"O maior inimigo da autoridade é o desprezo e a maneira mais segura de solapá-la é o riso." (Hannah Arendt 1906-1975)

sábado, 30 de junho de 2018

✳Jurista Modesto Carvalhosa afirma: O ministro Gilmar Mendes é um margin...

Governo alerta para risco da volta da poliomielite

Governo alerta para risco da volta da poliomielite:

O Ministério da Saúde alertou para o alto risco de retorno da poliomielite em pelo menos 312 cidades brasileiras, publica o Estadão.

Na lista de maior risco para a pólio estão...

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Gilmar Mendes processará Modesto Carvalhosa, que o chamou de 'marginal'

Gilmar Mendes processará Modesto Carvalhosa, que o chamou de 'marginal':

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Imagem: Pedro Ladeira / Folhapress
Gilmar Mendes, do STF (Supremo Tribunal Federal), decidiu processar Modesto Carvalhosa. Numa entrevista nesta semana, o jurista chamou o magistrado de “marginal” que “solta pessoas que dão donativos” ao instituto de educação do qual o ministro é sócio.
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30 de Junho de 1793 : Inauguração do Teatro S. Carlos

30 de Junho de 1793 : Inauguração do Teatro S. Carlos:

O projeto do Teatro de S. Carlos encomendado ao arquiteto José da Costa e Silva surge encabeçado por um grupo de capitalistas de Lisboa, que contaram com o apoio do Intendente Diogo Pina Manique. Pretendia-se dotar a capital de um teatro lírico portador dum novo espírito, diferente do antigo teatro de corte, com entrada por convite, na medida em que quem pagava bilhete tinha automaticamente lugar assegurado.Este teatro, homenagem a D. Carlota Joaquina, foi construído em apenas sete meses, sendo solenemente inaugurado a 30 de junho de 1793, durante a governação de D. João VI, filho de D. Maria I.A nível planimétrico inspira-se no Teatro de S. Carlos de Nápoles, obra de Medrano datada de 1737 - destruído por um incêndio -, embora a fachada se baseie no Scalla de Milão, de Piermanini (discípulo de Vanvitelli), construído entre 1776 e 1778. Este erguia-se sobre um enbasamento em silharia de junta fendida e apresentava um corpo central, não muito saliente. Na fachada recorria à utilização de vários ressaltos para valorizar o corpo central. O ático de balaústres e urnas era coroado por frontão triangular.
O nosso teatro possui embasamento em silharia de junta fendida, mas o corpo central apresenta um avanço muito maior, de pórtico em ressalto para passagem das carruagens, formando uma varanda na parte superior, muito elegante, com grinaldas. O corpo superior dá a impressão de ter sido um acrescento posterior e é coroado por uma urna com as armas reais portuguesas. Este edifício, que possuía apenas a fachada principal trabalhada, sendo as restantes lisas, nem por isso deixa de plasmar um estilo que aqui adquire a maturidade.
No interior trabalharam artistas importantes, como Cyrillo Volkmar Machado (autor das pinturas do teto da entrada e do pano da boca, entretanto desaparecidos), Manuel da Costa (pintou o teto da sala, que também não subsistiu) ou Appiani, autor da tribuna real.



A sala possui cinco ordens de camarotes animados pelo brilho da talha dourada que, a par com as escadarias de largas proporções, os mármores da tribuna ou a decoração do Salão Nobre, concorrem para a criação duma atmosfera mais próxima do barroco. No andar térreo, junto às escadarias, situam-se o botequim e a bilheteira. Neste piso, a decoração é contida.O primeiro empresário do Real Teatro de S. Carlos foi o italiano Francesco Lodi e na ópera inaugural cantou-se "La Ballerina Amante", de Cimarosa.
Teatro de S. Carlos. In Infopédia [Em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2013.
wikipedia (Imagens)



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Fachada principal do Teatro


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Interior do Teatro


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Lisboa. Teatro de S. Carlos (vista interior) - último quartel do séc. XIXTheatro de S. Carlos. Aspecto da sala por occasião do sarau em benefício dos Albergues Nocturnos



LULU SANTOS - CERTAS COISAS 1984 HD ( VIDEO ORIGINAL )

Manuela d'Ávila, a totalitária chorona.

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Lucas Baqueiro analisa, no site Amálgama, a patética postura da pré-candidata do stalinista PCdoB Manuela d'Ávila no programa Roda Viva:

Desde que Ricardo Lessa assumiu o comando do programa Roda Viva, com a saída de Augusto Nunes, o programa tem ganhado uma configuração cada vez mais modorrenta. Excepcionalmente, na última segunda-feira, 25, assistimos à rodada de perguntas mais viva entre as feitas até então com os presidenciáveis. Foi a vez de Manuela d’Ávila, presidenciável do Partido Comunista do Brasil, ser sabatinada sobre sua plataforma de governo posições políticas.

Participaram da bancada de entrevistadores Vera Magalhães, colunista d’O Estado de São Paulo e comentarista da Jovem Pan; Frederico d’Ávila, diretor da Sociedade Rural Brasileira e coordenador para o agronegócio da campanha de Jair Bolsonaro (PSL); Letícia Casado, jornalista da Folha de São Paulo; João Gabriel de Lima, colunista da revista Exame; e, Joel Pinheiro da Fonseca, também colunista da Folha. De longe, foi uma das bancadas mais qualificadas a participar dessa série com os presidenciáveis, apenas superada pela que entrevistou o pré-candidato Henrique Meirelles (MDB). A exceção à qualidade geral ficou por parte do homônimo d’Ávila, que foi convidado para perguntar sobre agronegócio, mas ajudou a deputada estadual a criar um discurso fictício de que foi agredida, em vista das reiteradas manifestações à maneira da direita chucra feitas pelo ruralista.

Terminado o programa, a parcela da esquerda mais afim de Manuela d’Ávila tomou as redes acusando o programa de “machismo”, pelo suposto imenso número de interrupções que a candidata sofreu. Não importou, por exemplo, o grande número de vezes que a presidenciável interrompeu a linha de raciocínio dos entrevistadores, durante as perguntas. Tampouco importou o fato de que, numa entrevista, é normal que os jornalistas confrontem o entrevistado quando ele apresenta informações falsas ou se desvia excessivamente do tema central da pergunta. Nem sequer fez diferença o fato de que a maior parte das interrupções genuínas tenham sido geradas, somadas, por Vera Magalhães e Letícia Casado. A culpa do desempenho da candidata, obviamente, para seus defensores, é do machismo, jamais do jornalismo que se recusa a ser chapa-branca.

É importante dizer, também, que mais de uma vez a candidata comunista foi interrompida porque invocou o nome do entrevistador no debate, imputando-lhes ideias, colocando palavras não-ditas, fazendo menção às vezes depreciativas a respeito de quem estava lhe perguntando. É o caso de quando a deputada estadual imputou que o diretor da Sociedade Rural Brasileira entendia de “regimes anti-democráticos” porque apoiava Jair Bolsonaro, por exemplo. Ou, quando disse que a bancada inteira sabia da inocência do ex-presidente Lula, condenado em duas instâncias a doze anos de reclusão por lavagem de dinheiro e corrupção passiva. Sua agressividade e sarcasmo, denotado na maioria das respostas, aqueceram a discussão.

