"O maior inimigo da autoridade é o desprezo e a maneira mais segura de solapá-la é o riso." (Hannah Arendt 1906-1975)

terça-feira, 31 de julho de 2018

A Entrevista de Bolsonaro e as Coisas como Elas Estão.



Milton Pires

Tenho aqui a pretensão de descrever, na realidade política, as coisas como elas estão. Azar de quem não gostar: o autor não há de se comportar “democraticamente” (seja lá o que signifique isso no Brasil de 2018).

Vou escrever com a humildade de um torcedor da Seleção Argentina, a delicadeza de Mike Tyson e a caridade de Voltaire.

A expectativa da Nação com relação à participação de Bolsonaro no interrogatório do processo administrativo e disciplinar, na Comissão de Ética, no depoimento à Policia, que foi o Roda Viva deixou passar, sem maiores comentários, uma notícia bombástica do Jornal Nacional.

A Rede Globo, no seu show de mentiras diárias das 8 da noite, assumiu claramente o papel de “Polícia da Imprensa”.

Polícia da Imprensa, sim! Ontem a Globo anunciou que “vai reunir seus veículos de comunicação para combater as “fake news” nas Redes Sociais! Pergunto o seguinte: quem foi que deu procuração à Globo para defender o Brasil de notícias falsas no Facebook, Twitter ou seja onde for? Quem são a Globo, BAND, RBS, SBT ou Record para dizerem aos brasileiros aquilo que é verdade ou mentira? Eles que se preocupem com a veracidade daquilo que eles mesmos publicam!

O Brasil não precisa de ajuda DA Rede Globo; precisa de ajuda CONTRA Rede Globo, RBS, BAND, Record e, é claro, como se viu ontem à noite na entrevista de Jair Bolsonaro, contra o bando de picaretas do PT, PSOL e PC do B que aparelharam a TV Cultura!

Fake News, expressão popularizada por Donald Trump para ser usada contra escória comunista que infesta a Costa Leste dos Estados Unidos, é algo que não tem sentido algum no Brasil. O Brasil não tem Fake News; tem Fake Press! A imprensa brasileira INTEIRA é controlada por Vagabundos Petistas, do PSOL e PC do B e as redações já eram dominadas pelos “antepassados deles”, por gente do “Partidão”, como o comunista Vladimir Herzog, desde a década de sessenta.

Antes de terminar o JN, já era notícia o fato de que o Ministério Público Federal quer reabrir o caso de Vladimir Herzog (só o do Herzog; o do Mário Kozel Filho pode deixar como está) – estava dada a dica sobre o que seria a entrevista do Bolsonaro.

A “Yoko Ono da Coréia do Norte” que trabalha na Revista VEJA e seus “companheiros de Revolução Jornalística” da bancada do Roda Viva deixaram isso bem claro no início da entrevista de ontem e mais: deram “uma palinha”, “um gostinho”, de qual será o nível da relação da Imprensa Vagabunda Petista com um eventual governo de Jair Bolsonaro.

Falaram sobre tudo: escravidão, Herzog, 1964, Brilhante Ustra, colonização portuguesa, Jesus Cristo...não abordaram a descoberta do fogo e a construção das pirâmides do Egito, mas todos os outros “assuntos recentes” foram abordados, sim !

Irônico é ver a Imprensa, essa Imprensa que vimos ontem no Roda Viva, essa gente da Globo e de outras Organizações pagas pelo Foro de SP, sustentarem que “é preciso melhorar o nível dos médicos no Brasil e que uma prova nacional depois da formatura é importante para garantir que o médico esteja apto para exercer a profissão”...rss.

O Médico Brasileiro precisa estar “apto para exercer a profissão” no país do “mosquito da gripe”, das “doulas”, das “práticas alternativas”, do “Dr. Bumbum”, do Alexandre Padilha, da “dancinha da gestante” e agora do “Jesus refugiado” do Roda Viva...rss

Bolsonaro, eu lhes digo sem ser fanático pela ideia de ser governado por ele, saiu-se muito bem: eu não teria (nem quero ter) a metade do equilíbrio emocional que ele teve ao escutar que “Jesus foi refugiado”, que “temos dívida histórica com negros” e outras asneiras dignas de Diretório Central de Estudantes da UFRGS, USP, UnB e dessas histéricas anoréticas feminazis que tem mais quantidade de cabelo nas axilas do que na cabeça raspada com máquina zero.

Se alguém me perguntasse (como fizeram para Bolsonaro) qual seria “meu legado” para o Brasil, eu responderia de cara: “livrar a Nação da hegemonia marxista na imprensa, das mentiras e da dominação cultural de gente como vocês” (pronto: fim da entrevista na mesma hora..rss), mas como eu já escrevi antes – votarei em Bolsonaro com a esperança de que ele chame o Exército, feche o Congresso, acabe com a existência do STF (deixando apenas o STJ) e promova uma verdadeira guerra contra o tráfico de cocaína no país.

Nãos sei se minha esperança se realiza: acredito que até outubro a Organização Criminosa (o “sistema” como dizia o Coronel Nascimento) pode assassinar Bolsonaro, penso que as urnas podem ser fraudadas para dar a vitória para um “suco d’água” como Alckmin ou para uma “mulher de plástico” como Meirelles.

Tenho também o medo de que a quadrilha do MDB que vai continuar controlando o Congresso proponha o impeachment de Bolsonaro e que o gigolô de escritório de advogacia e office boy petista que controla o STF dê andamento à coisa.

É isso, meus amigos, assim são as coisas como elas estão aqui no Brasil: teremos que esperar até outubro para ver o que acontece e rezaremos para que Jesus Cristo nos ajude…

Aliás, por falar em Jesus e antes do ponto final: lembro ao companheiro da Teologia da Libertação que estava na bancada ontem (e que no seminário deve ter feito a alegria dos colegas de dormitório) que Jesus Cristo, além de não ter fugido de coisa alguma durante a vida, nunca mandou matar o Prefeito de Jerusalém e não tomou porre antes de ser crucificado.

31 de julho de 2018.

Militantes do PT prometem iniciar greve de fome em frente ao STF

Militantes do PT prometem iniciar greve de fome em frente ao STF: Seis militantes do PT prometem iniciar, na tarde desta terça-feira (31), uma greve de fome diante do STF (Supremo Tribunal Federal) em apoio ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, preso na Superintendência da Polícia Federal em Curitiba desde abril. A informação foi antecipada pela coluna "Painel" no começo de julho. 
Leia mais (07/30/2018 - 21h49)


Jesuítas acolhem os grevistas de fome do PT

Jesuítas acolhem os grevistas de fome do PT:

Os seis lulistas recrutados pelo MST para a tal greve de fome em nome de Lula "ficarão alojados no Centro Cultural de Brasília (CCB)", informa o PT...





