Ataque Aberto

"O maior inimigo da autoridade é o desprezo e a maneira mais segura de solapá-la é o riso." (Hannah Arendt 1906-1975)

quarta-feira, 16 de outubro de 2019

Dragon Blood by Marsel van Oosten

Dragon Blood by Marsel van Oosten:

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16 de Outubro de 1793: Maria Antonieta, rainha de França, é guilhotinada

16 de Outubro de 1793: Maria Antonieta, rainha de França, é guilhotinada:

Um dos dezasseis filhos de Maria Teresa, rainha da Hungria e da Boémia e de Francisco I, imperador da Áustria, foi Maria Antónia Josefa Joana , nascida a 2 de Novembro de 1755 e que depois de casada optou por usar o nome de Antonieta.
A arquiduquesa Antónia cresceu no ambiente muito moralista da corte da mãe. Maria Teresa era uma mulher com princípios fortes, amada pelo seu povo. O casamento com Luís XVI (então delfim) foi preparado pela mãe, para cimentar a aliança entre a Áustria e a França.
Em 1770, com a idade de 14 anos, Maria Antonieta deixava a sua terra natal e viajava para o palácio de Versalhes, a fim de contrair matrimónio com o infante Luís, de quinze anos.
A primeira impressão que teve dele foi de um rapaz tímido, gordo e algo estúpido.
Luís negligenciava os seus deveres reais a favor da caça e do tempo passado na sua oficina de serralharia. Sofria ainda de uma doença que o impediu de gerar filhos nos primeiros sete anos de casamento. O povo, não sabendo desta situação, culpava Maria Antonieta pela falta de herdeiros.
A corte de Versalhes era ainda mais rígida do que a de Maria Teresa, e Maria Antonieta não escondia o seu aborrecimento durante as cerimónias que decorriam.
À medida que o tempo passava, ela tornava-se cada vez mais rebelde. Insistia em sair sozinha ou com pouca companhia, em vez de viajar rodeada de criados e de cortesãos. Escolhia os seus próprios amigos e mesmo as roupas que usava, recusando-se a usar espartilhos e cintas.
Em 1774 o velho rei morreu e o seu marido tornou-se Luís XVI. Três anos mais tarde, uma pequena cirurgia voltava a dar-lhe esperança de ser pai. O primeiro filho do casal foi Maria Teresa Carlota, que nasceu em 1775. Com a maternidade, Antonieta assentou e tornou-se uma mãe e esposa devotada.
Apesar disso, foi sempre uma rainha impopular. Muitos franceses odiavam a rainha por esta ser austríaca e pelas suas maneiras frívolas. Havia rumores de que teria inúmeros amantes. Alcunhada de "Madame Déficit", sobre ela recaiam as culpas de ser a culpada da crise que o país atravessava.
E foi sobre ela que caiu a fúria da milícia parisiense aquando da Revolução. A 5 de Outubro de 1789, uma marcha de mulheres (e alguns homens disfarçados) irrompeu por Versalhes a exigir o sangue de Maria Antonieta, que se manteve sempre calma. Salvou-a da morte a intervenção de Lafayette, um herói da revolução americana que se opôs à acção da multidão.
O casal real e os seus filhos foram aprisionados no palácio das Tulherias, onde se mantiveram vários anos. Em 1791, alguns nobres conseguiram arranjar um plano de fuga para a família real, mas o casal teria de viajar separado das crianças, o que Maria Antonieta recusou. Isto veio a selar o seu destino, porque foram reconhecidos na vila de Varennes e capturados.
De novo em cativeiro, perante a apatia de Luís XVI, coube a Maria Antonieta negociar com os revolucionários e secretamente com a Áustria, para interceder em França, mas quando teve início a guerra entre os dois países, o casal real foi julgado por traição.
Em 1792 a monarquia foi abolida e a família real foi levada para a prisão, apesar de serem relativamente bem tratados e lhes ter sido permitido viver juntos.
A 21 de Janeiro de 1793, após julgamento, Luís XVI foi decapitado.
Os pequenos príncipes acompanharam os pais para a prisão, mas estavam frequentemente doentes, e Maria Antonieta velava por eles. Mas os carcereiros decidiram separar o pequeno Carlos Luís da mãe e colocaram-no numa cela no piso inferior, onde ela podia ouvi-lo a chorar, e onde veio a morrer em 1795, de tuberculose.
Semanas mais tarde, separaram-na também de Maria Carlota. Nunca mais os tornaria a ver.
Uma noite, Maria Antonieta foi acordada e levada para a prisão de Conciergerie, onde se encontravam todos os nobres que aguardavam a morte.
Em Outubro, a rainha, agora alcunhada de "viúva Capeto", foi julgada e condenada, por traição, a ser guilhotinada.
No dia 16 de Outubro de 1793, fizeram-na desfilar pelas ruas de Paris num carro aberto, sujeita a todos os piropos da população, embora mantivesse sempre a dignidade.
Maria Antonieta, que havia sido proibida de vestir-se de preto, trajava um vestido branco (a cor do luto para as antigas rainhas de França). Em seguida, o carrasco Henri Sanson, após cortar-lhe o cabelo até a altura da nuca, amarrou as  suas mãos às costas. A ex-rainha foi levada para fora da prisão e colocada no carro dos condenados à morte. O esboço de Jacques-Louis David e os relatos de cronistas da época retratam Maria Antonieta durante o trajecto para a guilhotina: sentada, as mãos amarradas atrás das costas, os cabelos cortados grosseiramente, os olhos fixos e vermelhos.
No cadafalso, tropeçou nos pés do executor e pediu-lhe desculpa.
Depois de ter sido executada, o carrasco pegou sua cabeça ensanguentada e apresentou-a ao povo  de Paris.
Wikipedia (Imagens)
Infopédia
Ficheiro:Marie Antoinette Young3.jpg
A arquiduquesa aos 14 anos de idade, no retrato oficial enviado a Versalhes
Pastel de Joseph Ducreux (1769).

