Ataque Aberto

"O maior inimigo da autoridade é o desprezo e a maneira mais segura de solapá-la é o riso." (Hannah Arendt 1906-1975)

quinta-feira, 17 de outubro de 2019

TRF-4 substitui pena de mulher de Cunha por multa e serviço comunitário


TRF-4 substitui pena de mulher de Cunha por multa e serviço comunitário:

Cláudia Cruz, esposa do ex-deputado Eduardo Cunha, teve a sua condenação a 2 anos e 6 meses de prisão, com início da pena em regime aberto, substituída pelo TRF-4 por multa e prestação de serviço comunitário...

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FINALMENTE UMA AUTORIDADE COMPETENTE PARA FALAR SOBRE O QUE FOI O PROGRAMA MAIS MÉDICOS NO REGIME PETISTA.





A nação no pelourinho judiciário

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Nossa lei penal, nosso processo penal, nossos tribunais são zonas de litígio. Quase nada está pacificado fora da letargia das gavetas e dos arquivos. Nas cortes, as posições divergem segundo el color del cristal con que sus miembros miran. No STF, há a turma do assim, e a turma do assado. Um ministro manda soltar e o outro manda prender. Não se entendem entre si, mas esperam ser compreendidos. Integram um poder político, fazem política sem voto, curtem a celebridade, mas querem ser tratados como se fossem exclusivamente poder jurídico imune às adversidades de relacionamento social e às críticas inerentes à vida pública. Topar com um cidadão é um desconforto que os faz enrubescer. Vergonha do STF!

Nesta quinta-feira (17/10), os senhores ministros retomam o trôpego caminho por onde têm elucubrado e andado nesta aparentemente indeterminável questão: quando deve ser preso o réu condenado em 2º grau de jurisdição, sobre cuja culpa não incide mais a presunção de inocência? Retornar ao criminoso patrocínio da eterna impunidade e da prescrição, ou manter vigente a interpretação que interrompeu a atividade criminosa nos negócios com o Estado brasileiro? É preciso, afirmam, pacificar essa questão.


Pois “pacificar” é uma boa palavra. Se tudo andar como pretendem os ministros, essa “pacificação” vai soltar algo entre quatro mil e 84 mil criminosos. Eles retornarão a seus negócios, às nossas ruas, estradas, parques. Somar-se-ão a outras centenas de milhares de inimigos da sociedade, à qual declararam uma guerra de conquista e formação de servidão. Ocupam território no meio urbano e rural; tomam o patrimônio e a vida de tantos; atacam nossas mulheres, nossas crianças e, em grande número, se constituem como estado paralelo dentro do Estado, a exigir integral submissão às suas determinações. Se não fui inteiramente entendido, esclareço: há uma parcela dessa bandidagem agindo com representatividade e vigor nas nossas instituições.

É essa a “pacificação”, sinônimo dolorido da nossa submissão, que muito provavelmente receberá notável reforço logístico da maioria do lamentável, desastrado e escandaloso Supremo Tribunal Federal brasileiro. O simples emprego da palavra “pacificar” é uma afronta e uma evidência suplementar da relação doentiamente alienada que o Poder mantém com a sociedade. A Corte vive num universo paralelo onde o brasileiro não conta, onde a realidade nacional é informação desconhecida. Nesse universo, a dubiedade dos tratados de Direito e dos precedentes contraditórios fazem o pretensioso cotidiano para que o próprio querer se imponha. Haverá muito mais bandido nas nossas ruas, a guerra contra a população recrudescerá, mas o STF “pacificou”. Ufa! Cairá a noite sobre um Brasil mais triste, mais desesperançado, mais perigoso, mais roubado, mas violento.

A grande celebração do crime, que fez do STF santuário de suas devoções, atravessará a noite. Metralhadoras, em festa, matraquearão balas perdidas arrepiando os morros. Abstêmios na prisão, grandes corruptos reabrirão suas garrafas de uísque. Farão o mesmo aquelas figuras conhecidas que exalam os maus odores da ira quando um endinheirado é preso.

Como obra de suas mãos, o Brasil se terá tornado um país pior para se viver. A vontade e a dignidade nacional sangrarão no pelourinho! Mas quem se importa com isso no STF? Lisboa, onde eles passam mais tempo, e a civilização ficam logo ali.

Quem vigia o guardão?

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Hélio Beltrão, via Instituto Mises:

Segundo muitos juristas, o Supremo Tribunal Federal está há mais de seis meses descumprindo a lei e a própria Constituição Federal no caso do inquérito sobre as fake news.

Indignados com as críticas à corte, o STF, sem ouvir o Ministério Público, tem:

a) censurado a imprensa, caso de O Antagonista e da Crusoé, que noticiaram a ligação entre o presidente do STF e a Odebrecht (o "amigo do amigo do meu pai");

b) ordenado apreensões de computadores e proibições de uso de redes sociais ao redor do país, inclusive contra um general da reserva

c) demitido fiscais da Receita Federal que investigavam familiares de ministros do STF;

d) ordenado busca e apreensão no escritório de advocacia do ex-procurador-geral Rodrigo Janot com base em um não-crime ocorrido vários anos antes; e 

e) investigado em sigilo um número desconhecido de cidadãos.

Para o ex-ministro do STF Ayres Britto, o Judiciário não pode ser nascente, corrente e foz de um mesmo rio, ou seja, não pode simultaneamente investigar, acusar e julgar, atos que, segundo qualquer ordenamento sério, são competência de órgãos distintos.

O sigilo da investigação agrava o descumprimento do devido processo legal.


Realidade kafkiana e juvenalina

Em "O Processo", de Franz Kafka, o protagonista é detido, acusado e processado por suposto crime de natureza desconhecida, por uma autoridade inacessível e remota.

No Brasil de hoje, quem houver criticado por redes sociais o STF ou seus ministros pode estar sendo investigado em sigilo.

O STF deveria ser o guardião máximo dos direitos do cidadão e do devido processo legal. No entanto, detém poder monopolista e a última palavra em temas legais. Ademais, não sofre controle externo nem pode ter suas determinações revogadas. Como o nome diz, é supremo.

Que recurso tem então a sociedade quando o STF se torna arbitrário e autoritário? Afinal, quem vigia os vigilantes?

Em poema satírico do século 2º, Juvenal formulou essa exata pergunta em contexto distinto.

Um marido não sabia como lidar com sua esposa adúltera. Amigos sugeriram uma medida extrema: trancá-la em casa sob vigilância. O marido pressupõe que seria inútil, pois ela escaparia da reclusão cometendo adultério com os vigias. E pergunta "quis custodiet ipsos custodes"? 

