"O maior inimigo da autoridade é o desprezo e a maneira mais segura de solapá-la é o riso." (Hannah Arendt 1906-1975)

terça-feira, 29 de janeiro de 2019

ADEUS, LISBOA !


Adeus, Lisboa

(Milton Pires)

Adeus, Lisboa, que volto
à guerra existente em mim.
Guerra que eu não trouxe
mas que veio comigo, que
me tolhe sonhos rejeitando
a paz...


Adeus, Lisboa, com teus
bondes e ladeiras, com teus
museus e teatros: tuas pontes
me separam de mim...Tudo
em ti é passado, é lembrança
de outros mares, visões daqueles
que cá estiveram antes do meu
próprio ser...

Adeus, Lisboa, com as tardes
cinzas dos teus invernos, com
o Tejo que me reflete as dores e
os medos de ter que voltar para
onde o destino me fez surgir...

Adeus, Lisboa, das moças tristes
que nos teus cafés esperam por
encontros, por desencontros tão
bem combinados...tudo em ti
se despede de nós...

Adeus, Lisboa, de um não
convidado...de um amor
inventado que deixei por ti…

Lisboa, 28 de janeiro de 2019

domingo, 20 de janeiro de 2019

A REVOLUÇÃO BOXER (EM PORTUGAL)





Cascais, janeiro de 2019


260 years – the British Museum in numbers

260 years – the British Museum in numbers:

It’s our 260th birthday! ���� The Museum is the oldest national public museum in the world, and has been free to visit for ‘all studious and curious persons’ since 1759. To mark the occasion, instead of cutting cake, we’ve been crunching numbers – scroll down for some truly spectacular stats.

Gateway of Montagu House.
We’ve welcomed 350,404,179 visitors to the Museum over the last 260 years – that’s more than the entire population of the USA! The first visitors walked through the doors of Montagu House – the original Museum building, shown above – on 15 January 1759 and, as they say, the rest is history. If you’re one of the 350 million, thanks for visiting!

8,000,000 objects
There are a staggering 8,000,000 objects in the collection, housed across multiple sites. It expanded from Sir Hans Sloane’s original collection of around 71,000 objects, bequeathed to the nation upon his death in 1753. The Museum’s collection is still growing, and Curators continue to acquire new objects – you can see some recent acquisitions from our Prints and Drawings department in our free exhibition until 27 January 2019.

2,000,000 years of history
These chopping tools are among the oldest objects in the collection, made by early humans around 2,000,000 years ago and found in the Olduvai Gorge in Tanzania. They represent the world’s first technological innovation and could be used in multiple ways – chopping branches, cutting meat and smashing bones. You can get your hands on similar tools made millions of years ago at the object handling desk in Room 2.

A clowder of cats
Between the 1970s and 1990s the Museum had between 4 and 7 cats, depending on the year, which were kept to deter mice and rats. There was even a ‘Cats’ Welfare Society’, set up to help look after the feline population. You can read the full story of cats at the Museum here.

A royal visit
You can see exactly 2,774 objects in our wonderful Sir Joseph Hotung Gallery of China and South Asia, which spans from prehistory to the present. The gallery was reopened after refurbishment in 2017 by Her Majesty The Queen, 25 years after Her Majesty initially opened the gallery. The Queen was given a tour by our curators and even signed the guest book!

High voltage
You might not know the Museum has its own X-ray imaging laboratory, hidden deep underground in the World Conservation and Exhibitions Centre. The laboratory operates at 450,000 volts which is 90,000 times more than your phone charger! Up to 2,000 individual X-ray images are used to create one of the 3D pictures shown above. This finely decorated ewer is on display in our new Albukhary Foundation Gallery of the Islamic world.

Careful conservation
The Museum’s newly acquired suit of Samurai armour took 260 painstaking hours of conservation work to get it ready for display in our recently refurbished galleries. It’s a complex object made of many different materials, so it presented a unique challenge for our conservation teams. You can read more about the process in our Conservator’s blog post.

From the ancient to the modern
There’s a 4,400-year span of history on display in The Asahi Shimbun Displays No man’s land. The show features objects made around 2400 BC relating to the first recorded border dispute – between the city-states of Lagash and Umma (now both in modern-day Iraq). Also on display is contemporary photography of this area of the Middle East by German artist Ursula Schulz-Dornburg.

The Great Gold Buckle
This stunning Anglo-Saxon buckle was made in the early 7th century AD.
At 413 grammes it’s quite weighty – roughly the same as a can of baked beans! It was found as part of the Sutton Hoo ship-burial in the east of England – one of the most important archaeological discoveries ever made. The intricate designs contain 13 creatures – can you spot them?

Crosstown traffic
In the early 1880s, it took 394 trips by horse and cart over 97 days to transport the zoological specimens from Bloomsbury to their new home in South Kensington at the then new ‘British Museum (Natural History)’. You might know it better as the Natural History Museum – uncover the shared history of the nation’s natural history collections here.

A museum of the world, for the world
Over the last 10 years, the Museum has opened 92 international touring exhibitions in 21 different countries. More than 10,000,000 people around the world have seen one of our touring shows – that’s more than the population of London!

Silky skills
This Ming dynasty (1368–1644) ink painting illustrates a story about the 8th-century Chinese painter Wu Daozi, who is said to have painted a dragon so realistic that it came to life the moment he completed it. It took three conservators 491 hours to remount this silk painting during recent conservation work in the Museum’s Hirayama Studio.

Leafing through the pages of history
There are 500 clay tablets on display in our current exhibition about King Ashurbanipal of Assyria. Over 2,600 years ago, Ashurbanipal collected a library of 30,000 tablets inscribed with cuneiform script – an ancient type of writing made up of wedge-shaped marks. The tablets in the Library cover all kinds of topics, from magic to medicine, politics to palaces. You can find out more about the king’s Library in this blog post.

Awe-inspiring architecture
The Great Court forms a spectacular centrepiece to the Museum. At two acres, it’s the largest covered square in Europe – bigger than a football (soccer) pitch. There are 3,312 uniquely shaped panels of glass in the roof, which stands 26.3 metres above the floor at its highest point.

Can’t get enough Museum trivia? Discover 29 things you might not have known about the British Museum in this blog post.

sábado, 19 de janeiro de 2019

Falta de explicação ‘plausível’ de Flávio incomoda militares e equipe de Moro

Falta de explicação ‘plausível’ de Flávio incomoda militares e equipe de Moro:

A falta da apresentação de uma justificativa “plausível” para os depósitos de R$ 96 mil na conta do deputado estadual e senador eleito Flávio Bolsonaro (PSL-RJ), filho do presidente Jair Bolsonaro, incomodou integrantes da equipe do ministro da Justiça e Segurança Pública, Sérgio Moro. Neste sábado, 19, Flávio visitou o pai no Palácio da Alvorada. Havia a expectativa de que o parlamentar desse explicações após o encontro.

A demora por uma reação consistente está causando “grande desconforto” entre setores do governo. Além do grupo de Moro, militares não escondem o incômodo, apesar de manterem a defesa enfática do presidente. Para eles, esta “não é uma crise do governo”, mas há a avaliação de que a repercussão sobre as movimentações atípicas detectadas pelo Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) pode atingir a imagem do presidente.

Um dos interlocutores de Bolsonaro ouvidos pelo jornal O Estado de S. Paulo afirmou que continua valendo “a máxima de que a mulher de César não precisa apenas ser honesta, mas tem de mostrar que é honesta”.

Entre os interlocutores próximos do presidente, era esperado que, ainda na tarde deste sábado, Flávio se manifestasse sobre o relatório do Coaf revelado na sexta-feira pelo Jornal Nacional, da TV Globo.

Segundo a reportagem, o Coaf detectou 48 depósitos suspeitos feitos em dinheiro na conta pessoal do deputado, no valor total de R$ 96 mil. Os repasses foram feitos entre junho e julho de 2017 em um caixa eletrônico da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj).

O jornal O Estado de S. Paulo mostrou neste sábado que as investigações do caso Coaf começaram há seis meses e envolvem esquemas suspeitos de “lavagem de dinheiro e ocultação de bens”.

Reação

Parte do governo avalia que o objetivo da investigação do Ministério Público do Rio é atingir a imagem de Bolsonaro. Desde a sexta-feira, o presidente tem se mostrado “chateado” com o que considera “ataques” contra seu filho.

Para um grupo próximo a Bolsonaro, a cada hora que passa sem explicações, a contaminação acaba sendo inevitável.

Em sua página no Facebook, Flávio Bolsonaro atacou o Ministério Público do Rio dizendo que seu sigilo bancário foi quebrado “sem autorização judicial” e “vazados propositalmente”.

