"O maior inimigo da autoridade é o desprezo e a maneira mais segura de solapá-la é o riso." (Hannah Arendt 1906-1975)

terça-feira, 28 de fevereiro de 2017

GLEISI HOFFMANN E O "TREM DESGOVERNADO"



A Lava Jato é como um trem desgovernado  (Gleisi Hoffmann)

Perfeita definição! E vai passar POR CIMA DE VOCÊ ! Não é legal isso, "Glê" ??  (Eu)

VIVA O CARNAVAL DE 2018 !


por Milton Pires


Aah, amanhã começa o Ano de 17 porque 16 finalmente acabou ! 

Amanhã é o retorno, a volta de chinelagem, a volta do “folião” - esse imbecil que é metade um fodido e metade um bobalhão.. 

O “folião” vai chegar em casa, depois de uma viagem de 6h horas de ônibus para andar 100 km..vai se “dar conta das contas”, vai ver que gastou mais do que podia, que bebeu mais do que devia, que comeu mulher que não conhecia… 

A imbecil, a verdadeira cretina foliã, que “deu” para pelo menos três caras diferentes em cada noite de baixaria, não sabe se espera um exame de gravidez ou um HIV positivo e, para alguém com a moralidade dela, não há diferença entre a gravidade dos dois.. 

O “folião” (e sua versão feminina foliã) voltam das praias, dos litorais, dos confins da Chinelândia, para suas cidades de origem: vão voltar para SP, RJ, Porto e BH..para todo lugar onde ele pode ser assaltado, pode ficar sem médico e seus filhos sem escola… 

Mesmo assim o imbecil volta, e volta trazendo com ele “seus direitos” no porta-malas de um Kadett Vermelho 93...Volta e começa reclamar de tudo..começa a dizer que “paga INPS” para “eles” não “darem nada pra gente depois”“Eles só fica aí nessas coisa de PETROLÃO e nóis que se arrebenta trabalhando dia todo” 

O desgraçado volta e vai ficar aqui novamente, durante um ano, com seu discurso de vagabundo e chinelão, falando “deles”, dizendo que “eles não estão nem aí pra gente que trabalha”… 

Junto com o chinelão baixo nível, esse do Kadett 93, vem o outro vagabundo, o chinelão médico, advogado, engenheiro ou juiz...vem na SUV da Mercedes, vem a 180 por hora e paga multa sem problema..vem no ar-condicionado, escutando a mesma música que toca no Kadett Vermelho e votou no mesmo candidato que o chinelão pobre votou ..Não sente ressaca nenhuma da noite anterior: deu uma fungadinha na farinha antes de pegar estrada...rsss.. 

Sua esposa, namorada ou amante (eu sei lá) encheu o cara de chifre, vem queimadinha de sol, bebendo Red Bull, mascando chiclé e teclando no iPhone 23 ...Deu pra todo mundo no Carnaval, mas essa “se cuida” - só deu usando camisinha..Chegando em casa não vai ter problema com contas. O “ap de cobertura” tá limpinho: é só esquentar alguma coisa no micro (o freezer tá cheio de congelados) e se tocar para cama ver Netflix..O corno chinelão de alto nível, por sua vez, não vai dormir sem espiar a internet: quer ler Diário do Centro do Mundo, Brasil 247, CGN e Luís Nassiff ou Pragmatismo Político...e considera "torturador do DOPS" o cara que lê um patife como Reinaldo Azevedo..

Deus que me perdoe, tomara que fevereiro de 2018 chegue logo e que esta gentalha, esta ralé de vagabundos de periferia, putas de academia, semianalfabetos com doutorado na NYU, alcoólatras, pederastas petistas, viciados, sapatonas psolistas e aberrações de todos os tipos voltem, novamente, para seu habitat natural...o habitat do folião..

Viva o Carnaval de 2018 !



Comentário: depois de escrever este texto, aprendi que o feminino 

de "folião" não é "foliã", mas sim foliona...Azar ! Os dois termos 

são de causar nojo ! Não faz a mínima diferença e tem mais: se o 

feminino do tal "folião" é "foliona", o feminino de capitão deveria 

ser obrigatoriamente,  segundo o cretino que diz que não existe, 

"capitona" 

Janaína Paschoal denuncia que 'caiu do céu' para os corruptos a decisão que liberta o goleiro Bruno; entenda

Janaína Paschoal denuncia que 'caiu do céu' para os corruptos a decisão que liberta o goleiro Bruno; entenda:



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Imagem: Montagem / Folha Política
A autora do pedido de impeachment de Dilma, Janaína Paschoal, alertou para um aspecto ainda mais perigoso da absurda decisão do ministro Marco Aurélio Mello, que soltou o ex-goleiro Bruno. Para Janaína Paschoal, a decisão "parece ter caído do céu, para os corruptos", neste momento, quando os poderosos começam a ser responsabilizados pelos crimes de corrupção. 

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Papel do STF

Papel do STF:



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Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net

Por Carlos Henrique Abrão e Laércio Laurelli

A Corte Constitucional Brasileira necessita passar, rapidamente, por uma grande transformação, para inspirar confiança, credibilidade e admiração da população. Essa gigante mudança necessita de três pilastras,o papel essencial do STF, a forma de nomeação dos Ministros e por último e não menos importante as questões a serem julgadas sob a ótica da última palavra em termos de jurisdição.

Ao tempo em que interveio para conter dessintonia e dissabores entre legislativo e executivo o STF perdeu um pouco seu papel proeminente de guardião-mor da constituição federal. E a nossa carta política constitucionalizou tudo, desde a saúde, transporte, educação, e integração entre os poderes, infelizmente, pois que o STF não consegue dar conta mais ainda quando se lhe afigura normal o julgamento sob a égide do foro privilegiado.


Em primeiro lugar o STF deve retornar para exercer seu papel de mero garantidor da lei maior, sem descer a detalhes ou apreciar matérias sem relevância ou repercussão geral. Dessa maneira, não mais do que mil julgamentos por ano deveriam passar pelo crivo da nossa corte, em razão do tamanho do País e do excesso de litigiosidade. Noutro giro a nomeação deve ter mandato por prazo determinado no máximo dez anos, ampliando a composição de onze para quinze ministros e o funcionamento do recesso seria de apenas trinta dias.

As nomeações ficariam em mãos do judiciário: 7 cargos, 3 cargos pela OAB, 3 cargos Ministério Público, um pelo executivo e outro pelo legislativo, totalizando as 15 vagas. As sabatinas seriam feitas dentro do próprio órgão ou alternativamente pelo Conselho Nacional de Justiça.

O fim do foro privilegiado é inadiável, apenas o presidente, o vice, o presidente do senado e o presidente da câmara  e os ministros do Tribunal de Contas da União, do STJ, e do TST, no mais todos estariam sujeitos ao julgamento pelo Superior Tribunal de Justiça.

