"O maior inimigo da autoridade é o desprezo e a maneira mais segura de solapá-la é o riso." (Hannah Arendt 1906-1975)

sábado, 31 de março de 2018

Desembargador pede ao STF rejeição do HC de Lula

Desembargador pede ao STF rejeição do HC de Lula:

O desembargador Ivan Sartori, do Tribunal de Justiça de São Paulo, escreveu no Facebook:

“Como magistrado de carreira por quase 38 anos, suplico aos ministros do STF que preservem a dignidade da Corte Máxima do país e rechacem o ‘habeas corpus’ de Lula.

Esse HC, na verdade, deveria ter sido indeferido de plano, diante de duas Ações Diretas de Constitucionalidade, um ‘habeas corpus’ do plenário e recurso com repercussão geral, no sentido de que a prisão deve ocorrer após julgamento em segundo grau.

As regras devem valer para todos, porque o casuísmo é inconstitucional, odioso, antidemocrático, revoltante, mormente quando parte do tribunal mais alto do país, cujo dever é justamente resguardar os preceitos constitucionais. Lula preso já, como julgado em segunda instância!”
O Estado é “leniente com a criminalidade”
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URGENTE! RAQUEL DODGE PEDE PARA SOLTAREM BANDIDOS AMIGOS DE TEMER PRESOS NA OPERAÇÃO "SCALA"

URGENTE! BANDIDOS DA GLOBO NEWS ACABAM DE DIZER EM "PLANTÃO" QUE RAQUEL DODGE PEDIU PARA SOLTAR TODOS OS 13 BANDIDOS AMIGOS DO TEMER PRESOS NA "OPERAÇÃO SCALA" 






DODGE "ENGROSSA" COM TOFFOLI - PGR pede anulação da liminar de Toffoli em favor de Demóstenes

Raquel Dodge resolve engrossar com BANDIDO PETISTA Dias Toffoli.

PGR pede anulação da liminar de Toffoli em favor de Demóstenes:

A PGR pediu a anulação da liminar do ministro Dias Toffoli que suspendeu a inelegibilidade do ex-senador Demóstenes Torres e, no mérito, a rejeição do pedido, informa o Jota.

Raquel Dodge argumenta que o instrumento usado pela defesa não era adequado para enfrentar o tema.

A verdade é que a concessão da liminar foi falta de vergonha.

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"AMANTE" CONVOCA ESQUERDA PARA PARA MANIFESTAÇÃO NO CIRCO VOADOR NA PRÓXIMA SEGUNDA-FEIRA, NO RJ

POLÍBIO BRAGA - Hospital Conceição, Porto Alegre, encerrou balanço de 2017 com prejuízo de R$ 427,8 milhões

Hospital Conceição, Porto Alegre, encerrou balanço de 2017 com prejuízo de R$ 427,8 milhões: A empresa estatal federal Hospital Nossa Senhora Conceição, encerrou seu balanço do ano passado com prejuízo de R$ 427,8 milhões.

Os prejuízos da estatal, como de qualquer estatal federal, são pagos pelos contribuintes brasileiros - todos.


Handel: Messiah, For unto us a child is born (Sir Colin Davis, Tenebrae,...

Os 10 erros de português mais cometidos pelos brasileiros

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Os 10 erros de português mais cometidos pelos brasileiros:

Equipe de linguistas revela equívocos mais comuns em aplicativo de idiomas que ensina português também para nativos.

"Vi no Facebook uma mulher dizendo que casaria com o primeiro homem que soubesse usar crase, mas não são só os homens que não sabem usar. As mulheres também!", alerta a linguista Camila Rocha Irmer, uma das encarregadas de avaliar os erros de português no Babbel, um dos maiores aplicativos de ensino de idiomas no mundo.
Ela se refere a um dos erros mais comuns entre falantes de português brasileiro - quando usar a crase? -, juntamente com as dúvidas sobre os "por ques" e outras.
"É algo difícil de explicar. Acho que esses erros acontecem porque há um abismo entre o que escrevemos e o que falamos", diz à BBC Brasil.
"Quem não lida com a escrita diariamente não se lembra das regras. E, mesmo que as pessoas estejam dando mais opiniões nas redes sociais, é uma escrita rápida. Você não tem muito tempo para pensar sobre como escrever."
Há os "erros de sempre", mas Irmer afirma que existem também as questões que aumentam ou diminuem a cada ano. Em 2017, por exemplo, a dúvida sobre quando usar "há" e "a" apareceu mais vezes no aplicativo do que no ano anterior.
"Agora, estamos alcançando um público de menor escolaridade que não quer só aprender idiomas estrangeiros, mas tem problemas com português mesmo. E recebemos muitos recados, pelo aplicativo, de pessoas que estão aprendendo português ao estudar outra língua."
A pedido da BBC Brasil, a equipe de linguistas e educadores do Babbel fez um levantamento dos erros mais recorrentes entre os falantes de língua portuguesa no ano de 2017. Veja a lista:

1. "Entre eu e você"

O correto, segundo os especialistas, é usar "entre mim e você" ou "entre mim e ti". Depois de preposição, deve-se usar "mim" ou "ti".
Por exemplo: Entre mim e você não há segredos.

2. "Mal" ou "mau"

"Mal" é o oposto de "bem", enquanto que "mau" é o contrário de "bom". Na dúvida sobre qual usar? Os especialistas recomendam substituir o advérbio pelo seu oposto na frase e ver qual faz mais sentido.
Por exemplo: Ela acordou de bom humor; Ela acordou de mau humor.

3. "Há ou "a"

"Há", do verbo haver, indica passado e pode ser substituído por "faz".
Por exemplo: Nos conhecemos há dez anos; Nos conhecemos faz dez anos.
Mas o "a" faz referência à distância ou a um momento no futuro.
Por exemplo: O hospital mais próximo fica a 15 quilômetros; As eleições presidenciais acontecerão daqui a alguns meses.

4. "Há muitos anos", "muitos anos atrás" ou "há muitos anos atrás"

Usar "Há" e "atrás" na mesma frase é uma redundância, já que ambas indicam passado. O correto é usar um ou outro.
Por exemplo: A erosão da encosta começou há muito tempo; O romance começou muito tempo atrás.
Sim, isso quer dizer que a música Eu nasci há dez mil anos atrás, de Raul Seixas, está incorreta.

Ilustração

5. "Tem" ou "têm"

Tanto "tem" como "têm" fazem parte da conjugação do verbo "ter" no presente. Mas o primeiro é usado no singular, e o segundo no plural.
Por exemplo: Você tem medo de mudança; Eles têm medo de mudança.

6. "Para mim" ou "para eu"

Os dois podem estar certos, mas, se você vai continuar a frase com um verbo, deve usar "para eu".
Por exemplo: Mariana trouxe bolo para mim; Caio pediu para eu curtir as fotos dele.

7. "Impresso" ou "imprimido"

A regra é simples: com os verbos "ser" e "estar", use "impresso".
Por exemplo: Camisetas com o slogan do grupo foram impressas para a manifestação.
Mas com os verbos "ter" e "haver", pode usar "imprimido".
Por exemplo: Só quando cheguei ao trabalho percebi que tinha imprimido o documento errado.