Ficheiro:Marie Antoinette Adult11.jpg
Maria Antonieta na Antonieta na prisão da  Conciergerie

Ficheiro:Jacques-Louis David - Marie Antoinette on the Way to the Guillotine.jpg

Maria Antonieta conduzida ao patíbulo. Esboço de Jacques-Louis David

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A execução de Maria Antonieta

terça-feira, 15 de outubro de 2019

NÃO EXISTE TRAGÉDIA NO BRASIL.


por Milton Pires

Não existe "Tragédia" no Brasil. Toda verdadeira Tragédia é:

1. Imprevisível. O que acontece no Brasil NÃO é.

2. Inevitável. O que acontece no Brasil NÃO é.

3. Geradora de um sentimento de comoção nacional duradouro. O que acontece no Brasil NÃO é.

CONCLUSÃO: Não existe "Tragédia" alguma no Brasil. Existe um desespero verdadeiro e às vezes eterno por parte daqueles que perderam pessoas queridas na "Tragédia" ou que se feriram ou que perderam bens, mas isso não é "Tragédia" nenhuma. A Nação não pensa nisso nem vive isso como Tragédia.

Vou dar um exemplo da diferença: O Terremoto de Lisboa em 1755 x O Incêndio da Boate Kiss no Rio Grande do Sul. O que aconteceu em Lisboa foi imprevisível, foi inevitável e foi gerador de um sentimento de comoção nacional que mudou toda História da Cultura e da vida em Portugal.

Tome agora 242 pessoas mortas em Santa Maria no incêndio de 27 de janeiro de 2013. É uma FALSA TRAGÉDIA porque destruiu a vida das pessoas que morreram, dos familiares e amigos que ficaram e marcou, para sempre, a vida de um médico (por exemplo eu) que viu as pessoas que sobreviveram na UTI. Mas isso NÃO é tragédia nenhuma. Isso não mudou NADA no Brasil e as pessoas nem lembram mais disso nem dão mais a MÍNIMA para o processo contra os responsáveis. Simplesmente "não é problema delas". O Brasil nem pensa mais nas pessoas que morreram.

Só existe TRAGÉDIA num país que sabe o significado da palavra CARIDADE. Não existe CARIDADE no Brasil, existe uma coisa nojenta chamada SOLIDARIEDADE e que não tem NADA a ver com CARIDADE. A diferença entre CARIDADE e SOLIDARIEDADE eu já expliquei em outro texto.

Porto Alegre, 15 de outubro de 2019.

VÍDEO - "VOCÊ É CHATA DEMAIS, DEPUTADA" (um vigarista qualquer dirigindo-se à Petista Histérica "Solução")

“O que foi Sergio Moro se não um juiz ladrão?”, provoca Maria do Rosário

“O que foi Sergio Moro se não um juiz ladrão?”, provoca Maria do Rosário:

Na CCJ da Câmara, a deputada petista Maria do Rosário chamou Sergio Moro de ladrão ao criticar a PEC que estabelece a prisão de condenados em segunda instância...

Leia este conteúdo na integra em: “O que foi Sergio Moro se não um juiz ladrão?”, provoca Maria do Rosário

POLÍBIO BRAGA - Fórum de Juízes critica duramente o fim das prisões por condenados em segunda instância

Fórum de Juízes critica duramente o fim das prisões por condenados em segunda instância: O Fórum Nacional de Juízes Criminais acaba de tirar nota para criticar duramente a possível mudança na jurisprudência que autoriza prisões de condenados em segunda instância.

"Será um retrocesso", adverte o Fórum.

E de "consequências desastrosas".

O que o Fórum não denuncia é que o STF fará o diabo para agradar Lula.

CLIQUE AQUI para ler a íntegra da nota.

COMENTÁRIO - Poderiam emitir uma nota das "Entidades Judiciárias" contra o fim da Prisão em Segunda Instância.

Prédio de sete andares desaba em Fortaleza; uma pessoa morre

Prédio de sete andares desaba em Fortaleza; uma pessoa morre:

Um edifício residencial de sete andares desabou em Fortaleza, Ceará, na manhã desta terça-feira, 15. O prédio que caiu fica localizado na esquina das Ruas Tibúrcio Cavalcante e Tomás Acioli, no bairro Dionísio Torrres. O Corpo de Bombeiros já resgatou duas pessoas dos escombros, conforme mostrou imagens da TV Globo. Pelo menos uma pessoa morreu devido ao desabamento.

Ambulâncias do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e viaturas dos Bombeiros estão no local para prestar atendimento as vítimas. O edifício era aparentemente antigo e imagens divulgadas pela TV Globo mostram a estrutura do prédio deteriorada — as colunas de sustentação da garagem aparecem deterioradas. Veja como o prédio era antes do desabamento:

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Imagem de Google Maps do Prédio que desabou em FortalezaReprodução

O deputado federal Domingos Neto (PSD-CE) fez uma publicação no Twitter em solidariedade às famílias “que viviam no prédio”. “Vamos acompanhar junto à prefeitura o trabalho dos bombeiros e forças da defesa civil que atuam no local. Nossa orações para que não hajam vítimas”, afirmou.

Minha solidariedade às famílias que viviam no prédio que desabou nesta manhã em Fortaleza. Vamos acompanhar junto à prefeitura o trabalho dos bombeiros e forças da defesa civil que atuam no local. Nossas orações para que não hajam vítimas ����
— Domingos Neto (@Domingos_Neto) October 15, 2019
(Com Estadão Conteúdo)


Heróis da Liberdade: homenagem a Hannah Arendt.

