Ataque Aberto

"O maior inimigo da autoridade é o desprezo e a maneira mais segura de solapá-la é o riso." (Hannah Arendt 1906-1975)

domingo, 3 de julho de 2022

BROKEN

 

Pode ser uma imagem de 2 pessoas e texto que diz "OldPixels.com"

Broken

*Milton Pires

July, 2022
And after all, “no”, she said
as I nodded in silence for the
silence was the only thing to
be coping with...
And then entire world unsettled
for her love for me was tackled
and such no aching sorrow was
into me before...
And “yes”, I muttered, meaning
“no” as she smiled in pity like
a humbling sweetie of another
lad…
Help me Lord to be dead
tomorrow than falling love
in borrow…
with another lass…
July, 2022

sábado, 25 de junho de 2022

The Who - Won't Get Fooled Again (Shepperton Studios / 1978)

Seremos enganados de novo



“Won’t Get Fooled Again” é um hino da desilusão política. Composta por Pete Townshend — aquele que aos 20 anos dizia “espero morrer antes de ficar velho”, sobreviveu e chegou aos 77 — e lançada pelo Who em seu disco de 1971, Who’s Next, a canção é um inventário das esperanças perdidas dos anos 60 (você sabe, “verão do amor”, “poder jovem”, “revolução”, aquela patacoada toda). É um misto de música exuberante, indispensável nos shows da banda até hoje, com letra entre o irônico e o depressivo, cujo último verso é “meet the new boss, same as the old boss” (conheça o novo chefe, igualzinho ao antigo). Uma espécie de versão roqueira de “se quisermos que tudo continue como está, é preciso que tudo mude”, a frase clássica de Lampedusa em O Leopardo.

A perene atualidade de “Won’t Get Fooled Again” é, em si, um sinal de que as coisas não mudaram muito nos últimos 50 anos. Minto: não mudaram muito nos últimos 65 anos (o romance do grande escritor italiano, que se passa no século 19, foi lançado em 1958). Na verdade, talvez elas não tenham mudado essencialmente nos últimos 2.500 anos, data estimada da composição do Eclesiastes (“o que foi é o que será, e o que foi feito é o que será feito; não há nada de novo sob o sol”). OK, hoje temos algumas coisinhas diferentes: por exemplo, penicilina e uma porção de outros medicamentos, expectativa de vida bem maior que a de Qohélet — o narrador do livro bíblico — e a internet, que dá a muito mais pessoas o prazer de serem enganadas em muito menos tempo.

Eis o ponto: o ser humano GOSTA de ser enganado. O título da música do Who, “não seremos enganados de novo”, contradiz não só a própria letra como o comportamento geral da humanidade ao longo dos séculos: preferimos a historinha, bem ou mal contada, à realidade, as fake news às notícias que nos desagradem, o sonho de ficar rico entrando num esquema de pirâmide ao pesadelo cotidiano de morar numa casa caindo aos pedaços (ou na rua) em algum lugar especialmente insalubre do Bananão. A sociedade se divide entre os malandros que sabem manipular em proveito próprio essa necessidade de fantasia e nós, a grande massa de otários — não sei vocês, mas o máximo a que consigo aspirar é ser um otário com sorte. E, você sabe, todo dia representantes de um e outro grupo saem de casa: quando os dois se encontram, sai negócio.

E a política é, desde sempre, território de malandros profissionais, que têm à disposição — como uma fruta fácil de colher, pendente do galho mais baixo — uma variedade extraordinária de otários. Tem otário que acredita em Jair Bolsonaro dizendo pela enésima vez “não há corrupção no meu governo”, mesmo depois da prisão de Milton Ribeiro, aquele por quem o presidente disse que poria a cara no fogo; otário que acredita na inocência de Sua Lulidade (que, se voltar ao poder, será o próprio old boss, em vez de alguém igualzinho a ele); otário que acredita na tal Terceira Via, incapaz de viabilizar uma candidatura com votos no seu tubo de ensaio; otário que “acredita no Brasil” e que merece, por isso, ser surrado com um gato morto até o gato miar; otário que acredita que o mundo fora do Bananão é uma pocilga muito diferente, para melhor, da nossa.

Enfim, se há uma coisa certa para o ano (a década, o século, o milênio) que vem é que seremos enganados de novo. Só espero que as próximas gerações de enganadores sejam, pelo menos, mais criativas nos seus truques. Está ficando tediosa essa perpétua corrida do Brasil atrás do próprio rabo: tomara que apareça algum carrinho caindo aos pedaços para o vira-lata correr atrás.

***

A GOIABICE DA SEMANA

O brilhante Jair Bolsonaro, que já confundiu John Kerry com Jim Carrey, chamou o presidente da África do Sul, Cyril Ramaphosa, de “Cyril Raposa” na última reunião dos Brics. Não é privilégio dele, claro: um amigo jornalista contou que, num encontro com o presidente da Fiat, Luca Cordero di Montezemolo, Lula só conseguia chamá-lo de “Montesinos”. Parece que chamar Jesus de Genésio é um pré-requisito básico para ser presidente do Brasil — o que explica muita coisa.

Cyril_Ramaphosa_29653248377-500x281.jpg

Cyril Ramaphosa, o líder reclassificado biologicamente por Bolsonaro

Previsão Sul - Possibilidade de garoa

Previsão Sul - Possibilidade de garoa:

Boletim de previsão do tempo contendo informações sobre previsão, temperatura mínima e máxima prevista, além de destaques relevantes dos últimos dias.

25 de Junho de 1857: Sai a primeira edição de "As Flores do Mal", de Charles Baudelaire

25 de Junho de 1857: Sai a primeira edição de "As Flores do Mal", de Charles Baudelaire:

 É colocada à venda em 25 de Junho de 1857, a colectânea de poesia  As Flores do Mal (Les Fleurs du mal) do genial poeta Charles Baudelaire. As Flores... foram julgadas indecentes e valeram um processo ao seu autor por “ofensa à moral pública, à moral religiosa e aos bons costumes”.  Baudelaire foi condenado em Agosto de 1857 a retirar da obra seis dos seus poemas e a pagar, 300 francos e a editora, 100, de multa. O mal foi irreparável. Concebida não como uma sequência aleatória e sim como um todo, a obra ficou desnaturada pela decisão da justiça. Baudelaire, com a morte na alma, suprime as passagens incriminadas, reposiciona o restante e reescreve os poemas a fim de recompor os liames ao conjunto. A organização original  perdeu-se para sempre.  



A obra As Flores do Mal, considerada o marco da poesia moderna, foi criada por Baudelaire com versos rigorosamente metrificados e rimados, que prefiguraram o Parnasianismo. Baudelaire tratou de temas e assuntos que vão do sublime ao escabroso, investindo liricamente contra as convenções morais que permeavam a sociedade francesa dos meados do século XIX. As Flores do Mal reúnem de modo exemplar uma série de motivos: a expulsão do paraíso; o amor; a morte; o tempo; o exílio e o tédio. Os poemas desta obra retratam como ninguém as mazelas do espírito humano. 

Nem mesmo as suas dilacerantes contradições e dramas íntimos, alternando orações a Deus e ao diabo, transformando a sua vida numa prodigiosa confusão entre amor sublime e degradação, dissipação e trabalho intelectual, tudo isso agravado pela doença que o corroía, não o impediram de ser consistente. A propósito comentava outro grande poeta, Paul Valéry: “As Flores do Mal não contêm poemas nem lendas nem nada que tenha a ver com uma forma narrativa. Não há nelas nenhum discurso filosófico. A política está ausente por completo. As descrições, escassas, são sempre densas de significado. Mas no livro tudo é fascinação, música, sensualidade abstracta e poderosa.” 


Além de precursor de todos os grandes poetas simbolistas, Baudelaire é considerado pela maior parte dos críticos como o mais provável fundador da poesia moderna. Isto deve-se ao facto de que valendo-se da percepção do real, chegava sempre a um objectivo para o sentimento que desejava expressar. 

Desta forma, a sua poesia tendeu para a expressão de imagens quotidianas, a visão do autor, tendo o poeta sido quem melhor intuiu a mudança radical provocada pelas metrópoles sobre a sensibilidade. Era, como os modernistas que lhe sucederam, um realista que detestava a simples reprodução do mundo em poemas e pinturas. Respondendo à pergunta, por ele mesmo formulada, sobre o que seria uma arte pura, concluiu: “É criar uma magia sugestiva, contendo a um só tempo o objecto e o sujeito, o mundo exterior ao artista e o próprio artista.” É por meio dos sentidos que Baudelaire apreende a realidade concreta. A mesma maneira de encarar a arte que o torna um precursor dos poetas do fim do século XIX e o faz ser considerado o pai da poesia moderna. 
Morreu de sífilis em Paris em 31 de Agosto de 1867, aos 46 anos. Está sepultado no cemitério de Montparnasse. 
Fontes: Opera Mundi
wikipedia (imagens)


640px-Fleurs_du_mal.jpg

Primeira edição de Les fleurs du mal com anotações do autor

sábado, 11 de junho de 2022

Previsão Sul - Amanhecer frio e com geada.

Previsão Sul - Amanhecer frio e com geada.:

Boletim de previsão do tempo contendo informações sobre previsão, temperatura mínima e máxima prevista, além de destaques relevantes dos últimos dias.

11 de Junho de 1144: No interior da Basílica de Saint Denis, nasce a arquitectura gótica

11 de Junho de 1144: No interior da Basílica de Saint Denis, nasce a arquitectura gótica:

 

 No dia 11 de Junho de 1144, a inauguração do coro da Basílica de Saint-Denis marca o nascimento da arte gótica. Convidados pelo abade Suger, participariam da cerimónia o rei de França, Luis VII, a sua esposa, a duquesa Leonor da Aquitânia, e todas as grandes personagens da corte e do clero.

Arcebispos, maravilhados pela luz dos vitrais e pelo arrebatamento das estruturas, retornariam às suas dioceses com o desejo de construir as suas próprias catedrais dentro do peculiar estilo de Saint-Denis.
O estilo arquitectónico que caracteriza o coro de Saint-Denis foi baptizado de ogival devido ao padrão estético dos seus arcos. Também chegou a receber o nome de arte francesa dada a sua origem, a Paris do século XII. Apenas na Renascença italiana é que passaria a designar-se arte gótica, um escárnio que associava essa arquitectura a algo “apenas digno das tribos bárbaras Godas”.
O termo gótico foi usado pela primeira vez pelo pintor Rafael por volta de 1518, num relatório ao papa Leão X sobre a conservação de monumentos antigos. O pintor considerava que os arcos em ogiva lembravam a curvatura das árvores que formavam as cabanas primitivas dos habitantes das florestas germânicas. O termo gótico é retomado num sentido pejorativo pelo crítico de arte Giorgio Vasari, em 1530, fazendo referência ao saque de Roma pelos bárbaros Godos.
Filho de um servo, o abade Suger ascendeu à cúpula da Igreja e do Estado somente pelo seu talento. A sua abadia, cujas partes mais antigas remontam aos reis merovíngios da linhagem de Clóvis, foi desde cedo um lugar de peregrinação. Desde a época de Dagoberto, os reis e príncipes queriam ser sepultados lá. Pepino, o Breve, e os seus dois filhos, foram ali sagrados reis de França pelo papa.
Empreendedor singular, mandou reconstruir a abadia de Saint-Denis. As suas concepções arquitectónicas eram opostas às do seu contemporâneo e rival, o austero Bernardo de Claraval, que defendia o despojamento dos locais de culto.
Num primeiro momento, o abade adopta para a fachada e para a cripta o estilo românico da época. Ainda assim, introduz na fachada uma soberba rosácea, a primeira do género. O estilo românico expandiu-se no Ocidente após o ano mil, por ocasião da renovação da Igreja. Caracterizava-se pela utilização de abóbadas de berço capazes de sustentar sólidas paredes de pedra, eram construídas como um contínuo arco de volta perfeita, retomado posteriormente pela arquitectura do Renascimento.
Todavia, por volta de 1130, por ocasião da construção da catedral de Saint-Étienne em Sens, um novo estilo arquitectónico surge discretamente, trazendo formas mais leves, mais esbeltas e mais luminosas. O abade Suger ficou seduzido por esse novo estilo e decide inspirar-se nele  para o término da sua querida basílica.
Com a consagração do coro de Saint-Denis, os contemporâneos tiveram consciência de assistir ao nascimento de um novo estilo arquitectónico, revolucionário pela sua audácia e pelo seu carácter resolutamente inovador.
Fontes: Opera Mundi
wikipedia (imagens)



 
74YpvB5xYKHDVG2xxr7dJldqbt0A9BJvv2QfyZtg

Basílica de Saint - Denis
7viR_Azw7SaKZTaNc7Xp4h8VWTrmhMdstT933k9X





domingo, 5 de junho de 2022

Cidade sitiada

Maraton-1160x652.jpg


Fernando Savater para The Objective:


Perdonen ustedes, pero soy muy anticuado. Debo empezar por aclararlo porque todo lo que viene a continuación se explica por esta infausta circunstancia. Aún leo prensa en papel y no un diario sino cuatro: me gusta su tacto, el crujir de las hojas, la tinta que me mancha los dedos. Me sonrojo al confesar estas intimidades, pero he decidido no callarme nada. De modo que en la mañana del día de autos (aunque precisamente autos no había, luego verán por qué) salí temprano de casa, crucé la ancha avenida junto a la que vivo y recorrí los escasos cien metros que me separan de mi quiosco, uno de los pocos que quedan en el barrio. Compré mis cuatro diarios cotidianos: uno de izquierdas, otro de derechas, el tercero más o menos de centro y el cuarto de prensa regional, por aquello de la nostalgia del terruño. Toda una larga mañana de lectura instructiva, aunque me salto las páginas de deporte y los suplementos de motor y economía, como me enseñó Ferlosio. Di media vuelta y volví con mi botín bajo el brazo rumbo a casa. Y entonces empezaron los problemas.

Llegué a la avenida colindante a mi hogar, pero no pude cruzarla. No por el tráfico, no había ni coches ni autobuses, sino por una ininterrumpida retahíla de trotadores de ambos sexos (o sea, cada uno el suyo) que ocupaban la calzada con peripatética entrega. Esperé que el flujo cesase o al menos disminuyese, mientras dirigía a Dios la oración del impaciente («Señor, dame paciencia. ¡Pero dámela YA!»). La migración continuaba a buen ritmo. A un par de guardias urbanos que mantenían su vigilancia a pocos metros les pregunté tímidamente cuando podría alcanzar la otra orilla. «Ahora no se puede cruzar ya», fue la severa respuesta. «¿Y cuándo…?» aventuré. «Cuando acabe la media maratón», me respondieron sin mirarme a los ojos: no me contestaban a mí, sino a la sociedad (Camba dixit). Bueno, pensé para consolarme, sólo es media maratón, peor podía haber sido. Animoso, pregunté a los representantes de la ley y el orden, cuándo acababa esa media maratón de nada: «A la una», respondieron a una, es decir a la vez. En mi reloj eran las diez. Vaya, pensé, cosas del deporte. Seguían transcurriendo los galopantes sin disminuir en densidad, la mayoría con esa cara de agonía pre-infarto que suele ponerse a los que practican el saludable ejercicio. Al otro lado de esa caterva, el portal de mi casa aparecía lleno de dulces promesas de modo que finalmente no me contuve más y me lancé a cruzar sorteando a los obstinados semovientes. Me acompañaron las habituales invectivas destinadas a quienes se salen de los raíles de las modas higiénicas –«pero ¿qué hace ése? ¡Faascista!»- mientras allá atrás los dos guardias hacían aspavientos de dolida decepción, como si nunca hubieran podido suponer tan desvergonzada traición por mi parte. Diez minutos después, sin la menor contrición ni dolor de corazón, leía los periódicos en mi butaca favorita.

Vamos a ver, no tengo nada contra quienes desean galopar varios kilómetros para mejorar la salud de su alma. Incluso yo mismo tengo también de vez en cuando ganas de hacer deporte, aunque –como señaló Churchill- me siento y se me pasan enseguida. Pero lo que me parece difícil de asumir es que una ciudad moderna y laica deba sacrificarse semanalmente a un nuevo culto avasallador –como suelen serlo todos- que impide a gran parte de los ciudadanos hacer lo que les dé la gana en las calzadas y aceras destinados a usos urbanos y no gimnásticos. Que se dispongan en campos cercanos a la urbe pistas para maratonianos, ciclistas o esforzados paralímpicos y que allí se desfoguen a gusto sin obligar a los demás a admirar sus resoplidos sudorosos mientras nos bloquean el camino a la churrería más próxima. Ale, para procesiones ya tenemos las de Semana Santa que suelen ser a horas más convenientes y con mejor música.

Putin ameaça novos alvos

Putin ameaça novos alvos:


Vladimir Putin (foto) afirmou neste domingo (5) que a Rússia atacará novos alvos se o Ocidente fornecer mísseis de longo alcance à Ucrânia.

Tiraremos as conclusões apropriadas e utilizaremos as...

Leia este conteúdo na integra em: Putin ameaça novos alvos

Previsão Sul - Chuva aumenta em SC e no RS.

Previsão Sul - Chuva aumenta em SC e no RS.:

Boletim de previsão do tempo contendo informações sobre previsão, temperatura mínima e máxima prevista, além de destaques relevantes dos últimos dias.

05 de Junho de 1723: Nasce o economista Adam Smith, fundador da moderna teoria económica, autor de "Inquérito à Causa e Natureza da Riqueza das Nações".