A possibilidade de que o machismo tenha guiado a bancada em interrompê-la – ainda que com a presença de duas mulheres – cai por terra diante da análise da participação de Marina Silva no mesmo programa. Marina Silva foi interrompida apenas três vezes. Por qual razão foi, afinal, a menos interrompida desde o início do ciclo de entrevistas com presidenciáveis no programa da TV Cultura? Porque respondeu ao que era perguntado, sem fugir do tema, ou sem acusar o entrevistador em vez de driblar o problema apresentado. Não foi o caso de Manuela d’Ávila, que demonstrou uma postura agressiva durante todos os quatro blocos da transmissão.

Ainda, como apontou Eduardo de Alencar, colunista desta Amálgama, Ciro Gomes foi tão interrompido quanto a presidenciável comunista. Foram 40 interrupções na fala do candidato pedetista. Se foi machismo no caso de Manuela d’Ávila, o que foi no de Ciro Gomes? Misandria? Não é mesmo possível que, durante uma entrevista aberta, um candidato não possa ser interrompido quando sua fala não é suficientemente clara sobre o tema, ou quando lisa e abertamente inventa dados e estabelece como verdades sobre interlocutores coisas que são mentiras deslavadas?

Manuela d’Ávila não pode escusar-se da responsabilidade de sua participação ruim dada a postura que assumiu, desviando o foco para os entrevistadores. Ao fazê-lo, e ao permitir que seus partidários o façam, se desvia da verdade. É com esse fito que apresentamos essa análise cronológica, permitindo que compreendamos como se deu a discussão, onde houveram interrupções de ambas as partes – porque Manuela interrompeu, muitas vezes de forma grosseira, aos entrevistados – e, mais importante, onde a deputada mentiu, falseou dados, saiu do tema da pergunta, ou teve péssimo desempenho ao responder.

Acompanhe aqui os detalhados comentários sobre os blocos do programa.

GUILTY


GUILTY

(Milton Pires)

Deus me livre de rejeitar a
quem me ama...que eu esteja
sempre no outro polo (como dizem
os advogados do Amor) no polo
rejeitado, no desesperado de paixão
que sofreu a desgraça do amor gratuito,
fantasiado, inventado.....esquecido..

Eu sou tão pequeno que não cabe
em mim a minha própria culpa...

O lugar dela é nos outros..

junho 2018

AMERICA





America

America I’ve given you all and now I’m nothing.
America two dollars and twentyseven cents January 17, 1956.   
I can’t stand my own mind.
America when will we end the human war?
Go fuck yourself with your atom bomb.
I don’t feel good don’t bother me.
I won’t write my poem till I’m in my right mind.
America when will you be angelic?
When will you take off your clothes?
When will you look at yourself through the grave?
When will you be worthy of your million Trotskyites?
America why are your libraries full of tears?
America when will you send your eggs to India?
I’m sick of your insane demands.
When can I go into the supermarket and buy what I need with my good looks?
America after all it is you and I who are perfect not the next world.   
Your machinery is too much for me.
You made me want to be a saint.
There must be some other way to settle this argument.   
Burroughs is in Tangiers I don’t think he’ll come back it’s sinister.   
Are you being sinister or is this some form of practical joke?   
I’m trying to come to the point.
I refuse to give up my obsession.
America stop pushing I know what I’m doing.
America the plum blossoms are falling.
I haven’t read the newspapers for months, everyday somebody goes on trial for murder.
America I feel sentimental about the Wobblies.
America I used to be a communist when I was a kid I’m not sorry.   
I smoke marijuana every chance I get.
I sit in my house for days on end and stare at the roses in the closet.   
When I go to Chinatown I get drunk and never get laid.   
My mind is made up there’s going to be trouble.
You should have seen me reading Marx.
My psychoanalyst thinks I’m perfectly right.
I won’t say the Lord’s Prayer.
I have mystical visions and cosmic vibrations.
America I still haven’t told you what you did to Uncle Max after he came over from Russia.
I’m addressing you.
Are you going to let your emotional life be run by Time Magazine?   
I’m obsessed by Time Magazine.
I read it every week.
Its cover stares at me every time I slink past the corner candystore.   
I read it in the basement of the Berkeley Public Library.
It’s always telling me about responsibility. Businessmen are serious. Movie producers are serious. Everybody’s serious but me.   
It occurs to me that I am America.
I am talking to myself again.

Asia is rising against me.
I haven’t got a chinaman’s chance.
I’d better consider my national resources.
My national resources consist of two joints of marijuana millions of genitals an unpublishable private literature that jetplanes 1400 miles an hour and twentyfive-thousand mental institutions.
I say nothing about my prisons nor the millions of underprivileged who live in my flowerpots under the light of five hundred suns.
I have abolished the whorehouses of France, Tangiers is the next to go.
My ambition is to be President despite the fact that I’m a Catholic.

America how can I write a holy litany in your silly mood?
I will continue like Henry Ford my strophes are as individual as his automobiles more so they’re all different sexes.
America I will sell you strophes $2500 apiece $500 down on your old strophe
America free Tom Mooney
America save the Spanish Loyalists
America Sacco & Vanzetti must not die
America I am the Scottsboro boys.
America when I was seven momma took me to Communist Cell meetings they sold us garbanzos a handful per ticket a ticket costs a nickel and the speeches were free everybody was angelic and sentimental about the workers it was all so sincere you have no idea what a good thing the party was in 1835 Scott Nearing was a grand old man a real mensch Mother Bloor the Silk-strikers’ Ewig-Weibliche made me cry I once saw the Yiddish orator Israel Amter plain. Everybody must have been a spy.
America you don’t really want to go to war.
America its them bad Russians.
Them Russians them Russians and them Chinamen. And them Russians.   
The Russia wants to eat us alive. The Russia’s power mad. She wants to take our cars from out our garages.
Her wants to grab Chicago. Her needs a Red Reader’s Digest. Her wants our auto plants in Siberia. Him big bureaucracy running our fillingstations.
That no good. Ugh. Him make Indians learn read. Him need big black niggers. Hah. Her make us all work sixteen hours a day. Help.   
America this is quite serious.
America this is the impression I get from looking in the television set.   
America is this correct?
I’d better get right down to the job.
It’s true I don’t want to join the Army or turn lathes in precision parts factories, I’m nearsighted and psychopathic anyway.
America I’m putting my queer shoulder to the wheel.
  
Berkeley, January 17, 1956

The Marshall Tucker Band - Can't You See - 9/10/1973 - Grand Opera House...

sexta-feira, 29 de junho de 2018

STF mantém fim da obrigatoriedade do imposto sindical


STF mantém fim da obrigatoriedade do imposto sindical:

Por 6 votos a 3, o Supremo Tribunal Federal (STF) declarou nesta sexta-feira (29) a constitucionalidade do dispositivo da reforma trabalhista, aprovada pelo Congresso em 2017 e em vigência desde novembro, que pôs fim à obrigatoriedade da contribuição sindical. Os ministros Ricardo Lewandowski e Celso de Mello, decano da Corte, não participaram da votação, a última antes do recesso do Judiciário, que se alongará até 8 de agosto.