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O PROGRAMA QUE EU ASSISTI – RODA VIVA


         Pois bem, com uma audiência record, a TV mostrou ontem a entrevista do candidato Jair Bolsonaro ao “temido” Roda Viva (a Manuela D’Ávila que o diga).
         Enquanto grande parte do Brasil tinha curiosidade para saber mais sobre o Bolsonaro, a direção do programa errou feio na seleção dos entrevistadores, mais preocupados em falar do passado e – burramente – desestabilizar o candidato do que saciar a fome de saber dos assistentes.
         Não vou aqui julgar se o Bolsonaro deu conta do recado, mas sim comentar a raiva com que os jornalistas convidados se portaram no programa.
         É óbvio que teve gente que vibrou com a “agressão desmedida” praticada contra o entrevistado. Normal para um país que acredita no Neymar Jr., e parou para torcer (muito) pela seleção na Copa.
         O que faltou no programa foi consistência das perguntas. Muito evasivas e burras! Afinal, era a chance de conhecermos melhor o candidato.
         Bolsonaro foi debochado, e arrogante até, quando viu o “nível” dos entrevistadores. De assustado sentiu-se a vontade. Disse até umas verdades para alguns que insistiam – burramente – em desarticula-lo.
         Tivessem, os jornalistas entrevistadores, usado de um pouco de inteligência e, quem sabe, atingido seus objetivos.
         Do jeito que foi, só um foi vitorioso neste debate.

         Marcelo Aiquel – advogado (31/07/2018)

31 de Julho de 1566: Morre Inácio de Loyola, fundador da Companhia de Jesus

31 de Julho de 1566: Morre Inácio de Loyola, fundador da Companhia de Jesus:

Filho de um nobre basco de  família tradicional, Inácio foi o mais novo de treze irmãos e irmãs. Nasceu a 31 de Maio de 1491 no Castelo de Loyola, perto de Azpeitia, no País Basco. Quando jovem, foi soldado e lutou no cerco de Pamplona pelos franceses, em 1521, sendo gravemente ferido em combate. Na sua longa convalescença, leu muito sobre a vida de Cristo e dos Santos e, finalmente, resolveu dedicar a sua vida ao serviço de Deus. Após um ano de retiro na Catalunha, fez uma peregrinação a Jerusalém.
De 1524 a 1534, consagrou-se aos estudos e graduou-se mestre em letras pela Universidade de Paris. Nessa cidade, desenvolvia um trabalho evangélico junto ao povo e, como era leigo, despertou suspeitas entre as autoridades da Igreja. De qualquer forma, agrupou ao seu redor sete estudantes (entre os quais o futuro São Francisco Xavier) com o intuito de catequizar os muçulmanos na Palestina. Diante da impossibilidade da missão o grupo, agora com dez integrantes, apresentou-se ao papa Paulo III e colocou-se à sua disposição para quaisquer fins.
Assim fundou-se a Companhia de Jesus, em 1540, quando Paulo III deu à associação o título de ordem religiosa, da qual Inácio, padre desde 1537, foi o primeiro superior-geral, atribuindo-lhe como objectivo a reconquista católica em regiões protestantes. De facto, os jesuítas constituíram a linha-de-frente da Contra-reforma ao serviço do papado - ao qual prestavam um voto especial de obediência.
A educação foi considerada por Inácio de Loyola o principal instrumento de reconquista dos protestantes e de catequização dos gentios. Assim, os jesuítas fundaram missões, retiros, colégios e universidades. O seu papel na colonização do Brasil, por exemplo, merece destaque, em especial pela contribuição dos padres José de Anchieta e Antonio Vieira.
Inácio de Loyola modelou a espiritualidade elevada e dinâmica dos seus religiosos a partir do seu livro "Exercícios Espirituais". Faleceu a 31 de Julho de 1556 e foi canonizado  a 12 de Março de 1622.
wikipedia (Imagens)


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Inácio de Loyola


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Os milagres de Santo Inácio - Peter Paul Rubens
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Fresco "Aprovação da Companhia de Jesus", onde Inácio de Loyola recebe a benção do Papa Paulo III 





segunda-feira, 30 de julho de 2018

Os algoritmos militantes

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Nos últimos meses, escrevi vários artigos tratando da importância das redes sociais para a democratização do direito de opinião. Com o advento da internet, dos blogs e sites, e, por último, das redes sociais, esse direito se expandiu influenciando fortemente a política. Para quem educou a mente a descartar o lixo, assim como em casa se separa o lixo doméstico, houve um descomunal ganho de pluralidade, qualidade e inteligência. O efeito desse fenômeno sobre o esquerdismo dominante nas redações dos principais veículos da mídia tradicional foi arrasador. Sua posição hegemônica entrou em colapso.

Num período de tempo extremamente curto, diferentes modos de ver a realidade e de interpretar os fatos passaram a influenciar milhões de pessoas. Princípios, valores e autores consagrados em outros países, aqui mantidos ocultos, ganharam notoriedade. As árvores do pomar acadêmico foram sacudidas e muitas frutas podres vieram ao chão, em plena sala de aula, derrubadas por alunos que simplesmente foram ler “fora da caixa do professor”. O monopólio da “narrativa” e da “interpretação” exercido pelos que atuavam como fazedores de cabeças simplesmente ruiu. Absurdos, como, por exemplo, a suposta inocência de Lula, perderam espaço; o naturalmente ridículo, como, por exemplo, os cursos de extensão universitária sobre o “golpe de 2016” em universidades federais, se tornou escandalosamente ridículo.

Enquanto, no mundo real, a inteligência se abastecia, no impenetrável bas-fond das plataformas, os companheiros algoritmos operavam para virar o jogo. O Facebook, por exemplo, declarou-se vocacionado às trivialidades da vida cotidiana, social e familiar. Se você estiver interessado em puppys e kittens, culinária e arranjos de flores, eventos familiares, entre que a casa é sua! Mas se você pretende usar a rede para restituir o Brasil a seu povo, salvando-o dos corruptos, dos coniventes, dos omissos, dos incompetentes e dos vilões, então seus amigos e seguidores ficarão sem saber que você ainda existe. Será sepultado em vida. E isso representa um nada para quem já enterrou no ambiente acadêmico Burke, Kirk, Chesterton, Aron, Sowell, Mises, Friedman, Hayek, Bohm-Bawerk e tantos outros gigantes do pensamento conservador e liberal.

A reação iniciou no começo deste ano, multiplicando na mídia tradicional a afirmação de que as redes sociais se haviam tornado uma usina de fake news. E elas existem, sim! Altas autoridades da República as disseminam quando anunciam investimentos que não se verificam, ou proclamam realizações mágicas como a extinção da miséria e o fim da fome, Acontecem fake news quando se apresenta Lula ao mundo como um São Thomas More de Garanhuns, condenado apenas porque virtuoso.Foi para enquadrar ideologicamente esses ataques que escrevi vários artigos apontando, em contrapartida, o problema das fake analysis na mídia tradicional, pois são essas mistificações as que mais desencaminham a opinião pública. A elas, com grande vantagem, se opunham tantos bons e sérios autores nas redes sociais.

Enfim, os algoritmos companheiros, ao que tudo indica, estão no comando. Enquanto o mercado não reagir criando novas plataformas, o Ministério Público não intervier, o Congresso não tomar providências (?), os instrumentos da inteligência artificial agirão ocultos, a serviço da conhecida má-fé natural daqueles que os manipulam.

