"O maior inimigo da autoridade é o desprezo e a maneira mais segura de solapá-la é o riso." (Hannah Arendt 1906-1975)

sábado, 30 de setembro de 2017

E COM ESSE CARA QUE ESCREVEU ISSO AÍ ?? O QUE DEVE SER FEITO ??

"Moralista", tradicionalmente, é uma sociedade, ou a parte de uma sociedade que costuma se apegar de forma ferrenha a determinados valores. No Brasil, nós não temos este "problema". Ninguém no Brasil pode, rigorosamente, ser acusado de ser "moralista" porque a Moral do país desapareceu - qualquer vestígio, a mínima evidência de algum valor moral, torna a pessoa um "moralista". É o caso daqueles que ousarem discordar do que escreveu este verdadeiro IMBECIL aí embaixo. 

Julio Gomes Filho

Multimedia journalist, content producer
São Paulo, São Paulo, Brasil
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Formação acadêmica
  1. Universidad Europea de Madrid




1987 - PUBLICADO NOS ESTADOS UNIDOS O "MANIFESTO GAY"



sábado, 5 de dezembro de 2009

“Gay Revolucionário” – de Michael Swift


Michael Swift é o pseudônimo de um americano até hoje desconhecido. O artigo abaixo foi publicado em 15/01/1987 na revista Gay Community News. Este artigo é relevante porque indica a presença (muito negada ou bem disfarçada) de uma ala revolucionária no movimento gay. Uma ala não necessariamente significante em termos de quantidade de pessoas, mas essencialmente importante no impacto e difusão de suas idéias para o restante da população homossexual.

Enquanto uma parcela dos militantes deste movimento busca chamar atenção da população e autoridades para pôr fim às violências contra pessoas homossexuais, outra parcela se aproveita disto como oportunidade para ir além e “se impor” perante a sociedade. E é justamente esta parcela do movimento gay que pode ser vista como revolucionária.

Ser revolucionário não é apenas possuir uma idéia diferente de sociedade. Tal como escreve o filósofo Olavo de Carvalho, a mentalidade revolucionária consiste em um “estado de espírito, permanente ou transitório, no qual um indivíduo ou grupo se crê habilitado a remoldar o conjunto da sociedade – senão a natureza humana em geral – por meio da ação política; e acredita que, como agente ou portador de um futuro melhor, está acima de todo julgamento pela humanidade presente ou passada, só tendo satisfações a prestar ao tribunal da História. [...] Habilitado a acusar e condenar todas as leis, instituições, crenças, valores, costumes, ações e obras de todas as épocas sem poder ser por sua vez julgado por nenhuma delas, ele está tão acima da humanidade histórica que não é inexato chamá-lo de Super-Homem”.

Cabe ressaltar que a legitimidade do artigo abaixo foi bastante questionada: muitos acusaram a “direita cristã” de forjar tal documento, já que ela o divulgou amplamente a fim de mostrar a “periculosidade” do movimento gay. É óbvio que um único artigo não pode ser tomado como prova definitiva de um fato; um conjunto de evidências, porém, pode tornar este fato mais verossímil. E estamos aqui dispostos a apresentar uma série de evidências a fim de revelar que uma agenda política vem sendo construída por revolucionários homossexuais que, ao invés de beneficiar a população gay, busca impor sobre a sociedade o pior que se pode esperar da esquerda.

O Gay Revolucionário

Iremos sodomizar seus filhos, emblemas de sua frágil masculinidade, de seus sonhos superficiais e mentiras vulgares. Vamos seduzi-los em suas escolas, nos seus dormitórios, nos seus ginásios esportivos, nos seus vestiários, nas suas quadras de esportes, nos seus seminários, nos seus grupos de jovens, nos banheiros dos seus cinemas, nas casernas das Forças Armadas, nas paradas de caminhoneiros, em todos os clubes masculinos, nas suas Câmaras do Congresso, onde quer que haja homens juntos com homens. Seus filhos se tornarão nossos subordinados e farão o que mandarmos. Eles serão recriados à nossa imagem. Eles irão nos desejar e nos adorar.

Mulheres, vocês choram por liberdade. Vocês dizem que não estão mais satisfeitas com os homens; eles as fazem infelizes. Nós, conhecedores da face masculina, da psique masculina, tiraremos seus homens de vocês. Nós os divertiremos, os instruiremos; nós os abraçaremos quando chorarem. Mulheres, vocês dizem que preferem viver com outras mulheres a viver com homens. Então vão e fiquem com suas mulheres. Nós iremos dar aos seus homens prazeres que eles nunca conheceram porque em primeiro lugar nós também somos homens, e apenas um homem sabe como verdadeiramente dar prazer a outro homem; apenas um homem pode entender o íntimo e o sentimento, a mente e a alma de outro homem.

Todas as leis que proíbem a atividade homossexual serão revogadas. No lugar delas, legislações serão aprovadas e darão lugar ao amor entre homens.

Todos os homossexuais devem se manter unidos como irmãos; nós devemos nos manter unidos artisticamente, filosoficamente, socialmente, politicamente e financeiramente. Nós iremos triunfar apenas quando tivermos uma face comum diante do inimigo vicioso heterossexual.

Se você se atrever a gritar viado, bicha, boiola para nós, nós iremos esfaqueá-los nos seus corações covardes e corrompê-lo-emos mesmos mortos, seus corpos franzinos.

Vamos escrever poemas de amor entre homens, encenaremos peças em que um homem abertamente acaricia outro homem, vamos fazer filmes sobre o amor entre homens heróicos, os quais substituirão a ordinária, superficial, sentimental, insípida, juvenil, a paixão heterossexual que hoje domina as suas telas de cinema. Iremos esculpir estátuas de belos meninos, de vigorosos atletas que serão posicionadas nos seus parques, nas suas praças e quarteirões. Os museus do mundo estarão cheios de pinturas graciosas de jovens nus.

Nossos escritores e artistas transformarão o amor entre homens em algo de bom gosto e em moda obrigatória, e nós teremos sucesso porque somos peritos em definir estilos. Nós eliminaremos os vínculos heterossexuais através do uso de dispositivos de humor e da ridicularização, meios que estamos qualificados em empregá-los.

Vamos desmascarar os poderosos homossexuais que estão mascarados de heterossexuais. Vocês irão se chocar e se assustar quando descobrirem que seus presidentes e seus filhos, seus industriais, seus senadores, seus prefeitos, seus generais, seus atletas, seus astros de Hollywood, suas personalidades de TV, seus líderes cívicos, seus padres não são os seguros, homens de família, burgueses, figuras heterossexuais que você achou que fossem. Nós estamos em todos os lugares; estamos infiltrados nas suas fileiras. Tome cuidado quando falar de homossexuais porque estamos sempre juntos de você; podemos estar sentados na mesma mesa que você; podemos estar dormindo na mesma cama que você.

Não haverá compromissos. Não somos fracos da classe média. Somos altamente inteligentes, aristocratas naturais da raça humana, e como aristocratas duramente dispostos nunca nos satisfazemos com pouco. Quem se opuser a nós será exilado.

Iremos construir vastos exércitos privados, tal como Mishima fez, para derrotá-los. Nós conquistaremos o mundo porque guerreiros inspirados e unidos por amor e honra homossexual são invencíveis como eram os antigos soldados gregos.

A família como terreno de unidade reprodutora de mentiras, traições, mediocridades, hipocrisias e violências será abolida. A unidade familiar, a qual apenas amortece a imaginação e marginaliza o livre arbítrio, deverá ser eliminada. Meninos perfeitos serão concebidos e criados geneticamente em laboratórios. Eles se unirão em uma configuração comum, sob o controle e a educação de sábios homossexuais.

Todas as igrejas que nos condenam serão fechadas. Nossos deuses serão formosos meninos. Nós aderimos a um culto de beleza, moral e estético. Tudo que é feio, vulgar e banal será aniquilado. Já que somos alienados das convenções heterossexuais de classe média, nós somos livres para viver nossas vidas de acordo com o que dita a pura imaginação. Para nós o demais não é suficiente.

A sociedade primorosa a emergir será governada por uma elite composta de poetas gays. Um dos principais requisitos para ocupar uma posição no poder desta nova sociedade de homoerotismo será a indulgência com a paixão grega. Qualquer homem contaminado com a luxúria heterossexual será automaticamente impedido de continuar ocupando um cargo de influência. Todos os homens que insistirem em continuar idioticamente como heterossexuais serão julgados em tribunais de justiça homossexual e se tornarão homens invisíveis.

Nós reescreveremos a história, a história adulterada cheia de mentiras e distorções heterossexuais. Iremos retratar a homossexualidade dos grandes líderes e pensadores que moldaram o mundo. Iremos demonstrar que a homossexualidade, a inteligência e a imaginação estão inextricavelmente ligadas, e a homossexualidade será um requesito para a verdadeira nobreza e beleza de um homem.

Nós seremos vitoriosos porque estamos abastecidos com a amargura feroz dos oprimidos, os quais foram forçados a desempenhar papéis de aparência nessa sua burra e heterossexual mostra ao longo dos tempos. Nós também somos capazes de disparar armas e armar barricadas para a revolução final.

Tremam, seus porcos heterossexuais, quando aparecermos diante de vocês sem nossas máscaras. 

Referências
FORDHAM UNIVERSITY. Michael Swift: “Gay Revolutionary”. Disponível em: http://www.fordham.edu/halsall/pwh/swift1.html . Acesso em: 4/12/2009.

FONTE DO TEXTO - BLOG DO GAYS DE DIREITA

Protesto contra performance no MAM termina em agressão

Protesto contra performance no MAM termina em agressão: Funcionários do museu foram agredidos a socos por manifestantes , hoje, por causa da performance do bailarino Wagner Schwartz


Protesto contra performance no MAM termina em agressão


Protesto contra performance no MAM termina em agressão:

Uma nova manifestação contra a performance do bailarino e coreógrafo Wagner Schwartz na 35ª edição do Panorama da Arte Brasileira, no Museu de Arte Moderna de São Paulo (MAM), terminou em agressão física a funcionários neste sábado, 30. A assessora de imprensa do museu, Roberta Montanari, foi agredida por uma manifestante com um soco e […]

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Protesto contra performance no MAM termina em agressão


Uma nova manifestação contra a performance do bailarino e coreógrafo Wagner Schwartz na 35ª edição do Panorama da Arte Brasileira, no Museu de Arte Moderna de São Paulo (MAM), terminou em agressão física a funcionários neste sábado, 30. A assessora de imprensa do museu, Roberta Montanari, foi agredida por uma manifestante com um soco e xingada de “pedófila”. Outros funcionários foram igualmente agredidos, física e verbalmente, por 20 pessoas que se reuniram em frente à sede do museu para protestar contra a performance de Schwartz.
No dia 26, terça-feira, na abertura do Panorama, tradicional mostra bienal do MAM, Schwartz fez uma performance, La Bête, em que se colocava no lugar de um “bicho” da artista carioca Lygia Clark, que morreu em 1988, para ser manipulado pelo público – o “bicho” da artista, representante do movimento neoconcreto brasileiro, é uma peça de metal que pode ser manipulada pelas pessoas. Uma mulher e a filha de cinco anos se aproximaram do artista e tocaram seu corpo e isso bastou para que o vídeo, exibido fora do contexto por um internauta, detonasse acusações de pedofilia na rede e ameaças à integridade física do curador da mostra, Luiz Camilo Osório.
O diretor do MAM, Felipe Chaimovich, acompanhado do advogado do museu, João Turchi, disse à reportagem que vai prestar queixa na delegacia. “O Icom (International Council of Museums) recomendou a todos os museus do mundo que não tratem suas obras de maneira diferenciada e é essa recomendação que o MAM vai seguir, pois a performance de Wagner Schwarz não é diferente”. A solidariedade que entidades como a Associação Brasileira dos Críticos de Arte (ABCA) e museus prestaram ao MAM prova, segundo Chaimovich, que a má interpretação dessa performance por quem não estava presente à abertura provocou acusações improcedentes.