No caso dos vigias, ao menos o marido pode demiti-los e extinguir a função; no entanto, o STF não pode ser extinto nem demitido em bloco.

Não há a quem recorrer

Os expedientes limitadores ao poder do STF são escassos. A nomeação dos ministros é feita pelo Poder Executivo e aprovada pelo Senado. A previsão de impeachment de um determinado ministro pelo Senado jamais ocorreu.

Essa é uma falha do sistema republicano fundado nos três poderes de Montesquieu, que na teoria serviriam de freio e contrapeso mútuos. Na prática, a enaltecida harmonia entre os Poderes em geral se volta contra o cidadão.

Como indica a teoria dos jogos, um equilíbrio de Nash é formado com acordo simbiótico entre os Poderes, que repassam a conta para o cidadão, cujo único poder formal é um "confirma" a cada quatro anos.

Até o julgamento do mensalão em 2012, o brasileiro em geral não se ocupava em acompanhar ou fiscalizar as decisões do STF. A guinada abrupta nas ideias a partir de então derivou de uma alforria mental que dinamitou a inércia e apatia.

Ao que tudo indica — e com o perdão de uma generalização —, o brasileiro não mais aceita delegar seu destino cegamente aos políticos: é menos cordeiro, mais cão vigilante.

Com ajuda das redes sociais, o achincalhado "direito de espernear" passou a ter efeito. O STF contra-ataca o esperneio por meio da censura e intimidação.

Faria melhor se criasse juízo e extinguisse imediatamente esse inquérito kafkiano.

Líder do PSL chama Bolsonaro de “vagabundo” e diz que vai implodir o presidente

Líder do PSL chama Bolsonaro de “vagabundo” e diz que vai implodir o presidente:

O líder do PSL na Câmara, Delegado Waldir (GO), disse que pretende “implodir” o presidente Jair Bolsonaro, a quem chamou de “vagabundo”. Em áudio divulgado pelo portal R7, Waldir reclama da articulação de Bolsonaro para tomar dele a liderança da bancada na Câmara. O deputado conversa com colegas da ala que o apoia, a mesma do presidente do partido, Luciano Bivar (PE).

“Eu vou implodir o presidente. Aí eu mostro a gravação dele. Eu tenho a gravação. Não tem conversa, não tem conversa. Eu implodo o presidente. Acabou o cara”, disse o líder do PSL. “Eu sou o cara mais fiel a esse vagabundo. Eu andei no sol em 245 cidades gritando o nome desse vagabundo”, acrescentou.

O áudio não permite concluir se a gravação a que ele se refere é a que foi divulgada ontem à noite pelas revistas Época e Crusoé, na qual Bolsonaro pede a deputados que se movimentem para substituir Waldir por seu filho, Eduardo, na liderança do partido na Câmara.

Em seguida foi deflagrada uma guerra de listas – ora em favor do deputado goiano, ora em favor de Eduardo Bolsonaro (SP), filho do presidente. A Mesa Diretora da Câmara confirmou nesta quinta (17) que Waldir continua à frente da bancada.

Bolsonaro classificou a gravação de sua conversa como um “ato de desonestidade”. “Eu não trato publicamente deste assunto. Converso individualmente. Se alguém grampeou telefone, primeiro é uma desonestidade”, afirmou.

> Senador do MDB substitui Joice Hasselmann como líder do governo no Congresso





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Líder do PSL chama Bolsonaro de “vagabundo” e diz que vai “implodir” governo

Líder do PSL chama Bolsonaro de “vagabundo” e diz que vai “implodir” governo:

Delegado Waldir (PSL-GO)
SÃO PAULO – Em meio ao aprofundamento das divisões internas do PSL, o deputado Delegado Waldir (GO), confirmado líder do partido nesta quinta-feira (15), foi gravado em uma reunião com correligionários chamando o presidente Jair Bolsonaro de “vagabundo” e dizendo que vai “implodir” o governo.

“Vou fazer o seguinte: eu vou implodir o presidente. Aí eu mostro a gravação dele. Eu tenho a gravação. Não tem conversa. Não tem conversa. Eu implodo o presidente. Acabou o cara. Eu sou o cara mais fiel a esse vagabundo. Eu votei nessa porra. Eu andei, no sol, 246 cidades gritando o nome desse vagabundo”, disse Waldir em reunião com a ala ligada à cúpula do partido.


No mais recente episódio da crise envolvendo Bolsonaro e a cúpula pesselista, as duas alas do partido deflagraram uma disputa por assinaturas, na noite de ontem (16), para decidir sobre a liderança da sigla na casa legislativa.

O grupo bolsonarista, com envolvimento direto do presidente, trabalhou na coleta de assinaturas de deputados para destituir Waldir da liderança e alçar Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), filho do presidente, ao posto. Já a ala ligada a Bivar mobilizou esforços para manter o comandante da bancada.

Ao todo, três listas com assinaturas foram entregues à Secretaria-Geral da Câmara dos Deputados — duas delas pela ala ligada ao presidente da República. O órgão da casa, no entanto, informou que as listas contavam 26 e 24 assinaturas, números insuficientes para efetivar a mudança. A lista favorável ao atual líder contou com 29 assinaturas reconhecidas. A bancada é formada por 53 deputados federais.

Mesmo após o resultado, deputados da ala bolsonarista dizem que estão buscando converter correligionários. Após a derrota, Bolsonaro decidiu destituir a deputada Joice Hasselmann (PSL-SP) da liderança do governo no Congresso Nacional, em um movimento de retaliação da parlamentar, que se posicionou pela permanência de Waldir na liderança.


PSL no “Centrão”

O episódio pode catalisar o processo de expulsão de parlamentares não-alinhados ao atual comando pesselista O caso esquenta as discussões sobre um possível desembarque de bolsonaristas da sigla. Com o desenrolar da disputa, a avaliação dos analistas é que a cada dia diminuem as chances de uma solução consensual para a questão.

Nos bastidores, pesselistas discutem o “day after” para uma eventual saída dos aliados ao presidente. Um dos caminhos esperados é a aproximação do chamado “Centrão” — bloco informal formado por DEM, PP, PL, Republicanos e Solidariedade — e até mesmo a fusão com uma das siglas.

No áudio vazado da reunião do grupo “bivarista”, deputados conversaram sobre cenários possíveis, incluindo a expulsão de bolsonaristas e até uma fusão com o DEM.

Autodeclarado crítico do movimento, o deputado Felipe Francischini (PSL-PR), presidente da Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJC), alertou para os riscos.