VAGABUNDOS PETISTAS convocam jejum nacional para reafirmar candidatura de Lula ao Planalto

PT convoca jejum nacional para reafirmar candidatura de Lula ao Planalto:

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Imagem: Reprodução / Redes Sociais
O PT pretende convocar um jejum nacional para o dia 4, quando será realizada a convenção que vai oficializar a candidatura presidencial de Lula. O ato será em solidariedade aos militantes que farão greve de fome pela liberdade do ex-presidente.
Mais informações »


PERGUNTAS DE JORNALISTA DA FOLHA DE SP PARA BOLSONARO NO RODA VIVA DE HOJE.


Traduzir é trair, sim

Traduzir é trair, sim:



Traduzir é trair, sim


Caetano Galindo (1973) é doutor em linguística pela Universidade de São Paulo e professor na Universidade Federal do Paraná. Seu livro de contos “Ensaio sobre o Entendimento Humano” venceu o Prêmio Paraná de Literatura de 2013. Tornou-se um dos mais premiados tradutores brasileiros, vertendo para o português brasileiro autores complexos como Thomas Pynchon, David Foster Wallace e, principalmente, James Joyce. A obra de Joyce encontrou em Galindo um tradutor ao mesmo tempo criativo e preocupado com a inteligibilidade do texto. Entre outros, traduziu “Ulysses”, “Finn’s Hotel” e agora se prepara para lançar pela Companhia das Letras uma nova tradução do volume de contos “Os Dublinenses”. Nesta entrevista, da qual também participa o professor e escritor Ademir Luiz, Caetano Galindo fala sobre os livros de James Joyce, o papel do tradutor, a leitura nas novas gerações, autores contemporâneos e a importância do sim na literatura.

O que esperar de sua tradução de “Os Dublinenses”, de James Joyce, lançado em pré-venda pela Companhia das Letras a partir de setembro? É uma edição comentada?

Caetano Galindo — Ela vem com uma “nota” do tradutor, que esclarece coisas como as correspondências de valores monetários com mais de um século distância; vem também com mais de 250 de notas de rodapé, uma cronologia da obra e do autor e, como bônus, tem um conto que inspirou a escrita do livro, traduzido e apresentado por Vitor Alevato do Amaral, pesquisador da obra de Joyce que o desenterrou da imprensa da época.
Com “Os Dublinenses” o senhor se consolida como um dos principais tradutores de James Joyce no Brasil. Costuma-se afirmar que a tradução de Antonio Houaiss para “Ulysses” (“Ulisses”, na tradução de Houaiss) foi sobretudo uma “tradução de filólogo”, embora inventiva quando necessária. Ao passo que o trabalho realizada por Bernardina Silveira privilegiou a fluência do texto, procurando atender ao leitor não especialista interessado em ler um livro considerado difícil. Qual seria a marca de sua tradução de “Ulysses”?

Caetano Galindo — Não ser nem uma nem outra. Contar com o fato de que elas existiam e cumpriam seus papéis, diferentes papéis, o que me deixou livre pra buscar uma espécie de caminho do meio, tentando manter o nível de invenção, de variedade do livro, mas ao mesmo tempo evitando opacificar a prosa do “Ulysses” com algum tipo de “elevação” de registro de linguagem.
James Joyce afirmou que escreveu “Ulysses” para que os leitores dedicassem suas vidas a interpretar o livro. O crítico Otto Maria Carpeaux, ironizando, retrucou que só iria dedicar alguns meses ao romance, uma vez que tinha outros planos para o restante da vida. O senhor encontrou um meio termo razoável?

Caetano Galindo — Eu passeio. Eu dou umas traídas em Joyce. Mas acredito, sim, que vou passar o resto da vida lidando com a obra dele. No que ela não é tão fundamentalmente diferente de qualquer outra grande obra na história da arte…
Joyce, Proust e Kafka costumam ser citados como os “donos da literatura do século 20”. É possível projetar quem ficaria com a medalha de ouro, prata e bronze? Por quê?

Caetano Galindo — Ih! Vocês vêm perguntar isso pra mim!? Acho Kafka o maior dos escritores menores, o que é um imenso elogio, de verdade. Mas li pouco. Vou me arrepender de ter escrito isso. Proust é fascinante, mas em algum sentido é um escritor menos “fértil” que Joyce. Joyce, pra mim, leva o troféu pela abundância. Ele fez mais coisas, mais diferentes, com mais risco, com mais intensidade. Ele quase ganha na força bruta. E, em termos humanos, há uma coisa que eu nunca vou esquecer, e que me foi dita pelo Paulo Henriques Britto pela primeira vez. O “Ulysses” é a única obra do alto modernismo que é rigorosamente afirmativa. É um livro de “sim”. E isso pesa na minha balança.
kafka e proust
Esta propalada hegemonia temática e estética de Joyce, Proust e Kafka é fato inquestionável ou é mais uma das unanimidades burras denunciadas por Nelson Rodrigues? Colocaria um quarto ou quinto nome no panteão do século 20?

Caetano Galindo — Bom, o Nelson Rodrigues tinha tanta razão que até se traiu, né? Afinal, a frase dele sobre unanimidade acabou se tornando uma unanimidade. Olha, claro que a lista é questionável. Acho inquestionável o nome de Joyce como o maior romancista da primeira metade do século. Possível que seja do século todo. Mas na segunda metade do 20 teve tanta gente… tanta coisa diferente… Não me arrisco a pensar. Eu colocaria, hoje por hoje, Thomas Pynchon bem no alto da lista…
Tornou-se célebre a polêmica entre Edmund Wilson e Nabokov por conta da tradução para o inglês do romance em versos russo “Eugene Oneguin”, de Aleksandr Púchkin. Ocupou as páginas dos grandes jornais americanos durante meses e teve ampla audiência na comunidade intelectual. Algo parecido pode acontecer no Brasil?

Caetano Galindo — Depende de como vocês definem “parecido”. Aquilo dependia de um contexto muito específico. E da personalidade do Nabokov. Mas “escândalos” acontecem o tempo todo. Uma colega acaba de descobrir, por exemplo, que um texto proto-feminista do século 19 que teria sido traduzido no Brasil na verdade emprestou apenas o título à tradução de outro texto, que circulou assim “errado” por décadas, sem que ninguém se desse conta. Coisa antiga, é verdade. Mas coisas mais estranhas já aconteceram. Agora, em termos de visão “estética” da tradução eu até queria que algo como a briga Wilson-Nabokov acontecesse. Acho sempre bom quando se dá visibilidade a um processo tão fundamental na formação de todo mundo, e tão dado “de barato”.
Donaldo Schüler tomou decisões inusitadas ao traduzir “Finnegans Wake”, de Joyce, como, por exemplo, substituir Sterne e Swift por Machado de Assis e Eça de Queiroz. Traduzir é trair?

