"O maior inimigo da autoridade é o desprezo e a maneira mais segura de solapá-la é o riso." (Hannah Arendt 1906-1975)

terça-feira, 24 de janeiro de 2017

Piloto do avião de Teori disse que esperaria fim da chuva para pousar, afirmam técnicos


FONTE G1

Segundo o Bom Dia Brasil, especialistas que tiveram acesso ao áudio da caixa-preta disseram que o piloto falou da chuva antes de a gravação ser interrompida.

Por G1, com informações do Bom Dia Brasil

24/01/2017 09h06 Atualizado há 5 minutos

Técnicos que tiveram acesso ao áudio do gravador de voz do avião em que estava o ministro Teori Zavascki disseram que o piloto fez comentários sobre a chuva e falou na gravação que iria esperar a chuva passar para pousar, de acordo com informações do Bom Dia Brasil. Em seguida, a gravação é interrompida.

A aeronava caiu no mar perto da cidade de Paraty (RJ), na última quinta-feira (20). Além do ministro Teori Zavascki, que era relator da Operação Lava Jato no Supremo Tribunal Federal, morreram o piloto e os outros três passageiros que estavam a bordo.

O gravador de voz do avião, também conhecido como caixa-preta, está em Brasília desde sábado (21), quando os peritos da Aeronáutica começaram a análise. Uma preocupação inicial era que parte do equipamento havia sido danificada pela água do mar. Mas a Aeronáutica conseguiu extrair todo o áudio da gravação, que registra o que foi dito pelo piloto, seja com outros passageiros ou com o controle de tráfego aéreo, nos últimos 30 minutos do voo.

As investigações e o trabalho dos peritos vão continuar para apurar o que de fato levou à queda do avião.

Segundo o colunista do G1 Matheus Leitão, a Justiça Federal de Angra dos Reis (RJ) determinou à Aeronáutica que compartilhe as gravações e os dados sobre o acidente aéreo com a Polícia Federal e o Ministério Público Federal - os dois órgãos também instauraram inquéritos para investigar a queda do avião.

A morte de Teori Zavascki

Ministro do STF desde 2012, indicado pela então presidente Dilma Rousseff, Teori Zavascki morreu aos 68 anos e deixou três filhos. Além da Lava Jato, no gabinete dele há mais de 7,5 mil processos.

A morte do ministro gerou um ambiente de consternação nos meios político e jurídico.

O presidente Michel Temer anunciou no sábado que só vai nomear um novo ministro para o tribunal depois que o STF designar um novo relator para a Lava Jato.

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