"O maior inimigo da autoridade é o desprezo e a maneira mais segura de solapá-la é o riso." (Hannah Arendt 1906-1975)

terça-feira, 10 de outubro de 2017

Olavo contesta reportagem da Folha


Então por que foi dar a "entrevista", bobalhão ??

Olavo contesta reportagem da Folha:

Olavo de Carvalho escreveu no Facebook que a Folha conversou com ele por 2 horas e 46 minutos só para transformá-lo “no estereótipo que ela já trazia pronto na cabeça”: o de “ideólogo de Bolsonaro”, conforme saiu no jornal.

Essa operação “exige, como condição indispensável, a completa ignorância do que sejam uma ideologia e um ideólogo”, afirmou Olavo.

Ele então explicou o conceito, não sem antes listar seis exemplos de ideólogos, que foram ao mesmo tempo militantes e co-fundadores de seus partidos:

– Antonio Gramsci, do Partido Comunista Italiano;

– Giovanni Gentile, do Partido Fascista;

– Alfred Rosenberg, do Partido Nazista;

– Alberto Guerreiro Ramos, do Partido Trabalhista Brasileiro (PTB);

– Luigi Sturzo, da Democracia Cristã italiana;

– Emir Sader, “o célebre Marquês de Sader”, do PT.

“Uma ideologia é o discurso justificador de um programa político definido, criado no seio de uma organização partidária específica, com um claro projeto de sociedade e uma estratégia determinada para a conquista e o exercício do poder.”

Olavo argumentou que “NADA disso” existe em sua obra escrita e oral, que, ao contrário, “enfatiza a total incompatibilidade entre o conhecimento científico da política e a adesão a qualquer programa ideológico que seja”.

“Pior: no próprio corpo da entrevista, afirmo que DESCONHEÇO o programa político do candidato Bolsonaro e que só anunciei minha intenção de votar nele (aliás sem nem mesmo recomendar que alguém mais o fizesse) por simpatia pela sua comprovada honestidade pessoal e pelo caráter nacional da sua candidatura em face de dois concorrentes obviamente associados a esquemas de poder internacionais.

Onde (…) isso faz de mim o ‘ideólogo’ de uma candidatura ou de um partido? Se nem mesmo conheço um determinado programa político, como posso ser o seu inventor ou formulador?”

Para Olavo, “o uso do termo só tem sentido como tentativa de fazer de mim uma espécie de Emir Sader da direita, isto é, de me reduzir às dimensões do que o analfabetismo funcional imperante na redação da Folha de S. Paulo pode conceber”.

O autor concluiu informando que gravou a entrevista ao jornal e irá publicá-la em sua página.

(* Relembre também a entrevista de Olavo de Carvalho a O Antagonista: AQUI.)

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