Ataque Aberto

"O maior inimigo da autoridade é o desprezo e a maneira mais segura de solapá-la é o riso." (Hannah Arendt 1906-1975)

terça-feira, 23 de maio de 2017

PARADA INSTITUCIONAL


Milton Pires.

Acordo todos os dias lendo e ouvindo que o Brasil está na UTI. A frase andava sumida: parece ter voltado depois que Joelvis & Jopresley, ou algo assim, combinaram com a banda podre do Ministério Público e um Ministro do "MSTF" (a parte petista), como liquidar com dois bandidos não petistas - o braço fabiano da tesoura, o Abominável Aécio das Neves, e o parafuso que o liga com o braço revolucionário – Michel Temer. 

Antes que algum astrólogo caçador de ursos, que algum historiador que diz que comunismo não existe mais, ou algum ex-funcionário de Gilmar Mendes na Revista VEJA comece a escrever barbaridades sobre Medicina e UTI, dou a mim mesmo o direito de iniciar estas linhas com uma analogia que pode me permitir, mais adiante, completar o raciocínio do leitor. 


Pela expressão parada cardíaca, todo leigo, toda pessoa sem formação alguma em Medicina, entende que o “coração parou” e que, portanto, a pessoa “morreu, está morta ou vai morrer”. Um médico formado compreende, com mais facilidade, que isso pode não ser exatamente assim. Ele sabe que pode restar no músculo cardíaco alguma atividade de contração que é, por si mesma, incapaz de bombear o sangue “para frente” e gerar pressão arterial que mantenha a vida. 


Vamos ao ponto que interessa: um leigo entende a parada cardíaca como um fenômeno isolado de todo resto; um médico chama de parada cardíaca o resultado de qualquer tipo de contração sem efeito algum capaz de manter a vida da pessoa. É o resultado final que não existe mais; não o coração que ficou completamente parado. 


Pronto: termina aqui o parágrafo sobre Medicina. Vamos a Política – o Brasil encontra-se, afirmo eu, numa situação de Parada Institucional. Há um Presidente da República, existe um Congresso e um Supremo Tribunal Federal mas deles já não sai, já não se gera mais coisa alguma – estão parados do ponto de vista funcional. Comportam-se como um coração batendo 300 vezes por minuto, sem tempo algum para se encher de sangue e, portanto, sem sangue algum para ser bombeado. 


O resultado da situação de Parada Institucional é a gigantesca confusão, o atordoamento cognitivo, a hibernação emocional que se coloca para população. Cada vez mais as pessoas entendem menos sobre o que está acontecendo. Há, inclusive, aqueles que pensam, perigosamente, que nada está acontecendo – e está! 


Temos o historiador que diz que comunismo não existe mais entrevistando um ex-capitão do exército preso em 1986 que vai ser candidato a presidente da República. Temos um desinformante profissional, colocado pelo PSDB e por Gilmar Mendes dentro da Revista VEJA, gravado pela Polícia Federal em ligação com uma bandida, irmã de um senador corrupto. Temos quase o início de uma pancadaria dentro do Senado Federal entre um grupo de psicopatas bolivarianos (que querem Diretas Já para fraudar urnas e colocar Lula no Poder) e uma espécie de ralé luterana do PMDB que não passa um dia sem falar em “reformas”. 


Perguntam-me vocês todos, no fim de tudo isso, o que temos afinal? Temos, digo eu, uma confusão demoníaca em que já não se identificam mais inocentes e culpados, governo e oposição, bandidos e mocinhos...Uma situação em que nada mais anda, não se decide mais coisa alguma...em que tudo está parado. É a etapa que vem antes da ruptura completa do tecido social e daquilo que ainda resta de ordem política para evitar a morte institucional e o início da barbárie – é a Parada Institucional, é o Brasil na UTI como querem aqueles que todos os dias usam a tal expressão …


Expressão muito exata, mas também carregada de ironia para alguém que perdeu seu emprego como médico dentro de uma UTI controlada por corruptos, vagabundos, incompetentes e assediadores morais do PT e do PCdoB...e que sabia, em 2014, que tudo isso um dia, obrigatoriamente, teria que acontecer.


para o Augusto

23 de maio de 2017

CONSELHO FEDERAL DE PSICOLOGIA DIZ QUE PREFEITO DE SÃO PAULO COMETEU UMA "BARBÁRIE" NA CRACOLÂNDIA.

