Ataque Aberto

"O maior inimigo da autoridade é o desprezo e a maneira mais segura de solapá-la é o riso." (Hannah Arendt 1906-1975)

segunda-feira, 25 de janeiro de 2021

CFM assume que vai manter parecer pelo tratamento precoce, que é ineficaz e perigoso

<span class="ssssschl">CFM</span> assume que vai manter parecer pelo tratamento precoce, que é ineficaz e perigoso:
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Presidente do Conselho Federal de Medicina, Mauro Luiz Britto Ribeiro, simpatizante do bolsonarismo, escreve artigo de conotação negacionista, no qual, contrariando a Anvisa, a OMS e entidades médicas e científicas de todo o mundo, afirma que o tratamento precoce de Bolsonaro pode ter "benefício" para vítimas do vírus

Monica de Bolle diz que CFM tornou-se cúmplice das mortes.

Monica de Bolle diz que <span class="ssssschl">CFM</span> tornou-se cúmplice das mortes:
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O Conselho Federal de Medicina "torna-se cúmplice das más práticas", critica a economista Monica de Bolle, professora da Universidade Johns Hopkins. A estudiosa fez referência ao artigo do presidente do CFM, Mauro Luiz de Britto Ribeiro, que defendeu o tratamento precoce e o uso da cloroquina em pacientes com Covid-19. "O nome disso é Medicina de Compadrio", afirmou

COMO RESPOSTA A ESTE DOCUMENTO, O PRESIDENTE DA SBI TEM OBRIGAÇÃO DE RENUNCIAR.

 


Menos isolamento, mais mortes

Menos isolamento, mais mortes:


Estudo do IPEA intitulado “A segunda onda da pandemia (mas não do distanciamento físico): Covid-19 e políticas de distanciamento social dos governos estaduais no Brasil” mostra que o aumento no número de mortes por Covid-19 não tem provocado o endurecimento de regras de isolamento...

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Previsão Sul – Muita nebulosidade na Região

Previsão Sul – Muita nebulosidade na Região:

Boletim de previsão do tempo contendo informações sobre previsão, temperatura mínima e máxima prevista, além de destaques relevantes dos últimos dias.

25 de Janeiro de 1554: Fundação da cidade de São Paulo, no Brasil, pelo padre Manuel da Nóbrega.

25 de Janeiro de 1554: Fundação da cidade de São Paulo, no Brasil, pelo padre Manuel da Nóbrega.:

 A fundação de São Paulo insere-se no processo de ocupação e exploração das terras americanas pelos portugueses, a partir do século XVI. Inicialmente, foi fundada a Vila de Santo André da Borda do Campo (1553), constantemente ameaçada pelos povos indígenas da região. Nessa época, um grupo de padres da Companhia de Jesus, da qual faziam parte José de Anchieta e Manoel da Nóbrega, escalaram a Serra do Mar e chegaram ao planalto de Piratininga onde encontraram "ares frios e temperados como os de Espanha" e "uma terra mui sadia, fresca e de boas águas". Do ponto de vista da segurança, a localização topográfica de São Paulo era perfeita: situava-se numa colina alta e plana, cercada por dois rios, o Tamanduateí e o Anhangabaú.

A data oficial reconhecida para a fundação da cidade de São Paulo é a da conversão de São Paulo, 25 de Janeiro de 1554, quando foi rezada a primeira missa no local do colégio fundado pelos jesuítas Manoel da Nóbrega e José de Anchieta, que se chamou "Colégio São Paulo de Piratininga", dando origem ao povoado que se formou ao seu redor. O lugar escolhido foi estratégico, numa elevação entre os rios Tamanduateí e Anhangabaú, garantindo protecção contra ataques e ampla visibilidade dos caminhos que levavam até lá. Actualmente, o local é conhecido como Pátio do Colégio e mantém parte da colina histórica preservada.
Em 1560, o povoado ganhou foros de Vila e pelourinho mas a distância do litoral, o isolamento comercial e o solo inadequado ao cultivo de produtos de exportação, condenou a Vila a ocupar uma posição insignificante durante séculos na América Portuguesa.
Em 1681, São Paulo foi considerada cabeça da Capitania de São Paulo e, em 1711, a Vila foi elevada à categoria de Cidade. Apesar disso, até o século XVIII, São Paulo continuava como um quartel-general de onde partiam as "bandeiras", expedições organizadas para apresar índios e procurar minerais preciosos nos sertões distantes. Ainda que não tenha contribuído para o crescimento económico de São Paulo, a actividade bandeirante foi a responsável pelo devassamento e ampliação do território brasileiro a sul e a sudoeste, na proporção directa do extermínio das nações indígenas que opunham resistência a esse empreendimento.
 O crescimento vertiginoso da urbe iniciou-se com a instalação da ferrovia Santos-Jundiaí, na segunda metade do século XIX. A posição estratégica da cidade, como passagem obrigatória entre o porto e as rotas de escoamento do café (então plantado em quase todo o interior paulista), levou à modernização radical da sua estrutura económica e urbana.
Na passagem do século XIX para o XX, a cidade já estava totalmente transformada. O comércio  diversificou-se, atraindo todo tipo de actividade, como casas de câmbio e hotéis. E a área urbanizada  espraiou-se para atender ao rápido aumento de população, principalmente com a vinda de imigrantes estrangeiros, na sua maioria italianos, portugueses, espanhóis, sírio-libaneses, japoneses e judeus.
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Fundação de São Paulo - António Parreiras
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A Várzea do Carmo em 1821, aquarela de Arnaud Julien Pallière, 1821. Ao chegarem do Rio de Janeiro ou de Santos, e já na entrada da cidade pelos lados do Brás, os viajantes observavam esta paisagem



