apoyó las "ligas de la templanza" para prevenir el alcoholismo, no dudó en otorgar la distinción de "proveedor real" a la destilería de Lochnagar.

A partir de ahí, el Imperio británico, que tanto tuvo de capitalismo escocés, llevaría el whisky a los cinco continentes con los barcos de la Armada. Y, en el último tramo del siglo XIX, la plaga de la filoxera, que hundió el mercado del brandy, todavía ofreció una espléndida oportunidad para el crecimiento de su rival. Cuando por fin llegó el siglo XX, el whisky ya se había convertido en la bebida elegante para el gentleman, con el extra saludable de "no afectar ni a la cabeza ni al hígado", según la publicidad de la época. La afición a la bebida de Eduardo VII –rey y dandy– iba a contribuir a dar más prestigio al destilado: cuando él comenzó a beberlo con agua, muchos de sus súbditos imitaron esta costumbre chic.

"Un brindis a la civilización, un tributo a la continuidad de la cultura y un manifiesto de la determinación humana para disfrutar en plenitud de sus sentidos."
Siempre capaz de reinventarse, el scotch sobrevivió a las guerras mundiales –en 1943 no se destiló ni una gota– y supo ir ganando nuevos espacios, con las distintas cremas de whisky, por ejemplo, o con la introducción del malta frente al dominio del blended a partir de las décadas de 1970 y 1980. Esa bebida que, según el sabio James Boswell, "hace felices a los escoceses", puede pagarse hoy, en las subastas, a cientos de miles de euros la botella. Highland o Lowland, Speyside, Islay o Campbeltown, whiskies más salados o más minerales, con tonos dorados o con reflejos de caoba, la sed del mundo puede escoger hoy su destilado en mil versiones. Todas ellas coinciden, sin embargo, en ser, como apunta el historiador David Daiches, un brindis a la civilización, un tributo a la continuidad de la cultura y un manifiesto de la determinación humana para disfrutar en plenitud de sus sentidos.

La verdadera historia de William Wallace
Anexos originais: