Ataque Aberto

"O maior inimigo da autoridade é o desprezo e a maneira mais segura de solapá-la é o riso." (Hannah Arendt 1906-1975)

domingo, 18 de julho de 2021

Turistas brasileiros completamente imunizados já podem entrar na França - na França este Editor não quer entrar nem "doente"

Turistas brasileiros completamente imunizados já podem entrar na França:


Turistas completamente imunizados contra a Covid, independentemente do país de origem, já podem entrar na França. Com a nova medida, anunciada neste sábado pelo governo francês, os brasileiros também poderão viajar para o país europeu.

Para a entrada na França serão aceitas apenas as

Leia este conteúdo na integra em: Turistas brasileiros completamente imunizados já podem entrar na França

Desde julho de 1789 não é possível identificar NADA na História Política da Humanidade em que a França não esteja DIRETA ou indiretamente envolvida como culpada como colaboradora daqueles que eram culpados. (Milton Pires)

Líder do Regime Nacional Evangélico: “Só Deus me tira daquela cadeira”

“Só Deus me tira daquela cadeira”:


Ao deixar o hospital Vila Nova Star, em São Paulo, o presidente Jair Bolsonaro voltou a afirmar neste domingo que “só Deus me tira da cadeira presidencial”.

O presidente deixou a unidade sem máscara por volta das 9h50...

Leia este conteúdo na integra em: “Só Deus me tira daquela cadeira”

Previsão Brasil - Frio se espalha pelo centro-sul do BR

Previsão Brasil - Frio se espalha pelo centro-sul do BR:

Boletim de previsão do tempo contendo informações sobre previsão, temperatura mínima e máxima prevista, além de destaques relevantes dos últimos dias.

18 de Julho de 64: Grande Incêndio de Roma, atribuído a Nero

18 de Julho de 64: Grande Incêndio de Roma, atribuído a Nero

9h

por Carla Brito via Estórias da História

O imperador Nero Lúcio Domécio Aenobarbo (54-68), filho de Agripina, a Menor, irmã do imperador Calígula e quarta esposa do Imperador Cláudio, que o adotou, tendo-lhe prometido a sucessão, foi proclamado imperador ainda muito jovem. Dotado de grande inteligência, com qualidades artísticas e literárias bastante grandes, pois tinha como precetores o filósofo Séneca e o prefeito dos pretorianos Burro, durante os primeiros anos do seu governo mostrou-se tolerante para com a população, o exército e a administração que o admiravam, ao contrário do seu antecessor Cláudio. Porém, para além destas qualidades, Nero era um homem extremamente vaidoso, dado à luxúria, prepotente e sanguinário. Mandou assassinar o irmão, Britânico, a mãe, as suas esposas Octávia e Popeia Sabina e até Séneca, para além de inúmeros patrícios, cavaleiros e senadores que ele próprio matou no Circo, aclamando-se como gladiador ou queimando-os vivos para dar como oferenda aos deuses. Como se isto não bastasse, aparecia em público a cantar e tocar lira e quem não aplaudisse as suas melodias e encenações ficava sujeito a ser condenado à morte. É evidente que ao adotar esta conduta, a maior parte dos seus súbditos perdeu o respeito ao imperador. Foi assim que, a 18 de julho do ano de 64, deflagrou um gigantesco incêndio em Roma, destroçando 10 das 14 zonas da urbe, três das quais ficaram completamente destruídas, dando a Nero a possibilidade de se apropriar de uma parte dos terrenos, nos quais mandou edificar, mais tarde, a sua sumptuosa residência, a Domus Aurea, que se opõe à miséria de uma Roma destruída pelo incêndio. Nero foi apontado como o seu principal causador, já que enquanto a cidade era consumida pelas chamas, e segundo as fontes, Nero deleitava-se a contemplar o cenário, tocando a sua lira. O povo amotinou-se e, para calar as suspeitas, o imperador resolveu perseguir os membros de uma nova seita judaica, os cristãos, iniciando, assim, a primeira grande perseguição a esta religião nascente.

Esta catástrofe inspirou a Nero o projeto de uma nova cidade que se baseou, não na criação de novos bairros, mas na reconstrução racional dos destruídos, segundo os princípios até então não experimentados que se baseavam nos alinhamentos retificados, na altura limitada dos edifícios, nas ruas ladeadas por pórticos, na proibição de paredes-meias, etc. Por outras palavras, pode-se dizer que foi a primeira tentativa de criar um urbanismo racionalizado e disciplinado, que até aí se tinha desenvolvido desordenadamente.

No ano de 65, uma conspiração foi organizada contra Nero que, aterrorizado, ordenou inúmeras execuções. Em 68, várias rebeliões estalaram em vários pontos do Império e Nero não se atreveu a pedir a colaboração dos exércitos fronteiriços leais. Os pretorianos abandonaram-no, sendo proscrito pelo Senado. Vendo-se sozinho, acabou por se suicidar.

Incêndio de Roma. In Infopédia [Em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2012.

wikipedia (Imagens)



O incêndio de Roma, 18 de julho de 64, óleo de Hubert Robert



As Tochas de Nero -Henryk Siemiradzki

sábado, 17 de julho de 2021

Previsão Sul - Geada em áreas do RS

Previsão Sul - Geada em áreas do RS:

Boletim de previsão do tempo contendo informações sobre previsão, temperatura mínima e máxima prevista, além de destaques relevantes dos últimos dias.

17 de Julho de 1936: Início da Guerra Civil Espanhola com a insurreição das forças instaladas em Melilla, contra o poder republicano

17 de Julho de 1936: Início da Guerra Civil Espanhola com a insurreição das forças instaladas em Melilla, contra o poder republicano:

 A guarnição espanhola de Melilla subleva-se contra o governo republicano no dia 17 de Julho de 1936. É o começo de uma guerra civil de três anos e um prelúdio aos horrores da Segunda Guerra Mundial. A acção do dia 17 de Julho que tentou derrubar o governo republicano, no entanto, foi derrotada parcialmente. No entanto, causou profunda crise política no governo. Mais tarde, o decorrer dos factos deu abertura para o estabelecimento do regime franquista, que permaneceu no poder em Espanha até 1975.


A jovem república espanhola era à época vítima de uma espiral de violência, resultado da instabilidade política, tendo como consequência várias centenas de mortos. Poucos meses antes, a Frente Popular, em 16 de Fevereiro, conquistava uma vitória eleitoral e o confronto tornou-se inevitável após o assassinato do deputado monárquico José Calvo Sotelo em 13 de Julho.

A sublevação militar, chamada de “Glorioso Movimiento”  para os seus chefes, era resultado de um plano preparado minuciosamente por um longo período. A principal inspiração foi o general  Emilio Mola, ex-chefe de polícia e que se tornou governador militar de Pamplona, região de pequenos proprietários de terra carlistas e católicos, ferozmente hostis à República, a Navarra.

No dia seguinte, Franco deixa o seu posto nas Ilhas Canárias e viaja secretamente para Melilla, desembarcando dois dias mais tarde na Andaluzia com as suas tropas. Tratava-se essencialmente de marroquinos muçulmanos ou "mouros" e soldados da Legião Estrangeira. Guarnições de muitas das grandes cidades também se sublevam, mas uma boa parte do exército permanece fiel ao governo.

Em três dias, os rebeldes "nacionalistas" tomam a Galiza e a Velha-Castela, perto da fronteira com Portugal, bem como parte de Navarra, Leão e Astúrias. Em Navarra e Aragão, os insurgentes beneficiam do apoio das milícias carlistas, os requetés. Eram camponeses-soldados bem treinados, católicos fervorosos e entusiasmados monárquicos. O carlismo era um movimento político tradicionalista de carácter antiliberal e contra revolucionário surgido na Espanha no século XIX.

Os nacionalistas conseguem penetrar também na Andaluzia, Córdova, Granada e Cádis, com a ajuda de batalhões mouros e de unidades da Legião. Contudo, em Barcelona, são repelidos pelas milícias operárias. Fracassam também em Valência e no Levante Mediterrâneo.

Os nacionalistas contavam com uma rápida rendição do governo, porém grandes cidades  escapavam-lhes ao controlo – Madrid, Barcelona, Valência. Elas conseguiram manter-se principalmente no Sul com a ajuda de tropas marroquinas.

O general Mola projecta então tomar Madrid fazendo convergir sobre a capital quatro colunas de tropas, combinando a sua acção com a insurreição de civis madrilenos, supostamente partidários do governo mas na verdade favoráveis ao ‘Movimento’. Era o que a história consagrou como a Quinta Coluna.

A manobra, porém, fracassa diante da mobilização inesperada da população. A capital permanece em mãos das tropas legalistas comandadas pelo general. Ao cabo dos 3 dias de Julho - 18, 19 e 20 de Julho – a Espanha emerge dividida em dois, com uma ligeira vantagem do governo, que mantém sob o seu controlo as principais zonas industriais, bem como 14 milhões de habitantes contra 10,5  milhões dos insurgentes. Era o início da guerra civil.

A guerra civil prolongou-se durante dois anos e meio, opondo exércitos de mais de 800 mil homens em cada lado, com apoio activo do estrangeiro. E, ao internacionalizar-se, iria servir de ensaio para a guerra que se iria travar na Europa contra o nazismo e o fascismo. Com efeito, a Alemanha nazi iria testar em Espanha algumas das suas armas mais modernas, inclusive em Guernica que se tornaria símbolo do terror nazi.

Um dado a considerar no resultado da guerra civil espanhola é que nas vésperas do golpe de Estado militar de Franco, as divisões da Frente Popular e os excessos da ultra-esquerda eram latentes.

A frente de esquerda tinha a legitimidade das urnas para levar adiante uma revolução social. Contudo a acção de pequenos grupos que enveredaram para a pilhagem e os assassinatos, especialmente no Norte, debilitaram-na. Entre esses grupos destacaram-se a Confederación Nacional del Trabajo e Federación Anarchista Iberica, ambas anarquistas e o Partido Obrero de Unificaciòn Marxista de ultra-esquerda.

Os militantes do POUM eram vistos com hostilidade pelo Partido Comunista Espanhol. Essas rivalidades entre os partidos de esquerda atingiriam o auge em Barcelona em 1937 quando ocorreram violentos embates fratricidas. Esses episódios enfraqueceram gravemente o campo republicano durante anos.

Fontes: Opera Mundi
wikipedia (imagens)


644px-Spanis_Civil_War_1936.svg.png

As facções em luta no início do conflito (Verão de 1936); a zona nacionalista está em azul, a republicana a vermelho, e o verde expressa os avanços dos nacionalistas.

sexta-feira, 16 de julho de 2021

Previsão Sul - Chuva expressiva no Paraná

Previsão Sul - Chuva expressiva no Paraná:

Boletim de previsão do tempo contendo informações sobre previsão, temperatura mínima e máxima prevista, além de destaques relevantes dos últimos dias.

16 de Julho de 1945: II Guerra Mundial. Explode a primeira bomba atómica no deserto do Novo México, EUA.

16 de Julho de 1945: II Guerra Mundial. Explode a primeira bomba atómica no deserto do Novo México, EUA.:

 O teste “Trinity” no deserto de Novo México em Alamogordo vê explodir em 16 de Julho de 1945 às 05h29 minutos e 45segundos a primeira bomba atómica da história. O artefacto não foi lançado de avião, mas colocado numa torre, arrasada pela explosão enquanto a areia ao redor ficou vitrificada e um cogumelo de 300 metros de diâmetro se elevou. 


Esta experiência marcou a concretização do Projecto Manhattan que permitiu construir três bombas nucleares. Esta primeira, denominada "Gadget", utilizou o plutónio, elemento químico radioactivo, explosivo termonuclear, como aquela que seria lançada em Nagasaki. O artefacto que explodiria sobre Hiroxima era constituído por urânio 235. 

Planos para a construção de uma bomba de urânio pelos aliados foram elaborados em princípios de 1939, quando o físico italiano emigrado Enrico Fermi  se encontrou com oficiais do Departamento da Marinha dos Estados Unidos para discutir o emprego de substâncias fissionáveis para fins militares. No mesmo ano, Albert Einstein escreveu ao presidente Franklin Roosevelt defendendo a teoria de que uma  reacção nuclear descontrolada em cadeia teria um grande potencial como base para uma arma de destruição em massa.  