Cuban Doctors Revolt: “You get tired of being a slave”

Cuban Doctors Revolt: “You get tired of being a slave”: In a rare act of defiance, some 150 Cuban doctors serving in Brazil have sued to work as independent contractors, cutting out the Havana
government.

RIO DE JANEIRO — In a rare act of collective defiance, scores of Cuban doctors working overseas to make money for their families and their country are suing to break ranks with the Cuban government, demanding to be released from what one judge called a “form of slave labor.”

Thousands of Cuban doctors work abroad under contracts with the Cuban authorities. Countries like Brazil pay the island’s Communist government millions of dollars every month to provide the medical services, effectively making the doctors Cuba’s most valuable export.

But the doctors get a small cut of that money, and a growing number of them in Brazil have begun to rebel. In the last year, at least 150 Cuban doctors have filed lawsuits in Brazilian courts to challenge the arrangement, demanding to be treated as independent contractors who earn full salaries, not agents of the Cuban state.

“When you leave Cuba for the first time, you discover many things that you had been blind to,” said Yaili Jiménez Gutierrez, one of the doctors who filed suit. “There comes a time when you get tired of being a slave.”

Cuban artists and athletes have defected during overseas trips for decades, most of them winding up in the United States. But the lawsuits in Brazil represent an unusual rebellion that takes aim at one of Cuba’s signature efforts. Sending doctors overseas is not only a way for Cuba to earn much-needed income, but it also helps promote the nation’s image as a medical powerhouse that routinely comes to the world’s aid.

RECENT COMMENTS

bcer 1 hour ago

Obviously many of the commenters on this article may be republicans as a common theme is: I do not believe that medical care is a right. I...
Maria 14 hours ago

I'm Brazilian and also I'm a medical student in Brazil. The thing about these doctors is that they aren't even supposed to be here, it's...
David Connor 15 hours ago

Appreciate the article. Also, appreciate hearing from this point of view.The term “slave labor” here strikes me as deeply wrong. And this is...


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The legal challenges are all the more important because the doctors have lost a common backup plan: going to the United States. The American government, which has long tried to undermine Cuba’s leaders, established a program in 2006 to welcome Cuban doctors, with the aim of exacerbating the island’s brain drain.

But in one of his final attempts to normalize relations with Cuba, President Barack Obama in January ended the program, which had allowed Cuban doctors stationed in other countries to get permanent residency visas for the United States.

“The end of the program was a huge blow to us,” said Maireilys Álvarez Rodríguez, another of the doctors who sued in Brazil. “That was our way out.”

The end of the visa program means that the future of these doctors now rests in the hands of the Brazilian courts. They have mostly ruled against the doctors, but some judges have sided with them, allowing the doctors to work on their own and get paid directly.

The doctors’ defiance puts them at risk of serious repercussions by the Cuban government, including being barred from the island and their families for years.

The seeds of the rebellion were planted a year ago in a conversation between a Cuban doctor and a clergyman in a remote village in northeastern Brazil.

Anis Deli Grana de Carvalho, a doctor from Cuba, was coming to the end of her three-year medical assignment. But having married a Brazilian man, she wanted to stay and keep working.

The pastor was outraged to learn that, under the terms of their employment, Cuban doctors earn only about a quarter of the amount the Brazilian government pays Cuba for their services.



Dr. Álvarez spoke with the family of Celia Guimaraes, 78, who suffers from Alzheimer’s disease.CreditDado Galdieri for The New York Times

He quickly put her in touch with a lawyer in Brasília, the Brazilian capital. In late September of last year, she sued in federal court to work as an independent contractor.

Within weeks, scores of other Cuban doctors followed Dr. Grana’s lead and filed suits in Brazilian courts. The Brazilian government, which struck the deal with Cuba in 2013 to provide doctors in underserved parts of the country, is appealing the cases that doctors have won and thinks it will prevail.

“There is no injustice,” said Brazil’s health minister, Ricardo Barros. “When they signed up they agreed to the terms.”

Dr. Álvarez said that the stipend offered by the Cuban government to work for a few years in Brazil seemed appealing to her and her husband, Arnulfo Castanet Batista, also a doctor, when they signed up in 2013.

It meant leaving behind their two children in the care of relatives, but each of them would earn 2,900 Brazilian reais a month — then worth about $1,400, and now worth $908 — an amount that seemed enormous compared with the roughly $30 a month Cuban doctors earned at home.

“It was a pretty acceptable offer compared to what we made in Cuba,” Dr. Álvarez said.

So they said goodbye to their children and boarded flights to Brazil, joining the first wave of Cuban doctors greeted at airports with welcome signs and Che Guevara T-shirts.

At the time, Brazil’s leftist government, led by President Dilma Rousseff, saw expanding access to health care as crucial to its goal of building a more equitable society. Flush with cash from a commodities boom, Brazil imported thousands of doctors from Cuba and a few other countries to provide primary care in remote, impoverished areas under a program called Mais Médicos, or More Doctors.

The World Health Organization, a United Nations agency, helped broker the deal. Under it, Brazil pays Cuba roughly $3,620 a month for each doctor, or nearly four times what Cuban doctors earn through the arrangement. Approximately 18,000 Cuban doctors have done stints in Brazil; roughly 8,600 remain in the country.