Com isso teríamos um desafogamento muito grande da corte superior, notadamente com a saída de senadores e deputados federais que manteriam foro junto ao STJ. Nessa percepção o ritmo de julgamento dos processos criminais sucederia por juizes auxiliares que teriam a função de proceder a toda instrução e manter o ministro apenas na atividade de proferir seu voto. Além disso as decisões proferidas a partir do chamado Mensalão e transmissões pela TV Justiça despertaram interesse da população e acesa discussão da sociedade a respeito da impunidade e da chamada imunidade parlamentar.

Decisões e mais decisões monocráticas ou não advindas do STF mostram um descasamento com a vontade da sociedade civil e isso revela que temos muito a repaginar a corte suprema não para dar respaldo ao clamor popular, mas de modo a evitar decisões monocráticas de repercussão.

Eis que a suprema corte foi concebida para julgar e absolver muito mais do que para condenar. Explica-se o raciocínio, na medida em que sendo a instância última o que a maioria faz ao se dirigir até o STF é a reapreciação do caso concreto e a soltura de presos, pelo excesso do prazo ou famigerado regime de progressão de pena.

Bem nessa visão o descomprometimento do STF em relação à sociedade tem sido invulgar, e a sociedade está indefesa e os crimes hediondos, do colarinho branco, e que envolvem principalmente corrupção se eternizam na corte suprema sem uma resposta que possa combater o ímpeto da classe política e empresarial nos malfeitos com o dinheiro público.

E como fazer para acelerar o julgamento se os prazos são dilatados, pedidos de vista comuns,e a conotação política supera qualquer expectativa. Não temos e raramente conseguiremos uma corte suprema à altura daquela norte americana ou alemã. Daí porque o funcionamento do STF em Brasília se nos afigura improdutivo, infestado pelas pressões e movimentos dos detentores do foro privilegiado.

Na Alemanha a corte constitucional está fora e distante de Berlim para justamente ter a neutralidade e imparcialidade. No Brasil é fundamental transferir a Suprema Corte para longe de Brasília, ou se proporia um rodízio a cada 3 anos, ou se manteria em São Paulo, com facilidade de acesso e malha rodoviária e aérea compatíveis com os interesses dos jurisdicionados.

Bem se denota que o nosso STF desde o seu papel, passando pela composição e até a forma de julgamento não se coaduna com a tessitura de seu arcabouço constitucional e as decisões monocráticas de repercussão geral e que afetam à sociedade deveriam ser ratificadas no prazo máximo de trinta dias pelo órgão colegiado sob pena de perda da sua eficácia e validade e retorno ao statu quo ante.

A demonização da corrupção e o trabalho fabuloso da seara federal, pós mensalão, identificam que as instâncias inferiores se conversam, dialogam e têm simetria, ao passo que o STF, sem controle ou sistema de aferição de posição, sinaliza uma assimetria preocupante e que não presta contas de sua tarefa à cidadania.

E para tanto vislumbra ponderar que até hoje depois de mais de 20 anos não temos marcados os julgamentos dos expurgos inflacionários e demais matérias que causam desconforto e desconfiança da sociedade. E a propósito a própria Ministra Presidente da Corte Suprema, dias atrás, comentou que a população não tem mais respeito ou confiança em suas instituições, incluindo o judiciário.

O caminho exclusivo para mudar essa situação periclitante e de efeitos devastadores seria encontrar o verdadeiro papel da justiça, refrear ações inócuas,mudar a sua composição e o seu local de funcionamento. Eis em resumo algumas diretrizes as quais se forem aplicadas nos darão o norte a a consciência que a Corte Suprema somente terá seus dias de vanguardismo acaso perca seu estilo político e desconexo com a realidade do País e acerte os ponteiros de julgar com a ansiedade que ambiciona uma sociedade em permanente estado de crise mormente trazida pelo fator impunidade e a demora desrespeitosa de apreciar matérias relevantes, além das pontuações monocráticas salgadas e que espetacularizam desconsertos monumentais na jornada de equilibrio e no caminhar de uma sociedade civil desenvolvida.

Carlos Henrique Abrão (ativa) e Laércio Laurelli (aposentado) são Desembargadores do Tribunal de Justiça de São Paulo.

DIÁLOGOS.




Procuradora Deborah Duprat disse que filhos são “do Estado” e não dos pais. 


por Milton Pires


P - Milton? 

R - Quê? 

P - O que é a vida privada? 

R - A vida privada é a vida do sofrimento ou do prazer absoluto.

P - como assim?

R - Ou eu estou sofrendo no Presídio Central, no sofrimento absoluto, ou estou no PRAZER absoluto completamente NU, ouvindo Guns N Roses, tomando cerveja preta e cercado de loiras nuas..

P - Hum...Isso é "ser livre"? 

R – não..de jeito nenhum - EM NENHUMA das duas situações eu sou livre !

P - O que é "ser livre"??

R - Ser livre não diz respeito à vida privada...diz respeito à vida pública..

P - então na vida privada ninguém é livre?

R - NÃO...na vida privada ninguém é livre. A vida foi, dentro da família, originalmente chamada de “privada” porque era privada de liberdade ..a LIBERDADE é um conceito da vida pública e só podemos ser livres na vida pública através da Política..

P - e nós somos livres aqui no Brasil??

R - Não..nós não vivemos NEM completamente na vida privada e nem na vida pública aqui no Brasil.

P - Onde nós vivemos..?

R - aqui...na sociedade...ou nas "redes sociais"..(que são parte da sociedade)

P - O que acontece na sociedade?

R - acontece que você NEM PODE andar NU, tomando cerveja e comendo mulher e TAMBÉM não pode mudar o Brasil..O "espaço social" não é NEM PÚBLICO, NEM PRIVADO.

É um espaço em que você NÃO é LIVRE e também NÃO pode viver coisas privadas - daí o seu desespero pela privacidade que você tem na sua casa e seu desespero para que a Política mude.

P - e isso vai acontecer?

R - Não ...Não vai de jeito nenhum ! O que está acontecendo é que o Espaço Público (a Politica) foi tomada pelo crime organizado E o espaço privado (sua família) por gente que diz que seus filhos não são mais seus...Então você está aqui PRESO COMIGO nisso que se chama "sociedade civil como um todo"...Bem vindo..

DESESPERO PELA PRIVACIDADE


Milton Pires

A concepção de que a "vida privada", aquilo que é exclusivamente NOSSO, que nos é particular, é uma "coisa boa"...de que um "quarto privado", um "camarote privado", uma "classe privativa",  é algo bom, é "gostoso", é um fenômeno, é uma concepção MODERNA. 

Viver a "vida privada", na Grécia Antiga, é NÃO VIVER a vida PÚBLICA. A liberdade, no seu conceito original, é um fenômeno da vida pública, não da vida privada. O escravo grego tinha "vida privada", mas não era livre: ele vivia preso a vida do lar, não no espaço público que só podia ser ocupado por homens livres. Ora, acabamos de demonstrar que havia portanto, no conceito de "privacidade", a ideia de "privação da liberdade"...Privacidade JAMAIS foi, originalmente, algo bom. Quando, pergunto eu, a privacidade tornou-se, historicamente sinônimo de "coisa boa"...de "poder econômico"...de "diferenciação"...???