“Vai implodir todo mundo de qualquer maneira por quê? Se pegar Bia, Bivar e Rueda, tem duas a mais, manda embora. Tem três a mais, manda três embora. Qual é o problema disso tudo? Ontem a gente foi na casa do Rodrigo, estava o Mendonça, estava o Rodrigo Maia, ligando para o ACM, comigo e com o Rueda. Eles estão loucos esperando para fazer a fusão do Democratas com o PSL. Eu tô tentando segurar essa porra, porque não quero que aconteça. Se a bancada passar o recado que não está com o partido, eles vão fazer a fusão e vão liberar todo mundo aqui sem levar fundo, sem levar porra nenhuma e o Democratas vai ficar com o dinheiro de todos vocês”, disse.

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Vídeo: general do áudio de Bolsonaro foi alvo de Delegado Waldir

Vídeo: general do áudio de Bolsonaro foi alvo de Delegado Waldir:

Citado no áudio de uma conversa captada de Jair Bolsonaro com um interlocutor, o deputado e general Peternelli (PSL-SP) foi alvo da abordagem do Delegado Waldir na manhã de quarta-feira. O líder do PSL tentava convencê-lo a assinar a lista de apoio à sua manutenção no posto. Peternelli resistia, como mostra vídeo da coluna Radar, que presenciou o diálogo entre os dois.

O general disse que não assinaria nenhuma das listas, nem de apoio à sua queda, mas que poderia mudar de ideia.

No “grampo” de Bolsonaro, Peternelli aparece como um parlamentar a ser cooptado para apoiar a destituição de Waldir.

“Aqui tem 25 (assinaturas) , já falei com o (deputado General) Peternelli, vou ligar para outras pessoas. Até quem sabe que passe aí de uns números… Se fechar agora, já tem o suficiente”, diz Bolsonaro.

No vídeo do diálogo entre os dois, Waldir insiste.

“Você sabe que pode ajudar a liderança. Entendeu? Eu só tô te pedindo…Você não vai assinar nem um lado nem outro?!”.

O general responde:

“Por enquanto, tô isento neste momento. Se eu for assinar alguma coisa, você vai ser o primeiro a saber”

Waldir:

“Tranquilo. Sem cobrança. Muito obrigado”.

O desfecho da história: Peternelli acabou assinando as duas listas para trocar Delegado Waldir por Eduardo Bolsonaro na liderança.

Veja abaixo o vídeo da conversa entre Waldir e Peernelli.



Anexos originais:
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‘Vou implodir o presidente’, diz líder do PSL na Câmara em reunião da bancada


Brasília – O líder do PSL na Câmara, Delegado Waldir (PSL-GO), afirmou em reunião interna da ala ligada ao presidente do partido, Luciano Bivar (PE), que vai “implodir” o presidente Jair Bolsonaro. O áudio do encontro, gravado por um dos presentes, foi obtido pelo jornal O Estado de S. Paulo.

“Eu vou implodir o presidente. Aí eu mostro a gravação dele. Não tem conversa. Eu implodo ele. Eu sou o cara mais fiel. Acabou, cara. Eu sou o cara mais fiel a esse vagabundo. Eu andei no sol em 246 cidades para defender o nome desse vagabundo”, afirma Waldir. Logo em seguida, alguém não identificado o alerta: “Cuidado com isso, Waldir.”


Na reunião, ocorrida no fim da tarde no gabinete da liderança do PSL na Câmara, deputados relataram que estavam sendo pressionados por Bolsonaro a assinar uma lista para destituir Waldir e apoiar o nome de Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) como líder da bancada.

Dois parlamentares relataram ter recebido os pedidos em reunião com o próprio presidente no Palácio do Planalto. “Os meninos chegaram lá e o presidente disse: ‘Assina se não é meu inimigo'”, diz uma das presentes. “Eu não consegui não assinar”, responde o deputado Luiz Lima (PSL-RJ). O deputado Loester Trutis (PSL-MS) também diz ter sido pressionado.
Bolsonaro foi gravado por alguns parlamentares pedindo apoio ao nome do filho. Na manhã desta quinta-feira, 17, o presidente afirmou considerar uma “desonestidade” a divulgação da conversa e sugeriu ter sido “grampeado”. “Eu não trato publicamente deste assunto. Converso individualmente. Se alguém grampeou telefone, primeiro é uma desonestidade”, afirmou. “Eu falei com alguns parlamentares. Me gravaram? Deram uma de jornalista? Eu converso com os deputados.”

Embora o grupo ligado a Bolsonaro tenha apresentado uma lista com 27 nomes para destituir Waldir, a Câmara não aceitou todas as assinaturas e o manteve na liderança. No áudio, o deputado diz que pretende expulsar “um por um” dos que assinaram o documento contra ele.

“Nós vamos expulsar, e aqueles que fizerem nós vamos expulsar um por um do partido, ok? A situação é essa. Nós vamos expulsar um por um do partido”, diz Waldir na gravação. Procurado pela reportagem para comentar as declarações, o deputado não se manifestou até a publicação da notícia.
Presidente da CCJ diz ser contra fusão
O áudio mostra ainda o presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), Felipe Franceschini (PSL-PR), admitindo o movimento do presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), para fundir o PSL e o DEM, como mostrou o Estado nesta quinta-feira. “Ontem, a gente foi na casa do Rodrigo. Estava o Mendonça (Filho, ex-ministro da Educação), estava o Rodrigo Maia ligando para o ACM (Neto, prefeito de Salvador e presidente do DEM), comigo e com o (Antônio) Rueda (vice-presidente do PSL). Eles estão loucos para fazer a fusão do Democratas com o PSL”, afirmou Franceschini.

O presidente da CCJ diz que não quer que aconteça, mas, para isso, a bancada deveria mostrar maior unidade em defesa do PSL e do presidente do partido, Luciano Bivar. “Eu estou tentando segurar essa p.. porque eu não quero que aconteça. Se a bancada passar o recado que não está com o partido, eles vão fazer a fusão e vão liberar todo mundo aqui sem levar fundo, sem levar p .. nenhuma. E o Democratas vai ficar com o dinheiro de todos vocês aqui”, afirmou.

O PSL tem, hoje, 53 deputados e o DEM, 27. Juntos, teriam 80 deputados e se tornariam a bancada mais forte da Câmara. De acordo com Franceschini, o movimento de fusão está sendo alimentado por Maia. “Eles querem juntar os dois fundos (partidários). Fazer um partido com 100 deputados para a reeleição dele”, afirmou Franceschini.