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The United Nations has called the program a success story, noting that it has lowered Brazil’s infant mortality rate and extended care to indigenous communities.

“The More Doctors Project is replicable and would potentially be beneficial in any country that decides to adopt it,” the United Nations Development Program said in a report last year.

Doing so, some Cuban doctors contend, would perpetuate an injustice. Soon after arriving in Santa Rita, a poor village in the northeastern state of Maranhão, Dr. Álvarez and her husband began to feel uneasy about the terms of the contract they signed, particularly after befriending doctors from other countries.

“We began to see that the conditions for the other doctors were totally different,” she said. “They could be with their family, bring their kids. The salaries were much higher.”

Hundreds of miles away, in Minas Gerais State, Dr. Jiménez, 34, found the work rewarding, but also began to harbor feelings of resentment.

“You are trained in Cuba and our education is free, health care is free, but at what price?” she said. “You wind up paying for it your whole life.”



Dr. Álvarez with a pregnant patient at a health center in the countryside of Santa Rita municipality in São Luís, Maranhao state, Brazil. CreditDado Galdieri for The New York Times

Months before their three-year tour was up last fall, some Cuban doctors who had married Brazilians were offered the chance to extend their stay. Others, including Dr. Álvarez and her husband, were told to prepare to head home.

Cuban doctors unhappy with their situations formed a group on WhatsApp. André de Santana Corrêa, a Brazilian lawyer, said his cellphone began buzzing constantly as Cuban doctors across the country started to text him seeking help.

After analyzing their contracts, Mr. de Santana concluded that the agreements were at odds with the equality protections in Brazil’s Constitution.

Late last year, judges issued temporary injunctions in some cases, granting Cuban doctors the right to remain as independent contractors, earning full wages. One federal judge in the capital denounced the Cuban contracts as a “form of slave labor” that could not be tolerated.

But the federal judge who handled Dr. Grana’s case ruled against her, finding that allowing Cuban doctors to walk away from their contracts posed “undue risks in the political and diplomatic spheres.”

Soon after the first injunctions were issued, Cuban supervisors in Brazil summoned doctors who had filed suits and fired them on the spot, several doctors said. Each was given the chance to get on a plane to Cuba within 24 hours — or face exile for eight years.

Cuban officials did not respond to requests for comment, but a post on the Medical Brigade Facebook page includes an oblique reference to the controversy.

“Many of us seem to have forgotten, when we embarked on this mission, the contract we signed,” the post says. “That’s why you get weaknesses and errors that start eroding the worthy values our parents raised us with.”

When it became clear that a majority of the doctors were losing in court, the WhatsApp group became a place for doctors to strategize and commiserate.

“We keep one another strong,” said Dr. Jiménez, who says she has been unemployed since being fired in June and is now barred from re-entering Cuba for eight years.

Dr. Álvarez and her husband were among the lucky ones to keep their jobs and get what amounted to a huge pay raise. They also managed to bring their children to Brazil.

“It’s sad to leave your family and friends and your homeland,” she said. “But here we’re in a country where you’re free, where no one asks you where you’re going, or tells you what you have to do. In Cuba, your life is dictated by the government.”

Mr. Barros, the Brazilian health minister, said the Cuban doctors should not feel as if they were being poorly compensated, because their salaries were similar to what Brazilian doctors earned during their residencies.

“None of them, to this day, has come to me to complain about their work conditions,” he said.

Mr. de Santana, the lawyer, says he hopes Brazil’s Supreme Federal Court will take up the case. But because Brazil’s top court is so backlogged, a definitive ruling may take years.

Lis Moriconi contributed reporting.

A version of this article appears in print on September 29, 2017, on Page A1 of the New York edition with the headline: ‘Slave Labor’: Cuban Doctors Rebel in Brazil. Order Reprints| Today's Paper|SubscribeContinue reading the main story


Lewandowski tira da cadeia médico que estuprou dezenas de pacientes

Lewandowski tira da cadeia médico que estuprou dezenas de pacientes:

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Imagem: Evelson de Freitas / Estadão
O ministro Ricardo Lewandowski, do Supremo Tribunal Federal (STF), concedeu habeas corpus ao ex-médico Roger Abdelmassih, condenado a 181 anos por 48 estupros contra 37 mulheres. A decisão foi tomada nesta sexta-feira, 29.
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O Museu de Arte Moderna de São Paulo e o Historiador da UNICAMP


Milton Pires

Ontem, enquanto procurava na internet artigos em que a esquerda brasileira se manifestasse em relação àquilo que aconteceu no Museu de de Arte Moderna (MAM) de SP, me deparei com um texto, talvez o único até agora, capaz de merecer uma resposta mais extensa.

Um professor de história da Unicamp, Aldair Rodrigues, em artigo publicado numa página chamada “Rede Brasil Atual”, terminou sua análise sobre o crime de pedofilia cometido na performance La Bête, do artista carioca Wagner Schwartz, da seguinte maneira: 


“Devem ter percebido que a pauta da luta contra a corrupção não dava mais coesão para as bases que apoiaram o impeachment de Dilma Rousseff (PT). A luta pela moralização dos costumes pode resolver esse problema. Por outro lado, isso acaba reconfigurando aquelas, unindo cada vez mais, a direita neoliberal e o ultraconservadorismo evangélico”

Não é minha intenção aqui refutar as bobagens ditas por Rodrigues no que diz respeito à estratégia e tática da Nova Esquerda nem reforçar tudo aquilo que já está na literatura sobre o chamado “Marxismo Cultural” - infeliz expressão que, no seu vício de redundância, torna explícita a ignorância no tocante aos conceitos de “marxismo” e de “cultura”.

