"O maior inimigo da autoridade é o desprezo e a maneira mais segura de solapá-la é o riso." (Hannah Arendt 1906-1975)

quinta-feira, 5 de outubro de 2017

Críticos da performance do MAM são brancos e de direita diz REVISTA VEJA

Críticos da performance do MAM são brancos e de direita:

Um monitoramento de rede realizado pela empresa Social IQ revelou que a maioria das pessoas que são contrárias à performance com nudez do artista Wagner Schwartz no Museu de Arte Moderna (MAM) são homens brancos, de direita e de classe média.

Dados da Social IQ (Reprodução/Divulgação)
A Social IQ também é responsável pela estratégia pessoal da comunicação do atual prefeito de São Paulo, João Doria. O dono da empresa e consultor de marketing estratégico, Daniel Braga, explicou à VEJA que o monitoramento foi feito quando o assunto começou a gerar discussões na internet. “Percebemos que era um assunto polêmico e a população começou a fazer questionamentos para a prefeitura. Logo, isso envolveu o nome do Doria”, explicou.

No último sábado, Doria publicou um vídeo condenando a performance de Schwartz e a exposição sobre diversidade Queermuseu. O tucano afirmou que as mostras “afrontam o direito, a liberdade e, obviamente, a responsabilidade.”

Dados da Social IQ (Reprodução/Divulgação)
Braga explicou que a empresa realizou um monitoramento de rede, através de um software, que faz uma varredura de tudo que é dito no meio digital — blogs, sites e rede sociais. O levantamento constatou que 157.000 pessoas comentaram sobre a performance, valor considerado elevado pelo consultor. Enquanto 16% desse público foi neutro em seus comentários, 66% se posicionaram contra.

Através os dados encontrados foi possível constatar que entre as pessoas que reprovaram a performance, 62% eram homens, 40% eram evangélicos, 82% eram de direita e 80% possuíam ensino superior.



Dados da Social IQ (Reprodução//Críticos da performance do MAM são brancos e de direita/Divulgação)

A performance

A performance La Bête, do artista Wagner Schwartz foi realizada em uma sessão fechada para convidados na abertura da mostra 35º Panorama da Arte Brasileira – 2017. Antes disso, ela já havia sido executada outras vezes, uma delas em Salvador.

Um vídeo divulgado pelas redes sociais mostra uma menina tocando a canela e os pés de Schwartz, que estava deitado de barriga para cima, com a genitália à mostra. A criança estava acompanhada de sua mãe.

A viralização das imagens levou críticos a protestar em frente ao MAM no sábado, quando funcionários do museu foram feridos por manifestantes contrários à performance. No domingo, artistas e críticos de arte, entre defensores da liberdade artística, foram ao Ibirapuera defender o trabalho de Schwartz.



Arquivado em:Entretenimento

Anexos originais:


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