05 de Junho de 1723: Nasce o economista Adam Smith, fundador da moderna teoria económica, autor de "Inquérito à Causa e Natureza da Riqueza das Nações".:

 

Defendendo o valor do interesse individual para garantir o interesse público, Adam Smith criou, na sua "A Riqueza das Nações", o conceito de "mão invisível do mercado", fundamental para a doutrina do liberalismo.

Filho de um fiscal da alfândega, Adam Smith fez os seus primeiros estudos em Kirkcaldy , a sua cidade natal. Aos 14 anos, ingressou na Universidade de Glasgow, onde se formou em 1740 e conseguiu uma bolsa de estudos para a Universidade de Oxford, onde estudou filosofia.

Seis anos depois, retornou à Escócia e tornou-se conferencista público em Edimburgo. Adquiriu reconhecimento como filósofo, o que lhe proporcionou ser professor de lógica na Universidade de Glasgow, em 1751. No ano seguinte, passou a leccionar filosofia moral, cadeira pleiteada alguns anos antes, sem sucesso, pelo filósofo David Hume.

Nessa época, travou  relações com nobres e altos funcionários, frequentando a sociedade de Glasgow e, em 1758, foi eleito reitor da Universidade. O seu primeiro trabalho, "A Teoria dos Sentimentos Morais", foi publicado no ano seguinte.

Por intermédio do político Charles Townshend, foi convidado para o cargo de tutor do duque de Buccleuch. Em 1763, Adam Smith renunciou ao seu posto na Universidade de Glasgow e mudou-se para  França. Passou quase um ano na cidade de Toulouse e depois foi para Genebra, onde se encontrou com o filósofo Voltaire.

Já em Paris, Adam Smith pode frequentar os salões literários e travou contacto com os filósofos iluministas. Um incidente com um irmão do seu pupilo, no entanto, obrigou Adam Smith a ir para Londres, onde passou a residir.

Em 1767, Smith retornou a Kirkcaldy, onde iniciou a elaboração e revisão de sua célebre teoria económica. Passou mais três anos em Londres, onde o seu livro foi concluído. "Uma Investigação sobre a Natureza e as Causas da Riqueza das Nações" foi publicado em 1776, tornando-se um dos mais influentes livros de teoria moral e económica do mundo. As teorias formuladas em "A Riqueza das Nações" lançaram as bases do liberalismo, como a teoria da livre concorrência e o conceito de livre mercado.

Depois da publicação do livro, tornou-se comissário da alfândega na Escócia, o que lhe garantiu bons proventos. Reconhecido e considerado pelos  seus contemporâneos, Adam Smith morreu em 1790, aos 67 anos.
wikipedia (imagens)
Adam_Smith_The_Muir_portrait.jpg

Adam Smith
Wealth_of_Nations.jpg



A Riqueza das Nações - Adam Simth

sábado, 4 de junho de 2022

100 dias de guerra: 'conflito na Ucrânia não terá vencedor'

100 dias de guerra: 'conflito na Ucrânia não terá vencedor':

Leia: https://www.estadao.com.br/internacional/russia-toma-cidade-no-leste-e-controla-20-do-territorio-da-ucrania-ao-completar-100-dias-de-guerra/
A guerra na Ucrânia 'não terá vencedor'. A afirmação foi feita pelo secretário-geral adjunto e coordenador de crises da ONU para a Ucrânia nesta sexta-feira, dia em que a invasão russa completa 100 dias.

Ketamina: circulação da droga aumenta em SP

Ketamina: circulação da droga aumenta em SP:

Anestésico de cavalo tem sido usado como recreativo e droga de abuso

Previsão Sul - Amanhecer frio e chuva isolada na Região.

Previsão Sul - Amanhecer frio e chuva isolada na Região.:

Boletim de previsão do tempo contendo informações sobre previsão, temperatura mínima e máxima prevista, além de destaques relevantes dos últimos dias.

“Catástrofe talvez seja a melhor palavra para descrever a gestão Bolsonaro”

“Catástrofe talvez seja a melhor palavra para descrever a gestão Bolsonaro”:


O Estadão, em editorial, classificou como uma “desfaçatez” o plano do governo de decretar calamidade pública ainda neste ano para conter a alta generalizada no preço dos combustíveis. A proposta permite que o Planalto abra créditos extraordinários e promova gastos além do previsto no orçamento, ganhando maior controle sobre crises como a do óleo diesel...

