"O maior inimigo da autoridade é o desprezo e a maneira mais segura de solapá-la é o riso." (Hannah Arendt 1906-1975)

domingo, 30 de setembro de 2018

VÍDEO - Bolsonaro faz pronunciamento aos brasileiros por meio de telão na Avenid...

“Nosso povo é capaz de decidir o próprio destino sem auxílio alienígena”


“Nosso povo é capaz de decidir o próprio destino sem auxílio alienígena”:

O juiz Marcelo Bretas foi ao Twitter comentar uma postagem de O Antagonista sobre a adesão do ator Mark Hammil, de Star Wars, à campanha #Elenão contra Jair Bolsonaro.

“A opinião que realmente importa é a dos brasileiros e das brasileiras, seja pelo #EleNão seja pelo #EleSim. Nosso povo é capaz de decidir o próprio destino sem auxílio alienígena”.

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Jornalismo ideológico: a manipulação da informação.

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 Texto de Percival Puggina:


Das empresas de comunicação se deve esperar mais do que um conjunto de manipulações e menos do que um pacote de ocultações. O consumidor da notícia, das matérias, tem direito de ser bem informado sobre assuntos de relevante interesse social.

O público sabe que muitos veículos preferiam ver Bolsonaro em qualquer lugar, menos no topo da preferência dos eleitores. Por isso, reservam espaços diários para atacá-lo e, por isso, tantos jornalistas, esquecendo-se dos demais candidatos, dedicam horas de expediente a comentários negativos, muxoxos, sorrisos, ironias e mistificações. Em contrapartida, silêncios coniventes cercam a vida e a obra de Fernando Haddad; ocultam seus livros e sua confessada adesão à Escola de Frankfurt, círculo de intelectuais que se dedicaram à tarefa de viabilizar o marxismo no Ocidente cristão mediante a dissolução dos fundamentos de sua cultura. Até seu alarmante Plano de Governo passa batido! Não faz jus a uma perguntinha sequer ao candidato a proposta de uma “Refundação Democrática do Brasil” mediante nova constituinte, notícia que evoca o processo venezuelano, inclusive pela ênfase à “soberania popular em grau máximo”. E note-se: Haddad, há pouco mais de uma semana, em entrevista a O Globo, atribuiu à oposição a crise da Venezuela. Disse (sic): “A Venezuela não vive um processo de normalidade, não vive. Por que há contestação sobre o ambiente democrático, não se reconhece resultado eleitoral, a oposição contesta quando um plebiscito é chamado, as eleições não são respeitadas. O clima alí é de conflagração. Inequívoco.” Pelo jeito, esse estrabismo ideológico do candidato faz sentido e não põe em dúvida o discernimento de um aspirante à cadeira presidencial. Afinal, é Bolsonaro quem constitui risco à democracia...

Voltemos, porém, ao Plano de Governo descartado das pautas dos grandes veículos como se afasta do caminho e da visão uma inconveniente barata seca. Nem uma palavra sobre a proposta de um Programa Transcidadania que anuncia a concessão de bolsas de estudo para travestis e transexuais em situação de vulnerabilidade (note-se que o motivo da concessão não é a vulnerabilidade, mas a condição transexual). Silêncio! Desinteressante, também, pelo jeito, a proposta de uma Nova Política sobre Drogas, mediante descriminalização e regulação do comércio.

A apreensão em relação à posição eleitoral de Bolsonaro leva muitos veículos a esquecerem dos riscos inerentes ao retorno petista à cena do crime. Obscurece a terrível herança deixada por um governo que atuou ininterruptamente entre 2003 e 2016. Não permite ver, no Plano de Governo de Haddad, a ressureição do famigerado PNDH-3, a ser “resgatado e atualizado”, nem a promessa de implementar as recomendações da Comissão Nacional da Verdade.

O PNDH-3 (2010), para lembrar, desfigurava a democracia representativa, o Poder Judiciário, o direito de propriedade, a religiosidade popular, a cultura nacional, a família e a liberdade de imprensa. Numa tacada, liberava o aborto, mudava para pior o Estatuto do Índio, valorizava a prostituição e se intrometia em temas que iam da transgenia à nanotecnologia. Já a Comissão da Verdade, aquela com sete membros escolhidos por Dilma, entre os quais não havia qualquer historiador, foi mais um dos muitos meios pelos quais o PT quis maquilar-se como defensor da democracia (desde que não se mencione Cuba, Venezuela, Coreia do Norte, Nicarágua, Muro de Berlim etc.).

Nada disso, porém, interessa a setores da imprensa. Pode até parecer que são apenas livros e ideias no papel. Contudo, as ideias não são do papel.

VAGABUNDOS PETISTAS QUE SE APRESENTAM COMO Associação de jornalismo dizem que decisão de Fux é ‘alarmante’


Associação de jornalismo diz que decisão de Fux é ‘alarmante’:

Desesperada com o fato do Chefe da ORCRIM não poder dar entrevista para Folha de São Lula, a Abraji, Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo, divulgou hoje nota em que afirma que a proibição por Luiz Fux de publicação de entrevista de Lula a jornalistas é censura e que é “alarmante” que o tribunal equipare entrevistas com campanhas políticas.

“A Abraji vê com extrema preocupação o fato de ter saído do Supremo Tribunal Federal, guardião máximo dos direitos estabelecidos na Constituição, uma ordem de censura à imprensa e de restrição à atividade jornalística”, registra a nota da Abraji.

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GENERAL PAULO CHAGAS MANDA DURÍSSIMO RECADO PARA ORGANIZAÇÃO CRIMINOSA QUE CONTROLA O STF.


PRESIDIÁRIO DE CURITIBA ESCREVE CARTA PARA MILITÂNCIA DA ORGANIZAÇÃO CRIMINOSA.


30 de setembro de 2018
Companheiras e companheiros do PT, 
Estamos chegando à reta final de uma das campanhas eleitorais mais importantes da nossa história. Estamos lutando pelos direitos do povo, pela soberania do país e até mesmo pelo restabelecimento da democracia.
Estamos lutando pela nossa dignidade e pela liberdade do povo. 
Fui proibido arbitrariamente de disputar essa eleição, como era desejo da maioria. Mas se a injustiça fechou a porta da minha candidatura, o povo está abrindo outra, que é a candidatura do companheiro Fernando Haddad. 
Ele me representa nesta eleição e, tenho certeza, vai cuidar da nossa gente com carinho, como eu sempre cuidei.
Por isso peço a vocês que lutem muito pela eleição do Haddad. Saiam de casa todos os dias para fazer campanha e pedir votos para ele. Façam por ele como se fosse por mim.
Mais uma vez, a vitória vai depender muito da garra e do empenho de cada militante. Essa é a diferença que sempre nos fez crescer nos momentos decisivos. Só PT tem essa militância que é a alma do nosso partido.
Vamos juntos, companheiras e companheiros, para vencer mais uma vez.
Um abraço com muito carinho do
Lula

LUKE SKYSUCKER contra Bolsonaro


Star Wars contra Bolsonaro:

Depois de Madonna e Cher, agora foi o ator Mark Hammil, o Luke Skywalker de Star Wars, que também entrou na campanha contra Jair Bolsonaro.

“#EleNao women deserve MUCH better!”, publicou o ator no Twitter.