Caetano Galindo — Não há como traduzir “Finnegans Wake” sem tomar decisões “inusitadas”. As escolhas do Donaldo foram 100% racionais e, acima de tudo, coerentes com o projeto dele. Sobre a questão mais geral, eu sempre ilustro com interpretação musical. Porque as pessoas “acham” que querem transparência e “fidelidade” absoluta do tradutor (ainda que não saibam defini-la, quando confrontadas com exemplos complicados). Mas pra mim a questão é como a de uma peça de Bach lida pra você por um programa de computador (que vai executar a partitura milimetricamente, à perfeição), ou por um intérprete humano, pessoal, idiossincrático, que, curiosamente, vai trazer a peça à vida. Quem está “traindo” Bach? A tradução transparente é, acima de tudo, uma quimera, um estorvo. O tradutor precisa se responsabilizar pelo que faz, no sentido ético mais profundo, e não se faz isso se escondendo.
Philip Roth afirmou que a literatura irá desaparecer em poucas décadas, considerando o desinteresse dos jovens. Em sua experiência como professor, como tem visto a relação entra as novas gerações e a literatura?

Caetano Galindo — Primeiro, não sei se concordo com o Roth. Enquanto houver cinema, televisão, a literatura estará lá. A leitura, o suporte, já não sei…. Acho que a geração mais jovem é em tudo e por tudo melhor que a minha. Nesse quesito, acho que eles leem bem mais. Me preocupa um tanto o que eles leem, e o fato de que às vezes (e isso começou num grupo etário logo abaixo do meu) eles tendem a não “subir” na escala de complexidade, mas a levar consigo a literatura e a música da adolescência, que aí vão revestindo de uma aura de complexidade e riqueza…. mas não há só isso. Acho que não há motivos de preocupação…
De modo geral, os professores de literatura brasileiros são bons leitores? Como isto impacta a formação dos estudantes?

Caetano Galindo — Eu tenho imensa dificuldade com generalizações. Claro que eu acredito que em geral os professores de literatura sejam bons leitores! Mas daí a tirar grandes consequências desse tipo… sei não. Acho que ninguém vira professor de literatura por investimento profissional. Acho que as pessoas se movem por algum tipo de relação pessoal. E acho que é isso, saibam elas ou não, que elas tentam e podem transmitir.
Mesmo entre os joyceanos é pouco citada a obra dramatúrgica de James Joyce. Por quê? Ele era um bom autor de teatro?

Caetano Galindo — Estou traduzindo neste momento a única peça dela que sobrou. Ele é um dramaturgo interessante, sim. Mas é difícil (até pela temática da sua peça) não ver essa incursão como um “desvio” durante a preparação para a escrita de “Ulysses”. O “Ulysses” projeta uma sombra muito longa… tanto que até o “Finnegans Wake”, que pode muito bem ser maior que ele, acaba meio escanteado.
Acompanha a literatura contemporânea? Indicaria algum autor brasileiro ou estrangeiro?

Caetano Galindo — Eu tento. Adoro Ali Smith, Lydia Davis, gosto demais da Elena Ferrante, da Hilary Mantel. Thomas Pynchon continua ativo! Aqui, no Brasil, sou leitor devoto de Cristovão Tezza, Daniel Galera, Mauricio Lyrio… muita coisa… acho que estamos em tempos muito bons pra produção de literatura.

30 de Julho de 762: É fundada a cidade de Bagdad, centro de comércio e erudição do século VIII

30 de Julho de 762: É fundada a cidade de Bagdad, centro de comércio e erudição do século VIII:

No dia 30 de Julho de 762 d.C., é fundada Bagdad centro de comércio e erudição, cujas raízes remontavam à antiga Babilónia.
Em 634 d.C.  o recém-criado império muçulmano  expandia-se na região do Iraque, que à época fazia parte do Império Persa. Exércitos muçulmanos, sob o comando de Khalid ibn Waleed, deslocaram-se para a região e derrotaram os persas.  Ofereceram aos residentes, na maioria cristãos, duas escolhas: adoptar o Islão ou pagar uma taxa denominada “jizyah” para receberem a protecção do novo governo e serem excluídos do serviço militar.
O califa Omar ibn Al-Khattab ordenou a fundação de duas cidades para proteger o novo território: Kufah, a nova capital da região, e Basrah, a nova cidade portuária. A origem do nome Bagdad é controversa. Alguns dizem que provém de uma expressão do idioma aramaico significando "redil de ovelhas”. Outros defendem que decorre do antigo idioma persa: “bag”, que significa Deus, e “dad”, que significa presente – isto é, “Presente de Deus”.
Por volta de 762, a dinastia Abássida assume o poder do vasto mundo muçulmano e muda a capital para a recém-fundada cidade de Bagdad.  Ao longo dos cinco séculos seguintes, a cidade tornou-se centro mundial de educação, cultura e arte. Este período de glória passou a ser conhecido como “A Era de Ouro” da civilização islâmica, quando estudiosos do mundo muçulmano deram importantes contribuições às ciências e às humanidades. Sob o governo da dinastia Abássida, Bagdad transformou-se numa cidade de museus, hospitais, bibliotecas e mesquitas.
A maioria dos mais famosos sábios muçulmanos do século IX até o século XIII tiveram as suas raízes intelectuais em Bagdad. Um dos mais célebres centros de estudo foi Bayt al-Hikmah (a Casa da Sabedoria), que atraiu estudiosos do mundo inteiro, de muitas culturas e religiões. Lá, professores e estudantes trabalhavam juntos para traduzir manuscritos gregos, preservando-os para todo o tempo. Estudavam os trabalhos de Aristóteles, Platão, Hipócrates, Euclides e Pitágoras. A Casa da Sabedoria foi a sede académica do mais consagrado matemático do seu tempo: Al-Khawarizmi, o “pai” da álgebra.
Enquanto a Europa estava mergulhada na Idade Média, Bagdad era o coração de uma vibrante e diversificada civilização. Era conhecida como a mais rica e a mais intelectual metrópole do seu tempo e segunda em dimensão, só atrás de Constantinopla.
Após 500 anos de reinado, porém, a dinastia Abássida perdia paulatinamente a sua vitalidade e relevância sobre o imenso universo muçulmano. As razões eram naturais – vastas inundações e incêndios – e, em parte, políticas – rivalidade entre muçulmanos xiitas e sunitas ocasionando problemas internos de segurança.
A cidade de Bagdad foi finalmente destroçada pelos Mongóis em 1258, pondo fim concretamente aos Abássidas.  Os rios Tigre e Eufrates, segundo consta, tingiram-se de vermelho com o sangue de milhares de pessoas. Calcula-se que 100 mil de um milhão de habitantes de Bagdad foram massacrados. Muitas das bibliotecas, canais de irrigação e grandes tesouros históricos foram saqueados e arruinados para sempre.
Teve início então um longo período de declínio, foi palco de numerosas guerras e batalhas que prosseguiram até os nossos dias.
Fontes: Opera Mundi
wikipedia (imagens)

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A conquista de Bagdad pelos Mongóis 


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 Bagdad em 1876

domingo, 29 de julho de 2018

BOLSONARO NO RODA VIVA.