Em junho, o Estado revelou que um grupo de parlamentares avalia, nos bastidores, a possibilidade de apresentar uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) para permitir reeleições ao comando do Legislativo, sem qualquer limitação. Três ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) já foram consultados reservadamente e deram aval à iniciativa, sob o argumento de que se trata de uma questão interna do Parlamento. Atualmente, a Constituição proíbe que presidentes da Câmara e do Senado sejam reconduzidos ao cargo na mesma legislatura. Isso quer dizer que, em 2021, nem o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), nem o do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), poderão concorrer à reeleição, se essa regra – também contida no regimento das duas Casas – não for alterada.

JORNAL DA CIDADE - Delegado Waldir, assume maucaratismo, chama Bolsonaro de “vagabundo” e promete “implodir o presidente” (Ouça o Áudio)

Delegado Waldir, assume maucaratismo, chama Bolsonaro de “vagabundo” e promete “implodir o presidente” (Ouça o Áudio): O deputado federal Delegado
Waldir acaba de decretar “guerra” ao Presidente da República.

A banda podre do PSL,
responsável pelas candidaturas ‘laranjas’, finalmente aflorou.

Waldir é ligadíssimo a

Petistas radiantes no plenário do STF

Petistas radiantes no plenário do STF:

Nem começaram os votos dos ministros sobre a prisão em segunda instância, e o clima já é de celebração no plenário do STF...

Leia este conteúdo na integra em: Petistas radiantes no plenário do STF

POLÍBIO BRAGA - Líder do PSL chama Bolsonaro de "vagabundo" e que vai acabar com ele

Líder do PSL chama Bolsonaro de "vagabundo" e que vai acabar com ele: O delegado Waldir, que foi confirmado pela Mesa da Câmara como líder do PSL e é homem de confiança de Luciano Bivar, portanto adversário de Bolsonaro, foi também grampeado, mas em reunião com outros deputados do Partido, ontem a noite.

O líder conrfirmou o trecho abaixo, ao falar com o pessoal do blog O Antagonista.

O que ele disse:


- Eu vou implodir o presidente. Aí eu mostro a gravação dele. Eu tenho a gravação. Não tem conversa, não tem conversa. Eu implodo o presidente. Acabou o cara. Eu sou o cara mais fiel a esse vagabundo.

Meus Heróis



"Meus Heróis não morreram de Overdose"

                                                                          (Hamilton Mourão, General de Exército)

"E os meus não prestaram continência para Vagabundos Petistas"

(2° Tenente da Força Aérea, Milton Pires)

GENERAL PETISTA fala em risco de 'convulsão social' antes de julgamento sobre segunda instância

Villas Bôas fala em risco de 'convulsão social' antes de julgamento sobre segunda instância:

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BRASÍLIA - Na véspera do início do julgamento, pelo Supremo Tribunal Federal (STF), de três ...

COMANDANTE DO EXÉRCITO DURANTE O REGIME PETISTA fala em risco de ‘convulsão social’ antes de julgamento sobre segunda instância

Villas Bôas fala em risco de ‘convulsão social’ antes de julgamento sobre segunda instância: No ano passado, na véspera do julgamento de Lula, o general disse que o Exército estaria ‘atento às suas missões institucionais’, sem detalhar o que pretendeu dizer com a expressão

GENERAL NOMEADO POR DILMA ROUSSEFF para COMANDAR O EXÉRCITO cita ‘convulsão social’ às véspera do STF julgar 2ª instância



Villas Bôas cita ‘convulsão social’ às véspera do STF julgar 2ª instância:

O assessor especial do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), general Villas Bôas, fez uma publicação alertando para o risco de o “povo brasileiro” cair novamente “na eventual convulsão social” às vésperas do julgamento do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre a legalidade da prisão em segunda instância. Apesar de não mencionar a Corte, a postagem tem teor semelhante a uma manifestação em 2018, também antes de um julgamento.

“É preciso manter a energia que nos move em direção à paz social, sob pena de que o povo brasileiro venha a cair outra vez no desalento e na eventual convulsão social”, afirmou. Villas Bôas compartilhou pela sua conta oficial no Twitter um trecho de um texto datado de 1914, de Rui Barbosa, sobre uma síndrome que teria assolado “nosso país ao longo do último século”.
Em 2018, quando os ministros do STF julgariam o pedido de habeas corpus do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), a afirmação do general foi interpretada como intimidadora. Villas Bôas escreveu: “Asseguro à nação que o Exército Brasileiro julga compartilhar o anseio de todos os cidadãos de bem e repúdio à impunidade e de respeito à Constituição, bem como se mantém atento às suas missões institucionais”.

Na tarde desta quinta-feira, o STF começa a julgar três ações que discutem a possibilidade de prisão de condenados antes do trânsito em julgado (quando não é mais possível recorrer). Está em jogo o mérito dos processos em que a Corte decidirá se mantém ou não um entendimento adotado em fevereiro de 2016, que autorizou a prisão a partir da condenação em segunda instância. O julgamento gera debates na ala política — já que pode influenciar a prisão do ex-presidente Lula.

GENERAL PETISTA QUE CHAMOU INTERVENCIONISTAS DE "LOUCOS" AGORA É CONSIDERADO "HERÓI" POR BANDO DE PUXA-SACOS DE BOLSONARO.

Para comandante do Exército, 'malucos' defendem intervenção militar By Gabriela Bazzo

MONTAGEM/ESTADÃO CONTEÚDO E FACEBOOK
Em entrevista ao Estadão em 10 de dezembro de 2016 o comandante do Exército, general Eduardo Villas Bôas, afirmou que não há nenhuma chance de intervenção militar no país, mesmo diante de um cenário de crise institucional. Villas Bôas contou à jornalista Eliane Cantanhêde que, eventualmente, "tresloucados" ou "malucos" pedem a ele que o Exército assuma o poder no Brasil. “Esses tresloucados, esses malucos vêm procurar a gente aqui e perguntam: ‘Até quando as Forças Armadas vão deixar o País afundando? Cadê a responsabilidade das Forças Armadas?’” Durante a conversa, o general citou o artigo 142 da Constituição Brasileira, que fala sobre a "autoridade suprema do Presidente da República" em relação às Forças Armadas, e disse que militares na ativa e na reserva estão "escaldados" pelo Golpe de 1964, que submeteu o país a mais de 20 anos de ditadura.
Ele contou ainda que se reuniu com o presidente Michel Temer e com o ministro da Defesa, Raul Jungmann para discutir a situação de "instabilidade" do país.
Leia a íntegra da entrevista aqui.