O que se torna imperativo afirmar, para aqueles que pensam em escrever sobre a História do Tempo Presente, é que JAMAIS houve “coesão alguma” entre os movimentos que derrubaram o Regime Petista no Brasil. Dilma Rousseff, uma ladra e ex-terrorista, caiu em virtude de uma crise econômica sem precedentes, de uma Operação da Polícia Federal, e da perda de controle da informação por parte da Grande Imprensa Esquerdista do Brasil. Não houve, diga-se em defesa da verdade dos fatos , articulação alguma entre tais acontecimentos como quer fazer pensar o “professor, que possui pós-doutorado na universidade norte-americana de Yale”


O que ocorreu, isso sim, foi a exploração político-partidária por parte de outra facção criminosa (esta que é comandada por Michel Temer) para derrubar Dilma e assumir o controle da Nação. Importante ainda salientar que é simplesmente patético definir como “neoliberal” um movimento de rua comandado por um adolescente oriental, defendido por um porta-voz de Aécio Neves (que foi expulso da Revista VEJA) e que nada mais era do que uma espécie de “Uber do PSDB” - um aplicativo de rua dos Socialistas Fabianos.

Resta, por fim, mas não menos relevante, a referência ao “ultraconservadorismo evangélico”, que não pode ser menos “conservador” nem menos “ultra” para quem acredita na História como luta de classes e no mundo material como única realidade, mas que, com todo seu poder e dinheiro, está a “anos luz” de distância da representação dos valores morais da Sociedade Brasileira.

A gigantesca maioria da sociedade brasileira, e este é o fato histórico que Rodrigues conhece e faz questão de ocultar, não quer saber de cotas raciais, de liberação da maconha, de mudança de sexo nem de pedofilia disfarçada de arte. Chocante para o professor é ter que aceitar que isso acontece mesmo sem haver absolutamente NENHUMA representação político partidária capaz de oferecer ao Brasil um Projeto de Poder que enfrente o PT e o Foro de São Paulo.

O projeto de Poder do Regime Petista no Brasil está, pela primeira vez desde 1985, sendo seriamente ameaçado e o professor Aldair angustia-se com o provérbio turco - "As noites são grávidas e ninguém conhece de antemão o dia que elas poderão parir".

Outro dia, um destes jornais controlados pelo Partido do professor Aldair trouxe a notícia de que uma futura mamãe não queria “escolher o gênero do bebê e que caberia a ele, mais tarde, fazer suas próprias escolhas” - pensamento assustador se for aplicado ao Brasil inteiro no sentido de definir seu próprio futuro sem consultar o Partido, não é mesmo Prof.Aldair??

Porto Alegre, 30 de setembro de 2017.

Administração CRIMINOSA do MASP sai em Defesa da PEDOFILIA do MAM de SP


O Museu de Arte de São Paulo, MASP, um museu diverso, inclusivo e plural, manifesta seu total apoio e solidariedade ao Museu de Arte Moderna de São Paulo, MAM, e à curadoria da exposição "35º Panorama de Arte Brasileira", sobretudo diante das reações violentas ao trabalho do artista Wagner Schwartz. O MASP preza a liberdade de expressão artística e rejeita qualquer tipo de censura. Repudiamos, ainda, o crescimento de ataques verbais e mesmo ameaças físicas a artistas, curadores e instituições de arte. Lamentamos profundamente a escalada repressiva que atingiu recentemente algumas exposições e trabalhos de arte, sem que haja um debate verdadeiramente amplo, ponderado e aberto, em torno de ideias e do exercício da arte. Observadas as leis e a regulamentação pertinente, entendemos que trabalhos de arte e manifestações artísticas, mesmo que polêmicas, não devam ser objetos de repressão e censura. O verdadeiro exercício democrático se faz a partir do convívio com as diferenças, e só pode ser realizado com base no diálogo.

#SomosTodosMAM

sexta-feira, 29 de setembro de 2017

ATENÇÃO RJ! URGENTE! PSICOPATAS DO MAM-RJ SAEM EM DEFESA DOS PEDÓFILOS DE SÃO PAULO

NA PÁGINA DO MUSEU DE ARTE MODERNA DO RIO DE JANEIRO

Museu de Arte do Rio
4 h ·

O Museu de Arte do Rio – MAR acredita que museus são territórios que nos ajudam a conhecer diferentes ideias de mundo e a entender outros pontos de vista. Os museus são, por isso, espaços fundamentais para a diversidade. Só há diálogo quando respeitamos as diferenças.
Prezamos pela liberdade de expressão e manifestamos nosso total apoio ao MAM - Museu de Arte Moderna de São Paulo, e à curadoria da exposição 35º Panorama de Arte Brasileira. #somostodosmam

A EXPOSIÇÃO NO MAM EM QUE CRIANÇAS SÃO ESTIMULADAS A TOCAR HOMEM NU. CAN...

Editorial: Ataque à infância! Crianças tocam em homem nu em exposição no...

Senador apresenta projeto para barrar exposições que 'incitem a pedofilia'

Senador apresenta projeto para barrar exposições que 'incitem a pedofilia':



ATRAVES


O senador Lasier Martins (PSD-RS) apresentou hoje um projeto de lei no Senado para "impedir o apoio com dinheiro público a manifestações que incitem práticas de crimes como a pedofilia". O projeto altera a Lei Rouanet para deixar explícita essa condição.

A decisão foi uma reação à circulação de imagens, nas redes sociais, de uma criança tocando os pés de um artista nu durante a inauguração de uma exposição no Museu de Arte Moderna (MAM) de São Paulo.

Uma discussão que não é simples. Tanto a exposição "Queermuseu" quanto essa do MAM não incitam à pedofilia — mas Martins e outros tantos discordam.