Provocado pela Confederação Nacional dos Trabalhadores em Transporte Aquaviário e Aéreo, na Pesca e nos Portos (CONTTMAF), que ajuizou a ação direta de inconstitucionalidade 5794, o julgamento teve início ontem (quinta, 28), quando as partes se manifestaram e alguns ministros adiantaram seus votos depois da leitura do parecer do ministro-relator, Edson Fachin. Polêmica, a questão põe em lados opostos entidades de classe e centrais sindicais, muitas delas em certa medida dependentes dos recursos do imposto obrigatório, e críticos da obrigatoriedade da cobrança.

Com a reforma, que provocou discussões acaloradas, brigas físicas e até ocupação da Mesa no plenário do Senado no ano passado, passou a ser opcional o desconto em folha de um dia de trabalho em favor do sindicato, anualmente, desde que previamente autorizado pelo trabalhador. Declarada a constitucionalidade da alteração legislativa, todos os tribunais do país devem aplicar a decisão em eventuais futuros julgamentos.

Além da CONTTMAF, dezenas de centrais acionaram o STF alegando que o fim da taxação compulsória, que resultou na extinção da fonte de 80% de suas receitas sem um período de transição, na prática inviabiliza a atividade sindical – como este site mostrou em 4 de junho, a arrecadação dos sindicatos caiu 88% após a reforma. As entidades reclamam ainda que a legislação trabalhista não poderia ter sido aprovada por meio de projeto de lei ordinária, como fizeram deputados e senadores, mas via lei complementar.

Arrecadação de sindicatos cai 88% após reforma trabalhista
O placar estava empatado antes de ser retomado hoje. Relator da ação, Fachin votou a favor da obrigatoriedade da contribuição. Abrindo divergência, o ministro Luiz Fux optou por apoiar a alteração que tornou a cobrança opcional.

Em seu voto, Fachin sustentou que a Constituição de 1988 foi precursora no reconhecimento de diretos nas relações entre capital e trabalho, entre eles a obrigatoriedade do imposto para custear o movimento sindical. “Entendo que a Constituição fez uma opção por definir-se em torno da compulsoriedade da contribuição sindical”, disse, para depois se referir às diversas inovações da Constituição nas relações do trabalho (direito à livre fundação de sindicatos; liberdade de filiação e desfiliação; obrigatoriedade da participação sindical em negociações coletivas; etc).

Confira o voto de Fachin

Fachin argumentou ainda que, ao modificar apenas um dessas questões, a reforma trabalhista impede que sindicatos encontrem modelos de organização que lhes satisfaçam na defesa dos direitos dos trabalhadores diante de interesses patronais. “Ao manter-se, na sistemática constitucional vigente, a unicidade sindical e a obrigação de representação de toda a categoria, incluindo associados e não-associados, a inexistência de uma fonte de custeio obrigatória inviabiliza a atuação do próprio regime sindical”, acrescentou o ministro.

Por outro lado, Luiz Fux iniciou a divergência afirmando que a proliferação dos sindicatos é uma das consequências do recolhimento obrigatório do imposto – até março de 2017, mais de 11 mil sindicatos de trabalhadores e mais de cinco mil patrocinais em atividade, com arrecadação tendo chegado a R$ 3,9 bilhões em 2016. “O legislador constatou que a contribuição compulsória vinha gerando uma oferta excessiva e artificial de organizações sindicais, o que configura uma perda social em detrimento dos trabalhadores. […] Esse número estratosférico de sindicatos não se traduzia em aumento de bem-estar de qualquer categoria”, divergiu o ministro, responsável por redigir o acórdão do julgamento.

Como Fux votaram ministra Cármen Lúcia, presidente do STF, e os ministros Alexandre de Moraes, Luís Roberto Barroso, Gilmar Mendes e Marco Aurélio Mello. Além de Fachin, Rosa Weber e Dias Toffoli defenderam a revalidação do imposto obrigatório.

Centrais apostam em duas frentes para restabelecer o imposto sindical
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Bacchus with a Flute (Francesco Bassano the Younger, c. 1580-1585)

Bacchus with a FluteFrancesco Bassano the Younger, c. 1580-1585:

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Bacchus with a Flute

Francesco Bassano the Younger, c. 1580-1585

General faz grave acusação contra o STF: 'Dirceu solto! É, de fato, uma quadrilha unida por laços de estranho compadrio. A lealdade para com o comparsa está acima da justiça'

General faz grave acusação contra o STF: 'Dirceu solto! É, de fato, uma quadrilha unida por laços de estranho compadrio. A lealdade para com o comparsa está acima da justiça':

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Imagem: Produção Ilustrativa / Folha Política
O General Paulo Chagas manifestou sua indignação com a soltura do ex-ministro José Dirceu pela Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal. O general questionou os motivos dos ministros e os acusou de serem parte da "quadrilha": "Dirceu solto! É, de fato, uma quadrilha unida por laços de estranho compadrio. A lealdade para com o comparsa está acima da justiça e da condenação a mais de 30 anos de cadeia por roubo de recursos públicos. Será apenas lealdade ou algum outro valor escondido? HIPÓCRITAS!".
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URGENTE: Ministro Alexandre de Moraes nega pedido de Lula

URGENTE: Ministro Alexandre de Moraes nega pedido de Lula:


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Imagem: AFP
O ministro Alexandre de Moraes, que foi sorteado relator de uma Reclamação do ex-presidente condenado Lula, rejeitou o pedido. A defesa de Lula questionava a decisão do ministro Edson Fachin que enviou ao plenário a decisão sobre um pedido de liberdade do ex-presidente, e pedia que o julgamento fosse feito pela Segunda Turma. 


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ATÉ O FIM …



ATÉ O FIM …

Milton Pires

Eu vi a Dor e a Raiva e a Dor
é Raiva quando ela é perto e
Raiva é Dor se ela está longe…

E o alívio não chegava, não existia,
nem tinha menor intenção de surgir a
não ser nos sonhos de um mundo sem
Dor e sem Raiva, sem ela e sem amor …

Que por não aceitar viver com raiva
consentiu morrer na Dor (amor de outro)

Amor de mim que guardou pra ela lembrado
em prantos nas horas tristes das noites frias,
nas tardes mortas de chuvas fracas, do tempo
insano em que eu não a vi...e nem toquei nem
esqueci...

Andei a vida em calçadas tortas
nas ruas tristes do mundo escuro

Lembrei-me dela até o fim...
e fui fiel, morri seguro…

junho de 2018.

Troco uma centena de corruptos por um STF novo

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Faríamos bom negócio se trocássemos cem corruptos por um STF novo. Com um Supremo formado por juristas de alto nível, juízes de verdade, conscientes de seus deveres e responsabilidades, ficaríamos livre desse flagelo que mantém a nação em sobressalto. E os corruptos acertariam suas contas com a sociedade porque é isso que acontece quando as instituições funcionam.

Não estou sendo sarcástico. É incalculável o montante dos prejuízos que esse STF vem causando à política, à moral do povo, à credibilidade das instituições, à segurança jurídica e à estabilidade necessária ao funcionamento regular da economia.