Em Fevereiro de 1940, a Casa Branca concedeu um total de 6 milhões de dólares para as pesquisas científicas. Contudo, no começo de 1942, com os EUA já em guerra contra as potências do Eixo, um crescente temor que a Alemanha estivesse a trabalhar para ter a sua própria bomba de urânio levou o Departamento de Defesa a prestar uma atenção mais activa. Limitações de recursos para o projecto foram então removidas. 

O brigadeiro-general Leslie R. Groves, ele próprio um engenheiro, ficou encarregado, com poderes especiais do projecto, buscando logo reunir os melhores cérebros científicos e descobrir como aproveitar o poder do átomo para levar a guerra a um fim decisivo. O Projecto Manhattan, assim chamado porque foi onde a pesquisa teve início, passaria por muitos lugares durante o período inicial da exploração teórica, o mais importante deles a Universidade de Chicago, onde Fermi conseguiu realizar com sucesso a primeira reacção em cadeia de fissão atómica. 
 

Todavia, o projecto só assumiu formato definitivo no deserto do Novo México, onde, em 1943, o físico Robert Oppenheimer passou a dirigir o Projecto Y num laboratório em Los Alamos, ao lado de cérebros como Hans Bethe, Edward Teller e Enrico Fermi. Ali teoria e prática caminharam juntos, à medida que os obstáculos para alcançar a massa crítica – uma explosão nuclear – e a construção de uma bomba transportável foram sendo superados. 
Finalmente, na manhã de 16 de Julho, no deserto do Novo México, 200 quilómetros ao sul de Santa Fé, a primeira bomba atómica foi detonada. A questão crucial suscitada pelos EUA era sobre que país a bomba deveria ser lançada. A Alemanha, que era o alvo original, já havia capitulado incondicionalmente em 8 de Maio. Restava um único país beligerante, o Japão que estava agonizante.

Fontes: Opera Mundi
wikipedia (imagens)


640px-Trinity_shot_color.jpg

O primeiro teste nuclear Trinity em 16 de Julho de 1945


Trinity-ground-zero-men-in-crater.jpg

Local da detonação após o teste

quinta-feira, 15 de julho de 2021

Covid: Brasil tem 15% da sua população completamente imunizada

Covid: Brasil tem 15% da sua população completamente imunizada:


O Brasil chegou nesta quarta-feira, 14, ao número de 86.332.655 vacinados com ao menos uma dose contra a Covid, o equivalente a 40,77% da população, segundo os dados colhidos pelo consórcio de veículos de imprensa em secretarias de Saúde de 26 estados e do Distrito Federal...

Leia este conteúdo na integra em: Covid: Brasil tem 15% da sua população completamente imunizada

Previsão Sul - Frente fria avança pela região Sul

Previsão Sul - Frente fria avança pela região Sul:

Boletim de previsão do tempo contendo informações sobre previsão, temperatura mínima e máxima prevista, além de destaques relevantes dos últimos dias.

15 de Julho de 1099: Conquista de Jerusalém, na primeira Cruzada

15 de Julho de 1099: Conquista de Jerusalém, na primeira Cruzada:

 Partindo de França em 1096 atendendo à conclamação do papa Urbano II, os cruzados comandados por Godefroi de Bouillon e pelo conde Raymond IV de Toulouse entram em Jerusalém em 14 de Julho de 1099 e conquistam a cidade no dia 15. 


Durante esta Primeira Cruzada, os cavaleiros cristãos da Europa capturaram Jerusalém após sete semanas de cerco. Todos os defensores da cidade, muçulmanos ou judeus, são massacrados. A tomada da Cidade Santa provocou a morte de cerca de 100 mil pessoas. Nascia o reinado latino de Jerusalém. Godefroi de Bouillon assume a administração da cidade com o título de procurador do Santo Sepulcro. 

Os cristãos em Jerusalém estavam a ser perseguidos desde o século XI, pelos governantes islâmicos, especialmente quando o controlo da Cidade Santa passou dos relativamente tolerantes egípcios aos turcos seljúcidas em 1071. No fim do século, o imperador bizantino Alexius Comenus, também ameaçado pelos turcos, apelou ao Ocidente por ajuda. Em 1095, o papa Urbano II pediu que fosse organizada uma Cruzada a fim de ajudar os cristãos orientais a retomar as terras sagradas. A resposta dos europeus ocidentais foi imediata. 

Os primeiros cruzados eram na verdade hordas indisciplinadas de camponeses franceses e germânicos que tiveram pouco sucesso. Um grupo, conhecido como “Cruzada do Povo” chegou a Constantinopla antes de ser aniquilado pelos turcos. Em 1096, a principal força cruzada, constituída de cerca de 4 mil cavaleiros montados e 25 mil da infantaria, começou a mover-se para leste. Comandado por Raymond de Toulouse, Godefroi de Bouillon, Robert de Flandres e Bohemond de Otranto, o exército de cavaleiros cristãos cruzou a Ásia Menor em 1097. 

Em Junho, capturaram a cidade fortificada turca de Niceia e em seguida derrotaram um numeroso exército de turcos seljúcidas em Dorilaeum. Desta localidade marcharam para Antioquia, situada nas margens do rio Orontes, debaixo do Monte Silpius. Deram início a um difícil cerco de seis meses durante o qual repeliram diversos ataques de tropas turcas que vieram em socorro. Finalmente na manhã de 3 de Junho de 1098, Bohemond persuadiu um traidor turco a abrir os portões da Ponte de Antioquia e os cavaleiros puderam penetrar na cidade. 

Num verdadeiro banho de sangue, os cristãos massacraram milhares de soldados inimigos e cidadãos comuns e a cidadela fortificada da cidade quase foi tomada. Mais tarde no mesmo mês, um grande exército turco chegou para tentar reconquistá-la, porém foram derrotados e a cidadela capitulou definitivamente diante dos europeus. 