“A história que inventaram sobre os depósitos em minha conta, querendo insinuar que possuem alguma relação com meu ex-assessor, é uma mentira deslavada que terei o prazer de derrubar com provas reais e documentais”, escreveu o senador eleito.

O post Falta de explicação ‘plausível’ de Flávio incomoda militares e equipe de Moro apareceu primeiro em ISTOÉ Independente.

Coaf mostra que Flávio Bolsonaro pagou título de R$ 1 milhão, diz TV

Coaf mostra que Flávio Bolsonaro pagou título de R$ 1 milhão, diz TV:

Relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) mostra que o deputado estadual e senador eleito Flávio Bolsonaro (PSL-RJ) pagou um título bancário da Caixa Econômica Federal no valor de R$ 1.016.839. O novo trecho do documento foi revelado neste sábado, 19, pelo Jornal Nacional, da TV Globo.

Segundo a reportagem, o Coaf não conseguiu identificar o favorecido pelo pagamento feito pelo filho do presidente da República, Jair Bolsonaro. Também não há data e nenhum outro detalhe da transação.

De acordo com o relatório do Coaf divulgado pela TV Globo, Flávio Bolsonaro recebeu 48 depósitos de R$ 2 mil em dinheiro em sua conta pessoal no intervalo de um mês em 2017. Segundo o documento, as transações, que somaram R$ 96 mil, foram feitas no caixa eletrônico da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro entre junho e julho daquele ano. A suspeita, segundo a reportagem, é de que funcionários do gabinete de Flávio devolviam parte dos salários, numa operação conhecida como “rachadinha”.

As operações na conta do senador eleito são semelhantes às feitas por Fabrício Queiroz, seu ex-assessor, que movimentou R$ 1,2 milhão em transações suspeitas entre janeiro de 2016 e janeiro de 2017, como revelou o jornal O Estado de S. Paulo.

A investigação sobre a movimentação financeira de Queiroz foi iniciada há seis meses e tem como foco de apuração a suspeita de prática de lavagem de dinheiro ou “ocultação de bens, direitos e valores” no gabinete do filho do presidente na Alerj.

O documento foi produzido por técnicos do Coaf há um ano, em janeiro de 2018, e anexado aos autos da Operação Furna da Onça – que em novembro do ano passado prendeu dez deputados estaduais do Rio suspeitos de receberem propina.

Na última quinta-feira, 17, o vice-presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Luiz Fux, atendeu a um pedido de Flávio Bolsonaro e determinou a suspensão da investigação.

O relator do caso, Marco Aurélio Mello, vai analisar a reclamação do senador eleito e já indicou que deve negar o pedido após o fim do recesso do Judiciário.

O post Coaf mostra que Flávio Bolsonaro pagou título de R$ 1 milhão, diz TV apareceu primeiro em ISTOÉ Independente.

Barrio de las Letras de Madrid

Barrio de las Letras de Madrid:

Muchas ciudades tienen reminiscencias literarias, pero no todas poseen un Barrio de las Letras como el de Madrid. Sus calles principales y otras más escondidas guardan pedazos de la historia de nuestra literatura, un tesoro exquisito para el viandante que, con un mapa en la mano, deberá diferenciar durante el paseo entre la leyenda y la realidad.

El barrio se extiende en un triángulo imaginario y algo irregular que delimitan el Paseo del Prado, donde destaca el imprescindible museo madrileño; la Carrera de San Jerónimo, antigua vía que finalizaba en el monasterio de San Jerónimo el Real (siglo XVI) y hoy cruza el centro urbano; y la calle de Atocha, en la que estuvo la imprenta de Juan de la Cuesta de la que salió El Quijote y que hoy acoge la Sociedad Cervantina. Atocha nace en la estación de tren homónima, punto de llegada de visitantes y escenario de novelas, entre otras muchas de Benito Pérez Galdós (1843-1920). Este escritor recreó estas calles como nadie. Por ellas paseaba para acudir al Ateneo, entonces en la calle Montera. En la Plaza de Pontejos situó la casa de Jacinta y en la Cava de San Miguel, la de Fortunata. Ambas están próximas a la Plaza Mayor, cada vez más literaria, pues alberga una feria del libro cada otoño.

Escritores que fueron vecinos

El Barrio de las Letras fue en su origen el lugar donde vivieron muchos escritores del Siglo de Oro. Allí donde los leones pétreos de las Cortes vigilan una pequeña plaza, se encuentra la primera estatua que se erigió en Madrid a Miguel de Cervantes. La placita de las Cortes podría parece un espacio anodino, si no fuera por la presencia desde 1834 del inmortal escritor, fundido en Roma por el escultor Antonio Sala. La estatua es tan sencilla que el periodista del siglo XIX Mariano de Cavia llegó a calificarla de pisapapeles. No sabía que la obra guardaba una sorpresa: en 2009 se descubrió debajo una caja enterrada en su inauguración con 41 documentos, entre ellos cuatro tomos de El Quijote, litografías y monedas.

De la cercana Plaza de Cánovas del Castillo, llamada de Neptuno, arranca la calle Cervantes en la que vivió el escritor en 1615, un año antes de su fallecimiento. Lo atestigua una placa colocada en la fachada. De allí saldría para ser enterrado en el Convento de las Trinitarias, que hace escasos años acaparó telediarios por la búsqueda de los restos de don Miguel. Tras varios fracasos, hoy se ha dado por bueno el hallazgo que atestigua una placa en el interior del convento. «Yace aquí Miguel de Cervantes Saavedra (1547-1616)», reza el encabezado de la lápida conmemorativa, que incluye versos de su obra Los trabajos de Persiles y Segismunda aunque con errata, pues lo correcto es Sigismunda.

En el número 11 de la calle Cervantes vivió y murió su adversario literario, Lope de Vega. Su casa alberga un museo imprescindible que ofrece interesantes curiosidades sobre el escritor y su época.

La primera calle que corta a la izquierda, la de Francisco de Quevedo, tuvo como vecinos a este escritor y a Luis de Góngora, hoy con sus casas señalizadas con placas. Otra inscripción en el suelo recuerda que aquí también nació en 1832 el dramaturgo y político José Echegaray.

La vía más popular del Barrio de las Letras es la peatonal calle de las Huertas, jalonada con citas literarias en su pavimento adoquinado. Si se recorre con un agradable paseo se alcanza la Plaza del Ángel, estrecha y coqueta. En una esquina conserva un pequeño vivero arbolado sobre el antiguo cementerio del Convento de San Sebastián.




De él se dijo que José Cadalso desenterró a su amante, la actriz María García Ibáñez, movido por la pasión. Al templo se accede desde la calle de Atocha por una puerta donde se desvelan otros nombres conocidos: Lope de Vega y Espronceda, allí enterrados; Moratín, Benavente y Tirso de Molina, bautizados; o Larra y Bécquer, que celebraron sus bodas. La Plaza del Ángel muestra otras curiosidades en sus placas, como el lugar de La Fonda de San Sebastián donde Moratín y Cadalso escribían sus obras.

De la plaza sale la calle Espoz y Mina que llega a la de Álvarez Gato, que rememora los espejos deformantes que Valle-Inclán citó en sus Luces de Bohemia. En esta zona estuvo el famoso Corral de la Cruz.

No debemos alejarnos, pues cerca es imprescindible visitar la bulliciosa plaza de Santa Ana, frecuentada por aficionados al teatro y a las cervecerías. Santa Teresa de Jesús tuvo interés en abrir allí un convento de Carmelitas Descalzas, aunque su salud no se lo permitió. Sería San Juan de la Cruz quien lo fundara en 1586. El convento fue demolido en 1810 por orden de José Bonaparte. En 1880 se erigiría en la plaza la estatua de Calderón de la Barca, con su traje talar y una pluma en la mano. Detrás del dramaturgo se construyó en 1916 el Edificio Simeón que albergaría el Hotel Reina Victoria y unos famosos almacenes.

En 1984, Julio López esculpió a Federico García Lorca, que sostiene una alondra a punto de volar. Años más tarde pusieron al poeta mirando hacia el Teatro Español. En él estrenó con éxito La zapatera prodigiosa (1930) y Yerma, escrita en 1934. Este teatro, referente cultural de Madrid, albergó en el siglo XVI el Corral del Príncipe y en el XVII pasó a llamarse Teatro del Príncipe. Vivió grandes momentos gracias a sus actrices, entre ellas, La Caramba, que puso de moda peinarse con una flor, siendo del agrado de la duquesa de Alba, que se dejó retratar por Goya con una «caramba» en el pelo. Pérez Galdós estrenó en este teatro su Electra, que provocó algaradas callejeras por su carácter anticlerical y libertario. Llegó a influir en la crisis religiosa y monárquica que siguió a la del 98 y que contribuyó a derrocar el gobierno que la gente llamó irónicamente «Ministerio Electra».