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As Onze Teses do Manifesto pela Nova Medicina.


Milton Pires

1. A Nova Medicina não é Religião nem Revolução – é técnica, arte e ciência pura dirigida pela herança cultural judaico-cristã do Mundo Ocidental.

2. A Nova Medicina não jura nem promete NADA ao SUS – SUS é comunismo levado à saúde porque todos tem direito a tudo a qualquer hora em qualquer lugar sem obrigatoriamente contribuir com coisa alguma para sociedade em que vivem. Isso não tem nada a ver com Medicina.

3. A Nova Medicina não faz distinção entre pretos e brancos, gays e heterossexuais, ricos e pobres – ela é uma só para TODOS e não precisa fazer alarde disso.

4. A Nova Medicina não tem “dívida histórica” nenhuma a ser paga à “população como um todo”. Médicos SÃO parte da população e pagam impostos como qualquer um.

5. A Nova Medicina não vem para “igualar os trabalhadores da saúde” em termos de hierarquia e salário. Não existem “trabalhadores da saúde” e cada profissão é diferente da outra. Seres Humanos só são “iguais” dentro de hospícios ou cemitérios.

6. A Nova Medicina não acredita na loucura democrática do “trabalho em equipe” sem chefe algum, porque tudo que dá certo é mérito de toda equipe; o que dá errado é responsabilidade do médico.

7. A Nova Medicina diz que o PROBLEMA NÚMERO UM da Saúde Pública Brasileira, neste momento, é a Destruição Total da Rede Hospitalar feita por comunistas; não a “saúde básica”.

8. A Nova Medicina não vem “promover a saúde de ninguém”. Saúde é uma questão de Justiça mais complexa do que tratar doenças. Os médicos são especialistas em doenças; não em saúde. Onde não há Justiça, não há Saúde nem Medicina capaz de fazer sua promoção e manutenção. Médicos NÃO SÃO responsáveis pela  pobreza e pela miséria, pela ignorância e pela injustiça dentro da Sociedade Brasileira.

9. O objeto de trabalho da Nova Medicina é o CORPO e a MENTE do indivíduo; não a “sociedade” em que o indivíduo está inserido. Não cabe à Nova Medicina, especificamente neste momento, afirmar nem negar, revelar nem esconder, que além de CORPO e MENTE o homem é também, e acima de tudo, ESPÍRITO.

10. Não existe espaço para “democracia” nem para “igualdade” no processo que transforma um estudante de Medicina num médico. Quem ensina é aquele que sabe e que viveu, que acertou e que errou mais; aprende quem pode.

11. A Nova Medicina não é “avanço” algum; é o RETORNO a uma prática profissional que, há milhares de anos, gerou um paradigma ético-político capaz de orientar filósofos e governantes em direção a uma vida que valesse a pena ser vivida. Ela não é, e JAMAIS vai ser, um discurso alinhado a uma forma específica de Poder de um Partido.

Porto Alegre, 30 de setembro de 2018.

POLÍBIO BRAGA - Opinião do editor - Os dias dessa gente torpe estão contados


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Opinião do editor - Os dias dessa gente torpe estão contados:

Na manifestação do #Elenao de ontem, o que mais chamou a atenção foi o lixo humano que na foto ao lado assassina metaforicamente o candidato Jair Bolsonaro, desta vez enforcando-o, já que é preciso deixar claro que não deu resultado a facada disparada pelo ativista lulopetista Adelio de Oliveira.

A reação de todos os renegados sociais que infestaram as ruas do Rio, SP e Porto Alegre, ontem, é  de natureza diferente daqueles ativistas e líderes políticos que protestam contra o candidato porque querem perpetuar os atos de corrupção e a aliança com as facções criminosas do PCC.

Isto demonstra que está em jogo não apenas a questão da questão do restabelecimento da autoridade pública e privada, mas também o do retorno do princípio da moralidade pública e privada.

Os dias dessa gente torpe estão contados.

Manifestações pró-Bolsonaro em 19 cidades

Manifestações pró-Bolsonaro em 19 cidades:

Manifestantes de 9 estados saíram às ruas em ato pró-Bolsonaro na manhã deste domingo.

As passeatas ou carreatas aconteceram...

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URGENTE: Em Brasília, cidadãos paralisam vias ao lado do Congresso Nacional durante carreata pró-Bolsonaro; veja vídeo

URGENTE: Em Brasília, cidadãos paralisam vias ao lado do Congresso Nacional durante carreata pró-Bolsonaro; veja vídeo:

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Imagem: Reprodução / Youtube
As avenidas em torno do Congresso Nacional, na capital do País, ficaram paralisadas com a mega carreata de cidadãos em apoio ao candidato Jair Bolsonaro. 


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Cidadãos baianos pró-Bolsonaro tomam as ruas de Salvador em manifestação e carreatas; veja vídeo

Cidadãos baianos pró-Bolsonaro tomam as ruas de Salvador em manifestação e carreatas; veja vídeo:

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Imagem: Produção Ilustrativa / Folha Política
A área do Farol da Barra, ponto tradicional de manifestações em Salvador, parece ter ficado pequena para os manifestantes que foram às ruas em apoio ao candidato Jair Bolsonaro. Os cidadãos tomaram as ruas da cidade, em uma manifestação impressionante. 

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Médico apoia Bolsonaro e faz apelo à população contra a VEJA e o Grupo UOL/Folha de S. Paulo; veja vídeo

Médico apoia Bolsonaro e faz apelo à população contra a VEJA e o Grupo UOL/Folha de S. Paulo; veja vídeo:

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Imagem: Produção Ilustrativa / Folha Política
Um médico viralizou na internet com um vídeo em que recomenda aos internautas que cancelem as assinaturas de grandes veículos de comunicação. Citando a revista Veja e o jornal Folha de S. Paulo, o médico afirma: "quem banca esses caras somos nós, leitores; não é a turma do PT, não. Então, vamos mostrar nossa força e cancelar nossas assinaturas". O vídeo gerou uma enxurrada de comentários que reforçam a percepção de que a grande imprensa tenta empurrar uma "narrativa" para os leitores e manipula fatos contra o candidato Jair Bolsonaro.

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30 de Setembro de 1791: A Ópera "A Flauta Mágica", de Mozart, estreia com sucesso em Viena

30 de Setembro de 1791: A Ópera "A Flauta Mágica", de Mozart, estreia com sucesso em Viena:

No dia  30 de Setembro de 1791, num teatro do subúrbio de Viena, uma ovação triunfal acolhe A Flauta Mágica (Die Zauberflöte), uma ópera plena de fantasia e no idioma alemão, acessível ao público popular.