Após a reorganização das tropas e descanso de seis meses, os cruzados dirigiram-se para o seu objectivo final, Jerusalém. O contingente já estava reduzido para 1200 cavaleiros e 12 mil elementos da infantaria. Em 7 de Junho, as tropas cristãs atingiram a Cidade Santa e encontrando-a bastante fortificada, trataram de construir três altas torres nas aforas a fim de apoiar a invasão. Na noite de 13 de Julho, as torres estavam concluídas e os cristãos começaram a investida contra os muros de Jerusalém. Em 14 de Julho, os homens de Godefroi foram os primeiros a penetrar nas defesas e a Porta de Santo Estevão foi aberta. O restante dos cavaleiros e soldados entrou na cidade,  no dia 15 e a mesma foi capturada, dezenas de milhares dos seus habitantes foram selvagemente massacrados. 

Os cruzados atingiram a meta e Jerusalém estava nas suas mãos. Poucas semanas depois, um exército egípcio marchou sobre a Cidade Santa para desafiá-los. A derrota, em Agosto, dos egípcios pôs fim à resistência muçulmana. Cinco pequenos Estados foram criados na região sob o governo dos líderes da Cruzada. 

Fontes: Opera Mundi
wikipedia (imagens)

640px-1099_Siege_of_Jerusalem.jpg

 O cerco de Jerusalém numa iluminura do século XIII
Election_de_Godefroi_de_Bouillon_comme_a


Eleição de Godefroi de Bouillon  como Protector do Santo Sepulcro

quarta-feira, 14 de julho de 2021

O CANSAÇO

O Cansaço

(Milton Pires)

Há em mim o cansaço…

Um cansaço de quem não se
recupera, de quem, mais bem, só
desespera porque se eterniza sem
mudar, sem amar nem sofrer, de
quem teima somente no puro existir
em contemplação, como teima todo
amante da solidão olhando as estrelas
que um dia se foram...deixando
luz como lembrança, saudade
como presença e amor como
pura tristeza…

Eu nasci velho...cada dia da
minha vida é uma jornada no
Tempo...eu atravesso a vida
em direção ao passado...em
busca de um Ser Primevo
que não é amante nem amado,
é os dois e não é nenhum…

Nas páginas de Borges, de Poe
ou de Kafka eu estive em todo
lugar, eu sou Quarteto de Brahms
à beira mar na “Tarde Cinza” de
Porto Alegre onde um dia eu
vou descansar e ...finalmente….

Esquecer de ti…

(para o Pessoa, que
escreveu tudo isso lá
Céu...antes de mim...)


Julho de 21.

THE TIGER


The Tiger

(Milton Pires)

Tiger, Tiger feeling right..
Crazy eyes of the Tiger in
a cold n' starless night...

Quite like a Tiger sould
I spend my life??

Much like a man
I'd rather die....

July, 2021.

Previsão Sul - Chuva retorna ao Rio Grande do Sul

Previsão Sul - Chuva retorna ao Rio Grande do Sul:

Boletim de previsão do tempo contendo informações sobre previsão, temperatura mínima e máxima prevista, além de destaques relevantes dos últimos dias.

Planalto confirma que Líder Fascista deu entrada no HFA para “investigar soluços”

Planalto confirma que Bolsonaro deu entrada no HFA para “investigar soluços”:


O Palácio do Planalto confirmou que Jair Bolsonaro deu entrada no Hospital das Forças Armadas (HFA), em Brasília, nesta quarta-feira (14), como noticiamos mais cedo.

Segundo a nota oficial, o presidente da República passará por exames para "investigar a causa dos soluços"...

Leia este conteúdo na integra em: Planalto confirma que Bolsonaro deu entrada no HFA para “investigar soluços”

14 de Julho de 1789: Revolução Francesa. Tomada da Bastilha. Os habitantes de Paris revoltam-se e assaltam a prisão, libertando os presos políticos. Começa a queda do Antigo Regime

55
4h

por Carla Brito via Estórias da História

Os parisienses exasperados pelas restrições e o imobilismo do rei Luis XVI revoltam-se. À procura de armas, invadem o Hôtel des Invalides e depois dirigem-se à prisão da Bastilha. O governador De Launay que possui as chaves da fortaleza é forçado a entregá-las aos insurgentes. Todavia, certos revolucionários conseguem atravessar as muralhas e De Launay ordena que se abra fogo. Mais de 80 parisienses são mortos. No final da tarde, o governador capitula e uma hora mais tarde é fuzilado. A tomada da Bastilha em 14 de Julho de 1789 assinala o ponto de partida da Revolução Francesa, uma década de distúrbios políticos e terror, em que o rei Luis XVI foi destronado e dezenas de milhares de pessoas inclusive a sua mulher Maria Antonieta foram executadas na guilhotina. O símbolo do arbítrio real cai. O Antigo Regime vai chegando ao fim.

A Bastilha foi originalmente construída em 1370 como uma fortificação para proteger as muralhas de Paris contra um ataque dos ingleses. Transformou-se mais tarde numa fortaleza independente e o seu nome “bastide” foi mudado para Bastille. A Bastilha foi utilizada primeiramente como prisão estatal no século XVII e as suas celas foram reservadas para os delinquentes das classes abastadas, para os agitadores políticos e para os espiões. A maioria dos prisioneiros estava ali sem que houvesse um julgamento sob ordens directas do rei. Medindo 35 metros de altura e rodeada por um fosso de quase 3 metros de largura, a Bastilha mostrava-se como uma imponente estrutura no panorama urbano de Paris.

Por ocasião do Verão de 1789, a França movia-se rapidamente em direcção à revolução. Ocorreu severa escassez de alimentos naquele ano e o ressentimento popular contra o governo do rei Luis XVI transformara-se em verdadeira fúria. Em Junho, o Terceiro Estado que representava a plebe e o baixo clero, declara-se em Assembleia Nacional e clama pela redacção de uma constituição. Inicialmente parecendo ceder, Luis XVI legaliza a Assembleia Nacional porém cerca Paris de tropas e demite Jacques Necker, um ministro de Estado popular que defendia abertamente as reformas. Em resposta, multidões começam a manifestar-se nas ruas de Paris comandadas por líderes revolucionários.