A "privacidade" adquire sua concepção moderna somente depois do advento da "sociedade"...A "sociedade" é tudo aquilo que NÃO é familiar, não é privado, mas também não é POLÍTICO. 


O "espaço social" é um espaço sem nome e sem rosto, gigantesco, que nasceu obliterando, ocupando o espaço FAMILIAR PRIVADO e o espaço originalmente POLÍTICO da "pólis" da Grécia Antiga. 


Saindo do espaço familiar privado para o espaço público grego da pólis, o homem, entre iguais, destacava-se pelos seus feitos - era aí que ele entrava para História como grande cidadão. O espaço da pólis foi, portanto, o espaço da LIBERDADE garantida por uma IGUALDADE essencialmente POLÍTICA. 


O espaço social, que não é privado nem público, é o "Reino da Igualdade Absoluta" onde homem algum pode "se destacar"...Todos precisam estar dentro das Leis da Economia Política e das Ciências Sociais - não há Liberdade no "espaço social"....só há IGUALDADE.


É por isso que no "Império do Espaço Social" tudo aquilo que é privado, tudo aquilo que é particular torna-se, ao contrário do sentido original, algo de bom...


O Espaço Social é o "Lar Nacional" sem liberdade alguma do espaço público  e sem direito à intimidade da vida privada do lar (a exemplo do lar original grego onde pai e mãe regiam a família de uma maneira NÃO democrática e ditatorial criando filhos para a liberdade do espaço público político) mas apenas a IGUALDADE absoluta. 


Nenhum homem, dentro do "espaço social", pode produzir "feitos notáveis" da vida política nem ter as intimidades da vida privada. Não há mais espaço para destaques nem feitos extraordinários no "espaço da sociedade civil". Ninguém mais é "cidadão" no sentido original. 

Saindo da vida privada da família, nós não conseguimos mais produzir a ação política no espaço público porque NÃO EXISTE MAIS ESPAÇO PÚBLICO - existe só a "sociedade como um todo"...

Daí todo nosso desespero, quando deixamos a vida na nossa família e na nossa casa original, por aquilo que chamamos de "privacidade"

A história do Carnaval

A história do Carnaval:

O Carnaval é, exclusivamente, um período de festas profanas e de divertimentos entre os Reis e a Quaresma, com o seu auge nos três dias anteriores à quarta-feira de Cinzas. Não se conhece verdadeiramente a origem da palavra Carnaval. Para uns, compreendia a terça-feira gorda, dia em que começava a proibição de ingestão de carne pela Igreja, como preparação para a Páscoa. Outros, procuram no latim a explicação para o vocábulo: carnelevamen, depois carne,vale ("adeus, carne"). Carnelevamen pode significar igualmente carnis levamen, "prazer da carne", antes das abstinências e prescrições que marcam a Quaresma.





História



A origem da festa em si é também desconhecida. Uns advogam o culto de Ísis, outros as festas em honra de Dionísio, na Grécia clássica, outros ainda as bacanais, lupercais e saturnais, festejos romanos de grande licenciosidade e uso de máscaras, como aliás nas anteriores. Alguns não recuam tanto no tempo e apontam as suas origens para as festas dos doidos e dos inocentes da Idade Média. Cada uma em particular ou todas assimiladas na tradição acabaram por criar a tradição do Carnaval e as suas matizes ou formas regionais.



Depois, na Idade Média ainda, outras festas anunciavam já o Carnaval, apesar da Igreja não apreciar muito, ainda que tolerasse e não criasse barreiras institucionais ou morais incontornáveis. O papa Paulo II, no século XV, por exemplo, permitiu, em Roma, a Via Lata, um desfile alegórico de carros, com batalhas de confetis e lançamento de ovos, para além de corridas de cavalos ou de corcundas, entre outros folguedos. 



Mas todas estas festas populares grotescas foram "polidas" pelo Renascimento e pela Reforma Católica, acabando-se com a violência e ousadias públicas. O tétrico e o macabro, por outro lado, substituem o carácter de festa de "bobos" daqueles folguedos medievais. Surgem as danças da Morte e suas representações cénicas, os bailes de máscaras, promovidos pelo papado, decadente, do século XVI, que rapidamente se difundiram por Itália e França. 



Aqui se manteve até ao século XIX, quando ganha um novo vigor. Em Inglaterra ganha também popularidade este tipo de baile (como o de 1884 promovido pelo Real Instituto de Pintores e Aguarelistas, em que os pintores ingleses se mascararam de mestres do Renascimento ou de figuras da realeza europeia). Perdia em festa "bufa" e de rua, ganhava em elegância, alegoria, ordem e requinte artístico, para além de tocar agora as classes mais abastadas, antes arredadas dos festejos populares. Bailes e desfiles organizados tomavam, na Europa Ocidental, o lugar das turbas de gente etilizada e aos gritos. Este "novo" Carnaval europeu surgiu em fins do século XIX e meados do XX, sobrevivendo ainda hoje, como por exemplo em Nice ou Munique.



O Carnaval em Veneza e Nova Orleães



Imaginação, "faz de conta", máscaras, subtileza, charme e mistério, eis algumas das tonalidades que matizam o Carnaval dito "temperado", ou do Velho Continente, ainda que em Portugal apareçam já em profusão irreversível "carioquizações" nos festejos que por todo o lado surgem na quadra. Veneza continua a ser a capital do esplendor, da folia, da subtileza do efémero que cada máscara representa, da ultrapassagem dos sentidos, enfim, o Carnaval mais requintado do Mundo, provavelmente. 



As máscaras representavam, primeiramente, os criadores do Inferno. Depois, os disfarces da Comedia Dell´Arte mesclaram-se com as máscaras pretas ou brancas, trazendo teatralidade e expressão, embora se tenha caído também numa libertinagem "encoberta" no mistério de um disfarce, onde o prazer mandava. Até mesmo freiras se terão disfarçado de capa e máscara para procurar devaneios proibidos... Depois de uma certa letargia, o luxuoso e caro Carnaval veneziano - como a cidade - ressurgiu em pompa e estilo após 1980, impulsionado pela célebre Bienal de Arte. 



Outro Carnaval não tropical - mas já com temperaturas mais altas - é o de Nova Orleães, no estado americano da Luisiana, de inspiração francesa e africana, como tudo na cidade. É o Carnaval do jazz ou da música cajun, das festas loucas nas ruas durante três dias, é mesmo o Carnaval mais mestiço da América (do Norte, diga-se), fazendo lembrar os festejos da quadra levados a efeito pelos estudantes de artes nas capitais europeias nos anos 20 e 30 do século XX. Nova Orleães explode em alegria, cor e música: no Carnaval a população negra e mestiça torna-se rainha na cidade, embora todos, num turbilhão de raças e estilos, se juntem à festa.



