"O maior inimigo da autoridade é o desprezo e a maneira mais segura de solapá-la é o riso." (Hannah Arendt 1906-1975)

domingo, 20 de maio de 2018

ESTREITOS CAMINHOS DO RESSENTIMENTO

Nesta última semana, a Rede Globo e suas associadas divulgaram à exaustão um tema requentado, apresentando, agora, um “Documento” liberado pela CIA (Central de Inteligência Americana), elaborado por um funcionário (?) da Embaixada, com o claro intuito de incriminar e denegrir a imagem  dos dois últimos presidentes do período militar,  os Generais GEISEL e FIGUEIREDO . O velado objetivo é claro: mais uma vez, indispor o segmento militar com a sociedade brasileira. 

Quem conheceu o General GEISEL e seu temperamento prudente e reservado, empossado presidente em 15 de março de 1974, sabe que  esse tema,  tão sensível e complexo, jamais seria tratado da maneira irresponsável como o pretenso ”DOCUMENTO” tenta retratar. O encontro  das autoridades mencionadas no fantasioso relato, pode  até ter ocorrido; afinal, o auge das ações da guerrilha do Araguaia e a prisão e morte de inúmeros guerrilheiros, muitos deles jovens na flor da idade, constituía-se em permanente preocupação dos governantes, compromissados com a abertura política e movidos pela  convicção de que o papel das Forças Armadas não é o de tutelar  a Nação.  A  história delas confirma essa assertiva. 

O que surpreende, no entanto,  não é somente  a atitude irresponsável e , pelo que se vê, programada e orquestrada em momento que precede o período eleitoral, onde estarão em confronto diferenciadas visões de mundo,  antagônicas e cada vez mais agressivas e incivilizadas.  O que  impressiona , mais ainda, é a nossa histórica INCAPACIDADE de solucionar questões como essa, sepultando  de uma vez por todas as quizílias e ressentimentos de um passado que já completou 54 primaveras. 

Apesar da Lei da ANISTIA, aprovada e concertada pelos dois últimos Presidentes do Regime Militar, promovendo a abertura Política, na tentativa de PACIFICAR A NAÇÃO e os lados em confronto; de esse tema já ter sido tratado, julgado e revisitado pelo STF, com votos elucidativos e consistentes como o do MINISTRO EROS GRAU para colocar um fim nessa delicada questão, volta e meia aparece uma notícia , com foros de verdade absoluta ,  imediatamente assumida  por órgãos e veículos da nossa “atenta imprensa”, querendo reabrir feridas e um  tema que a PRUDÊNCIA indica encerrar.

Pregoeiros da cizânia e da discórdia não se satisfazem com o atual clima de beligerância; querem ver mais sangue. Em vez de usarem a força e o prestígio de suas organizações para buscar o entendimento e o consenso entre nossos compatriotas, incentivam com essa postura, ainda mais,  a divisão da nossa gente, projeto iniciado, há mais de vinte anos,  depois que os socialistas (????) de todas as tendências, empolgaram o poder.

Sugiro aos compatriotas de bem que esse  tema seja  tratado mais adiante, com serenidade e cuidado;  quem sabe por historiadores sérios,  desengajados politicamente - se isso ainda for  possível no Brasil - e distantes dos ardores ideológicos.

              Carlos Augusto Fernandes dos Santos - General Reformado 
                                        Porto Alegre, 19 de maio de 2018.

A CRUELDADE, A FALTA DE CARIDADE E DE VERGONHA NA CARA COM OS APOSENTADOS BRASILEIROS.


Vejam o que o Aposentado escreveu hoje no Jornal Diário de São Paulo SOBRE O INSS.

O Aposentado que vive com 1350,00 reias por mês, em Carta publicada no Jornal Diário de São Paulo.

Hoje, vendo pessoas morrendo em filas de Hospitais, bandidos matando por R$ 10,00 e pessoas andando feito zumbis nas ruas por causa das drogas, adolescentes que não sabem quanto é 6 x 8, meninas de 14 anos parindo filhos sem pais, toda a classe política desse país esfregando a bandalheira na nossa cara e desfilando uma incompetência absurda, o nosso país sendo ridicularizado por tantos escândalos...

Eu peço perdão ao Brasil pela porcaria que fiz...

Deveria ter ficado em casa quieto ao invés de ir às ruas. Lutei pra que? Pra ver corrupto no poder fazendo manobras pra se manter no poder e por quê agora estamos quietos? Cade você nas ruas? Esqueçam cor de bandeiras. Vamos nos unir e lutar por um só motivo: nossos direitos.

SOMOS mais de trinta milhões de aposentados!

Não podemos admitir:

Policial R$ 3.660,00 para arriscar a vida;

Bombeiro R$ 3.960,00 para salvar vidas;

Professor R$ 2.200,00 para preparar para a vida;

Médico R$ 9.260,00 para manter a vida;

E o Deputado Federal?

R$ 26.700,00 (Salário)

R$ 94.300,00 (Verba de Gabinete)

R$ 53.400,00 (Auxílio Paletó)

R$ 5.000,00 (Combustível)

R$ 22.000,00 (Auxílio Moradia)

R$ 59.000,00 (Passagens Aéreas)

R$ 17.997,00 (Auxílio Saúde)

R$ 12.100,00 (Auxílio Educação)

R$ 16.400,00 (Auxílio Restaurante)

R$ 13.400,00 (Auxílio Cultural)

Auxílio Dentista

Auxílio Farmácia

E outros, para LASCAR as nossas vidas!


E o trabalhador R$ 937,00 para sustentar a família.

Será que o problema do Brasil são os trabalhadores? Os aposentados?

POLÍBIO BRAGA - Facebook reage e diz que checagem de fake news não não é censura da esquerda sobre a direita

Facebook reage e diz que checagem de fake news não não é censura da esquerda sobre a direita:

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A direita acha que o Facebook quer censurá-la. Uma semana após iniciar uma parceria com agências brasileiras de checagem de dados, o Facebook divulgou uma nota criticando os "ataques" que as organizações têm sofrido de movimentos autointitulados de direita. Nos últimos dias, após entrar em vigor a parceria, grupos como o Movimento Brasil Livre (MBL) criticaram a iniciativa, classificada por CONTINUE LENDO

20 de Maio de 1799: Nasce Honoré de Balzac

20 de Maio de 1799: Nasce Honoré de Balzac:

Escritor francês, nasceu a 20 de maio de 1799, em Tours, e morreu a 18 de agosto de 1850, na Rua Fortunée (hoje Rua de Balzac), em Paris. Quando Balzac nasceu, o pai tinha 53 anos e a mãe 21. Foi mandado para o colégio entre os oito e os catorze anos. Com a queda do governo napoleónico a família mudou-se de Tours para Paris, local onde Balzac frequentou mais dois anos de escola e passou os três anos seguintes a trabalhar no escritório de um advogado. A personalidade de Balzac ficaria marcada pela ausência de afeto maternal. Todo o seu trabalho literário se desenvolveu no ambiente de uma família burguesa representativa da mutação dos tempos. O Antigo Regime tinha sido derrubado com a Revolução Francesa.

Honoré de Balzac decidiu aos vinte anos dedicar-se à literatura. Como escritor de Cromwell (1819) e outras trágicas peças não foi além de um insucesso absoluto. De seguida escreveu romances sob pseudónimos. Como as suas obras tinham pouco êxito, lança-se nos negócios em 1825. Associa-se a um livreiro e torna-se impressor, mas em 1828 acaba por arruinar a família. Esta experiência dolorosa vai influir na obra literária. Em 1829, a publicação de duas obras deram o mote para o início do sucesso da sua carreira: les Chouans, um romance de amor que conta a história da insurreição dos camponeses de Breton contra a França revolucionária de 1799, e la Physiologie du mariage, um ensaio humorístico e satírico. Um ano depois publica Scènes de la vie privée, obra que veio aumentar a sua reputação. Estas histórias contadas por Balzac eram, na sua maior parte, estudos psicológicos baseados em conflitos entre pais e filhos. É um escritor que observa muito detalhadamente a fachada social. É como um cientista, deve muito ao positivismo de Comte (observação e experiência). Escreve o que pensa da sociedade, mas de um modo desapaixonado.