8. "Vir", "Ver" e "Vier"

A conjugação desses verbos pode causar confusão em algumas situações, como por exemplo no futuro do subjuntivo. O correto é, por exemplo, "quando você o vir", e não "quando você o ver".
Já no caso do verbo "ir", a conjugação correta deste tempo verbal é "quando eu vier", e não "quando eu vir".

9. "Aquele" com ou sem crase

Em vez de escrever "a aquele", "a aqueles", "a aquela", "a aquelas" e "a aquilo", use "àquele", "àqueles", "àquela", "àquelas" e "àquilo".
Por exemplo: Maíra deu o número de telefone dela àquele rapaz

10. "Ao invés de" ou "em vez de"

"Ao invés de" significa "ao contrário" e deve ser usado apenas para expressar oposição.
Por exemplo: Ao invés de virar à direita, virei à esquerda.
Já "em vez de" tem um significado mais abrangente e é usado principalmente como a expressão "no lugar de". Mas ele também pode ser usado para exprimir oposição. Por isso, os linguistas recomendam usar "em vez de" caso esteja na dúvida.
Por exemplo: Em vez de ir de ônibus para a escola, fui de bicicleta.


Saint Francis of Assisi Receiving the Stigmata (Jan van Eyck,...)

Saint Francis of Assisi Receiving the StigmataJan van Eyck,...:

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Saint Francis of Assisi Receiving the Stigmata

Jan van Eyck, 1430-1432

*The coolest thing about this painting is that its only 5 x 5 ¾ inches! And yet the detail in the scenes in the background is precise.

1964


O Padroeiro da Bandidagem

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No dia 22 de março, Dias Toffoli deixou claro que vai fazer o diabo no Supremo Tribunal Federal para impedir que Lula cumpra a pena a que foi condenado por corrupção e lavagem de dinheiro. No dia 27, o ministro presenteou o ex-senador Demóstenes Torres, afastado do Congresso por seu desempenho na quadrilha do delinquente Carlinhos Cachoeira, com uma liminar que permitirá ao vigarista goiano disputar algum cargo nas eleições deste ano. Na mesma sessão, o padroeiro da bandidagem rejeitou uma denúncia contra o senador Romero Jucá e premiou o deputado fluminense Jorge Picciani com a prisão domiciliar. No dia seguinte, 28 de março, libertou Paulo Maluf. O segundo sonho de todo meliante é ser julgado por Dias Toffoli. O primeiro, claro, é ser Lula.

Cadê a prova, Lula?

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(Estadão)

Logo depois da divulgação da notícia de que os ônibus da Caravana de Lula foram alvo de tiros no Paraná, Lula, a senadora Gleisi Hoffmann, o PT e seus aliados da extrema esquerda apressaram-se em caracterizar a ocorrência como “atentado político”. Até agora, porém, não há nenhuma evidência que dê sustentação a tal narrativa. Pode até ser que isso tenha ocorrido, mas, no momento, qualquer afirmação neste sentido não passa de especulação. Ainda que as manifestações contra a Caravana de Lula no sul do País tenham cometido excessos, com o bloqueio de estradas e o arremesso de ovos, típicos de protestos feitos por organizações ligadas ao PT, como o MST, o MTST e a CUT, nada ocorreu para alguém poder afirmar com segurança que os tiros partiram de forças antipetistas, com o objetivo de ferir ou matar Lula. Só mesmo com o andamento das investigações poderemos saber o que aconteceu de fato com a comitiva do ex-presidente. Ainda que as manifestações contra a Caravana de Lula no sul do País tenham cometido excessos, com o bloqueio de estradas e o arremesso de ovos, típicos de protestos feitos por organizações ligadas ao PT, como o MST, o MTST e a CUT, nada ocorreu para alguém poder afirmar com segurança que os tiros partiram de forças antipetistas, com o objetivo de ferir ou matar Lula. Só mesmo com o andamento das investigações poderemos saber o que aconteceu de fato com a comitiva do ex-presidente.

Os devotos de São Lula e O Mecanismo

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Lula com o crítico de cinema Pablo Villaça, 
um petista de carteirinha.

Paulo Roberto Silva 
artigo publicado no Amálgama

Na última sexta-feira estreou na Netflix a série O Mecanismo, de José Padilha, uma reconstrução ficcional da Lava Jato. Imediatamente, o crítico de cinema Pablo Villaça, conhecido por seu alinhamento ao petismo, anunciou que cancelaria a assinatura da Netflix, no que foi seguido pela militância. Exceto pelo Lula, a conta dele está no nome de um amigo.

Do ponto de vista meramente formal, a série não é lá grande coisa. É arrastada, mesmo no formato mais curto de oito episódios. E tem aqueles tiques típicos do Padilha, como o narrador que trata a audiência como burra e o protagonista que lembra o Capitão Nascimento. Mas dá para o gasto. Eu me diverti assistindo, e é isso que importa.

Mas a turma inteligentinha da militância surtou. Além de reduzir a série toda a uma frase do Jucá colocada na boca do personagem Higino – evidentemente inspirado no Lula -, criou o mais novo pleonasmo em inglês, “fake fiction”, o equivalente narrativo do “subir para cima”. O Mecanismo incomodou, e muito. Involuntariamente, o surto deu à série uma divulgação que ela não mereceria tecnicamente, e acabou reforçando seus pontos fortes.

Sílvio Pedrosa lembrou bem que o processo de construção da Narrativa do Golpe foi elaborado. Havia quatro equipes de documentaristas gravando a defesa da Dilma no Senado (sim, parece que temos um golpe com amplo direito a defesa). Não foi por acaso. Estava em produção a construção de diversos filmes sobre a agonia do lulopetismo e a ascensão do “fascismo” (sabe fascismo, aquilo que é característico das pessoas que respiram? Então). A Netflix e o Padilha desmontaram esse discurso com um peteleco, mostrando a promiscuidade da relação entre governo e empresas em todos os governos.

Como mostra o Bruno Cava:
A corrupção é comparada ao câncer, uma doença em geral disparada por razões ambientais e que se alastra molecularmente, com efeitos catastróficos sobre o corpo. Diagnosticado com transtorno bipolar, Ruffo (Selton Mello) vai passear no limiar da loucura, exatamente onde consegue tocar a loucura do próprio sistema, a sua demência constitutiva. A conexão entre a condição mental do protagonista e o autismo da filha, fissurada pelo conjunto de Mandelbrot, leva-os ao clímax revelador da primeira temporada: a lógica fractal da corrupção sistêmica.
O grande mérito de O Mecanismo é mostrar como a corrupção se espalhou na lógica de funcionamento do Estado. Representativo deste processo é o episódio do vazamento de esgoto na porta da casa de Marco Ruffo, personagem de Selton Mello. Ao acionar os caminhos institucionais para resolver o problema – basicamente, chamar a companhia de saneamento básico -, ele se depara com uma versão mais pobre e menor do modelo da Lava Jato. Ali, um bilhão não faz falta. Aqui, retira-se propina de seiscentos reais.