En el siglo XIX, los escritores que vivían en el barrio frecuentaban sus cafés y participaban en famosas tertulias. En plena Carrera de San Jerónimo pervive Lhardy, cuyos salones inspiraron novelas y acuerdos políticos. La Fontana de Oro, esquina con la misma vía, fue otro café literario que dio título a una novela de Galdós; cerrado en 1843, ha sido convertido en pub. En la cercana Puerta del Sol, donde está instalada la tienda de Apple, se hallaba el Café de la Montaña, otro clásico del siglo XIX frecuentado por políticos, bohemios e intelectuales, y donde Valle-Inclán perdió el brazo tras una discusión con el escritor Manuel Bueno.

Hoy el Barrio de las Letras es famoso por sus locales de música en vivo, anticuarios y galerías de arte. Estos establecimientos se han convertido en elementos distintivos junto a los variados mercadillos que se instalan en las calles: desde el de libros de segunda mano los fines de semana al de las Ranas, que se realiza varias veces al año, decorando de forma especial los escaparates, montando paradas en las calles y llenándolas de conciertos y teatro.

Este paseo concluye en la llamada Plaza de las Letras, situada en un extremo del Paseo del Prado, donde se puede visitar el Medialab-Prado (Alameda, 15), un innovador espacio dedicado a la cultura y el arte digitales.

Anexos originais:


Hermann Hesse on Solitude, the Value of Hardship, the Courage to Be Yourself, and How to Find Your Destiny

Hermann Hesse on Solitude, the Value of Hardship, the Courage to Be Yourself, and How to Find Your Destiny:

“Solitude is not chosen, any more than destiny is chosen. Solitude comes to us if we have within us the magic stone that attracts destiny.”




Hermann Hesse on Solitude, the Value of Hardship, the Courage to Be Yourself, and How to Find Your Destiny


“No one can build you the bridge on which you, and only you, must cross the river of life,” the young Nietzsche wrote as he contemplated what it takes to find oneself. Somehow, this man of stark contradiction, cycling between nihilistic despondency and electric buoyancy along the rim of madness, has managed to inspire some of humanity’s most surefooted spirits — among them, the great German poet, novelist, painter, and Nobel laureate Hermann Hesse (July 2, 1877–August 9, 1962), who drew from Nietzsche’s philosophy the most humanistic ideas, then magnified them with his own transcendent humanity.

Some of Hesse’s most emboldening ideas about our human responsibility to ourselves and the world unfold in his “Letter to a Young German,” written to a dispirited youth in 1919 and later included in his 1946 anthology If the War Goes On… (public library), published the year he received the Nobel Prize — the same stirring piece that gave us Hesse on hope, the difficult art of taking responsibility, and the wisdom of the inner voice.

Hermann Hesse

Decades before E.E. Cummings asserted that “to be nobody-but-yourself — in a world which is doing its best, night and day, to make you everybody else — means to fight the hardest battle which any human being can fight,” Hesse writes:

You must unlearn the habit of being someone else or nothing at all, of imitating the voices of others and mistaking the faces of others for your own.

[…]

One thing is given to man which makes him into a god, which reminds him that he is a god: to know destiny.

[…]

When destiny comes to a man from outside, it lays him low, just as an arrow lays a deer low. When destiny comes to a man from within, from his innermost being, it makes him strong, it makes him into a god… A man who has recognized his destiny never tries to change it. The endeavor to change destiny is a childish pursuit that makes men quarrel and kill one another… All sorrow, poison, and death are alien, imposed destiny. But every true act, everything that is good and joyful and fruitful on earth, is lived destiny, destiny that has become self.
Echoing Nietzsche’s insistence that a fulfilling life requires embracing rather than running from difficulty, Hesse exhorts the young to treat their suffering with respect and curiosity, and adds:

Might your bitter pain not be the voice of destiny, might that voice not become sweet once you understand it?

[…]

Action and suffering, which together make up our lives, are a whole; they are one. A child suffers its begetting, it suffers its birth, its weaning; it suffers here and suffers there until in the end it suffers death. But all the good in a man, for which he is praised or loved, is merely good suffering, the right kind, the living kind of suffering, a suffering to the full. The ability to suffer well is more than half of life — indeed, it is all life. Birth is suffering, growth is suffering, the seed suffers the earth, the root suffers the rain, the bud suffers its flowering.

In the same way, my friends, man suffers destiny. Destiny is earth, it is rain and growth. Destiny hurts.
Long before Simone Weil contemplated how to make use of our suffering, Hesse holds up hardship as “the forge of destiny” and adds:

It is hard to learn to suffer. Women succeed more often and more nobly than men. Learn from them! Learn to listen when the voice of life speaks! Learn to look when the sun of destiny plays with your shadows! Learn to respect life! Learn to respect yourselves! From suffering springs strength…
Writing fifteen years after he made his exquisite case for breaking the trance of busyness, Hesse returns to the sandbox of selfhood — solitude:

True action, good and radiant action, my friends, does not spring from activity, from busy bustling, it does not spring from industrious hammering. It grows in the solitude of the mountains, it grows on the summits where silence and danger dwell. It grows out of the suffering which you have not yet learned to suffer.

[…]

Solitude is the path over which destiny endeavors to lead man to himself. Solitude is the path that men most fear. A path fraught with terrors, where snakes and toads lie in wait… Without solitude there is no suffering, without solitude there is no heroism. But the solitude I have in mind is not the solitude of the blithe poets or of the theater, where the fountain bubbles so sweetly at the mouth of the hermit’s cave.
howtobealone_photobymariapopova2.jpg?w=6
Photograph by Maria Popova

Learning to be nourished by solitude rather than defeated by it, Hesse argues, is a prerequisite for taking charge of our destiny:

Most men, the herd, have never tasted solitude. They leave father and mother, but only to crawl to a wife and quietly succumb to new warmth and new ties. They are never alone, they never commune with themselves. And when a solitary man crosses their path, they fear him and hate him like the plague; they fling stones at him and find no peace until they are far away from him. The air around him smells of stars, of cold stellar spaces; he lacks the soft warm fragrance of the home and hatchery.

[…]

A man must be indifferent to the possibility of falling, if he wants to taste of solitude and to face up to his own destiny. It is easier and sweeter to walk with a people, with a multitude — even through misery. It is easier and more comforting to devote oneself to the “tasks” of the day, the tasks meted out by the collectivity.
In a sentiment the poet May Sarton would echo in her stunning ode to solitude two decades later, Hesse adds:

Solitude is not chosen, any more than destiny is chosen. Solitude comes to us if we have within us the magic stone that attracts destiny.
Photograph by Maria Popova

Two millennia after Seneca admonished that “all your sorrows have been wasted on you if you have not yet learned how to be wretched,” Hesse exults:

Blessed be he who has found his solitude, not the solitude pictured in painting or poetry, but his own, unique, predestined solitude. Blessed be he who knows how to suffer! Blessed be he who bears the magic stone in his heart. To him comes destiny, from him comes authentic action.
In consonance with Seamus Heaney’s lyrical insight that “the true and durable path into and through experience involves being true… to your own solitude, true to your own secret knowledge,” Hesse addresses the young:

You were made to be yourselves. You were made to enrich the world with a sound, a tone, a shadow.

[…]

In each one of you there is a hidden being, still in the deep sleep of childhood. Bring it to life! In each one of you there is a call, a will, an impulse of nature, an impulse toward the future, the new, the higher. Let it mature, let it resound, nurture it! Your future is not this or that; it is not money or power, it is not wisdom or success at your trade — your future, your hard dangerous path is this: to mature and to find God in yourselves.
A century later, the entire piece remains a spectacular and deeply insightful read, as does the whole of Hesse’s If the War Goes On…. Complement this particular fragment with Ursula K. Le Guin on suffering and the other side of pain, Louise Bourgeois on how solitude enriches creative work and Elizabeth Bishop on why everyone should experience at least one long period of solitude in life, then revisit Hesse on the discipline of savoring life’s little joys, why books will survive all future technology, the three types of readers, and what trees teach us about belonging and life.


donating = loving

Bringing you (ad-free) Brain Pickings takes me hundreds of hours each month. If you find any joy and stimulation here, please consider becoming a Supporting Member with a recurring monthly donation of your choosing, between a cup of tea and a good dinner.


newsletter

Brain Pickings has a free weekly newsletter. It comes out on Sundays and offers the week’s most unmissable reads. Here’s what to expect. Like? Sign up.