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 João Luiz Mauad, diretor do Instituto Liberal

Hannah Arendt nasceu em 14/10/1906, em Hannover, Alemanha, de família judia e rica. Ingressou na Universidade de Berlim em 1924, onde foi aluna de Heidegger e Jaspers, grandes influências em sua vida e obra. Fugiu dos nazistas e refugiou-se nos Estados Unidos, em 1941. Marcada pela perseguição nazista, pelo antissemitismo e pela situação apátrida, Hannah Arendt dedicou a vida a lutar em defesa dos valores que lhe eram caros e, principalmente, a estudar e entender o totalitarismo, a questão dos direitos políticos e dos direitos humanos, assim como os motivos que levaram a humanidade a tomar caminhos tão obscuros no século XX.

“O sujeito ideal do governo totalitário não é o nazista convicto ou o comunista dedicado, mas pessoas para as quais a distinção entre fato e ficção, verdade e falsidade, não existe mais.”

“Politicamente falando, o nacionalismo tribal sempre insiste que seu próprio povo está cercado por ‘um mundo de inimigos’ – ‘um contra todos’ – e que existe uma diferença fundamental entre esse povo e todos os outros. Ela afirma que seu povo é único, individual, incompatível com todos os outros, e nega teoricamente a própria possibilidade de uma humanidade comum..”

“Politicamente, a fraqueza do argumento sempre foi que aqueles que escolhem o mal menor esquecem muito rapidamente que escolheram o mal.”

“O mal prospera na apatia e não pode existir sem ela.”

“A triste verdade é que a maior parte do mal é feita por pessoas que nunca decidem ser boas ou más.”

“a esfera pública é tão consistentemente baseada na lei da igualdade quanto a esfera privada é baseada na lei da diferença e diferenciação universal. A igualdade, em contraste com tudo o que está envolvido na mera existência, não nos é dada, mas é o resultado da organização humana na medida em que é guiada pelo princípio da justiça. Nós não nascemos iguais; nós nos tornamos iguais como membros de um grupo com a força de nossa decisão de nos garantir direitos mutuamente iguais.”

“O objetivo da educação totalitária nunca foi incutir convicções, mas destruir a capacidade de formar qualquer uma.”

“Não há pensamentos perigosos; pensar em si é perigoso.”

“O maior inimigo da autoridade, portanto, é o desprezo, e a maneira mais certa de solapá-la é o riso.”

“O problema de Eichmann era precisamente que muitos eram como ele e que os muitos não eram nem pervertidos nem sádicos, mas eram, e ainda são, abominável e terrivelmente normais. Do ponto de vista de nossas instituições legais e de nossos padrões morais de julgamento, essa normalidade era muito mais aterrorizante do que todas as atrocidades reunidas.”

“Existe uma estranha interdependência entre a falta de consideração e o mal.”

“Clichés, estoque de frases feitas, adesão a códigos convencionais e padronizados de expressão e conduta têm a função socialmente reconhecida de nos proteger da realidade.”

“Quanto maior for a burocratização da vida pública, maior será a atração da violência. Em uma burocracia completamente desenvolvida, não há ninguém com quem se possa argumentar, a quem se possa representar queixas, sobre as quais as pressões podem ser exercidas. A burocracia é a forma de governo em que todos são privados da liberdade política, do poder de agir; porque a regra de Ninguém é não-regra, e onde todos são igualmente impotentes, temos uma tirania sem um tirano.”

“Nenhuma causa resta senão a mais antiga de todas, a que,de fato, desde o começo de nossa história, determinou a própria existência da política: a causa da liberdade versus a tirania.”

“A principal qualificação de um líder de massa tornou-se a infalibilidade infindável; ele nunca pode admitir um erro.”

“O crime de escravidão contra a humanidade não começou quando um povo derrotou e escravizou seus inimigos (embora é claro que isso já fosse ruim o suficiente), mas quando a escravidão se tornou uma instituição na qual alguns homens “nasciam” livres e outros escravos, quando foi esquecido que foi o homem quem privou seus companheiros de liberdade, e a sanção pelo crime foi atribuída à natureza.”

“As questões políticas são muito sérias para serem deixadas para os políticos.”

“A raiva não é de modo algum uma reação automática à miséria e sofrimento como tal; ninguém reage com raiva a uma doença incurável ou a um terremoto ou, ainda, a condições sociais que parecem ser imutáveis. Somente quando há razão para suspeitar que as condições poderiam ser mudadas e não foram é que surge a raiva.”

“O totalitarismo nunca se contenta em governar por meios externos, ou seja, através do Estado e de uma máquina de violência; Graças à sua ideologia peculiar e ao papel que lhe foi atribuído neste aparato de coerção, o totalitarismo descobriu um meio de dominar e aterrorizar os seres humanos a partir de dentro.”

“Eu sou completamente contra o feminismo Não tenho vontade de desistir dos meus privilégios.”

“A diferença mais marcante entre sofistas antigos e modernos é que os antigos estavam satisfeitos com uma vitória passageira do argumento em detrimento da verdade, enquanto os modernos querem uma vitória mais duradoura em detrimento da realidade.”

“A veracidade nunca foi contada entre as virtudes políticas, e as mentiras sempre foram consideradas ferramentas justificáveis nas transações políticas.”

“A principal razão pela qual a guerra ainda está conosco não é nem um desejo secreto de morte da espécie humana, nem um instinto irreprimível de agressão, nem, finalmente e mais plausivelmente, os sérios perigos econômicos e sociais inerentes ao desarmamento, mas o simples fato de que nenhum substituto para este árbitro final em assuntos internacionais ainda apareceu no cenário político.”

“As promessas são o único modo humano de ordenar o futuro, tornando-o previsível e confiável na medida em que isso é humanamente possível.”