domingo, 24 de janeiro de 2021

Quadrúpede Búlgaro se IRRITA com Mirian Leitão por ter sido comparada com Psicopata Fascista.




A LÓGICA ABSURDA DE MIRIAM LEITÃO

Colunista do Globo faz analogia inaceitável entre dois processos políticos. Impeachment de 2016 usou pretextos fiscais falsos; Bolsonaro deve ser punido por genocídio, mortes de brasileiros por falta de oxigênio e descaso pela vacinação

24/01/2021 12:23

NOTA SOBRE O ARTIGO DE MIRIAM LEITÃO

Miriam Leitão comete sincericidio tardio em sua coluna no Globo de hoje (24 de janeiro), ao admitir que o impeachment que me derrubou foi ilegal e, portanto, injusto, porque, segundo ela, motivado pela situação da economia brasileira e pela queda da minha popularidade. Sabidamente, crises econômicas e maus resultados em pesquisas de opinião não estão previstos na Constituição como justificativas legais para impeachment. Miriam Leitão sabe disso, mas finge ignorar. Sabia disso, na época, mas atuou como uma das principais porta vozes da defesa de um impeachment que, sem comprovação de crime de responsabilidade, foi um golpe de estado.

Agora, Miriam Leitão, aplicando uma lógica aburda, pois baseada em analogia sem fundamento legal e factual, diz que se Bolsonaro “permanecer intocado e com seu mandato até o fim, a história será reescrita naturalmente. O impeachment da presidente Dilma parecerá injusto e terá sido.” O impeachment de Bolsonaro deveria ser, entre outros crimes, por genocídio, devido ao negacionismo diante da Covid-19, que levou brasileiros à morte até por falta de oxigênio hospitalar, e por descaso em providenciar vacinas.

O golpe de 2016, que levou ao meu impeachment, foi liderado por políticos sabidamente corruptos, defendido pela mídia e tolerado pelo Judiciário. Um golpe que usou como pretexto medidas fiscais rotineiras de governo idênticas às que meus antecessores haviam adotado e meus sucessores continuaram adotando. Naquela época, muitos colunistas, como Miriam Leitão, escolheram o lado errado da história, e agora tentam se justificar. Tarde demais: a história de 2016 já está escrita. A relação entre os dois processos não é análoga, mas de causa e efeito. Com o golpe de 2016, nasceu o ovo da serpente que resultou em Bolsonaro e na tragédia que o Brasil vive hoje, da qual foram cúmplices Miriam Leitão e seus patrões da Globo.

DILMA ROUSSEF

Após pedido de inquérito, General Fascista vai a Manaus ‘sem data para voltar’

Após pedido de inquérito, Pazuello vai a Manaus ‘sem data para voltar’:

Ameaçado por um pedido de abertura de inquérito junto ao Supremo Tribunal Federal (STF) e sentindo-se ameaçado no cargo, o ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, viajou a Manaus — epicentro de crise sanitária de coronavírus no Brasil — sem data para voltar. 

Segundo interlocutores da Saúde ouvidos por VEJA, a decisão de Pazuello para viajar até a capital amazonense ocorreu após o procurador-geral da República, Augusto Aras, solicitar ao STF investigação para apurar a conduta do ministro durante a crise de oxigênio no maior estado do Brasil. 

O ministro já vinha sendo orientado a transferir o seu gabinete para Manaus desde que apagão de oxigênio eclodiu, na semana passada.