Bandidos provocam explosão em ponte no Ceará

Bandidos provocam explosão em ponte no Ceará:

A bandidagem continua a praticar atos terroristas no Ceará. Na madrugada deste sábado, criminosos provocaram uma explosão em uma ponte na BR-116, em Fortaleza...Uma explosão atingiu uma ponte nas proximidades do quilômetro 1 da BR-116, no bairro Aerolândia, em Fortaleza, na madrugada deste sábado (19).

Conforme testemunhas, a detonação do artefato explosivo causou um forte ruído, que assustou os moradores da região. Apesar do estrondo, a Polícia informou que não houve nenhum dano à estrutura.

Equipes do Gate, da Polícia Rodoviária Federal, Polícia Militar e Força Nacional de Segurança estiveram no local. Foi feita uma varredura na área e nenhum artefato foi encontrado.
Fonte: Diário do Nordeste

Leia este conteúdo na integra em: Bandidos provocam explosão em ponte no Ceará

Palocci detalha ligação de Lula e Dilma com corrupção em Belo Monte e revela 'atritos'

Palocci detalha ligação de Lula e Dilma com corrupção em Belo Monte e revela 'atritos':

lula-ordem-belo-monte-1.jpg
Lava Jato aprofunda apurações sobre cobrança de propina de ex-presidente em obra da maior hidrelétrica 100% brasileira e troca de acusações e divergências entre os dois ex-presidentes


Dilma ‘deu corda’ para Lava Jato ‘sufocar’ Lula, diz Palocci

Dilma ‘deu corda’ para Lava Jato ‘sufocar’ Lula, diz Palocci:

Em delação premiada fechada com a Polícia Federal, o ex-ministro Antonio Palocci afirmou que havia uma “ruptura” entre os ex-presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff, criada a partir da indicação de Graça Foster para a presidência da Petrobras. Segundo o ex-ministro, em função dessas divergências, Dilma teria “dado corda” para o aprofundamento das investigações da Lava Jato para implicar e “sufocar” o ex-presidente.

Por seu relato, a nomeação de Graça representava “meios de Dilma para inviabilizar o financiamento eleitoral dos projetos de Lula retornar à Presidência”. À época, Dilma presidia o conselho de administração da Petrobras.

“Esse momento de ruptura se caracterizava por um ex-presidente dominante que queria controlar o governo de sua indicada e preparar sua volta à Presidência, sendo que isso exigia um controle do financiamento lícito e ilícito do seu instituto e do PT, ao passo que a presidente lutava pela renovação de seu próprio mandato”, disse Palocci no depoimento.

Palocci depôs no dia 9 de agosto do ano passado. O relato do ex-ministro foi anexado anteontem ao inquérito da PF que investiga supostas fraudes na licitação e construção da usina de Belo Monte, no Pará.

Dinheiro

Em sua delação, o ex-ministro afirmou ainda ter entregado propinas em espécie a Lula. Palocci relatou pelo menos dois episódios aos investigadores, um no Terminal da Aeronáutica, em Brasília, e outro no Aeroporto de Congonhas, em São Paulo, em que teria entregue dinheiro vivo da empreiteira Odebrecht em uma caixa de celular e em uma caixa de uísque. Lula sempre negou o recebimento de valores ilícitos.

Este depoimento foi dado em 13 de abril do ano passado, uma semana depois que o ex-presidente foi preso para cumprir pena de 12 anos e 1 mês de reclusão no processo do triplex do Guarujá.

Segundo Palocci, os repasses a Lula teriam ocorrido em 2010. O ex-ministro relatou uma conversa que teria tido com Marcelo Odebrecht na qual o empresário acertou o repasse de R$ 15 milhões para o ex-presidente depois que a empreiteira entrou no negócio de Belo Monte.

O delator, que foi alvo da Operação Omertà, desdobramento da Lava Jato em 2016, livrou-se da prisão depois que fechou acordo de delação com a PF.

Palocci afirmou ter repassado “em oportunidades diversas” valores em espécie que variaram de R$ 30 mil a R$ 80 mil para Lula. Segundo Palocci, “os valores eram demandados pelo próprio Lula com a orientação para que não comentasse sobre os pedidos com Paulo Okamotto (presidente do Instituto Lula) e nem com ninguém”.

Questionado pela Polícia Federal se tinha testemunhas de suas afirmações, Palocci apontou dois motoristas que trabalhavam para ele, na ocasião.

Palocci detalhou duas entregas de dinheiro a Lula, uma em Brasília, no valor de R$ 50 mil, “escondidos dentro de uma caixa de celular”. A outra entrega teria ocorrido em Congonhas. Ele contou que, a caminho do aeroporto, “recebeu constantes chamadas telefônicas de Lula cobrando a entrega”.

O ex-ministro falou ainda de reunião com outra empreiteira, Andrade Gutierrez, na qual teria sido acertado pagamento de 1% em propinas sobre o valor recebido pelo grupo nas obras de Belo Monte. Em troca, Palocci atuaria contra um consórcio que estava tentando “atravessar” a licitação.

Procurada, a Odebrecht informou que colabora com a Justiça nos termos do acordo que firmou com a Lava Jato. Até a conclusão desta edição, a reportagem tentava contato com a direção da Andrade Gutierrez. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

O post Dilma ‘deu corda’ para Lava Jato ‘sufocar’ Lula, diz Palocci apareceu primeiro em ISTOÉ Independente.

MELHOR NOTÍCIA DA SEMANA: Governo vai fechar escolas do MST por atuação ilegal e doutrinação de crianças (Veja o Vídeo)

Governo vai fechar escolas do MST por atuação ilegal e doutrinação de crianças (Veja o Vídeo): O Secretário Especial de Assuntos Fundiários do atual governo, Luiz
Antonio Nabhan Garcia, pretende fechar as escolas do Movimento dos
Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) e punir os responsáveis, sob...

Os erros da ideologia

timthumb.jpg

 Texto do filósofo Russell Kirk, publicado em A Política da Prudência.

Desde o final da Segunda Guerra Mundial, a tendência da opinião pública norte-americana tem sido mais ou menos conservadora. Há certo perigo, no entanto, de que os próprios conservadores caiam em uma ideologia estreita – muito embora se diga, como Henry Stuart Hughes (1916-1999) escreveu há uns quarenta anos, que o conservadorismo é a negação da ideologia.

O termo ideologia foi cunhado na época de Napoleão Bonaparte (1769-1821). Antoine-Louis-Claude Destutt de Tracy (1754-1836), o autor de Les Elements d’Ideologie (Os Elementos da Ideologia), era um “metafísico abstrato” do tipo que, desde então, se tornou comum na margem esquerda do Sena, um ponto de encontro para ideólogos incipientes, entre os quais, em décadas recentes, o famoso libertador do Kampuchea Democrático, Pol Pot (1928-1998). Destutt de Tracy e seus discípulos planejavam uma larga reforma educacional, que seria fundada sobre uma assim chamada ciência de ideias; eles se inspiraram fortemente na psicologia de Étienne Bonnot de Condilac (1715-1780) e, em menor grau, na de John Locke (1632-1704).

Rejeitando a religião e a metafísica, esses primeiros ideólogos acreditavam que poderiam descobrir um sistema de leis naturais – sistema que, caso obedecido, poderia tornar-se o fundamento da harmonia e do contentamento universais. Doutrinas de autointeresse, produtividade econômica e liberdade pessoal estavam ligadas a essas noções. Filhos temporãos de um moribundo Iluminismo, os ideólogos pressupunham que o conhecimento derivado das sensações, sistematizado, poderia aperfeiçoar a sociedade por meio de métodos éticos e educacionais e de uma direção política bem organizada.

Napoleão desprezou os ideólogos ao observar que o mundo não é governado por ideias abstratas, mas pela imaginação. John Adams (1735-1826) chamou essa recém-criada ideologia de “ciência da idiotice”. Mesmo assim, durante o século XIX, ideólogos surgiam como se alguém, à moda de um Cadmo, semeasse dentes de dragão que se transmutavam em homens armados. Tais ideólogos eram, em geral, inimigos da religião, da tradição, dos costumes, das convenções, dos usos e dos antigos estatutos.

O conceito de ideologia foi consideravelmente transformado em meados do século XIX, por Karl Marx (1818-1883) e sua escola. As ideias, Marx argumentou, não são nada além da expressão de interesses de classe, definidos em relação à produção econômica. A ideologia, a assim chamada ciência das ideias, torna-se, então, uma apologia sistemática das demandas de uma classe – nada mais.