Bernard-Jordan de Launay, o governador militar da Bastilha, temia que a sua fortaleza pudesse ser alvo dos revolucionários, tendo solicitado urgentes reforços. Uma companhia de soldados mercenários suíços chegou em sete de Julho a fim de reforçar a sua guarnição de 82 soldados. O Marquês de Sade, um dos poucos prisioneiros da Bastilha à época, foi transferido para um asilo de loucos após a tentativa de incitar uma pequena multidão que se encontrava em frente à sua janela ao gritar: "Estão a massacrar os prisioneiros; vocês precisam vir e libertá-los." Em 12 de Julho, as autoridades reais transferiram 250 barris de pólvora para a Bastilha do Arsenal de Paris, que era muito vulnerável ao ataque. Launay trouxe os seus homens para dentro da Bastilha, erguendo as duas pontes levadiças.

Em 13 de Julho, revolucionários empunhando mosquetes começaram a atirar aos soldados que montavam guarda às torres da Bastilha e procuraram abrigar-se no pátio da fortaleza quando os homens de Launay passaram a responder. Naquela noite, multidões irromperam no Arsenal de Paris e outro depósito de armas e tomaram milhares de mosquetes. Ao amanhecer de 14 de Julho, uma grande multidão armada de mosquetes, espadas e diversas armas improvisadas começou a reunir-se em torno da Bastilha.

Launay recebeu uma delegação de líderes revolucionários, porém recusou-se a entregar a fortaleza e as suas munições como lhe era exigido. Mais tarde recebeu uma segunda delegação e prometeu não abrir fogo contra a multidão. Para convencer os revolucionários, mostrou-lhes que os canhões não estavam carregados. Ao invés de acalmar a agitada multidão, a notícia de que os canhões não estavam activos encorajou um grupo de homens a escalar o muro externo, chegar ao pátio interno e baixar a ponte levadiça. Trezentos revolucionários invadiram a fortificação. Os soldados de Launay assumiram uma posição defensiva. Quando a multidão começou a tentar baixar a segunda ponte levadiça, Launay ordenou que os seus homens abrissem fogo. Cerca de 100 manifestantes morreram ou ficaram feridos.

Num primeiro momento, o contingente de Launay mostrou-se capaz de conter e afastar a multidão, contudo mais e mais parisienses convergiam para a Bastilha. Cerca de 3 horas da tarde, chega uma companhia de desertores do exército francês. Os soldados, ocultados pela cortina de fumo de uma fogueira alimentada pelos manifestantes, posicionaram cinco canhões e assestaram como alvo a Bastilha. Diante da circunstância, Launay ergueu uma bandeira branca de rendição numa haste da fortaleza. Launay e os seus homens foram feitos prisioneiros, a pólvora e os canhões foram tomados e os sete prisioneiros da Bastilha, libertados. Ao chegarem ao Hotel de Ville, onde a prisão de Launay deveria ser ditada por um conselho revolucionário, o governador da Bastilha foi afastado dos seus acompanhantes por gente do povo e morto.

A Tomada da Bastilha simboliza o fim do Antigo Regime e proporcionou à causa dos revolucionários franceses um irresistível momento. Apoiados pela esmagadora maioria do exército francês, os revolucionários assumiram o controlo de Paris e a partir daí dos arredores, forçando o rei Luís XVI a aceitar um governo constitucional. Em 1792, a monarquia foi abolida e Luís XVI e sua mulher Maria Antonieta foram levados à guilhotina por traição em 1793.

Por ordem do novo governo revolucionário, a Bastilha foi derrubada. Em 6 de Fevereiro de 1790, a última pedra da odiada prisão-fortaleza foi apresentada à Assembleia Nacional. Actualmente, - o dia 14 de Julho – dia da Queda da Bastilha – é celebrado como o maior feriado de França.

Fontes: Opera Mundi
wikipedia (imagens)



Tomada da Bastillha por Jean-Pierre Houël




Prisão do governador da Bastilha - Jean-Baptiste Lallemand


"É assim que vingamos os traidores" Gravura de 1789 que mostra os soldados que transportam as cabeças dos responsáveis pela Bastilha, entre eles o Marquês de Launay

terça-feira, 13 de julho de 2021

Organização Criminosa Vagabunda Petista jura que quer o impeachment de Bolsonaro

O <span class="ssssschl">PT</span> jura que quer o impeachment de Bolsonaro:


O Antagonista enviou, na manhã de ontem, mensagens para todos os líderes partidários da Câmara perguntando a opinião atualizada deles sobre o impeachment de Jair Bolsonaro, após os fatos novos dos últimos dias.

Também perguntamos se eles acreditam em alguma possibilidade de o impeachment se concretizar.

Só dois deputados responderam, até agora...

Leia este conteúdo na integra em: O PT jura que quer o impeachment de Bolsonaro

Ação da Lava Jato contra Delúbio prescreve, e ex-tesoureiro Vagabundo Petista se livra de acusação

Ação da Lava Jato contra Delúbio prescreve, e ex-tesoureiro do PT se livra de acusação:


Uma das duas ações da Lava Jato que envolviam apurações sobre um empréstimo de R$ 12 milhões do Banco Schahin ao pecuarista José Carlos Bumlai teve acusações consideradas prescritas pouco mais de um ano após o STJ ter decidido pelo seu envio à Justiça Eleitoral de São Paulo...

Leia este conteúdo na integra em: Ação da Lava Jato contra Delúbio prescreve, e ex-tesoureiro do PT se livra de acusação

Urgente: em mensagens, Dominguetti cita participação do Líder Fascista na compra das vacinas da Davati

Urgente: em mensagens, Dominguetti cita participação de Bolsonaro na compra das vacinas da Davati:


Em mensagens que estão no celular apreendido pela CPI da Covid e às quais O Antagonista teve acesso, Luiz Paulo Dominguetti sugere a participação do próprio Jair Bolsonaro em negociações para a compra das supostas vacinas contra a Covid que o policial militar dizia ter para vender.