29 de Julho de 1883: Nasce Benito Mussolini

29 de Julho de 1883: Nasce Benito Mussolini:

Benito Mussolini  nasceu a 29 de Julho de 1883 e passou  os seus primeiros anos de vida numa pequena vila na província.
Foi-lhe dado o nome de Benito em honra do revolucionário mexicano Benito Juárez. Tal como o seu pai, Benito tornou-se socialista e mais tarde um marxista. Foi influenciado por aquilo que leu de Friedrich Nietzsche, e uma outra doutrina muito comum no seu tempo e que o influenciou foi a do "sindicalismo revolucionário", sustentada pelo escritor francês Georges Sorel (1847-1922).
Em 1902 emigrou para a Suíça para fugir ao serviço militar, mas, incapaz de encontrar um emprego permanente, foi até mesmo preso por ser considerado vagabundo e acabou por ser expulso. Foi deportado para a Itália, onde foi forçado a cumprir o serviço militar. Depois de novos problemas com a polícia, ele conseguiu um emprego num jornal na cidade de Trento (à época sob domínio austro-húngaro) em 1908. Foi nesta altura que escreveu um romance, chamado:"A amante do cardeal".
Mussolini tinha um irmão, Arnaldo, que se tornou um conhecido teórico do fascismo.
Uniu-se informalmente com Rachele Guidi e em 1910 nasceu a primeira filha, Edda. Contraiu matrimónio civil somente cinco anos mais tarde. Em 1916 nasce Vittorio, em 1918 Bruno, em 1927 Romano e em 1929, Anna Maria.
No início da sua carreira de jornalista e político foi um tenaz propagandista do socialismo italiano, em defesa do qual escreveu vários artigos no jornal esquerdista Avanti, de que era redactor-chefe. Em 1914, tornou-se  responsável pelo jornal Popolo d'Itália, onde defendeu a intervenção italiana em favor dos aliados e contra a Alemanha. Expulso do Partido Socialista Italiano, alistou-se no exército - quando a Itália entrou na Primeira Guerra Mundial, aliando-se à Grã-Bretanha e à França - e alcançou a patente de sargento, vindo a ser ferido em combate por uma granada.
Em 1919, fundou os Fasci Italiani di Combatimento, organização que originaria, mais tarde, o Partido Fascista. Baseando-se numa filosofia política teoricamente socialista, conseguiu a adesão dos militares descontentes e de grande parte da população, alargou os quadros e a dimensão do partido.
Após um período de grandes perturbações políticas e sociais, período em que alcançou grande popularidade, chegou a chefe do partido (Duce).
Em 1922 organizou, juntamente com Bianchi, De Vecchi, De Bono e Italo Balbo, a famosa marcha sobre Roma, um golpe de propaganda. O próprio Mussolini nem sequer esteve presente, tendo chegado de comboio.
Usando as suas milícias designadas camicie neri (camisas negras) para instigar o terror e combater abertamente os socialistas, conseguiu que os poderes investidos o nomeassem para formar governo. Foi nomeado Primeiro Ministro pelo rei Vítor Manuel III, alcançando a maioria parlamentar e, consequentemente, poderes absolutos no governo do país.

Logo após a sua subida ao poder, iniciou uma campanha de fanatização que culminaria com o aumento do seu poder, devido à interdição dos restantes partidos políticos e sindicatos. Nessa campanha foi apoiado pela burguesia e pela Igreja. Em 1929, necessitando de apoio desta e dos católicos, pôs fim à Questão Romana (conflito entre os Papas e o Estado italiano) assinando a Concordata de São João Latrão com Pio XI. Por esse tratado, firmou-se um acordo pelo qual se criava o Estado do Vaticano, o Sumo Pontífice recebia indemnização monetária pelas perdas territoriais, o ensino religioso era obrigatório nas escolas italianas, o catolicismo tornava-se a religião oficial da Itália e proibia-se a admissão em cargos públicos dos sacerdotes que abandonassem a batina. Na política externa, após uma campanha de conquista contra a Abissínia, pela qual tenta reconstituir um império africano, alinha com  a Alemanha hitleriana e o Japão imperial, apesar de saber que a Itália não se encontra em condições de suportar novo conflito; vê-se arrastado, como parceiro menor, para a II Guerra Mundial que estala em 1939 e que irá pôr a ferro e fogo a Europa, a África e a Ásia, terminando com a derrota. Quando esta se aproxima, em plena contra ofensiva aliada, os militares lançam um golpe de estado que depõe Mussolini, que é encarcerado e algum tempo depois libertado por paraquedistas alemães. Enquanto os militares colocam a Itália ao lados dos aliados e os alemães ocupam larga extensão da península italiana, Mussolini tenta manter no norte da Itália uma República Social (a República de Saló, do nome do local onde se instalou), que se aguenta tempo artificialmente, de acordo com as exigências da política de guerra da Alemanha. Mussolini não tem aí qualquer poder efectivo, acabando por se ver forçado a tentar a fuga, em condições desesperadas, perante o avanço dos aliados e dos movimentos de resistência. Serão precisamente os resistentes italianos que, em Maio de 1945, pouco antes do suicídio do seu aliado Adolf Hitler, o irão capturar e fuzilar sumariamente, vindo o seu cadáver a ser exposto publicamente e a ser alvo da ira popular.

Fontes: Infopédia

Biografias UOL Educação

Wikipedia (Imagens)

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Retrato de Benito Mussolini, fotografado por George Grantham Bain


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Manifesto fascista publicado no Il Popolo d'Italia, 06 de Junho de 1919

File:Newsweek May 13 1940 Mussolini.jpg


Benito Mussolini na capa da revista Newsweek , 13 de Maio de 1940

UMA LUZ NO FIM DO TÚNEL



Estamos a dois meses das eleições. Dirigentes de algumas siglas partidárias que se intitulam “partidos políticos”, articulam-se espertamente , mais uma vez, e preparam-se para iludir eleitores , massa de manobra de incautos e alienados. Esse estranho agrupamento tem tudo que não é virtuoso e não apresentou nenhuma proposta para tirar do atoleiro a economia do país, deixada em frangalhos pelos sucessivos governos dirigidos por políticos criptocomunistas do PT e socialistas fabianos do PSDB . As coligações , até agora, revelaram o mais do mesmo.

Num compadrio desprezível que congrega interesses de variada natureza, reúnem-se indivíduos com visões de mundo e interesses contraditórios, com o claro objetivo de repartir fatias do poder. Verdadeiro “saco-de-gatos”. O BEM COMUM que deveria pautar a conduta dos nossos representantes e ser a meta prioritária de todos , com raras exceções é procurado , embora intensamente divulgado.

Infelizmente, a atividade política virou profissão e negócio rentável; a substituição das velhas raposas, como seria desejável, não ocorrerá . O sistema não permite e a esperada renovação com a eleição de jovens promessas dificilmente será expressiva. Colabora para a degradação da atividade política o Instituto da Reeleição , invenção desastrosa do “Príncipe dos Sociólogos Brasileiros “, o ex-presidente FHC.

Teremos de suportar, mais uma vez, o domínio das velhas famílias dos “coronéis”, cujas atividades cartoriais e patrimoniais, há longos anos, dominam o cenário político nacional. As reformas necessárias , sempre citadas com alarde antes e durante os períodos eleitorais, permanecerão nos escaninhos do esquecimento.