Para expressar esse ponto nos termos diretos e maliciosos do próprio Marx, aquilo que se chama de filosofia política é meramente uma máscara para o egoísmo econômico dos opressores – assim declararam os marxistas. Marx escreveu numa carta a Friedrich Engels (1820-1895) que as ideias e normas dominantes constituem uma máscara ilusória sobre a face da classe dominante, revelada aos explorados como um padrão de conduta, em parte para ocultar, em parte para prover apoio moral à dominação.

Entretanto, os explorados, como disse Marx, também desenvolvem sistemas de ideias para avançar seus projetos revolucionários. Dessa forma, o que chamamos de marxismo é uma ideologia com o objetivo de alcançar a revolução, o triunfo do proletariado e, por fim, o comunismo. Para o marxista coerente, as ideias não têm nenhum valor em si mesmas: como toda arte, valem apenas como um meio para alcançar a igualdade de condições e a satisfação econômica. Ao mesmo tempo em que escarnece das ideologias de todas as outras convicções, o marxista constrói, com astuciosa paciência, a própria ideologia.

Apesar de ser uma das ideologias mais poderosas, o marxismo – que recentemente tem perdido força – possui competidores: várias formas de nacionalismo, a ideologia da negritude, o feminismo, o fascismo – uma quase-ideologia que nunca se concretizou por completo na Itália -, o nazismo – uma ideologia em embrião, como escreveu Hannah Arendt (1906-1975) -, o sindicalismo, o anarquismo, a social-democracia e Deus sabe quais mais. Sem dúvida, outras formas de ideologia ainda serão criadas durante o século XXI.

Kenneth Minogue, no livro Alien Pouvers: The Pure Theory of Ideology (Poderes Estrangeiros: A Teoria Pura da Ideologia), utiliza o termo “ideologia” para “denotar qualquer doutrina que apresente a verdade salvífica e oculta do mundo sob a forma de análise social. É característica de todas essas doutrinas a incorporação de uma teoria geral dos erros de todas as outras.” Essa “verdade salvífica e oculta” é uma fraude – um complexo de “mitos” artificiais e falsos, disfarçado de história, sobre a sociedade por nós herdada. Raymond Aron (1905-1983), no livro L’Opium des Intelectuels (O Ópio dos Intelectuais), analisa os três mitos que seduziram os intelectuais parisienses: os mitos da esquerda, da revolução e do proletariado.

Para resumir a análise da ideologia levada a cabo por estudiosos tais como os já citados Kenneth Minogue e Raymond Aron, bem como por Jacob Talmon (1916-1980), Thomas Molnar (1921-2010), Lewis Feuer (1912-2002) e Hans Barth (1904-1965), esta palavra – ideologia – significa, desde a Segunda Guerra Mundial, qualquer teoria política dogmática que consista no esforço de colocar objetivos e doutrinas seculares no lugar de objetivos e doutrinas religiosas; e que prometa derrubar dominações presentes para que os oprimidos possam ser libertados. As promessas da ideologia são o que Jacob Talmon chama de “messianismo político”. O ideólogo promete a salvação neste mundo, declarando, ardentemente, que não existe outro tipo de realidade. Eric Voegelin (1901-1985), Gerhart Niemeyer (1907-1997) e outros escritores enfatizaram que os ideólogos “imanentizam os símbolos da transcendência” — isto é, corrompem a visão da salvação pela graça após a morte, com falsas promessas de completa felicidade neste reino terreno.

A ideologia, em suma, é uma fórmula política que promete um paraíso terreno à humanidade; mas, de fato, o que a ideologia criou foi uma série de infernos na Terra. Abaixo listamos alguns dos vícios da ideologia:
1. A ideologia é uma religião invertida, negando a doutrina cristã de salvação pela graça, após a morte, e pondo em seu lugar a salvação coletiva, aqui na Terra, por meio da revolução e da violência. A ideologia herda o fanatismo que, algumas vezes, afetou a fé religiosa e aplica essa crença intolerante a preocupações seculares.
2. A ideologia faz do entendimento político algo impossível: o ideólogo não aceitará nenhum desvio da verdade absoluta de sua revelação secular. Essa visão limitada ocasiona guerras civis, a extirpação dos “reacionários”, e a destruição de instituições sociais benéficas e em funcionamento.
3. Ideólogos competem entre si, em uma imaginada fidelidade à sua verdade absoluta; e são rápidos em denunciar os desviantes ou traidores de sua ortodoxia partidária. Dessa forma, facções pronunciadas se criam entre os próprios ideólogos, e fazem guerra sem piedade e sem fim, uns com os outros, como fizeram os trotskistas e stalinistas.
***

Os sinais da ruína ideológica se encontram à nossa volta. Como a ideologia ainda pode exercer tanto fascínio na maior parte do mundo?

A resposta a essa questão é dada, em parte, na seguinte observação de Raymond Aron:
Quando o intelectual não se sente mais ligado nem à comunidade nem à religião de seus antepassados, pede às ideologias progressivas tomarem conta da alma inteira. A diferença maior entre o progressismo do discípulo de Harold Laski (1893-1950) ou de Bertrand Russell (1872– 1970) e o comunismo do discípulo de Vladimir Lênin (1870-1924) relaciona-se menos com o conteúdo do que com o estilo das ideologias e da adesão. São dogmatismos da doutrina e a adesão incondicional dos militantes que constituem a originalidade do comunismo, inferior, no plano intelectual, às versões abertas e liberais das ideologias progressivas e talvez superior para quem está à procura de uma fé. O intelectual, que não se sente mais ligado a nada, não se contenta com opiniões, quer uma certeza, um sistema. A revolução traz-lhe seu ópio.
A ideologia oferece uma imitação de religião e uma filosofia fraudulenta, confortando, dessa forma, aqueles que perderam, ou que nunca tiveram, uma fé religiosa genuína e aqueles que não possuem inteligência suficiente para aprender filosofia de verdade. A razão fundamental por que devemos francamente nos opôr à ideologia – assim escreveu o sábio editor suíço Hans Barth – é que a ideologia é contrária à verdade: nega a possibilidade da verdade na política ou em qualquer outro campo, pondo motivos econômicos e interesses de classe no lugar de normas permanentes. A ideologia nega até a consciência e o poder de decisão dos seres humanos. Nas palavras de Barth: “O efeito desastroso do pensamento ideológico em sua forma radical não é apenas lançar dúvidas a respeito da qualidade e da estrutura da mente humana, características distintivas do ser humano, mas também enfraquecer as bases da vida social”.

A ideologia pode atrair os entediados da classe culta, que se desligaram da religião e da comunidade, e que desejam exercer o poder. A ideologia pode encantar os jovens, parcamente educados, que, em sua solidão, se mostram prontos a projetar um entusiasmo latente em qualquer causa excitante e violenta. E as promessas dos ideólogos podem arregimentar seguidores dentre os grupos sociais postos contra a parede – ainda que tais recrutas possam não entender quase nada das doutrinas dos ideólogos. A composição inicial do partido nazista ilustra, suficientemente, o poder de uma ideologia para atrair elementos tão diversos.

Na primeira página deste ensaio, sugeri que alguns norte-americanos, dentre eles alguns com inclinações conservadoras, poderiam vir a abraçar uma ideologia do capitalismo democrático, ou da Nova Ordem Mundial, ou de um democratismo internacional. Entretanto, a maioria dos norte-americanos, com um afeto dissimulado pela palavra ideologia, não busca varrer violentamente todas as dominações e todos os poderes existentes. O que essas pessoas, de fato, demandam quando exigem uma “ideologia democrática” é uma fórmula para a religião civil, uma ideologia do americanismo ou, talvez, do mundo livre. O problema com essa noção de religião civil reside no fato de que a grande maioria dos norte-americanos acredita que já tenha uma religião própria, e não uma fé preparada por algum departamento governamental em Washington, D.C. Se tal religião civil oficial, ou essa suave ideologia, viesse a ser projetada para, por meio de algum processo insidioso, suplantar as miríades de credos que, atualmente, florescem nesta Terra – ora, a hostilidade para com a crença no transcendente seria enorme, bem como seria tamanho o desprezo pelas “altas religiões”. Eis precisamente o artigo mais amargo do credo dessas ideologias, que têm castigado o mundo pelas últimas oito décadas.

Provavelmente, tudo o que pretendem os entusiastas dessa nova proposta de ideologia anticomunista é uma declaração de princípios e conceitos econômicos, amplamente promulgados, aprovados legislativamente como um guia para políticas públicas, e ensinados em escolas públicas. Se isso é tudo o que se espera por que insistir em rotular tal noção como uma ideologia? Uma ideologia inocente é tão improvável quanto seria o “diabolismo cristão”; aplicar à alguma ideia o sinistro rótulo de “ideologia” seria como convidar os amigos para uma inocente fogueira de Halloween, anunciando, porém, a festa como o “novo Holocausto”.