Que os cabeças do poder se incomodem com a Netflix, eu consigo entender. O que espanta é que pessoas que se movem por sentimentos de indignação e mudança estejam ativamente contra a série. Denunciam-na como golpista, mesmo quando ela escancara a relação generalizada de todos os partidos com a corrupção – todos, do PSOL ao PSL do Bolsonaro. Como pessoas que dizem querer mudar o Brasil defendem o que há de mais pernicioso neste país? Sim, não adianta querer reduzir a nada o desejo de mudanças dessas pessoas, gente sem ideal não aloca o tempo livre para discutir política de graça.

O fato é que, ao aderirem à Narrativa do Golpe, eles compram um discurso elaborado a anos que reduz o peso da corrupção na pauta da esquerda. O caso mais acabado é a produção recente de Jessé Souza. Ao tratar a escravidão como “O” grande problema do País, ele reduz a luta contra a corrupção a uma suposta agenda neoliberal com objetivo de reduzir o tamanho do Estado. Jessé deliberadamente insere uma clivagem entre a luta contra a corrupção e o enfrentamento às sequelas da escravidão na nossa sociedade.

O ponto é que não há esta clivagem. A mesma elite que produziu a escravidão criou um Estado para servi-la. Como enfatiza o personagem de O Mecanismo JPR, diretor da estatal Petrobrasil, em sua delação premiada, o primeiro ato de corrupção aconteceu quando um traficante de escravos cedeu seu imóvel para a família real portuguesa em 1808. Escravidão e corrupção andando lado a lado. Desde sempre.

É interessante aliás lembrar a definição de Lênin do Estado como “instrumento de exploração da classe oprimida”, em O Estado e a Revolução:
Na República democrática a riqueza utiliza-se do seu poder indiretamente, mas com maior segurança, pela corrupção pura e simples.
Se a corrupção é o meio pelo qual a riqueza, o grande capital, exerce seu poder sobre o Estado, a luta contra a corrupção é um dever da esquerda. Inclusive, ela precisa ser ainda mais rigorosa com aqueles que levam o poder do capital para dentro das organizações de luta dos trabalhadores, ou seja, partido e sindicatos.

Mas não, ela compra o duplipensar do Jessé Souza e trata qualquer denúncia do Mecanismo de corrupção como parte da agenda neoliberal. A militância idealista passa a assinar o recibo do poder do grande capital sobre o Estado, em detrimento dos pobres. O inimigo real das esquerdas tem nome, e seu nome é Lula.

Mas a galera prefere brigar com o José Padilha.

Modesto Carvalhosa alerta para reação violenta da sociedade contra soltura de Lula

Modesto Carvalhosa alerta para reação violenta da sociedade contra soltura de Lula:

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Imagem: Reprodução / Redes Sociais
O renomado jurista Modesto Carvalhosa, em entrevista à jornalista Maria Lydia Flândoli, da TV Gazeta, explicou que a decisão do Supremo Tribunal Federal de livrar Lula da prisão sem julgar o habeas corpus gerou uma reação de indignação geral contra a manobra.
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31 de Março de 1596: Nasce o filósofo e matemático francês René Descartes, autor de "O Discurso do Método".

31 de Março de 1596: Nasce o filósofo e matemático francês René Descartes, autor de "O Discurso do Método".:

Nascido em La Haie (França) em 1596, é considerado o inaugurador da época moderna da história da filosofia e primeiro representante da corrente racionalista, tendo colocado como núcleo da pesquisa filosófica o problema do conhecimento.Opondo-se veementemente à tradição escolástica de influência aristotélica, Descartes, sob inspiração do rigor demonstrativo das deduções matemáticas, foi movido pela preocupação de encontrar um fundamento absoluto e irrefutável para as ciências, que pudesse simultaneamente servir-lhes de princípio unificador, na tentativa de criar um sistema universal do saber.

Com esse objetivo, procede à articulação das regras a que deve obedecer o método «para bem encaminhar a razão e procurar a verdade nas ciências»:

- regra da evidência: «recusar todos os preconceitos, não tomando como verdadeira nenhuma coisa sem que a conheça evidentemente como tal e se apresente ao meu espírito tão clara e distintamente que dela não possa duvidar».

- regra da análise: «dividir cada um dos problemas que se me apresente no maior número de parcelas possível».

- regra da síntese: «conduzir os raciocínios ordenadamente, partindo dos mais simples para os mais complexos».

- regra da enumeração: «proceder a enumerações tão completas e revisões tão gerais que possa estar certo de nada haver omitido».

Procurando, no entanto, um suporte metafísico para o seu sistema, parte de uma posição de ceticismo em que põe em causa a fiabilidade dos sentidos e considera como ilusório o mundo sensível; chega mesmo a considerar a possibilidade da inexistência de Deus, substituindo-o por um «génio maligno» cuja astúcia o poderia induzir em erro até nas verdades mais seguras das ciências dedutivas (dúvida hiperbólica). No entanto, é este mesmo processo que o conduz à verificação de uma evidência que admite incontestável - até ao duvidar, a consciência tem de existir -, formulada na célebre asserção «Penso, logo existo». O vigor com que tal constatação se apresenta na consciência serve-lhe como primeiro critério de verdade, levando-o a propor que, «regra geral, todas as coisas que sejam concebidas de forma tão clara e tão distinta serão igualmente verdadeiras».

Encontrada na afirmação da substancialidade do eu pensante («res cogitans») uma base suficientemente firme para o seu sistema, falta a Descartes, no entanto, ultrapassar o puro solipsismo que dela advém. Para o realizar, apoia-se na análise dos conteúdos da consciência pensante e, em particular, na constatação da presença nesta da ideia de um ser perfeito. Admitindo que as ideias podem ter três origens - os sentidos, a própria consciência ou uma instância superior -, conclui que a ideia de um ser perfeito não pode surgir dos sentidos, pois estes não podem dar origem a nada com maior realidade objetiva (i. é, das representações acidentais dos sentidos não pode provir a ideia de uma substância). Do mesmo modo, não pode ter origem na própria consciência, visto que a ideia de um ser perfeito não pode provir de uma substância imperfeita (o efeito não pode ser superior à causa). Portanto, a ideia de ser perfeito só pode estar presente na consciência enquanto ideia inata, por ação direta de Deus que, consequentemente, tem de existir e, devido à sua perfeição, não deverá ser fonte de qualquer malícia, pelo que se pode, finalmente, afastar a hipótese do «génio maligno» e pôr de parte o ceticismo inicial. A prova da existência de Deus reveste-se, portanto, de uma dupla função: como garantia da realidade do mundo sensível e da validade objetiva do conhecimento.

Do encontro da substancialidade do eu pensante deriva o dualismo ontológico de Descartes, que separa radicalmente a «res cogitans» (substância espiritual e livre) da «res extensa» (substância material, mecanicamente determinada por Deus). Esta última, caracterizada pela extensão e pelo movimento, torna-se passível de conhecimento quantitativo, i. é, de uma abordagem matemática, relegando para o domínio da pura fantasia a física de tradição aristotélica, centrada em conceitos de ordem quantitativa e num esquema explicativo baseado na causalidade final.