Ação de Dória da Cracolândia foi uma barbárie, afirma Conselho de Psicologia

As entidades também classificaram a ação do prefeito como um passo atrás em toda a luta antimanicomial.
segunda-feira 22 de maio| Edição do dia 0
O Conselho Federal de Psicologia e o Conselho de Psicologia do Estado de São Paulo assinaram uma nota conjunta onde classificam a operação na Cracolândia como um ato de "barbárie" e "atrocidade".
A violenta ação militar de desocupação da área central da cidade de São Paulo, conhecida como Cracolândia, ocorreu neste domingo (21). Cerca de 900 policiais militares foram mobilizados para a operação onde, além de reprimir os presentes, fecharam abrigos e espaços de apoio e assistência aos muitos frequentes da região e também internou, de forma forçada, alguns indivíduos que estavam no local.
A repressão de Dória está ligada a um projeto de reurbanização da Cracolândia e reabilitação dos usuários de crack paulistanos. Chamado de Redenção o programa, que inclui internações dos dependentes químicos, prevê a permissão de trabalho apenas para aqueles que se comprometerem a fazer o tratamento de desintoxicação (via internação) através do programa do governo do Estado chamado Recomeço, sob autoria da gestão Alckmin.
Os Conselhos repudiaram fortemente a postura repressiva da prefeitura de São Paulo, sob mando de João Dória, junto ao programa de reabilitação dos dependentes químicos proposta pela esfera municipal e estadual. Para as entidades os programas são um passo atrás nos mais de 30 anos de luta antimanicomial.
"A ação afronta os 30 anos de história da luta antimanicomial no Brasil, recém-celebrados em 18 de maio, e os princípios internacionais dos direitos humanos. A violência policial ostensiva foi o expediente utilizado para promover a remoção e a internação forçadas da população em situação de rua que habitava a área do centro de são Paulo conhecida por ’Cracolândia’", afirma a nota.
Continua: "Esse ’novo programa’ repete fórmulas ultrapassadas, inadequadas e ineficientes do ponto de vista da saúde mental. Repete o ’Programa Recomeço’, do governo estadual, e a ’Operação Sufoco’, da gestão municipal. As três iniciativas têm como princípios o tratamento por internação, inclusive involuntária, em parceria com comunidades terapêuticas mantidas por entidades confessionais, não sendo coincidência o nome ’Redenção’.
Tratando de forma punitiva, a prefeitura se apoia na blindagem criada mídia de prisão de traficantes para trancafiar e perseguir pessoas que se encontram em uma situação de marginalização social. Retiram do foco a responsabilidade pública da situação em que se encontram esses indivíduos e optam por descartar anos de pesquisas, debates e experiências de especialistas na área de saúde pública antimanicomial para implementar um projeto político em que instituições privadas receberão fortunas para esconder e não tratar os usuários de drogas.

UM AVISO. UM PEQUENO AVISO DAQUILO QUE VEM PELA FRENTE

'O problema não é se o Congresso é legítimo ou não. É uma organização criminosa!', afirma renomado jurista Modesto Carvalhosa

'O problema não é se o Congresso é legítimo ou não. É uma organização criminosa!', afirma renomado jurista Modesto Carvalhosa:



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Imagem: Montagem / Folha Política
Em participação no programa Roda Viva, o renomado jurista Modesto Carvalhosa comentou as dificuldades de qualquer presidente para lidar com o Congresso, que, segundo ele, está "dominado pela bandidagem". Carvalhosa disse: "O caso é o seguinte: não podemos ter, na Presidência da República, nesta fase, um chefe de carceragem. Porque lá, como só tem bandido mandando lá dentro, não podemos dizer que o carcereiro-chefe vai conviver com os presos lá dentro, com as rebeliões e os chefes das coisas lá dentro. O que nós temos que ter é um presidente eleito que, pela sua autoridade moral, por sua respeitabilidade, imponha a essa bandidagem que domina o Congresso um respeito maior, com o apoio e a pressão da sociedade". 
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Senador dá lição de moral após tumulto e 'quase pancadaria' em pleno Congresso: 'Selvageria!'; veja vídeo

Senador dá lição de moral após tumulto e 'quase pancadaria' em pleno Congresso: 'Selvageria!'; veja vídeo:



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Imagem: Montagem / Folha Política
Após a lamentável e deprimente sessão da Comissão de Assuntos Econômicos, encerrada após uma baixaria que incluiu gritaria, ameaças físicas, quebra de microfones, retirada de jornalistas e intimidação ao presidente da sessão, o senador Cássio Cunha Lima tomou a palavra no plenário do Senado para lembrar que a essência do Parlamento é a argumentação. "Infelizmente, o que nós vimos foi um ato de selvageria. Não podendo ganhar nos votos, senadores e senadoras em desespero quiseram vencer no braço, no grito". 


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Reinaldo Azevedo -Meu último post na Veja


MEU ULTIMO POST NA VEJA


PF divulga trechos de conversa minha com Andrea Neves, uma das minhas fontes, em que faço críticas a uma reportagem da VEJA. Pedi demissão. Direção aceitou

Por Reinaldo Azevedo access_time 23 maio 2017, 17h00 more_horiz

(Reprodução/Reprodução)

Andrea Neves, Aécio Neves e perto de uma centena de outros políticos são minhas fontes.

Trechos de duas conversas que mantive com Andrea, que estava grampeada, foram tornadas públicas. Numa delas, faço uma crítica a uma reportagem da VEJA e afirmo que Rodrigo Janot é pré-candidato ao governo de Minas e que estava apurando essa informação. Em outro, falamos dos poetas Cláudio Manuel da Costa e Alvarenga Peixoto.

Fiz o que deveria fazer: pedi demissão — na verdade, mantenho um contrato com a VEJA e pedi o rompimento, com o que concordou a direção da revista.

Abaixo, segue a resposta que enviei ao BuzzFeed, que vai fazer ou já fez uma reportagem a respeito. Volto para encerrar. Mesmo!

Comecemos pelas consequências.

Pedi demissão da VEJA. Na verdade, temos um contrato, que está sendo rompido a meu pedido. E a direção da revista concordou.