Para agravar ainda mais a atmosfera irrespirável , em ações orquestradas , artistas e intelectuais, membros do poder judiciário e lideranças do Partido dos Trabalhadores e afins insistem em promover declarações e espetáculos com a intenção de pressionar os tribunais superiores para libertar o ex-presidente LULA, preso e condenado em segunda instância. Desafiam decisões judiciais para atender interesses inconfessáveis..

Nesse lastimável quadro eleitoral , percebe-se com facilidade o desencanto de eleitores conscientes, que só identificam uma liderança capaz de colocar o país na direção contrária : a de JAIR BOLSONARO. Ela é a única candidatura realmente de oposição com condições de enfrentar a viciada coligação de esquerda PT X PSDB que, há anos, domina o cenário político; BOLSONARO tem afirmado , alto e bom som e sem meias palavras, que, se eleito, enfrentará com vigor o “status-quo” vigente.

O crescimento do prestígio do Capitão Deputado ,em todo o país, claramente assustou a turma do “toma-lá-dá-cá”, provocando rápida arregimentação de “políticos de todos os matizes”- O Centrão - e de diversos setores que perderão privilégios: imprensa, artistas, professores universitários simpáticos ao credo marxista e os sempre presentes políticos fisiológicos. Não faltaram, também, empresários que historicamente têm patrocinado a conhecida e indecente roubalheira eleitoral.

Um feixe de luz surge no horizonte cinzento; ele precisa iluminar o país.

Carlos Augusto Fernandes dos Santos- General Reformado-POA/RS – 28/07/2018

LYNYRD SKYNYRD GOD & GUNS



God & Guns

Lynyrd Skynyrd

Last night I heard this politician
Talking 'bout his brand new mission
'Liked his plans, but they came undone when he got around with God and guns
I don't know how he grew up
But it sure wasn't down at the hunting club
Cause if it was he'd understand a little bit more about the working man
God and guns
Keep us strong
That's what this country
Was founded on
Well we might as well give up and run
If we let them take our God and guns
I'm here in my back of the woods
Where God is great and guns are good
You really can't know that much about 'em
If you think we're better off without 'em
Well there was a time we ain't forgot
You caressed all night with the doors unlocked
But there ain't nobody save no more
So you say your prayers and you thank the lord
For that peacemaker
In the dresser drawer
God and guns (God and guns)
Keep us strong
That's what this country, lord
Was founded on
Well we might as well give up and run,
If we let 'm take our God and guns.
Yea we might as well give up and run,
If we let 'm take our God and guns!
Yeah
Oh
God and guns
Don't let 'em take
Don't you let 'em take
Don't let 'em take
Our God and guns
Oh God and guns
Ye keep us strong
That's what this country, lord
Was founded on
Well we might as well give up and run,
If we let 'm take our God and guns!
Wohoho
God and guns
Wohohoo
Oh

Compositores: Mark Stephen Jones / Travis Meadows / Bud Tower

Blackberry Smoke - Sunrise in Texas (Official Video)

SOBRE VOTAR EM JAIR BOLSONARO.

Bolsonaro É, SIM, a ÚNICA opção e EU VOU VOTAR nele! Acredito que até outubro ele pode ser assassinado, pode concorrer e as urnas serem fraudadas, pode assumir e se corromper tornando-se um bandido, pode não ser corromper e ser controlado pelo MDB tornando-se um fantoche e pode, finalmente, NÃO se corromper e aí será derrubado se não fechar o Congresso e o STF convocando uma Intervenção Militar no Brasil. De uma coisa eu sei: ele NÃO VAI CONSEGUIR GOVERNAR o BRASIL "democraticamente" com a Organização Criminosa que vai permanecer no Congresso Nacional e no STF.

Milton Pires, julho de 2018.

sábado, 28 de julho de 2018

ESPECIAL PARA MULHERADA FURIOSA - Filhas solteiras de ministros do STF recebem pensão equivalente ao salário de um ministro do tribunal

Filhas solteiras de ministros do STF recebem pensão equivalente ao salário de um ministro do tribunal:

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Imagem: Divulgação / STF
Filha do ex-ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) José Geraldo Rodrigues de Alckmin, morto em 1978, a arquiteta Maria Lúcia Rangel de Alckmin, de 74 anos, recebe R$ 33,7 mil de pensão na condição de “filha solteira maior”. Maria Ayla Furtado de Vasconcelos, filha do ex-ministro Abner de Vasconcellos, morto de 1972, recebe pensão no mesmo valor – o que corresponde ao salário atual dos ministros do tribunal e o teto remuneratório do serviço público. 
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Após notícia sobre 'mesada' de R$ 100 mil, abaixo-assinado contra Toffoli se aproxima de 300 mil assinaturas

Após notícia sobre 'mesada' de R$ 100 mil, abaixo-assinado contra Toffoli se aproxima de 300 mil assinaturas:

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Imagem: Reprodução / Redes Sociais
Um abaixo-assinado que pede que o ministro Dias Toffoli seja impedido de assumir a presidência do Supremo Tribunal Federal se aproxima da marca de 300 mil apoios. O ministro é alvo de uma campanha para que não se torne presidente do Supremo Tribunal Federal, capitaneada pelo jurista Modesto Carvalhosa. 
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O Facebook na vida dos brasileiros

O Facebook na vida dos brasileiros:

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Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Milton Simon Pires

Brasileiro NÃO sabe o que é Liberdade; não tem condição alguma de saber o que é Censura nem de reclamar dela. Se tem um lugar do Mundo em que o Facebook pode fazer o que quiser, este lugar é o Brasil.

As "regras" de administração e "conduta" do Facebook JÁ estão dentro de nós: não somos pessoas REAIS; somos PERFIS: todo brasileiro é um PERFIL.

Coloquem uma toga em Mark Zuckerberg e ele substitui Toffoli.
Eu não sou eu... eu sou um "perfil" e eu não preciso mais de Justiça: eu preciso de "regras de administração e conduta".

Eu não sei o que é CERTO e o que é ERRADO. Tudo depende: se muita, muita gente não “curtir” e "denunciar", então eu devo estar "errado"....Eu admito que estou "errado" e me sacrifico - a "administração me exclui da vida virtual"…

Se muita gente "curtir" a frase que diz que "dar a bunda é bom", então é porque "deve ser bom"...Quem falar mal de "dar a bunda" será "denunciado" e se forem "muitas denúncias", será um crime falar mal da ideia de dar o cu. É por isso que eu ainda “não decidi” o que penso sobre usar heroína antes de dirigir meu carro, obrigar minha mulher a fazer um aborto porque não quero mais filho ou ter relações sexuais com crianças. Tudo depende: se vocês “curtirem” deve ser bom, caso contrário, não é bom ...

A Constituição Brasileira poderia ser toda "postada no Facebook". As pessoas vão "curtindo" ou "não curtindo"..Dependendo do resultado, fica ou não fica na Constituição. Não seria mais "democrático" ???