Não há adjetivo polido para a conduta do ministro Dias Toffoli na sessão de ontem (26/06) da Segunda Turma do STF. A finalidade da sessão era abrir as portas da liberdade a um grupo de condenados da Lava Jato com culpa confirmada pelo TRF-4. No lote, para disfarçar, o ex-chefe José Dirceu. A ideia do trio Toffoli, Lewandowski e Gilmar era romper o entendimento colegiado da corte sobre a possibilidade de prisão após condenação em segunda instância.

abem todos os ministros, sabem os advogados dos presos, sabem os condenados, sabe o Brasil que prisão após o trânsito em julgado de sentença condenatória é sinônimo de liberdade eterna para quem roubou muito. E um tanto mais breve para quem roubou pouco. É uma liberdade alugada com dinheiro das vítimas. É, também, outro nome que se pode atribuir à impunidade, benefício mais importante para o criminoso do que o produto de sua atividade.

Na imagem e possibilidade mais remota e positiva, o STF é um conjunto de 11 pessoas que, segundo maiorias instáveis e seus bestuntos individuais, impõem ao país o convívio com o intolerável. Na imagem mais provável, a coisa fica muito pior. Só para lembrar: em 10 de março de 2015, o ministro que coordenou a operação no dia de ontem enviou ofício ao colega Lewandowski, que presidia o STF, manifestando interesse em ser transferido da Primeira para a Segunda Turma da Corte, ocupando a vaga aberta pela morte de Teori Zavaski. Com essa mudança, o grupo que, por mera coincidência, tinha a seu encargo os processos da Lava Jato ganhava a atual configuração.

Para quem não sabe, ou já esqueceu, quando José Dirceu era chefe da Casa Civil da Presidência da República, Dias Toffoli foi seu subchefe da área de Assuntos Jurídicos. Em junho de 2005, acusado por Roberto Jefferson de ser o mentor do mensalão, Dirceu foi obrigado a demitir-se do cargo, sendo substituído por Dilma Rousseff, a quem Toffoli, imediatamente, solicitou a própria demissão. O fato confirma a estreita ligação entre os dois. Quem disse que gratidão é sempre uma virtude?

Não é de hoje que o STF vem cuidando bem da criminalidade de jatinho. Em fevereiro de 2014, esse Supremo, com voto decisivo do recém-nomeado e gratíssimo ministro Roberto Barroso, decidiu que não houve formação de quadrilha no mensalão. Ela não só houve como jamais interrompeu suas atividades e agora tem tratamento VIP nesse STF que não nega os fatos, mas soluça com os condenados falando em “sanha punitivista”.

'É um marginal, não tem mais nenhum pudor em defender corruptos', diz jurista Modesto Carvalhosa sobre Gilmar Mendes

'É um marginal, não tem mais nenhum pudor em defender corruptos', diz jurista Modesto Carvalhosa sobre Gilmar Mendes:

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Imagem: Produção Ilustrativa / Folha Política
Em um hangout com os senadores Lasier Martins e Cristovam Buarque, o jurista Modesto Carvalhosa fez duras críticas ao ministro Gilmar Mendes: "É uma pessoa absolutamente marginal que nós temos dentro no Supremo Tribunal Federal. Ele é um marginal. Nós temos esse tipo de pessoa dentro do Supremo". Carvalhosa também disse que Gilmar Mendes “não tem mais nenhum pudor em defender corruptos”, “tem julgado processos em que é suspeito” e “embolsa parte do dinheiro de doações para o IDP”.
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AO VIVO: Supremo discute a volta do imposto sindical; assista

AO VIVO: Supremo discute a volta do imposto sindical; assista:

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Imagem: Reprodução / TV Justiça
O Supremo Tribunal Federal retoma, nesta manhã, o julgamento de diversas ações que pedem a volta do imposto sindical. Ontem, votaram os ministros Edson Fachin, relator do caso, e Luiz Fux. O placar ficou em 1 a 1. 

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O PENSAMENTO DO CLUBE MILITAR VERGONHOSA DECISÃO



Gen Mourão
Presidente do Clube Militar
28 de junho de 2018



No último dia 26 de junho, dia em que comemoramos os 131 anos de fundação da Casa da República, tive a honra e o privilégio de assumir a Presidência do Clube Militar, onde, juntamente com meus vice-presidentes e diretores, irei não só dar continuidade ao excelente trabalho realizado pela equipe do Gen Pimentel, como também atuar no sentido de apoiar, incondicionalmente, nossos candidatos oriundos da família militar. 

Contudo, ao retornar para minha residência, tomei conhecimento da decisão da 2a Turma do STF, colocando em liberdade o condenado José Dirceu, um ex-guerrilheiro e, pior ainda, ladrão dos parcos recursos desta Nação. A argumentação do Ministro Toffoli soou como um tapa na cara da população ordeira e que paga os pesados impostos, os quais alimentam os salários e mordomias daquela casta. 

Óbvio que o time formado por Gilmar e Lewandowski de imediato legitimou a tese de que a dosimetria da pena de Dirceu poderia ser revista. Ora minha gente, independentemente do tempo que tenha de cumprir, a verdade é que Dirceu está condenado em 2a instância e, portanto, deveria aguardar na cadeia a solução do seu caso.

Esses Ministros constituem o exemplar “perfeito” daquilo que Skousen denominou de "homo marxianus" (homem marxista). Esta espécie, infelizmente ainda abundante em nosso País, considera que nada é mau, desde que atenda suas conveniências. Libertaram-se de todas as restrições da honra e da ética que os confinavam e que a humanidade havia tentado usar como base para a harmonia nas relações humanas. Quantas leis houverem, igual número eles as quebrarão.

VERGONHOSA DECISÃO!!!!!

CFM - NOTA DE ESCLARECIMENTO SOBRE REPORTAGEM NA REVISTA SUPERINTERESSANTE

O Conselho Federal de Medicina (CFM) lamenta, publicamente, o tom alarmista adotado pela reportagem "Erro médico", publicada na edição 391 da Revista Superinteressante. Trata-se de tema que deve ser analisado com cautela, considerando-se as deficiências de infraestrutura na assistência no País, em especial na rede pública, e no campo da formação de profissionais da área, médicos e não-médicos. No entanto, comete-se equívoco ao tratar casos específicos como se fossem a regra, o que gera impacto negativo na relação médico-paciente, a qual deve ser pautada pela ética, confiança e respeito à autonomia.

Trabalhos citados, que são tentativas relevantes de tentar mensurar a dimensão de problemas decorrentes de falhas do processo de atendimento ocorridas no ambiente hospitalar, se baseiam em projeção de dados com limites reconhecidos pelos seus autores e que, portanto, não permitem extrapolar resultados, como foi feito.

Entende-se também como inadequado o uso reiterado da expressão "erro médico", visto que eventuais falhas não são exclusividade de uma ou de outra categoria profissional, mas, com frequência, são o resultado de deficiências no atendimento.

Os Conselhos de Medicina ressaltam que têm acompanhado esse tema, com o apoio de reconhecidos especialistas, na expectativa de contribuir continuamente para a melhora de fluxos e protocolos assistenciais. Além disso, tem apurado as denúncias que surgem e reiteradamente denunciado as deficiências operacionais às autoridades competentes.

As entidades médicas entendem que avanços concretos no atendimento em saúde no País ocorrerão apenas após a adoção de um conjunto de ações, incluindo a adequada capacitação das equipes de assistência e a qualificação da rede pública e privada, o aumento de investimentos, a valorização de profissionais, o aperfeiçoamento da gestão e a criação de mecanismos eficazes de avaliação, monitoramento e controle.