Contudo, o compositor, Wolfgang Amadeus Mozart, não teve tempo de saborear o sucesso. Doente, extremamente debilitado, morre no seu leito dois meses mais tarde, aos 35 anos.
Repetidas vezes, Mozart compusera obras em língua alemã, que nunca tiveram maior destaque. Algumas delas, inspiradas na mitologia, pareceram fracas e convencionais, outras mais destacadas, como “O Rapto do Serralho” (1782), apoiavam-se unicamente sobre a fibra cómica.
Durante o grande período de criação de óperas que iam de Idomeneu (1781), Rei de Creta (1781) a Cosi fan tutte (1790), Mozart  apoia-se quase que somente em libretos italianos, notadamente aqueles de Lorenzo Da Ponte, compondo partituras dentro do espírito das obras italianas que gozavam, então, de ampla predileção entre o público.
Génio combativo, ele resolveu enfrentar o gosto popular. Transmitiu o seu desejo de mudar de género musical a um director de grupo teatral, Emmanuel Schikaneder, com quem estava ligado por forte amizade. O director, que se apresentava em cenas da periferia de Viena, pede-lhe então a composição de uma ópera em alemão. Mozart mostra-se imediatamente sensível à ideia.
Com A Flauta Mágica, ópera em alemão que alterna palavras e música, é quebrada por fim a concha em que se encerrava o mundo italiano dos salões vienenses e das cortes reais.
Em A Flauta Mágica, ópera carregada de fantasia e mistério, o príncipe Tamino, o caçador de pássaros Papageno e a Rainha da Noite disputam as preferências do público numa encenação repleta de efeitos especiais.
O libreto desta obra feérica, redigido por Schikaneder, está cheio de alusões à franco-maçonaria, uma ordem de iniciação maçónica nascida algumas décadas antes na Inglaterra e à qual pertencia Mozart.

A Flauta Mágica é um verdadeiro percurso iniciático. Há cenas em que se assiste aos padres reunidos como numa loja maçónica.
Valendo-se do concurso de Schikaneder, autor do libreto, e de um outro maçom conhecido pelo nome de Gieseke, Mozart fez alternar cenas cómicas e cenas sérias, o que confere à sua obra um clima mágico e que incorpora também um conteúdo filosófico.

A música de A Flauta Mágica ressoa directamente no espírito dos ouvintes. Excertos vertiginosos, como o da  Rainha da Noite, são sucedidos por passagens narrativas como a ária do caçador de pássaros Papageno, e de cantigas “uma mulher, apenas uma menina”.
Marchas solenes, estrondo de trovões, mas também duetos com repetição de palavras e ainda de instrumentos inesperados como a charamela ou o carrilhão juntam-se à diversidade do conjunto. Não há lugar a enfado no curso daquelas duas horas e tanto de divertimento musical e de espetáculo cénico.

Flauta Mágica seria levada à cena mais de 100 vezes no ano que se seguiu. Infelizmente, o seu genial compositor não teve tempo de desfrutar do enorme êxito da peça visto que faleceu em 5 de Dezembro de1791, pouco tempo depois da primeira apresentação, quando concluía o Requiem, a sua derradeira obra-prima.
O público moderno pôde assistir à A Flauta Mágica, belamente filmada pelo cineasta sueco Ingmar Bergman, e a vida de seu autor, romanceada por Milos Forman, no premiadíssimo filme Amadeus.

 Fontes: Opera Mundi
 wikipedia (imagens)
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Wolfgang Amadeus Mozart
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 Papageno




O país refém de um cativeiro

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 Vera Magalhães no Estadão:


Na mesma entrevista em que disse que o PT mais cedo ou mais tarde vai “tomar o poder”, pelo voto ou não, José Dirceu disse, também, que Jair Bolsonaro não é problema do PT, e sim do PSDB e do que chama de “direita”. O que aquele que se pretende, mesmo na decadência, ser o formulador do petismo, quer dizer com isso? O óbvio: que no roteiro que traçou para a volta ao poder tendo Fernando Haddad como hospedeiro, Lula escolheu Bolsonaro como adversário. 

E vai tendo sucesso em uma e em outra estratégia, com a ajuda incrível de uma parcela da elite que nem percebe o papel que está cumprindo para aquele a quem odeia.

A polarização do primeiro turno, mostrada nas pesquisas até aqui, entre dois extremos não só do espectro ideológico, mas também da relativização das regras do jogo, é, ela também, resultado do plano que Lula traçou bem antes de ser preso e executou com maestria direto do cárcere em Curitiba.

Desde sempre ele soube que a fórmula para tentar voltar ao poder depois do impeachment passava por apagar Dilma Rousseff da foto dos governos petistas. Para isso, contou com a ajuda inestimável de Michel Temer, que, afundado em denúncias de corrupção, conseguiu não só fazer uma parcela significativa da população esquecer o desastre que foi sua companheira de chapa quanto ter saudade daquele que a inventou.

O plano de Lula incluía, também, ter um dublê de si mesmo que em nada lembrasse a malfadada experiência de Dilma. O figurino de Haddad é diferente do da ex-presidente: fala manso nos ambientes em que precisa se mostrar moderado e fala rouco e grosso quando emula o chefe em cima do caminhão de som. 

Resultado: cresce no Nordeste e nos segmentos de baixa renda de forma a assegurar uma vaga no segundo turno e pode ser aceito pelos setores moderados devido à rejeição do adversário e a promessas pouco críveis de aceno ao liberalismo na economia e ao respeito às regras do jogo na política. Por que pouco críveis? Porque em tudo diferem do que está consignado no plano de governo que ele, Haddad, coordenou. E porque toda a trajetória do PT desde o impeachment e da prisão de Lula, presente diariamente no discurso de suas outras lideranças ainda hoje, vai no caminho da ruptura com essas regras, cabresto à imprensa e ao Judiciário e dirigismo dilmista na economia.

Mas mesmo esta dupla personalidade encarnada por Haddad desde que foi posto no lugar de Lula foi pensada pelo chefe. E por quê? Porque o plano ideal vislumbrava que Bolsonaro se manteria resiliente durante a campanha, fruto justamente da outra face da doença legada pelo PT ao País nos últimos 16 anos: o antipetismo cego.

Não à toa, os petistas se eximiram de críticas mais contundentes a Bolsonaro, mesmo diante das pautas mais contrárias do deputado e ex-capitão àquelas caras à esquerda. Afinal, o objetivo maior fala mais alto: levar o barco placidamente ao encontro marcado no segundo turno, e deixar a rejeição a Bolsonaro ser inflada por ele mesmo e seus aliados, sob o beneplácito entusiasmado de uma elite estudada e endinheirada que parece em transe hipnótico.

Assim, a maioria da população e do eleitorado que não está entrincheirada em nenhum dos extremos regressivos e ameaçadores à democracia segue refém das estratégias de Lula e de Bolsonaro, o antípoda por ele apontado – em tudo semelhante àquele que escolheu Dilma em 2010 e Haddad em 2012 e 2018.

O que é em todos os aspectos preocupante é que, num cenário em que são todos reféns, um contingente imenso sofre de Síndrome de Estocolmo e, se não se curar dela a tempo, pode fazer com que o cativeiro do País perdure pelos próximos quatro anos.

MULHER B17 SE ECONTRA COM LOUCA FEMINAZI PELUDA

O BRASIL VAI FECHAR.


CONVERSA COM CARCEREIRO.



- Carcereiro??? Carcereiroooooô??

- Que foi, porra??

- Em quem 'cê vai votar?

- B17 !
- Hum ...Por que, hein?

- Porque se ele ganhar e não fizer bom governo ou se corromper, o Brasil vai ser um inferno..

- Ué, não entendi: por que então não vota no Haddad, companheiro??