1: não sou investigado;

2: a transcrição da conversa privada, entre jornalista e sua fonte, não guarda relação com o objeto da investigação;

3: tornar público esse tipo de conversa é só uma maneira de intimidar jornalistas;

4: como Andrea e Aécio são minhas fontes, achei, num primeiro momento, que pudessem fazer isso; depois, pensei que seria de tal sorte absurdo que não aconteceria;

5: mas me ocorreu em seguida: “se estimulam que se grave ilegalmente o presidente, por que não fariam isso com um jornalista que é crítico ao trabalho da patota?;

6: em qualquer democracia do mundo, a divulgação da conversa de um jornalista com sua fonte seria considerada um escândalo. Por aqui, não;

7: tratem, senhores jornalistas, de só falar bem da Lava Jato, de incensar seus comandantes;

8: Andrea estava grampeada, eu não. A divulgação dessa conversa me tem como foco, não a ela;

9: Bem, o blog está fora da VEJA. Se conseguir hospedá-lo em algum outro lugar, vocês ficarão sabendo;

10: O que se tem aí caracteriza um estado policial. Uma garantia constitucional de um indivíduo está sendo agredida por algo que nada tem a ver com a investigação;

11: e também há uma agressão a uma das garantias que tem a profissão. A menos que um crime esteja sendo cometido, o sigilo da conversa de um jornalista com sua fonte é um dos pilares do jornalismo.

Encerro
No próximo 24 de junho, meu blog completa 12 anos. Todo esse tempo, na VEJA. Foram muitos os enfrentamentos e me orgulho de todos eles. E também sou grato à revista por esses anos.

Nesse tempo, sob a direção de Eurípedes Alcântara ou de André Petry, sempre escrevi o que quis. Nunca houve interferência.

O saldo é extremamente positivo. A luta continua.

Leia o diálogo no qual Reinaldo Azevedo critica reportagem de Veja sobre Aécio: "É njenta !"

Leia o diálogo no qual Reinaldo Azevedo critica reportagem de Veja sobre Aécio: "É njenta !": Os áudios vazados pelo procurador Rodrigo Janot sobre o Caso JBS, incluem um telefonema grampeado da conversa do jornalista Reinaldo Azevedo com a irmã do senador Aécio Neves, Andrea
Neves. Na conversa, ele chamou o conteúdo de uma reportagem de capa da revsita Veja, na qual trabalha,  sobre senador, de
“nojenta”. A própria Veja divulgou a degravação e Reinaldo acaba de se demitir por quebra


Reinaldo Azevedo pede demissão da Veja após divulgação de grampos em que critica a revista

Reinaldo Azevedo pede demissão da Veja após divulgação de grampos em que critica a revista:

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Imagem: Reprodução / Redes Sociais
O colunista Reinaldo Azevedo pediu demissão da revista Veja, após a divulgação de áudios em que criticava o veículo. Em telefonema grampeado com a irmã do senador Aécio Neves, Andrea Neves, ele chamou o conteúdo de uma reportagem de capa sobre senador de "nojento". 


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THE CHINELAGEM NEVER ENDS - Defesa de deputado afastado entrega à PF mala com R$ 35 mil a menos


  • 23/05/2017
  • 16:02

Defesa de deputado afastado entrega à PF mala com R$ 35 mil a menos: Rodrigo Rocha Loures, homem de confiança de Temer foi filmado recebendo a mala, que continha R$ 500 mil

Defesa de deputado VAGABUNDO que pegou meio milhão de Joelvis & Jopresley entrega à PF mala com R$ 35 mil a menos.


Rodrigo Rocha Loures, homem de confiança de Temer foi filmado recebendo a mala, que continha R$ 500 mil

A defesa do deputado afastado Rodrigo Rocha Loures (PMDB-PR) entregou nessa segunda-feira à Polícia Federal (PF) em São Paulo uma mala com R$ 465 mil. Em abril, Loures foi filmado pela PF recebendo a mala, que continha R$ 500 mil, segundo as investigações, e foi enviada pelo empresário Joesley Batista, dono da JBS. No documento em que atestou a apreensão, os policiais contaram 9.300 notas de R$ 50.

Os documentos que comprovam a entrega foram enviados nesta manhã ao gabinete do ministro Edson Fachin, que, na semana passada, determinou o afastamento de Rocha Loures do mandato após pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR). Os advogados não se manifestaram sobre a falta de R$ 35 mil.

Pela denúncia, aparece ainda em uma das conversas gravadas com Ricardo Saud, ex-diretor de Relações Instituições da J&F, concordando em apresentar uma prévia do relatório da Medida Provisória do Refis, que ainda não era público.

Na conversa, os dois falam sobre esconder o que a JBS queria no texto incluindo os pontos como sugestão da Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (ABIEC). Posteriormente, Rocha Loures foi filmado recebendo R$ 500 mil enviados por Joesley Batista. Loures é apontado como intermediário do presidente Michel Temer para assuntos do grupo J&F com o governo, de acordo com denúncia do Ministério Público Federal (MPF) com base em áudio de conversa gravada por Joesley.

NOTA DO EDITOR - "35 pila" ainda dá para fazer uma belíssima festa com putas e uísque escocês antes da cadeia. 