Magno Malta se posiciona sobre exposição no MAM: “É crime hediondo, é pedofilia”

Magno Malta se posiciona sobre exposição no MAM: “É crime hediondo, é pedofilia”:

Conforme publicamos ontem, criminosos que se dizem artistas continuam ludibriando o povo brasileiro e promovendo exposições que pregam uma total inversão de valores em nosso país.
SIM! Inversão de valores … não há outro nome!
O senador Magno Malta se posicionou sobre a exposição no Museu de Arte Moderna (em SP) onde um “um imbecil pelado no palco (que supostamente se diz artista) se apresenta nu perante crianças”.
“É crime hediondo, é pedofilia” disse o senador.




‘Nu na arte está em todos os museus do mundo’, diz curador do MAM

‘Nu na arte está em todos os museus do mundo’, diz curador do MAM:

Uma nova polêmica em torno das artes plásticas eclodiu nas redes sociais depois uma performance realizada em São Paulo: viralizaram fotos e vídeos registrados no Museu de Arte Moderna de São Paulo (MAM), que mostram uma menina, que aparenta ter em torno de quatro anos, tocando os pés de um artista nu que estava imóvel e deitado sobre o chão. “O nu na arte é presente nos museus do mundo inteiro, desde a arte pré-histórica, há 12.000 anos”, diz o curador do MAM, Felipe Chaimovich. “Isso é uma presença constante. Por outro lado, a questão específica da obra da Lygia Clark, grande pano de fundo da nova objetividade brasileira, tema desse panorama, é a obra participativa. Isso que foi trabalhado nessa performance”, explicou.

Na performance, intitulada La Bête, o artista fluminense Wagner Schwartz emula um dos Bichos de Lygia Clark, as esculturas de alumínio com várias dobradiças que podem ser manipuladas pelo público. O artista se posiciona completamente nu em uma espécie de tatame e, então, pode ser manipulado pelos espectadores.


As críticas, que se multiplicaram em publicações durante a madrugada e a tarde desta sexta-feira, acusam o museu de “incentivo à pedofilia”. O teor dos comentários é o mesmo daqueles que levaram o Santander Cultural a encerrar a exposição Queermuseu, alvo de protesto ligado ao Movimento Brasil Livre (MBL) em Porto Alegre.

Segundo o MAM, a performance aconteceu apenas uma vez, em sessão fechada para convidados, e que a sala onde ocorreu estava sinalizada sobre o teor da apresentação, incluindo a nudez. “O trabalho não tem conteúdo erótico ou erotizante e trata-se de uma leitura interpretativa da obra Bicho, de Lygia Clark, sobre a manipulação de objetos articuláveis. As acusações de inadequação são descabidas e guardam conexão com a cultura de ódio e intimidação à liberdade de expressão que rapidamente se espalha pelo país e nas redes sociais”, diz nota divulgada pelo museu.

(Com Estadão Conteúdo)

Anexos originais:


COMO SE DEVE DIALOGAR COM PEDÓFILOS E COM A ESQUERDA BRASILEIRA

MAGNO MALTA DETONA EXPOSIÇÃO ONDE CRIANÇA APALPA UM HOMEM NU no Museu de...

ANTAGONISTA - Moro pode prender Lula, sim


Moro pode prender Lula, sim:

O Globo consultou um monte de advogados para saber se Lula pode ser preso pelos recibos forjados.

David Teixeira, professor de direito penal da USP, disse que sim:

“Sob o ponto de vista processual penal, isso pode criar não a figura da obstrução à Justiça, mas fazer provas fraudulentas pode significar sim uma razão para prisão preventiva para garantia da instrução penal e correta obtenção de provas. E para a garantia da ordem pública no sentido de que não pode o réu solto ficar comentendo crimes.

Se o réu solto está a cometer crimes, ainda que para promover a sua própria defesa, isso é um motivo idôneo, jurídico, processualmente sadio para uma prisão preventiva.”

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FOTO DA "APRESENTAÇÃO ARTÍSTICA" NO MUSEU DE ARTE MODERNA DE SÃO PAULO




Zé de Abreu desiste do PT ao ver o partido apoiar Aécio

Zé de Abreu desiste do PT ao ver o partido apoiar Aécio:

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Imagem: Reprodução / TV Globo
O ator e militante petista José de Abreu usou suas redes sociais para dizer que está "desistindo" do PT após a decisão do partido de apoiar o senador Aécio Neves, no esforço coletivo de senadores de diversos partidos para barrar decisão do STF que afastou Aécio do mandato. O ator disse: "Desisto. Se o PT for de novo ‘republicano’, desisto. Não estamos vivendo momentos normais".
Mais informações »

ALERTA TOTAL - A Escola de Frankfurt

A Escola de Frankfurt:




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Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Carlos I. S. Azambuja

A wikipédia, a enciclopédia livre, resume um assunto de extrema relevância, cujo aspecto ideológico é desconhecido da maioria, principalmente os jornalistas formados com base nos conceitos esquerdistas da famosa Escola de Frankfurt.

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Escola de Frankfurt (em alemão: Frankfurter Schule) é uma escola de teoria social e filosofia particularmente associada com o Instituto para Pesquisa Social da Universidade de Frankfurt/Francoforte.[ A escola inicialmente consistia decientistas sociais marxistas dissidentes que acreditavam que alguns dos seguidores de Karl Marx tinham se tornado "papagaios" de uma limitada seleção de ideias de Marx, usualmente em defesa dos partidos comunistas ortodoxos.

Entretanto, muitos desses teóricos admitiam que a teoria marxista tradicional não poderia explicar adequadamente o turbulento e inesperado desenvolvimento de sociedadescapitalistas no século XX. Críticos tanto do capitalismo e do socialismo da União Soviética, os seus escritos apontaram para a possibilidade de um caminho alternativo para o desenvolvimento social.
     
Apesar de algumas vezes apenas espontaneamente afiliados, os teóricos da Escola de Frankfurt falaram com umparadigma comum em mente, compartilhando, portanto, os mesmos pressupostos e sendo preocupados com questões similares.
    