Leia este conteúdo na integra em: “Catástrofe talvez seja a melhor palavra para descrever a gestão Bolsonaro”

04 de Junho de 1989: Massacre de Tiananmen na China

04 de Junho de 1989: Massacre de Tiananmen na China:

 

A 4 de junho de 1989, a China encerrou de forma brutal o protesto em massa por liberdade e democracia, na Praça da Paz Celestial (Tiananmen). A violência militar teve um saldo de 3,6 mil mortos e 60 mil feridos, aproximadamente.
Era uma noite quente quando os tanques cercaram a Praça da Paz Celestial, em Pequim. Foram apagadas as luzes  da praça e iniciou-se a violência.
Cerca de 40 mil soldados haviam sido chamados do norte do país, depois do batalhão estacionado na capital se ter negado a cumprir as ordens para acabar com a manifestação pacífica por liberdade e democracia, promovida durante seis semanas na praça central. Já os soldados do interior da Mongólia, com os seus experientes oficiais que haviam lutado no Vietname, não conheciam estes escrúpulos.
Os tanques invadiram a praça e atropelaram os manifestantes. Até hoje, não se sabe o número exato de mortos, calculado entre 2 e 5 mil pessoas. Também estudantes que tentaram ajudar os feridos foram mortos.
Os protestos tiveram início seis semanas antes, após a morte do chefe do partido, Hu Yaobang. No dia 18 de Abril, milhares de universitários  dirigiram-se em protesto para a praça central da capital chinesa. Eles reivindicavam a democratização do Partido Comunista e o combate à corrupção.
No dia 26 de Abril, o jornal Renmin Ribao, órgão oficial do governo em Pequim, criticou de forma severa o movimento estudantil e anunciou medidas repressivas no seu editorial. Ignorando a advertência, outros milhares de estudantes de 40 universidades do país deslocaram-se até a praça. Também os jornalistas se solidarizaram com o movimento e, pela primeira vez, promoveram uma manifestação exigindo liberdade de imprensa.
Nos primeiros dias do mês de Maio, entretanto, ficava clara a cisão dentro da cúpula política. Enquanto o chefe do partido, Zhao Ziyang, mostrava compreensão em relação às reivindicações estudantis, o primeiro-ministro, Li Peng, e Deng Xiaoping defendiam a linha-dura.
A 13 de Maio, os universitários reunidos na praça iniciaram a greve de fome, alguns inclusive recusavam-se a beber água. Li Peng  decretou no dia 20 de Maio a lei marcial. Pouco depois, Zhao Ziyang foi deposto, selando a vitória da linha-dura do governo chinês.
A cisão começava a delinear-se também entre os manifestantes. Os mais radicais negavam-se a seguir a sugestão feita pela Aliança Universitária de Pequim, de encerrar a manifestação. No dia 29, artistas chegaram a elaborar uma estátua de espuma em homenagem à democracia, de 10 metros de altura, em plena Praça da Paz Celestial.
Na noite de 4 para 5 de Junho, os tanques e camiões com soldados avançaram sem piedade sobre os milhares de estudantes. A temida guerra civil como consequência do massacre acabou por não acontecer. O movimento pela democracia foi sufocado em sangue e a imprensa subjugada ao controlo estatal.

 Fontes:DW
wikipedia(imagens)

O_Rebelde_Desconhecido.jpg


T01 19233951.jpg



domingo, 15 de maio de 2022

Previsão Sul - Muitas nuvens e chuva forte.

Previsão Sul - Muitas nuvens e chuva forte.:

Boletim de previsão do tempo contendo informações sobre previsão, temperatura mínima e máxima prevista, além de destaques relevantes dos últimos dias.

quarta-feira, 27 de abril de 2022

Previsão Sul - Temporais persistem no RS

Previsão Sul - Temporais persistem no RS:

Boletim de previsão do tempo contendo informações sobre previsão, temperatura mínima e máxima prevista, além de destaques relevantes dos últimos dias.

domingo, 24 de abril de 2022

LANTERNA TRÁGICA.


 Lanterna Trágica


Milton Pires


Na capela vazia velas

ardem ao pé do caixão

na noite de castigo que

o meu pai me deu…


Sozinho com um pacote

de bolachas e uma tigela

de iogurte vejo fantasmas

caminhando no teto..


São pessoas que eu já perdi

ou sei que ainda vou encontrar...


Sentado no chão não sinto

frio nem calor...não tenho

medo e nem mesmo dor,

o próprio corpo sou eu

no caixão...eu tenho seis

anos e ele noventa…


Foste mau quando criança,

agora aguenta”, diz o corpo

me fitando nos olhos…


Serás mau médico, pai e

cidadão...tua culpa é estar

fora do tempo na lanterna

mágica da eternidade que

só existe para quem morreu..”