Personagem de interesses diversos, Descartes notabilizou-se também nas ciências, tendo sido o criador da geometria analítica. Pretendendo colocar-se em rutura com todo o pensamento anterior, esconde importantes influências, em especial as de Santo Agostinho (que segue uma via próxima na afirmação da irredutibilidade do eu pensante) e Santo Anselmo (no qual inspirou a prova para a existência de Deus). Tendo morrido em Estocolmo em 1650, ficou para a filosofia como o grande impulsionador da autonomização do sujeito-razão.Obras de Descartes:

Compendium musicæ (1618); Studium bonæ mentis, perdido (1620-25); Regulæ ad directionem ingenii, incompleta e publicada postumamente (1627-28); De la divinité, perdido (1628-29); Monde, não publicado (1632-33); Discours de la Méthode pour bien conduire sa raison et chercher la vérité dans les sciences. Plus la Dioptrique, les Météores et la Géométrie, qui sont des essais de cette méthode, Explication des engins par l'aide desquels on peut avec une petite force lever un fardeau fort pesant, Essais (1637); Meditationes de prima philosophia, in qua Dei existentia et animæ humanæ a corpore distinctio demonstratur (1642); Principia philosophiæ (1644); Méditations métaphysiques, Principes de philosophie, traduzidos do latim (1647); Description du corps humain (1647-48); Notæ in programma quoddam, Manuscrit de Göttingen, esta última só descoberta em 1895 (1648); Les passions de l'âme (1649); La Recherche de la vérité par la lumière naturelle (?).René Descartes. In Infopédia [Em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2013.

wikipedia (Imagens)



Ficheiro:Frans Hals - Portret van René Descartes.jpg
Retrato de René Descartes - Frans Hals
René Descartes (à direita) com a rainha Cristina da Suécia


File:René Descartes i samtal med Sveriges drottning, Kristina.jpg


sexta-feira, 30 de março de 2018

O QUE VAGABUNDOS DISSERAM ANTES DE CHAMAR OS BRASILEIROS DE "FASCISTAS"


Criminosos do MDB dentro do Palácio do Planalto lançam "nota" atacando a Operação da PF - Vagabundos Petistas ficam com "Ciúmes" e Copiam o Texto.


Militares e Supremo Tribunal Federal: Lula poderá provocar um colapso in...

Centenas de procuradores e juízes vão ao STF por prisão em 2ª instância: 'nada justifica que o STF revise o que vem decidindo'

Centenas de procuradores e juízes vão ao STF por prisão em 2ª instância: 'nada justifica que o STF revise o que vem decidindo':

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Imagem: André Dusek / Estadão
AGORA É TARDE:

Membros do Ministério Público e da magistratura de todo o País vão entregar um super abaixo assinado pela prisão em 2ª instância aos onze ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), nesta segunda-feira, 2, na antevéspera do julgamento do habeas corpus preventivo do ex-presidente Lula, condenado a 12 anos e um mês no caso triplex. Na quarta-feira, 4, os ministros analisam o mérito do pedido do petista para aguardar em liberdade os recursos contra a condenação na Operação Lava Jato.
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A PAIXÃO DE CRISTO - (Albrecht Altdorfer)


Golpe e contragolpe

Golpe e contragolpe:

Os militares se recusam a aceitar o golpe no STF para favorecer Lula.

Diz a IstoÉ:

“O sentimento é compartilhado pela tropa, que se manifesta apenas em reuniões veladas, em clubes militares, por temer represália semelhante à imposta ao general Mourão. Medo que representantes de entidades sem vínculos oficiais com as Forças Armadas não têm. É o caso do vice-presidente do Clube Militar, general Clóvis Bandeira, cuja voz ressoa para 9,5 mil sócios em todo o País. Ele resumiu a IstoÉ a decisão do STF no caso Lula com uma frase: ‘A lei não é para todos’. Em escala menor, o presidente da seccional da Associação dos Oficiais da Reserva do Exército no Planalto Central, tenente Rômulo Nogueira, garante: a visão dos colegas é o pensamento de todos os elementos esclarecidos no País, inclusive das Forças Armadas. ‘Eu me sinto representado pelo que Mourão disse’, afirmou. De novo, a sugestão frente à barafunda jurídica criada pelas recentes decisões controversas do STF encontra-se na ponta da língua: ‘Sempre que a situação está um caos, chamam o Exército’, sugeriu o tenente Rômulo. Ou seja, nada é tão ruim que não possa piorar.”



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Corruptos, estupradores, assaltantes e assassinos soltos

Corruptos, estupradores, assaltantes e assassinos soltos:

Mais de 330 promotores, procuradores e juízes de todo o Brasil assinaram uma nota defendendo a prisão de condenados em segundo grau.

O documento será entregue aos 11 ministros do STF (mas o MPF pode economizar papel e fazer apenas seis cópias).

Leia a íntegra da nota:

NOTA TÉCNICA: constitucionalidade da prisão em 2ª instância e não violação da presunção de inocência

O princípio da presunção de inocência, ao longo dos tempos, evidenciou-se de extremo valor para a liberdade individual e a sociedade civilizada. Suas implicações, no entanto, jamais foram reputadas absolutas.

Não se trata de cláusula meramente declaratória em benefício exclusivo de um cidadão, mas sim de parâmetros para o exercício legítimo da atividade de persecução criminal em favor da subsistência da sociedade. Embora se firme o amplo significado da presunção de inocência, ora regra de tratamento, ora regra de juízo, ora limitador da potestade legislativa, ora condicionador das interpretações jurisprudenciais, o referido princípio, enquanto tratamento dispensado ao suspeito ou acusado antes de sentença condenatória definitiva, tem natureza relativa.

A propósito, o termo ‘presunção de inocência’, se analisado absolutamente, levaria ao paroxismo de proibir até mesmo investigações de eventuais suspeitos, sem mencionar a vedação de medidas cautelares constritivas no curso de apurações pré-processuais, ensejando, consequentemente, a inconstitucionalidade de qualquer persecução criminal. Contudo, normativamente, a presunção de inocência não consubstancia regra, mas princípio, que não tem valor absoluto, pelo que, deve ser balizado por outros valores, direitos, liberdades e garantias constitucionais. Por tais razões, o princípio da presunção de inocência deve ser ponderado, a fim de que não se exacerbe a proteção de sujeitos à persecução criminal, em detrimento dos valores mais relevantes para a sociedade.

A interpretação do princípio da presunção de inocência deve-se operar em harmonia com os demais dispositivos constitucionais, em especial, os que se relacionam à justiça repressiva. O caráter relativo do princípio da presunção de inocência remete ao campo da prova e à sua capacidade de afastar a permanência da presunção. Há, assim, distinção entre a relativização da presunção de inocência, sem prova, que é inconstitucional, e, com prova, constitucional, baseada em dedução de fatos suportados ainda que por mínima atividade probatória.

Disso decorre que não é necessária a reunião de uma determinada quantidade de provas para mitigar os efeitos da presunção de inocência frente aos bens jurídicos superiores da sociedade, a fim de persuadir o julgador acerca de decreto de medidas cautelares, por exemplo; bastando, nesse caso, somente indícios, pois o direito à presunção de inocência não permite calibrar a maior ou menor abundância das provas.