Em 8 de março deste ano, Dominguetti, que se dizia representante da empresa Davati, conversou com um contato identificado em seu celular como “Rafael Compra Deskartpak”...

Leia este conteúdo na integra em: Urgente: em mensagens, Dominguetti cita participação de Bolsonaro na compra das vacinas da Davati

Anexos:

Previsão Sul - Sol e tempo seco na Região

Previsão Sul - Sol e tempo seco na Região:

Boletim de previsão do tempo contendo informações sobre previsão, temperatura mínima e máxima prevista, além de destaques relevantes dos últimos dias.

segunda-feira, 12 de julho de 2021

Se não houver forte reação popular, Bolsonaro dará um golpe militar, diz com toda razão site Vagabundo Petista "247"

Se não houver forte reação popular, <span class="ssssschl">Bolsonaro</span> dará um golpe militar: "A inércia de um povo que está sofrendo, mas que acredita nas instituições, é o que mantém Bolsonaro no poder. Ledo engano. Nem as instituições, nem a nossa liberdade, estão garantidas enquanto tivermos um sociopata no comando do país. E é para já essa resposta popular"

Auxiliares de Fux assinam nota contra 'ataques irresponsáveis' do Líder Fascista contra Juiz Comunista do STF.

Auxiliares de Fux assinam nota contra 'ataques irresponsáveis' de <span class="ssssschl">Bolsonaro</span> a Barroso: Dois auxiliares de Luiz Fux subscreveram nota em solidariedade ao presidente do TSE Luís Roberto Barroso após os ataques de Jair Bolsonaro. Leia mais (07/11/2021 - 23h15)

"Genocida está ameaçando todo dia", diz Vagabundo Petista sobre Bolsonaro

"Genocida está ameaçando todo dia", diz <span class="ssssschl">Lula</span> sobre Bolsonaro: lula-durante-entrevista-para-o-jornalist O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) criticou as ameaças à democracia feita nos últimos dias pelo atual ocupante do cargo, Jair Bolsonaro (sem partido). Lula fez referência às acusações feitas por Bolsonaro sobre fraudes ?nunca provadas? nas eleições brasileiras. O petista, que chamou Bolsonaro de nazista, ainda ironizou o presidente, dizendo que ele quer votar em pedra.

Vagabundo Petista Chefe de Quadrilha questiona o Brasil sobre Líder Fascista: como o país pode conviver com alguém tão desqualificado?

<span class="ssssschl">Lula</span> questiona o Brasil sobre Bolsonaro: como o país pode conviver com alguém tão desqualificado?:
20210707120756_994fa0c8-4b1a-48db-8636-2

Lula apresenta um duro questionamento ao país e indica o lugar que Bolsonaro ocupa no espectro ideológico: “Chamar o Bolsonaro de direita é quase uma ofensa à direita ideológica. Ele tá muito mais próximo do fascismo”

Milhares de cubanos saem às ruas contra a ditadura assassina.

Milhares de cubanos saem às ruas contra a ditadura:


Milhares de cubanos saíram às ruas neste domingo em mais de 20 cidades do país, entre as quais Havana, em protesto contra a ditadura.

Aos gritos de Liberdade”,“Abaixo a ditadura!” e “Não temos medo, os manifestantes exigiram vacinas, comida e o fim de apagões diários no país...

Leia este conteúdo na integra em: Milhares de cubanos saem às ruas contra a ditadura

Anexos:
cuba3.mp4

Previsão Sul - Tempo firme na Região

Previsão Sul - Tempo firme na Região:

Boletim de previsão do tempo contendo informações sobre previsão, temperatura mínima e máxima prevista, além de destaques relevantes dos últimos dias.

12 de Julho de 1937: A obra "Guernica", de Pablo Picasso é apresentada ao público na Exposição Internacional de Paris.

12 de Julho de 1937: A obra "Guernica", de Pablo Picasso é apresentada ao público na Exposição Internacional de Paris.:

 No dia 12 de Julho de 1937 foi exposta ao público a obra "Guernica", na qual Picasso retratou o bombardeio da cidade basca pelos nazis em Abril daquele ano: um massacre que resultou em centenas de mortos.


A cidade de Guernica, com os seus 5 mil habitantes, foi completamente destruída pelos 250 quilos de explosivos e bombas incendiárias lançados pela Legião Condor dos nazis naquele fatídico 26 de Abril de 1937. A Espanha estava em guerra civil havia mais de dois anos. Os fascistas, seguidores do mais tarde ditador Franco, lutavam contra o governo republicano.

Enquanto os republicanos esperavam em vão a ajuda da Inglaterra e da França, Franco tinha na Alemanha e na Itália fortes aliados. Embora os alemães negassem a sua participação nos bombardeios, alegando tratar-se de "antipropaganda da imprensa judaica", testemunhas haviam identificado os símbolos nazis pintados nos aviões.

A cidade basca era um espinho aos olhos do general Franco, desde o início da guerra civil. Como Hitler era seu aliado e desejava testar a capacidade da sua Força Aérea, o alvo escolhido foi Guernica.

O horror do ataque foi fixado em óleo sobre tela pelo pintor espanhol Pablo Picasso no famoso quadro de mais de três metros de altura por sete de largura chamado Guernica. Ele foi a expressão máxima não só do sofrimento espanhol como do impacto devastador dos armamentos modernos de guerra sobre as suas vítimas em todas as partes do mundo. E a desgraça provocada pelo ataque a toda uma população civil.

"A civilização foi assassinada em Guernica", protestou o artista, que vivia no exílio em França. Sob encomenda do governo republicano de Madrid, Picasso pintou o seu protesto contra a guerra em apenas dois meses, chocado e ao mesmo tempo inspirado pelas testemunhas oculares que lhe narravam como presenciaram os bombardeios. No dia 12 de Julho de 1937, Guernica foi apresentada no pavilhão da República Espanhola na Exposição Internacional de Paris.
Jamais na história uma obra de arte havia retratado a guerra de forma tão exemplar. Picasso desistiu de forma consciente do uso de símbolos políticos, mesmo assim a enorme tela conseguiu transmitir a angústia da população e o poder de destruição da força militar.

