"O maior inimigo da autoridade é o desprezo e a maneira mais segura de solapá-la é o riso." (Hannah Arendt 1906-1975)

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2017

O PASSAMENTO DE MARISA LETÍCIA



Dona Marisa Letícia Lula da Silva faleceu.

Dona Marisa Letícia foi primeira dama do Brasil.

Segundo uma parte da mídia, Dona Marisa Letícia tornou-se santa. Pura e inocente. Inatacável.

Por ser a esposa do Lula. Só por isso!

Porque, com sinceridade, alguém pode – conscientemente – apontar UMA SÓ OBRA em prol dos carentes, criada pela falecida?

Ou seja, agora pedem respeito à memória da morta.

Respeito que seu próprio marido nunca teve por ela, haja vista o “caso” – notório e público – que o ex-presidente manteve com a Senhora Rosemary Noronha, às costas da primeira dama.

Ora, respeite para ser respeitado, diz o velho adágio popular.

Quem jamais respeitou o Brasil não merece ser respeitada. Nem quando se torna “santa”, como quer parte da mídia, especialmente àqueles (e/ou aquelas) que geralmente se consideram a cereja do bolo. Mesmo escrevendo colunas obsoletas em espaços de uma imprensa arcaica, falida, desatualizada.

E ela tornou-se perfeita, de repente? Por quê?

Porque ficou ao lado do marido, acusado de vários crimes?

Ora, como beneficiária direta das falcatruas (que foi!) queriam que ela se portasse como?

Outro conhecido ditado ensina: “dize-me com quem andas e dir-te-ei quem és”. E a falecida Dona Marisa passou mais de 40 anos ao lado da “jararaca” Lula da Silva. Dividindo cama, mesa, e contas bancárias. Precisa acrescentar algo a mais?

Pois é, nem o bendito espírito cristão nos encaminha a imaginar conceder perdão sincero a quem ajudou – diuturnamente – seu marido a enganar a todos e a uma nação.

Será que ela merece perdão mesmo depois de morta?

Que Deus tenha piedade da Dona Marisa Letícia!


Marcelo Aiquel – advogado (04/02/2017)

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