Ademais, o princípio da livre convicção motivada remete à livre ponderação dos elementos de prova pelo Judiciário, de um ponto de vista objetivo e racional, a quem corresponde apreciar o seu significado e transcendência, a fim de descaracterizar a inocência, de caráter iuris tantum, ante a culpabilidade. Para se poder afirmar que determinado sujeito praticou um delito, é preciso que se tenha obtido uma prova; que essa obtenção tenha cumprido as formalidades legais e que o julgador haja valorado corretamente a prova.

Nem mesmo a Declaração de Direitos pretendeu que a presunção de inocência tivesse valor absoluto, a ponto de inviabilizar qualquer constrangimento à liberdade do indivíduo antes do trânsito em julgado da sentença penal condenatória, conforme dispõe, em seu artigo 9º, contrariamente à aplicação de qualquer medida restritiva de liberdade, salvo arbitrárias (Art. 9º – “Ninguém pode ser arbitrariamente preso, detido ou exilado”). Certo é que a instituição do princípio da presunção de inocência deu-se para atenuar a violação do status libertatis do sujeito, seja como investigado, seja como réu, que, antes, abria margens a formas degradantes de colheita de prova, permitindo-se até mesmo tortura.

Se o direito constitucional e processual, ao perseguir determinados fins, admite constrições entre os princípios (a verdade material é restringida pela proibição de prova ilícita), se há elasticidade na própria dignidade humana (como exemplos: mãe, doente terminal que doa seu órgão vital para salvar seu filho; o condenado à morte que renúncia pleitear o indulto; o militar, por razões humanitárias, dispõe-se a realizar missão fatal para salvar a vida de milhares de pessoas), não é menos admissível a restrição do princípio da presunção de inocência, cuja aplicação absoluta inviabilizaria até mesmo o princípio da investigação e da própria segurança pública.

Evidencia-se, destarte, a necessária revisão dos “tradicionais conceitos dogmáticos de culpa, culpabilidade e pena, reescrevendo um panorama teórico mais realista e factível, intimamente relacionado às modernas demandas sociais” e o combate à macrocriminalidade organizada.

Hoje, as relações econômicas tendem a ser impessoais, anônimas e automáticas, possibilitando, por conseguinte, uma criminalidade organizada pautada em aparatos tecnológicos, caracterizada pelo racionalismo, astúcia, diluição de seus efeitos e, assim, a garantia da permanência da organização está na execução de procedimentos de inteligência que minem os operadores do sistema para a persecução e sanção penal. Nesse contexto, as organizações criminosas absorvem agentes públicos, corrompendo ações do Estado.

Tratando-se, pois, de crime organizado, a sociedade é duplamente agredida, isto é, verifica-se prejuízo social nefasto oriundo das ações criminosas e prejuízo oriundo das ações artificiais do Estado que, impotente para evitar e prevenir o grave delito, ilude a sociedade com a imagem de eficiência funcional da investigação criminal. Mais grave é a deterioração da própria democracia, porquanto, ao adquirir poder de controle econômico e político, o crime organizado passa a ocupar posições de “autoridades democráticas”.

Torna-se, assim, imprescindível recuperar a capacidade de executar adequadamente as penas, porque a ineficácia da persecução penal estatal não se situa na dosagem das penas, mas na incapacidade de aplicá-las. “A regulamentação legal dos fenômenos humanos deve ter em vista a implementação da lei, ou seja, como se dará, concretamente, sua aplicação, circunstância que não tem sido objeto de preocupação frequente de nossos legisladores”.

Desse modo, a condenação em segundo grau deve viabilizar o cumprimento das sanções penais, inclusive as privativas de liberdade, ainda que haja recurso extraordinário ou especial ao Supremo Tribunal Federal ou ao Superior Tribunal de Justiça, respectivamente, tendo, inclusive, essa última Corte já pacificado o entendimento na Súmula 267: “A interposição de recurso, sem efeito suspensivo, contra decisão condenatória não obsta a expedição de mandado de prisão”.

Ademais, no plano internacional, a prisão após a condenação em 2ª instância é admitida nos Estados Unidos da América e países da Europa (França, Alemanha e Portugal). A título de esclarecimento, em Portugal, o entendimento do Supremo Tribunal de Justiça é de que o arguido preso em situação de prisão preventiva, no momento em que vê a sua situação criminal definida por acórdão condenatório do Supremo, deixa de estar em situação de prisão preventiva para estar em situação análoga à de cumprimento de pena, mesmo que do acórdão condenatório tenha sido interposto recurso, que impeça o trânsito em julgado da decisão condenatória, para o Tribunal Constitucional. Segundo o Supremo Tribunal de Justiça, o recurso de constitucionalidade não tem a natureza de recurso ordinário nem respeita diretamente à decisão que, conhecendo do mérito da causa, ordenou e manteve a prisão, pois é um recurso restrito à matéria de constitucionalidade, não se traduzindo numa declaração de nulidade do acórdão recorrido e, uma vez interposto tal recurso, não há a necessidade da análise de expiração dos prazos da prisão cautelar na data da decisão.

Na perspetiva histórica das Cortes brasileiras, a admissibilidade da execução provisória, na verdade, está em consonância com entendimentos anteriores sobre a recepção do artigo 594 do Código de Processo Penal (CPP), que tratava da necessidade do réu ser recolhido à prisão para poder apelar, a não ser que fosse primário e de bons antecedentes. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal e do Superior Tribunal de Justiça posicionou-se, num primeiro momento, pela recepção do artigo 594 do CPP pela Constituição brasileira de 1988, passando a exigir posteriormente alguns requisitos subsidiários à exigência da prisão para apelar.

A edição da Súmula 9 do Superior Tribunal de Justiça brasileiro (“A exigência da prisão provisória, para apelar, não ofende a garantia constitucional da presunção de inocência.”) demonstrou claramente o posicionamento jurisprudencial firme quanto à ausência de contradição entre o artigo 594 do CPP e o princípio da presunção de inocência, que podem ser observadas nas decisões abaixo transcritas:

RECURSO DE APELAÇÃO CRIMINAL. NECESSIDADE DE PRÉVIO RECOLHIMENTO A PRISÃO (ART. 594 DO CPP). ALEGAÇÃO DE INCOMPATIBILIDADE DESSA EXIGÊNCIA COM O PRECEITO DO ART. 5º, LVII, DA CONSTITUIÇÃO.

Improcedência dessa alegação já que a prisão provisória processual, como providência ou medida cautelar, está expressamente prevista e permitida pela Constituição em outro inciso do mesmo artigo 5º (inciso LXI). No caso, a prisão decorre de mandado judicial (art. 393, I, do CPP). Primariedade e bons antecedentes são dois requisitos que não se confundem, podendo verificar-se o primeiro e estar ausente o segundo. Recurso de ‘Habeas Corpus’ a que se nega provimento. (STJ, RHC 270/SP – ‪1989/0010264-8, Min. ASSIS TOLEDO, 5ª T., v.u., j. 25.10.1989)