Acompanhado de assessores, como Airton “Cascavel” Soligo, o ministro deve decidir a data de retorno ao longo desta semana. Fontes ouvidas reservadamente afirmam que a a ideia do ministro é reverter o quadro de “fritura” gerado pela situação de caos diante da pandemia do coronavírus.

A assessores, Pazuello teria revelado, além do incômodo com o pedido de inquérito feito pela PGR, mal-estar com ações que tramitam no Supremo que pedem o seu afastamento do cargo.

Na última quinta-feira, diante de um pedido semelhante, o ministro Ricardo Lewandowski rejeitou uma ação da Rede que solicitava o afastamento do ministro do cargo — o magistrado considerou que a prerrogativa de demitir ministro de estado compete apenas ao presidente da República.

Rondônia vai transferir pacientes para outros estados

Rondônia vai transferir pacientes para outros estados:


O governador de Rondônia, coronel Marcos Rocha, disse que vai transferir para outros estados 40 pacientes com Covid-19 que aguardam um leito de UTI...

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Anexos:

Juíza de Manaus proíbe segunda dose em quem furou a fila

Juíza de Manaus proíbe segunda dose em quem furou a fila:


A juíza federal Maria Pinto Fraxe, de Manaus, proibiu que todas as pessoas da cidade que furaram a fila da vacinação contra a Covid-19 tomem a segunda dose...

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"OBRIGAÇÃO" COMO MÉDICO.

 




Quadrúpede Petista se recusa a tomar Vacina

Dilma hipócrita: Se ela não se lembra, eu me lembro:

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A ex-presidente Dilma Rousseff, nossa inigualável e inesquecível estoquista de vento e saudadora de mandioca, foi convidada pelo governador de São Paulo, João Doria, para, ao lado dos demais ex-presidentes, incluindo seu criador, o corrupto e lavador de dinheiro Lula da Silva, tomar, num gesto simbólico de incentivo à população como fazem outros líderes e ex-líderes mundo afora, as primeiras doses da vacina contra a Covid-19.

Porém, fiel ao oportunismo cínico e hipócrita petista, recusou pretendendo dar lição de moral e mostrar superioridade ética – que jamais teve quando ministra e presidente -, simplesmente para “demarcar território”, já que petistas e tucanos só se bicam quando o interesse é comum, e em nota oficial (ainda bem que escrita, e não falada, pois assim conseguimos compreender, mesmo que não tenha muita graça) declarou:

“O Plano Nacional de Vacinação deve ser respeitado e, se é certo que a vacinação já começou, não há montante de vacinas disponível para que eu, agora, seja beneficiada. É inaceitável furar a fila, que deve ser estritamente respeitada por todos os brasileiros. Por isso aguardarei pacientemente a minha vez, e quero adiantar que já estou com o braço estendido para receber a CoronaVac”. Ulalá!! Uma verdadeira estadista.

Só que de araque! Dilma pode não se lembrar, já que seu forte não são memória e cognição, mas eu me lembro bem – e faço questão de lembrá-la – que, lá pelos idos de agosto de 2016, teve a aposentadoria de mais de R$ 5 mil (apenas a do INSS) deferida em tempo recorde: 24 horas! Em Brasília, onde seu pedido foi apresentado, o tempo médio de espera, apenas para ser atendido numa agência, é de incríveis 115 dias.

Isso, obviamente, para os pobres mortais e os não amigos dos poderosos do PT. Aliás, Dilma não precisou nem colocar os pezinhos na agência do Instituto, já que mandou uma dupla de “amarra-cachorros” fazer o servicinho expresso, e nem mesmo o agendamento obrigatório a madame realizou. Como é mesmo, mãe do PAC? “É inaceitável furar a fila, que deve ser estritamente respeitada por todos os brasileiros.”

Tal prática petista não é novidade para ninguém que não jure (até hoje!) que o multi-réu criminal é inocente e condenado sem provas. Esses dias mesmo tivemos uma amostra do duplo padrão de comportamento dessa gente: a desavergonhada presidente do PT, Gleisi Hoffmann, ex de Paulo Bernardo, ministro de Dilma e Lula acusado de surrupiar aposentados, pediu a quebra do sigilo do cartão da presidência da República.

A servil criada do condenado – em liberdade provisória – fez bem? Ora, se fez! Se há algo mais indecoroso que tal sigilo, é o valor que gastam secretamente. Imagino com o quê. Em se tratando do papis do senador das rachadinhas, do amigão do peito do Queiroz, do marido da receptora de cheques de miliciano, é que tal sigilo não deveria existir mesmo. Mas a questão é: por que a zelosa deputada jamais pediu o mesmo quando seus “donos” eram o presidente?