“Quando pensamos em um criminoso, imaginamos alguém com motivos criminosos. E quando olhamos para Eichmann, ele na verdade não tem motivos criminosos. Não o que é geralmente entendido por “motivos criminais”. Ele queria ir junto com o resto. Ele queria dizer “nós”, e indo junto com o resto e querendo dizer: nós gostamos disso o suficiente para tornar possível o maior de todos os crimes. Afinal, os Hitlers não são os que são típicos nesse tipo de situação – eles seriam impotentes sem o apoio dos outros.”

“Onde todos são culpados, ninguém é; confissões de culpa coletiva são a melhor salvaguarda possível contra a descoberta de culpados, e a própria magnitude do crime a melhor desculpa para não se fazer nada.”


“Nenhuma civilização teria sido possível sem um quadro de estabilidade, para indicar um caminho para o fluxo de mudança. Entre os fatores estabilizadores, mais duradouros que os costumes, maneiras e tradições, estão os sistemas legais que regulam nossa vida no mundo e nossos assuntos diários uns com os outros.”

“O revolucionário mais radical se tornará conservador no dia seguinte ao da revolução.”

“Revolucionários não fazem revoluções. Os revolucionários são aqueles que sabem quando o poder está nas ruas e então correm para pegá-lo.”

“A bondade que sai do anonimato e assume um papel público não é mais boa, mas corrupta em seus próprios termos e carregará sua própria corrupção aonde quer que vá.”

“O Terceiro Mundo não é uma realidade, mas uma ideologia.”

“Burocracia, a regra de ninguém.”

“A violência pode destruir o poder, mas é totalmente incapaz de criá-lo.”

“Sob condições de tirania, é muito mais fácil agir do que pensar.”

“Você pensa que pode julgar o que é bom ou ruim, de acordo com o que você gosta ou não. Você pensa que o mal é o que sempre aparece na forma de uma tentação, enquanto o bem é o que nunca queremos espontaneamente fazer. Eu acho que tudo isso é um lixo total, se você não se importa que eu diga isso.”

“A distinção entre ação violenta e não violenta é que a primeira se dedica exclusivamente à destruição do antigo, e a segunda se preocupa principalmente com o estabelecimento de algo novo.”

“Toda organização de homens, seja ela social ou política, depende, em última análise, da capacidade do homem de fazer promessas e cumpri-las.”

“Somente o crime e o criminoso, é verdade, nos confrontam com a perplexidade do mal radical; mas apenas o hipócrita é realmente podre até o âmago.”

“Existe em nossa sociedade um amplo medo de julgar … Por trás da falta de vontade de julgar, esconde-se a suspeita de que ninguém é um agente livre e, portanto, se duvida que alguém seja responsável ou possa responder pelo que fez.”

“O que acontecerá quando o autêntico homem de massa assumir o controle, ainda não sabemos, embora possa ser um palpite justo que ele tenha mais em comum com a meticulosa e calculada exatidão de Himmler do que com o fanatismo histérico de Hitler, a monotonia teimosa de Molotov do que a crueldade vingativa de Stalin.”

Quando começou a radicalização de Fidel Castro

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 Carlos Alberto Montaner 


Lo contó el diario El País de Madrid. Mario Vargas Llosa opinó, públicamente, que Fidel Castro acaso no se hubiera radicalizado si la CIA, en contubernio con la United Fruit, no hubieran derrocado al coronel Jacobo Árbenz mediante un golpe de Estado en 1954.

Fidel Castro, nos recuerda Vargas Llosa, suscribía entonces un programa socialdemócrata. Esto sucedió en la rueda de prensa en la que nuestro Nobel de Literatura presentaba su última novela, Tiempos recios, en la que cuenta la historia de aquel coup de´État, a juicio suyo punto de partida de la rebelión de muchos jóvenes e intelectuales contra EE.UU.

Supongo que, en general, es cierta la apreciación de Vargas Llosa, pero no estoy seguro de que el antiyanquismo latinoamericano se origine en este episodio. El Kremlin empleaba enormes recursos en estimular esta conducta por medio de los “Congresos por la Paz”, a lo que se agregaba la atmósfera de la Guerra Fría. Árbenz fue derrocado como consecuencia de este episodio.

No entro en el tema de la novela porque todavía no la he leído. Calculo que será espléndida, como las otras 18 que ha publicado el autor de Conversación en la catedral, unas más y otras menos, pero todas buenas. El hecho de que tenga 83 años de edad no le resta méritos al libro. Es al revés. Con el tiempo la prosa mejora (menos en el caso de Carlos Fuentes, que se fue haciendo ilegible año tras año).

En lo que discrepamos es en el momento en que Fidel Castro se radicalizó, algo que tiene cierta importancia lateral. No fue en junio de 1954, mes en el que Árbenz renunció a la presidencia tras los bombardeos aéreos secretamente organizados por la CIA. Sucedió algo antes, a fines de los años cuarenta, cuando Fidel estudiaba Derecho en la Universidad de La Habana.

Eso, al menos, es lo que dijera José Ignacio Rasco (Fidel lo llamaba “Rasquito”), su condiscípulo desde el bachillerato en el Colegio Belén, y luego en la Universidad. Para José Ignacio, y me lo contó personalmente, no había la menor duda: “fue seducido por las tesis leninistas; recitaba de memoria páginas enteras de ¿Qué hacer?, el ensayo en el que el ruso describe la toma del poder”. Incluso, el propio Fidel, tras estar seguro de que el gobierno no podía escaparse de sus manos, llegó a decir que “era marxista-leninista y lo sería siempre”.


Pero hay otros testigos directos. El abogado Rolando Amador, compañero, amigo de Fidel Castro y primer expediente de su curso, solía relatarlo con lujo de detalles tras abandonar Cuba a principios de la revolución.