O Carnaval no Brasil



Mas, Carnaval, dizem alguns, só há um: o do Brasil, e mais concretamente o do Rio de Janeiro. Até meados do século XX, o Carnaval - que assume várias facetas, conforme a cidade - era ainda o colonial e monárquico, com reminiscências das festas de entrudo levadas pelos colonos e imigrantes, maioritariamente portugueses. As pessoas, de forma violenta, atiravam umas às outras cal, farinha e água, num intuito de besuntar ou molhar quem passava. No Rio, tudo isto foi proibido em 1904, gerando polémica e contestação entre o povo. 



Depois, alimentando uma tradição anterior, ganharam dimensão festiva os zé-pereiras de herança portuguesa, entre o povo, e os bailes em teatros, hotéis ou casas particulares, fazendo-se eco das festividades que começavam a ser moda na Europa na quadra. Como exemplo, ficaram célebres os bailes do Teatro Municipal, no Rio, entre 1930 e 1975. 



Os bailes, entretanto, popularizaram-se rapidamente, ganhando em animação e cor, com muita música. Música que ganhou contornos próprios na quadra, com ritmos, letras e melodias específicos. Da marcha Abre Alas de Chiquinha Gonzaga, em 1899, outros géneros foram surgindo: o samba, a marcha-rancho, a batucada e o samba-enredo. A música carnavalesca tornou-se assim um género específico até 1960. Recordem-se aqui canções como Cidade Maravilhosa (1935) e Mamãe eu Quero (1937). 



A rádio ajudou à consolidação deste género carnavalesco, mas a televisão, a partir da década de 70, minimizou a música carnavalesca. O aspeto visual ganhou em importância ao musical, guindando as escolas de samba e o cortejo carioca para o momento mais alto do Carnaval do Rio e de toda a quadra em qualquer lugar do Mundo. Mas o samba não morreu, prevalecendo principalmente a sua forma "enredo", animada cada vez mais pelas baterias, cujos sons foram importados já por outros géneros musicais modernos e diferentes. 



As escolas de samba são outra marca de identidade do Carnaval carioca. A primeira foi criada em 1928, a "Deixa Falar", no bairro de Estácio. A praça Onze tornou-se no local mítico de concentração das escolas de samba nos dias de Carnaval, incentivando-se assim, de ano para ano, graças à animação, o aparecimento de novas escolas e a formação até de campeonatos com sobe e desce de divisão. 



Hoje são autênticas empresas de espetáculos, devidamente registadas, muitas já com intuitos de solidariedade social. Há regras próprias dentro das escolas de samba, quer de admissão, quer de permanência, quer, em comum com as outras, de atuação dentro de um desfile de Carnaval. No entanto, são as escolas que mais animam o Carnaval, atraindo uma miríade de colaboradores ao longo do ano e um frenesim inusitado na época do Carnaval.



Além das escolas, outros baluartes da preservação e manutenção do Carnaval carioca são as Sociedades Carnavalescas, com as suas "Sumidades", funcionando como altas dignidades do rei momo. O Carnaval do Rio é também o Carnaval da liberdade, fora do sambódromo, fora dos desfiles, em passeatas em grupo (blocos, cordões, ranchos), em festas particulares e num sem número de atividades e comemorações mais ou menos licenciosas por todo o lado. Antigamente, existiam também os corsos, com desfiles de automóveis enfeitados, mas o aparecimento de automóveis fechados (e fim dos "calhambeques") acabou com esta tradição.



No Brasil, existem outras formas de Carnaval, como o da Baía, de tradição africana (como o cortejo dos afoxés), com sonoridades e ambientes diferentes do Rio, ou os de Olinda e Recife, em Pernambuco, também no Nordeste, igualmente animadíssimos e marcados pelas músicas de ritmo frenético e contangiante, em batidas sincopadas a par de instrumentos de sopro.



O Carnaval em Portugal



No calendário cerimonial anual português, o Carnaval é um dos mais importantes "ciclos" festivos. Assume particular destaque atualmente nos meios urbanos, mas possui, ao mesmo tempo, ainda características muito próprias nos meios rurais tradicionais. Aqui é anunciado, por exemplo, ainda antes dos três dias que decorrem entre o Domingo Gordo e a Terça-Feira Gorda, por celebrações preparatórias, dir-se-ia, como, por exemplo, as dos "dias dos compadres e das comadres". 



Os antropólogos conotam a estas celebrações rituais de glorificação do próprio grupo sexual no respetivo dia - homens na quinta-feira dos compadres e mulheres na quinta-feira das comadres (esta tradição é muito forte em Lazarim, Lamego). As troças (com uso de chocalhos, como no Alto Alentejo), perseguições e solidariedade dentro de cada grupo (no dia das comadres, até as mães são "contra" os filhos varões e os pais, no dos compadres, "contra" as filhas", por exemplo) são as marcas visíveis destes festejos, para além da exibição de bonecos jocosamente alusivos ao "outro sexo" nos dias de cada grupo (compadres ou comadres). Cotejos próprios de cada grupo ou casamentos fictícios, por sorteio, ocorrem em certas regiões, como no Alentejo. Outras regiões há em que as mulheres dão aos homens uma refeição melhorada, no dia das comadres, retribuindo os compadres, no seu dia, aquele favor culinário.



Quanto ao Carnaval propriamente dito, os seus rituais são mais ou menos comuns a todo o País, à exceção dos "cardadores" de Ílhavo ou das danças de Carnaval na ilha Terceira, Açores. 



As características comuns do Carnaval em Portugal são essencialmente quatro: 



- ausência completa de restrições alimentares quantitativas e qualitativas, com a ingestão de carnes de toda a espécie, desde a orelheira no Norte ao galo em outras regiões, para além das sobremesas da quadra como o arroz doce e as filhoses. Os bodos são um exemplo festivo desta componente alimentar. Os excessos alimentares carnavalescos são entendidos, por outro lado, como contraponto aos jejuns e abstinências quaresmais.



- uso de máscaras, essenciais nos festejos mas sem relação alguma com rituais específicos, como noutras regiões da Europa (Veneza, Colónia...)



- exibição e destruição de manequins/bonecos de tipo burlesco, com carácter jocoso, visível nas paródias aos enterros (como o do "João"). 



- As "pulhas" carnavalescas, ou sátiras de acusação e provocação, direta e humorística, por vezes com tom ofensivo. 



Estas três últimas constantes revelam outra oposição - a da transversão ou subversão momentâneas da ordem normal (sem desacatos organizados), licenciosidade, certa rutura, excessos - à Quaresma, tempo de rigor e disciplina, contenção e discrição.



Estas características podem ser vistas também numa perspetiva de comemoração da transição entre dois ciclos, o do inverno e o da primavera, com o Carnaval a antecipar os rituais ligados a ideias de regeneração da fertilidade ou de retorno à abundância, as quais marcam as cerimónias do ciclo primaveril.