- Porque se o Haddad vencer e vocês voltarem, não vai HAVER mais Brasil nem mesmo para ser um "inferno"..Vai dormir, porra !

Jornalismo cinzento: caso da ex-mulher é a segunda facada em Bolsonaro.

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Maria Cristina Valle, ex-mulher de Bolsonaro.

Artigo de Vitor Hugo Soares, via Blog do Noblat:

A história mal contada do affair conjugal do candidato Jair Bolsonaro (PSL) e sua ex-mulher – em reportagem inicial da Folha de S. Paulo – é lastimável sob inúmeros aspectos, nesta altura do campeonato. Traz de volta, infelizmente, para os debates da campanha presidencial, episódio típico do jornalismo perverso e malicioso (para dizer o mínimo) e conduz o embate político para o terreno baldio dos escândalos de família e das fofocas. Abrindo espaços – nos jornais, noticiários da TV e discussões nas redes sociais – que deveriam ser preenchidos por propostas programáticas de alternativas de saídas para a preocupante crise moral, política, social e econômica em que o país afunda.

Em lugar disso, mais nitroglicerina pura é distribuída, com fartura, para os contendores e seus adeptos já ensandecidos. A impressão é de que nada valeram as lições desastradas de campanhas presidenciais mais recentes, ou mais remotas. Persiste a rançosa tentação (cultural?) da política de ponta de rua e dos golpes desferidos abaixo da linha da cintura de velhas campanhas.

Na hora H, da primeira volta das presidenciais, a imprensa e o debate político parecem ceder à tentação do submundo das querelas de casais, envolvendo ex-esposas e filhos. Na verdade, a exemplo do saudoso compositor e cantor Belchior, “estes casos de família e de dinheiro eu nunca entendi bem”. Mas sei que, em geral, em tempos de política misturada com jogo eleitoral e disputas de poder, quase sempre terminam mal.

O caso da “denúncia” de tentativa de agressão do candidato do PSL – à frente em todas as pesquisas de primeiro turno -, à sua ex-mulher, durante litígio pela guarda do filho do casal, é constrangedor. Mal (ou bem?) comparando, tem características simbólicas de uma segunda facada em Bolsonaro. Ainda internado no Hospital Albert Einstein, em São Paulo, depois de esfaqueado no estomago, durante ato de campanha em Juiz de Fora. Desta vez, um golpe pelas costas.

Não é preciso puxar pela memória para encontrar semelhanças – sob o ponto de vista da ética na política e do papel da imprensa – deste triste episódio envolvendo o candidato, sua ex-esposa e filho, com o caso, no final da campanha presidencial Collor x Lula, em novembro de 1989, quando o atual senador alagoano – com ajuda ativa ou complacente de setores relevantes da mídia – jogou o então líder sindical, fundador do PT, sua ex-mulher e sua até então desconhecida filha Lurian no olho do furacão das discussões no país. Triste episódio para a política e para a imprensa.

Poderia citar fatos semelhantes, na atual e em campanhas passadas. Prefiro parar nesses dois exemplos emblematicamente cavernosos.. Acrescento apenas: Maria Cristina Valle, ex-mulher de Bolsonaro, nega indignada que tenha sofrido agressões do marido, como publicado e diz não fazer ideia “de como surgiu essa história” do documento do Itamaraty, segundo o qual teria relatado ameaças do ex-marido. “Numa separação sempre há tensões, mas jamais falei aquilo. O papel do Itamaraty é outro ponto nebuloso desta história, a ser esclarecido.

No mais,reafirmo: esse tipo de política rasteira e de jornalismo cinzento, de fontes obscuras, é o pior caminho que se poderia imaginar para a campanha presidencial, a caminho das urnas eletrônicas, em 7 de outubro. Prejudica a todos e, mais uma vez, fere a política, a inteligência e a verdade. Ou não?

Ainda há quem pense que Bolsonaro é maior ameaça à democracia do que o PT?

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Rodrigo Constantino analisa criticamente alguns artigos publicados na imprensa sobre as eleições presidenciais:


Quando formadores de opinião falam dos riscos que nossa democracia corre, puxam da cartola o livro do momento Quando as democracias morrem, e alertam para o iminente perigo de uma vitória de Jair Bolsonaro, só posso concluir que hibernaram nas últimas duas décadas, e continuam hibernando.

Afinal de contas, o adversário direto de Bolsonaro é ninguém menos do que Lula, disfarçado de Haddad. É o PT, que tentou um golpe e pretende, se vitorioso, dobrar a aposta e partir para uma Constituinte. São promessas de campanha, não teorias conspiratórias.

O jornalista Brian Winter, com quem já conversei por telefone sobre a política brasileira, publicou um texto na Folha deste sábado com uma análise correta de como a oposição a Bolsonaro repete os erros da esquerda americana anti-Trump. Conversei exatamente sobre isso com ele, argumentando como a bolha “progressista” vive em seu mundo de ilusões com pautas sem qualquer apelo ao eleitor de carne e osso. Diz ele:

O que aconteceu nos Estados Unidos, então? Basicamente, Hillary e seus partidários se concentraram tanto na oposição a Trump que se esqueceram de falar sobre as questões que importavam para a maioria dos eleitores: desemprego, imigração e assim por diante.

Jamais esquecerei de uma mulher que estava assistindo a um comício de Trump: questionada por um repórter de TV como ela justificava votar em um homem como ele, ela respondeu: “Trump pode dizer o que quiser, desde que ajude meu marido a arrumar emprego”, foi a resposta.

Brian Winter também reconhece o estrago causado pelo PT em sua passagem pelo poder: “O PT causou a pior recessão do Brasil em um século, seu principal líder está na cadeia, e o crime disparou nos 13 anos em que o partido esteve no poder”.

Mas vejam que curioso: mesmo alguém que entende tudo isso acaba concluindo que Bolsonaro é, de fato, uma ameaça maior para nossa democracia, e que o PT precisa mudar a estratégia e o discurso para vencer e “salvar nossa democracia”. Eis o que ele diz:

"Para Haddad e o PT, isso significa que o caminho mais efetivo seria combinar ataques contra Bolsonaro a uma agenda clara quanto aos problemas mais urgentes do Brasil.

Isso inclui uma estratégia nacional mais efetiva de combate ao crime, reconhecimento dos erros passados do partido quanto à corrupção e deixar claro que a política econômica será mais parecida com a do primeiro mandato de Lula do que com a do primeiro mandato de Dilma.

Isso é pedir muito, dada a recente insistência do partido quanto a narrativas de perseguição e nostalgia. Talvez seja impossível. Mas o futuro da democracia brasileira pode depender disso".

Reparem como o jornalista estrangeiro quer acreditar num PT capaz de aprender com seus “erros”, para que possa impedir uma “desgraça” à nossa democracia. Seu futuro depende disso! O futuro da democracia pode depender, diz, de o PT ser mais pragmático. É o desejo do establishment de crer num Haddad “moderado e pragmático”, em vez de acreditar no que o próprio PT prega, na fala de Dirceu, no fato de que quem comanda o show é um presidiário em busca de vingança contra a Justiça e que mira no modelo venezuelano.

