"O maior inimigo da autoridade é o desprezo e a maneira mais segura de solapá-la é o riso." (Hannah Arendt 1906-1975)

sexta-feira, 11 de agosto de 2017

O “PITI” DO SENADOR


         O Senado da República foi criado em 1824, quando o Brasil ainda vivia num regime imperialista. Desde então, nestes quase 200 anos de vida, aquela casa já abrigou um sem número de pessoas ilustres, senadores que, contribuindo com debates altamente cultos e respeitosos, possibilitaram a construção de um legado de fidalguia e muita competência.
         É fato que o nosso Senado também contou com integrantes que, sem possuir nenhuma dignidade, não souberam honrar as tradições do importante órgão.
         Como, por exemplo, o acontecido nesta semana (08/08), em episódio que manchou indelevelmente a história daquela casa, maculando não só o decoro da longeva instituição, como também prestando um péssimo exemplo para uma verdadeira democracia.
         Foi quando o senador Lindbergh Farias, eleito pelo PT/RJ, um parlamentar useiro e vezeiro em desonrar as tradições do Senado Federal, que “deu um piti” no Conselho de Ética, quando se examinava uma denúncia contra a senadora Gleise Hoffmann e outras colegas.
          Através de um descontrole emocional absoluto, o referido senador “barraqueiro” perdeu todos os resquícios de civilidade e, extrapolando os limites da tolerância, passou – aos gritos – a interromper seus pares e desrespeitar o Presidente do Conselho.
         O “chilique histérico” foi tão grave que necessitava de um exame especializado para detectar possíveis estimulantes químicos que ajudaram a inflamar o parlamentar a ganhar tamanho descontrole.
         Pois, uma pessoa sã, e em perfeito juízo, jamais teria tal comportamento. Ainda mais ocupando um cargo da importância de um membro do Senado Federal.
         As imagens produzidas pela TV SENADO são impressionantes.
         Com a palavra os especialistas em psiquiatria.

         Marcelo Aiquel – advogado (10/08/2017)

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