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Vagabundo Petista diz que "só vai tomar vacina quando tiver para Todos"

Ex-presidente <span class="ssssschl">Lula</span> também se recusa a tomar CoronaVac: ex-presidente-lula-tambem-se-recusa-a-to "Embora tenha todos os direitos de tomar a vacina, só vai fazê-lo quando tiver vacina para todos", informa Lula à direção do PT (Partido dos Trabalhadores)

Venezuela's Nicolás Maduro sends oxygen to tackle Brazil's Covid crisis

Venezuela's Nicolás Maduro sends oxygen to tackle <span class="ssssschl">Brazil</span>'s Covid crisis:

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  • President orders convoy to border in politically charged gesture
  • Patients in Amazon city of Manaus reportedly ran out of oxygen

Venezuela’s strongman president, Nicolás Maduro, has sent an emergency shipment of oxygen to his country’s border with Brazil in a politically charged gesture he said was to help alleviate “Jair Bolsonaro’s public health disaster”.

In recent days the Brazilian state of Amazonas, which borders southern Venezuela, has been plunged into coronavirus chaos for the second time in under a year.

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Anexos:

Jair Bolsonaro could face charges in The Hague over Amazon rainforest

Jair <span class="ssssschl">Bolsonaro</span> could face charges in The Hague over Amazon rainforest:

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Indigenous leaders and human rights groups accuse Brazilian president of crimes against humanity

Jair Bolsonaro could face charges in the international criminal court (ICC) after being accused of crimes against humanity.

Indigenous leaders in Brazil and human rights groups are urging the court to investigate the Brazilian president over his dismantling of environmental policies and violations of indigenous rights, which they say amount to ecocide.

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Anexos:

‘A complete massacre, a horror film’: inside Brazil's Covid disaster

‘A complete massacre, a horror film’: inside Brazil's Covid disaster:

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Hospitals in Amazonas state overwhelmed after surge in infections linked to new variant, leaving many without even the most basic supplies

It took just 60 minutes at daybreak for the seven patients to die, asphyxiated as coronavirus swept back into the Brazilian Amazon with nightmarish force.

“Today was one of the hardest days in all my years of public service. You feel so impotent,” sobbed Francisnalva Mendes, the health chief in the river town of Coari, as she remembered the moment on Tuesday when its hospital’s oxygen supply ran out.

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Anexos:

Como funciona a indústria de vacinas no Brasil e por que nenhuma multinacional produz aqui?



 Reportagem de Giulia Fontes para a Gazeta do Povo:

O impasse na continuidade da vacinação contra a Covid-19 no Brasil, por conta do atraso na importação de insumos para a fabricação dos imunizantes em território nacional, é sintoma de um processo de precarização que a produção de vacinas no país vem sofrendo nos últimos anos.

Segundo especialistas, o caso da vacina do novo coronavírus não é isolado, e a falta de investimento público ameaça o sucesso histórico do Brasil em campanhas de vacinação. Ao mesmo tempo, uma série de fatores desestimula o setor privado – aí incluídas as grandes multinacionais do ramo – a investir no desenvolvimento e produção de imunizantes no país.

Para entender a excelência do país na imunização da população é preciso voltar no tempo. O investimento público na produção de vacinas no Brasil começou nos anos 1980, quando o fechamento da multinacional Sintex provocou um colapso na produção de imunizantes no país. À época, a comercialização de vacinas feitas no laboratório foi proibida, por conta de questionamentos à qualidade do material. Em vez de buscar adequar sua produção para reverter a decisão, a Sintex decidiu deixar o país.

A partir disso, os laboratórios públicos do país começaram a ser reequipados e reestruturados, com o objetivo de tornar o Brasil autossuficiente na produção de vacinas. Instituições como a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), o Instituto Butantan, a Fundação Ezequiel Dias (Funed), o Instituto de Tecnologia do Paraná (Tecpar) e o Instituto Vital Brazil fizeram parte desse processo.

O Programa Nacional de Imunizações (PNI), do Ministério da Saúde, tem, hoje, a maior parte das doses vindas desses laboratórios. "A importação de vacinas é feita quando existe um aumento de demanda face a uma situação epidemiológica, ou quando existe uma quebra da produção. De qualquer forma, hoje, ao redor de 75% das vacinas utilizadas no PNI são fornecidas pelos laboratórios públicos", explica Akira Homma, assessor científico sênior de Bio Manguinhos/Fiocruz.