VENEZUELA REALIZA SONHO DE VAGABUNDOS PETISTAS COM OS MÉDICOS BRASILEIROS


Venezuela: médicos são afastados ou presos por fazerem denúncias

Governo faz retaliação a especialistas que se opõem a atuais políticas de Saúde
POR ISAYEN HERRERA / DO “EL NACIONAL”
22/05/2017 4:30 / atualizado 22/05/2017 8:39

Protestos. Médicos e profissionais de saúde fazem manifestação denunciando a falta de medicamentos e em oposição ao governo do presidente Nicolás Maduro, em Caracas - JUAN BARRETO/AFP/17-05-2017

CARACAS — Uma campanha que começou em 2015 nas redes sociais como a tag #SalvemosLaMaternidadDelSur (“Salvemos a Maternidade do Sul”, em Valência, na Venezuela), em sinal de protesto, transformou-se num apostolado. Com 25 anos de profissão, o ginecologista obstetra Jorge Pérez foi penalizado por suas queixas por trabalhar sem os insumos necessários para atender as pacientes e os bebês que ajuda a trazer ao mundo. No fim de abril, ele foi chamado ao Instituto Carabobeño de Saúde e ganhou uma suspensão por 60 dias. Nunca soube o motivo.

Os pecados de Pérez são ter caminhado de Valência (capital de Carabobo) até Caracas para marchar no dia 10 de setembro — atendendo a uma convocação da Mesa da Unidade Democrática (MUD), com cartaz de protesto preso ao jaleco branco — e denunciar a falta recursos para tratar os pacientes.

Intimidações, censura, destituições e renúncias forçadas não pouparam nem ministro nem residentes de plantão. No dia 10 de maio, a ministra Antonieta Caporales, que assumira o cargo em janeiro, deixou suas funções, tendo sido nomeado para o cargo o farmacêutico Luis López, ex-vice-ministro e ex-diretor da Corporação de Saúde de Aragua, durante a gestão do atual vice-presidente Tarek el Aissami (que foi governador do estado de Aragua).

Ainda que Caporales não tenha firmado posição sobre sua saída prematura do cargo, nem o presidente da República tenha explicado a troca súbita da funcionária, sabe-se que a decisão veio a público três dias depois que os meios de comunicação divulgaram a informação oficial do Boletim Epidemiológico de 2016, em que se admite que a mortalidade infantil subiu 30% em um ano e a materna deu um salto de 65,79%.

O atual ministro da Saúde é conhecido por sua mão firme em assinar aposentadorias compulsórias e destituir médicos de seus cargos, desde 2012, principalmente de profissionais do Hospital Central de Maracay, por terem se posicionado de alguma forma pedindo insumos para o hospital. Em 2014 tiveram início ações legais contra um médico Ánge Sarmiento, hoje no exílio, por pedir informações sobre o aumento de casos de chicungunha e uma febre hemorrágica no centro de saúde, que causou mortes.

Há um mês, um médico de um hospital localizado a leste de Caracas, que prefere não se identificar, teve de escolher entre enfrentar acusações de uma suposta difamação ou renunciar, por ter comentado em seu sindicato que discordava das políticas de saúde.

O Serviço Bolivariano de Inteligência Nacional (Sebin) também entra nos hospitais. Em 30 de novembro passado, o sindicalista José Luis Spitia e o ginecologista Gonzalo Müller, ambos funcionários do Hospital Magallanes de Catia, foram presos pelo Sebin por 72 horas por aceitarem donativos de insumos feitos pela mulher do dirigente político Leopoldo López. Spitia, hoje em liberdade, diz que foi detido, algemado e golpeado por civis que se apresentam como “boinas vermelhas” na oficina do diretor do hospital, Juan Carlos Marcano, hoje vice-ministro de Redes de Atenção Ambulatória.

Aposentadorias compulsórias e renúncias forçadas para evitar problemas legais são parte das intimidações. Dora Colmenares, cirurgiã que cuida de transplantes de fígado no Hospital Universitário de Maracaibo, recebeu aposentadoria sem que tenha pedido, dois meses depois de usar o direito de palavra na Assembleia Nacional, em 2 de agosto de 2016:

— Falei diante da Assembleia Nacional sobre a falta de recursos e que não foram publicados boletins epidemiológicos na época. Tínhamos uma escassez de 80% de medicamentos, que hoje é de 90%. Por isso me deram a aposentadoria. Não há água nem medicamentos e o corpo que dirige a instituição não está preparado. A decadência equivale a sete décadas de retrocesso, até em enfermidades erradicadas. Estamos como no século XIX — disse.

Morte em manifestação
Manifestante pega fogo em protesto em Caracas - CARLOS BECERRA / AFP

No domingo, venceu o prazo de afastamento de 60 dias de Jorge Pérez. Ele voltará à Maternidade do Sul com voluntários do arcebispado para pintar as instalações e levar donativos. Sua campanha agora se chama “Um gesto de misericórdia para a Maternidade do Sul”, e vem acompanhada de peregrinações até Maracaibo pedindo solução para a crise:

— Peço pela saúde corporal e espiritual da Venezuela.

Nas ruas, continua a violência nos protestos contra o regime. Edy Alejandro Terán, de 23 anos morreu na noite de sábado após ser ferido a bala numa manifestação em comunidade da região de El Murachi, em Valera, a 430km de Caracas. Em quase dois meses de protestos nas ruas contra o presidente Nicolás Maduro, ao menos 48 pessoas já morreram.

O governo venezuelano, por sua vez denunciou opositores por terem ateado fogo a um homem num protesto no sábado em Caracas. O ministro de Comunicação e Informação, Ernesto Villegas, denunciou o caso no Twitter, compartilhando um vídeo acompanhado do post: “Loucura crescente. Ateiam fogo a um ser humano durante uma ‘manifestação pacífica’ da oposição em Caracas. Fascismo inoculado”.