Budapest Hungary by Gürcan Kadagan

Budapest Hungary by Gürcan Kadagan:

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ESTADÃO - Villas Bôas adverte: há risco de convulsão social com o julgamento da segunda instância.


Na véspera do início do julgamento, pelo Supremo Tribunal Federal (STF), de três ações que contestam a possibilidade de prisão após condenação em segunda instância, o ex-comandante do Exército, general Eduardo Villas Bôas, afirmou, pelo Twitter, que houve “grande esforço para combater a corrupção e a impunidade” e que o País tem de seguir este caminho, sob risco de ocorrer uma “convulsão social”. Ele não citou diretamente o julgamento que a Corte fará nesta quinta-feira.

“Experimentamos um novo período em que as instituições vêm fazendo grande esforço para combater a corrupção e a impunidade, o que nos trouxe — gente brasileira — de volta a autoestima e a confiança. É preciso manter a energia que nos move em direção à paz social, sob pena de que o povo brasileiro venha a cair outra vez no desalento e na eventual convulsão social”, escreveu Villas Bôas logo após ter recebido a visita do presidente Jair Bolsonaro em sua casa.

Citando Rui Barbosa, ele diz que, “de tanto triunfar as nulidades, de tanto prosperar a desonra, de tanto ver crescer a injustiça, de tanto ver agigantarem-se os poderes nas mãos dos maus, o homem chega a desanimar-se da virtude, a rir-se da honra e a ter vergonha de ser honesto”. 

Na véspera do julgamento de Lula, em abril do ano passado, o general repudiou a impunidade e acrescentou o Exército estaria ainda “atento às suas missões institucionais”, sem detalhar o que pretendeu dizer com a expressão.

Villas Bôas retornou para casa no último sábado, depois de fazer uma traqueostomia. O general, apesar do procedimento, está conseguindo se comunicar por meio de um aparelho especial. Na terça-feira, em vídeo que circulou entre os militares, Villas Bôas avisou que “não se calaria”. (Estadão).

Respeito à jurisprudência

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 Editorial do Estadão:

Hoje, o Supremo Tribunal Federal (STF) deve voltar a analisar a execução da pena após decisão de segunda instância. Consta na pauta do plenário da Corte o julgamento de três processos sobre o tema que tem causado grande alvoroço, com reações desproporcionais de lado a lado. O ambiente de acirramento em nada contribui para um desfecho técnico e equilibrado do caso.

Quando se fala em análise da possibilidade de prisão após decisão em segunda instância, discute-se qual é a extensão que se deve dar ao princípio da presunção de inocência. Em linha com o que ocorre na imensa maioria dos países, o STF sempre entendeu que era possível executar a pena após a decisão de segunda instância. São várias as razões que justificam esse posicionamento.

Com o julgamento em segunda instância, encerra-se a análise das provas. As chamadas terceira e quarta instâncias – Superior Tribunal de Justiça (STJ) e STF – apenas analisam questões de direito. Não havendo mais possibilidade de reavaliação probatória, não cabe dizer que há ainda inocência a ser presumida.

Outra razão para a jurisprudência do STF sobre o início da execução da pena é o reconhecimento de que as decisões judiciais devem gozar de um mínimo de autoridade. Não é razoável que, por princípio, o sistema de justiça desconfie da sentença de um juiz ou da decisão de um tribunal, atribuindo efeitos práticos unicamente às decisões dos tribunais superiores.

Deve-se respeitar, como é lógico, o direito ao duplo grau de jurisdição. Antes de iniciar o cumprimento da pena, todos têm direito a que um órgão colegiado avalie a correção da sentença de primeiro grau. Mas não há direito subjetivo a um terceiro ou quarto graus de jurisdição. E isso não significa que a Justiça seja autoritária. Trata-se simplesmente de reconhecer que a função dos tribunais superiores não é substituir as instâncias inferiores – o que ocorreria caso as decisões destas só valessem após análise pelo STJ e STF.

A possibilidade de a pena ser cumprida após a decisão de segunda instância foi jurisprudência pacífica do STF até 2009. Então, ao julgar um habeas corpus, o plenário entendeu, por 7 votos a 4, que a execução da pena só podia ser iniciada após o trânsito em julgado.

Destoante da experiência internacional, disfuncional e contraditória com o próprio sistema do Judiciário, essa nova orientação do Supremo durou até fevereiro de 2016, quando se retornou à jurisprudência original. Reafirmou-se, assim, a possibilidade da execução da pena após decisão condenatória de segunda instância.

Desde então, houve várias tentativas para que o Supremo reabrisse a questão. Muitas delas com o exclusivo intuito de obter a soltura do sr. Lula da Silva. Além de congestionar a pauta do STF, tais manobras comprometem o próprio Supremo, cuja missão é fixar a jurisprudência que orientará, de forma segura e estável, todo o Poder Judiciário. Se essas orientações fossem continuamente modificadas, não haveria nenhuma razão para as instâncias inferiores seguirem efêmeras decisões.

Felizmente, a maioria dos ministros do STF soube respeitar o papel do Supremo, reafirmando a jurisprudência sobre a prisão após a decisão de segunda instância. Ficou célebre o voto da ministra Rosa Weber, em abril de 2018, ao rejeitar uma manobra para que a Corte negasse a orientação fixada sobre o início da execução da pena. “Compreendido o tribunal como instituição, a simples mudança de composição não constitui fator suficiente para mudar jurisprudência”, afirmou a ministra.

Diante de todo o alvoroço criado em torno do julgamento de hoje, bem se vê a necessidade de uma melhor compreensão sobre o Supremo Tribunal Federal como instituição. São inadmissíveis as ameaças e afrontas proferidas contra o STF, numa vã tentativa de emparedá-lo. Deve haver outro patamar, muito superior, de respeito ao Supremo por parte de todos os cidadãos. Logicamente, essa exigência inclui os próprios ministros do STF. Hoje, cabe-lhes proteger e reafirmar, com toda a altivez que a instituição merece, a jurisprudência do Supremo sobre a prisão após decisão de segunda instância.

Fascismo e comunismo: para além da Alemanha e URSS.

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de José Milhazes,  Observador:

Não se pode deixar de saudar a resolução do Parlamento Europeu que coloca nazismo e comunismo em pé de igualdade, mas é preciso não limitar essa conclusão apenas à Alemanha Nazi e à União Soviética e fazer com que ela se reflicta no ensino da História nas escolas e universidades.