PRISÃO DECORRENTE DE SENTENÇA CONDENATÓRIA RECORRÍVEL. EFEITO MERAMENTE DEVOLUTIVO DOS RECURSOS EXTRAORDINÁRIO E ESPECIAL.
I – A prisão decorrente de sentença condenatória recorrível (CPP, Art. 393, I), tanto quanto a prisão do condenado para poder apelar (CPP, Art. 594), é de natureza processual, compatibilizando-se, por isso, com o princípio inscrito no art. 5º, LVII, da Constituição de 1988, segundo o qual ninguém será considerado culpado até o trânsito em julgado da decisão condenatória
II – O efeito meramente devolutivo dos recursos extraordinário ou especial, pela mesma razão, também não se choca com o princípio constitucional mencionado.
III – Pedido indeferido. (STJ, HC 84/SP – ‪1989/0009250-2, Min. CARLOS THIBAU, 6ª T., v.u., J. 31.10.1989)

RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS. PRISÃO PREVENTIVA DECRETADA. PRETENSÃO DE AGUARDAR JULGAMENTO DE APELAÇÃO EM LIBERDADE. ART. 594, DO C.P.P.
I – O artigo 594, do Código de Processo Penal, que tem o escopo de abrandar o princípio da necessidade do recolhimento à prisão para apelar, só alcança quem, ao tempo da decisão condenatória, esteja em liberdade. Não beneficia aqueles que já se encontram presos provisoriamente, pois, um dos efeitos da sentença condenatória é ser o condenado conservado na prisão (Art. 393, inciso I, C.P.P.).
II – Recurso improvido. (STJ, RHC 2995/ES – ‪1993/0023100-6, Min. PEDRO ACIOLI, 6ª T., v.u., J. 21.9.1993)

Os julgados sustentam a não revogação da norma processual acima referida diante à presunção de inocência, resguardando a manutenção do status quo estabelecido pelo Código Processual Penal de 1941. Declarou-se assim a compatibilidade entre os princípios consagrados nos incisos LXI e LXVI, ambos do artigo 5º e o artigo 594 do CPP. Vale dizer que a prisão cautelar poderá ser efetuada por ordem escrita e fundamentada de autoridade judiciária, quando ausente permissão legal para a liberdade provisória.

Do mesmo modo, o Supremo Tribunal Federal declarou válido o artigo 594 do CPP frente a Constituição brasileira de 1988, inclusive, frente à Convenção Americana sobre Direitos Humanos (“Pacto de San José da Costa Rica”), exigindo, assim, a prisão como requisito indispensável ao recurso de apelação.

PENAL. PROCESSUAL PENAL. “HABEAS CORPUS”. RÉU CONDENADO PELO TRIBUNAL DO JÚRI. DECISÃO CONFIRMADA PELO TRIBUNAL DE JUSTIÇA. DETERMINAÇÃO NO SENTIDO DA EXPEDIÇÃO DE MANDADO DE PRISÃO CONTRA O RÉU. PRESUNÇÃO DE NÃO CULPABILIDADE. C.F., ART. 5., LVII. C.P.P., ART. 594.
I. – O direito de recorrer em liberdade refere-se apenas a apelação criminal, não abrangendo os recursos extraordinário e especial, que não tem efeito suspensivo.
II. – A presunção de não culpabilidade até o trânsito em julgado da sentença penal condenatória – C.F., art. 5º, LVII – não revogou o artigo 594 do C.P.P. III. – Precedentes do STF. IV. – H.C. indeferido. (HC 72741/RS, Min. CARLOS VELLOSO, 2ª T., v.u., J. 1.9.1995)

EMENTA: HABEAS-CORPUS. DIREITO DE RECORRER EM LIBERDADE. INDEFERIMENTO. DECISÃO FUNDAMENTADA. ARTIGO 594 DO CÓDIGO DE PROCESSO PENAL. PRECEITO NÃO REVOGADO PELO ARTIGO 5º, LVII, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL.
1 – Recurso de apelação interposto pelo Ministério Público. Provimento para submeter o paciente a novo julgamento, pelo Júri, sem o direito de recorrer em liberdade. Questão superada pelo advento da sentença condenatória que vedou esse direito em decisão fundamentada.
2 – É pacífico, nesta Corte, o entendimento de que o artigo 594 do Código de Processo Penal não foi revogado pelo artigo 5º, LVII, da Constituição Federal, que instituiu o princípio da presunção de inocência até o trânsito em julgado da sentença condenatória. Precedentes. Habeas-Corpus prejudicado. (HC 80548/PE, Min. MAURÍCIO CORREA, 2ª T., v.u., J. 20.2.2001)
No entanto, o reconhecimento do caráter instrumental da prisão decorrente da sentença condenatória recorrível sofreu novamente malabarismos da doutrina e da jurisprudência brasileira para reconhecê-la como forma excepcional de execução provisória da pena imposta em sentença condenatória, com recurso exclusivo da defesa, para o fim de beneficiar o condenado-preso dos direitos consagrados na Lei de Execução Penal (progressão ou cumprimento inicial em regime aberto ou semi-aberto, livramento condicional, remição da pena pelo trabalho etc.), na “…consideração de que o princípio da presunção de inocência foi, constitucionalmente, articulado para favorecer e, não, para prejudicar o acusado.” Denota-se, neste caso, uma hipótese de antecipação dos efeitos da condenação transitada em julgado, cuja restrição do princípio da presunção de inocência é justificada pelo princípio constitucional do favor rei.

O preceito foi trabalhado flexivelmente pelo Supremo Tribunal Federal brasileiro para favorecer o acusado, conforme se verifica a Súmula 716, que possibilita a progressão de regime de cumprimento de pena ou a aplicação imediata de regime prisional menos severo nela determinada, antes do trânsito em julgado da sentença condenatória.

Destaque-se, por fim, que a prisão em 2ª instância também está em consonância com a jurisprudência do próprio STF, com base em outro precedente julgado em 2005 (HC 86.125/SP, Ellen Gracie, DJ: 2/09/05). A partir dessa decisão, pacificou-se no STF o entendimento, no sentido de que com o esgotamento da instância ordinária, que ocorre no Tribunal de segundo grau (tribunais de justiça, TRFs e STM) não corre prescrição da pretensão punitiva, mas inaugura a contagem do prazo de prescrição da pretensão executória da pena. Ressalte-se: só corre o prazo de prescrição executória à medida que é possível executá-la, isto é, a partir da decisão condenatória da 2ª instância.

Nessa direção, mais recentemente, vale destacar que o STF, em sede de repercussão geral, ratificou, a adequação da prisão após condenação em 2ª instância:

EMENTA: CONSTITUCIONAL. RECURSO EXTRAORDINÁRIO. PRINCÍPIO CONSTITUCIONAL DA PRESUNÇÃO DE INOCÊNCIA (CF, ART. 5º, LVII). ACÓRDÃO PENAL CONDENATÓRIO. EXECUÇÃO PROVISÓRIA. POSSIBILIDADE. REPERCUSSÃO GERAL RECONHECIDA. JURISPRUDÊNCIA REAFIRMADA. 1. Em regime de repercussão geral, fica reafirmada a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal no sentido de que a execução provisória de acórdão penal condenatório proferido em grau recursal, ainda que sujeito a recurso especial ou extraordinário, não compromete o princípio constitucional da presunção de inocência afirmado pelo artigo 5º, inciso LVII, da Constituição Federal. 2. Recurso extraordinário a que se nega provimento, com o reconhecimento da repercussão geral do tema e a reafirmação da jurisprudência sobre a matéria. (ARE 964246 RG, Relator(a): Min. TEORI ZAVASCKI, julgado em 10/11/2016, PROCESSO ELETRÔNICO REPERCUSSÃO GERAL – MÉRITO DJe-251 DIVULG 24-11-2016 PUBLIC 25-11-2016).