A abrangência do programa fez com que o PNI fosse considerado um projeto de sucesso, com reconhecimento internacional. "É um sistema de grande capilaridade, sendo um dos programas de excelência do SUS", diz Marcos Ferraz, professor de Economia e Gestão de Saúde da Escola Paulista de Medicina, vinculada à Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).

Falta de investimento minou autossuficiência do Brasil na produção de vacinas

No início dos anos 2000, entretanto, essa história começou a mudar. Foi a partir de então que a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) começou a editar normas de boas práticas para os laboratórios brasileiros – regras que já eram exigidas em países da Europa e nos EUA ao menos uma década antes.

"O governo não fez os investimentos necessários [para adequar os laboratórios às normas] e, com isso, perdemos essa capacidade de autossuficiência. A partir de 2012, não tinha mais dinheiro e o país foi perdendo a autossuficiência", diz Marco Antonio Stephano, professor da Faculdade de Ciências Farmacêuticas da Universidade de São Paulo (USP).

Stephano explica que, com isso, a maior parte das vacinas utilizadas no PNI, hoje, não é produzida do começo ao fim no Brasil. Esses imunizantes exigem a importação do insumo básico – chamado, na linguagem técnica, de Ingrediente Farmacêutico Ativo (IFA) –, do mesmo modo que está ocorrendo, agora, com a vacina contra a Covid-19. "Essa importação de matéria-prima nos deixa dependentes de questões diplomáticas", completa o professor da USP.

E não é só o IFA que vem de fora. "Inúmeros outros insumos fundamentais para a produção de vacinas são também importados, pois o país não tem produção destes insumos de alta qualidade e certificados para uso em produção de vacinas para uso humano", diz Homma, da Fiocruz.

Assim, para uma parte dos imunizantes, os laboratórios públicos realizam apenas as etapas finais de formulação, envase, rotulação e empacotamento. Na Fiocruz, por exemplo, a produção do IFA ocorre, no Brasil, para as vacinas tríplice viral (sarampo/caxumba /rubéola), da febre amarela e Hib. No caso da poliomielite, o país não tem autorização da Organização Mundial da Saúde (OMS) para a manipulação do vírus. As demais vacinas produzidas pela Fiocruz estão em processo de transferência de tecnologia.

No fim do ano passado, o governo federal anunciou a construção de uma nova fábrica de vacinas na Fiocruz, com investimentos de R$ 3,4 bilhões. A capacidade de produção da nova fábrica será de 120 milhões de frascos de vacinas e biofármacos por ano. Mas o histórico de falta de investimentos deve exigir aportes ainda maiores, inclusive nos outros laboratórios. A vacina do novo coronavírus produzida no Instituto Butantan, em São Paulo, por exemplo, não teve apoio – nem mesmo financeiro – do governo federal.

"Dentre as lições que a pandemia Covid-19 têm ensinado está a necessidade urgente de políticas governamentais para fortalecer o sistema científico e tecnológico e os laboratórios públicos produtores de vacinas, para diminuir a dependência externa de insumos estratégicos para saúde pública e possibilitar o desenvolvimento autóctone destes produtos importantes para o país", afirma o pesquisador da Fiocruz.

"E isso requer uma política de Estado, para os próximos 30 ou 40 anos, com definição de prioridades, recursos adequados para dar um salto tecnológico e governabilidade para implementar todas as atividades que se fizerem necessárias", completa Homma.

Por que laboratórios privados não desenvolvem vacinas no Brasil?

Se, de um lado, o governo deixou de fazer investimentos importantes nas estruturas sob sua responsabilidade, de outro o poder público também não criou incentivos para que laboratórios privados se interessassem em desenvolver imunizantes no Brasil.

Stephano, da USP, explica que o principal empurrão foi para a produção de biossimilares, que têm investimento menor do que o necessário para a produção de uma vacina – ou seja, apresentam melhor relação de custo benefício para as empresas. Os biossimilares são produtos biológicos – ou seja, produzidos a partir de organismos vivos – que são altamente semelhantes a medicamentos inovadores.

"A pesquisa para o desenvolvimento de uma vacina ou soro custa, em média, entre US$ 1 bilhão e US$ 1,3 bilhão, do começo ao fim. [O desenvolvimento de] um biossimilar – ou seja, um produto similar ao que já está no mercado, que não pode ser uma vacina – custa cerca de R$ 200 milhões a R$ 300 milhões. Isso faz com que o produto fique atrativo, com preço agregado muito mais alto", diz o professor. Os valores diferem tanto porque, no Brasil, não é permitido pagar voluntários para a realização de estudos clínicos.