A condenação contou com 535 votos a favor, 66 contra e 52 abstenções, prova de que existe, pelo menos entre os deputados europeus, coragem para chamar “os bois pelos nomes”, sem rodeios.

A aprovação deste importante documento só foi possível graças ao facto de no Parlamento Europeu terem assento representantes de países do Leste da Europa, vítimas tanto do nazismo como do comunismo. Até ao fim da URSS, e mesmo ainda hoje em alguns círculos intelectuais e universitários portugueses e europeus ocidentais, constituía um autêntico sacrilégio pôr um sinal de igualdade entre os dois sistemas mais brutais do século XX.

Esta resolução cria uma oportunidade única para aprofundar o estudo desta matéria e constatar que, na prática, esses regimes têm ainda menos diferenças do que alguns consideram.

Não há praticamente diferença alguma nos meios e alvos de repressão. É errado pensar que o goulag soviético foi utlizado apenas para punir e eliminar dissidentes políticos, pois por lá passaram não só prisioneiros dessa categoria. Por exemplo, por lá passaram também pessoas, incluindo menores, que apanhavam nos campos cereais para não morrerem de fome (a lei estalinista das sete espigas), que pertenciam a povos “desleais” ao regime comunista: chechenos, inguches, tártaros da Crimeia, etc. Além do mais, é sabido que muitos dos soviéticos que foram parar ao goulag sabiam bem o que era a dissidência política ao regime de Estaline, tomavam todas as medidas de precaução para não serem apanhadas pela máquina repressiva, mas esta exigia novas e novas vítimas: monárquicos, socialistas, liberais, sacerdotes, trotskistas, comunistas de direita, comunistas de esquerda, homossexuais, etc.

Isto é mais uma prova de que os campos de concentração soviéticos eram utilizados como fonte de mão de obra gratuita para os grandes planos estalinistas. O mesmo faziam os nazis que utilizavam também judeus, ciganos, etc. nos trabalhos forçados antes de mandarem para as câmaras de gás. A intensificação do extermínio nos campos de concentração germânicos ocorre com a aproximação da derrota da Alemanha nazi.

Não se pode também deixar de assinalar que o Parlamento Europeu não fala concretamente na sua resolução de regimes de extrema-direita europeus como os de Mussolini, Franco, Salazar, etc. Isto seria importante para frisar que na Europa não deve haver lugar para qualquer extremismo de direita.

O mesmo se pode dizer em relação à extrema-esquerda, onde se deve condenar não só o estalinismo, mas também o leninismo, o trotskismo ou o maoismo.

Por isso, é necessário entender a posição dos países da Europa do Leste que proibiram partidos comunistas, tal como entendemos e achamos bem que em Portugal tenha sido proibida a ideologia fascista em 1974.

Faço aqui um parêntesis para sublinhar que não sou defensor da proibição de partidos de extrema-esquerda e de extrema-direita em Portugal, mas a sociedade deve estar atenta às movimentações dessas correntes ideológicas, pois algumas tentam enganar com a sua fachada “light”, sendo o Bloco de Esquerda o melhor exemplo.

Foi precisamente com este objectivo que me lancei na escrita do meu último livro “Os Blumthal” que, com base em documentos e testemunhos reais, aborda o tema da fortíssima semelhança dos dois regimes. Arrisco-me a dizer que para as vítimas era indiferente a cor política dos carrascos.

Agora é necessário transpor a decisão do Parlamento Europeu para o ensino secundário, pois ela pode ser uma útil “vacina” para as gerações futuras, e arejar também o ensino superior, onde os ideólogos de extrema-esquerda têm fortes posições.

O Parlamento Europeu, na sua resolução, chamou a atenção para o facto de o Kremlin estar a rever a história a seu bel-prazer para justificar a política autocrática e despótica tanto no campo interno como externo. Além disso, utiliza meios inadmissíveis como a falta de acesso quase total aos arquivos soviéticos. Só publica o que lhe interessa e quando lhe interessa. E se esconde alguma coisa, por alguma razão será. Certamente que não será por questões de segurança nacional quando se trata de documentos elaborados antes ou durante a Segunda Guerra Mundial.

17 de Outubro de 1849: Morre Frédéric Chopin, compositor e pianista polaco

17 de Outubro de 1849: Morre Frédéric Chopin, compositor e pianista polaco:

No Verão de 1849, o pianista Frédéric Chopin já  não conseguia leccionar pois uma tuberculose pulmonar evoluía rapidamente. A sua irmã mais velha, Ludwika, viajou desde Varsóvia para cuidar do compositor. No dia 17 de Outubro, o génio do piano morre no seu apartamento parisiense da Place Vendôme.

Se os amigos e admiradores pudessem prever que a Marcha Fúnebre da sua Sonata em si bemol menor opus 35, III Movimento, acompanharia no século e meio seguinte as exéquias de algumas das maiores personalidades mundiais, por certo a fariam executar no funeral que conduziu o corpo do genial compositor ao cemitério de Père- Lachaise em Paris.

Frédéric (Fryderyk Franciszek) Chopin nasceu em 1 de Março de 1810 na cidade de Zelazowa Wola, ducado de Varsóvia. O seu pai, Mikolaj (Nicolas) Chopin, polaco de origem francesa, era professor de Língua e Literatura Francesa no Liceu de Varsóvia. A sua mãe, Justyna Krzyzanowska, era dona de casa e talentosa pianista, que lhe ensinou as primeiras notas.

Muito cedo, com 7 anos, Frédéric compôs duas ‘polonaises’. Este prodígio foi ressaltado em jornais da cidade e o pequeno tornou-se atracção nos salões aristocráticos da capital.

Dos 13 aos 16 anos, Chopin estudou no liceu, onde o pai leccionava. Colegas de classe provinham das diversas regiões do país o que lhe possibilitou passar as férias nessas localidades. A música tradicional da Polónia,a  sua tonalidade distinta, a riqueza dos seus ritmos e o vigor das danças acompanhariam Chopin para sempre.

No Outono de 1826, Chopin ingressa na Escola Superior de Música, cujo director era o consagrado compositor Josef Elsner. O severo director permitiu que o Chopin se concentrasse no piano, devido  à sua facilidade de improvisação, inclinação a efeitos brilhantes, precisão de composição e compreensão do significado e da lógica de cada nota. Ao concluir os estudos em 1929, Elsner registou num relatório: “Chopin, Fryderyk, estudante de 3º ano, talento excepcional, génio musical”.