En 1950 Fidel, para poder graduarse, le pidió que le repasara algunas asignaturas que llevaba por libre. Fidel era inteligente y tenía una gran memoria, pero había descuidado los estudios. De manera que ambos se recluyeron en un hotel para esos fines. Mientras estudiaban, llegó una delegación del Partido Socialista Popular (PSP), el grupo de los comunistas, formada por Flavio Bravo y Luis Mas Martín. Venían a informarle a Fidel que había sido aceptado en el Partido.

Había tres formas de militar en el Partido. La “abierta”, la del “acompañante” que generalmente “entraba” en otra formación política o institución del Estado para informar e influir, y la que recibía adiestramiento y órdenes directamente de los servicios de inteligencia soviéticos. Flavio Bravo y Mas Martín estaban en esa tercera categoría que dirigía en la sombra Osvaldo Sánchez. No puede olvidarse que la función de los Partidos Comunistas de todo el mundo era proteger y ayudar a la URSS. Por eso el Kremlin los financiaba.

Fidel era un “acompañante”. Su función era “entrar” en el Partido Ortodoxo, del que llegó a ser candidato a congresista, una formación socialdemócrata (y anticomunista), como sucedió con Eduardo Corona o Martha Frayde, y radicalizarlo desde dentro. La idea de que Fidel era demasiado “fidelista” para someterse a una disciplina partidista olvida la circunstancia de que Stalin era, ante todo, “stalinista”, y Mao “maoísta”, líderes destacados que al principio parecían dóciles, hasta que pudieron manifestarse tal cual eran y mostrar su verdadero caudillismo.

Fidel no se hizo antiyanqui por la mala conducta de EE.UU. en Guatemala. Se lo contó en una carta a su amante y amiga Celia Sánchez escrita en la Sierra Maestra en 1958: pelear con sus vecinos gringos era su destino. Como en el cuento del alacrán: “era su carácter”. No podía evitarlo.Este artículo fue publicado originalmente en El blog de Carlos Alberto Montaner (EE.UU.) el 14 de octubre de 2019.

Facções do PSL lembram o pior do PT

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 Alexandre Garcia,  Gazeta do Povo:

O presidente Jair Bolsonaro vai entrar com advogado na Justiça Eleitoral para ver se consegue abrir a caixa-preta – como ele chama – do PSL dos últimos cinco anos. Há uma briga entre ele e o presidente do partido sobre o uso de uma soma muito maior do que o partido tinha.

O PSL era um partido nanico. Quando abrigou a candidatura de Jair Bolsonaro teve 58 milhões de votos e cresceu. Hoje é um dos maiores partidos do país. O PSL tem direito a cerca de R$ 100 milhões de fundo eleitoral. Todo mundo ficou de olho neste belo fundo eleitoral.

O presidente está exigindo que o fundo seja usado de forma transparente na estruturação do partido para se preparar para as eleições municipais do ano que vem e assim se formar realmente uma base sólida que não dependa só dele. Fazer isso está difícil porque a cobiça vai longe.

Hoje a gente tem quatro grupos dentro do partido. Parece o PT dos tempos em que estava no poder e tinha facções com nome. O primeiro grupo é o que está com o presidente e está correndo risco.

Se muita gente deixar o partido, de um modo ou de outro, pode ser enquadrado na lei partidária e ser punido. Tem gente que está correndo esse risco, mas está com o presidente onde é que ele esteja.

O segundo grupo é o que está receoso. Esses querem ficar com o presidente, mas têm medo de perder voz, espaço e força. Eles estão indecisos. Em terceiro lugar é o grupo que vai deixar a corda esticar até o fim para ver de que lado fica – eles vão ficar do lado mais seguro e forte dessa luta.

Por fim, tem o pessoal que está com o presidente do partido, Luciano Bivar. Esse é o pessoal que está de olho nos recursos. Eles gostam de administrar, porque nunca conheceram tantos recursos e acham que vão gostar. Esse é o problema dentro do PSL.

Julgamento pretérito

No Supremo, quinta (17) vai haver mais um julgamento sobre prisão em segunda instância. Se aprovado, o sujeito que for condenado em segunda instância, depois de ter o recurso negado, ele tem que ir preso.

O STF já decidiu isso, mas vai decidir de novo, são essas coisas da Justiça brasileira. Eles vão decidir sobre a decisão pretérita. Na maior parte dos lugares do mundo o sujeito que é condenado pelo juiz de primeira instância vai para a cadeia e depois recorre. Se o tribunal conceder o recurso, o sujeito sai da prisão.

Aqui no Brasil é diferente, o sujeito fica até o trânsito em julgado solto, que é até o fim, é até que não tenha mais chances. Paulo Maluf ficou 25 anos esperando para ser preso, agora ele está na prisão domiciliar. É uma coisa incrível a impunidade brasileira prevista em lei.

Fizeram o pacote anticrime para entre outras coisas acabar com a impunidade; pegar corrupto, traficante, assaltante com mais facilidade – porque todos eles têm muitos direitos – e no entanto até o Tribunal de Contas da União impede que o governo faça propaganda desse pacote.

O pacote quer combater o crime, conforme o compromisso do candidato Jair Bolsonaro na campanha eleitoral. O presidente ganhou 58 milhões de votos de gente que quer acabar com o crime, com a insegurança, com o medo, com os assaltos, com as balas perdidas, com os homicídios e sobretudo com a corrupção.

Agora, a Advocacia-Geral da União vai entrar com um recurso no Tribunal de Contas da União para ver se resolve esse impedimento. É incrível pensar que tem gente torcendo pelo crime e vai contra o endurecimento das leis. Esse endurecimento nem é endurecimento, é uma lei normal. Aqui no Brasil as leis são tão fraquinhas que nós temos o reinado da impunidade.

Missão para a Marinha

O óleo que está no Nordeste é petróleo venezuelano e ninguém sabe de onde saiu. Estão falando em navio fantasma. É um navio clandestino que não tem registro em lugar nenhum, não tem bandeira e faz contrabando.