Eu vejo o nascimento de uma Nova Especialidade: a "Psiquiatria de Facebook". Você termina a Faculdade de Medicina e faz Residência em Psiquiatria de Facebook - depois disso você passa a atender pessoas que tem dificuldade em se relacionar com outras no Facebook.

Não deixem de “curtir” isso que eu escrevi, tá??? Afinal de contas, como disse uma cadela que trabalhou comigo uma vez: “Ele deixava de ver pacientes para ficar no Facebook...”

Milton Simon Pires é Médico. Editor do Ataque Aberto.

A turbulência de Bolsonaro: isolamento, disputas internas e medo de baixa exposição.

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Reportagem da Gazeta do Povo:


A campanha de Jair Bolsonaro (PSL) à Presidência da República vive um momento de turbulência. O de maior incômodo até agora, mesmo com ele à frente nas pesquisas, na ausência de Lula no páreo. Sem o vice ainda definido – após três tentativas frustradas –, sem coligação alguma – sequer com outro partido nanico – e desavenças no comando da legenda, Bolsonaro está enfrentando os problemas reais de quem disputa o cargo Executivo mais cobiçado do país.

Isso tudo acontecendo às vésperas do início da campanha eleitoral, a partir da segunda quinzena de agosto. Com pouco tempo de propaganda em rádio e TV – que começa em setembro –, o candidato começa a ter preocupação com os oito segundos que o tamanho de seu partido permite que ele tenha de exibição no horário eleitoral. Bom de redes sociais, o candidato-militar já não tem a mesma audiência nesses meios por causa de restrições impostas pelas plataformas digitais. 

Não era de se imaginar Bolsonaro e seu grupo sendo criticado por seus seguidores em razão de um até despretensioso encontro de líderes da direita da América do Sul e dos Estados Unidos. A Cúpula Conservadora das Américas, que ocorreria nesse final de semana, em Foz do Iguaçu, foi adiada para 8 de dezembro. Seria apenas neste sábado (28), em mesas de debates sobre temas diversos. Mas o cancelamento quase na véspera gerou críticas dos "bolsonaristas". A razão alegada do adiamento foi para evitar problemas com a Justiça Eleitoral. 

"Desculpa, irmão! Vocês ainda têm meu voto e admiração.Mas desmarcar um evento dessa magnitude com um tempo tão curto é falta de respeito com quem comprou passagem, reservou hotel, trocou folga no trabalho. Se os candidatos políticos não podem ter problemas com a Justiça Eleitoral, eles que abram mão de suas falas, mas os demais palestrantes deveriam sim falar, e o evento deveria acontecer", postou Vitor Samuel no twitter do deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), filho do candidato do PSL. "Muito amadorismo! E quem já organizou excursões. Pagou passagens! Estou com o grupo pronto para partir", afirmou Leomir Lukasinski, na mesma rede social. 

No campo interno, dirigentes do PSL estariam incomodados com a gestão do advogado Gustavo Bebianno na presidência da legenda. Apontado como centralizador, ele estaria concentrando todas as ações e decisões do partido. Bebianno assumiu o controle do partido numa negociação com o deputado federal Luciano Bivar (PSL-PE), apresentado agora como "presidente licenciado" da legenda. Para ter Bolsonaro filiado no seu partido, ele cedeu o comando para Bebianno. Na convenção, o presidente do PSL chamou Bolsonaro de "herói nacional" e afirmou que "de forma hetero, digo que sou apaixonado por ele". 

Comando natural

Presidente do PSL em São Paulo, o deputado Major Olimpio, que vai disputar o Senado, diz que não vê problemas no partido, mas acha natural o comando de Bebianno. "É natural que ele tenha força junto ao Bolsonaro. É o presidente do partido. É lógico que seja o mais próximo e o que mais influencia nesse momento. Mas a mim não incomoda. Sei o meu lugar nessa história", disse o parlamentar.

Após a convenção do último domingo, Bolsonaro diz não temer o horário eleitoral curto. “O que importa é o que você tem para vender”, disse.

As vozes e os donos

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Coluna semanal do jornalista Alberto Gonçalves no Observador:

Um deputado do antigo PSD, Carlos Abreu Amorim, comparou os incêndios gregos aos portugueses e despertou a cólera das boas consciências. As boas consciências irromperam a rejeitar a utilização de uma desgraça para fins políticos. Uma obscuridade do PS classificou o comentário de “vergonhoso e indigno” (ao invés dos comentários vergonhosos e dignos). Uma moça do BE falou em “demagogia barata” (a do Bloco sai caríssima). E a sensível filha de Adriano Moreira afirmou que “não se pode descer mais baixo”. Ou pode?

Claro que sim. Trinta e cinco segundos após as patrulhas definirem os limites da linguagem e proibirem o aproveitamento da tragédia de lá para caluniar o governo daqui, passou-se à fase posterior. A fase posterior consistiu no aproveitamento da tragédia de lá para desresponsabilizar o governo daqui, exercício que, ao invés de fúria, suscita regozijo geral. Na ânsia de agradar aos chefes, numerosos serviçais da oligarquia desataram a explicar às massas porque é que os governos (socialistas, escusado acrescentar) não devem ser criticados quando as coisas ardem. Em prosa pungente, o novo director de um defunto diário evocou o calor, os ventos, as árvores, a humidade, as mudanças climáticas, a densidade urbana, o turismo, o sr. Trump e a pesca da solha para concluir, acho eu, que nenhum governante (salvo os de “direita”, suspeito) tem culpa dos incêndios.

Alguém disse o contrário? Entre gente civilizada, julgo que não. E os serviçais da oligarquia, as vozes dos donos, sabem. Não sendo demasiado iluminados, sabem o suficiente para saber que o problema não passa exactamente pelos incêndios, mas pelas vítimas que estes causaram. Sabem que a recente devastação na Suécia, provocada pelo “aquecimento global”, pelo Abominável Homem das Neves e pelo que se lembrarem, até ver não matou uma única pessoa. Sabem que os massacres portugueses e gregos de 2017 (em dose dupla) e de 2018 são dos fogos florestais mais mortíferos dos últimos 70 ou 80 anos, no Ocidente e não só. Sabem que os dois (ou três) exemplos constituem casos singulares de ineficácia do Estado no cumprimento da solitária missão que de facto lhe cabe. Sabem que pior do que apanhar o sacrossanto Estado em flagrante delito é, logo de seguida, apanhar as suas figuras gradas numa impecável exibição de mentiras, desorientação, sentimentalismo, desprezo, cinismo e crueldade. Sabem que, no auge da calamidade, um primeiro-ministro de férias em Espanha entra no território do grotesco. Sabem que a nossa gloriosa nação está nas mãos de criaturas cuja competência não as prepara para sequer gerir um galinheiro, e cujo carácter aconselha a que não sejam deixadas a sós com as galinhas.

As vozes dos donos sabem. E sabem que a vassalagem que prestam as torna menos recomendáveis do que os respectivos amos, e menos habilitadas a emitir palpites acerca das vítimas que manipulam a troco de uns trocos. E sabem que nós sabemos que as vítimas não importam e nunca importaram, excepto na medida – aborrecida, concedo – em que obrigam a controlar eventuais danos na popularidade. Apesar de beatas e repulsivas, as vozes dos donos sabem. E não querem saber: a fim de defender a nomenklatura, são capazes de tudo.