Caso essa “ideologia democrática” acabasse por se revelar, na prática, como nada além de um programa nacional de civismo para escolas, ainda assim mereceria ser vigiada com muito cuidado. Exaltar sobejamente as belezas do capitalismo democrático em todas as salas de aula entediaria a maioria dos alunos e provocaria repulsa nos mais inteligentes. E não são aulas de educação cívica que formam, primariamente, as mentes e a consciência das novas gerações: esse é, sobretudo, o papel do ensino das humanidades. Não gostaria de ver o que resta dos estudos literários na escola pública típica sendo suplantado por uma propaganda oficial sobre a santidade do American Way of Life, do mundo livre ou do capitalismo democrático.

Não compartilho da opinião de que seria bom jogar o inebriante vinho de uma nova ideologia goela abaixo dos jovens norte-americanos. Se invocarmos os espíritos das profundezas abissais, será que poderemos esconjurá-los? O que precisamos transmitir é prudência política, não beligerância política. A ideologia é a doença, não a cura. Todas as ideologias, incluindo a ideologia da vox populi vox Dei, são hostis à permanência da ordem, da liberdade e da justiça. A ideologia é a política da irracionalidade apaixonada.

***

Permiti-me, portanto, tecer aqui, em uns poucos parágrafos, algumas reflexões sobre a prudência política, em oposição à ideologia.

Ser “prudente” significa ser judicioso, cauto, sagaz. Platão (427347 a.C.), e mais tarde Edmund Burke (1729-1797), ensinaram-nos que, no estadista, a prudência é a primeira das virtudes. Um estadista prudente é aquele que olha antes de se lançar; que tem visão de longo alcance, que sabe que a política é a arte do possível.

Algumas páginas atrás especifiquei três erros profundos (vícios) do político ideológico. Agora, contrasto-os com certos princípios da política da prudência: 
1. Conforme dito antes, a ideologia é uma religião invertida. No entanto, o político prudente sabe que “utopia” significa “lugar nenhum”; que não se pode marchar em direção a uma Sião terrena; que a natureza e as instituições humanas são imperfeitas; que a “justiça” agressiva na política acaba em massacre. A verdadeira religião é uma disciplina para a alma, não para o Estado.
2. A ideologia torna impossível o compromisso político, como fiz notar. O político prudente, au contraire, tem plena consciência de que o propósito original do Estado é manter a paz. Isso só pode ser alcançado via a manutenção de um equilíbrio tolerável entre os grandes interesses da sociedade. Partidos, interesses, grupos e classes sociais devem realizar acordos, caso queiram manter as facas longes dos pescoços. Quando o fanatismo ideológico rejeita qualquer solução conciliatória, os fracos vão para o paredão. As atrocidades ideológicas do “Terceiro Mundo”, nas últimas décadas, ilustram o ponto: os massacres políticos no Congo, Timor, Guiné Equatorial, Chade, Camboja, Uganda, Iêmen, El Salvador, Afeganistão e Somália. A política prudencial busca a reconciliação, não o extermínio.
3. As ideologias são acometidas de um feroz facciosismo, na base do princípio da fraternidade – ou morte. As revoluções devoram os seus filhos. Por outro lado, os políticos prudentes, rejeitando a ilusão de uma verdade política absoluta, diante da qual todo cidadão deve se curvar, entendem que as estruturas políticas e econômicas não são meros produtos de uma teoria, a serem erigidos num dia e demolidos noutro; pelo contrário, instituições sociais se desenvolvem ao longo dos séculos, como se fossem orgânicas. O reformador radical, proclamando-se onisciente, derruba todos os rivais para chegar mais rapidamente ao Paraíso terreno. Conservadores, em nítido contraste, têm o hábito de jantar com a oposição.
Na frase anterior utilizei, deliberadamente, a palavras conservador, na realidade, como sinônimo da expressão “político prudente”. É o líder conservador que determinado a resistir a todas ideologias, é guiado pelo que Patrick Henry (1736-1799) chamou de “o lume da experiência”. No século XX, foi o conjunto das opiniões geralmente denominado de conservador que defendeu as “coisas permanentes” contra os assaltos dos ideólogos.

Desde o final da Segunda Guerra Mundial, o público norte-americano tem visto, de modo cada vez mais favorável, o termo conservador. Pesquisas de opinião sugerem que, em política, a maioria dos eleitores se considera conservadora. Se eles entendem bem os princípios políticos conservadores, isso é outra questão.

No meio da segunda administração do presidente Ronald Reagan (1911-2004), um estudante universitário de minhas relações conversava, em Washington, D.C., com um jovem que havia conseguido um cargo político na administração federal. Aquele jovem e inexperiente homem público começou a falar de uma “ideologia conservadora”. O universitário recordou-lhe, de modo algo ríspido, o significado maléfico da palavra “ideologia”. “Bem, você sabe o que quero dizer”, respondeu-lhe o jovem político, meio sem jeito.

De toda forma, não é certo que aquele recém-empossado funcionário público soubesse, ele mesmo, o que verdadeiramente significava aquilo. Será tinha em mente ideologia como um corpo de princípios políticos bem estruturados? Queria ele talvez descobrir um conjunto de fórmulas simplistas, pelas quais o capitalismo pudesse se estender a todo o mundo? Ou desejava, de fato, derrubar, por meio de ações violentas, nossa ordem social vigente e substituí-la por uma sociedade artificial mais próxima de seus ideais?

Vivemos numa época em que o significado de antigas palavras, como tantas outras coisas, se tornou inseguro. “As palavras se distendem, / Estalam e muitas vezes se quebram, sob a carga”, como T. S. Eliot (1888-1965) o diz. “No princípio era o Verbo” (Jo 1,1). Hoje em dia, porém, o Verbo está sendo confrontado pela ideologia gigante, que perverte a palavra falada e escrita.

Não são apenas os talentos políticos emergentes de nosso tempo que não conseguem apreender o uso apropriado de certas palavras importantes – e que, particularmente, entendem mal o emprego de ideologia. Uma senhora idosa me escreve em defesa do antigo movimento chamado “Rearmamento Moral”, que, há três décadas, afirmava oferecer uma ideologia aos Estados Unidos. “Talvez eu me engane, mas sempre me pareceu que ideologia significa o poder das ideias”, diz essa correspondente. “O mundo é governado por ideias, boas e más. Precisamos de uma grande ideia ou de um ideal para substituir as falsas ideias, hoje dominantes. Quanto tempo podemos sobreviver como uma nação livre, uma vez que a palavra liberdade foi corrompida?”

A conclusão dessa senhora é perspicaz. Contudo, tenho de acrescentar, “Por quanto tempo podemos sobreviver como uma nação livre, uma vez que a palavra ideologia, com seu poder corruptor, foi confundida como a guardiã da liberdade ordenada?”

Não tenho a intenção de escarnecer, pois encontro essa confusão em pessoas que conheço bem e respeito profundamente. Uma dessas pessoas, uma escritora capaz e de espírito arrojado retruca possuir dicionários – Webster e Oxford – que discordam da definição mais extensa de ideologia proposta por Russel Kirk. “Se o Oxford está certo e ideologia significa ‘a ciência das ideias’, não poderiam ser boas ideias? Concordo plenamente que muitas ideologias causam grande mal, mas certamente não são todas, não é? De qualquer maneira, sou uma pragmatista inata”, conclui a senhora, “e a semântica não é o meu ponto forte”.

Não, senhora, todas as ideologias causam confusão. Fico mais animado pela carta escrita por um publicista conservador influente e experiente, que aplaude a minha crítica aos jovens ideólogos que se imaginam conservadores, e aos jovens conservadores esperando apaixonadamente se converterem em ideólogos. Esse último correspondente concorda comigo que a ideologia está fundamentada meramente sobre “ideias” – isto é, sobre abstrações, sonhos, sem relação, na maior parte das vezes, com a realidade pessoal e social; enquanto as visões conservadoras estão fundadas sobre costumes, convenções, na longa experiência da espécie humana. Ele se vê confrontado, de tempos em tempos, por jovens, que se autodenominam conservadores, que não têm noção alguma de prudência, temperança, compromisso, tradições da civilidade ou patrimônio cultural.

“Os bosques estão cheios dessas criaturas”, escreve esse cavalheiro. “O ‘movimento’ conservador parece ter criado uma nova geração de inflexíveis ideólogos. Preocupa-me encontrá-los tão numerosos e em tantas instituições. É claro, vários são libertários, não conservadores. Do que quer que se chamem, são ruins para nosso país e nossa civilização. A concepção de vida deles é brutal, desumana”.