Demétrio Magnoli, que também faz comparações entre Trump e Bolsonaro em sua coluna de hoje, conclui que Haddad vence fácil um eventual segundo turno, em parte porque poderá se pintar como defensor da democracia contra um candidato autoritário:

"O nosso Trump é o sonho de consumo de Haddad. No turno final, o avatar de Lula teria o duplo privilégio de falar como representante dos pobres, contra os ricos, e como campeão das liberdades e da democracia, contra o autoritarismo. É vitória certa".

Só seria “vitória certa” se o povo todo fosse como a elite de sociólogos, antropólogos, psicanalistas e artistas, que realmente acredita numa narrativa de PT como defensor dos pobres e da democracia. Justo o PT, que pariu milhões de desempregados e pretende dar um golpe totalitário contra nossa democracia. Essa turma confunde o Leblon com o Brasil. A maioria da população sabe muito bem quem representa a real ameaça à democracia. Até o esquerdista Aloysio Nunes reconhece que Bolsonaro não traria qualquer retrocesso para a democracia:

"No Brasil, não há o menor risco de retrocesso em relação à democracia. Ela é solidamente estabelecida na opinião dos brasileiros, nas instituições jurídicas. Não há o menor risco de retrocesso em matéria democrática.

Há hoje duas candidaturas que se colocam como antípodas no universo político brasileiro, que são as candidaturas que estão hoje na frente (Bolsonaro/PSL e Fernando Haddad/PT), mas nenhuma delas contesta o regime democrático, tanto é que se apresentaram perante o eleitorado para obter os seus sufrágios. O deputado Jair Bolsonaro joga de acordo com as regras da democracia. Tanto é que é deputado há 30 anos".

Ele está errado no que diz respeito ao PT, claro. É o velho ranço socialista falando mais alto. Para concluir isso, o ministro teve que ignorar a declaração do próprio José Dirceu, assim como o programa de governo do PT. O editorial do Estadão colocou os pingos nos is:

"Um regime autoritário pode se instalar da maneira clássica, por meio de um golpe, ou como resultado de um paulatino processo de captura do poder por um determinado grupo político, que assegura sua hegemonia a partir do aparelhamento do Estado. De um modo ou de outro, o resultado é sempre o mesmo: a submissão do Estado – e da Nação – aos interesses de quem o controla, o exato oposto de uma democracia. É precisamente isso o que o PT tentará fazer se esse partido conseguir vencer a eleição presidencial.

Para os que ainda concedem ao PT o benefício da dúvida, enxergando naquele partido credenciais democráticas que a sigla há muito perdeu – se é que um dia as teve -, recomenda-se a leitura de uma entrevista que o “companheiro” José Dirceu deu ao jornal El País.

Na entrevista, o jornal pergunta ao ex-ministro, deputado cassado e réu triplamente condenado se ele acredita na possibilidade de que o PT seja impedido de assumir a Presidência caso vença a eleição – ou seja, se pode haver um golpe. José Dirceu considera essa hipótese “improvável”, pois significaria colocar o Brasil na rota do “desastre total”, uma vez que “na comunidade internacional isso não vai ser aceito”. Mas então Dirceu, condenado a mais de 33 anos de prisão por corrupção no âmbito da Lava Jato, deixa claro que, para o PT, as eleições, afinal, são apenas uma etapa na tomada do poder. “Dentro do país é uma questão de tempo para a gente tomar o poder. Aí nos vamos tomar o poder, que é diferente de ganhar uma eleição”, explicou o ex-ministro.

Não é preciso grande esforço para perceber o projeto antidemocrático petista nessas poucas palavras. Quando diz que “tomar o poder” é diferente de “ganhar uma eleição”, significa que o poder pode ser conquistado e consolidado à margem ou mesmo a despeito do natural processo democrático – que, justamente, tem como um de seus fundamentos a alternância de governantes, para evitar a cristalização de um determinado grupo político-partidário na máquina estatal".

As cartas estão colocadas na mesa para todos que querem enxerga-las. De um lado temos uma quadrilha disfarçada de partido, comandada de dentro da carceragem em Curitiba por um bandido condenado, amigo dos piores ditadores do mundo, que não esconde sua sede por vingança e sua ânsia por poder, participando do Foro de São Paulo como fundador e tendo em Maduro sua referência “democrática”. Do outro lado temos um deputado em seu sétimo mandato, cercado dos melhores economistas liberais, repetindo que seu governo seguirá rigorosamente a Constituição. Mas os “formadores de opinião” preferem acreditar que é Bolsonaro quem representa um risco maior para nossa capenga democracia, já quase destruída antes pelo mesmo PT de Haddad…

RESPOSTA PARA COMUNISTAS DESGRAÇADOS.


sábado, 29 de setembro de 2018

URGENTE: Bolsonaro recebe alta e faz pronunciamento ao povo brasileiro; ...

ORGANIZAÇÃO CRIMINOSA QUE VAI ROUBAR A ELEIÇÃO (CNJ) afasta juiz que planejava determinar recolhimento de urnas para PERÍCIA DO EXÉRCITO.




CNJ afasta juiz que planejava determinar recolhimento de urnas:

Provocado pela Advocacia Geral da União (AGU), o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) acolheu pedido para adoção de “providências cautelares”, a fim de evitar que o juiz Eduardo Luiz Rocha Cubas, do Juizado Especial Federal Cível de Formosa (GO), colocasse em prática os planos de conceder, ao fim do dia 5 de outubro próximo, uma liminar determinando ao Exército o recolhimento de urnas eletrônicas a serem usadas no pleito do dia 7 de outubro.

De acordo com a AGU, a decisão evitou que o juiz “prejudicasse deliberadamente” a realização da eleição. “A liminar seria concedida no âmbito de uma ação popular que questiona a segurança e a credibilidade das urnas.

O comportamento suspeito do juiz começou a partir do momento em que ele permitiu a tramitação da ação no juizado, uma vez que a Lei nº 10.259/11 (que regulamenta os juizados especiais federais) dispõe expressamente que tais juizados não têm competência para julgar ações populares”, informou por meio de nota a entidade.

"Sem fundamento legal" diz PETRALHADA da AGU.

Ainda segundo a AGU, após ter permitido a tramitação da ação, o juiz Eduardo Luiz Rocha Cubas teria deixado de digitalizar os autos e conferido ao processo sigilo judicial “sem qualquer fundamento legal”, além de não ter intimado a União para tomar conhecimento da ação.

“Além disso, o juiz foi pessoalmente ao Comando do Exército, em Brasília, onde se reuniu com militares para antecipar o conteúdo da decisão que prometeu proferir no dia 5 de outubro com a expectativa declarada de que as Forças Armadas pudessem desde já se preparar para o cumprimento da determinação futura que receberia para recolher urnas; não houvesse tempo hábil para a decisão ser revertida pelo próprio Judiciário”, diz a nota da AGU.

Tais condutas foram apresentadas pela AGU como evidências de um “propósito manifesto do juiz em fazer valer sua desarrazoada ordem no dia das eleições, causando sério risco ao processo democrático”.

Na reclamação apresentada pela AGU ao CNJ foi anexado um vídeo no qual o juiz questionava, ao lado do candidato à Presidência da República pelo PSL, Jair Bolsonaro, a segurança e a credibilidade das urnas eletrônicas.

Na avaliação da AGU, Eduardo Luiz Rocha Cubas teria manifestado, nesse vídeo, opinião político-partidária incompatível com a função de juiz.