Na verdade, porém, não precisavam de quase nada. Os esforços de propaganda das televisões em peso e da vasta maioria da imprensa (?) padecem de excesso de zelo e redundância. O país já se rendeu aos que nele mandam, sem condições e sem necessidade de sujeitar as vozes dos donos a semelhantes trabalhos. Quando o dr. Costa passeou o calção a mil quilómetros dos cadáveres de Pedrógão e não houve alcatrão e penas para o acolher no regresso, percebeu-se que desistimos em definitivo de nos assemelharmos a uma sociedade moderadamente higiénica e suportável. De então para cá, a pocilga fatalmente refinou-se, tal como a jovial resignação dos seus habitantes aos enxovalhos que lhes atiram para cima.

Hoje, a nomenklatura poderia cantar a “Casinha” no velório de falecidos à conta dos cortes hospitalares – e não sofreria qualquer remoque. Há amigos da saúde pública que se tratam na privada, e inimigos da especulação imobiliária que especulam com fervor. Há desastres sucessivos nas finanças e saques imparáveis no fisco. Há palco aberto aos fascistas das “causas”, crescentemente fanáticas e amalucadas. Há corrupção impune, pulhice recompensada, populismo em rédea solta. E isto sem consequências, sem escrutínio, sem dissensão, sem vergonha, sem esperança, sem remorso. Há, principalmente, o aroma da doença que precede o fim, e a terrível impressão de que ainda estamos no princípio. Portugal tornou-se uma imensa exposição de fancaria, que as vozes dos donos vendem aos berros.

28 de Julho de 1914: Primeira Guerra Mundial - O Império Austro-Húngaro declara guerra à Sérvia.

28 de Julho de 1914: Primeira Guerra Mundial - O Império Austro-Húngaro declara guerra à Sérvia.:

Quando a 28 de Junho de 1914 nas ruas de Sarajevo é assassinado por um nacionalista bósnio, o arquiduque Franz Ferdinand ( Francisco Fernando ), herdeiro do trono do império Austro-húngaro, chegou aos píncaros a tensão entre as várias potências europeias, mas especialmente entre a Sérvia ortodoxa e o império austro-húngaro católico.

O Império austro-húngaro era constituído essencialmente pelos reinos católicos da Áustria e da Hungria, a que se juntavam várias outras «realidades nacionais».
O surgimento dos nacionalismos europeus, tinha enfraquecido de sobremaneira o império que se encontrava numa situação extremamente complexa tendo que gerir os intentos separatistas especialmente dos povos eslavos que o constituíam.
A Bósnia, com uma população mista católica e ortodoxa, tinha sido ocupada pelos austro-húngaros havia apenas alguns anos, com o intuito de impedir a expansão do nacionalismo sérvio, que prosseguia planos de expansão com o objectivo da formação do velho sonho da «Grande Sérvia».

O assassinato do arquiduque Francisco Fernando aumentou ainda mais a tensão entre sérvios por um lado e austro-húngaros por outro.

Durante o mês de Julho de 1914, a Sérvia foi responsabilizada pelo incidente e pressionada pelo governo de Viena para que permitisse que a sua polícia procurasse os assassinos do arquiduque Francisco Fernando no seu próprio território.
A Sérvia, aceitou quase todas as exigências austro-húngaras, mas recusou permitir o acesso à polícia imperial à Sérvia para participar directamente nas investigações.
De imediato, a Áustria, por pressão dos sectores mais intervencionistas, começou a falar na possibilidade de intervenção contra a Sérvia.
A Sérvia sentia-se pelo menos parcialmente protegida pela sua aliança com o Império Russo, com o qual partilhava laços religiosos, dado os dois países serem maioritariamente ortodoxos.
Esta relação com a Rússia, levou o Império Austro-Húngaro a contactar a Alemanha, para saber se poderia contar com o apoio do Império Alemão para dissuadir a Rússia de intervir.

A resposta dos alemães sobre o assunto foi no sentido de ainda tentar evitar conflitos, mas aparentemente houve uma interpretação incorreta da resposta alemã.

Existem indícios de que o ministro austríaco da guerra Marechal Alexander Von Korbatin e especialmente o ministro das relações exteriores conde Lopold Von Berchtold que se sabia serem favoráveis à guerra contra a Sérvia, inventaram um ataque por parte de forças sérvias na fronteira.

Também por isso se especula que o imperador austríaco foi igualmente enganado sobre as verdadeiras intenções da Alemanha, que inicialmente não estava interessada num conflito de imediato.
Pressionado por causa de um suposto ataque sérvio e convencido de que tinha o apoio do Kaiser alemão, o velho imperador Habsburgo, Francisco José I assina a declaração de guerra do império Austro-húngaro à Sérvia em 28 de Julho de 1914.

É no entanto frisar que ainda que a guerra tivesse sido declarada, até ali tratava-se de um conflito regional, entre dois países da Europa central.

No entanto, e sem qualquer declaração de guerra adicional, a Rússia decretou de imediato a mobilização geral das suas tropas em preparação para um eventual conflito, dando a entender que apoiaria a Sérvia, seu tradicional aliado.

Acredita-se hoje, que os alemães não estavam muito dispostos a entrar na guerra, mas a rapidez com que a Rússia iniciou os preparativos para a mobilização geral alertou e alarmou os dirigentes alemães, que não a esperavam.

A Alemanha exigiu que a Rússia cancelasse a sua mobilização, considerada como uma ameaça, mas ao mesmo tempo que exigia o cancelamento da mobilização russa, a Alemanha decretava também a sua mobilização geral como medida preventiva.

A mobilização geral da Alemanha serviu para consolidar a recusa russa, e em 1 de Agosto a Alemanha declarou guerra à Rússia, internacionalizando assim o conflito.


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Os governantes da Alemanha,FrançaRússiaÁustria-Hungria e  do Reino Unido tentando manter a tampa do caldeirão  a ferver das tensões imperialistas e nacionalistas nos Balcãs para evitar uma guerra geral europeia. Eles foram bem sucedidos em 1912 e 1913, mas não tiveram sucesso em 1914.


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Conde  Leopold von Berchtold, Ministro dos Negócios Estrangeiros da Áustria - Hungria
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Nikola PašićPrimeiro Ministro da Sérvia

Rio Grande de Itapoã


RIO GRANDE DE ITAPOÃ

(Milton Pires)

Um dia ‘inda escrevo
algo meio Allen Ginsberg, 
Mário Quintana, Cecília 
Meireles, Jorge Amado..

...Um dia fico bebendo
sem ir pra cama, ouvindo
Vinícius (como se aqui
estivesse) nas praias tristes
do meu Rio Grande amado…
Itapoã só pra mim,
pobre coitado…

Terra do meu,
despertar e vivido
sofrer, de meu amor,
e meu bem querer
e um dia, quem
sabe até, do meu
eterno repouso…

para Ileana

julho de 2018