Balzac passou a maioria do seu tempo em Paris. Frequentou os salões parisienses e investiu esforços para se tornar uma figura deslumbrante da cidade das luzes. Estava ávido de fama, fortuna e amor. Encetou um conjunto de relações amorosas com mulheres da aristocracia do seu tempo. Entre 1828 e 1834 teve uma existência verdadeiramente tumultuosa. A ostentação da vida social que cultivava era um modo de se descontrair da sua enorme capacidade de trabalho, cerca de 14 a 16 horas por dia, tempo passado a escrever com uma pena de ganso e vestido com uma toga branca, quase monástica, e sempre acompanhado pelo café, o seu vício. Estes anos foram também de intensa atividade jornalística. Entre 1832 e 1835 produziu mais de vinte trabalhos dos quais se destacam: le Médecin de campagne (1833), Eugénie Grandet (1833, Eugénia Grandet), l'Illustre Gaudissart (1833) e Père Goriot (1835, Pai Goriot) uma das suas obras-primas. Neste romance reaparecem pela primeira vez personagens de romances anteriores. Tenta construir um universo coerente de seres e situações que formem um todo. O ano de 1834 marca o clímax na carreira do escritor, quando decidiu publicar uma série de livros onde retrataria a sociedade do seu tempo dividida em três categorias de romances: em Etudes analytiques retrata os princípios que governam a vida e a sociedade, em Etudes philosophiques revela as causas do determinismo da ação humana e em Etudes de murs mostra os efeitos dessas causas e divide-as em seis scènes - privadas, provinciais, parisienses, políticas, militares e rurais. Este projeto resultou num total de 12 volumes escritos entre 1834/37. Em 1840 juntou todos os volumes e mais alguns escritos posteriores, reunindo-os numa obra que intitulou la Comédie humaine (A Comédia Humana). A edição definitiva, de 24 volumes, só foi editada entre 1869 e 1876.

No período entre 1836 e 1839 escreveu le Cabinet des Antiques (1839) e as primeiras duas partes de Illusions perdues, considerada uma obra-prima, que só ficou concluída em 1843. Este livro conta a história de um jovem provinciano que vem para Paris e que, ao confrontar-se com uma nova realidade, abala as suas ideias românticas. Não há tema mais balzaquiano do que o de um jovem provinciano ambicioso que luta no mundo competitivo e adverso da grande cidade de Paris. Balzac admira estes indivíduos e tem especial atração pelo tema que coloca em conflito o indivíduo com a sociedade. As personagens balzaquianas são continuamente afetadas pelas pressões derivadas das dificuldades materiais e das ambições sociais. Ainda durante a década de trinta escreveu alguns romances relacionados com psicologia, mística e temas eróticos. A variedade de temas transformou Balzac no supremo observador e cronista da sociedade francesa contemporânea. Os seus romances são inigualáveis quer na vitalidade e na diversidade narrativas, quer no interesse obsessivo pelas várias vertentes da vida, o contraste entre os hábitos e costumes da cidade e da província, a indústria, o comércio, a arte, a literatura, a cultura, a intriga política, o amor romântico, os escândalos na aristocracia e na alta burguesia. A maioria destes assuntos estavam ainda por explorar na ficção francesa.

A história que Balzac se propôs escrever é sobretudo uma história da sociedade burguesa, não negligenciando o indivíduo nos seus silêncios e nas suas elipses. Balzac tinha um extraordinário poder de observação, memória fotográfica e capacidade intuitiva para perceber as atitudes dos outros, os seus sentimentos e motivações. O romance balzaquiano faz com que o leitor descubra a alma e os sofrimentos incógnitos, em particular os sofrimentos de abandono e de humilhação. Os seus romances são interditos a leitores unidimensionais.
Honoré de Balzac. In Infopédia [Em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2013.
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O jovem Balzac na década de 1820, desenho atribuído a Achille Devéria

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sábado, 19 de maio de 2018

O DISCURSO EM HOMENAGEM AOS MORTOS NA GUERRA DO PELOPONESO.

ORAÇÃO DE PÉRICLES

Oração fúnebre aos mortos do primeiro ano da Guerra, de Péricles, de 430 a. C.

O discurso de Péricles aqui apresentado é, antes de tudo, o discurso que Túcidides escreveu para a sua História da Guerra do Peloponeso, e que se encontra no Livro II, § 36 a 42. Os discursos das mais variadas personalidades que Tucídides introduziu ao longo da sua obra, são todos, segundo M. I. Finley, obra sua, e mais, todos escritos no mesmo estilo - o do autor. A apresentação destes discursos na narrativa da obra do historiador grego é uma das características mais problemáticas da sua obra, aquele, também, que mais influenciou a narrativa histórica até ao século 18.

Dito isto, o discurso de Péricles, que é um facto histórico, sendo que representa o que Tucídides achava que Péricles devia ter dito na altura, possivelmente transcrevendo algumas passagens do que o dirigente político ateniense disse de facto, é uma defesa extraordinária do regime político ateniense - a Democracia. Assim, como escreveu Adriano Moreira, "o valor fundamental da categoria que o Discurso elabora parece ser o da igualdade, na sua forma de participação, igual para todos os cidadãos."

É, também, num exemplo que frutificou até aos nossos dias, um método político de defesa de um regime que se afirma moralmentesuperior ao dos seus inimigos, e pelo qual todos os sacrifícios são bons, porque o que pode vir a seguir, em caso de derrota, é muito pior. De facto, a influência do discurso nota-se em William Pitt, no seu agradecimento público pela vitória de Trafalgar, em Abraham Lincoln, no seu discurso em Gettysburg e em John Kennedy no seu discurso em Berlim Ocidental, apresentados também n'«O Portal da História».



«DE ACORDO COM AS NOSSAS LEIS, SOMOS TODOS IGUAIS NO QUE SE REFERE AOS NEGÓCIOS PRIVADOS. QUANTO À PARTICIPAÇÃO NA SUA VIDA PÚBLICA, PORÉM, CADA QUAL OBTÉM A CONSIDERAÇÃO DE ACORDO COM OS SEUS MÉRITOS E MAIS IMPORTANTE É O VALOR PESSOAL QUE A CLASSE A QUE SE PERTENCE; ISTO QUER DIZER QUE NINGUÉM SENTE O OBSTÁCULO DA SUA POBREZA OU DA CONDIÇÃO SOCIAL INFERIOR, QUANDO O SEU VALOR O CAPACITE A PRESTAR SERVIÇOS À CIDADE.»

A maioria dos que até este momento pronunciaram discursos neste lugar fez o elogio deste costume antigo de honrar, ante o povo, aqueles soldados que morreram na guerra, mas a mim parece-me que as solenes exéquias que publicamente celebramos hoje são o maior elogio daqueles que, pelo seu heroísmo, as mereceram.

E também me parece que não se deva deixar à palavra de um só homem falar das virtudes e do heroísmo de tão bons soldados, nem tão-pouco acreditar no que se diga, quer seja um bom ou mau orador, pois é difícil expressar-se com justiça e moderar os elogios ao referir coisas das quais se pode ter apenas uma ligeira sombra da verdade.

Porque, se o que ouve foi testemunha dos acontecimentos e quer bem àquele de quem se fala, sempre acredita que o elogio é insuficiente em razão do que ele deseja e do que sabe, ao contrário, ao que o desconhece, impulsionado pela inveja, parece que há exagero no que supera a sua própria natureza.

Os elogios pronunciados em favor de outro podem ser suportados somente na medida em que se crê a si mesmo capaz de realizar das mesmas acções. O que nos supera excita a inveja e, além disso, a desconfiança.

Entretanto, já que os nossos antepassados admitiram e aprovaram este costume, eu devo também submeter-me a ele e tratar de satisfazer da melhor maneira possível os desejos e sentimentos de cada um de vós.

Começarei, pois, a elogiar os nossos antepassados. Pois é justo e equitativo render homenagem à recordação.

Esta região, habitada sem interrupção por gente da mesma raça, passou de mão em mão até hoje, guardando sempre a sua liberdade, graças ao seu esforço. E se aqueles antepassados merecem o nosso elogio, muito mais o merecem os nossos pais. À herança que receberam juntaram, ao preço do seu trabalho e dos seus desvelos, o poder que possuímos, que nos legaram. Nós o aumentamos. E no vigor da idade ainda alargamos esse domínio, abastecendo a cidade de todas as coisas necessárias, tanto na paz como na guerra.

Nada direi das proezas e façanhas guerreiras que nos permitiram alcançar a situação presente, nem da valentia que nós e os nossos antepassados demonstramos defendendo-nos dos ataques dos bárbaros ou dos gregos. Todos as conheceis e por isso não vos vou falar delas. Mas a prudência e arte que nos possibilitaram chegar a esse resultado, a natureza das instituições políticas e os costumes que nos trouxeram este prestígio, é necessário que sejam ressalvados antes de tudo. Depois, continuarei com o elogio aos nossos mortos.

Porque me parece que nas actuais circunstâncias é oportuno trazer â memória estas coisas e que será proveitoso que as ouçam tanto os cidadãos como os forasteiros que se reuniram, hoje, aqui.

A nossa constituição política não segue as leis de outras cidades, antes lhes serve de exemplo. O nosso governo chama-se democracia, porque a administração serve aos interesses da maioria e não de uma minoria.

De acordo com as nossas leis, somos todos iguais no que se refere aos negócios privados. Quanto à participação na sua vida pública, porém, cada qual obtém a consideração de acordo com os seus méritos e mais importante é o valor pessoal que a classe a que se pertence; isto quer dizer que ninguém sente o obstáculo da sua pobreza ou da condição social inferior, quando o seu valor o capacite a prestar serviços à cidade.