Para preencher as percebidas omissões do marxismo tradicional, eles solicitaram extrair de outras escolas de pensamento, por isso usaram ensaios de sociologia antipositivistapsicanálisefilosofia existencialista e outras disciplinas.
     
As principais figuras da escola foram solicitadas a aprender e sintetizar os trabalhos de variados pensadores, como KantHegelMarxFreudWeber e Lukács.
    
Seguindo Marx, eles estavam preocupados com as condições que permitiam mudanças sociais e o estabelecimento de instituições racionais. Sua ênfase no componente "crítico" da teoria foi derivada significativamente da sua tentativa de superar os limites do positivismomaterialismo e determinismo retornando à filosofia crítica de Kant e aos seus sucessores no idealismo alemão, principalmente a filosofia de Hegel, com sua ênfase na dialética e contradição como propriedades inerentes da realidade.
    
Desde a década de 1960, a teoria crítica da Escola de Frankfurt tem sido crescentemente guiada pelo trabalho de Jürgen Habermas na ação comunicativaintersubjetividade linguística e o que Habermas chama de "discurso filosófico damodernidade".
      
Mais recentemente, teóricos críticos como Nikolas Kompridis se sonorizaram como oposição a Habermas, afirmando que ele tinha minado as aspirações à mudança social que originalmente davam propósito a vários projetos de teóricos críticos – por exemplo, o problema de que razão deve denotar, a análise e a ampliação de "condições de possibilidade" para a emancipação social e a crítica ao capitalismo moderno.
Carlos I. S. Azambuja é Historiador.

29 de Setembro de 1547: Nasce o escritor espanhol Miguel de Cervantes Saavedra,autor de "A Vida Aventurosa do Engenhoso Fidalgo D. Quixote de la Mancha"

File:Honoré Daumier 017 (Don Quixote).jpg


Ilustração de D. Quixote - Honoré Daumier


29 de Setembro de 1547: Nasce o escritor espanhol Miguel de Cervantes Saavedra,autor de "A Vida Aventurosa do Engenhoso Fidalgo D. Quixote de la Mancha":

Romancista, dramaturgo e poeta espanhol. Foi o criador de D. Quixote (1605) e é considerado uma das figuras mais importantes da literatura espanhola. Nasceu em 1547, em Alcalá de Henares, Espanha, e morreu em 1616, em Madrid. Depois de ter estudado em Madrid, Cervantes partiu para a Itália e tornou-se soldado. Participou na batalha marítima de Lepanto, em 1571, na qual perdeu o uso da mão direita. Passadas muitas aventuras, incluindo cinco anos de captura nas mãos dos turcos, regressou a Espanha, em 1580. Em 1585 escreveu La Galatea , o seu primeiro livro de ficção, no novo estilo elegante da novela pastoral. Com a ajuda de um pequeno círculo de amigos, que incluía Luis Gálvez de Montalvo, o livro deu a conhecer Cervantes a um público sofisticado. As últimas edições em espanhol surgiram em Lisboa, em 1590, e em Paris, em 1611. Na mesma altura, durante a "idade de ouro" do teatro espanhol, também se dedicou ao drama. Em 1585 foi contratado para escrever peças para Gaspar de Porras. A que mais se destacou foi La Confusa , considerada por Cervantes a melhor que alguma vez criou. Escreveu cerca de vinte ou trinta peças teatrais, mas apenas duas sobreviveram: El Trato de Argel e La Numancia . Seguiu-se uma pausa na sua carreira literária. Depois de falhar como dramaturgo e de verificar que não conseguiria viver apenas da literatura,tornou-se comissário de aprovisionamento da Armada Invencível, em 1587. Em 1604 Cervantes vendeu os direitos da primeira parte da novela El ingenioso hidalgo Don Quixote de la Mancha . Em janeiro do ano seguinte, a obra foi publicada e tornou-se um sucesso imediato. Em agosto do mesmo ano, foram realizadas várias edições: duas em Madrid, duas em Lisboa e uma em Valência. Num curto espaço de tempo, o nome de Miguel de Cervantes passou a ser tão conhecido em Inglaterra, em França e em Itália, como em Espanha.Em 1613 foram publicadas doze pequenas histórias, à maneira italiana, as Novelas Ejemplares , cujo prólogo continha a única imagem autênticado autor. No mesmo prólogo, Cervantes reivindica-se como o primeiro a escrever novelas originais em castelhano. Em 1614 foi publicado a Viagedel Parnaso , com o objetivo de glorificar um grande número de poetas contemporâneos e satirizar outros. É um longo poema alegórico, de escárnio mitológico e escrito em forma satírica, com um pós-escrito em prosa. Em 1615, depois de perder todas as esperanças de ver as suas peças em palco, oito delas foram publicadas em conjunto com oito interlúdios cómicos, com o título de Ocho Comedias y Ocho Entremeses Nuevos . Posteriormente, esta obra foi reconhecida como uma das melhores do género. Em 1615 Alonso Fernández de Avellaneda, admirador de Lope de Vega, publicou, em Tarragona, a Segunda parte del ingenioso Cavallero Don Quixote de la Mancha . No prólogo, Avellaneda insultou Cervantes que, como era esperado, lhe respondeu de uma forma mais comedida. Em 1616 a obra foi publicada em Bruxelas e em Veneza e, um ano depois, em Lisboa. A grande maioria das pessoas consideram esta segunda parte mais rica e mais profunda do que a primeira. Nos últimos anos de vida, Cervantes trabalhou em várias obras, tais como Bernardo , o nome lendário de um herói épico espanhol; Semanas del Jardín , uma coleção de fábulas; e a continuação de La Galatea . A única publicada postumamente foi Los Trabajos de Pérsiles y Segismunda ,história setentrional, em 1617. Nessa obra, Cervantes procurou renovar os romances heroicos de aventura e de amor, à maneira de Aethiopica deHeliodorus . Explorou, assim, o potencial mítico e simbólico do romance. Na dedicatória, escrita três dias antes de morrer, Cervantes despediu-se comovidamente, dizendo-se "com um pé já no estribo". Miguel de Cervantes morreu em 1616, possivelmente vítima de hidropisia, de arteriosclerose ou de diabetes, parecendo ter alcançado uma serenidade final de espírito.