Finalmente, reiteramos o protesto dos médicos contra a generalização inadequada com a qual foi tratado o assunto.

Brasília, 28 de junho de 2018.

CONSELHO FEDERAL DE MEDICINA (CFM)

O Brasil É a Crise


por Adriana Lisboa

O Brasil é quase um milagre. Sabe aquele paciente que foi atropelado por um caminhão, rolou ribanceira abaixo, caiu na fogueira, tomou 12 facadas e ainda chegou vivo no hospital? Pois é. O Brasil é por aí...A crise de hoje, não é de hoje. É de sempre. O Brasil é a crise.

Quem achou que trocar Dilma por Temer, acabaria com a crise no país, foi no mínimo pueril. Nunca achei isso. Talvez, o único ganho tenha sido, reduzir a velocidade e a amplitude do estrago. Talvez. Trocamos uma Lamborghini correndo a 200 km/h em direção ao abismo, por uma Land Rover a 100 km/h em direção ao muro. Temer não causou a crise. Temer faz parte dela há muitos mandatos. Assim como todos os outros políticos “de carreira”. Temer está na cadeira da presidência, apenas pra que ela não fique vazia. Poderia ser a Cuca, o boneco do Chuck ou o boitatá.

Não existe Papai Noel, coelho da Páscoa ou milagre. Não se resolve uma crise dessa gravidade, sem medidas, sem providências. E que providência Temer e seu staff tomaram? Nenhuma. Temer cumpriu o papel esperado (não o desejado) a altura do seu nanismo moral e patriótico. Apenas se empenhou com afinco em salvar seu próprio mandato. E nisso se resume o executivo da nação.

Mas Temer não fica sozinho no palco da governabilidade. O legislativo é tão ruim e patético, que quase faz a gente pensar que o tio Temer é até gente boa. O conjunto Senado-Câmara é tão ralé, tão inescrupuloso, que seria capaz de fazer o Marquês de Sade se sentir um monge capuchinho. Se alguém cercar vira hospício. Se jogar uma lona em cima é circo. Se botar uma luz vermelha na entrada, vira o que sempre foi: lugar de gente má afamada. Deputados e senadores são especialistas em assassinatos. Assassinam o erário, as esperanças do povo, a moral e quando abrem a boca, o português.

E pra completar o tripé republicano, a cereja do bolo. O judiciário! Ou mais especificamente, a síntese do non sense nacional: o STF. Uma gente indicada por políticos carreiristas, sabatinada (essa é uma das maiores mentiras que conheço) e referendada por um congresso da pior estirpe, que acham que estão acima da lei, que não podem ser investigados, que não devem satisfações e explicações a ninguém e pra piorar, a vontade de 3 ou 4 deles está acima da vontade de 200 milhões de brasileiros. E a cada instante “desdecidem” o que estava decidido. Invalidam o que eles decidiram como válido. Acham injusto criminoso na prisão, anulam provas, inocentam culpados...A pantomima deles é tão bem elaborada, que passam horas intermináveis falando uma linguagem inacessível a gente comum, discutindo assuntos na maioria das vezes sem nenhuma relevância, para de forma teatral iludir os simples, fazendo de conta que são necessários ao bom funcionamento da nação. A única função das “excelências” é embaralhar o conceito de certo e errado na cabeça do cidadão comum. De onde se conclui que é a instituição mais imprestável, maléfica e desnecessária do país. O bacana é saber que nunca receberam um voto sequer de qualquer brasileiro e determinam os destinos desses 200 milhões.

Como boa rapariga, não reclama do serviço, ainda mandam a conta deste imbróglio todo pra sociedade pagar. Quando falam de crise no Brasil, titubeio. Que crise? Este é o estado normal das coisas por aqui. Chama-se isso por aqui de democracia, governabilidade, república e etc...Os estrangeiros, os loucos e revoltados chamam isso de deboche, afronta e ofensa.

quinta-feira, 28 de junho de 2018

BRASIL, UMA NAU Á DERIVA


         Como advogado, não deveria criticar abertamente a Suprema Corte, mas, o que tem sido decidido por parte de alguns membros do STF me impulsiona a escrever tal artigo.
         As “aberrações” jurídicas patrocinadas por certos ministros beira as raias do absurdo.
         Impossível que um “mestre” do direito (como, aliás, se exige sejam os ministros da Suprema Corte, donos de notório saber jurídico) cometa tais erros crassos, injustificadamente.
          Porém, não se tem nenhuma rasa certeza de que estes magistrados tenham se enganado.
         Desde os bancos da universidade, aprendemos (os advogados) que as decisões do STF são soberanas.
         Mas, parece que para alguns dos “mestres do direito” esta lição foi esquecida. Injustificadamente!
         Ao “atropelarem” recente interpretação do colegiado da Suprema Corte, estes ministros simplesmente “passaram o carro” por sobre o entendimento da maioria, ignorando-a solenemente.
         E, coincidentemente, em favor de um político “aliado”.
         Terá sido uma resposta direta aos colegas que pensam diferente?
         Num mesmo barco, comandantes que “dirigem” no sentido oposto, o fazem perder-se no rumo.
         Ficar à deriva.
         Como o Brasil está! Sem comando e sem lei...
        
         Marcelo Aiquel – advogado (28/06/2018)

PEDIDOS DOS MÉDICOS BRASILEIROS PARA UM CERTO CANDIDATO.



por Milton Pires.

1. Reconstrua imediatamente a Rede Hospitalar Brasileira destruída pelos Vagabundos Petistas parando COMPLETAMENTE de gastar dinheiro em "postinhos" e "UPAS"

2. Expulse das Unidades de Saúde os psicopatas petistas, do PSOL e PC do B disfarçados de "médicos" e “enfermeiras” que fazem das vida das verdadeiras enfermeiras, médicos e pacientes brasileiros um PESADELO. Mais do que isso: médico e outros profissionais da saúde que tenham QUALQUER CARGO político devem ser PROIBIDOS de fazer concurso público para o SUS.

3. Crie um piso salarial mínimo para todo médico brasileiro e um plano de carreira.

4. Expulse do Brasil TODOS os médicos estrangeiros que não revalidaram o Diploma.

5. Encerre imediatamente o Programa de Ajuda Financeira à Cuba conhecido como “Mais Médicos”

6. Crie projeto de Lei para que o Sistema de Saúde Comunista conhecido como SUS passe a COBRAR uma taxa mínima para qualquer ladrão, prostituta, traficante e vagabundo que não dê entrada MORRENDO dentro dos Hospitais.

7. Divida aquilo que o SUS oferece em “pacotes” de Serviço que o cidadão pode “comprar” quando quiser e estabeleça o atendimento diferenciado dentro do próprio SUS porque as pessoas só são
“iguais” nos hospícios e nos cemitérios.

8. Obrigue TODO e QUALQUER médico, enfermeira, técnico de enfermagem, psicólogo, fisioterapeuta, feiticeiro, terapeuta de vidas passadas, brasileiro dentro do Serviço Público de Saúde a ter dedicação exclusiva – as únicas “coisas” que ele pode ter de “privadas” na vida são sua casa e sua mulher.