Chopin planeia, então, uma longa viagem pelo estrangeiro a fim de ganhar familiaridade com a vida musical na Europa e conquistar certa reputação. É aplaudido calorosamente nos seus concertos. Em Viena, o editor, Tobias Halinger, imprime a  sua primeira obra editada fora da Polónia, Variações sobre um tema de Mozart.

De volta a Varsóvia, dedica-se à composição e escreve os seus dois concertos para piano e orquestra. Dessa época são os seus primeiros nocturnos, estudos, valsas, mazurkas e ‘lied’
Depois de permanecer meses em Viena, Chopin resolve viajar para Paris. Durante a viagem toma conhecimento da queda de Varsóvia nas mãos dos russos. Chega à ‘cidade luz’ no Outono de 1831. Lá encontra muitos de seus compatriotas exilados, recebidos amistosamente.

Em Paris, a reputação de Chopin cresce vertiginosamente. Torna-se amigo de Liszt, Mendelsohn e Berlioz. O grande pianista Friedrich Kalkbrenner – cognominado o “rei do piano” – sabendo da estadia do jovem músico, organiza-lhe um concerto na sala Pleyel em Fevereiro de 1832. O sucesso foi estrondoso. Chopin assina contrato com a mais importante casa editorial da época, a Schlesinger.

O pianista instala-se definitivamente em Paris na condição de emigrado. Algum tempo depois, conhece a escritora francesa Aurore Dudevant, que escrevia sob o pseudónimo masculino de George Sand. A autora de romances audaciosos, seis anos mais velha, divorciada e com dois filhos, oferecia ao artista solitário uma ternura extraordinária bem como cuidados materiais e maternais.

Os amantes passam o Inverno de 1838/1839 na ilha espanhola de Maiorca. Devido às condições climáticas desfavoráveis, Chopin rapidamente adoece e dá os primeiros sinais de tuberculose. Debilitado, ainda assim compõe ali algumas de suas obras-primas: os 24 prelúdios, Polonaise em dó menor, Balada em fá maior, Scherzo em dó bemol menor.

Volta à França na Primavera de 1839, instala-se na mansão de Sand em Nohant, região central do país. Lá permanece até 1846. Foi o período mais feliz e produtivo. A maioria de suas obras mais marcantes foi ali composta.

O amor e a amizade profunda entre Chopin e Sand aos poucos cederam lugar a conflitos cada vez mais sérios, devido principalmente à atitude hostil do filho de George Sand. A separação final ocorreu em Julho de 1847.

Estas dolorosas experiências pessoais foram devastadoras para a criatividade do compositor e para sua saúde física e mental. Abandona quase que completamente a composição e até ao fim da vida escreveria apenas umas tantas miniaturas. Frágil e acossado por uma febre insidiosa, Chopin dá seu último concerto em 16 de Novembro de 1848.
O pianista foi enterrado no cemitério Père-Lachaise. Em respeito à sua vontade,o  seu coração foi retirado e está colocado numa urna na igreja Santa Cruz em Varsóvia.


Opera Mundi
wikipedia (Imagens)

Arquivo: Frédéric Chopin por Bisson, 1849.png
Frédéric Chopin c. de 1849

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Retrato de  Frédéric Chopin - Maria Wodzińska
Arquivo: Chopinradziwill.jpg
Chopin ao piano - Henryk Siemiradzki


quarta-feira, 16 de outubro de 2019

JUIZ ABSOLVE TEMER POR DIÁLOGO COM JOESLEY


Brasil 16.10.19 21:29

O juiz Marcos Vinícius Reis Bastos, da 12ª Vara Federal de Brasília, absolveu Michel Temer da acusação de obstrução de Justiça, decorrente da conversa em que disse a Joesley Batista: “Tem que manter isso aí, viu”.

Ao denunciar o ex-presidente, Rodrigo Janot disse que a fala era um pedido para manter propinas para que Eduardo Cunha e Lúcio Funaro se mantivessem em silêncio.

“O diálogo tido pela acusação como consubstanciador do crime de obstrução de justiça (Lei nº 12.850/2013, art. 2º, § 1º), como se vem de demonstrar, não configura, nem mesmo em tese, ilícito penal. Seu conteúdo, ao contrário do que aponta a denúncia, não permite concluir que o Réu estava estimulando Joesley Batista a realizar pagamentos periódicos a Lúcio Funaro, de forma a obstar a formalização de acordo de colaboração premiada e/ou o fornecimento de qualquer outro elemento de convicção que permitisse esclarecer supostos crimes atribuídos ao grupo denominado ‘PMDB da Câmara”, escreveu Bastos.

Bolsonaro e Gilmar no Planalto - EXÉRCITO PERDE A OPORTUNIDADE DE PRENDER OS DOIS!


Bolsonaro e Gilmar no Planalto:

O ministro Gilmar Mendes, do STF, fez uma "visita de cortesia" a Jair Bolsonaro nesta quarta-feira, no Palácio do Planalto...

Leia este conteúdo na integra em: Bolsonaro e Gilmar no Planalto

Bolsonaro se reúne com Gilmar Mendes no Palácio do Planalto, MAS DEVERIAM SE REUNIR NA PRISÃO.

Bolsonaro se reúne com Gilmar Mendes no Palácio do Planalto: O ministro Gilmar Mendes se reuniu nesta quarta (16) com o presidente Jair Bolsonaro. Foi uma visita de cortesia -os dois já tinham se falado pessoalmente em duas outras oportunidades.
Leia mais (10/16/2019 - 17h20)

VÍDEO Plenário - "Homenagem" ao Dia do Médico - 16/10/2019 - 09:34

URGENTE: Relator retira indiciamento de Lula e Dilma na CPI do BNDES

URGENTE: Relator retira indiciamento de Lula e Dilma na CPI do BNDES:

O relator da CPI do BNDES, Altineu Cortês, retirou o indiciamento de Lula, Dilma e pessoas ligadas à JBS de seu parecer final...

Leia este conteúdo na integra em: URGENTE: Relator retira indiciamento de Lula e Dilma na CPI do BNDES

Bolsonaro e Osmar Terra anunciam 13o Bolsa Família

Bolsonaro e Osmar Terra anunciam 13o Bolsa Família: O ministro da Cidadania, o gaúcho Osmar Terra, reuniu-se com Bolsonaro, ontem, para anunciar que o governo pagará um 13o Bolsa Família em dezembro.

Serão beneficiadas 13 milhões de famílias.

Os contribuintes brasileiros serão tungados em R$ 2,5 bilhões para pagar o benefício.

Nas redes sociais, Bolsonaro lembrou que durante a campanha foi acusado por querer acabar com o Bolsa Família, mas que ao contrário da calúnia, resolveu ampliar o benefício.