Nem mesmo montar a estrutura para a produção de vacinas – ou seja, apenas produzir, sem desenvolvê-las aqui – vale a pena para as empresas privadas. Segundo Stephano, o custo médio para que uma fábrica seja instalada é de algo entre R$ 350 milhões e R$ 500 milhões.

"Todos os equipamentos e insumos que a indústria farmacêutica privada compra pagam imposto, enquanto as instituições públicas não pagam nenhum tributo. Com isso, o preço final do produto é bem diferente – uma diferença de 50% a 60%", relata.

Outro aspecto, que torna o mercado de produção de vacinas no Brasil pouco atrativo a empresas privadas, é o fato de que o governo compra 100% da produção dos laboratórios públicos, a um custo menor. As clínicas privadas representam, apenas, 20% das vacinações.

"Não interessa, para a indústria privada, ter um investimento tão alto para atender a 20% do mercado. Não há interesse. Enquanto não houver uma proposta governamental que favoreça a competitividade das empresas privadas, elas não vão investir em vacina no Brasil", conclui Stephano.

O que diz o Ministério da Saúde

A Gazeta do Povo entrou em contato com o Ministério da Saúde, pedindo o detalhamento dos valores gastos no Programa Nacional de Imunizações e um posicionamento a respeito da falta de investimentos nos laboratórios. A pasta, entretanto, não deu retorno à solicitação até o fechamento desta reportagem.

Bolsonaro interditado

Bolsonaro interditado:


“O Brasil virou um pária internacional e o presidente Jair Bolsonaro vira um pária no seu próprio governo...

Leia este conteúdo na integra em: Bolsonaro interditado

Boi de piranha

Boi de piranha:


“Há seis dias, realizou-se no Planalto uma reunião marcada pelo surrealismo”, diz Josias de Souza.

“Nela, Bolsonaro e um grupo de ministros fizeram uma avaliação negativa do desempenho do governo na pandemia...

Leia este conteúdo na integra em: Boi de piranha

Previsão Sul – Tempo abafado no interior de SC, PR e RS

Previsão Sul – Tempo abafado no interior de SC, PR e RS:

Boletim de previsão do tempo contendo informações sobre previsão, temperatura mínima e máxima prevista, além de destaques relevantes dos últimos dias.

24 de Janeiro de 76: Nasce o Imperador Adriano

24 de Janeiro de 76: Nasce o Imperador Adriano:

 Públio Élio Trajano Adriano, terceiro imperador romano (117-138) da dinastia dos antoninos, nasceu a 24 de Janeiro de 76 em Itálica, Bética,Espanha, foi um dos mais importantes imperadores da história romana. Filho de Públio Aélio Adriano e Domicia Paulina, tornou-se um homem culto, amante das artes e do direito, e como tribuno da II Legião, distinguiu-se em sucessivas campanhas militares empreendidas pelo seu tio e antecessor, o imperador Trajano. Foi nomeado chefe do exército e governador da Síria antes de ser adoptado por Trajano, a quem sucedeu (117) após o falecimento do imperador. Durante o seu governo empenhou-se em reforçar a unidade do império e garantir sua prosperidade. Incentivou as relações entre as províncias do império e aboliu a subordinação das províncias à metrópole e criou uma federação de cidades gregas, denominada Panhellenium. Contribuiu activamente para a consolidação do direito romano, a cidadania e a liberdade religiosa. Estendeu o direito do Lácio às províncias, abrandou as leis que regiam a escravidão e encomendou a Salvius Julianus a elaboração do Edictum Perpetuum, obra que serviria de ponto de partida para toda a literatura jurídica desde então. Reestruturou o conselho imperial, reformou a legislação e organizou os diferentes sectores da vida pública. Para garantir a presença romana em todo o império, fez constantes viagens como soberano romano, por todo o Império. Esteve na Bretanha, onde mandou construir uma imensa linha fortificada conhecida como Muralha de Adriano. Reconstruiu o famoso edifício do Panteão, reuniu um grande número de obras de arte e nos últimos anos do seu reinado, permaneceu em Roma. Governou com mais severidade e proporcionou ao império um período de esplendor, realizando um governo onde a engenharia romana atingiu o seu auge, sendo ele próprio um grande arquitecto. Adoptou Arrio Antonino, (138) que lhe sucedeu no trono com o nome de Antonino Pio. Morreu em 10 de Julho desse mesmo ano em Baias, Itália, e foi sepultado no magnífico mausoléu que mandara construir em Roma, hoje conhecido como Castelo de Sant'Angelo.