Lá fora dorme a Suécia

numa noite de tempestade

quando escuto uma chave

girando na porta...


A luz de um lampião

ilumina o altar e uma voz

de mulher chorando me

implora…


Sai, sou eu a tua mãe…

teu castigo agora acabou e

só teu corpo foi quem 

faleceu...


tua alma eu vim libertar”


Ao Ingmar (1918-2007)

que já tinha escrito tudo

isso antes de mim quando

ainda morava Céu...


Outono de 22.

sábado, 23 de abril de 2022

A "Crise Institucional"

 JAMAIS vai haver "Crise Institucional" no Brasil. Não é porque não existem "crises"; é porque não existem "instituições". O Brasil é uma selva de putaria, corrupção e loucura onde não existe NADA nem sequer parecido com "instituições".

O PODER


 

“Mariupol é a maior catástrofe humanitária do século”

“Mariupol é a maior catástrofe humanitária do século”:


Para o primeiro-ministro da Ucrânia, Denys Shmyhal, a situação em Mariupol representa “a maior catástrofe humanitária” deste século. Em conferência de imprensa em Washington, o ucraniano afirmou nesta sexta-feira que “as terríveis atrocidades” das forças de Vladimir Putin serão expostas quando a cidade foi libertada...

Leia este conteúdo na integra em: “Mariupol é a maior catástrofe humanitária do século”

23 de Abril de 1185: Nasce D. Afonso II,cognominado" O Gordo"," O Gafo" ou "O Crasso"

23 de Abril de 1185: Nasce D. Afonso II,cognominado" O Gordo"," O Gafo" ou "O Crasso":

 Terceiro rei de Portugal (1211-1223), filho de D. Sancho I e da rainha D. Dulce, nasceu em Coimbra a 23 de Abril de 1185 e faleceu a 25 de Março de 1223. Casou com D. Urraca, infanta de Castela, e subiu ao trono em finais de Março de 1211. Recebeu o cognome de "o Gordo". Não tinha vocação militar, por isso abandonou a política de expansão territorial, preocupação dominante até então, para procurar dotar o país de uma conceção moderna da função do Estado, do rei e da unidade nacional. Com tais objectivos, logo que subiu ao trono, em 1211, convocou Cortes para Coimbra. Destas saiu a primeira colectânea de leis gerais do país, que mostram desde logo a ação centralizadora do rei na oposição aos abusos das classes privilegiadas. Foram tomadas também uma série de medidas gerais que se destinaram a garantir o direito de propriedade, regular a justiça civil, defender os interesses materiais da coroa e evitar certos abusos dos privilegiados. As confirmações, raras até este período, e que se generalizaram entre 1216 e 1221 como medida de administração pública, mostram, também, o desejo de firmar a soberania da coroa. Uma outra medida tomada para reprimir os abusos das classes privilegiadas foram as inquirições.

Esta nova política levou também a conflitos com o clero e com as infantas suas irmãs. D. Sancho I tinha deixado, por testamento, às infantas D. Teresa, D. Sancha e D. Mafalda numerosas mercês em terras e dinheiro sobre as quais D. Afonso II pretendia o pagamento de direitos régios. As infantas apelaram para o papa, que, após alguns avanços e recuos, veio a confirmar a posição de D. Afonso II. O rei  procurou minar o poder clerical dentro do país e aplicar parte das receitas das igrejas em propósitos de utilidade nacional. Esta atitude deu origem a um conflito diplomático entre o Papado e Portugal. Depois de ter sido excomungado pelo Papa Honório III, Afonso II prometeu rectificar os seus erros contra a Igreja, mas morreu em 1223 excomungado, sem fazer nenhum esforço sério para mudar a sua política.
Só após a resolução do conflito com a Igreja, logo nos primeiros meses de reinado do seu sucessor Sancho II, pôde finalmente Afonso II descansar em paz no Mosteiro de Alcobaça (foi o primeiro monarca a fazer da abadia cisterciense o panteão real).
Apesar de, como já dissemos, não ter tido preocupações militares, enviou tropas portuguesas que, ao lado de castelhanas, aragonesas e francesas, combateram bravamente na célebre batalha de Navas de Tolosa na defesa da Península contra os muçulmanos. Alcácer do Sal foi a principal conquista do seu reinado.
Os problemas de saúde de D. Afonso II
Dom Afonso II foi um homem doente. Tinha apenas catorze anos quando sofreu uma crise tão grave que as pessoas até consideraram milagre o facto de não morrer, milagre este atribuído a Santa Senhorinha de Basto. As crises repetiram-se durante toda a vida e conhecem-se os sintomas:
deformações da pele e da carne, inchaços, feridas repugnantes, e na época julgaram tratar-se de lepra e por isso mesmo lhe chamaram o Gafo, que significa leproso.
O cognome que acabou por vingar – o Gordo – deve-se pois a doença que o deformava.
Morreu em Santarém em 1223, com 38 anos, ainda excomungado.
D. Afonso II. In Infopédia [Em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2013.
http://donafonsosegundo.blogspot.pt/
wikipedia (Imagens)