Ao visitar a exposição, um oficial da SS teria perguntado a Picasso: " Foi você que fez isto?", ao que o génio da pintura respondeu: "Não, foram vocês!".

O quadro, doado ao povo espanhol pelo pintor, estava num anexo do Museu do Prado e agora encontra-se no Centro de Arte Rainha Sofia, em Madrid.

 Fontes: Opera Mundi
 wikipedia (imagens)
guernica-784569.jpg

domingo, 11 de julho de 2021

Dostoiévski é a prova de que há salvação para o homem. Até o último instante

Dostoiévski é a prova de que há salvação para o homem. Até o último instante: Há salvação para o homem, perdido que está no mundo, entregue à devassidão, à desesperança, à falta de fé, ao pecado? Isso sem mencionar o egoísmo, que o conduz numa jornada de autodestruição e total desprezo pelo outro. Em “O Sonho de um Homem Ridículo”, publicado em 1877, o escritor russo Fiódor Dostoiévski, discorre sobre as muitas fragilidades da alma humana (e responde muitas outras perguntas).

Dostoiévski é a prova de que há salvação para o homem. Até o último instante

Há salvação para o homem, perdido que está no mundo, entregue à devassidão, à desesperança, à falta de fé, ao pecado? Isso sem mencionar o egoísmo, que o conduz numa jornada de autodestruição e total desprezo pelo outro. Em “O Sonho de um Homem Ridículo”, publicado em 1877, o escritor russo Fiódor Dostoiévski, discorre sobre as muitas fragilidades da alma humana (e responde muitas outras perguntas).

Líder do Regime Fascista segue estimulando a balbúrdia e já contratou a crise de 2022

bolsonaro_jose_dias_pr_760.webp

Editorial do Estadão:


Considerado um “mau militar”, Jair Bolsonaro saiu do Exército em desonra para entrar na política de forma explosiva. Sua longa e desenxabida carreira no Poder Legislativo ficou notabilizada pela politicagem miúda, pela vulgaridade e pelo desrespeito aos princípios mais comezinhos da democracia. Ao longo dos últimos 33 anos, sempre que Bolsonaro chamou a atenção para sua figura foi por razões que envergonhariam os grandes nomes que ajudaram a escrever a história do Parlamento brasileiro.

Ora, se entrou na política estimulando a baderna, construiu sua bem-sucedida (do ponto de vista pessoal) carreira parlamentar lamentando o fato de no Brasil viger plena democracia e chegou à Presidência da República como um líder sectário, por que cargas d’água Bolsonaro haveria de sair dela como um estadista?

Semana sim e outra também, o presidente tem lançado suspeitas sobre a higidez do sistema eleitoral eletrônico, que, segundo ele, seria suscetível a fraudes. Isto não é outra coisa se não pretexto para criar mais confusão no País caso não seja reeleito. E Bolsonaro tem razões para ficar preocupado com esta possibilidade. Pesquisas de intenção de voto realizadas por diferentes institutos têm indicado que não é mais remota a possibilidade de Bolsonaro sequer chegar ao segundo turno da eleição de 2022. Evidentemente, ainda falta tempo para o pleito e tudo pode mudar. Fato é que a rejeição sofrida pelo incumbente, pesquisa após pesquisa, tem caminhado mais para o ponto de irreversibilidade do que de inflexão.

Em entrevista à Rádio Guaíba na quarta-feira passada, Bolsonaro tornou a dizer mentiras sobre nosso sistema eleitoral e a ameaçar a Nação. “Sem o voto impresso, algum lado pode não aceitar o resultado (da eleição). Esse lado, obviamente, é o nosso lado”, disse o presidente.

É muitíssimo grave que o presidente da República diga com 1 ano e 4 meses de antecedência que a eleição de 2022 só será limpa se ele sair vitorioso. Como se não bastasse, Bolsonaro acusou o Supremo Tribunal Federal (STF), especificamente o ministro Luís Roberto Barroso, atual presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), de fazer parte de um conluio para permitir a volta do petista Lula da Silva à Presidência.

“Não podem botar em votação (o voto impresso) porque vão perder por causa da interferência do ministro Barroso, um péssimo ministro”, disse Bolsonaro à Rádio Guaíba. “Quando Barroso vai negociar com lideranças partidárias para que não tenha voto impresso, o que ele quer com isso? Fraude nas eleições”, afirmou o presidente. Bolsonaro encerrou a entrevista com nova ameaça: “Sem voto auditável, haverá problemas”. Que problemas seriam estes? Até quando a Nação aceitará este tipo de chantagem vindo da mais alta autoridade da República?

O ministro Barroso não respondeu. Coube ao presidente do STF, ministro Luiz Fux, dar a devida resposta institucional ao ataque proferido por Bolsonaro. “O Supremo Tribunal Federal ressalta que a liberdade de expressão, assegurada pela Constituição a qualquer brasileiro, deve conviver com o respeito às instituições e à honra de seus integrantes, como decorrência imediata da harmonia e da independência entre os Poderes”, disse Fux por meio de nota. “O STF rejeita posicionamentos que extrapolam a crítica construtiva e questionam indevidamente a idoneidade das juízas e dos juízes da Corte Suprema”, concluiu o ministro.

A despeito de seu comportamento reprovável, por vezes repulsivo, Bolsonaro obteve sucessivos êxitos eleitorais. E não apenas para si, mas também para sua prole masculina, que não trai sua origem. É lícito inferir, portanto, que no entender do presidente o estímulo à confusão e a agressividade são ativos importantes para a construção de uma carreira política de sucesso. Afinal, Bolsonaro foi eleito mandatário supremo do País sendo exatamente quem sempre foi.

Fiel à sua natureza, Bolsonaro segue estimulando a balbúrdia e já contratou a crise do próximo ano. Se será uma grave crise institucional ou choramingo de um eventual mau perdedor, as forças vivas da Nação vão dizer.

A tolerância repressiva de Herbert Marcuse

07-1-768x400.webp


 Theodore Dalrymple para a revista Oeste:


Sempre dizem que não devemos julgar pelas aparências, mas com muita frequência não temos muitas outras opções. Um homem que nunca julgou pela aparência não sobreviveria muito tempo neste mundo perverso: ele ficaria tão vulnerável quanto um caranguejo-eremita sem sua concha.