Adriano. In Infopédia [Em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2013. 
wikipedia (Imagens)


Arquivo: Busto Adriano Musei Capitolini MC817.jpg

Busto de Adriano
Arquivo: Hadrians parede de Housesteads1.jpg

Muralha de Adriano (parte da fortificação no norte de Inglaterra)
 
Ficheiro:RomaCastelSantAngelo.jpg

 Castelo de Santo Ângelo ou Mausoléu de Adriano- A sua primitiva estrutura foi iniciada em 135 pelo imperador Adriano 


sábado, 23 de janeiro de 2021

EQUAÇÃO DA TEMPESTADE PERFEITA

 


Covid: Prefeito de Porto Velho diz que sistema de saúde entrou em colpaso

Covid: Prefeito de <span class="ssssschl">Porto</span> <span class="ssssschl">Velho</span> diz que sistema de saúde entrou em colpaso:

O prefeito de Porto Velho, Hildon Chaves (PSDB), disse neste sábado, 23, que o sistema de saúde do município está em colapso por conta da nova onda da pandemia do coronavírus e que não há mais leitos disponíveis na capital do estado de Rondônia. “Tínhamos 18 leitos com aproximadamente cinco respiradores no início da pandemia. Agora chegamos a 70 leitos e 23 respiradores. Conseguimos essa ampliação para atender ainda mais a população e mesmo assim não está sendo suficiente”, disse o prefeito.

Apesar de não ter estudos ou testes, o prefeito levanta a hipótese de o estado estar sendo afetado pela nova variante do coronavírus encontrada no Amazonas, que é um estado vizinho a Rondônia. Ele diz que apesar de não ter a comprovação científica, os dados mostram que pode se trata da nova variante já que eles percebem um agravamento muito rápido da doença. “Há meses atrás era de uma semana ou 10 dias e hoje é coisa de 3 a 4 dias”, disse ele.

As medidas restritivas que estão em vigor no estado não estão surtindo efeito na capital, segundo o prefeito, o que pode ser médio pela quantidade de pessoas procurando as unidades de pronto atendimento por conta de envolvimento em acidentes. “Só ontem,  tivemos 60 casos de sutura na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) da Zona Leste, casos de pessoas que deviam estar em casa e que se envolveram em acidentes ao sair. Precisamos que a população se conscientize e fique em casa, se protegendo e protegendo a sua família. A pandemia ainda não acabou, estamos em colapso na saúde de Porto Velho”.

'Sistema de saúde de Porto Velho está em colapso', diz prefeito

'Sistema de saúde de <span class="ssssschl">Porto</span> <span class="ssssschl">Velho</span> está em colapso', diz prefeito:

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Leia a íntegra do pedido de investigação de Pazuello

Leia a íntegra do pedido de investigação de Pazuello:


Como noticiamos, Augusto Aras pediu ao STF a abertura de inquérito para apurar a conduta de Eduardo Pazuello, ministro da Saúde, em relação à situação de Manaus, onde o sistema de saúde colapsou...

Leia este conteúdo na integra em: Leia a íntegra do pedido de investigação de Pazuello

23 de Janeiro de 2021 - Ministério Público Federal instaura Inquérito contra General do Regime Nacional Evangélico pela "Asfixia de Manaus"

Urgente: pressionado, Aras pede que Pazuello seja investigado; Bolsonaro é salvo:


Pressionado, Augusto Aras acabou dando uma resposta à pressão para que o governo federal seja investigado em meio ao avanço da pandemia da Covid-19 no país.

O procurador-geral da República acaba de pedir ao STF a abertura de inquérito para apurar a conduta de Eduardo Pazuello, ministro da Saúde...

Leia este conteúdo na integra em: Urgente: pressionado, Aras pede que Pazuello seja investigado; Bolsonaro é salvo

Em meio ao caos, governo do Amazonas limita até horário de supermercados

Em meio ao caos, governo do Amazonas limita até horário de supermercados:


A situação no Amazonas continua calamitosa. Como noticiamos ontem à noite, o número de enterros nestes primeiros dias de 2021 já supera o total de sepultamentos em todo o ano passado...

Leia este conteúdo na integra em: Em meio ao caos, governo do Amazonas limita até horário de supermercados

Em setembro de 2020, Pfizer pediu celeridade ao governo brasileiro

Em setembro de 2020, Pfizer pediu celeridade ao governo brasileiro:


A CNN Brasil divulgou trechos de uma carta enviada pelo CEO mundial da Pfizer, Abert Bourla, a Jair Bolsonaro e ministros brasileiros em setembro do ano passado...