“Estas circunstâncias comprovam que o magistrado pretendia se aproveitar do cargo e do poder coercitivo que um provimento jurisdicional por ele prolatado pudesse possuir em relação às instituições repúblicas, inclusive às Forças Armadas, para atingir objetivos políticos, em especial inviabilizar a realização das eleições ou desacreditar o processo eleitoral como um todo”, conclui a nota da AGU.

A Agência Brasil não conseguiu ouvir o juiz Eduardo Luiz Rocha Cubas.

URGENTE: A PROVA DA FRAUDE QUE VAI ACONTECER: Corregedor afasta juiz que queria recolher urnas para análise do Exército

Corregedor afasta juiz que queria recolher urnas para análise do Exército:

Bolsonaro no TSE
O corregedor nacional de Justiça, ministro Humberto Martins, determinou a abertura de reclamação disciplinar contra o juiz Eduardo Luiz Rocha Cubas. Há pouco mais de uma semana para o primeiro turno da eleição presidencial, a medida foi provocada pela Advocacia-Geral da União (AGU) em razão de Rocha Cubas ter sinalizado que concederia liminar, em 5 de outubro – ou seja, a dois dias do pleito – com o objetivo de que o Exército pudesse recolher urnas eletrônicas para vistoria.

“A liminar seria concedida no âmbito de uma ação popular que questiona a segurança e a credibilidade das urnas. O comportamento suspeito do juiz começou a partir do momento em que ele permitiu a tramitação da ação no juizado, em afronta à Lei nº 10.259/11, que regulamenta os juizados especiais federais, e dispõe expressamente que tais juizados não têm competência para julgar ações populares”, alegou a AGU.

Segundo a AGU, a liminar que Rocha Cubas pretendia conceder era esperada por autores de uma ação popular que justamente contesta a segurança das urnas eletrônicas. Na última quarta-feira (26), o magistrado já havia ordenado, em caráter preliminar, que o Comando do Exército designasse um militar com patente de oficial para integrar “eventual perícia sobre as urnas”, ou mesmo uma equipe com militares aptos para a tarefa.

O afastamento teve início em procedimento iniciado pela Consultoria Jurídica Adjunta ao Comando do Exército, órgão consultivo da AGU. Segundo informações decorrentes da investigação, Rocha Cubas foi ao quartel-general do Exército, na última terça-feira (25), para entregar pessoalmente uma cópia da decisão que garantiria a vistoria das urnas.

Para a AGU, houve má-fé do magistrado, que queria aproveitar do cargo e “do poder coercitivo de um provimento jurisdicional para atingir objetivos políticos, em especial inviabilizar a realização das eleições ou desacreditar o processo eleitoral como um todo”. A Advocacia-Geral aponta que, entre as demonstrações de má-fé, “o magistrado deixou de digitalizar os autos, conferiu ao processo sigilo judicial sem qualquer fundamento legal e não intimou a União para tomar conhecimento da ação”.

“Essa desleal conduta evidencia o propósito manifesto do juiz em fazer valer sua desarrazoada ordem no dia das eleições, causando sério risco ao processo democrático”, acrescentou a AGU.

Apoio à Bolsonaro.

No vídeo abaixo, veiculado no YouTube em novembro de 2017, Rocha Cubas e Eduardo Bolsonaro se colocam diante do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para questionar a lisura do sistema eletrônico de votação, referência internacional em processos eleitorais. Eles falam, COM TODA RAZÃO DO MUNDO, sobre a “absoluta falta de segurança” dos equipamentos.

Veja:




"A partir de um evento de cidadania que nós organizamos, alguns técnicos de informática e cientistas da área nos procuraram e vieram com elementos que comprovam a absoluta falta de segurança”, diz o juiz, que faz menção à “resistência” que sofre um projeto de lei de Jair Bolsonaro, presidenciável do PSL, aprovado em 2015 na Câmara – para Rocha Cubas, “um elemento crucial na segurança do sistema”.

O Congresso chegou a avalizar a proposição de Bolsonaro, mas o Supremo Tribunal Federal (STF) derrubou em junho passado a volta do voto impresso nas eleições deste ano. Prevaleceu na Corte a tese da Procuradoria-Geral da República (PGR) segundo a qual a impressão de papel para conferência de votos colocaria em risco o sigilo do voto.

URGENTE: Bolsonaro denuncia mentira do Jornal O Globo e aponta distorções e manipulações; veja vídeo

URGENTE: Bolsonaro denuncia mentira do Jornal O Globo e aponta distorções e manipulações; veja vídeo:

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Imagem: Produção Ilustrativa / Folha Política
O candidato Jair Bolsonaro, em vídeo gravado do hospital, denuncia o jornal O Globo por mentir ao dizer que ele ocultou patrimônio: "Tá pegando mal esses fake news, esses ataques gratuitos". 


Mais informações »


EXPLICANDO AO BRASIL A AMEAÇA FEITA POR “DANIEL” (J.DIRCEU).


Milton Pires


Ontem, ou dia 27 (já não sei mais a data certa), o terrorista, ex-deputado e Ministro Chefe da Casa Civil, o principal idealizador do Mensalão e do Petrolão – o “Daniel” da luta armada – José Dirceu ameaçou o Brasil dizendo que “é uma questão de tempo até o PT tomar o Poder”.

Sobre a frase dele, que é gravíssima e precisa ser levada extremamente a sério, precisamos (mais uma vez) dizer o seguinte:

“Governo” é uma coisa, “Poder” é outra. Dirceu quis, na verdade, dizer que é uma “questão de tempo até PT tomar o Governo”.

O Governo, eu já o disse uma vez, é a chave dos cofres, dos arsenais e da máquina administrativa. O Governo é, desde a tradição democrata expressa por H.D. Thoreau e os transcendentalistas da Nova Inglaterra, o direito garantido pela força de cobrar imposto e de convocar soldados pelo alistamento obrigatório. O Governo é o representante, legítimo ou não, da soberania. Poder é outra coisa.

O Poder é a capacidade de gerar consenso. O PT não vai “voltar” ao Poder; o PT é Poder. O PT é o Poder cada vez mais ameaçado, encurralado e acuado. O Poder petista está na imprensa, nas universidades, escolas e igrejas, está nas “minorias organizadas”, na maneira de pensar e agir, nos menores fatores que coordenam as relações interpessoais que definem a cultura de uma sociedade.

Para desespero de José Dirceu, não há Poder Petista em tamanho e força suficientes dentro do Exército. Eu já disse uma vez e repito: o Exército Brasileiro não é o Oitavo Exército Revolucionário (mais tarde Exército de Libertação) chinês nem o Exército Comunista de Portugal que precisou ser derrubado pela Igreja de Braga e das cidades do norte. 

O PT vem perdendo Poder, vem perdendo cada vez mais o Poder que já teve e, para retomá-lo, já que não pode contar com o Exército, precisa voltar ao Governo. Para voltar ao Governo o PT não tem ajuda do Exército, mas tem a ajuda de Toffoli e do STF para legitimar a fraude nas eleições - o que prova isso é que Dirceu foi SOLTO pelo próprio STF e, em liberdade, está ameaçando o Brasil em conluio com o Tribunal Superior que lhe deu liberdade.