9. Feche pelo menos a METADE das espeluncas conhecidas como “Faculdades de Medicina” do Brasil.

10. Mantenha Vagabundos Petistas, do PSOL e PC do B, em relação ao Ministério da Saúde, na mesma distância que se mantém os pedófilos das escolas primárias.

Se fizer isso, eu voto no senhor, se não fizer, vá para PQP !!!

VAGABUNDOS PETISTAS ENTRAM COM AÇÃO CONTRA CÁRMEN LÚCIFER por ‘omissão’ em pautar prisão em 2º grau

PT entra com ADPF por ‘omissão’ de Cármen Lúcia em pautar prisão em 2º grau:


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Imagem: Reprodução / Redes Sociais
O Partido Comunista do Brasil (PCdoB) e o Partido dos Trabalhadores (PT) ajuizaram no Supremo Tribunal Federal (STF), nesta quinta-feira (28/6), uma arguição de descumprimento de preceito fundamental (ADPF 531), em face de “ato omissivo” da presidente da Corte, ministra Cármen Lúcia, que “obsta o exame do pleito de concessão de Medida Cautelar na Ação Declaratória de Constitucionalidade nº 54”.
Mais informações »


O que é a filosofia?



John Shand
Tradução de Vítor Guerreiro

A filosofia é uma grande aventura intelectual, ao mesmo tempo que o seu objecto de discussão é uma das coisas mais importantes que podemos fazer com as nossas vidas.

Há uma anedota recorrente entre muitos filósofos profissionais, que envolve um deles a ser encurralado durante uma festa por alguém que ao saber que se trata de um filósofo lhe pergunta: “Bom, o que é então a filosofia?” A piada reflecte na verdade o desconforto de muitos filósofos e a desconfortante consciência de não serem capazes de dar uma resposta directa e clara. Muitos filósofos recorrem ao método de responder por listas, explicando que a filosofia é acerca de “questões fundamentais” como “a verdade”, “o que se pode conhecer?”, “qual a natureza de uma boa acção?”, “qual a natureza da mente e a sua relação com o corpo?”. A outra maneira de lidar com a questão é algo evasiva e envolve afirmar o menos possível, algo como: “Bom, a melhor maneira de compreender o que é a filosofia é fazê-la”. É provável que ambas as respostas, embora tendo um fundo de verdade, deixem os interlocutores perplexos, e com razão, insatisfeitos e com vontade de se afastarem para ir buscar outra bebida — para grande alívio do filósofo.

Penso que cabe aos filósofos lidar frontalmente com esta questão. Afinal, somos pagos para isso. A minha resposta imediata, que mais tarde terá de ser ligeiramente aperfeiçoada, a esta questão é a seguinte:


A filosofia é o que acontece quando se começa a pensar pela própria cabeça.

Pode-se acrescentar um pouco mais. Assim que nos libertamos dos hábitos das crenças recebidas, as que por acaso se adquiriu mesmo acerca de questões básicas, e começamos realmente a pensar acerca daquilo em que devemos acreditar, à luz da razão (argumentos) e indícios, começámos a fazer filosofia. A “tradição” de se apoiar antes em “autoridades” e “textos sagrados” é o estado normal das coisas e não a excepção na história — para muitos é ainda a maneira natural de viver. Além disso, pensar por si próprio não é algo que se leve a cabo facilmente por mero capricho, mas antes algo que é preciso reforçar como a um músculo, através de bons hábitos mentais. A filosofia é um modo de vida, que se constrói ao longo dos anos; o pensamento filosófico é um estado de espírito que se torna parte da própria natureza de uma pessoa.

É comum encarar-se a filosofia como um luxo imprático, desnecessário. Uma futilidade, lúdica na melhor das hipóteses, que se acrescenta à vida depois de se ter tratado das coisas práticas. Mas isto é um erro.

Longe de ser desnecessária, a filosofia é inevitável a partir do momento em que as pessoas deixam de tomar por adquirido as crenças que receberam e, ao invés, começam a pensar nelas com cuidado, autonomamente. A glória da filosofia — e seguramente um dos aspectos imediatamente interessantes para os que se sentem atraídos por ela — é nada estar interdito, nem mesmo o valor da razão, ou, na verdade (embora isto possa parecer paradoxal), o próprio estatuto da filosofia. Não há restrições. Só algo como argumentação e a discussão sem limites parece constante. É uma liberdade maravilhosa. Ou somos escravos das crenças que por acaso adquirimos através das circunstâncias contingentes da maneira como fomos educados e do lugar em que o fomos, ou somos até certo ponto filósofos. A filosofia é o bastião do pensamento livre e da exploração de ideias, acima de tudo.

A filosofia por vezes trata a questão da maneira como devemos viver. Pode-se argumentar que a própria adopção de uma atitude filosófica é exactamente o modo como se deve viver — tudo o resto é submissão crédula. Claro que se trata de uma questão de grau, mas na maioria dos casos é um bilhete de ida para a liberdade de pensamento: depois de o experimentar ninguém quer regressar à escravidão novamente.

Seria errado pensar que a filosofia nos deixa constantemente num estado de dúvida vaga. Aceita-se as próprias crenças com base nos melhores argumentos. Mas deixa-se a porta entreaberta à discussão suplementar. Na verdade são os que adoptam as suas crenças como actos de vontade e fé que se apoiam em terreno instável, onde podem ser derrubados por acaso, com as consequências dolorosas da desilusão, do vazio e da perda. O resultado pode ser catastrófico porque caem, se o fazem, de uma altura tal e de um lugar onde se julgavam absolutamente seguros. Depois disso, o quê? A filosofia não sonha tão alto. Está também preparada para viver corajosamente com isso. Apesar de mudarmos de crenças à luz de novos argumentos, podemos assegurar-nos que, da última vez que defendemos uma perspectiva, fizemos o melhor para chegar realmente ao fundo da questão. A filosofia não gera a dúvida vazia nem uma certeza inalcançável.

Como modo de vida, a filosofia e o pensamento filosófico não prometem a felicidade, mas penso que realçam o que há de melhor nos seres humanos. A filosofia dá corpo àquilo que há de mais nobre na nossa espécie.

A casa que os filósofos construíram

A filosofia assemelha-se muito a uma casa que se constrói sobre estacas num rio. Nessa casa podemos fazer todo o género de coisas — construir coisas, movê-las de um lado para o outro — mas estamos sempre cientes de que a estrutura é suportada por pilares assentes em algo potencialmente e, amiúde, realmente inconstante. A filosofia desce repetidamente para ver como estão as coisas perto da base dos pilares e na verdade inspecciona os próprios pilares. As coisas podem precisar de mudança lá em baixo. Para os filósofos isto não é apenas a natureza da filosofia mas a condição intelectual genuína da humanidade. É a filosofia que presta uma atenção detalhada a essa condição e a leva a sério. Isto em vez de a ignorar ou resolvê-la de um modo sofístico.
As áreas da filosofia

O âmbito da filosofia é vasto e basicamente unificado. Contudo, para clarificar questões e desenvolver competências, divide as suas energias em áreas de especialização. Estas áreas têm duas características. Por um lado, algumas áreas têm um objecto de estudo que parece sustentar grande parte daquilo que pensamos e fazemos. Por outro, outras áreas sustentam preocupações mais particulares. As áreas alimentam-se entre si e estão inter-relacionadas. A filosofia não se constrói como outras disciplinas, verticalmente, a partir de fundamentos básicos inquestionados. Não consiste em parcelas fáceis que todos podemos pressupor, a partir das quais se faz as parcelas mais complexas. Não há, como se diz, águas pouco profundas em filosofia — quando se começa, todas as questões profundas entram de imediato em jogo.