 

Leia este conteúdo na integra em: Em setembro de 2020, Pfizer pediu celeridade ao governo brasileiro

Oxford: 2 milhões de doses da Índia chegam ao Brasil

Oxford: 2 milhões de doses da Índia chegam ao Brasil:

A vacina contra a Covid-19 desenvolvida pela Universidade Oxford em parceria com a Astrazeneca chegou ao Brasil nesta sexta-feira, 22. As 2 milhões de doses foram trazidas da Índia em um voo comercial da companhia Emirates e acabam de ser descarregadas no aeroporto de Guarulhos, em São Paulo.

Os ministros Eduardo Pazuello, da Saúde, Fábio Faria, das Comunicações e Ernesto Araújo, das Relações Exteriores, acompanham o procedimento. O embaixador da Índia no Brasil, Suresh Reddy também está no local.As vacinas chegam com mais de uma semana de atraso, após desentendimentos diplomáticos entre os dois países.

A carga passará pelo procedimento alfandegário padrão em Guarulhos e, em seguida, será transferidas para um avião da Azul, que fará o deslocamento das doses para o Rio de Janeiro.  A operação tem previsão de decolagem de Guarulhos às 20h30 com chegada no Aeroporto Internacional do Galeão, no Rio de Janeiro pouco antes das 22h. A aeronave que realizará o trajeto é um A330, o maior da frota da Azul, e levará as doses do imunizante no porão do avião.

No Rio de Janeiro, as doses serão encaminhadas para a Fiocruz, onde passarão pelo processo de rotulagem. No sábado, 23, as doses serão entregues ao Ministério da Saúde, que fará a distribuição aos estados. Essas doses já têm liberação emergencial da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), portanto, não há restrição de seu uso nos grupos prioritários.

Ministros do STF defendem responsabilização criminal de Pazuello

Ministros do STF defendem responsabilização criminal de Pazuello:

Reservadamente, ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) passaram a defender nos últimos dias a possibilidade de responsabilização criminal do ministro da Saúde Eduardo Pazuello pelo caos no sistema sanitário de cidades como Manaus. No cenário mais drástico, magistrados dizem que Pazuello poderia responder pelo crime de homicídio por omissão caso fique comprovado que já havia sido informado sobre os preocupantes níveis de estoque de oxigênio no Amazonas e que, mesmo assim, não tomou providências.

Em conversas privadas, integrantes do tribunal provocaram o procurador-geral da República Augusto Aras a tomar medidas mais enérgicas contra Pazuello, mas ouviram uma resposta protocolar e pouco animadora. “Já abrimos procedimento”, disse o chefe do Ministério Público segundo relato de um ministro a VEJA. Até agora três ações foram tomadas pela PGR para apurar a falta de oxigênio em Manaus: a abertura de uma investigação preliminar, a pedido do partido Cidadania, para que o ministro explique em 15 dias se tomou alguma medida para conter o caos na cidade, um processo administrativo dentro do MP para acompanhamento da pandemia e a ordem para que o próprio Pazuello abra um inquérito epidemiológico para apontar as causas da crise sanitária no município. Em nenhum dos casos, porém, o general que comanda a pasta da Saúde é investigado. Na segunda 18, depois da confirmação de mortes por falta de oxigênio, o Ministério Público estadual no Amazonas disse que apuraria as causas e consequências da falta do insumo em hospitais do estado.

Candidato à vaga que será aberta no STF com a aposentadoria compulsória do ministro Marco Aurélio Mello em julho, Augusto Aras tem dado indicativos de que tampouco pretende denunciar criminalmente o presidente Jair Bolsonaro por comportamentos na pandemia. Em um de seus pareceres ao Supremo, disse não ver prática do crime de “genocídio” por parte do ex-capitão nem o risco de ele ter atentado contra normas sanitárias ou ter infectado pessoas com quem conversou, sem máscara, após ter sido diagnosticado com Covid-19.

Diante da apatia do procurador-geral, autoridade a quem incumbe processar o presidente em acusações de crime comum, a avaliação de ministros do Supremo é a de que procuradores de todo o país poderiam entrar com sucessivas ações de improbidade contra Bolsonaro por sua postura na pandemia. Por não existir foro privilegiado em processos dessa natureza, eles não dependeriam de Aras para seguirem adiante. Embora sejam de tramitação lenta e que ao final acarretam o pagamento de multa aos condenados, questionamentos de improbidade são uma constante dor de cabeça para políticos por terem um efeito sancionador importante: eles podem levar à inelegibilidade dos culpados. Bolsonaro já anunciou ser candidato à reeleição em 2022.