Os mais conhecidos carnavais de Portugal são os de Loulé, Ovar, Torres Vedras, Canas de Senhorim, Madeira, Alcobaça ou da Mealhada, alguns mesclados com tradições importadas - do Brasil ou de Itália - mas espontaneamente assimiladas pelos foliões portugueses e perfeitamente enquadradas no carácter de liberdade e animação popular.
wikipedia (imagens)
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Carnaval em Roma, 1650 - Johannes Lingelbach 


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Celebrações do Carnaval na Holanda, 1490, Hieronymus Bosch 


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Jogos durante o Carnaval,  Rio de Janeiro, c. 1822 - Augustus Earle 


segunda-feira, 27 de fevereiro de 2017

Presidente de Organização Criminosa Assassina Petista Elogia LIBERTAÇÃO de Colega Goleiro Psicopata

Rui Falcão: É hora de cessar a parcialidade nos julgamentos
Para o presidente do PT, é preciso dar um fim à perseguição politica promovida por certos juízes e procuradores e libertar Vaccari, Dirceu e Palocci
27/02/2017 11h32

Gil Ferreira/SCO/STF


Justiça - STF

A soltura do ex-goleiro do Flamengo, Bruno de Souza, semana passada, por decisão liminar do ministro do STF, Marco Aurélio Mello, deveria levar a uma revisão geral nas decisões recentes da Suprema Corte nos requerimentos de habeas corpus sistematicamente denegados.

Como se recorda, Bruno foi condenado a 22 anos e 3 meses de reclusão por homicídio triplamente qualificado e ocultação de cadáver da ex-amante Eliza Samudio. Estava preso há 6 anos e 7 meses, sem que fossem apreciados seus recursos de apelação.

Em despacho memorável, o ministro Marco Aurélio escreveu que a prisão preventiva decretada pelo Tribunal do Júri de Contagem (MG), de primeira instância, não se sustentava, pois, a despeito da opinião pública contrária ao réu, o “clamor popular não é suficiente” para negar o direito de responder em liberdade.

“A esta altura, sem culpa formada”, disse o ministro, “o paciente está preso há 6 anos e 7 meses. Nada, absolutamente nada, justifica tal fato. A complexidade do processo pode conduzir ao atraso na apreciação da apelação, mas jamais à projeção, no tempo, de custódia que se tem com a natureza de provisória”.

Vale lembrar que cerca de 40% dos mais de 600 mil presos nas penitenciárias brasileiras (na maioria jovens e negros) ali permanecem sem julgamento, a maioria sem culpa formada, escancarando as falhas do sistema judiciário brasileiro, consagrando a injustiça e favorecendo a proliferação de organizações criminosas.

Diante do excesso de prisões preventivas, sem motivo e prolongadas no tempo para forçar delações, o rigor jurídico do ministro Mello para um homicida confesso deveria estender-se ao conjunto das sentenças do STF. Afinal, por que manter presos João Vaccari, José Dirceu e Antônio Palocci – e há outros em situação semelhante — contra os quais só existem delações e nenhum prova consistente?

É hora de cessar a parcialidade nos julgamentos, dar um fim à perseguição politica promovida por certos juízes e procuradores e libertar Vaccari, Dirceu e Palocci.

Rui Falcão é presidente nacional do PT

Rui Falcão elogia decisão que libertou o ex-goleiro Bruno e acrescenta: ‘É hora de libertar Vaccari, Dirceu e Palocci’

Rui Falcão elogia decisão que libertou o ex-goleiro Bruno e acrescenta: ‘É hora de libertar Vaccari, Dirceu e Palocci’:



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Imagem: Montagem / Folha Política
O presidente do PT, Rui Falcão, divulgou um texto em que, na contramão de toda a sociedade brasileira, elogiou a decisão do ministro Marco Aurélio Mello, que libertou um assassino condenado por um crime com muitos requintes de crueldade. O colunista Josias de Souza não perdeu a oportunidade de ironizá-lo: lembrou que o mesmo Rui Falcão já prometeu expulsar do partido qualquer membro que fosse condenado por corrupção. Hoje, segundo Josias de Souza, "Rui Falcão carnavaliza de vez o PT, condenando o partido a uma Quarta-Feira de Cinzas perpétua".
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Não existe NADA tão Lindo no Carnaval como a "Integração" dos "Foliões" com a PM

GENERAL TORRES DE MELO MANDA CARTA AOS EXMOS SENHORES MINISTROS DO STF

18/01/2017



CARTA ABERTA

Estou escrevendo para o mundo, pois tenho certeza que não serei lido por Vossas Excelências. Sou apenas um cidadão e não uma autoridade, logo sem muito valor.
Fiquei atônito, pasmado quando vi na TV o Ex. Sr. Ministro Marco Aurélio perguntar ao jornalista se ele acreditava no STF e ele sem pestanejar respondeu: NÃO.
Durante toda a minha vida fui educado a acreditar no STF, que para mim era e é a última salvação do País, pois um STF desacreditado, é a morte da Nação.
Como sou muito idoso, só agora estou vendo Ministro do STF dando, quase que diariamente, entrevista. É a vulgarização do cargo. Ministro do STF tem como obrigação primeira manter a majestade do cargo.
Vi todas as crises. Nunca tinha visto se falar tanto em segredo de JUSTIÇA. Ladrão pequeno, bandido reles são mostrados nas TV, jornais e rádio e até procuram esconder a cara. Ladrão grande, de bilhões de reais, desculpem Ex. Sr. Ministros, de bilhões de dólares, são guardados com cuidado, pois roubaram a Nação. Segredo de Justiça para quem rouba o acervo do Palácio? Penso que é injustiça. Quem rouba o QUERIDO BRASIL deveria ser logo preso. Se funcionário público ainda mais cadeia.
Por que tanta demora em julgar os que são possuidores de fórum privilegiado? Alguns com vários processos ainda continuam dando palpite na vida nacional, quando a cadeia é pouca. Na China homem público roubou é processado e se culpado condenado a morte. Na Islândia acusado pede demissão. No Japão se suicida. Aqui, no velho Brasil de guerra, alguns voltam para casa, outros para casa com tornozeleira eletrônica e com direito a mil e uma apelações e os pobres desempregados por causa de ladrões de colarinho branco, cortando o leite dos filhos. Quando o Jornalista afirmou que não acreditava no STF o Ministro Marco Aurélio ficou parado. O rosto impassível. Parecia aquele rosto de uma senhora com a mão aberta no rosto, lábios ligeiramente abertos e com os olhos arregalados quando os alemães fizeram o quinto gol na copa do mundo. Eu, também, pois deixar de acreditar na justiça brasileira é o fim do mundo. O Ministro Teori Zavascki (Teori Albino Zavascki), preocupado com o cumprimento da lei, que é um mérito, não gostou que fosse dado conhecimento a determinados telefonemas gravados, pois a lei não permite. E roubar o País não é pior? Por que não julga os poderosos acusados no LAVA JATO? Não deveriam já se encontrar presos? Gostaria de saber se os senhores ministros fossem roubados como foi o Brasil, se os ladrões que avançarem nos pertences de V. Ex. teriam direito ao tão falado segredo de Justiça?
Ao terminar, gostaria que o meu STF fosse intocável e que a Justiça fosse para todos.