O homem, identificado como Orlando Figuera, 21, está internado em um hospital da capital com queimaduras de primeiro e segundo graus em 80% do corpo e feridas de arma branca, informou o Ministério do Interior e Justiça no Twitter. A Promotoria anunciou que abriu uma investigação sobre o caso. (Com agências internacionais)

O “El Nacional” faz parte do Grupo de Diários America (GDA), do qual O GLOBO é membro

Leia mais: https://oglobo.globo.com/mundo/venezuela-medicos-sao-afastados-ou-presos-por-fazerem-denuncias-21372597#ixzz4husber7O
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Denúncia do sítio imputa a Lula 10 crimes de corrupção e 44 de lavagem de dinheiro

Denúncia do sítio imputa a Lula 10 crimes de corrupção e 44 de lavagem de dinheiro:



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Imagem: Reprodução / Redes  Sociais
Na denúncia criminal apresentada nesta segunda-feira, 22, contra o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, no caso do sítio de Atibaia (SP), o petista é acusado por 10 atos de corrupção e 44 atos de lavagem de dinheiro, no esquema de corrupção descoberto na Petrobrás pela Operação Lava Jato. O petista ainda pode ter que pagar R$ 155 milhões, com os demais acusados, pelos supostos crimes.
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Delcídio diz a Moro que Bumlai e Odebrecht estruturam criação do Instituto Lula

Delcídio diz a Moro que Bumlai e Odebrecht estruturam criação do Instituto Lula:



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Assista os vídeos do depoimento do ex-líder do PT no Senado, delator da Lava Jato, que afirmou que Palocci era o principal interlocutor de Lula com empresários, em processo sobre propina paga pela Odebrecht na compra de terreno para Instituto Lula e de apartamento em São Bernardo do Campo para petista


Editorial do Estadão: A honestidade de Dilma

Editorial do Estadão: A honestidade de Dilma:

Dilma Rousseff foi um desastre na Presidência da República, em todos os sentidos. Embora houvesse suficientes provas dos crimes de responsabilidade que justificaram plenamente seu impeachment, o fato é que a petista foi afastada igualmente porque levou o País para o brejo. Restou à inepta administradora ao menos tentar salvar algumas linhas de sua biografia ao protestar inocência diante do mar de lama que engolfou seu governo. Para isso, Dilma passou a tratar como ofensa capital qualquer suspeita a respeito de sua honestidade, como se o País tivesse simplesmente que aceitar que a petista, por definição e natureza, jamais poderia ter participado ou se beneficiado pessoalmente dos crimes em série praticados por seu partido no coração de sua administração. No entanto, os depoimentos prestados pelos marqueteiros João Santana e Mônica Moura, ainda que careçam de confirmação, são suficientes para pelo menos lançar alguma dúvida sobre a propalada honestidade de Dilma.

O casal João Santana e Mônica Moura foi o responsável pelo marketing eleitoral das campanhas presidenciais de Lula da Silva em 2006 e de Dilma Rousseff em 2010 e 2014. Eles foram presos em fevereiro do ano passado sob acusação de receber dinheiro do petrolão para quitar seus serviços publicitários. Já condenados em primeira instância pelo juiz federal Sérgio Moro, João Santana e Mônica Moura decidiram fazer acordo de delação premiada. Além disso, prestaram depoimento à Justiça Eleitoral, que analisa denúncias contra a chapa vencedora da eleição presidencial de 2014. Foi nesses testemunhos que o nome de Dilma surgiu, não como inocente vítima das negociatas, mas como cúmplice.

Tanto João Santana como Mônica Moura disseram que a ex-presidente sabia sobre o uso de caixa 2 para pagar as contas de campanha. Santana disse que Dilma foi acometida de “amnésia moral”, isto é, evitava deliberadamente tomar conhecimento dos detalhes das transações para, assim, dizer que não sabia de nada. No entanto, segundo Mônica Moura, Dilma tinha “pleno conhecimento” da atuação da empreiteira Odebrecht para pagar os serviços de marketing eleitoral. João Santana relatou um encontro com Dilma no Palácio da Alvorada em 2014 no qual a então presidente disse que “os valores que seriam pagos por fora já estavam garantidos”.

Somente o fato de os principais assessores eleitorais de Dilma a acusarem de ter conhecimento do uso de recursos não declarados na campanha de 2014 já seria suficiente para abalar as certezas a respeito da honestidade da ex-presidente. Mas há mais. Em seu depoimento, Mônica Moura disse que Dilma telefonou para João Santana para avisar, em fevereiro do ano passado, que havia um mandado de prisão contra o casal. Tal iniciativa, se confirmada, configura tentativa de obstruir a Justiça.

Além disso, Mônica Moura disse que ela e Dilma criaram um e-mail com nome e dados fictícios, cuja senha foi compartilhada por ambas, para conversar em segurança – as mensagens ficavam na caixa de rascunho do e-mail, acessíveis apenas às duas. Segundo Mônica Moura, o e-mail foi criado no computador da então presidente. O estratagema é comum em organizações criminosas.

Dilma nega categoricamente todas essas informações, mas não se limita a isso. Ela diz que o casal de marqueteiros foi “induzido a delatar fatos inexistentes, com o objetivo de ganhar sua liberdade”. E afirma que é vítima de um “jornalismo de guerra”, que, segundo ela, promove “verdadeiros linchamentos, tentando destruir a biografia e a imagem de cidadãos e cidadãs”.

A preocupação de Dilma, portanto, é com sua biografia. Durante o processo de impeachment, a então presidente fez chegar ao Senado um “depoimento pessoal” no qual escreveu: “Saibam todos que vocês estão julgando uma mulher honesta”. Agora, mais uma vez, Dilma reafirma sua honestidade como um princípio que só é questionado por quem, segundo ela, não tem apreço pela democracia.