No que diz respeito aos capítulos deste livro, pode-se dividir a filosofia em três grupos.


Grupo 1
Lógica
Epistemologia
Metafísica


Grupo 2
Ética
Filosofia da mente
Filosofia da linguagem
Filosofia da ciência


Grupo 3
Filosofia antiga
Filosofia medieval
Filosofia moderna: séculos XVII e XVIII
Filosofia política
Estética
Filosofia continental
Filosofia da religião




A relação entre estas subdivisões da filosofia não se caracteriza pela dificuldade mas pela generalidade, havendo um decréscimo de generalidade à medida que nos afastamos do centro. Isto não significa que os temas das áreas exteriores são menos importantes. Ao invés, o que acontece é que os temas do Grupo 1 sustentam os problemas considerados no Grupo 2 e têm consequências para as conclusões a que se chega no Grupo 2 — este grupo encontra-se em constante referência ao Grupo 1. Os temas no Grupo 3 não levantam considerações filosóficas fundamentais novas que não sejam tratadas nos grupos 1 e 2, mas, ao invés, aplicam a áreas específicas todos os problemas que se encontra nesses grupos. Eis alguns exemplos: a metafísica pode lidar com a questão de que categorias de entidades fundamentalmente existem; a estética preocupa-se em saber como existem as obras de arte; que género de entidades são? A ética examina em que consiste afirmar que devemos fazer algo, em que consiste algo ser moral ou imoral; a filosofia política estuda a forma correcta de organizar a sociedade, se é que esta deve ser organizada de todo em todo.

Os capítulos históricos aqui listados, como a filosofia antiga e a filosofia medieval lidam evidentemente com todos os problemas centrais da filosofia, tal como são tratados num determinado período ou escola de pensamento.

Os problemas da filosofia

Eis uma lista de alguns dos problemas filosóficos mais básicos e mais comummente tratados. Não se preocupe demasiado com a maneira como tais questões seriam tratadas por um filósofo — basta dar-lhes uma olhada e considerar como poderia responder-lhes, de uma maneira intuitiva e imediata — quase aposto que em breve o leitor dará por si em águas mais profundas do que espera, águas realmente filosóficas. Na verdade, não se sinta pressionado para encontrar uma resposta, mas pense em diversas maneiras possíveis de responder e que razões se tem para pensar que essas respostas são correctas. As respostas, ou apenas a maneira por que se deve começar sequer a responder-lhes, são muito menos directas do que poderíamos supor.


Qual é a natureza da filosofia?
Há problemas filosóficos?
Qual é o método correcto para resolver problemas filosóficos?
Quando temos boas inferências?
Qual é a natureza da racionalidade?
O que é a verdade?
O que é conhecer algo?
O que percepcionamos quando afirmamos percepcionar o mundo?
Podemos saber que o mundo exterior existe?
O que é a realidade?
Em que consiste algo existir?
Que géneros de coisas existem?
O que é uma causa?
Em que consiste algo ser moralmente bom?
O que é a vida boa?
Poderá justificar-se os juízos éticos?
Qual é a natureza da mente?
O que é a consciência?
O que é o eu?
O que é isso de as expressões de uma língua terem significado?
O que é compreender o significado de uma palavra?
Poderá justificar-se a indução?
O que é uma lei científica?
Qual é a melhor maneira de organizar a sociedade?
O que justifica o poder do estado?
O que são os direitos humanos?
O que é uma obra de arte?
Poderemos justificar as avaliações que fazemos das obras de arte?
O que determina o significado de uma obra de arte?
Em que consiste justificar a existência de Deus?
Qual é a natureza de Deus?
Como devemos viver?

Intemporalidade

Não é controverso afirmar que os problemas filosóficos são intemporais. Para alguns parece uma desculpa para examinar problemas que de facto podem não ter resposta alguma porque à partida há algo errado em considerá-los “problemas”. Contudo, o objecto de estudo da filosofia comporta-se seguramente como se os problemas filosóficos fossem intemporais. Determinados tópicos podem ser uma preocupação mais central em dada altura, mas isso é sobretudo função da moda. Os tópicos e questões centrais surgem repetidamente. Raramente se dá o caso de um assunto considerado pela filosofia ser inteiramente dispensado, ou desvalorizar-se a maneira como anteriormente foi tratado. Muito pelo contrário. Os filósofos dão consigo a regressar aos filósofos do passado, pelo menos para usar as suas ideias sobre determinados tópicos como ponto de partida, mas normalmente é mais do que isso. Um livro que considera a natureza da justiça irá naturalmente averiguar o que Platão tinha para dizer. Os problemas da indução e da causalidade envolvem normalmente uma discussão aprofundada de Hume. Descartes é muitas vezes o ponto de partida para se considerar a natureza da mente.

Não é de todo em todo claro que se progrida em filosofia como se faz noutras áreas. Neste sentido a filosofia é muito diferente da ciência — um químico raramente acharia interessante averiguar o que outro químico afirmou acerca de algo há cem anos.

Pode-se portanto perguntar qual é o sentido da filosofia, neste caso, dado que não resolve definitivamente os problemas. Como foi já sugerido, os problemas filosóficos surgem quando começamos a pensar profundamente acerca das nossas crenças mais fundamentais. Quando o fazemos descobrimos amiúde que nem compreendemos inteiramente o conteúdo dessas crenças, nem temos qualquer justificação clara para as defender. Para um determinado tipo de mente isto é desconcertante e os problemas não desaparecem através da aceitação de respostas palavrosas ou em resposta a um quadro mental depreciativo. Talvez não sejamos capazes de apresentar soluções finais, mas, ainda assim, podemos chegar a uma conclusão que resulte do melhor pensamento disponível sobre um dado assunto.

Concluiria que os problemas filosóficos são intemporais em virtude da sua profundidade, generalidade e, em consequência, da incerteza que rodeia os próprios métodos pelos quais podemos abordá-los da melhor maneira. O resultado é que os problemas não morrem, nem as maneiras de tentar resolvê-los ou pelo menos lidar com eles.

Uma coisa é bastante certa: a questão de os problemas filosóficos serem ou não intemporais é em si própria um problema filosófico.
Além do factual

A filosofia não se preocupa normalmente com a recolha de factos. Pode-se deixar isso para outras disciplinas, como a ciência, a história, a psicologia ou a antropologia. Há uma razão dupla para isto. Em primeiro lugar, a filosofia lida normalmente com assuntos que têm de estar pressupostos na recolha de factos — questões acerca da verdade e cognoscibilidade da realidade, por exemplo. Qualquer tentativa de resolver os problemas filosóficos por referência aos factos cairá portanto muito provavelmente em petição de princípio. Não podemos, por exemplo, referir-nos aos indícios reunidos através da percepção para resolver o problema filosófico acerca do que se pode conhecer sobre o mundo através da percepção, se é que podemos conhecer algo. Em segundo lugar, os factos são normalmente insuficientes para lidar com o problema filosófico. Isto é particularmente óbvio em ética. Argumenta-se em geral que nenhuma referência a como as pessoas são e o que realmente fazem pode responder à questão acerca do que elas devem fazer. Isto não significa que se ignora os factos, apenas que os factos são insuficientes para nos permitir chegar a conclusões acerca dos assuntos com que a filosofia lida.