Será que os nossos aliados estadunidenses não tem imagem de satélite dessa mancha de óleo e descobrem de onde é que veio e de onde é o navio? Seria ótimo se avisassem onde é que está esse navio para dar uma missão para a Marinha brasileira.

Prédio desaba em Fortaleza

Prédio desaba em Fortaleza:

Um prédio residencial de sete andares desabou em um bairro da área nobre de Fortaleza na manhã de hoje.

Mais informações em instantes.

Leia este conteúdo na integra em: Prédio desaba em Fortaleza

“Flávio e Queiroz devem preparar um cafezinho para receber a Polícia Federal em breve”, diz líder do PSL

“Flávio e Queiroz devem preparar um cafezinho para receber a Polícia Federal em breve”, diz líder do PSL:

A crise no PSL só piora.O líder do partido na Câmara, Delegado Waldir, disse ao Globo que Flávio Bolsonaro e Fabrício Queiroz "devem preparar um cafezinho para receber a Polícia Federal em breve"...Waldir também afirmou ao jornal que Jair Bolsonaro “já estava esperando a ação da PF contra o presidente do partido” hoje.“O presidente da República parece ter uma boa de cristal e já estava esperando essa operação. Acho que o Bivar deve ter aguardado os policiais com cafezinho e tapioca.”

Leia este conteúdo na integra em: “Flávio e Queiroz devem preparar um cafezinho para receber a Polícia Federal em breve”, diz líder do PSL

VÍDEO - Brasileiro que Estuda Medicina no Exterior diz que Medicina no Brasil é "negócio" e que "Entidades Médicas tem os Dias Contados"



Pedro José Rodrigues
202 inscritosNSCREVER-SE
AUDIÊNCIA PÚBLICA SOBRE REVALIDA Este foi meu posicionamento na Audiência Pública realizada em Ponta Porã, com a presença de três deputados federais. Se tornou de extrema relevância levantar a nossa voz e não nos calar diante das atrocidades que as entidades medicas tem falado sobre nosso ensino. insta: @dominamedicina

VIVA O FIM DO SERVIÇO PÚBLICO NO BRASIL! ABAIXO OS FUNCIONÁRIOS PÚBLICOS!

SE os Funcionários Públicos NÃO podem ter aumento de salário, se NÃO podem ter aposentadoria integral, se NÃO podem fazer greve e se NÃO podem ter Estabilidade no Emprego...eu tenho uma ideia: Por que não acabar, por que não liquidar de vez e para SEMPRE com o Funcionalismo Público? Não são todos “petistas e corporativistas”?? Eu acho que seria melhor “privatizar o Estado” - Entregar TODOS os serviços públicos para serem administrados por empresas. Não é isso que todos querem? Seria muito melhor. Aí acaba essa gritaria. Privatizar TUDO. Ainda está para nascer o Brasileiro capaz de entender que o Comunismo NÃO PRECISA mais do controle absoluto do Estado nem do Dinheiro e que ele, Comunismo, PODE DOMINAR TODA SOCIEDADE através do controle da Cultura, dos Bancos e dos Empresários. Explicar isso para um brasileiro, para um chinelão com PhD que fuma maconha e dança funk, é a mesma coisa que pedir para o meu cachorro fazer uma Equação de Segundo Grau. 
(Milton Pires)

VÍDEO do Simers - Apoio à mobilização contra mudanças na MP 890/2019

Bassa marea by Giorgio Raspa

Bassa marea by Giorgio Raspa:

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POLÍBIO BRAGA - Polícia Federal faz buscas e apreensões na casa e no gabinete do deputado Luciano Bivar, presidente do PSL

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Polícia Federal faz buscas e apreensões na casa e no gabinete do deputado Luciano Bivar, presidente do PSL:

Bolsonaro passou a hostilizar Bivar desde que soube do caso. A Polícia Federal já está na casa do presidente nacional do PSL em Recife, deputado federal Luciano Bivar, e também no gabinete dele na Câmara dos Deputados, Brasília. Bivar está envolvido no inquérito que apura malfeitos no uso do fundo partidário, usado para forjar candidaturas de mentirinha (laranjas) e com isto desviar dinheiro.

PF faz buscas em endereço ligado a Luciano Bivar, presidente do PSL


PF faz buscas em endereço ligado a Luciano Bivar, presidente do PSL:

A Polícia Federal cumpre, na manhã desta terça-feira 15, mandados de busca e apreensão em endereço, no Estado de Pernambuco, ligado ao deputado federal Luciano Bivar, presidente do PSL, partido do presidente Jair Bolsonaro. Segundo a Globo News, as investigações têm ligação com supostos esquemas de candidaturas laranjas nas eleições de 2018.

Bivar é alvo de buscas da PF no caso dos laranjas do PSL, partido de Bolsonaro

Bivar é alvo de buscas da PF no caso dos laranjas do PSL, partido de Bolsonaro: A Polícia Federal cumpre na manhã desta terça-feira (15) mandados de busca e apreensão em endereços em Pernambuco ligados ao deputado federal Luciano Bivar, presidente do PSL, em investigação sobre o esquema das candidaturas de laranjas.
Leia mais (10/15/2019 - 06h41)

15 de Outubro de 1844: Nasce o filósofo alemão Friedrich Nietzsche

15 de Outubro de 1844: Nasce o filósofo alemão Friedrich Nietzsche:

Um dos filósofos emblemáticos dos finais século XIX, nasceu a 15 de outubro de 1844, em Röcken, e morreu a 25 de agosto de 1900, atacado pela demência, em Weimar. As suas reflexões caracterizam-se por uma violenta crítica aos valores da cultura ocidental.

