"O maior inimigo da autoridade é o desprezo e a maneira mais segura de solapá-la é o riso." (Hannah Arendt 1906-1975)

domingo, 31 de março de 2019

Todo o acervo da revista National Geographic com acesso online gratuito

Todo o acervo da revista National Geographic com acesso online gratuito:

Todo o acervo da revista National Geographic com acesso online gratuito
A Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) disponibilizou, gratuitamente, o acervo online completo da revista National Geographic. A publicação, que teve sua primeira edição publicada em 1888, é reconhecida mundialmente pela qualidade em fotojornalismo e cartografia, oferecendo uma cobertura aprofundada em diferentes temas ligados à ciência e ecologia. Ao todo, são 1513 revistas disponíveis online.

Os arquivos estão no Portal de Periódicos, projeto da Capes que digitaliza revistas em formato aberto. Por meio do acordo entre a instituição e a editora National Geographic Society, todo usuário brasileiro terá acesso ao conteúdo, que inclui edições nacionais e estrangeiras da publicação, além de materiais de áudio e vídeo originais produzidos em expedições.

É possível visualizar os artigos na íntegra, armazenar as informações de interesse em uma conta pessoal e ainda imprimir o material para posterior leitura. A pesquisa pelas revistas pode ser feita no campo “buscar periódico”, onde o usuário encontrará as opções National Geographic Adventure, National Geographic Explorer e National Geographic Traveler.

Clique aqui para acessar: Todo o acervo da revista National Geographic

Leia o editorial de Roberto Marinho que exaltou o Regime Militar

Leia o editorial de Roberto Marinho que exaltou o Regime Militar:

Em 7 de outubro de 1984, próximo do fim do Regime Militar e da reintegração do governo federal pelos civis, o presidente das Organizações Globo, Roberto Marinho, difundia um editorial no jornal ‘O Globo’ em que louvava conquistas políticas e econômicas obtidas pelos militares, da mesma maneira que a própria operação de seu grupo empresarial na revolução de 1964.

Leia, a seguir, a íntegra do texto assinado por Roberto Marinho.

“Julgamento da Revolução”

Roberto Marinho

Participamos da Revolução de 1964, identificados com os anseios nacionais de preservação das lnstituições democráticas, ameaçadas pela radicalização ideológica, greves, desordem social e corrupção generalizada. Quando a nossa redação foi invadida por tropas anti-revolucionárias, mantivemos-nos firmes e nossa posição. Prosseguimos apoiando o movimento vitorioso desde os primeiros momentos de correção de rumos até o atual processo de abertura, que se deverá consolidar com a posse do novo presidente.

Temos permanecidos fiéis aos seus objetivos, embora conflitando em várias oportunidades com aqueles que pretenderam assumir o controle do processo revolucionário, esquecendo-se de que os acontecimentos se iniciaram, como reconheceu o Marechal Costa e Silva, “por exigência inelutável do povo brasileiro”. Sem o povo não haveria revolução, mas apenas um ‘pronunciamento” ou “golpe” com o qual não estaríamos solidários.

O Globo, desde a Aliança Liberal, quando lutou contra os vícios políticos da Primeira República, vem pugnando por uma autêntica democracia, e progresso econômico e social do País. Em 1964, teria de unir-se aos companheiros jornalistas de jornadas anteriores, aos ‘tenentes e bacharéis’ que se mantinham coerentes com as tradições e os ideais de 1930, aos expedicionários da FEB que ocupavam a Chefia das Forças Armadas, aos quais sob a pressão de grandes marchas populares, mudando o curso de nossa história.

Acompanhamos esse esforço de renovação em todas as suas fases. No período de ordenação de nossa economia, que se encerrou em 1977. Nos meses dramáticos de 1968 em que a intensificação dos atos de terrorismo provocou a implantação do AI-5. Na expansão econômica de 1969 a 1972, quando o produto nacional bruto cresceu à taxa média anual de 10 %. Assinale-se que, naquele primeiro decênio revolucionário, a inflação decrescera de 96 % para 12,6 % ao ano, elevando-se as exportações anuais de 1 bilhão e 300 mil dólares para mais de 12 bilhões de dólares. Na era do impacto da crise mundial do petróleo desencadeada em 1973 e repetida em 1979, a que se seguiram aumentos vertiginosos nas taxas de juros, impondo-nos , uma sucessão de sacrifícios para superar a nossa dependência externa de energia, a deterioração dos preços dos nossos produtos de exportação e a desorganização do sistema financeiro internacional. Essa conjunção de fatores que violaram a administração de nossas contas externas obrigou- nos a desvalorizações cambiais de emergência que teriam fatalmente de resultar na exacerbação do processo inflacionário. Nas respostas que a sociedade e o governo brasileiros deram a esses desafios, conseguindo no segundo decênio revolucionário que agora se completa, apesar das dificuldades, reduzir de 80 % para menos de 40% a dependência ex- terna na importação de energia, elevando a produção de petróleo de 175 mil para 500 mil barris diários e a de álcool, de 680 milhões para 8 bilhões de litros; e simultaneamente aumentar a fabricação industrial em 85%, expandir a área plantada para produção de alimentos com 20 milhões de hectares a mais, criar 13 milhões de novos empregos, assegurar a presença de mais de 10 milhões de estudantes nos bancos escolares, ampliar a população economicamente ativa de 29 milhões para 45 milhões, 797 mil, elevando as exportações anuais de 12 bilhões para 22 bilhões de dólares.

Volvendo os olhos para as realizações nacionais dos últimos vinte anos, há que se reconhecer um avanço impressionante: em 1964, éramos a quadragésima nona economia mundial, com uma população de 80 milhões de pessoas e uma renda per capita de 900 dólares; somos hoje a oitava, com uma população de 130 milhões de pessoas, e uma renda média per capita de 2.500 dólares.