O ARTIGO 5º DA C F DIZ: TODOS SÃO IGUAIS PERANTE A LEI

GRUPO GUARARAPES – GEN TORRES DE MELO

UPA em Porto Alegre Fechada há mais de 12 Horas por TIROTEIO

"Menina dos Olhos" da esquerda vagabunda petista da saúde em Porto Alegre, a UPA da Vila Bom Jesus está fechada em função de um tiroteio.

Posto de saúde em Porto Alegre está fechado há mais de 12 horas

Tiroteio ocorreu em frente à unidade da Vila Bom Jesus nesse domingo



Tiroteio motivou equipe do posto da Vila Bom Jesus suspender atendimentos | Foto: Simers / Divulgação / CP
* Com informações da assessoria da Simers

O Pronto Atendimento da Vila Bom Jesus, localizado na zona Leste de Porto Alegre, está fechado há mais de 12 horas. Segundo informou o Sindicato Médico do Rio Grande do Sul (Simers), o fechamento ocorreu em razão de um tiroteio na noite desse domingo.

A troca de tiros provocou pânico entre pacientes e médicos já que uma bala atingiu uma das janelas de observação e por pouco não teria atingido a cabeça de um dos funcionários. Por motivos de segurança, os profissionais suspenderam o atendimento.

A Secretaria da Saúde está em reunião desde início da manhã desta segunda-feira para tratar do caso. Por volta das 10h, uma viatura da Guarda Municipal se deslocou para o posto após pedido do secretário municipal Erno Harzheim.

De acordo com o sindicato, este já é o décimo caso de violência próximo ou dentro de uma unidade de saúde no Estado. Do total, seis foram em Porto Alegre.

Após declaração de procuradora, familiares de vítimas devem entrar na Justiça contra prefeitura

Após declaração de procuradora, familiares de vítimas devem entrar na Justiça contra prefeitura: Mirela Marchesan disse que embriaguez de frequentadores seria uma das causas das mortes


Políticos vão sambar depois do carnaval

Políticos vão sambar depois do carnaval:



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Vem aí a "Quaresma de Janot": nova lista baseada na delação dos 77 executivos da Odebrecht, que envolve figuras de vários partidos. Os políticos vão sambar mesmo é depois do carnaval. Texto de Vera Magalhães (Estadão):


Como diria a canção, todo carnaval tem seu fim. Este ano, junto com a Quaresma, começa a contagem regressiva pela nova “lista do Janot”.

O procurador-geral da República e sua equipe trabalham diuturnamente na preparação dos inquéritos, denúncias e arquivamentos que serão pedidos, provavelmente em vários blocos, contra políticos a partir da megadelação premiada de 77 executivos, funcionários e ex-diretores da Odebrecht.

Como na primeira leva de inquéritos apresentada por Rodrigo Janot contra autoridades com foro privilegiado, em 2015, novamente os procuradores agrupam os depoimentos dos delatores ligados à empreiteira em fatos.

Cada fato deve corresponder a um pedido de procedimento, com vários políticos juntos, no Supremo Tribunal Federal. Assim, o mesmo político poderá ser alvo de mais de um pedido.

Janot acredita que, ao agir dessa maneira, facilita o “caminho probatório” dos delitos narrados. Assim, cada fato será corroborado pela colaboração de apenas um ou de vários delatores.

O método de trabalho obriga a uma logística insana. Os depoimentos foram colocados num software que permite fazer buscas e cruzamentos por assuntos, nomes de políticos citados, delatores, datas etc.

Nas exaustivas reuniões para fechar o pacote de pedidos ao STF, não é raro um procurador se lembrar que esse fato narrado já aparecera em alguma delação anterior às da Odebrecht, o que obriga a novas pausas, outros cruzamentos e mais horas de trabalho. Os envolvidos na “operação Quaresma” de Janot garantem que logo após a Quarta-Feira de Cinzas devem começar a pipocar as providências do procurador-geral.

Uma das primeiras será pedir o levantamento do sigilo de uma fatia grande das delações da Odebrecht. Apenas aqueles depoimentos cuja publicidade pode levar à obstrução das investigações permanecerão em segredo.

Diferentemente de 2015, quando não denunciou ninguém de imediato, Janot deverá fazê-lo agora, pois o “arcabouço probatório” – com mais dois anos de investigações e os documentos fornecidos pelos delatores da Odebrecht – é muito mais sólido que o da primeira lista.

Da mesma forma, os procuradores devem propor o arquivamento de fatos imputados a políticos descritos como inconsistentes, laterais ou impossíveis de comprovar.

O rol de personagens citados pelos delatores da Odebrecht supera em muito a centena. Figuram ali, além de autoridades com foro, ex-prefeitos, ex-deputados, ex-governadores etc.

A nova lista do Janot, aqueles que serão objeto de alguma providência por parte do procurador-geral, será um pouco menor. Muitos nomes serão encaminhados para as instâncias inferiores sem ter a situação analisada pelo grupo de trabalho da PGR.

Há, no entanto, políticos que não têm mais foro no Supremo, mas serão incluídos pelo procurador nos procedimentos que pedirá na corte. Poderá ser o caso, por exemplo, dos ex-presidentes Lula e Dilma Rousseff, citados na delação de Marcelo Odebrecht.

Janot ainda estuda se pedirá a abertura de novos procedimentos contra eles ou se recomendará que as novas revelações sejam juntadas a processos já em curso – expediente, aliás, que será largamente usado no intrincado “Lego” que o Ministério Público monta a partir da mãe de todas as delações.

Renomado jurista ataca Marco Aurélio, do STF, sobre soltura de Bruno: 'Soltar um criminoso com esse requinte de perversidade é uma ofensa à sociedade'

Renomado jurista ataca Marco Aurélio, do STF, sobre soltura de Bruno: 'Soltar um criminoso com esse requinte de perversidade é uma ofensa à sociedade':



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Imagem: Montagem / Folha Política
A decisão do ministro Marco Aurélio Mello, do STF, de soltar o ex-goleiro Bruno, não chocou apenas a sociedade leiga em Direito. O famoso jurista Modesto Carvalhosa atacou a decisão: "Estamos realmente diante de um desafio para a ordem social. Soltar um criminoso com esse requinte de perversidade é uma ofensa à sociedade". 
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Morte de secretário antilavagem do Uruguai ocorre às vésperas de acordo com o Brasil

Morte de secretário antilavagem do Uruguai ocorre às vésperas de acordo com o Brasil:



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Imagem: Walter Paciello / Presidência do Uruguai
Foi encontrado morto ontem em Punta del Este, no Uruguai, Carlos Diaz.

No Brasil, quase ninguém sabe de quem se trata, mas Diaz era um elo fundamental para se desvendar crimes que estão sendo investigados pela Lava-Jato.