Amém. O conservadorismo é uma ideologia? Somente se, junto com Humpty Dumpty, arrogarmo-nos a prerrogativa de forçar as palavras a significar o que quer que desejemos que signifiquem, de modo que a questão “é saber quem é que vai mandar – só isso”. Que nós, conservadores, conservemos a língua inglesa, juntamente com várias outras boas coisas que restam. Levantemos a bandeira de um vocabulário honesto e preciso. Venturemo-nos, sejam quais forem os riscos, a lutar contra a “novafala” dos ideólogos.

O triunfo da ideologia seria o triunfo do que Edmund Burke chamou de “mundo antagonista” – o mundo da desordem; ao passo que aquilo que o conservador busca conservar é o mundo da ordem que herdamos, ainda que em estado imperfeito, de nossos ancestrais. A mentalidade conservadora e a ideológica gravitam em polos opostos, e a controvérsia entre as duas mentalidades não será menos ardorosa no século XXI do que o foi no século XX. Possivelmente, este ensaio poderá auxiliar aqueles da nova geração que têm a coragem de fazer oposição aos zelotas ideológicos.

19 de Janeiro de 1809: Nasce o escritor norte-americano Edgar Allan Poe, autor de "O Corvo" e "Os Crimes da Rua da Morgue", precursor da moderna literatura policial.

19 de Janeiro de 1809: Nasce o escritor norte-americano Edgar Allan Poe, autor de "O Corvo" e "Os Crimes da Rua da Morgue", precursor da moderna literatura policial.:

Escritor norte-americano nascido a 19 de Janeiro de 1809, em Boston, e falecido a 7 de Outubro de 1849. Filho de dois actores de Baltimore, David Poe Junior e Elizabeth Arnold Poe, ficou órfão com apenas dois anos de idade e desde cedo aprendeu a sobreviver sozinho. Foi adoptado por uma família de comerciantes ricos de Richmond, de quem recebeu o apelido Allan.
Entre 1815 e 1820, a família Allan viveu em Inglaterra e na Escócia, onde Poe recebeu uma educação tradicional, regressando depois a Richmond. Poe foi para a Universidade da Virgínia em 1826, onde estudou grego, latim, francês, espanhol e italiano, mas desistiu do curso onze meses depois por causa do seu vício do jogo e do álcool. Resolveu então ir para Boston, onde publicou em 1827 um fascículo de poemas da juventude de inspiração byroniana, Tamerlane and Other Poems.
Em 1829 publicou o seu primeiro volume de poemas, com o título Al Aaraaf, Tamerlane and Minor Poems, onde se denota a influência de John Milton e Thomas Moore. Foi então para Nova Iorque, onde publicou outro volume, contendo alguns dos seus melhores poemas e onde se evidencia a influência de Keats, Shelley e Coleridge.Em 1835 estreou-se como director do jornal Southern Literary Messenger, em Richmond, onde se tornaria conhecido como crítico literário, mas veio a ser despedido do seu cargo alegadamente por causa do seu problema da bebida. O álcool viria aliás a ser o estigma que marcaria toda a sua vida até à morte. Casou-se nesse mesmo ano com a sua prima de apenas treze anos, Virgínia Clemm, e o casal resolveu então instalar-se em Nova Iorque, onde não chegou a permanecer muito tempo. Foi em Filadélfia que Poe alcançou fama através de vários volumes de poemas e histórias de mistério e de terror. Em 1838 escreveu The Narrative of Arthur Gordon Pym (A Narrativa de Arthur Gordon Pym), obra de prosa em que combinou factos reais com as suas fantasias mais insanes. Em 1839 tornou-se co director do Burton's Gentleman's Magazine em Filadélfia, e nesse mesmo ano escreveu várias obras que o tornaram famoso pelo seu estilo de literatura ligado ao macabro e ao sobrenatural. São elas William Wilson e The Fall of the House of Usher (A Queda da Casa de Usher).
A primeira história policial surgiu apenas em 1841, na revista Graham's Lady's and Gentleman's Magazine, sob o nome The Murders of the Rue Morgue (Os Crimes da Rue Morgue), e em 1843 Poe recebeu o seu primeiro prémio literário com a obra The Gold Bug. Em 1844 regressou a Nova Iorque e tornou-se sub director do New York Mirror. Na edição de 29 de janeiro de 1845 deste jornal surgiu o poema "The Raven" ("O Corvo"), com o qual Poe atingiu o auge da sua fama nacional.
Dois anos mais tarde morre a sua mulher Virgínia, mas Poe volta a casar, com Elmira Royster, em 1849. Porém, antes disso, Poe publica Eureka, uma obra que deu azo a muita contestação por parte de alguns críticos da época e que é considerada uma dissertação transcendental sobre o universo, muito louvada por uns e detestada por outros.
É de regresso à terra natal do seu pai que Poe começa a apresentar indícios de que o problema do alcoolismo já era de certo modo irreversível. De facto, ele esteve na origem da morte do poeta
A obra de Poe é o espelho da sua vida conturbada e dos seus hábitos e atitudes anti - sociais, que o levavam a ter uma escrita que ia para além dos padrões convencionais. Se por um lado foi vítima de certas circunstâncias que estavam para além do seu controle, como foi o facto de ter ficado órfão aos dois anos de idade, por outro fez-se escravo de um problema - o álcool - que agravaria a sua personalidade já de si inconstante, imprevisível e incontrolável.




Fontes:
Edgar Allan Poe. In Infopédia [Em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2013.
wikipedia (Imagens)




File:Edgar Allan Poe 2 retouched and transparent bg.png
Edgar Allen Poe -1848


File:Spirtsofthedead.jpg
Cópia do manuscrito original de "Spirit of the deads"


File:Paul Gustave Dore Raven14.jpg




Ilustração do "Corvo" por Gustave Doré, 1884

15 fatos que todos os amantes do café devem saber

15 fatos que todos os amantes do café devem saber:

15 fatos que todos os amantes do café devem saber
É inegável que o café é uma das bebidas mais famosas do mundo. Em termos de consumo, perde apenas para a água, ficando em segundo lugar no ranking das bebidas mais consumidas no Brasil e no mundo. O café tem um sabor forte, que agrada facilmente, e também é conhecido pelo efeito estimulante, pois acelera o sistema nervoso central e dá maior energia ao corpo. Além disso, o café possui compostos antioxidantes e vitaminas que fazem bem para a saúde. Para os fãs da bebida, a Revista Bula reuniu 15 curiosidades sobre o seu consumo, incluindo benefícios, malefícios e alguns fatos históricos.

1 — Diminui o risco de depressão
Um estudo da Escola de Saúde Pública de Harvard analisou 50 mil mulheres e concluiu que aquelas que bebiam de duas a três xícaras de café por dia tinham 15% menos chances de desenvolver depressão, se comparadas àquelas que não consumiam a bebida.
2 — Já foi motivo de divórcio na Turquia
Os turcos são apaixonados por café e o método de preparo deles é um dos mais antigos do mundo. Por lá, em 1475, uma lei foi criada permitindo que as mulheres pedissem o divórcio caso os maridos não comprassem um estoque de café suficiente para a casa.
3 — Auxilia no emagrecimento
O café acelera o metabolismo e a queima de gordura, ajudando no emagrecimento. A cafeína aumenta os níveis de adrenalina no sangue, hormônio que trabalha na diluição das células de gordura. Mas, é importante lembrar que o café não traz resultados sozinho. É preciso aliar o seu consumo à prática de atividades físicas e boa alimentação.
4 — Já foi proibido pela Igreja Católica
Quando chegou às terras italianas, o café foi proibido pelo clérigo católico, que o denominou como “líquido diabólico”. Mas, tudo mudou quando o Papa Clemente VIII experimentou uma xícara e se apaixonou pela bebida.
5 — Pode “prever o futuro”
A Cafeomancia é uma tradição milenar dos povos do Oriente Médio, difundida no Ocidente no século 18. Segundo a tradição, os desenhos formados pela borra de café que sobra numa xícara podem prever o futuro de quem tomou a bebida.
6 — Melhora o funcionamento do intestino
O café libera um hormônio que estimula o intestino grosso a realizar movimentos gástricos. As contrações no intestino se intensificam, empurrando os resíduos para fora do organismo e aumentando a vontade de ir ao banheiro.
7 — Foi descoberto na Etiópia
O café foi descoberto em 525 d.C., no interior da Etiópia. E a primeira referência sobre o seu uso comestível data de 575 d.C., em manuscritos do Iêmen que falam sobre um pastor de ovelhas que notou a mudança de comportamento de suas ovelhas após comerem a misteriosa planta.
8 — Evita problemas respiratórios
A cafeína é capaz de dilatar os brônquios, reduzindo a fadiga dos músculos respiratórios. Segundo a Associação Brasileira da Indústria de Café, aqueles que consomem a bebida têm 30% menos chances de desenvolver os sintomas usuais da asma.
9 — É o segundo produto mais comercializado no mundo
O café só fica atrás do petróleo no ranking dos produtos mais vendidos do mundo. O Brasil é um dos maiores exportadores do grão, que movimenta bilhões de reais na economia do país.
10 — Ajuda na prevenção do Alzheimer
O café pode proteger o cérebro contra danos causados por dietas ricas em colesterol e prevenir o Alzheimer. Isso porque a cafeína reforça a barreira sanguínea do cérebro que protege o sistema nervoso contra substâncias químicas presentes no sangue. Quando há altos níveis de colesterol no sangue, essa barreira é enfraquecida, facilitando o surgimento do Alzheimer.
11 — Diminui o risco de câncer de pele
Um estudo de Harvard concluiu que quanto mais uma pessoa bebe café, menos chances ela tem de desenvolver carcinoma basocelular, um tipo de câncer de pele. O estudo acompanhou 110 mil participantes durante 20 anos.
12 — Em excesso, pode causar transtornos mentais
Tomar café em excesso pode causar transtorno mental temporário e síndrome de abstinência. Inquietação, nervosismo, desconforto intestinal, espasmos musculares, confusão na fala e insônia são alguns dos sintomas.
13 — Diminui o risco de problemas cardíacos
Uma pesquisa da Escola de Saúde Pública de Harvard revelou que quatro doses diárias de café diminuem em até 11% o risco de insuficiência cardíaca. Os responsáveis por isso são os polifenóis da bebida, que combatem os radicais livres.
14 — Fortalece a memória
Um estudo publicado no periódico “Nature Neuroscience” mostrou que a cafeína fortalece a memória por até 24 horas após o seu consumo. A análise foi realizada pelos pesquisadores da Universidade Johns Hopkins, nos EUA, e contou com 440 participantes.
15 — Não pode ser tomado com analgésicos
Uma pesquisa da Universidade de Washington, nos Estados Unidos, concluiu que combinar o uso do analgésico paracetamol (presente na maioria dos remédios que combatem a dor) com bebidas que possuem cafeína pode causar danos ao fígado.