Com efeito, para Nietzsche, a decadência do Ocidente começou quando o discurso filosófico, depois de Sócrates, veio afastar a síntese que se realizara na tragédia grega, substituindo a harmonia apolíneo/dionisíaco (representando a ambivalência da essência humana, dividida entre a desmesura passional e a medida racional) por um discurso das aparências, enganador e ilusório, que transforma a realidade autêntica em metáforas ocas. Esse processo de desvitalização encontrará o apogeu com a afirmação da moral judaico-cristã, «moral de escravos», reflexo de uma maquinação hipócrita de indivíduos débeis, ignóbeis e vis numa tentativa de enfraquecer e dominar pela astúcia os valorosos.

A crítica nietzschiana acaba mesmo por abranger os fundamentos da razão, considerando que o erro e o devaneio estão na base dos processos cognitivos e que a fé na ciência, como qualquer fé em verdades absolutas, não passa de uma quimera.

Não se limitando, porém, à denúncia de um estado de espírito dominado pela submissão a valores ancestrais, impotentes para criar algo de novo e propagando a obediência e a servidão como princípios supremos, ao proclamar a «morte de Deus» e a abolição de qualquer tutela, Nietzsche passa ao anúncio de uma nova era centrada na exaltação da vontade de poder, apanágio do homem verdadeiramente livre, o super-homem, que não conhece outros ditames além dos que ele próprio fixa. No entanto, o super-homem não é unicamente dominado pelo egoísmo, cabendo-lhe dirigir a «massa», anónima e ignorante, para um estádio superior em que os valores vitais, a alegria e a espontaneidade permitam a reafirmação do instinto criador da humanidade.

Pensador paradoxal, associa ao super-homem a consciência do eterno retorno, procurando, talvez, exprimir o aspeto cíclico dos movimentos históricos ou a impossibilidade de, alguma vez, ser atingido um grau supremo de perfeição no devir do Homem.

Expressando-se de forma aforística e mantendo todas as suas afirmações no limiar da inteligibilidade imediata, Nietzsche foi um filósofo ímpar, tão inovador como polémico: ao exaltar, em detrimento da razão, a faculdade da vontade como núcleo da essência humana e verdadeiro motor do devir e colocando-se numa posição de profundo ceticismo face aos fundamentos da ética e da moral, abalou profundamente os pilares do racionalismo, sendo por isso considerado como um dos «filósofos da suspeita» (ao lado de Marx e Freud), na esteira da «crise da razão» que marcou profundamente a filosofia no século XX.

Entre as suas obras são de destacar:

A Origem da Tragédia (1872), Humano, Demasiado Humano (1878), Aurora (1881), A Gaia Ciência (1882), Assim Falou Zaratustra (1883-85), Para além do Bem e do Mal (1886), A Vontade de Poder (1886, editado em 1906), A Genealogia da Moral (1887), Ecce Homo (1888), O Anticristo (1888).
Fontes:Friedrich Nietzsche. In Infopédia [Em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2013.
wikipedia (Imagens)

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Friedrich Nietzsche em 1882

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Friedrich Nietzsche em 1861

segunda-feira, 14 de outubro de 2019

LIXÃO DO PLANETA.


Moro diz não acreditar que STF anule condenações da Lava Jato

Moro diz não acreditar que STF anule condenações da Lava Jato:

Em entrevista ao Estadão, Sergio Moro falou sobre o julgamento do mérito sobre a prisão após condenação em segunda instância, marcado pelo STF para quinta-feira, dia 17...

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INTERCEPT diz que Pela legislação, Trump poderia ser condenado a dez anos de prisão no caso da Ucrânia


Pela legislação, Trump poderia ser condenado a dez anos de prisão no caso da Ucrânia:

Diante da montanha de provas de que o presidente Donald Trump teria pressionado um país estrangeiro para prejudicar um rival político, a maioria dos membros do Partido Republicano optou por permanecer em silêncio ou negar frontalmente a ocorrência de qualquer coisa fora do normal. Outros, porém, tomaram uma posição mais sofisticada: admitem as infrações, mas alegam que elas não servem de base para um impeachment.

“Donald Trump não deveria ter telefonado a um chefe de Estado estrangeiro para encorajar outro país a investigar seu oponente político Joe Biden. Embora alguns políticos republicanos tentem, não é possível ver isso como uma boa ideia”, escreveram recentemente Tucker Carlson e Neil Patel no The Daily Caller, um jornal americano de direita. Eles fazem, porém, a importante ressalva de que não consideram que se trate de um ilícito grave a ponto de ensejar um impeachment.

Mas os delitos de Trump são criminalmente relevantes. Sua conduta encontra-se tipificada em diversos dispositivos legais que tratam de crimes de maior potencial ofensivo (“felonies”), os quais são punidos com penas de prisão por tempo razoável – o tipo de pena que caracteriza os crimes de responsabilidade. Muitos deles, na verdade, são de fácil compreensão. No total, caso a acusação que fundamenta o processo de impeachment se limite exclusivamente à pressão feita por Trump sobre a Ucrânia, a pena prevista para os crimes tipificados pode chegar a mais de 10 anos de prisão.

O U.S. Code lista como crime, na Seção §872 do Título 18, que trata da tipificação penal: “Extorsão por agentes ou funcionários dos Estados Unidos.” Não é difícil de entender:

“Aquele que, na condição de agente ou funcionário dos Estados Unidos ou de qualquer dos seus órgãos ou agências, ou que se faça passar por agente ou funcionário, ou aja como se estivesse se fazendo passar por tal, e pratique ou tente praticar um ato de extorsão, receberá pena de multa ou pena de prisão de até três anos, ou ambas.”
A única questão relevante nesse caso é a definição de “extorsão”. A legislação em vigor define extorsão como “a extração de algo de valor de outra pessoa por meio de ameaça ou imposição de receio quanto à integridade física de qualquer pessoa ou quanto à possibilidade de que qualquer pessoa sofra um sequestro”. Teria o presidente ucraniano, ou qualquer outra pessoa, sofrido “receio quanto à integridade física” em razão da conduta de Trump? Os enviados de Trump deixaram claro nas mensagens de texto já divulgadas que a cooperação da Ucrânia na investigação de Joe e Hunter Biden era movida pela promessa de uma visita à Casa Branca pelo presidente ucraniano Volodymyr Zelenski, e pela ameaça de suspensão do apoio militar. Isso não é apenas errado, como reconhecem Carlson e Patel, é também um crime de maior potencial ofensivo, uma vez que o presidente e outros ucranianos sem dúvida tinham “receio quanto à integridade física”.