Anexos originais:

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PF caça ex-governadores do DF Arruda e Agnello por fraudes de quase R$ 1 bi no Mané Garrincha

ESTADIO-MANE-GARRINCHA-ANDRE-DUSEK-ESTADPF caça ex-governadores do DF Arruda e Agnello por fraudes de quase R$ 1 bi no Mané Garrincha:

Operação Panatenaico está nas ruas para cumprir 15 mandados de busca de apreensão, 10 mandados de prisão temporária além de 3 conduções coercitivas

DEM E PT NA CADEIA


DEM E PT NA CADEIA:

A PF cumpre mandados de prisão contra ex-governadores do Distrito Federal José Roberto Arruda e Agnelo Queiroz.

O primeiro foi eleito pelo DEM, o segundo pelo PT.

ASSESSOR DE TEMER ENTREGA À PF A MALA DA PROPINA


ASSESSOR DE TEMER ENTREGA À PF A MALA DA PROPINA:

A Folha de S. Paulo informa que o assessor de Michel Temer, Rodrigo Rocha Loures, “entregou na sede da PF, na noite desta segunda-feira, a mala com 500 mil reais” que recebeu da JBS.

23 de Maio de 1179: O Papa Alexandre III reconhece a soberania de D. Afonso Henriques, com a bula "Manifestis Probatum"

23 de Maio de 1179: O Papa Alexandre III reconhece a soberania de D. Afonso Henriques, com a bula "Manifestis Probatum":

A Bula Manifestis probatum  é um dos mais importantes documentos pontifícios da História de Portugal. Foi enviada pelo Papa Alexandre III a D. Afonso Henriques, a 23 de Maio de 1179, confirmando-lhe o título de rei e atribuindo esse título também aos seus sucessores. Por outro lado, concedia ao monarca português o domínio dos territórios conquistados e a conquistar aos Mouros, o que representava um importante estímulo à expansão territorial.

Alexandre III foi  um dos papas mais cultos da Idade Média, professor de direito e de teologia, cujas teorias do poder papal aplicou depois de eleito Papa. Alexandre III exerceu uma influência incontestável na Europa do seu tempo. 
A suzerania papal era um facto em relação aos Estados da Europa e a autoridade da Santa Sé aumentou consideravelmente durante o pontificado de Alexandre III. D. Afonso Henriques tomando-se tributário da Santa Sé e prestando vassalagem ao Papa, obteve o apoio necessário e indispensável na época para garantir uma independência já adquirida de facto, mas ainda não confirmada expressamente pela única autoridade que podia conceder-lha.
De resto, o teor da bula claramente indica que o privilégio concedido se devia aos inumeráveis serviços prestados à Santa Igreja pela propagação da fé cristã, que assinalaria D. Afonso Henriques aos vindouros como um nome digno de memória e um exemplo merecedor de imitação, e porque a Providência divina escolhera-o para governo e salvação do povo.
Deste modo, o Papa, atendendo às qualidades de prudência, justiça e idoneidade de governo, toma D. Afonso Henriques «sob a protecção de São Pedro e a nossa», concede e confirma por autoridade apostólica ao seu domínio, o Reino de Portugal com todas as honras inerentes à realeza, bem como as terras que arrancara das mãos dos sarracenos e nas quais não podiam reivindicar direitos os vizinhos príncipes cristãos. O privilégio estende-se a todos os seus descendentes, prometendo o Papa defender esta concessão com todo o seu poder supremo.
Bula "Manifestis Probatum". In Infopédia [Em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2013. 
wikipedia (Imagens)


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A Bula "Manifestis Probatum"




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Papa Alexandre III


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D. Afonso Henriques


segunda-feira, 22 de maio de 2017

'São traidores da pátria, destroem nossa autoestima como povo, como nação. Precisamos nos unir e dizer juntos que não aceitamos', diz Miguel Falabella

'São traidores da pátria, destroem nossa autoestima como povo, como nação. Precisamos nos unir e dizer juntos que não aceitamos', diz Miguel Falabella:



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O ator Miguel Falabella, em participação no programa Domingão do Faustão, manifestou sua revolta com os corruptos que roubam o país: "Você acorda sem saber por que trabalhar, por que continuar. Porque esses traidores da pátria, essas pessoas vão acabando com a nossa autoestima como nação, como povo. E a gente precisa mudar isso. É hora de gritar, é hora de se mobilizar, é hora de estarmos todos juntos e dizer: 'não aceito isso'". 
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URGENTE: PGR PEDE NOVAMENTE PRISÃO PREVENTIVA DE AÉCIO E ROCHA LOURES


Brasil 22.05.17 20:48

Rodrigo Janot impetrou há pouco no STF agravo regimental contra decisão de Edson Fachin que indeferiu pedido de prisão preventiva decorrente do flagrante contra Aécio Neves e Rodrigo Rocha Loures.

A dupla é investigada por suposta prática de "corrupção passiva, lavagem de dinheiro, organização criminosa e obstrução à investigação".

Janot quer que Fachin reconsidere sua decisão, pois os parlamentares vêm "adotando, constante e reiteradamente, estratégias de obstrução de investigações da Operação Lava Jato".