No que corresponde à República, pois, governamos livremente e, ainda, nas relações que mantemos diariamente com os nossos aliados e vizinhos, não nos irritamos porque ajam à sua maneira, nem consideramos como uma humilhação os seus prazeres e alegrias que, apesar de não nos produzir danos materiais, nos causam pesar e tristeza, ainda que sempre tratemos de dissimulá-los.

Ao mesmo tempo em que não temos receio nas nossas relações particulares, domina-nos o temor de infringir as leis da República; obedecemos aos magistrados e às regras que defendem os oprimidos e mesmo que não estejam editadas, a todas aquelas que atraem sobre quem as viola o desprezo de todos.

Para amenizar o trabalho, procuramos muitos recreios para a alma; instituímos jogos e festas que se sucedem a cada ano; e diversões que diariamente nos proporcionam deleite e diminuem a tristeza. A grandeza e a importância da nossa cidade atraem os tesouros de outras terras, de modo que não só desfrutamos dos nossos produtos como daqueles do universo inteiro.

No que se refere à guerra, somos muito diferentes dos nossos inimigos porque permitimos que a nossa cidade esteja aberta a todas as gentes e nações, sem vedar nem proibir a qualquer pessoa que adquira informes e conhecimentos, ainda que a sua revelação possa ser proveitosa aos nossos adversários; pois confiamos tanto em preparativos e estratégias como no nosso ânimo e vigor na acção.

Outros, no que se refere à educação, acostumam, mediante um treino fatigante desde criança, a sua potência viril; nós, apesar da nossa forma de viver, não somos menos ousados e valentes para afrontar o perigo quando a necessidade o exige. Boa prova disso é que os lacedemónios [espartanos] jamais se atreveram a entrar na nossa terra sem que estejam acompanhados de todos os aliados; enquanto nós, sem ajuda nenhuma, fizemos incursões no território dos nossos vizinhos e muitas vezes, sem grandes dificuldades, derrotamos em país estrangeiro adversários que defendiam os seus próprios lares.

Nenhum dos nossos inimigos se atreveu a atacar-nos quando reunimos todas as nossas forças, tanto por causa da nossa experiência nas coisas do mar, como pelos muitos destacamentos que temos em diversos lugares do nosso território.

Se por acaso os nossos inimigos derrotam alguma vez um destacamento dos nossos, se jactam de nos haver vencido a todos e se, pelo contrário, os derrota uma parte das nossas tropas, dizem que foram atacados por todo o nosso exército.

E efectivamente preferimos o repouso e o sossego quando não estamos obrigados, por necessidade, ao exercício de trabalhos penosos e, também, ao exercício dos bons costumes, a viver sempre com o temor das leis; de forma que não nos expomos ao perigo quando podemos viver tranquilos e seguros, preferindo a força da lei ao ardor da valentia.

Temos a vantagem de não nos preocupar com as contrariedades futuras. Quando chegam estas, enfrentamo-las com boa têmpera, como os que sempre estiveram acostumados com elas.

Por estas razões e muitas mais ainda, a nossa cidade é digna de admiração. Ao mesmo tempo em que amamos simplesmente a beleza, temos uma forte predilecção pelo estudo. Usamos a riqueza para a acção, mais que como motivo de orgulho, e não nos importa confessar a pobreza, somente considerando vergonhoso não tratar de evitá-la.

Por outro lado, todos nos preocupamos de igual modo com os assuntos privados e públicos da pátria, que se referem ao bem comum ou privado, e gentes de diferentes ofícios se preocupam também com as coisas públicas.

Nós consideramos o cidadão que se mostra estranho ou indiferente à política como um inútil à sociedade e à República.

Decidimos por nós mesmos todos os assuntos sobre os quais fazemos, antes, um estudo exacto: não acreditamos que o discurso entrave a acção; o que nos parece prejudicial é que as questões não se esclareçam, antecipadamente, pela discussão.

Por isto nos distinguimos, porque sabemos empreender as coisas juntando a audácia à reflexão, mais que qualquer outro povo.

Os demais, algumas vezes por ignorância, são mais ousados do que o que requer a razão, e alguns, por querer fundamentar tudo em raciocínios, são lentos na execução.

Seria justo ter por valorosos aqueles que, ainda conhecendo exactamente as dificuldades e vantagens da vida, não recusam o perigo.

No que se refere à generosidade, também somos diferentes dos demais, porque procuramos fazer amigos, dispensando-lhes benefícios ao invés de recebê-los, pois o que faz um favor a outro está em melhor condição do que quem o recebe para conservar a sua amizade e benevolência, enquanto o favorecido sabe que há-de devolver o favor, não como se fizesse um benefício mas como se pagasse uma dívida. Também somos os únicos em usar a magnificência e liberalidade com os nossos amigos e não tanto por cálculo da conveniência como pela confiança que a liberdade dá.

Numa palavra, afirmo que a nossa cidade é, em conjunto, a escola da Grécia, e creio que os cidadãos são capazes de conseguir uma completa personalidade para administrar e dirigir perfeitamente outras gentes, em qualquer aspecto.

E tudo isto não é um exagero retórico, ditado pelas circunstâncias, mas a verdade mesma; o poderio que conquistamos com estas qualidades o demonstra.

Atenas possui mais fama que as demais. É a única cidade que não dá motivos de rancor aos seus inimigos pelos danos que lhes inflige, nem desprezo aos seus súbditos pela indignidade dos seus governantes. Esta grandeza é demonstrada por importantes testemunhos é de uma maneira definitiva para nós e para os nossos descendentes. Eles terão uma grande admiração por nós sem que tenhamos necessidade dos elogios de um Homero, nem de qualquer outro, para adornar os nossos feitos com elogios poéticos, capazes de seduzir mas cuja ficção contradiz a realidade das coisas.

É sabido que, graças ao nosso esforço e ousadia, conseguimos que aterra e o mar por inteiro fossem acessíveis à nossa audácia, deixando em toda a parte monumentos eternos das derrotas infligidas aos nossos inimigos e das nossas vitórias.

Esta é a cidade, pois, que com razão estes homens não quiseram deixar que fosse manchada e pela qual morreram valorosamente no combate; os nossos descendentes estão dispostos a sofrer tudo para assegurar a sua defesa.

Por estas razões me estendi a falar da nossa cidade já que queria demonstrar-lhes que não lutamos pelo mesmo que os outros, mas por algo tão grande que nada o iguala, e também para que o elogio dos homens objecto do nosso discurso fosse claro e veraz. Terminei, já, com a parte principal. A glória da República deve-se ao valor desses soldados e de outros homens semelhantes. Os seus actos estão à altura da sua reputação e existem poucos gregos dos quais se possa dizer o mesmo.

No meu entender, nada demonstra melhor o valor de um homem que este final, que entre os jovens é um indício e uma confirmação entre os velhos.

Com efeito, aqueles que não podem prestar outro serviço à República é justo que se mostrem valorosos na guerra, pois apagaram o mal com o bem e os seus serviços públicos compensaram de sobra os equívocos da sua vida privada. Nenhum deles se deixou seduzir pelas riquezas ao ponto de preferir os defeitos ao seu dever, nem tão-pouco nenhum deixou de se expor ao perigo com a esperança de escapar da pobreza e fazer-se rico, convencidos de que era preciso o castigo do inimigo ao gozo destes bens, e visando este risco como o mais admirável, quiseram afrontá-lo para castigar o inimigo e fazer-se dignos destas honras.

Tiveram confiança neles mesmos no momento da batalha e ao encontrar-se ante o perigo, sustentados pela esperança ante a incerteza do êxito. Preferiram buscar a sua salvação na destruição do inimigo, e antes na morte que no covarde abandono; assim escaparam à desonra e perderam a vida.

No azar de um instante nos deixaram, alcançando o mais alto cume da glória e não a baixa recordação do seu medo.

Dessa forma é que se mostraram filhos dignos da cidade. Os sobreviventes devem fazer todo o possível para conseguir uma melhor sorte, mas devem-se mostrar ao mesmo tempo intrépidos contra os seus inimigos, considerando que não se podem limitar às palavras de um discurso toda a utilidade e proveito.

Também seria ocioso enumerar diante de gente tão perfeitamente informada, como o sois vós, todos os esforços dirigidos à defesa do país. Quanto maior lhes pareça o poder da cidade, mais deveis pensar que existiram homens valorosos, que souberam praticar a audácia como sentimento de um dever e se conduzir com honra durante toda a vida.

E se bem que o sucesso nem sempre tenha correspondido aos seus esforços, não quiseram privar Atenas do seu valor e sacrificaram a sua virtude como o mais nobre tributo, fazendo o sacrifício da sua vida e adquirindo, cada um por sua parte, uma glória imortal que lhes deu a sepultura com honra.

E esta terra onde agora descansam não é tanto como a recordação imortal sempre renovada e enfocada em discursos e comemorações. Os homens eminentes têm por túmulo a terra inteira.

O que atrai a atenção para eles não são somente as inscrições funerárias gravadas na pedra; quer na sua pátria, quer nos países mais longínquos, a sua memória persiste, apesar dos epitáfios, conservada no pensamento e não nos monumentos.