PRESIDIÁRIO VAGABUNDO PETISTA CONHECIDO COMO "LULA" RECEBEIA DINHEIRO ROUBADO ATÉ DENTRO DE CAIXA DE UÍSQUE.


MOTORISTAS DE PALOCCI CONFIRMAM ENTREGA DE PROPINA A LULA:

Dois motoristas de Antonio Palocci, em depoimentos prestados em 30 de agosto de 2018, confirmaram à Lava Jato as "entregas de valores" para Lula...Diz o Estadão:

“Carlos Alberto Pocento e Claudio de Souza Gouveia, ex-motoristas do ex-ministro Antonio Palocci, corroboraram, em depoimento, com as declarações do delator sobre supostas entregas de dinheiro ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Eles narraram à Polícia Federal ‘entregas de valores’ e de caixas de whisky ao petista, que era chamado por Palocci de ‘barba’, no aeroporto de Brasília e na sede do Instituto Lula.

Um dos motoristas de Palocci, Claudio de Souza Gouveia, respondeu à PF ‘que foram muitos os episódios em que o depoente conduziu Antonio Palocci Filho até a base aérea de Brasília/DF para levar objetos, presentes, mimos a Lula’ (…).

Segundo Gouveia, em ‘muitos desses episódios, Palocci deixava apenas os objetos com Lula no terminal ou no avião e, após alguns minutos, voltava ao carro’ (…).

’Em algumas oportunidades, Palocci informava que estava carregando documentos, ao mesmo tempo que sinalizava, quando pronunciava a palavra documentos, gesto que sinalizava dinheiro, feito com o dedão e o indicador da mesma mão’.

Já Carlos Alberto Pocente diz que ‘em oportunidades diferentes em que o depoente levou Antonio Palocci Filho e Branislav Kontic à sede do Instituto Lula, ouviu afirmações proferidas por Palocci para Branislav relacionadas a valores para o barba’.

Indagado pelos investigadores sobre quem seria o personagem identificado por barba, ele ‘respondeu que, pelo contexto em que os assuntos eram tratados, referia-se ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva’.”

Demissão de servidores por mau desempenho está nos planos de Guedes (e do PT também! Eu mesmo perdi emprego público assim)

Demissão de servidores por mau desempenho está nos planos de Guedes:

Integrantes da equipe comandada por Paulo Guedes dizem que está nos planos de reestruturação das carreiras públicas a regulamentação de duas situações: o direito de greve e...

Leia este conteúdo na integra em: Demissão de servidores por mau desempenho está nos planos de Guedes

sexta-feira, 18 de janeiro de 2019

O Mínimo que você precisa saber sobre a China para não ser enganado por fanáticos católicos caçadores de ursos e deputados picaretas do PSL.



Milton Pires.

1. A China é um país grandão que fica do outro lado do Mundo.

2. As pessoas que nascem na China são chinesas. Elas comem com pauzinhos e a escrita deles é parecida com aranhas fazendo  sexo sob efeito de LSD.

3. As pessoas chinesas são boazinhas e legais, a China é um país fantástico mas o Governo da China é Comunista filho da puta.

4. O Governo da China Comunista colocou Mc’Donald’s no país, luz neon por todo lado, fabrica coisas legais, tem discotecas, computadores, as gurias chinesas usam biquini mas o Governo é COMUNISTA FILHO DA PUTA.

5. Na China só existe, desde 1949, um Partido. Se você brigar com o Partido, ele MATA você.

6. Partido Comunista Chinês, Exército de Libertação e Governo da China são a MESMA COISA e os três são ladrões corruptos filhos da puta.

7. A China é a segunda economia do Mundo. Todo mundo deve dinheiro e compra coisas dela porque lá é o lugar mais barato do MUNDO para fabricar coisas legais, perigosas, caras ou em grande quantidade porque a mão de obra é a maior do mundo e trabalho por um dos MENORES salários do mundo.

8. A China é “predadora”no Mundo dos negócios – ela não respeita lei, tratados nem coisa alguma sempre buscando vender tudo e dominar mercados, mas isso NÃO faz dela um país capitalista.

9. Nós NÃO precisamos da China para nos sustentar. Nós temos TUDO aqui.

10. Não colocamos Bolsonaro no Governo para fazer negócios com chineses. O Governo da China é amigo de Cuba, da Venezuela e dos Vagabundos Petistas que destruíram o Brasil. Ser contra o GOVERNO Chinês não é ter preconceito contra chineses e contra a China.

Para concluir num tom muito mais sério e grave: NÃO DISCUTA "se a China é ou não um país COMUNISTA" sem ter uma ideia CLARA do que É COMUNISMO - você só vai ser enganado por Vagabundos Petistas e imbecis.

POLÍBIO BRAGA - Empresário Winston Ling defende visita de parlamentares à China e EDITOR DO ATAQUE ABERTO RESPONDE.



Empresário Winston Ling defende visita de parlamentares à China:

Um dos fundadores do Instituto de Estudos Empresariais e do Forum da Liberdade, ambos de Porto Alegre, o empresário gaúcho Winston Ling, que tem residência e escritório também em Xangai, defendeu nas redes sociais o grupo de parlamentares eleitos e reeleitos de vários Partidos, inclusive PSL, que decidiram visitar a China, atendendo convite do governo do PCC.

Eis o que escreveu Ling, um dos um dos mais entusiasmados ativistas na campanha que resultou na eleição de Bolsonaro:

Winston Ling
na quinta

Não deveria ser nada demais as “pessoas que querem contribuir com o desenvolvimento do país” irem visitar a China. A histeria contra a China é detrimental ao tema de casa que os brasileiros, e em especial os seus líderes, deveriam fazer para colher aprendizado de como melhorar o Brasil.
Acho válido que mais brasileiros se informem e visitem a China para colher informações de primeira mão, em vez de “comer pela boca dos outros”. Arrisco até a dizer que visitar a China é uma obrigação para quem pensa em políticas para desenvolver o Brasil.

COMENTÁRIO DO EDITOR DO ATAQUE ABERTO: 

"Visitar a China"? Como assim "visitar a China"? Visitar a China eu também quero e recomendo que todo o mundo o faça. Eles não foram "visitar ninguém"- eles receberam um CONVITE do Partido Comunista Chinês, são representantes do povo brasileiro e NÃO foram lá para conhecer a história, a cultura, os museus e os restaurantes! Eles foram lá para fazer contato com uma empresa (mais uma) envolvida com a DITADURA de Pequim e com o Exército de Libertação! Isso não tem NADA a ver com "visitar a China".