Ademais, coerentemente com o afastamento do princípio da presunção de inocência e pelo início da execução da sanção penal depois do julgamento condenatório de 2ª instância, o próprio STF, ao julgar o RE 696533/SC, em 6 de fevereiro de 2018, Relator o Min. Luiz Fux e Redator do acórdão, o Min. Luiz Barroso, determinou que o prazo prescricional da prescrição da pretensão executória conta-se não da data do trânsito em julgado para a acusação (artigo 112, I do Código Penal) , mas sim levando em consideração o esgotamento da instância ordinária, a partir da qual só cabem os recursos extraordinário e especial que não possuem efeito suspensivo.

Por todos esses argumentos, nada justifica que o STF revise o que vem decidindo no sentido de que juridicamente adequado à Constituição da República o início do cumprimento da sanção penal a partir da decisão condenatória de 2ª instância. A mudança da jurisprudência, nesse caso, implicará a liberação de inúmeros condenados, seja por crimes de corrupção, seja por delitos violentos, tais como estupro, roubo, homicídio etc.



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quinta-feira, 29 de março de 2018

Morrer na praia - WILLIAN WAACK

quinta-feira, março 29, 2018

ESTADÃO - 29/03

O sinal que mais se levanta hoje no Brasil é o sinal de interrogação. Para onde vai?

Não tem nada mais difícil para quem está envolvido com o noticiário do dia a dia político do que entender o rumo de mudanças à medida que elas ocorrem. Já passei por isso, entre outras ocasiões, cobrindo a queda do Muro de Berlim, em 1989. Quarenta dias antes do evento eu estava lá, na Alemanha Oriental, reportando sobre as manifestações e fugas em massa do regime comunista. E não imaginava que faltava só pouco mais de um mês para aquele mundo todo acabar de vez. Foi só depois do muro derrubado que tudo aquilo que já era visível ficou tão claro, tão óbvio, como o caminho que levava a uma revolução.

Crises graves, e o Brasil vive uma, têm características em comum: a velocidade dos acontecimentos é uma delas (no nosso caso, a rapidez com que fomos de escândalo em escândalo, de delação em delação e, agora, de decepção em decepção). Outro aspecto em comum é a desorientação de elites pensantes (políticas, econômicas ou ambas) – para não falar de vastas parcelas da população – que passam a sofrer de perda de capacidade de “leitura” da realidade, ou seja, de antecipar fatos e suas consequências (bastante evidente nos dirigentes do PT antes do impeachment).

Mas a mais grave característica em comum a grandes crises é a deterioração daquilo que numa sociedade até certo ponto se aceitava, bem ou mal, como algum tipo de autoridade – sobretudo a moral. Avança um fenômeno de percepção negativa, e de perda de confiança, que chegou também a órgãos da Lava Jato, a conglomerados econômicos, à imprensa (especialmente os mais poderosos), a instituições religiosas e, recentemente, de maneira espetacular, ao Supremo Tribunal Federal. O sinal que mais se levanta hoje no Brasil é o sinal de interrogação. Para onde vai?

No Brasil é palpável, embora bastante subjetivo, o generalizado desejo de mudança, a indignação com a corrupção, o clamor por algo diferente – e eu me arrisco a dizer, a vontade também de enxergar alguma ordem (no sentido de direção e estabilidade). Sou obrigado a reconhecer, porém, que nossa história recente exige uma tremenda dose de paciência de todos os que ardem por mudanças. Pois temos o costume (cada um julgue se é positivo ou negativo) da “acomodação”.

Na saída da ditadura queríamos Diretas-Já, mas nos acomodamos a esperar o voto direto para cinco anos depois. Nos acomodamos à inflação, que domamos depois de uma década perdida. Nos acomodamos a uma reforma de Estado feita apenas em parte e, com gosto, nos acomodamos ao populismo fiscal irresponsável – e aos encantos de seu marketing executado com dinheiro publico desviado – que precisou de um desastre para ser tirado do poder.

Às vezes parece que para nós, brasileiros, o insustentável (como a violência) é o nosso jeito de ser. Ocorre que esse grande e caudaloso rio querendo mudanças vai se chocar nas eleições em outubro com grandes obstáculos formados por um eleitorado em boa medida apático e desanimado, pelo domínio do aparelho de Estado por grupos corporativos públicos e privados (empresas e partidos), pela percepção de que, no filme de faroeste brasileiro, até o mocinho às vezes só parece querer cuidar do dele. A imagem de grandes quantidades de água em movimento, como algo ao qual ninguém resiste, é uma das mais usadas para descrever mudanças desde que historiadores existem.

Mas morrer na praia é um grande provérbio popular.

UM AVISO PARA TODO PAÍS SOBRE O DIA 4 DE ABRIL DE 2018.


OU O BRASIL ELIMINA ESTAS PESSOAS E O QUE ELAS FAZEM COM CRIANÇAS, OU NÃO TEMOS FUTURO


Vocês querem "combater" isso com eleições"?? Vocês querem atacar isso com "Vem Pra Rua"?? Com "MBL"? Com Rodrigo Constantino e um "Estado Menor" ?? 
Vocês PERDERAM O JUÍZO ????

15 fundamentais da literatura russa

15 fundamentais da literatura russa:

Autores Russos


A partir do século 19 diversos autores russos se lançaram no cenário literário mundial com obras não menos do que geniais. Rapidamente, os livros se tornaram verdadeiros marcos na literatura em todo mundo. Aclamados pela crítica e principalmente pelos leitores ávidos, eles apresentaram novos estilos e tendências de narrativas. Para relembrar a importância das obras do país, a Bula reuniu em uma lista os grandes clássicos literários russos. Alguns destaques são as obras-primas “Crime e Castigo” (1866), de Fiódor Dostoiévski; “Os Contos de Kolimá” (1970-1976), de Varlan Chalámov; e “Doutor Jivago” (1957), de Boris Pasternak. Os livros não estão organizados de acordo com critérios classificatórios. Os comentários são adaptados das sinopses das editoras.



[Eugênio Oneguin (1832), Aleksandr Púchkin

A obra narra a vida de Eugênio Oneguin, que, em plena juventude, sente-se entediado com a vida. Aristocrata, rico e militar, ele permanece solteiro por medo das responsabilidades. Certo dia, um verdadeiro amor passa por sua vida, a quase adolescente Tatiana. No entanto, Eugênio ignora a garota. Anos mais tarde, ele parece despertar de seu tédio pela vida e volta a encontrar Tatiana, mas ela está casada.

Almas Mortas (1842), Nikolai Gógol

O livro é centrado em Pável Ivánovitch Tchítchicov, um burocrata afastado do serviço público por desonestidade. Ele percorre o interior da Rússia à procura da fortuna. Enquanto faz um retrato das autoridades das pequenas cidades e dos proprietários de terras, o personagem apresenta uma visão crítica e mordaz do sistema semi-feudal existente à época, com os servos vivendo em um quase regime de escravidão.