O que “Daniel” quis dizer na entrevista é que falta muito pouco tempo para o PT, através da FRAUDE DAS URNAS, retornar ao Governo e, através do USO DA FORÇA, se manter no Poder. Só isso.

Porto Alegre, 29 de setembro de 2018.

VÍDEO COM Entrevista de Bolsonaro com Datena - Completa (28/09) - Brasil Urgente

“Eu falei inverdades”, diz ex-mulher de Bolsonaro sobre ocultação de patrimônio

“Eu falei inverdades”, diz ex-mulher de Bolsonaro sobre ocultação de patrimônio:

Ana Cristina Valle, ex-mulher de Jair Bolsonaro, disse neste sábado que mentiu ao afirmar à Justiça, em 2007, que o candidato ocultara patrimônio nas eleições de 2006.

"Eu falei...

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Apelos ao "razoável"

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 William Waack, via Estadão:

Não acho que as opções mais prováveis que se colocam diante do eleitor após o primeiro turno – a julgar pelo cenário trazido pelas pesquisas mais recentes, seria o confronto Fernando Haddad versus Jair Bolsonaro – sejam uma escolha de Sofia ou possam ser descritas como dilema do prisioneiro.

A primeira é a horrível situação, descrita no filme com Meryl Streep sobre a rampa de seleção em Auschwitz, em que qualquer escolha implica uma tragédia. O segundo é uma adaptação da Teoria dos Jogos, segundo a qual escolhas individuais visando exclusivamente a interesse próprio (nesse contexto, o voto anti-Bolsonaro ou o voto anti-PT) acabam produzindo um resultado coletivo pior para cada indivíduo.

Acho que a questão essencial neste momento é tentar entender a natureza do fenômeno que enfrentamos na próxima votação – duas posturas radicalmente opostas, antagônicas e, a julgar pelo palavreado em curso, irreconciliáveis. Trata-se de ocorrência efêmera, típica de polarização em disputa eleitoral, ou, ao contrário, de uma profunda transformação da política brasileira caracterizada, antes de mais nada, pelo “esfarelamento” do que se poderia descrever como “centro”, “moderação” ou “equilíbrio”?

Tendo pela segunda hipótese. Em primeiro lugar, não é nada novo o fenômeno da resistência ao lulopetismo, que é a expressão do que há de retrógrado e atrasado na política brasileira, resistência que levou ao impeachment de Dilma Rousseff e a resultados de eleições como as municipais de São Paulo de 2016. Em segundo lugar, em oposição à ferocidade como o lulopetismo se dedicou (em parte com dinheiro público desviado, como hoje sabemos) a destruir seus adversários políticos, encarados sempre como “inimigos do povo”, cresceu um vigoroso movimento pendular contrário, com capilaridade, abrangência e características próprias de uma “guerra cultural” (ou seja, de afirmação ou negação de valores).

No meio desse movimento foram apanhadas elites pensantes que, à falta de um projeto de País razoavelmente desenhado, e em dúvida sobre as próprias ideias, parecem pregar a um deserto de ouvintes – e que se sentem “órfãos” de representação – os valores democráticos, harmonia, estabilidade, coesão de princípios e o que mais pareça bonito, socialmente responsável e capaz de arrancar aplausos de gente “razoável”.

Neste momento difícil da política, as bandeiras “moderadas” ou “centristas” (não confundir com “Centrão”) realmente parecem empunhadas por quem, perdoem a expressão chula, se veste de freira num bordel.

É óbvio que as pessoas “razoáveis” estão à mercê de uma onda que parece ter demonstrado seu tamanho (o candidato Jair Bolsonaro estacionado na ponta das pesquisas de intenção de voto), mas que está muito distante ainda de dizer para onde eventualmente nos levará.

Diante dessa onda, é claro que gente “razoável”, com convicções políticas “razoáveis” e disposta a entendimento entre “razoáveis”, lamenta que se tivesse deixado pela metade reformas de Estado, que se tivesse defendido timidamente o que parecia fazer parte “firme” de seu ideário econômico mais “liberal”, que, em busca do que é “pop”, se tivesse dado tanta crença a marqueteiros e que se esquecesse das estratégias políticas de maior alcance. 

Dignos apelos ao que se possa considerar “razoável” não surtiram nem me parece que surtirão efeitos a curto prazo. Talvez seja o momento histórico em que mais se deva lamentar nossa evidente falta de verdadeiras lideranças.

Uma semana em três atos: jornalista português goza das anti-bolsonaristas de lá.

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#EleNão: deputadas portuguesas juntam-se à campanha contra Bolsonaro 


coluna de Alberto Gonçalves, 
publicada aos sábados no Observador

Acto I

O momento redentor da semana foi a fotografia, ampla e merecidamente divulgada, de um conjunto de deputadas caseiras em protesto. Dado que o protesto de parlamentares de partidos que ou estão no governo ou influenciam o governo não faz muito sentido, as deputadas resolveram protestar contra os acontecimentos internos de um país estrangeiro. No caso, o Brasil. O facto de isso fazer ainda menos sentido não perturbou as senhoras, que interromperam o expediente para posar para o boneco com slogans a recusar a candidatura de um sujeito às presidenciais de lá, ao que sei legalíssima. Ou seja, enquanto as autoridades brasileiras aceitam o sujeito, dúzia e meia de ociosas portuguesas não pactuam com tamanho escândalo e desabafam através de “hashtags” (uns gatafunhos precedidos por um “#”). Ignoro se, de agora em diante, as ociosas tencionam emitir sentenças acerca de todas as eleições a realizar no planeta. Se tencionarem, avisem que tem piada.

Aliás, tem imensa piada. A fotografia, a que vale a pena regressar e que vale a pena contemplar, é um mimo. Dentro de São Bento, presume-se, algumas deputadas exibem o rosto fechado (porque a hora é grave). Outras riem desalmadamente (porque a gravidade é descontraída). Algumas levantam cartazes. Outras não tiveram direito a cópia. Quase todas parecem vestidas pelo costureiro dos UHF. Todas parecem estar ali de livre vontade. E eu agradeço-lhes a coragem.


Uma pessoa dotada de compaixão perderia uns minutos a imaginar a série de tragédias e equívocos que corroeram a vida de uma infeliz a ponto de a deixar, aos 30, 40 ou 60 anos, naqueles preparos, convencida da sua própria importância e de que segurar um papelinho com a frase “#EleNão” é uma actividade compatível com a idade adulta. Mesmo para deputados, a infantilidade é excessiva. À semelhança do que sucede nos acidentes aéreos, é necessário que demasiadas coisas corram mal para se acabar assim. Dramas familiares? Más companhias? Problemas clínicos? Cabe aos especialistas decidir.

Por sorte, não sou especialista. Donde prefiro usufruir da fotografia do que lamentá-la. Numa época em que, à conta de proibições e susceptibilidade, o “politicamente correcto”, ou, mais exactamente, a cruzada moralista ameaça exterminar a comédia, exemplos de humor involuntário como o referido não se devem desperdiçar. Se não as tomarmos a sério, leia-se se não formos maluquinhos, a falta de noção de ridículo que as tais deputadas demonstram é genuinamente engraçada, daquela escola do burlesco que uma ocasião levou o falecido comentador Luís Delgado a exigir numa crónica: “Basta, senhor Clinton. Demita-se!”. Só não são impagáveis na medida em que lhes pagamos os salários.