Ficheiro:AfonsoII-P.jpg

 D. Afonso II
Ficheiro:3- Rainha D. Urraca.jpg

Urraca de Castela,
consorte de D. Afonso II

Previsão Sul - Chuva forte e rajadas de vento.

Previsão Sul - Chuva forte e rajadas de vento.:

Boletim de previsão do tempo contendo informações sobre previsão, temperatura mínima e máxima prevista, além de destaques relevantes dos últimos dias.

domingo, 17 de abril de 2022

FIM DA HISTÓRIA.


O meu último "ato político", minha última "posição política" foi na verdade a apologia da Força Bruta, foi a negação da política pelas armas. Quando eu entendi que o Exército havia se corrompido, que ele mesmo havia se "vendido à política", a própria opção pela "Intervenção Militar" que eu fazia em 14 se extinguiu. Eu não voto em mais NINGUÉM e não peço mais "Intervenção" alguma das Forças Armadas.

A História terminou.

Milton Pires , 16 de abril de 2022.

sábado, 16 de abril de 2022

FDA aprova primeiro bafômetro para detecção de Covid-19

FDA aprova primeiro bafômetro para detecção de Covid-19:

bafometro.jpg?quality=70&strip=info&w=68

A Food and Drug Administration (FDA), agência reguladora dos Estados Unidos, liberou o uso emergencial do primeiro dispositivo para diagnosticar Covid-19 por meio de amostras respiratórias nesta quinta-feira, 14. O bafômetro, do tamanho de uma bagagem de mão, é capaz de identificar infecções por SARS-CoV-2 em menos de três minutos e é capaz de avaliar 160 amostras por dia.

A agência informou que o equipamento pode ser usado em hospitais, consultórios médicos e locais com testes móveis, sob supervisão de um profissional de saúde, por operadores qualificados e treinados.

“A autorização é mais um exemplo da rápida inovação que ocorre com testes de diagnóstico para Covid-19”, disse, em nota, Jeff Shuren, diretor do Centro de Dispositivos e Saúde Radiológica da FDA.

Segundo a agência, um estudo com 2.409 participantes com e sem sintomas da doença validou o teste InspectIR Covid-19. “No estudo, o teste mostrou ter 91,2% de sensibilidade (a porcentagem de amostras positivas que o teste identificou corretamente) e 99,3% de especificidade (a porcentagem de amostras negativas que o teste identificou corretamente)”, informou a FDA.

Caso o resultado seja positivo, o paciente deve receber a orientação para fazer um teste molecular. Resultados negativos devem ser considerados com base no contexto do paciente, após análise de exposições recentes, histórico e presença de sintomas da doença.

A InspectIR tem a expectativa de produzir cerca de 100 bafômetros por semana, capazes de analisar 160 amostras por dia.

Continua após a publicidade

Easter reminds us that the risen Christ offers hope to all

Easter reminds us that the risen Christ offers hope to all:

This Easter, as we celebrate the resurrection of Jesus Christ, we remember and pray for our brothers and sisters around the world who are facing violence, hunger, and pain.

Alemanha diz que vai enviar mais de um bilhão de euros em ajuda militar à Ucrânia

Alemanha diz que vai enviar mais de um bilhão de euros em ajuda militar à Ucrânia:


O governo alemão disse que planeja liberar mais de um bilhão de euros para a Ucrânia. Os fundos devem ser usados ​​principalmente pela Ucrânia para a compra de equipamentos militares, informou a Associated Press...

Leia este conteúdo na integra em: Alemanha diz que vai enviar mais de um bilhão de euros em ajuda militar à Ucrânia

Bombardeios russos destroem fábrica em Kiev

Bombardeios russos destroem fábrica em Kiev:


As forças russas destruíram neste sábado (16) uma fábrica de armamentos nos arredores de Kiev.

Os ataques ocorreram um dia depois de a Rússia ter anunciado que...

Leia este conteúdo na integra em: Bombardeios russos destroem fábrica em Kiev