"Nesse sentido é importante destacar que a ação controlada requerida no bojo da Ação Cautelar 4315 não objetivou apenas monitorar o pagamento da propina destinada ao senador Aécio Neves, mas também os repasses de valores espúrios ajustados entre Joesley Batista, o presidente da República, Michel Temer, e o deputado Rodrigo Loures."

Janot alega que o senador e o deputado são "pessoas poderosas e influentes, cuja liberdade pode levar ao uso espúrio do poder político".

ESPECIAL PARA MULHERADA FURIOSA 2 - Uma festa de arromba no Copacabana Palace

Uma festa de arromba no Copacabana Palace


O procurador Angelo Goulart, preso por espionar a Greenfield a soldo da JBS, casou-se em setembro de 2013 numa festa de arromba no Copacabana Palace - mesmo local escolhido pela filha de Eduardo Cunha.
A cerimônia religiosa foi no Outeiro da Glória. A também procuradora Ana Luisa Zorzenon usou vestido da David's Bridal, de Nova York.
Em matéria sobre o casório, ainda disponível na internet, é possível ter uma ideia do tamanho do evento, que teve até bateria da Mangueira.
Leiam:
"Para organizar tudo, a noiva contou com a indispensável ajuda de Roberto Cohen, definido por ela como o melhor cerimonialista da cidade. A igreja Nossa Senhora do Outeiro da Glória foi palco do tão esperado “sim”. Clássica, a decoração de A Roseira investiu em arranjos com diferentes flores brancas sobre vasos de prata. Ao som da Marcha Nupcial, Ana Luisa desfilou clássico modelo tomara que caia bordado, vindo diretamente da David’s Bridal, em Nova York.
Depois da cerimônia, todos foram festejar a ocasião no Copacabana Palace. Daniel Cruz apostou num décor sofisticado e, ao mesmo tempo, aconchegante. Mix de flores em diversos tons de rosa ficaram em harmonia com suntuosos lustres. Em contrapartida, velas suspensas foram distribuídas pelo salão para garantir o clima casual. Na hora de abrir a pista, os recém-casados contaram com o som do DJ Guga Weigert, acompanhado de um saxofonista.
Nenhum detalhe da produção escapou das sensíveis lentes de Ribas Foto e Vídeo. A equipe fez questão de registrar todos os momentos da noite, desde os preparativos, com um making off superespontâneo, até os pontos altos da noite com shows de MC Marcinho e da bateria da Mangueira."

'É para servir a Lula! Eleições diretas com urnas eletrônicas Smartmatic é a garantia do retorno de Lula!', alerta Eduardo Bolsonaro; veja vídeo

'É para servir a Lula! Eleições diretas com urnas eletrônicas Smartmatic é a garantia do retorno de Lula!', alerta Eduardo Bolsonaro; veja vídeo:



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Imagem: Montagem / Folha Política
O deputado Eduardo Bolsonaro gravou um vídeo sobre a  delação da JBS e a reação petista de pedir eleições diretas. Para o deputado, a ideia é realizar eleições apressadas,  com as urnas Smartmatic, o que garantiria a eleição de Lula. "Ninguém quer esse caos nacional". 


Mais informações »


Anexar áudio de Temer sem perícia foi inaceitável, dizem peritos da PF

Anexar áudio de Temer sem perícia foi inaceitável, dizem peritos da PF:



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Em nota divulgada neste sábado (20), a APCF (Associação Nacional dos Peritos Criminais Federais) considerou "inaceitável" que a PGR (Procuradoria Geral da República) tenha anexado o áudio da conversa mantida entre o presidente Michel Temer e o delator Joesley Batista sem uma perícia técnica por peritos federais.
Leia mais (05/20/2017 - 18h22)


PF diz que só entrou no caso Temer 33 dias depois da gravação do delator

PF diz que só entrou no caso Temer 33 dias depois da gravação do delator:



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Agentes federais deram início ao monitoramento de investigados da operação Patmos no dia 10 de abril e peritos só tiveram acesso à escuta que pegou o presidente neste domingo, 21


Editorial do Estadão: Morrendo pela boca

Editorial do Estadão: Morrendo pela boca:

“Se, em algum momento, um dos 204 milhões de brasileiros chegasse ao presidente da República e dissesse ‘tem um esquema de propina na Petrobrás’, seria mandada embora a diretoria inteira da Petrobrás.” Essa declaração de Lula em seu depoimento ao juiz Sergio Moro dá bem a medida do nível da hipocrisia que lhe é própria. Na verdade, em 2009 o então presidente foi oficialmente informado, não por “um dos 204 milhões de brasileiros”, mas pelo Tribunal de Contas da União (TCU) e pela Comissão Mista de Orçamento do Congresso, sobre graves irregularidades, principalmente superfaturamento, em quatro obras da Petrobrás. A Comissão Mista votou pela exclusão daqueles quatro projetos do Orçamento da União até que se apurassem as irregularidades. Lula vetou a decisão do Congresso. Três das quatro obras – Refinaria Abreu e Lima, em Pernambuco, Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj) e Refinaria Presidente Vargas (Repar), no Paraná – acabaram se tornando objetos de investigação e denúncias na Operação Lava Jato.