Invejai, pois, a sua sorte, dizei que a liberdade se confunde com a felicidade e o valor com a liberdade e não olheis com desprezo os perigos da guerra. Não penseis que os maus e os covardes, que não têm esperança de melhor sorte, são mais razoáveis em guardar a sua vida que aqueles cuja existência está exposta ao perigo e que se aventurara? a passar da boa à má fortuna e que, se fracassam, verão a sua sorte completamente transformada. Pois para um homem sábio e prudente é mais doloroso a covardia que uma morte enfrentada com valor e animada pela esperança comum.

Assim, não me compadeço pela sorte dos pais que estão presentes, limitar-me-ei a consolá-los. Eles sabem, eles que cresceram entre as vicissitudes da vida, que a ventura só é para os que obtêm, como seus filhos, ó fim o mais glorioso ou, como eles, o luto o mais honroso e para os quais o termo da vida é a medida da felicidade.

Sei muito bem o quanto é difícil persuadir-vos. Ante a felicidade dos demais, felicidade de que haveis gozado, chegareis em muitos momentos a recordar a memória dos vossos desaparecidos. Sofremos menos quando nos privamos de bens dos quais não aproveitamos do que com a perda daqueles aos quais estamos habituados. É preciso, pois, sofrer pacientemente e se consolar com a esperança de ter outros filhos, vós aos quais a idade ainda o permite. Os novos filhos substituirão na família os que não existem mais; e a cidade ganhará uma vantagem dupla: a sua população não diminuirá e a segurança estará garantida, pois os que entregam seus filhos ao perigo pelo bem da República, como o fizeram os que perderam os seus nesta guerra, inspiram mais confiança que os que não fazem.

Agora, cumpre que cada um se retire, uma vez que chorou na hora dos desaparecidos.

Os que não têm esta esperança, recordem a sorte que tiveram gozando de uma vida que na sua maior parte foi feliz; o resto será curto; que a glória dos vossos console a vossa dor; só o amor da glória não envelhece e, com o passar da idade, o prazer não consiste, como pretendem alguns, em amontoar riquezas, mas em inspirar respeito.

E vós, filhos e irmãos destes mortos, pensai a que vos obriga o seu valor e heroísmo. Não há homem que não elogie a virtude e o esforço dos que morreram. A vós, apesar dos vossos méritos, será muito difícil alcançar o seu mesmo nível, e não digamos superá-lo. Porque entre os vivos, o desejo da emulação provoca sempre a inveja, enquanto todos elogiam e honram os que morrem.

Também farei menção às mulheres que ficaram viúvas, expressando o meu pensamento numa breve exortação: toda a sua glória consiste em não mostrar-se inferiores à sua natureza e que se fale delas o menos possível entre as gentes, tanto no seu bem como no seu mal.

Terminarei. Conforme as leis, as minhas palavras expressaram o que me pareceu útil. Quanto às honras reais, foram elas rendidas em parte aos que aqui jazem, mais honrados pelas suas obras do que pelas minhas frases.

Doravante, os seus filhos, se são menores, serão educados até à adolescência, correndo os gastos a cargo da República. Uma coroa é oferecida pela cidade a fim de homenagear as vítimas destas batalhas e seus sobreviventes, pois os povos que recompensam a virtude com magníficos prémios obtêm também os melhores cidadãos.



Fonte:

Adriano Moreira, "Ideal Democrático, O Discurso de Péricles", Legado Político do Ocidente (O Homem e o Estado), 3.ª ed., Estratégia, vol. VIII, 1995, págs. 15-31.

Josias de Souza/O PT já se enquadra como organização criminosa

Propina para Dilma teve aval de Lula, delata Marcelo Odebrecht

Propina para Dilma teve aval de Lula, delata Marcelo Odebrecht:

Marcelo-Odebrecht-2-1.jpg
Imagem: Reprodução / Redes Sociais
O empresário Marcelo Odebrecht prestou novos depoimentos a procuradores, como parte de seu acordo de delação. O empresário esclareceu que a empresa pagou propina para aprovar o chamado "Refis da Crise" em 2009 , um pacote de medidas provisórias para um projeto de refinanciamento de dívidas tributárias que beneficiava grandes exportadoras.
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RESPOSTA PARA UM PICARETA QUE GOSTA DE FALAR SOBRE DEUS.



Tem toda razão, Deus não tem religião. Só tem um pequeno detalhe: ele também não tem Partido Político. Há lugar no Reino de Deus para ricos e pobres, empresários e trabalhadores, pretos e brancos, gays e heteros e não adianta disfarçar a ideologia assassina (que o senhor defende) com hóstia, galinha com farofa, cachaça ou vinho chileno - Deus não é comunista! (Milton Pires)  

DITADOR GENOCIDA E AMIGO DE VAGABUNDOS PETISTAS FECHA FRONTEIRA DA VENEZUELA COM BRASIL.

Venezuela fecha fronteira com Brasil:

Nicolás Maduro determinou o fechamento da fronteira entre Venezuela e Brasil, publica o G1.

A medida é adotada sempre que...

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Entre Elivelton e o muro, o povo

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"Entre Elivelton e o muro, o povo" - 
Blog do Augusto Nunes, 

A GloboNews perguntou se um policial de folga deve reagir a assaltos a propósito da ação incrível da mulher que matou o facínora: a policial Katia que matou o Elivelton, reagindo a uma tentativa de assalto. Terrível, mas, creio, qualquer cidadão brasileiro esmagado pelo medo e pela sensação de insegurança achará que indizivelmente terrível teria sido “o bem não vencer o mal”, segundo José Roberto Guzzo num artigo brilhante a respeito. Eu o compartilhei na minha página no facebook e, o jornalista, que me dá a honra e a alegria de ser meu leitor, respondeu com atenção aos leitores numa conversa pontuada por comentários preciosos, próprios de um jornalista e de um ser humano de rara linhagem. Ao comentário do querido leitor Régis Ferreira à pergunta da GloboNews, Guzzo fez algumas considerações sobre o que “certa mídia chama de ‘causa popular’ e como transformou Katia numa inimiga dessa causa”.

Resisto a resumir a realidade à minha experiência, mas é a partir desta que posso me posicionar quanto àquela de modo sincero, mesmo não abrangente. Do individual para o universal não há questão de escala, mas de identificação. Me identifiquei com cada mãe ali, acuada entre Elivelton e um muro. Me identifiquei com Katia até que ela sacou a pistola. Não sei manejar armas, nem quero saber, não me imagino no lugar da grande policial e agradeço às pessoas vocacionadas para esta carreira, que vão aonde eu jamais iria e fazem o que não quero fazer. Muita gente com quem conversei se sentiu de alma lavada. Compreendo. Mas não consigo sentir o mesmo. Talvez porque minha experiência já passou e é imutável como só o passado sabe ser; nela, o mal golpeou o bem: minha irmã foi baleada na cabeça durante um assalto em que não houve reação, ela só se negou a tirar a roupa. Era noite de Natal e ela tinha 14 anos, dois a menos do que eu que sou a mais velha de quatro irmãs, dois a mais que a segunda irmã do meio e quatro a mais que a caçula. Mamãe e eu fomos na ambulância. Eu, impressionada que alguém tão machucado pudesse manter a consciência. Perguntei se doía, ela perguntou se doía o quê. Os médicos explicaram depois que era uma vigília inconsciente. Tão bonita minha irmã, meu coração. 

Seis ou sete anos antes, Sílvio Santos disse que ela deveria ser a Cinderela porque era a mais bonita. A Kombi veio nos buscar numa manhã gelada: minha carta fora sorteada para o programa “Boa Noite, Cinderela” (quem lembra?). Ao som de “Pompa e Circunstância” de Edward Elgar, ela subiu desconfiada a escadaria no meu lugar até o trono para conversar com o Sílvio. Olhava para trás para ver se mamãe estava por perto. Achei ótimo, sempre tive medo de altura e só me interessava o que motivou a carta: uma máquina de costura nova para mamãe porque a antiga estava quebrada e as costuras compunham o orçamento doméstico. Algumas coisas a gente aprende muito cedo. Também ganhamos uma geladeira, que não pudemos ligar por meses porque consumia uma energia elétrica que não cabia na nossa conta de luz. Só a ligávamos para impressionar visitas esporádicas. Imaginem oferecer-lhes água com cubos de gelo! As amigas de mamãe contaram que era só assim que Francisco Cuoco tomava água nos intervalos das gravações da novela “O Astro”, leram na revista “Sétimo Céu”. Pensem no luxo daquilo. Joãozinho Trinta sempre teve razão ao lado de Nelson Rodrigues que dizia que “o homem só é feliz pelo supérfluo; no comunismo, só se tem o essencial. Que coisa abominável e ridícula!“.