Por outro lado, as aparências em geral enganam. Por isso, devemos sempre ter em mente duas coisas que não são estritamente contraditórias, mas muitas pessoas têm dificuldade de levar consigo ao mesmo tempo: precisamos julgar pelas aparências, mas estar preparados para mudar de ideia se isso se mostrar um erro.

Por exemplo, se eu lhe mostrasse fotos do finado Herbert Marcuse, você poderia pensar, pela expressão de contentamento dele ao baforar seu charuto, por seu modo de se vestir, e assim por diante, que se tratava de um próspero dono de embarcação de Hamburgo nas férias de verão. Nada disso: ele era um professor de filosofia marxista com um toque de freudianismo, cujas ideias inflamaram uma geração de estudantes norte-americanos e europeus totalmente mimados que confundiam suas frustrações pessoais com injustiças sociais.

As ideias de Marcuse eram tão bobas que teriam sido engraçadas se ninguém as tivesse levado a sério. Apesar de ele estar quase esquecido hoje em dia, uma de suas ideias mais tolas e perniciosas, a da tolerância repressiva, está voltando, se não na teoria, na prática. De acordo com esse conceito, a repressão praticada pelos conservadores é intolerável, mas a repressão praticada pela esquerda é na verdade uma forma de libertação, e não representa repressão nenhuma. (É incrível a frequência com que a palavra liberação é usada por teóricos radicais sem especificar exatamente do que as pessoas são liberadas. Aliás, a expressão liberação total não é nada incomum.

Enquanto escrevo este texto no terraço do meu jardim na França, desejo ardentemente ser liberado das moscas, que estão bastante numerosas e irritantes este ano. Também quero ser liberado do Imposto sobre Valor Agregado e da necessidade de consertar meu carro. Na verdade, até amarrar os cadarços de manhã é uma obrigação; o literato anglo-americano Logan Pearsall Smith afirmou ter conhecido um homem que cometeu suicídio porque não suportava ter de amarrar seus cadarços milhares de vezes mais antes de morrer. Supondo que essa tarefa leve trinta segundos, e que o homem teria vivido mais quarenta anos se não tivesse se matado, ele teria gastado 120 horas, cinco dias inteiros sem dormir, sem fazer nada além de amarrar cadarços, ou dez dias com tempo para dormir, tomar banho, comer etc. A futilidade de uma existência em que amarrar cadarços de sapato requer tanto tempo o oprimiu; naqueles tempos, não havia sapatos sem cadarço que pudessem ser uma alternativa viável ao suicídio.)

Mas vamos voltar a Marcuse e à sua tolerância repressiva. Nunca pareceu a esse professor, que deu aula nas melhores universidades dos Estados Unidos, que quase todo mundo tolera aquilo com que ele concorda, exceto os ditadores mais loucos, para quem até mesmo a concordância parece uma espécie de lèse-majesté, implicando, como tal, a possibilidade de que se pense por conta própria. Tampouco a tolerância significa a aprovação daquilo que é tolerado; ou seja, na verdade, ela é a aceitação e a manutenção dos limites de comportamento da discordância ou da antipatia em relação às opiniões e aos gostos de outros. O tolerante não é aquele que não tem nenhuma desaprovação, mas aquele que se controla diante daquilo de que não gosta. Isso é tão perfeitamente óbvio e banal que são necessários muitos anos de formação e ensino superior para não perceber.

Nos Estados Unidos e cada vez mais na Europa, que acompanha os Estados Unidos nessas questões como um cachorro bem adestrado, está cada vez mais na moda negar-se a ouvir aqueles de quem se discorda, exatamente em nome da verdadeira tolerância. Ou você concorda comigo, ou você é um grande ignorante preconceituoso, e não quero que a ignorância preconceituosa seja ouvida porque isso espalha a intolerância. (Claro, os verdadeiros preconceituosos são as pessoas que discordam de mim.) Marcuse teria ficado encantado com esse desdobramento, se tivesse vivido para vê-lo.

Não faz muito tempo, fui convidado para participar de um debate na Oxford Union Society. A moção a ser debatida era que os conservadores não podiam representar as questões dos trabalhadores. Não me pareceu uma moção muito bem estruturada, porque ela suscitava muitas questões. Quem, por exemplo, pode decidir quais são de fato os interesses da classe trabalhadora, mesmo supondo que a classe pudesse ser claramente demarcada e tivesse interesses totalmente uniformes, sem nenhum conflito seccional? A propósito da história eleitoral, os conservadores muitas vezes representaram a classe trabalhadora, de modo que qualquer um que afirme que os conservadores não poderiam representar os interesses da classe trabalhadora também teria de afirmar que a classe trabalhadora não sabe ou não entende quais são seus interesses. É um argumento possível, mas corria o risco de transformar o debate em uma disputa sobre definições.

No entanto, concordei em participar. Acredito que seja obrigação de pessoas mais velhas atender os estudantes o máximo possível.

Algumas semanas depois, porém, recebi uma carta da pessoa que havia me convidado, para me dizer que o convite havia sido desfeito. Em uma carta escrita em um inglês tão abominável que teria envergonhado um estudante evadido setenta anos atrás (sinto muito pelos meus tradutores e peço desculpas de antemão, uma vez que é muito mais difícil traduzir prosa ruim do que boa), ela escreveu:

Precisamos garantir que haja bom equilíbrio de opiniões e experiências na escalação para garantir o tipo de debate robusto e provocador pelo qual somos conhecidos.

Em outras palavras, não queremos que ninguém ouça o tipo de coisa que você provavelmente vai dizer.

Não sou um extremista e costumo ser educado. Sou apaziguador, e não agressivo, em pessoa, se não sempre por escrito. Mas ficou claro que, ao contrário de muitas pessoas que conheço, sou repressivamente tolerante demais para ser tolerável. Como Marcuse afirmou, a tolerância na verdade é intolerância; como disse Orwell (em 1984), a liberdade é escravidão, e ignorância é força. Mas Marcuse estava falando sério.