O Departamento de Justiça, comandado pelo advogado-geral William Barr, se recusou a indiciar Trump, embora a Câmara dos Representantes esteja seguindo adiante com o procedimento de impeachment. Enquanto isso, Trump declarou que se recusará a colaborar com os mandados judiciais – o que é, por si só, uma violação à Seção §192 do Título 1 do U.S. Code, “Recusa da testemunha a depor ou apresentar documentos“, passível de pena de um ano de prisão.

Coagir seus subordinados a fazer parte da conspiração também está em conflito com a lei. “Como eu disse ao telefone, é insano suspender o apoio de defesa para obter ajuda em uma campanha política”, reiterou Bill Taylor, o diplomata americano de mais alto escalão na Ucrânia, em mensagem de texto enviada a Gordon Sondland, uma das autoridades do governo Trump, dando claramente a entender que estaria aderindo à estratégia em detrimento de sua própria vontade.

Se Taylor se sentiu coagido a auxiliar “uma campanha política”, isso se enquadra na Seção §610 do Título 18 do U.S. Code, que prevê claramente esse tipo penal sob a rubrica “Coação de atividade política

O texto legal estabelece que: “É vedado a qualquer pessoa intimidar, ameaçar, comandar, ou coagir, ou tentar intimidar, ameaçar, comandar, ou coagir qualquer funcionário do Governo Federal (…) a se envolver (…) em atividade política.” A pena máxima prevista é de três anos.

Além disso, de acordo com a Seção §595 do Título 18 do U.S. Code, também é proibido a qualquer autoridade do governo, “em conexão com qualquer atividade que seja financiada, no todo ou em parte, por empréstimos ou financiamentos concedidos pelos Estados Unidos ou por qualquer um de seus departamentos ou agências, usar sua autoridade oficial com o propósito de interferir ou influenciar na nomeação ou eleição de um candidato ao cargo de presidente”. Esse dispositivo poderia acrescentar mais um ano à pena.

Os promotores, na tentativa de pressionar os acusados a aceitarem um acordo, frequentemente praticam o chamado “empilhamento” (“stacking”): procuram todas as acusações cabíveis e as empilham até o teto, ameaçando o acusado de décadas na prisão caso decida se defender contra todas elas. Um promotor que pretendesse empilhar as acusações contra Trump poderia enquadrá-lo também na Seção §607 do Título 18 do U.S. Code, “Local de solicitação“, e na Seção §30121 do Título 52, “Contribuições e doações de cidadãos estrangeiros“.

Essencialmente, é proibido solicitar contribuições à sua campanha presidencial dentro do Salão Oval da Casa Branca, assim como é ilícito solicitá-las a cidadãos estrangeiros, independentemente de onde isso seja feito. “É proibido a qualquer autoridade ou funcionário do Governo Federal, incluindo o presidente (…) solicitar ou receber, de qualquer pessoa, doações de dinheiro ou de outros bens de valor em conexão com uma eleição federal, estadual ou municipal, estando em qualquer sala ou prédio ocupado com fins oficiais por autoridades ou funcionários dos Estados Unidos.”

E nisso são mais três anos para a conta.

Tradução: Deborah Leão

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Ala que faz frente a Bolsonaro no PSL quer auditar contas de evento conservador: Ponta do lápis Um grupo de deputados do PSL fará pedido formal à direção do partido para que sejam detalhados os gastos da primeira edição brasileira da Cpac (Conservative Political Action Conference), organizada por Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), em SP. Alvo Usando o mesmo discurso dos aliados de Jair Bolsonaro, essa ala vai cobrar transparência sobre o uso do [...] ... Leia post completo no blog
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O palanque de Eduardo Bolsonaro no CPAC custou mais de um milhão de reais. O número foi revelado neste domingo em O Antagonista, que corrigiu a estimativa inicial de 800 mil reais...

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Toffoli pauta julgamento de 2ª instância para esta quinta-feira

Toffoli pauta julgamento de 2ª instância para esta quinta-feira: O Supremo Tribunal Federal (STF) irá discutir a prisão em segunda instância em plenário nesta quinta-feira (17). O presidente da corte, ministro Dias Toffoli, colocou o tema na pauta. A decisão pode beneficiar o ex-presidente Lula.
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ANTAGONISTA DIZ QUE STF JULGARÁ NA QUINTA PRISÃO NA 2ª INSTÂNCIA

SALVARBrasil

14.10.19 11:56

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O Supremo Tribunal Federal acaba de informar que a retomada da discussão da prisão de condenados em segunda instância será na sessão da quinta-feira desta semana, no plenário.

“A Presidência do Supremo Tribunal Federal informa que as ADCs 43, 44 e 54 estão pautadas para julgamento em Plenário na próxima quinta-feira”, diz o comunicado.

No início deste mês, registramos aqui que se pautasse as ações que visam derrubar a segunda instância ainda em outubro, Dias Toffoli teria à disposição justamente o dia 17, único em que ainda não há ações pautadas neste mês.

Em julho, Toffoli já havia dito que marcaria o julgamento em “janelas”, sessões vazias que deixou sem processos — havia pelo menos 11 durante todo o segundo semestre.