Na ambulância, mamãe chorava baixinho, rezava conversando com a Virgem Maria “de mãe para mãe” e cantava uma cantiga de ninar do tempo em que morávamos numa casa de três cômodos. Não morreu. Milagre, diagnosticaram os médicos incrédulos. Ter sobrevivido lhe custou a visão. Perguntei a ela o que achara do embate entre o bem e o mal. Também não sentia a alma lavada, mas gratidão e alegria pela vida de Katia e das pessoas que o facínora não matará nem aterrorizará. Não é pouco e, se não nos lava da alma o que não é lavável, toca-lhe e a aquece. Naquela véspera do Dia das Mães pensei na mãe de Elivelton. Sou assim. O que fazer? Pensei nela. Isso também talvez seja um luxo, a coragem que aprendi, libertar-se do que quer nos atar.

E a GloboNews? Não há fatos de direita nem fatos de esquerda. Tom Wolfe, falecido esta semana, disse que nada alimenta mais a imaginação do que os fatos reais. A expressão “fatos reais” é uma explosão de redundância, mas, observando o que certa mídia faz com eles na sustentação da tal “causa popular”, o que exige licença poética para denominá-la jornalismo, penso que a redundância se tornou esclarecimento obrigatório. A “causa popular” para tal mídia é aquela habitada pelo povo de manual, como uma entidade abstrata. Quem é o povo? Onde mora? Como vive? A tal mídia não sabe, mas não lhe faltam teses e certezas a respeito. Então, quando vê pessoas do povo popular em carne, osso e presença como a policial e o bandido, enxerga em Elivelton todo o quantum de “povismo” porque o facínora é o oprimido. Por quem, santo Deus? Por quem não rouba nem mata? Minha irmã ensanguentada, mamãe recorrendo à longa amizade com Nossa Senhora, eu em agonia com a agonia de ambas, éramos o quê? Opressores do Elivelton que se abateu sobre todas as nossas noites de Natal desde aquela? Povo só se legitimado pelo Comissariado da Causa Popular? Ou só uns infelizes do lumpesinato que, não sabem, mas anseiam pela iluminação que o PSOL e artistas-e-intelectuais lhes darão ainda que recusem? Olhe com atenção, dona mídia: entre Elivelton e o muro, o povo, Katia incluída porque, afinal, sua ação bem-sucedida nem sempre é recomendável.

Katia, de dentro de sua concretude, desorganiza o manual da “causa popular”: ela até pode ter agido corretamente, mas foi no dia incorreto ─ o da folga ─, decide a GloboNews engajada. Depois de as ideias de esquerda terem dado errado somente onde foram tentadas, envelheceram e vieram morar no Brasil, como dizia Millôr Fernandes, e os militantes profissionais procuram refúgio para elas em fósseis ideológicos. A busca se tornou dramática quando as esquerdas perceberam que o proletariado não faria revolução nenhuma, que o que ele quer é comprar a casa própria e um carrinho e tirar férias em Porto Seguro pela CVC. Ao mesmo tempo, os novos revolucionários são uns marxistas-nutella, do eixo FFLCH-UFRJ, que usam a camiseta do Che sem saber que não enfrentariam nem duas horas das selvas duras que o assassino encarou, vão de carro e motorista para a escola, queimam ônibus que os pobres de verdade usam e, quando adultos, muitos estudarão cinema em Cuba ou jornalismo na PUC, dirigirão uma ONG cultural com acesso ao cofre do MinC ou uma escola de alimentação gourmet orgânica. Sem problemas, desde que não pensem que essas coisas os fazem moralmente superiores.

A revolução de esquerda conta com eles já que o ingrato povo popular tem mais o que fazer e não está à disposição das patologias ideológicas de certas classes médias e das elites traduzidas em questões narcisísticas e de consciência mal resolvidas. A esperança revolucionária também se abriga no peito do ministro Barroso que enxerga o Brasil de seus janelões de frente para o mar do Leblon; no de Fachin que torce para que o MST triunfe no campo e nas cidades, seja pela extorsão financeira contra os miseráveis reais, seja pela extorsão moral a que aquelas classes se submetem numa agonia artificial gozosa; no de setores do Judiciário e do MPF que encarnam aquele PT messiânico dos anos 80. Como isso se sustenta metafísica e politicamente? Pela crônica dos fatos reais tecida por esta mídia ideologicamente fossilizada que os torna fictícios. A imprensa é livre, falta descobrir isso e libertar-se. Liberdade: esse luxo, esse delito.

19 de Maio de 1798: Napoleão inicia a campanha do Egipto

19 de Maio de 1798: Napoleão inicia a campanha do Egipto:

No dia 19 de Maio de 1798, Napoleão partiu com 18 mil soldados para conquistar o Egipto. Dois meses depois, as suas tropas chegariam ao Cairo. Antes disso, venceram os mamelucos na lendária Batalha das Pirâmides.

A Revolução Francesa, cujo auge fora a queda da Bastilha, em Junho de 1789, ainda não fora superada: o país estava envolvido em conflitos. Napoleão Bonaparte, jovem general corso, conseguiu estabilizar a situação, ao sufocar um levantamento monárquico em Paris, em 1795. Ele reorganizou as tropas francesas e venceu os austríacos e piemonteses, bem como os seus aliados Prússia e Saboia. O seu domínio logo se estendeu à margem esquerda do Rio Reno, à Bélgica e a Milão.
Foi nesse cenário que Napoleão decidiu iniciar a campanha do Egipto. O objectivo era desmantelar uma importante rota de comércio inglesa. O rei Jorge III não havia reconhecido as conquistas territoriais francesas na Itália. Vendo que não tinha qualquer possibilidade de invadir a Inglaterra, Napoleão planeava derrotá-la no sector económico.
A base da economia inglesa eram as colónias, entre as quais a Índia era a principal. O comércio de mercadorias indianas era vital para a Inglaterra. E Napoleão planeou exactamente bloquear o longo caminho inglês até à Índia, que passava por território egípcio. A 19 de Maio de 1798, partiu com 18 mil soldados para conquistar o Egipto.

Em 18 de Julho, as suas tropas chegaram ao Cairo. Antes disso, venceram os mamelucos na lendária Batalha das Pirâmides, onde, porém, sofreram pesadas perdas. Durante a batalha os disparos dos canhões franceses destruíram o rosto da Grande Esfinge de Gizé, a sentinela da eternidade.
Como pretexto para invadir o Egipto, Napoleão Bonaparte alegou que queria apenas garantir, por todos os meios, o acesso seguro dos peregrinos a Meca. "Somos amigos dos muçulmanos e da religião do profeta Maomé", disse. Hábil estratego e mestre em empolgar as tropas, lembrou aos soldados, na base das pirâmides, de que eles se encontravam diante de 40 séculos de história. As suas supostas boas intenções, contudo, não convenceram os adversários.
O sultão turco Selim III, que encarregara os mamelucos do xeque Abdallah al Charkawi de administrar o território egípcio, tentou fazer uma guerra santa contra Napoleão. As suas tropas precariamente armadas tornaram-se presa fácil para os franceses. Ao contrário dos soldados britânicos sob o comando do almirante Horatio Nelson: estes conseguiram derrotar a frota napoleónica na Baía de Abukir, reconquistando a rota inglesa para a Índia, e barrando o retorno de Napoleão à França.
Somente um ano mais tarde Napoleão conseguiu derrotar o exército turco em terra, na Batalha de Abikur. Em seguida, deixou o general Kléber no Egipto, como comandante-em-chefe das tropas francesas, e voltou para casa, escoltado por uma guarda pessoal mameluca.
O que só alcançara em parte no Egipto, o militar corso logrou inteiramente na França: a ascensão ao poder. Auxiliado por militares e membros do governo, Napoleão Bonaparte derrubou o Directório a 10 de Novembro de 1799, dissolveu a Assembleia e implantou o Consulado, uma ditadura disfarçada. Depois de ser cônsul-geral, em 1804 coroou-se imperador, como Napoleão I. Era o fim da Revolução Francesa.
O ditatorial governo napoleónico foi marcado tanto pelo êxito nas guerras e nas reformas internas, como pela censura à imprensa e a repressão policial. Napoleão I interveio em toda a Europa, passando a controlar grande parte dos países europeus.

 Fontes: DW
 wikipedia (imagens)

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Batalha das Pirâmides - Antoine Jean GrosFile:Bonaparte en Egypte.jpg
Napoleão no Egipto - Jean -Léon Gérôme
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Napoleão perante a esfinge - Jean - Léon Gérôme

sexta-feira, 18 de maio de 2018

SOBRE OS NOSSOS INIMIGOS.


Um inimigo rico a outros compra para nos enfrentar, um
inimigo muito forte medo nos causa da dor e da morte e,
aquele que é inteligente, com frequência nos envergonha.
Um inimigo que não tem nada a perder nos aterroriza pois
como fera é que se comporta; não como homem, mas só o
inimigo que tem FÉ em alguma coisa é invencível.

Esse pode até ser destruído, mas JAMAIS há de
ser derrotado. Seu mundo não é o nosso: a vitória 
já nasceu com ele.

(Milton Pires)

Planalto faz caça ao tesouro ROUBADO por LADRÕES PETISTAS Lula e Dilma

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Bens encontrados junto aos pelegos de S. Bernardo.