Miguel de Cervantes Saavedra. In Infopédia [Em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2012. 


wikipedia (Imagens)



Ficheiro:Cervantes Jáuregui.jpg



Retrato de Miguel de Cervantes atribuído a Juan de Jáuregui (c. 1600)



File:El ingenioso hidalgo don Quijote de la Mancha.jpg
Primeira edição de D. Quixote, 1605

29 de Setembro de 1908: Morre o escritor brasileiro Joaquim Maria Machado de Assis

29 de Setembro de 1908: Morre o escritor brasileiro Joaquim Maria Machado de Assis:

Joaquim Maria Machado de Assis, cronista, contista, dramaturgo, jornalista, poeta, novelista, romancista, crítico e ensaísta, nasceu na cidade do Rio de Janeiro no dia 21 de Junho de 1839. Filho de um operário mestiço de negro e português, Francisco José de Assis, e de D. Maria Leopoldina Machado de Assis. Perdeu a mãe muito cedo e foi criado pela madrasta, Maria Inês, também mulata, que se dedica ao menino e o matricula na escola pública, única que frequentará o autodidacta Machado de Assis.
Criado no morro do Livramento, consta que ajudava na missa na igreja da Lampadosa. Com a morte do pai, em 1851, Maria Inês, à época morando em São Cristóvão, emprega-se como doceira num colégio do bairro, e Machadinho, como era chamado, torna-se vendedor de doces. No colégio tem contacto com professores e alunos e é até provável que assistisse às aulas nas ocasiões em que não estava a trabalhar.
 
Mesmo sem ter acesso a cursos regulares, empenhou-se em aprender.  Consta que, em São Cristóvão, conheceu uma senhora francesa, proprietária de uma padaria, cujo forneiro lhe deu as primeiras lições de Francês. Contava, também, com a protecção da madrinha D. Maria José de Mendonça Barroso, viúva do Brigadeiro e Senador do Império Bento Barroso Pereira, proprietária da Quinta do Livramento, onde os seus  pais trabalharam.

Aos 16 anos, publica o seu primeiro trabalho literário, o poema "Ela", na revista Marmota Fluminense, de Francisco de Paula Brito. A Livraria Paula Brito acolhia novos talentos da época, tendo publicado o citado poema e feito de Machado de Assis seu colaborador efectivo.

Com 17 anos, consegue emprego como aprendiz de tipógrafo na Imprensa Nacional, e começa a escrever durante o tempo livre.  Conhece o então director do órgão, Manuel António de Almeida, autor de Memórias de um sargento de milícias, que se torna seu protector.

Em 1858 volta à Livraria Paula Brito, como revisor e colaborador da Marmota. Lá constrói o seu círculo de amigos, do qual faziam parte Joaquim Manoel de Macedo, Manoel António de Almeida, José de Alencar e Gonçalves Dias.

Começa a publicar obras românticas e, em 1859, era revisor e colaborava com o jornal Correio Mercantil.   
O seu primeiro livro foi impresso em 1861, com o título Queda que as mulheres têm para os tolos, onde aparece como tradutor.  No ano de 1862 era censor teatral, cargo que não lhe rendia qualquer remuneração, mas possibilitava-lhe  ter acesso livre aos teatros. Publica o seu primeiro livro de poesias em 1864, sob o título de Crisálidas.

Agosto de 1869 marca a data da morte do seu amigo Faustino Xavier de Novais, e, menos de três meses depois, em 12 de Novembro de 1869, casa-se com Carolina Augusta Xavier de Novais.

Nessa época, o escritor era um típico homem de letras brasileiro bem-sucedido, confortavelmente amparado por um cargo público e por um  casamento feliz que durou 35 anos. D. Carolina, mulher culta, apresenta Machado aos clássicos portugueses e a vários autores da língua inglesa.A sua união foi feliz, mas sem filhos. A morte da sua esposa, em 1904, é uma sentida perda, tendo o marido dedicado à falecida o soneto Carolina, que a celebrizou.

O seu primeiro romance, Ressurreição, foi publicado em 1872.  Com a nomeação para o cargo de primeiro oficial da Secretaria de Estado do Ministério da Agricultura, Comércio e Obras Públicas, estabiliza-se na carreira burocrática que seria o seu principal meio de subsistência durante toda sua vida.
  
Em 1881, com a posse como ministro interino da Agricultura, Comércio Obras Públicas do poeta Pedro Luís Pereira de Sousa, Machado assume o cargo de oficial de gabinete.
Publica, nesse ano, um livro extremamente original, pouco convencional para o estilo da época: Memórias Póstumas de Brás Cubas -- que foi considerado, juntamente com O Mulato, de Aluísio de Azevedo, o marco do realismo na literatura brasileira.
  
Apoiou a ideia de Lúcio de Mendonça de criar uma Academia Brasileira de Letras e no dia 28 de Janeiro de 1897, quando se instalou a Academia, foi eleito presidente da instituição, cargo que ocupou até sua morte, ocorrida no Rio de Janeiro em 29 de Setembro de 1908.


 Fontes:www.releituras.com
 wikipedia (imagens)
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Machado de Assis

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de pé: Rodolfo AmoedoArtur AzevedoInglês de SousaBilac,VeríssimoBandeiraFilinto de AlmeidaPassosMagalhães,BernardelliRodrigo OctavioPeixoto; sentados: João Ribeiro, Machado de Assis,Lúcio de Mendonça e Silva Ramos