Acto II

O sr. Trump discursou nas Nações Unidas e lançou uma bazófia que motivou alguns risos na sala – inclusive o do próprio –, seguidos de alguns aplausos. As rotativas, figuradas, pararam num ápice: segundo a generalidade dos “media”, o mundo riu convulsivamente do sr. Trump. Não importa que, no caso, “o mundo” se resuma a umas dúzias de diplomatas obscuros. O que importa é mostrar que “o mundo” partilha o exacto desprezo pelo sr. Trump que leva certos jornalistas com agenda e comediantes sem talento a torcer impecavelmente a informação até obter o efeito desejado (os engajados não gostam de se engajar sozinhos).

De qualquer modo, a verdade é que a assembleia-geral da ONU se encheu para assistir ao sr. Trump e, no dia seguinte, se esvaziou para não assistir ao prof. Marcelo. Talvez os diplomatas receassem, em vez da galhofa anterior, ser esmagados pela densidade intelectual do nosso estimado presidente e arranjarem, no mínimo, uma hérnia. Fizeram bem. Como nós sabemos e os estrangeiros pelos vistos suspeitam, o prof. Marcelo já costuma exibir uma retórica riquíssima em clichés e vacuidades. Em Nova Iorque, então, a solenidade do momento e a sala repleta de moscas inspiraram-no a reforçar a dose, numa lengalenga profunda a que não faltaram o “multilateralismo”, a paz, as “alterações climáticas”, os refugiados, o eng. Guterres, a igualdade de género, o sr. Mandela e os oceanos. Foi muito bonito. E um aperitivo para o encontro ao mais alto nível com o presidente do Palau, que o mundo não pára, leia-se não pára de rir do sr. Trump. E os portugueses riem ainda mais, mesmo que não saibam do quê.

Acto III

Um sorteio, como nas rifas, enxotou o juiz Carlos Alexandre do processo do “eng.” Sócrates. Convinha que a Justiça definisse um rumo, a bem dos cidadãos. Falo, em particular, dos cidadãos que, ainda há meses, julgaram que o caso estava perdido e desataram a confessar na imprensa a traição que o “eng.” Sócrates lhes infligiu. É verdade que, após longos anos a defender a seriedade do homem contra as “cabalas” da praxe, a mudança estratégica caiu um nadinha aos trambolhões. Entretanto, porém, já nos habituáramos à ideia de que as namoradas, as viúvas, os discípulos, os simpatizantes e outros companheiros de luta do Menino que Sonhava com Ventoinhas haviam de facto sido iludidos e nunca sonharam nem com ventoinhas nem com as incontáveis falcatruas de que o Menino é alegado autor. Agora, lá terão essas pobres almas que rever novamente o texto e provar à humanidade que sempre estiveram ao lado do Menino, um génio, um santo e o maior estadista a alguma vez ter frequentado um apartamento do amigo Carlos. Ao trabalho, minha gente.

Vocação totalitária: o PT quer "tomar o poder".

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Editorial do Estadão:

Um regime autoritário pode se instalar da maneira clássica, por meio de um golpe, ou como resultado de um paulatino processo de captura do poder por um determinado grupo político, que assegura sua hegemonia a partir do aparelhamento do Estado. De um modo ou de outro, o resultado é sempre o mesmo: a submissão do Estado - e da Nação - aos interesses de quem o controla, o exato oposto de uma democracia. É precisamente isso o que o PT tentará fazer se esse partido conseguir vencer a eleição presidencial.

Para os que ainda concedem ao PT o benefício da dúvida, enxergando naquele partido credenciais democráticas que a sigla há muito perdeu - se é que um dia as teve -, recomenda-se a leitura de uma entrevista que o “companheiro” José Dirceu deu ao jornal El País.

Na entrevista, o jornal pergunta ao ex-ministro, deputado cassado e réu triplamente condenado se ele acredita na possibilidade de que o PT seja impedido de assumir a Presidência caso vença a eleição - ou seja, se pode haver um golpe. José Dirceu considera essa hipótese “improvável”, pois significaria colocar o Brasil na rota do “desastre total”, uma vez que “na comunidade internacional isso não vai ser aceito”. Mas então Dirceu, condenado a mais de 33 anos de prisão por corrupção no âmbito da Lava Jato, deixa claro que, para o PT, as eleições, afinal, são apenas uma etapa na tomada do poder. “Dentro do país é uma questão de tempo para a gente tomar o poder. Aí nos vamos tomar o poder, que é diferente de ganhar uma eleição”, explicou o ex-ministro.

Não é preciso grande esforço para perceber o projeto antidemocrático petista nessas poucas palavras. Quando diz que “tomar o poder” é diferente de “ganhar uma eleição”, significa que o poder pode ser conquistado e consolidado à margem ou mesmo a despeito do natural processo democrático - que, justamente, tem como um de seus fundamentos a alternância de governantes, para evitar a cristalização de um determinado grupo político-partidário na máquina estatal.

Ao afirmar que é apenas uma “questão de tempo” para que o PT efetivamente tome o poder, Dirceu dá a entender que esse processo já está em curso. Pode-se dizer que os esquemas arquitetados pelo PT e seus associados para corromper o Congresso eram parte da estratégia, e só não foram mais longe porque houve um acidente de percurso - a Operação Lava Jato.

Mas há um aspecto menos escandaloso e mais insidioso nessa ofensiva do PT, que é a construção, passo a passo, da hegemonia do pensamento e da ação petistas em diversos setores da sociedade - e, para que essa estratégia insinuada por Dirceu seja bem-sucedida, é preciso contaminar de petismo também as instituições sobre as quais repousa a tarefa de garantir a democracia. Foi exatamente o que o chavismo fez na Venezuela, não à toa um modelo de “democracia” para os petistas. 

Em resolução publicada depois do impeachment da presidente Dilma Rousseff, em 2016, o PT lamentou não ter se concentrado na “construção de uma força política, social e cultural capaz de dirigir e transformar o País”, o que incluía a reforma do Estado para se contrapor ao que chamou de “sabotagem conservadora”, e disse ter falhado ao não “promover oficiais (das Forças Armadas) com compromisso democrático e nacionalista” - isto é, militares alinhados ao PT.

Mas, como constatou Dirceu, nem o impeachment de Dilma nem a prisão do máximo líder da camarilha petista, Lula da Silva, interromperam o empreendimento autoritário do partido. Ao contrário: a autorização dada ontem pelo ministro do Supremo Tribunal Federal Ricardo Lewandowski para que Lula possa dar entrevistas na cadeia mostra o quanto as instituições basilares da democracia continuam permeáveis ao lulopetismo. 

Para permitir que Lula, encarcerado por corrupção e lavagem de dinheiro, dê declarações com potencial para influir na disputa presidencial, tumultuando um processo já bastante confuso, Lewandowski invocou a “liberdade de imprensa”. Ou seja, recorre-se a um dos princípios mais caros aos regimes democráticos para garantir a Lula um privilégio - situação por si só incompatível com uma democracia, mas muito coerente com a “tomada de poder” pelo PT.