Diaz era desde 2010 o diligente diretor da Secretaria Nacional de Luta contra a Lavagem de Dinheiro do Uruguai.
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Colunista sugere que o 'fim do mundo' da política virá logo após o Carnaval

Colunista sugere que o 'fim do mundo' da política virá logo após o Carnaval:



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Imagem: Reprodução / Twitter
O colunista Ricardo Noblat, do jornal O Globo, vem sugerindo que haverá grandes revelações de corrupção logo após o Carnaval. Há poucos dias, ele afirmou: "Em 1968, os militares esperaram a passagem por aqui da rainha da Inglaterra para só depois baixarem o AI-5. Agora, o Ministério Público e a Justiça esperam a passagem do carnaval para desatar a tempestade sobre os políticos e seus sócios". 
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27 de Fevereiro de 272(*) Nasce o Imperador Constantino, "O Grande"

27 de Fevereiro de 272(*) Nasce o Imperador Constantino, "O Grande":

Constantino I, o Grande, de seu nome completo Flávio Valério Aurélio Constantino, nasceu provavelmente entre 272 e 274 na região de Naisso, Mésia Superior. Foi imperador romano entre os anos de 306 e 337, ano da sua morte. E era filho de Constâncio Cloro e de Helena.

À morte de seu pai em Iorque em 306, Constantino é aclamado pelos seus soldados César e depois Augusto, tendo casado com Fausta, filha de Maximiano, que Constantino vence no confronto de Marselha. Em 312, fica com o domínio do Ocidente ao vencer Maxêncio, filho de Maximiano, na Ponte Mílvia, perto de Roma. Com a morte de Galério em 311, Constantino inicia o governo conjunto do Oriente com Licínio, que suporta até 324, altura em que o derrota na batalha de Crisópolis, mandando-o matar em Tessalonica.

Com a publicação do édito (ou carta) de Milão no ano de 313, estabeleceu a tolerância de culto, iniciada anteriormente por Galieno e Galério, e no concílio de Niceia de 325 condena os donatistas e estabelece condutas de fé e disciplina, favorecendo deste modo o progredir do cristianismo como religião dominante do império, situação que sai reforçada com a consagração à Virgem Maria em 330 da capital do império de Constantinopla.

A nível do governo geral foi um hábil estratego, conferindo ao poder imperial um cunho pessoal, introduzindo na administração pessoas da sua confiança. Tornou a aristocracia senatorial numa classe territorial, que se hierarquizava mediante os serviços prestados ao Estado. Empreendeu também reformas ao nível militar, separando os encargos do exército dos civis e retirando protagonismo aos contingentes fronteiriços.

* Não existe certeza quanto à data de nascimento
Constantino I. In Infopédia [Em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2013.

wikipedia (Imagens)
File:Constantine Chiaramonti Inv1749.jpg
Estátua de mármore de Constantino do século IV

File:Raphael Baptism Constantine.jpg
O Baptismo de Constantino
File:Sir Peter Paul Rubens - Constantius appoints Constantine as his successor - Google Art Project.jpg


Constâncio nomeia Constantino como seu sucessor - Peter Paul Rubens


domingo, 26 de fevereiro de 2017

Procuradoria alega que embriaguez seja uma das causas da morte de jovens na Boate Kiss

Procuradoria alega que embriaguez seja uma das causas da morte de jovens na Boate Kiss: Advogado de uma das vítimas usou as redes sociais para demonstrar repúdio a suposição


Procuradora culpa vítimas da Kiss por estarem bêbadas e revolta familiares

Procuradora culpa vítimas da Kiss por estarem bêbadas e revolta familiares:



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Uma procuradora de Santa Maria (RS) causou revolta em familiares das vítimas do incêndio na boate Kiss, que matou 242 pessoas em janeiro de 2013, ao sugerir que a embriaguez de algumas das vítimas colaborou para as suas mortes.
Leia mais (02/26/2017 - 17h40)


Procuradora culpa vítimas da boate Kiss por beberem antes de morrer


Procuradora culpa vítimas da boate Kiss por beberem antes de morrer:



Mirela Marquezan, procuradora de Santa Maria (RS), revoltou familiares das vítimas do incêndio da boate Kiss ao afirmar que, por estarem bêbadas, contribuíram para a própria morte.
As afirmações estão em uma contestação a um pedido de indenização feito pela família de um dos jovens mortos. O documento foi tornado público por um dos advogados do caso e reproduzido pela Folha. Leia os principais trechos:
"Certamente diferentes fatores contribuíram para esta diferença de condutas e desfechos, sendo, um deles, o estado de sobriedade ou de embriaguez de cada um dos frequentadores do estabelecimento, fato que deve ser bem analisado em cada caso concreto".
"Apesar da comoção generalizada e luto coletivo ocorridos com a tragédia da boate Kiss, e mesmo podendo parecer insensível mencionar a possibilidade de ocorrência de culpa das próprias vítimas; não há como ignorar o fato de que diversas pessoas que estavam em frente ao palco, onde começou o incêndio, conseguiram sair do local; ao passo que outras tantas, que estavam muito mais próximas à porta de saída, não abandonaram o recinto".

fonte - O ANTAGONISTA

COMENTÁRIO DO EDITOR:

Pensando bem, eu não vejo motivo para ficar tão revoltado assim com essa notícia...Vejamos: o Brasil deu FIES para Suzane Von Richthofen e Marco Aurélio Mello libertou Bruno que disse que prisão perpétua não traria Eliza de volta...Depois disso, Reinaldo Azevedo disse que a decisão do Marco Aurélio estava dentro da Lei...Lula mandou a Justiça enfiar processo no c* e uma colega da procuradora gaúcha, uma outra doente mental, disse que as crianças não pertencem à família...as crianças são do Estado...

Por que ficar tão brabo assim com essa procuradora agora ??? Não faz sentido..

CLÁUDIA COQUELUCHE "DESCOBRE" MÉDICOS, PLANOS DE SAÚDE E HOSPITAIS CORRUPTOS NO BRASIL

Hospitais premiam médicos que indicam mais exames


Gustavo Lacerda/Folhapress
Prática tem sido questionada por especialistas em ética e gestão
Prática tem sido questionada por especialistas em ética e gestão

Hospitais privados do país adotam programas de benefícios que, entre outros critérios, premiam médicos pelo volume de exames, cirurgias e internações que realizam.

Quanto mais procedimentos, mais pontos ganham na avaliação –que inclui itens como fidelização, adesão aos protocolos clínicos e atuação em ensino e pesquisa.
O médico que soma mais pontos consegue mais reputação dentro do hospital e privilégios como presentes, descontos em exames para ele e seus familiares e prioridade no uso do centro cirúrgico.
Na condição de anonimato e de não identificar a instituição em que atuam, a Folhaconversou com 12 médicos de hospitais de São Paulo, Rio de Janeiro, Porto Alegre e Salvador. Todos confirmam a existência de programas de benefícios em que o volume de procedimentos é considerado na premiação.
"O médico do pronto-atendimento que interna mais ganha mais pontos", conta um médico do Rio de Janeiro. "Tem um médico que segura paciente internado sem necessidade só para gerar mais diária hospitalar", relata um outro de São Paulo.