Como recorda o jornal O Globo, as obras da Refinaria Abreu e Lima estavam começando naquele ano e o TCU analisou apenas quatro dos contratos, relativos a R$ 347 milhões de um total de R$ 2,77 bilhões já então contratados, nos quais constatou superfaturamento de R$ 121,6 milhões. Entre os responsáveis pelas licitações figuravam diretores e gerentes da Petrobrás que viriam a se tornar protagonistas de denúncias de corrupção pela Lava Jato: Renato Duque, já condenado a quase 41 anos de prisão; Pedro Barusco, também condenado; e Paulo Roberto Costa, pioneiro da delação premiada, condenado a 12 anos de cadeia. Os dois primeiros trabalhavam na “captação de recursos” para o PT.

Em 2010, na solenidade de batismo da plataforma P-57 da Petrobrás, em Angra dos Reis, Lula discursou, em tom de campanha eleitoral: “Houve um tempo em que a diretoria da Petrobrás achava que o Brasil pertencia à Petrobrás e não a Petrobrás ao Brasil. (…) No nosso governo é uma caixa branca e transparente, nem tão assim, mas é transparente. A gente sabe o que acontece lá dentro e a gente decide muitas das coisas que ela vai fazer”. Após sair incólume do escândalo do mensalão, a ponto de reeleger-se em 2006, Lula sentia-se à vontade para bravatas de que hoje certamente se arrepende, pois para se defender das suspeitas levantadas pela Lava Jato agora jura de pés juntos que nunca soube nada sobre o bilionário escândalo do petrolão.

Além de pura e simplesmente mentir, Lula passou a adotar o argumento de que todos os depoimentos que levantam suspeitas a seu respeito são, eles sim, mentirosos, porque prestados por delatores capazes de qualquer vilania para reduzir suas penas, no mais das vezes vítimas de pressão de investigadores interessados em condená-lo. Lula só não transforma suas acusações em libelo contra o próprio instituto da delação premiada porque tem todo o interesse em explorar politicamente a transformação em réus também de seus adversários políticos. Nesse caso, delatar pode.

Este espaço tem sido frequentemente aberto à defesa da tese de que a Operação Lava Jato presta relevante serviço à moralização das práticas de gestão pública no País e que uma condição indispensável para que esse objetivo seja plenamente alcançado é que as investigações se desenvolvam rigorosamente dentro da lei, a salvo dos assomos messiânicos de um discurso moralista tão enganado e enganoso quanto a impostura político-eleitoral de dividir o País entre “nós” e “eles”. As delações não têm sido feitas por “eles”, mas por antigos cúmplices que não as fazem, obviamente, por arrependimento ou escrúpulos que nunca tiveram, mas para terem suas punições amenizadas. A validade dessas delações fica a critério daqueles a quem cabe julgar o peso das evidências e provas apresentadas. É responsabilidade não apenas de um juiz, mas de todo o aparato judiciário.

Acusar acusadores de mentirosos é vezo de quem julga os outros por si.


Anexos originais:

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22 de Maio de 1813: Nasce o compositor alemão Richard Wagner.

22 de Maio de 1813: Nasce o compositor alemão Richard Wagner.:

Richard Wagner, poeta e compositor alemão, nasceu em Leipzig  a 22 de Maio de 1813 e morreu em Veneza a 13 de Fevereiro de 1883.
Génio de riqueza invulgar, ele próprio escreveu os poemas para as suas composições musicais, inspirados, geralmente, nas lendas regionais da Germânia.
Deixou cartas, estudos autobiográficos e numerosos opúsculos, reunidos mais tarde numa coletânea a que foi dado o título de Gesammelte Schriften, onde ficaram expostas as suas teorias relativas à arte musical, em obediência a temas definidos, de que se salientam A Obra e a Arte do Futuro, Ópera e Drama, Como Dirigir Uma Orquestra e A minha Vida.
Como compositor, dramaturgo, crítico, teórico e dirigente de orquestra concretizou a sua ideia de uma obra de arte completa, em que todas as artes do palco se fundissem numa unidade.
Richard Wagner foi o criador do drama musical: modificou a conceção da ópera tradicional, com a preocupação de estabelecer ligação estreita entre a música e a poesia.
A sua música, cheia de símbolos, é marcada pela exploração sistemática de cada tema musical. A sua orquestra, que ele considerava como principal alavanca e esteio da emoção dramática, é instrumentalmente muito rica e colorida.
Richard Wagner teve uma vida artística muito intensa, muito rica e movimentada, tendo realizado concertos em São Petersburgo, Moscovo, Praga e Budapeste.
Do encontro com Luís II, rei da Baviera (1845-1886), resultou a sua mudança para Munique, capital daquele reino, onde viveu e trabalhou até 1872, ano em que se estabeleceu em Bayreuth, onde teve começo a construção do «teatro de Wagner», a Festspielhaus, destinada exclusivamente à representação das suas obras.
A transformação da ópera em drama musical, que começa com Tannhäuser e Lohengrin, completa-se com Tristão e Isolda e confirma-se com Parsifal.
Entre os dramas musicais mais notáveis de R. Wagner contam-se: O Navio Fantasma (1841), Tannhäuser (1844), Lohengrin (1848), Os Mestres Cantores de Nuremberga (1867), O Anel de Nibelungo (1853), Tristão e Isolda (1859) e Parsifal (1882, ano anterior ao da sua morte).
Fontes: Infopédia
wikipedia (Imagens)
Público



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Casa onde nasceu Richard Wagner 

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A família Wagner e amigos em 1881. Acima, da esquerda à direita: Blandine von Bülow, Heinrich von Stein (professor de Siegfried), Cosima e Richard Wagner e Paul von Joukowsky (amigo da família); abaixo, da esquerda à direita: Isolde, Daniela von Bülow, Eva e Siegfried