Oblómov (1859), Ivan Gontcharóv [/destaque-titulo]

]Oblómov (1859), Ivan Gontcharóv

“Oblómov” é uma obra-chave na literatura russa do século 19 e a obra-prima de Ivan Gontcharóv. A trama é centrada na vida de Iliá Ilitch Oblómov, um rico senhor de terras que mal sai do sofá e passa os dias de roupão, fazendo planos que nunca coloca em prática. Lançado em 1859, a obra suscitou amplo debate ao retratar, por meio do protagonista, a elite russa às vésperas do fim da servidão.Pais e Filhos (1862), Ivan Turguêniev [/destaque-titulo]

Pais e Filhos (1862), Ivan Turguêniev

O livro conta a história do jovem Arkádi Nikolaitch que, acompanhado de seu amigo e mentor Bazárov, volta à propriedade de sua família após formar-se na universidade. Bazárov é um personagem singular: despreza qualquer autoridade, é antissocial e se autoproclama um “niilista”. Suas convicções contrastam com os modos aristocráticos da família de Arkádi, provocando um conflito entre gerações. Crime e Castigo (1866), Fiódor Dostoiévski

Crime e Castigo (1866), Fiódor Dostoiévski

“Crime e Castigo”, considerado um dos grandes clássicos da literatura universal, conta a história de Rodion Românovitch Raskólnikov. Um jovem estudante, que, sem encontrar outra saída para os problemas financeiros que vive, decide cometer um assassinato. No entanto, ao contrário do que ele imaginava, o crime se torna uma tormenta ainda maior, já que ele não consegue seguir a sua vida após o delito. Guerra e Paz (1867), Lev Tolstói [/destaque-titulo]

Guerra e Paz (1867), Lev Tolstói[
Com centenas de personagens e mais de mil páginas na versão original, “Guerra e Paz” é considerado um dos maiores romances da história. O enredo se passa durante a campanha de Napoleão na Áustria, e descreve a invasão da Rússia pelo exército francês e a sua retirada, compreendendo o período de 1805 a 1820. O jogo da política, as intrigas da corte, as tramas da sociedade, as táticas da nobreza arruinada, a brutalidade da guerra, sua banalidade e seus acasos são retratados na obra.Anna Kariênina (1877), Lev Tolstói

O enredo é centrado na personagem que dá nome à obra: Anna Karenina. Ao abandonar sua sólida posição social por um novo amor, e seguir esta opção até as últimas consequências, ela potencializa os dilemas amorosos vividos dentro e fora de casamento. Apesar de se tratar de uma pungente romance, o amor não é abordado por Lev Tolstói como puro idealismo romântico. Os Irmãos Karamázov, (1880) Fiódor Dostoiévski

No livro, Dostoiévski conduz o leitor a uma jornada singular pelos recantos mais sombrios e luminosos da alma. A trama põe em foco três protagonistas irmãos, representantes dos mais diversos aspectos da realidade russa: Aliócha, o mais novo, que vive num mosteiro; Ivan, o intelectual e ateu; e Dimítri, militar e impulsivo. Apesar da diferença entre eles, os garotos compartilham algo comum: as tormentas de pertencer a uma família disfuncional.A Dama do Cachorrinho e Outros Contos (1899), Anton Tchekhov [/destaque-titulo]

A Dama do Cachorrinho e Outros Contos (1899), Anton Tchekhov

Conhecido por revolucionar as narrativas curtas e por influenciar inúmeros autores do gênero, Tchekhov exibe em seus contos um interesse constante em desvendar o estado psicológico dos personagens, seus sentimentos e aflições, sejam eles camponeses, burgueses, nobres abastados ou aristocratas decadentes. No conto “A Dama do Cachorrinho”, um de seus mais célebres e que dá nome ao livro, o autor lança um olhar singular sobre o adultério e o surgimento do amor. O Exército de Cavalaria (1926), Isaac Bábel [/destaque-titulo]

O Exército de Cavalaria (1926), Isaac Bábel[
“O Exército de Cavalaria” reflete a experiência de Isaac Bábel na guerra russo-polonesa, entre os anos de 1920 e 1921. Judeu, russo e míope, o narrador registra sua permanente sensação de deslocamento em meio aos brutais cossacos que lutam a seu lado. Com sua prosa expressionista, Bábel parecia encarnar o ideal soviético de uma literatura revolucionária, mas acabaria fuzilado em 1940 pela política de extermínio stalinista.
Doutor Jivago (1957), Boris Pasternak [/destaque-titulo]

Doutor Jivago (1957), Boris Pasternak

“Doutor Jivago” é o maior e mais importante romance da Rússia pós-revolucionária. Nele, Boris Pasternak traz à luz o drama e a imensidão da Revolução Russa pela história do médico e poeta Iúri Andréievitch Jivago. Em tempos em que a simples aspiração a uma vida normal é desprovida de qualquer esperança, o amor de Jivago por Lara e sua crença no indivíduo ganham contornos de um ato de resistência.Antologia Poética (1962), Anna Akhmátova [/destaque-titulo]

Antologia Poética (1914), Anna Akhmátova
A obra reúne as mais importantes criações de Anna Akhmátova, incluindo “Poema sem Herói”, que ela considerava o coroamento de sua obra. Escrito durante a Segunda Guerra Mundial, o livro carrega a marca do sofrimento vivido pela poeta. Perseguida pelas autoridades stalinistas, que a proibiram de publicar, ela teve que enfrentar o fuzilamento do primeiro marido, a morte do terceiro em um campo de concentração e a terrível angústia de ver o filho preso.] O Mestre e Margarida (1967), Mikhail Bulgákov [/destaque-titulo]

“O Mestre e Margarida”, de Mikhail Bulgákov, é considerado um dos grandes romances do século 20. Situado na Moscou dos anos 1930, o livro narra as peripécias de satã na cidade. Acompanhado de um séquito infernal — um gato falante e fanfarrão, um intérprete trapaceiro, uma bela bruxa e um capanga assustador —, seu caminho se cruzará com o dos amantes Mestre e Margarida.O Arquipélago Gulag (1973), Alexander Soljenitsin [/destaque-titulo]

O Arquipélago Gulag (1973), Alexander Soljenitsin

Para escrever o livro, que se tornou a sua obra-prima, Soljenítsin foi ajudado pelo testemunho de 227 sobreviventes dos campos do Gulag. Na narrativa, ele revela os mistérios por trás do campo de prisioneiros soviéticos. A obra foi escrita clandestinamente entre os anos de 1958 a 1967, sendo seu manuscrito descoberto em 1973, na sequência da prisão de Elizabeth Voronskaïa, uma colaboradora de Soljenítsin que o datilografava.Os Contos de Kolimá (1970-1976), Varlan Chalámov[/destaque-titulo]

Os Contos de Kolimá (1970-1976), Varlan Chalámov
Em Kolimá, no extremo leste da Sibéria, onde as temperaturas alcançam 60 graus negativos, localizavam-se os campos de trabalhos forçados mais terríveis da era stalinista. Foi neles que o escritor Varlam Chalámov cumpriu a maior parte de sua pena de quase 20 anos, trabalhando até 16 horas por dia, constantemente doente e desnutrido. Ao final desse período, ele retornou a Moscou e, no ano seguinte, começou a escrever “Contos de Kolimá”.