O Palácio do Planalto abriu há dez dias uma investigação para identificar o paradeiro de 712 itens registrados no acervo da Presidência da República que teriam desaparecido durante os governos dos ex-presidentes petistas Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff. As buscas foram determinadas pelo Tribunal de Contas da União (TCU), em 2016, a partir de uma lista de presentes recebidos pelos dois em eventos oficiais durante seus mandatos. Quando deixam o Planalto, ex-presidentes só podem levar itens de natureza estritamente pessoal e não objetos entregues em função do cargo que ocuparam.

Depois de um longo processo de catalogação de milhares de objetos que integram o patrimônio presidencial, o Planalto abriu o procedimento no dia 7 deste mês para ir a campo localizar as peças que estariam em poder dos ex-presidentes. A comissão decidiu começar as diligências pelos locais onde foram guardados os bens pessoais do ex-presidente Lula a partir de sua saída do Palácio do Planalto, em 31 de dezembro de 2010. Além dos artigos relacionados ao petista, o Planalto vai utilizar um avião da Força Aérea Brasileira para resgatar 144 artigos ligados a Dilma Rousseff que já foram separados pelos assessores da ex-presidente.

Desde o início da semana passada, um grupo de servidores do Planalto vem vasculhando centenas de caixas guardadas no Sindicato dos Metalúrgicos de São Bernardo do Campo com os bens pessoais de Lula para localizar cerca de 568 objetos desaparecidos. Desse total, os servidores já encontraram 390 peças que serão reintegradas ao patrimônio presidencial.

Entre esses itens, estão três peças — uma delas um vaso chinês — que integram o acervo do Museu de Belas Artes, no Rio de Janeiro. Segundo assessores do Planalto, depois de identificadas, as peças já teriam sido devolvidas ao museu. Fazem parte dessa lista de bens a serem reincorporados ao patrimônio público “documentos bibliográficos e museológicos recebidos pelos presidentes da República em cerimônias de troca de presentes com chefes de Estado”, tanto no Brasil quanto no exterior.

ATÉ FAIXA PRESIDENCIAL DESAPARECEU

Em 2016, quando o presidente Michel Temer assumiu o governo, assessores foram destacados para fazer um amplo levantamento nos bens da Presidência. O resultado da varredura tornou-se objeto de julgamento do TCU, que determinou as buscas das peças desaparecidas. Entre 4,5 mil itens do patrimônio da Presidência de paradeiro desconhecido, o levantamento apontava para o sumiço até de uma faixa presidencial. Localizada dias depois, a faixa estava sem o broche de ouro e diamante que fazia parte da peça. Após o Palácio ter anunciado a abertura de uma investigação, a joia apareceu sob um dos armários do Planalto. A lista de objetos desaparecidos também inclui obras de arte, utensílios domésticos, peças de decoração, material de escritório e computadores.

Em março de 2016, a Lava-Jato localizou um cofre numa agência bancária em São Paulo no qual o ex-presidente Lula guardava presentes recebidos durante os oito anos de Presidência. Dentro da sala estavam guardados 186 itens, entre moedas e joias. O cofre está no nome da ex-primeira-dama Marisa Letícia e no de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do casal. Segundo o relato de funcionários do banco aos policiais federais, as peças chegaram ao local em 23 de janeiro de 2011. Entre as peças armazenadas no cofre, estão moedas de ouro com símbolos do Vaticano, uma imagem de santa trabalhada em prata e pedras preciosas, um crucifixo de madeira, um camelo de ouro e uma adaga dourada com empunhadura de marfim cravejada de rubis.

Na ocasião, o Instituto Lula informou que, quando Lula deixou governo, “a Presidência da República catalogou todos os objetos de seu acervo e providenciou a mudança para São Paulo”. Segundo a entidade, “todos os objetos listados (no Banco do Brasil) estão guardados, preservados e intocados.” A lei determina que os presentes trocados entre chefes de Estado sejam incorporados ao patrimônio da União. Entre os objetos extraviados, há computadores, equipamentos de segurança, peças da coleção de prataria palaciana, tapetes persas, porcelana chinesa, pinturas de artistas brasileiros. Apenas no Palácio da Alvorada, a residência oficial da Presidência, foi constatado o sumiço de 391 objetos. Já na Granja do Torto, uma espécie de casa de campo que fica à disposição dos presidentes, foram mais 114 bens.

O prejuízo estimado chegaria a R$ 5,8 milhões. “Há clara negligência da Secretaria de Administração da Presidência da República na guarda dos bens patrimoniais”, diz o relatório elaborado pelo TCU.

FORMULÁRIO TENTA PADRONIZAR ENTREGAS

Para comprovar as irregularidades apontadas na auditoria, o TCU procurou nos órgãos de controle de patrimônio e nos arquivos do Ministério das Relações Exteriores os registros de viagens oficiais dos presidentes ao exterior e de visitas de líderes mundiais ao Brasil. Com base em fotos e relatórios diplomáticos constataram-se várias ocasiões em que os presentes recebidos por Lula e Dilma foram incorporados aos seus bens pessoais.

Em função do episódio, os ministros do tribunal determinaram que o gabinete presidencial, o cerimonial do Planalto e o cerimonial do Ministério das Relações Exteriores passassem a utilizar um formulário para registrar todos os “presentes” recebidos pelos presidentes em eventos oficiais. A Casa Civil também foi instada pelo tribunal a promover estudos “para aperfeiçoar a legislação que regulamenta os acervos documentais privados dos presidentes da República”. (O Globo).

Dilma pede propina “sem nenhum rodeio”

Dilma pede propina “sem nenhum rodeio”:

Joesley Batista, em seus novos anexos, repetiu que Dilma Rousseff pediu propina dentro do Palácio do Planalto.

O que falta agora é mandá-la para a cadeia.

Diz a Veja:

“Dilma lhe pediu, dentro do Palácio do Planalto, que fizesse uma doação em 2014 a Pimentel. Como a iniciativa partiu da presidente sem nenhum rodeio, Joesley disse que a ajuda sairia da conta da propina administrada por Mantega no exterior – e que com a doação a Pimentel o saldo ficaria zerado. Dilma deu ok. A JBS liberou 30 milhões de reais.”

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Planalto faz 'caça ao tesouro' para recuperar patrimônio da União levado por Lula e Dilma

Planalto faz 'caça ao tesouro' para recuperar patrimônio da União levado por Lula e Dilma:

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Imagem: Reprodução / Veja
O Palácio do Planalto abriu há dez dias uma investigação para identificar o paradeiro de 712 itens registrados no acervo da Presidência da República que teriam desaparecido durante os governos dos ex-presidentes petistas Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff. As buscas foram determinadas pelo Tribunal de Contas da União (TCU), em 2016, a partir de uma lista de presentes recebidos pelos dois em eventos oficiais durante seus mandatos. Quando deixam o Planalto, ex-presidentes só podem levar itens de natureza estritamente pessoal e não objetos entregues em função do cargo que ocuparam.
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Vanitas (Pieter Gerritz. van Roestraten)

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VanitasPieter Gerritz. van Roestraten:

Vanitas

Pieter Gerritz. van Roestraten

16 mil obras de arte “degeneradas” censuradas pelos nazistas

16 mil obras de arte “degeneradas” censuradas pelos nazistas:

16 mil obras de arte “degeneradas” censuradas pelos nazistas
O regime nazista alemão, além de perseguir judeus e outras minorias, também foi marcado pela perseguição a intelectuais e artistas, em especial aqueles que produziam arte moderna, que era repelida pela estética naturalista ariana. Em 1937, uma exposição na cidade de Munique, na Alemanha, tornou-se o símbolo máximo do rechaço nazista ao movimento. Chamada de “Arte Degenerada”, a mostra expunha obras de mais de 32 museus alemães, que eram consideradas artisticamente imorais, além de um insulto ao “espírito alemão”.

Nos anos seguintes, milhares de obras foram censuradas e confiscadas. Contudo, até pouco tempo, não era possível saber quais eram essas obras em sua totalidade, tampouco o seu destino. O Museu Victoria e Albert, entretanto, disponibilizou um inventário que pode dar fim ao mistério. Ele reúne as 16 mil obras de arte consideradas “degeneradas” e, consequentemente, censuradas pelos nazistas. A maioria das obras foi confiscada entre os anos de 1937 e 1938.

O inventário possui 482 páginas, divididas em dois volumes. As entradas são organizadas em ordem alfabética de acordo com a cidade em que foram apreendidas, instituição e nome do artista. Para consultá-lo basta acessar o site da biblioteca e clicar na opção “articles” e, em seguida, “Entartete Kunst”. O documento, que fornece “informação crucial sobre a proveniência, história de exposição e destino de cada obra de arte”, pode ser baixado em formato PDF. Depois disso, caso queira visualizar as obras presentes no inventário, é possível consultar uma base de dados disponibilizada pela Universidade Livre de Berlim. Ao informar o número correspondente à obra, o banco de dados apresenta a sua imagem e outros dados, como ano e medidas.