Os objectos de estudo da filosofia

Esta secção oferece um esboço conciso dos objectos de estudo da filosofia discutidos neste livro. O livro não trata exaustivamente de tudo na filosofia, mas pode-se afirmar com justiça que todas as áreas centrais estão aqui representadas.
Epistemologia

Aqui o objecto de estudo é a natureza do conhecimento e, dada essa natureza, o que se pode afirmar com verdade que podemos conhecer, por contraste a ter apenas crenças e opiniões acerca disso. Será que podemos rebater as perspectivas de cépticos que afirmam que, estritamente falando, não podemos conhecer tudo aquilo que afirmamos poder conhecer, se é que podemos conhecer alguma coisa?
Metafísica

Que categorias de coisas em última análise existem, que conexões há entre elas e como nos surgem? Será que todas as coisas que nos aparecem são reais, ou será que derivam de algo mais fundamental? E o que dizer acerca da existência de coisas que não “existem” no sentido usual do termo mas às quais, não obstante, nos referimos, tais como unicórnios e números?
Lógica

Aqui trata-se da natureza e identificação das boas inferências: as circunstâncias em que se diz que uma afirmação se segue de outra. Procura-se compreender e classificar os casos em que as afirmações, se são verdadeiras, justificam em alguma medida a verdade de outras afirmações.
Ética

Aqui trata-se de valores (normativos, por contraste com questões de facto) no que respeita as acções humanas. Em que consiste considerar algo que fazemos como bom ou mau? Em que consiste afirmar que devemos fazer ou não fazer algo? Não basta discutir o que fazemos, temos de discutir o que devemos fazer e o que significa afirmar isto.
Filosofia antiga

Consiste no estudo dos filósofos do mundo grego e romano. Normalmente concentramo-nos na filosofia grega a partir de c. 624 a.C., que assinala o nascimento do pré-socrático Tales, até 322 a.C., a morte de Aristóteles. As figuras mais importantes são indubitavelmente Platão e Aristóteles. É frequente alargar-se este período para incluir o John Shand
Retirado de Fundamentals of Philosophy, org. John Shand (Londres: Routledge, 2003).mundo romano. É impossível exagerar a importância do pensamento no mundo antigo. Aqui encontramos quase tudo, desenvolvido em graus diversos, o que caracteriza a perspectiva ocidental. Na verdade representa um ponto de viragem na história humana, onde pela primeira vez se aplica a todos os níveis na resolução dos problemas mais profundos, em vez de apelar à mera autoridade ou à longevidade de uma ideia.
Filosofia medieval

Esta área abrange, há que assinalar, o estudo de filósofos ao longo de um vasto período de cerca de mil anos, desde Santo Agostinho de Hipona (354-430 d.C.) e Guilherme de Occam (c. 1285-1349 d.C.) e se prolonga pelo menos até à renascença. O fio condutor é a ascensão e predomínio do cristianismo, que permeia a filosofia que se faz durante este período. O outro elo mais importante ao longo deste período é a interpretação e adaptação da metafísica de Aristóteles.
Filosofia moderna: os séculos XVII e XVIII

Pode parecer estranho chamar “filosofia moderna” à filosofia que se faz nos séculos XVII e XVIII. Indica o período de surpreendente fecundidade no pensamento filosófico e uma nova maneira de fazer filosofia que foi uma ruptura significativa em relação ao que ocorria antes. Além disso, muitas das maneiras pelas quais contemporaneamente se faz filosofia ainda derivam do pensamento deste período. As figuras centrais são Descartes, Espinosa, Leibniz, Locke, Berkeley e Hume.
Filosofia da mente

A que tipo de entidade nos referimos quando falamos acerca da “mente”? Como se relaciona o discurso acerca da mente com o discurso acerca daquilo a que normalmente chamamos os nossos “corpos”? Serão a mente e o corpo um só, ou será que a mente é afísica? Como pode a apercepção consciente e o entendimento pelas quais nos referimos às coisas surgir da matéria inerte? O que significa afirmar que alguém é a mesma pessoa ao longo da sua vida e em que medida é que isso justifica a afirmação?
Filosofia da linguagem

Em que consiste uma expressão, oral ou escrita, ter significado e capacidade de referir coisas? O que constitui a compreensão que uma pessoa tem de uma palavra, quando sabe como deve ser usada correctamente?
Filosofia da ciência

O que define uma lei da natureza? Como difere de outras afirmações acerca do mundo? De que maneira as teorias científicas se justificam pelos indícios, caso se justifiquem? Como podemos saber que as nossas leis da natureza descrevem características do mundo que persistirão da próxima vez que o examinarmos?
Filosofia política

Como se deve organizar a sociedade? O que justifica a existência de um estado que pode legitimamente usurpar o poder às pessoas? Como se deve controlar o estado? O que justifica a propriedade privada, se é que se justifica? Como adquirem as pessoas direitos que não podem ser violados senão em circunstâncias especiais, se é que os adquirem?
Filosofia das artes

Pode-se definir o que é uma obra de arte? O que queremos dizer quando afirmamos que uma obra tem uma certa qualidade estética, como a beleza? O que determina o significado de uma obra de arte? O que justifica as diferenças entre avaliações de obras de arte, se algo o faz?
Filosofia da religião

Até que ponto os argumentos que justificam a existência de Deus são bons? Será que precisamos de argumentos a favor da existência de Deus, ou será a fé suficiente? Qual é a natureza de Deus e como se relaciona com o género de criaturas que somos?
Filosofia continental

É controverso afirmar que o grupo de filósofos que amiúde se agrupa sob esta designação se presta a tal classificação de uma maneira coerente, e este capítulo trata sobretudo dessa questão. Negativamente, a designação pode indicar uma divergência de métodos e preocupações filosóficas entre filósofos da Europa continental e filósofos de expressão inglesa no Reino Unido, América do Norte, Nova Zelândia e Austrália. Positivamente há talvez um fio condutor que parte do filósofo Immanuel Kant (1724-1804) até ao presente, passando por pensadores como Jacques Derrida, e pode-se encarar isto como diversas maneiras de responder à perspectiva filosófica do idealismo transcendental. Os filósofos recentes encontram-se aqui marcados pelo questionamento mais fundamental da natureza e na verdade da existência da própria filosofia.
O futuro da filosofia

A filosofia continuará enquanto algumas pessoas mantiverem a perspectiva de que pensar cuidadosamente por si próprias é importante. É difícil determinar que preocupações filosóficas estarão no centro das atenções das pessoas no futuro. Mas parece que haverá sempre alguém a tentar debater-se com as questões mais profundas, indisposto a aceitar sem questionar as respostas que por acaso estejam à mão.

John Shand
Retirado de Fundamentals of Philosophy, 

org. John Shand (Londres: Routledge, 2003).