STF vai soltar José Dirceu

STF vai soltar José Dirceu:

José Dirceu, assim como Lula, também vai sair da cadeia...STF de impedir a prisão de condenados em segundo grau.

A Folha de S. Paulo fez uma listinha dos criminosos pegos pela Lava Jato que devem ganhar a liberdade plena, até o julgamento em quarto grau.

Ela inclui os dois tesoureiros do PT, João Vaccari Neto e Delúbio Soares, que vão sair do regime semiaberto e tirar a tornozeleira eletrônica.

Leia este conteúdo na integra em: STF vai soltar José Dirceu

Dragon Blood by Marsel van Oosten

Dragon Blood by Marsel van Oosten:

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16 de Outubro de 1793: Maria Antonieta, rainha de França, é guilhotinada

16 de Outubro de 1793: Maria Antonieta, rainha de França, é guilhotinada:

Um dos dezasseis filhos de Maria Teresa, rainha da Hungria e da Boémia e de Francisco I, imperador da Áustria, foi Maria Antónia Josefa Joana , nascida a 2 de Novembro de 1755 e que depois de casada optou por usar o nome de Antonieta.
A arquiduquesa Antónia cresceu no ambiente muito moralista da corte da mãe. Maria Teresa era uma mulher com princípios fortes, amada pelo seu povo. O casamento com Luís XVI (então delfim) foi preparado pela mãe, para cimentar a aliança entre a Áustria e a França.
Em 1770, com a idade de 14 anos, Maria Antonieta deixava a sua terra natal e viajava para o palácio de Versalhes, a fim de contrair matrimónio com o infante Luís, de quinze anos.
A primeira impressão que teve dele foi de um rapaz tímido, gordo e algo estúpido.
Luís negligenciava os seus deveres reais a favor da caça e do tempo passado na sua oficina de serralharia. Sofria ainda de uma doença que o impediu de gerar filhos nos primeiros sete anos de casamento. O povo, não sabendo desta situação, culpava Maria Antonieta pela falta de herdeiros.
A corte de Versalhes era ainda mais rígida do que a de Maria Teresa, e Maria Antonieta não escondia o seu aborrecimento durante as cerimónias que decorriam.
À medida que o tempo passava, ela tornava-se cada vez mais rebelde. Insistia em sair sozinha ou com pouca companhia, em vez de viajar rodeada de criados e de cortesãos. Escolhia os seus próprios amigos e mesmo as roupas que usava, recusando-se a usar espartilhos e cintas.
Em 1774 o velho rei morreu e o seu marido tornou-se Luís XVI. Três anos mais tarde, uma pequena cirurgia voltava a dar-lhe esperança de ser pai. O primeiro filho do casal foi Maria Teresa Carlota, que nasceu em 1775. Com a maternidade, Antonieta assentou e tornou-se uma mãe e esposa devotada.
Apesar disso, foi sempre uma rainha impopular. Muitos franceses odiavam a rainha por esta ser austríaca e pelas suas maneiras frívolas. Havia rumores de que teria inúmeros amantes. Alcunhada de "Madame Déficit", sobre ela recaiam as culpas de ser a culpada da crise que o país atravessava.
E foi sobre ela que caiu a fúria da milícia parisiense aquando da Revolução. A 5 de Outubro de 1789, uma marcha de mulheres (e alguns homens disfarçados) irrompeu por Versalhes a exigir o sangue de Maria Antonieta, que se manteve sempre calma. Salvou-a da morte a intervenção de Lafayette, um herói da revolução americana que se opôs à acção da multidão.
O casal real e os seus filhos foram aprisionados no palácio das Tulherias, onde se mantiveram vários anos. Em 1791, alguns nobres conseguiram arranjar um plano de fuga para a família real, mas o casal teria de viajar separado das crianças, o que Maria Antonieta recusou. Isto veio a selar o seu destino, porque foram reconhecidos na vila de Varennes e capturados.
De novo em cativeiro, perante a apatia de Luís XVI, coube a Maria Antonieta negociar com os revolucionários e secretamente com a Áustria, para interceder em França, mas quando teve início a guerra entre os dois países, o casal real foi julgado por traição.
Em 1792 a monarquia foi abolida e a família real foi levada para a prisão, apesar de serem relativamente bem tratados e lhes ter sido permitido viver juntos.
A 21 de Janeiro de 1793, após julgamento, Luís XVI foi decapitado.
Os pequenos príncipes acompanharam os pais para a prisão, mas estavam frequentemente doentes, e Maria Antonieta velava por eles. Mas os carcereiros decidiram separar o pequeno Carlos Luís da mãe e colocaram-no numa cela no piso inferior, onde ela podia ouvi-lo a chorar, e onde veio a morrer em 1795, de tuberculose.
Semanas mais tarde, separaram-na também de Maria Carlota. Nunca mais os tornaria a ver.
Uma noite, Maria Antonieta foi acordada e levada para a prisão de Conciergerie, onde se encontravam todos os nobres que aguardavam a morte.
Em Outubro, a rainha, agora alcunhada de "viúva Capeto", foi julgada e condenada, por traição, a ser guilhotinada.
No dia 16 de Outubro de 1793, fizeram-na desfilar pelas ruas de Paris num carro aberto, sujeita a todos os piropos da população, embora mantivesse sempre a dignidade.
Maria Antonieta, que havia sido proibida de vestir-se de preto, trajava um vestido branco (a cor do luto para as antigas rainhas de França). Em seguida, o carrasco Henri Sanson, após cortar-lhe o cabelo até a altura da nuca, amarrou as  suas mãos às costas. A ex-rainha foi levada para fora da prisão e colocada no carro dos condenados à morte. O esboço de Jacques-Louis David e os relatos de cronistas da época retratam Maria Antonieta durante o trajecto para a guilhotina: sentada, as mãos amarradas atrás das costas, os cabelos cortados grosseiramente, os olhos fixos e vermelhos.
No cadafalso, tropeçou nos pés do executor e pediu-lhe desculpa.
Depois de ter sido executada, o carrasco pegou sua cabeça ensanguentada e apresentou-a ao povo  de Paris.
Wikipedia (Imagens)
Infopédia
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A arquiduquesa aos 14 anos de idade, no retrato oficial enviado a Versalhes
Pastel de Joseph Ducreux (1769).

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Maria Antonieta na Antonieta na prisão da  Conciergerie

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Maria Antonieta conduzida ao patíbulo. Esboço de Jacques-Louis David

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A execução de Maria Antonieta