Clique no link para acessar o inventário: Inventário reúne as 16 mil obras de arte censuradas pelos nazistas

Clique no link para acessar o banco de dados: 16 mil obras de arte  censuradas pelos nazistas

POLÍBIO BRAGA - O pudor e o despudor de Lula, Dilma e Temer, segundo Veja

O pudor e o despudor de Lula, Dilma e Temer, segundo Veja:

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A revista Veja já está nas bancas com outra reportagem exclusiva, desta vez analisando os 76 anexos que constituem a segunda parte da delação da JBS.

O repórter Daniel Pereira revela que os três presidentes tinham estilos diferentes, mas todos sabiam da corrupção realizada pela organização criminosa montada por Lula e pelo PT.

"Eles sabiam, deram cobertura e se locupletaram com a corrupção",


Joesley delata novamente Lula, Dilma e Temer

Joesley delata novamente Lula, Dilma e Temer:

A JBS, em seus novos 76 anexos, delatou “o envolvimento explícito de três presidentes da República nos achaques de propina”, diz a Veja.

São eles: Lula, Dilma Rousseff e Michel Temer.

A PGR tem de denunciá-los imediatamente.

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18 de Maio de 1911: Morre o compositor austríaco Gustav Mahler

18 de Maio de 1911: Morre o compositor austríaco Gustav Mahler:

Gustav Mahler nasceu em Kalischt, Boémia - Império Austro-Húngaro - actualmente República Checa, no dia 7 de Julho de 1860 e faleceu em Viena, a 18 de Maio de 1911. Foi um maestro e  compositor austríaco. Mahler é visto como um dos maiores compositores, lembrado por ligar a música do século XIX ao período moderno, e pelas suas grandes sinfonias e ciclo de canções sinfónicas, como, por exemplo, Das Lied von der Erde (A Canção da Terra). É considerado também um exímio orquestrador, por usar combinações de instrumentos e timbres que pudessem expressar as suas intenções de forma extremamente criativa, original e profunda. As suas obras (principalmente as sinfonias) são geralmente extensas e com orquestração variada e numerosa. Mahler procura romper os limites da tonalidade, posto que em muitas de suas obras há longos trechos que parecem não estar em tom algum. Outra característica marcante das obras de Mahler é um certo carácter sombrio, algumas vezes ligado ao funesto.
Fontes:Infobiografias.com
Wikipédia(imagens)
Gustav Mahler
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quinta-feira, 17 de maio de 2018

Dirceu tem até as 17h de sexta-feira para se entregar à PF em Brasília

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SÃO PAULO — A juíza Gabriela Hardt determinou no início da noite desta quinta-feira a prisão do ex-ministro José Dirceu. Condenado a 30 anos e nove meses por corrupção passiva, organização criminosa e lavagem de dinheiro, o ex-ministro teve o último...

URGENTE: JUÍZA MANDA PRENDER TERRORISTA ASSASSINO E VAGABUNDO PETISTA JOSÉ DIRCEU

URGENTE: JUÍZA MANDA PRENDER DIRCEU:

A juíza Gabriela Hardt, substituta de Sergio Moro, acaba de mandar prender Zé Dirceu.

Assim como no caso de Lula, ela deu 24 horas para que o ex-ministro se apresente à PF. Segundo petição da defesa, o petista pretende se entregar em Brasília.

Mais cedo, o TRF-4 rejeitou o último recurso de Dirceu e comunicou a decisão à 13ª Vara Federal. Como Moro está fora do país, coube à juíza Hardt a nobre tarefa.

A decisão se aplica também ao lobista Fernando Hourneux de Moura. Renato Duque e Gerson Almada já estão presos por outros processos.

O ex-ministro foi condenado a 30 anos e dez meses de cadeia.



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VAGABUNDOS PETISTAS DEIXARAM O BRASIL COM 27,7 milhões de pessoas DESEMPREGADAS no 1º trimestre de 2018

Faltou trabalho para 27,7 milhões de pessoas no 1º trimestre, diz IBGE:

Faltou trabalho para 27,7 milhões de pessoas no primeiro trimestre deste ano. Esse é o número absoluto de brasileiros que integram a força de trabalho subutilizada no país, dado que reúne os que não conseguem emprego, os que trabalham menos do que poderiam, os gostariam de ter uma ocupação, mas não procuraram emprego ou chegaram a procurar uma oportunidade, mas não estavam disponíveis para trabalhar.

A taxa de subutilização da força de trabalho ficou em 24,7%, segundo os dados divulgados nesta quinta-feira, 17, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).  Esse é o maior porcentual na série histórica da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD), iniciada em 2012. O contingente de subutilizados também é o maior da série histórica.

Entre os trabalhadores subutilizados estão os desalentados (aqueles que podem trabalhar, mas não conseguiram vaga), que representam 4,6 milhões de pessoas. No último trimestre de 2017, esse contingente era de 4,3 milhões de brasileiros. A taxa de desalento, no primeiro trimestre ficou em 4,1% da força de trabalho ampliada do Brasil, a maior da série histórica. O Nordeste é a região brasileira com mais desalentados, 60,5% do total

Os desempregados somam 13,7 milhões de pessoas, com taxa de desemprego em 13,1% no primeiro trimestre, conforme divulgado anteriormente pelo IBGE. São os que procuram emprego, mas não conseguiram nos últimos 30 dias.

Além disso, são considerados trabalhadores subocupados 6,2 milhões de brasileiros, aqueles empregados, mas com jornada de trabalho inferior a 40 horas semanais.

O restante dos trabalhadores subutilizados são aqueles que podem trabalhar, mas não têm disponibilidade.

URGENTE: TRF-4 NEGA ÚLTIMO RECURSO E DIRCEU VAI PARA A CADEIA

URGENTE: TRF-4 NEGA ÚLTIMO RECURSO E DIRCEU VAI PARA A CADEIA:

O TRF-4 acaba de rejeitar os embargos de declaração apresentados pela defesa de Zé Dirceu como último recurso antes de sua prisão.

No mês passado, a 4a Seção do Tribunal Regional Federal já havia negado os embargos infringentes.

O ex-ministro foi condenado a 30 anos e dez meses de cadeia por corrupção passiva, organização criminosa e lavagem de dinheiro no esquema que saqueou a Petrobras.

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Personagem da semana: Cabo Sastre

Personagem da semana: Cabo Sastre:

A policial imobiliza o bandido após alvejá-lo. Em cinco segundos, ela decidiu o que fazer e acertou três tiros (Foto: Reprodução)
A policial imobiliza o bandido após alvejá-lo. Em cinco segundos, ela decidiu o que fazer e acertou três tiros (Foto: Reprodução)
No começo de abril, os 320 policiais do 4° Batalhão de Ações Especiais, na Zona Leste de São Paulo, participaram de um treinamento específico para enfrentar situações de risco em momentos de folga. Durante três dias, a tropa se revezou em grupos para práticas de duas horas com simulações de abordagens de criminosos em saída de bancos, na chegada a casa de carro ou caminhando em uma calçada. Embora trabalhe há pelo menos cinco anos em atividades administrativas, a cabo Kátia da Silva Sastre de Toledo, de 42 anos, participou do treino para manter em dia a habilidade técnica e o equilíbrio emocional diante de adversidades.

Para se assemelhar ao máximo a uma circunstância real, a farda foi dispensada no exercício. De calça jeans e camiseta, a cabo Sastre, como é chamada, ensaiou como tirar sua arma da bolsa a tiracolo e reagir. A orientação dos treinadores era que a pistola calibre .40 ficasse sempre no mesmo local para ser sacada com mais facilidade e segurança diante de um risco iminente. Esse treinamento é conhecido como método Giraldi, criado pelo coronel Nelson Giraldi, que condiciona o policial a atirar somente em “última circunstância, para preservar a vida do PM e das pessoas ao redor”.

No sábado dia 12, cerca de um mês após o treinamento, Kátia estava de folga. Os cabelos compridos, sempre presos em coque embaixo da boina durante o serviço, estavam soltos para a festa de Dia das Mães na escola da filha de 7 anos em Suzano, na Região Metropolitana de São Paulo. Na porta da escola, alunos do 1º e 2º anos, com idades entre 6 e 7 anos, estavam ansiosos para apresentar às mães as obrigatórias músicas de declaração de amor que haviam ensaiado com as professoras. À espera do início da cerimônia, às 7h55, crianças brincavam e as mulheres conversavam amenidades quando uma mãe, assustada, chegou avisando que um homem a havia abordado e exigido a chave de seu carro.

O criminoso a seguiu e deparou com o grupo de mulheres e crianças. Imagens de uma câmera de segurança mostram que, nervoso, com uma arma na mão, ele mirou em um funcionário do colégio. Cinco segundos depois que o bandido sacou o revólver calibre .38, a cabo Sastre reagiu. Recuou em busca da melhor posição, puxou a pistola, gritou “Polícia!” e acertou três tiros — um no peito, um no abdômen e um na perna — em Elivelton Neves Moreira, de 20 anos. Ele havia disparado duas vezes antes.