"Eu já ouvi pressões do tipo: 'a ressonância precisa ser otimizada'", afirma um médico de Porto Alegre (RS). "Aqui se pede exame de urina até para unha encravada", diz outro de Salvador (BA).
A prática tem sido questionada por especialistas em ética e em gestão porque pode resultar em procedimentos desnecessários, que expõem pacientes a riscos, e no aumento do custo da saúde-a conta vai para os planos, e quem paga são os usuários.
"Não se pode atrelar a participação médica a nenhuma volumetria. Seria como remunerar bombeiro que apaga mais incêndios. Logo começariam a queimar casas para ganhar mais", diz Francisco Balestrin, presidente da Anahp (Associação Nacional de Hospitais Privados).
Ele afirma que a prática não é "corrente" entre as instituições e que há vários programas pautados pela ética. Em março, a Anahp fará em um evento com dirigentes para discutir um "mapa de riscos", e os programas de benefícios entrarão na discussão.
Para o médico Yussif Ali Mere Jr., presidente da Federação e do Sindicato de Hospitais, Clínicas e Laboratórios, "a era de o médico fazer tudo o que quer e ser valorizado pelo hospital [por gerar mais lucro] tem que acabar". "O custo é insustentável."

Pedro Ramos, diretor da Abramge (Associação Brasileira de Planos de Saúde), diz que a entidade tinha informações sobre esses incentivos por volume, mas nunca conseguiu provar que eles existiam. Agora, deve pedir uma investigação sobre isso. "É inaceitável", afirmou.
Para ele, a raiz do problema está no modelo de remuneração. Os hospitais ganham dos planos pela quantidade de serviços que prestam ("fee for service"), não pela qualidade da assistência que prestam ao paciente.
"Os hospitais estão cada vez mais ricos, e os planos cada vez mais pobres. É dramática a situação." Em razão da crise econômica, os planos perderam mais de 2 milhões de usuários em dois anos.
Ali Mere Jr. também acredita que é preciso mudar o modelo de remuneração, mas discorda de Ramos. "Os hospitais estão mais caros, mas não mais ricos."
EXCESSO NO USO
Gláucio Libório, presidente do Instituto Ética Saúde, critica programas que incentivam volume de procedimentos e diz que eles abrem brechas para crimes como os vistos na "máfia das próteses".
A prática é investigada há dois anos pela Polícia Federal e ao menos 40 pessoas já foram indiciadas. Além de compras superfaturadas, que lesaram o SUS e os planos, em alguns casos cirurgias foram indicadas sem necessidade.
"Sou totalmente contra programas que envolvam volume. Médicos não podem receber nenhum benefício atrelado a quantidade de procedimentos de nenhum tipo."
O cardiologista Luís Cláudio Correia, representante da Choosing Wisely no Brasil (campanha contra o excesso de exames e o sobrediagnóstico), não acredita que os programas tenham papel crucial em indicações excessivas ou desnecessárias de exames.
"A questão é mais cognitiva do que de premiação, de incentivo. Imagino que na ausência de qualquer conflito de interesse, o 'overuse' continuaria prevalente."
Para o intensivista Guilherme Barcellos, membro honorário da Academia Brasileira de Medicina Hospitalar e coordenador da Choosing Wisely Brasil, não é frequente nesses programas uma remuneração direta a médicos por indicações de procedimentos.
"Entram num combo que garante privilégios. Mais receita para o hospital e o médico vira 5 estrelas, ganha estacionamento grátis, lavagem do carro e coisas do tipo."

EINSTEIN 'EXPORTA' PROGRAMA

Considerado modelo no setor, o programa de benefícios do hospital Albert Einstein está sendo replicado em outras oito instituições do país.
Segundo o presidente do hospital, Sidney Klajner, o programa de segmentação médica é usado como forma de fidelizar profissionais autônomos à instituição. São 70 indicadores que geram pontuações que classificam médicos como "premium, advance, evolution e special".
Os indicadores são baseados em qualidade (adesão a protocolos, interação com a equipe), fidelização (número de pacientes trazidos para o hospital), filantropia (atividades voluntárias nos programa filantrópicos) e participação em ensino e pesquisa.
Klajner diz que o hospital valoriza mais a fidelidade do médico ao Einstein do que o volume de procedimentos.
"Médicos que têm cadastramento e internam pacientes em vários hospitais têm pontuação menor do que aquele que estão exclusivamente no Einstein."
Segundo ele, em relação a exames, para cada especialidade existe uma meta mediana esperada. "A partir dessa mediana não é contado mais nada. Estamos mais interessados que o médico peça o exame no Einstein e não no Fleury do que no volume."
O Einstein vetou recentemente uma prática que poderia gerar conflito de interesse: postos de coleta de exames mantidos por laboratórios em consultórios médicos.
"Por mais que cause perda de receita, isso poderia gerar incentivo para exames complementares desnecessários."
Também proíbe que seus médicos recebam comissões por tipo de quimioterapia que indicam. "Perdemos profissionais por isso."
O Hospital Sírio-Libanês diz que não remunera os médicos por quantidade de exames e que "repugna essa prática". Também não há remuneração por quimioterapia indicada, segundo o CEO, Paulo Chapchap. "Os médicos são remunerados pelo cuidado com o paciente."
O Hospital Oswaldo Cruz disse que o porta-voz indicado a falar sobre o assunto estava viajando.
O Hospital Moinhos de Vento, de Porto Alegre, informou que seu programa médico passa por reestruturação e que só se manifestará após a conclusão do processo.
A Rede D'Or, que tem 31 unidades no país, disse que "não tinha interesse em participar da reportagem". 

COMENTÁRIO DO EDITOR DO ATAQUE ABERTO:

Pois é...rsss...parece que a companheira Cláudia Coqueluche descobriu que médicos picaretas dentro de Hospitais, associados a médicos picaretas dentro de planos de saúde,  e picaretas dos "Certificados de Qualidade" se juntaram e que tudo isso acabou liquidando, destruindo, com os planos de saúde no Brasil, né ??

Que bom ! Graças a Deus temos Cláudia Coqueluche para nos revelar isso ...rss..mas o que  a Cláudia NÃO diz no artigo dela é que ela não está preocupada com pacientes, com qualidade de Medicina nem quantidade de exames...

Nada disso é motivo para ela se aborrecer ! O que incomoda a Cláudia Coqueluche e a companheirada é que o fato destes planos todos QUEBRAREM joga esta gigantesca quantidade de pacientes (ou usuários como os vagabundos petistas gostam de chamar as pessoas doentes) no SUS...rssss..e quanto mais gente dependendo do SUS, Claudinha, mais evidente fica que o SUS tem certas "imperfeições" né, companheira??? Afinal, o SUS e o Comunismo tem estas características em comum: os dois são perfeitos, só não foram implantados corretamente...rsss

Imagine uma pessoa que sai de um dos planos de saúde, que era atendida num destes hospitais "denunciados" pela Cláudia Coqueluche, chegando na Unidade de Saúde Mao Tse Tung ou no Hospital Municipal Che Guevara e exigindo uma "Demonioscopia Transcendental Estereofônica" porque ele está com "dor de barriga desde 1992"....

Que chato, né Cláudia ?? "Como fica" (assim mesmo..sem o "é que") a companheirada do Ministério da Saúde nesta situação ???