"O maior inimigo da autoridade é o desprezo e a maneira mais segura de solapá-la é o riso." (Hannah Arendt 1906-1975)

quinta-feira, 5 de outubro de 2017

FORÇAS ARMADAS VÃO TOMAR A INICIATIVA.


“As Forças Armadas tomarão a iniciativa” 

O general da reserva Luiz Eduardo Rocha Paiva avisou que os militares devem intervir se o STF permitir que um condenado assuma o poder em 2018.

Leia um trecho de seu comentário publicado no Estado de S. Paulo:

“A intervenção militar será legítima e justificável, mesmo sem amparo legal, caso o agravamento da crise política, econômica, social e moral resulte na falência dos Poderes da União, seguida de grave instabilidade institucional com risco de guerra civil, ruptura da unidade política, quebra do regime democrático e perda de soberania pelo Estado. Esse processo revolucionário já foi propugnado, publicamente, por líderes de movimentos pseudossociais e políticos de ideologia socialista radical, todos investindo constantemente na divisão da sociedade.

Em tal quadro de anomia, as Forças Armadas tomarão a iniciativa para recuperar a estabilidade no País, neutralizando forças adversas, pacificando a sociedade, assegurando a sobrevivência da Nação, preservando a democracia e restabelecendo a autoridade do Estado após livrá-lo das lideranças deletérias. São ações inerentes às missões constitucionais de defesa da Pátria, não restrita aos conflitos externos, e de garantia dos Poderes constitucionais, da lei e da ordem.

O Executivo e o Legislativo, profundamente desacreditados pelo envolvimento de altos escalões em inimagináveis escândalos de corrupção, perderam a credibilidade para governar e legislar. Embora moralmente desgastadas, as lideranças políticas têm força para tentar deter a Lava Jato e outras operações congêneres, escapar da Justiça e manter seu ilegítimo status de poder. São visíveis as manobras insidiosas da velha ordem política patrimonialista fisiológica e da liderança socialista radical, cuja aliança afundou o País em 13 anos de governo.

Pela credibilidade da presidente do STF e da maioria dos ministros, a Alta Corte tem autoridade moral tanto para dissuadir essas manobras insidiosas quanto para encontrar caminhos legais e legítimos que permitam acelerar os processos das operações de limpeza moral, como a citada Lava Jato. Não fossem o foro especial e os meandros de uma Justiça lenta e leniente, o País já teria avançado muito mais em sua higienização política.

Por sua vez, a sociedade, hoje descrente, tenha consciência de que, para traçar seu destino, precisa manter constante pressão para sanear instituições fisiológicas, que não cumprem a obrigação de defender interesses coletivos. Não se iluda a liderança nacional. A apatia da Nação pode ser aparente e inercial, explodindo como uma bomba se algo ou alguém acender o pavio.

Na verdade, só o STF e a sociedade conseguirão deter o agravamento da crise atual, que, em médio prazo, poderá levar as Forças Armadas a tomarem atitudes indesejadas, mas pleiteadas por significativa parcela da população.

O Brasil não pode continuar sangrando indefinidamente, pois isso aumenta a descrença no futuro, retarda a retomada do desenvolvimento econômico e ameaça a estabilidade política e social.

O comandante do Exército estabeleceu a legalidade, a legitimidade e a estabilidade como cláusulas pétreas para guiar a instituição, mas a mensagem se estende, também, à sociedade e à liderança nacional. Que tenham visão de futuro e responsabilidade cívica e política para impedir que a legalidade continue sendo corrompida pela ilegitimidade, assim desestabilizando o País.

As cláusulas pétreas são pilares que precisam ser rígidos, sendo os Poderes da União e a sociedade os responsáveis pela firmeza do tripé.”

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4 comentários:

  1. Senhor General Luiz Eduardo Rocha Paiva, o senhor acredita mesmo que poderá haver uma intervenção militar com este atual Comandante do Exército, autêntico carreirista e convenientemente acovardado? Sem falar na péssima administração que esse General está atualmente fazendo dentro da Instituição que representa. Tenho vários amigos coronéis do Exército, pois já fui um deles, e de todos ouço reclamações, todos estão indignados, calam-se por medo de serem arbitrariamente punidos. Com justa revolta, falam que o Comandante que os representa não tem mais a mínima condição de estar à frente de nosso Exército Brasileiro, nem ao menos lê os papéis que teimam em ficar acumulados em cima de sua mesa, delegou ao seu chefe de gabinete, Gen Tomas, decisões que somente a ele (Gen Villas Boas) deveria tomar. Aceita assinar tudo que seu chefe de gabinete apresenta sem nenhuma restrição, acredita-se que nem mesmo sabe do que se trata. Confia cegamente em um chefe de gabinete que altera legislações para favorecer alguns e prejudicar outros. Até mesmo sua esposa manda mais no “seu Exército” do que ele. Onde este país vai parar com este militar “grande comunicador” ou seria melhor “papagaio de pirata”?

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  2. Este comentário foi removido pelo autor.

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  3. se fez silêncio... Me questiono, por qual motivo? Será que este POST acima não merece credibilidade ou vem carregado de tamanha veracidade que é melhor nem responder... Para quem sabe caia no esquecimento? Pela época em que servi o Exército, e talvez por isso, tenha uma outra imagem, que não condiz com a atual. "Porém se a pátria amada for um dia ultrajada, lutaremos sem temor" O ultraje já ficou para traz hoje somos motivo de deboche e de piadas internacionais. Enquanto nosso povo almeja esperança em um único ser, um juiz da República de Curitiba. Um homem que fez e tem feito muito mais que um exército. Senhores, é chegada a hora de honrarmos nossa bandeira, nosso hino nacional. Fazermos com que o povo tenha orgulhoso de ser brasileiro e acredite nos poderes constituídos. Isso seria utopia?

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