Ao ver que o assaltante estava neutralizado, chorando de dor, a cabo Sastre deu ordem de prisão, aproximou-se e chutou o revólver para fora do alcance de Moreira, antes de pegá-lo. Depois, com o pé, virou o bandido de bruços e o manteve na mira. “A atuação dela foi correta e adequada. Ela teve um treinamento muito apurado, o que deu agilidade para tomar a decisão. Ela ainda teve a preocupação de imobilizá-lo”, analisou o coronel da reserva da PM José Vicente, ex- secretário nacional de Segurança Pública. Moreira morreu no hospital. A investigação identificou que um suspeito dava cobertura a ele em um carro. De acordo com a Polícia Civil, ele estava no grupo que roubou, matou e queimou um aposentado em 2017.

“A preocupação foi que minha intervenção fosse mais próxima a ele. Cessar a agressão dele de forma que não machucasse ninguém”, disse a cabo Sastre no dia seguinte. “Ela saiu de uma situação de tranquilidade para o estresse em segundos”, elogiou o major Dimas Mecca, coordenador operacional do 4º Batalhão de Ações Especiais. “Teve precisão e não comprometeu a vida de ninguém.” Casada com um tenente da PM e há 20 anos na corporação, antes de passar a gestora fiscal, Sastre atuava nas ruas no patrulhamento e na força tática. Com a repercussão do caso, ela não deu mais declarações e não levou mais a filha às aulas.

Um mês antes de matar o assaltante, a cabo Sastre participou de um treinamento específico para policiais reagirem a situações de

perigo em momentos de folga
O vídeo da ação se popularizou. Como era previsto para um ano eleitoral, no dia seguinte, um domingo, o governador de São Paulo, Márcio França, foi ao batalhão e entregou um vaso de orquídeas a cabo Sastre. Foi criticado pela fanfarronice de fazer uso político de uma ação técnica e eficaz. “Não fazemos crítica à policial, mas ao estímulo dessas situações”, disse Rafael Custódio, coordenador da Conectas, ONG que atua em defesa dos direitos humanos. “Ele (Márcio França) está tentando dialogar com o eleitorado conservador.”

O ato do governador, aliás, contrariou orientação dada pelo coronel Marcelo Vieira Salles, novo comandante-geral da PM, de evitar exaltar casos de mortes causadas por PMs, como forma de reduzir essas ocorrências.

No primeiro trimestre de 2018, policiais militares em folga mataram 35 pessoas; na mesma situação, nove foram mortos por bandidos. “Trata-se de escolher um lado. O de uma mãe e policial, que reage com perícia e coragem em defesa de outras mães e crianças ameaçadas por um assaltante armado. Ou levar o caso para outra esfera, a do conforto de teorias políticas e debates”, disse o governo, em nota.

Ao estilo fanfarrão, o governador de São Paulo, Márcio França (PSB), entregou flores à policial e tentou pegar carona na eficiência alheia (Foto: GOVERNO DO ESTADO DE SÃO PAULO/DIVULGAÇÃO)
Ao estilo fanfarrão, o governador de São Paulo, Márcio França (PSB), entregou flores à policial e tentou pegar carona na eficiência alheia (Foto: GOVERNO DO ESTADO DE SÃO PAULO/DIVULGAÇÃO)

Megaoperação de combate à pedofilia prende advogados, professores, servidores e aposentados

Megaoperação de combate à pedofilia prende advogados, professores, servidores e aposentados:

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BRASÍLIA - Deflagrada nesta quinta-feira, a Operação "Luz na Infância II", de combate a crimes de exploração sexual contra crianças e adolescentes no ambiente virtual, prendeu 132 pessoas em flagrante até o fim da manhã, a partir do cumprimento de...


170 presos em megaoperação contra pedofilia

170 presos em megaoperação contra pedofilia:

O Ministério da Segurança Pública atualizou para 170 o total de presos, até agora, na operação Luz da Infância 2, que combate a pedofilia e a pornografia infantil.

Como já publicamos, a operação cumpre 579 mandados de busca e apreensão em 24 estados e no Distrito Federal.

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Policiais civis de 25 estados realizam operação nacional contra pedofilia


Policiais civis de 25 estados realizam operação nacional contra pedofilia:

Policias civis de 24 estados e do Distrito Federal realizam, na manhã desta quinta-feira, uma operação de alcance nacional contra a pedofilia, coordenada pelo Ministério da Segurança Pública. Batizada de Luz na Infância II, é a continuação de um trabalho iniciado em outubro de 2017.

São cerca de 2.600 policias nas ruas cumprindo mais de 500 mandados de busca e apreensão de “arquivos com conteúdos relacionados a crimes de exploração sexual contra crianças e adolescentes”, de acordo com a pasta.

Caso os agentes encontrem o material durante o cumprimento do mandado, os investigados são presos em flagrante. Ainda não há informação sobre quantos já foram detidos até o momento nessas condições.

O ministro da Segurança Pública, Raul Jungmann, está monitorando os resultados da operação. Os suspeitos alvos de mandado foram identificados pela Diretoria de Inteligência da Secretara Nacional de Segurança, “com base em elementos informativos coletados em ambientes virtuais, que apresentavam indícios suficientes de autoria e materialidade delitiva”.

17 de Maio de 1510: Morre em Florença, o pintor Sandro Botticelli

17 de Maio de 1510: Morre em Florença, o pintor Sandro Botticelli:

No dia 17 de Maio de 1510 falece em Florença o primeiro pintor humanista, Sandro Botticelli.
Alessandro Filipepi nasceu em Florença em 1445, na família de um curtidor de couro. Como um dos seus irmãos, rechonchudo, havia sido apelidado de "botticelli", que significa em italiano "pequeno tonel", o epíteto substitui o sobrenome de família, passando a identificar o futuro pintor.

Sandro Botticelli fez o seu aprendizado no atelier de um grande pintor florentino do Quattrocento (o século XV italiano), Filippo Lippi (1406-1469). Como todos os artistas da Renascença, Lippi, tal qual um chefe de cozinha moderno, dirigia uma equipa de ajudantes e aprendizes, cada um especializado em um detalhe, nas roupas, nos filamentos de ouro, etc.

Com a colaboração da sua equipa, o mestre atendia aos pedidos da burguesia e produzia pequenos quadros em quantidade. Nessa ocasião é também muito solicitado por abades, bispos e príncipes para levar a cabo obras mais ambiciosas.

Botticelli passa para o atelier de Verrochio embora frequentando o atelier de Leonardo da Vinci, um rival. Em 1470, abre o seu próprio atelier. O seu talento vale ao jovem artista a possibilidade de frequentar as mais influentes famílias da cidade, entre as quais os Vespucci, um deles, Amerigo (ou Américo Vespúcio, o navegador), que viria a emprestar o seu nome a um continente, e sobre tudo os Médicis. O poderoso Lourenço, o Magnífico, concorda em dar-lhe protecção. O pintor, de resto, frequenta os grandes espíritos do humanismo da época, como Pico de la Mirandola e Marsílio Ficino, tradutor de Platão.
 
Os seus amigos iniciam-no na filosofia neoplatónica que via o mundo sensorial como reflexo do mundo das ideias. Essa filosofia vê-se reflectida nas suas célebres alegorias inspiradas na Antiguidade pagã.

A sua obra-prima "A Primavera", destinada a uma ‘villa’ dos Médicis, expõe toda a graça e o optimismo da Renascença italiana, com um toque de inquietação da ninfa da direita, quase agarrada pela divindade Zéfiro. Trata-se possivelmente da primeira pintura europeia que colhe inspiração na Antiguidade pagã.

Em 1481, o papa Sisto IV encomenda a Botticelli alguns frescos de temas religiosos para a capela à qual emprestaria o seu nome: a Capela Sistina. Pode-se admirar esses painéis ao lado dos monumentais frescos de Miguel Ângelo.

Após a sua viagem a Roma, que não lhe trouxe qualquer recompensa financeira, o artista empreende “O Nascimento de Vénus”. Esta nova alegoria neoplatónica ilustraria, segundo certos comentadores, os quatro elementos – terra, água, ar e fogo – e o Amor que sela a sua harmonia.

Depois da morte de Lourenço, seu protector, em 1492, o pintor sofre como muitos dos seus concidadãos florentinos a influência do pregador Jerónimo Savonarola.

O optimismo próprio do humanismo é atacado, à época, violenta e sistematicamente pelo fundamentalismo religioso. A pintura de Botticelli torna-se mais austera. Todavia, não se pode deixar à margem das suas célebres alegorias alguns retratos comoventes de realismo e as pinturas de madonas maternais e recatadas.

Fontes: Opera Mundi
Estórias da História

wikipedia (Imagens)
 

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 Provável auto retrato de Sandro Botticelli

Sandro_Botticelli_-_La_nascita_di_Venere
O Nascimento de Vénus  (análise da obra) - Sandro Botticelli


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A Primavera  (análise da obra) - Sandro Botticelli