O Presidente Castello Branco, em seu discurso e posse, anunciou que a Revolução visava? à arrancada para o desenvolvimento econômico, pela elevação moral e política”. Dessa maneira, acima do progresso material, delineava-se o objetivo supremo da preservação dos princípios éticos e do restabelecimento do estado de direito. Em 24 de junho de 1978, o Presidente Geisel anunciou o fim dos atos de exceção, abrangendo o AI-5, o Decreto-Lei 477 e demais Atos Institucionais. Com isso, restauravam-se as garantias da magistratura e o instituto do habeas-corpus. Cessava a competência do Presidente para decretar o fechamento do Congresso e a intervenção nos Estados, fora das determinações constitucionais. Perdia o Executivo as atribuições de suspender os direitos políticos, cassar mandatos, demitir funcionários e reformar militares. Extinguiam-se as atividades da C.G.1 (Comissão Geral de Inquéritos) e o confisco sumário de bens. Desapareciam da legislação o banimento, a pena de morte, a prisão perpétua e a inelegibilidade perene dos cassados. Findava-se o período discricionário, significando que os anseios de liberalização que Castello Branco e Costa e Silva manifestaram em diversas ocasiões e que Médici vislumbrou em seu primeiro pronunciamento finalmente se concretizavam.

Enquanto vários líderes oposicionistas pretenderam considerar aquelas medidas fundamentais como ‘meros paliativos’, o então Deputado Tancredo Neves, líder do MDB na Câmara Federal, reconheceu que a determinação governamental foi além do esperado.

Ao assumir o Governo, o Presidente Flgueiredo jurou dar continuidade ao processo de redemocratização. A concessão da anistia ampla e irrestrita, as eleições diretas para Governadores dos Estados, a colaboração federal com os novos Governos oposicionistas na defesa dos interesses maiores da coletividade, são demonstrações de que o presidente não falou em vão.

Não há memória de que haja ocorrido aqui, ou em qualquer outro país, que um regime de força, consolidado há mais de dez anos, se tenha utilizado do seu próprio arbítrio para se auto-limitar, extinguindo os poderes de exceção, anistiando adversários, ensejando novos quadros partidários, em plena liberdade de imprensa. É esse, indubitavelmente, o maior feito da Revolução de 1964

Neste momento em que se desenvolve o processo da sucessão presidencial, exige-se coerência de todos os que têm a missão de preservar as conquistas econômicas e políticas dos últimos decênios.

O caminho para o aperfeiçoamento das instituições é reto. Não admite desvios aéticos, nem afastamento do povo.

Adotar outros rumos ou retroceder para atender a meras conveniências de facções ou assegurar a manutenção de privilégios seria trair a Revolução no seu ato final”.

Editorial de autoria do jornalista Roberto Marinho, publicado no jornal “O Globo”, edição de 07 de outubro de 1984


Cidade Imensa e Triste

Londres.jpg

Cidade Imensa e Triste:

Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net

Por Mário Vargas Llosa

Vim a Londres pela primeira vez em 1967, para lecionar no Queen Mary's College. Levava uma hora de metrô para chegar à universidade, a partir de Earl's Court, e outra para voltar. Usava essas duas horas para preparar as aulas e corrigir os trabalhos dos alunos. Descobri que gostava de ensinar, que não me saía mal e aprendia muito lendo – por exemplo, Sarmiento, cujo ensaio sobre o gaúcho Quiroga passou a ser, desde então, um de meus livros de cabeceira.

A Londres daqueles dias era muito diferente de Paris, onde vivi os sete anos anteriores. Ali se falava de marxismo e revolução, de defender Cuba contra as ameaças do imperialismo, de acabar com a cultura burguesa e substituí-la por outra, universal, na qual a sociedade toda se sentisse representada.

No Reino Unido, os jovens perdiam o interesse pelas ideias, pela política e a música passava a liderar a vida cultural. Eram os anos dos Beatles e dos Rolling Stones, da maconha, dos trajes chamativos e dos cabelos até os ombros. Uma nova palavra, hippies, havia se incorporado ao vocabulário universal.

Havia passado meus seis primeiros meses em Londres vivendo num distante e tranquilo bairro cheio de irlandeses, Clicklewood, mas logo, sem mesmo saber, aluguei uma casinha no próprio coração do universo hippie, Philbeach Gardens, em Earl's Court. Eram benignos e simpáticos e lembro-me da surpreendente resposta de uma garota a quem me ocorreu perguntar por que andava sempre descalça: "Para me livrar de uma vez de minha família".

Todas as tardes em que não tinha aulas, eu passava na belíssima sala de leitura da British Library, que então ficava no Museu Britânico - escrevendo Conversa na Catedral e lendo Edmund Wilson, Orwell, Virginia Woolf e, por fim, Faulkner e Joyce em inglês. Tinha muitos conhecidos, mas poucos amigos, entre eles Hugh Thomas e os Cabrera Infantes, que, por pura casualidade, vieram morar a poucos metros de minha casa. No ano seguinte, passei a lecionar no King's College, muito mais perto de casa. Trabalhava mais, mas o salário era melhor.

Naqueles anos, passei a ter muito carinho e admiração pela Inglaterra. Também fui deixando de ser socialista e me convertendo, pouco a pouco, no que ainda tento ser, um liberal. Esse sentimento aumentou com as coisas extraordinárias que Margaret Thatcher fez no governo. Na época, eu lia muito Hayek, Popper, Isaiah Berlin e, sobretudo, Adam Smith. Fui a Kirkcaldy, onde ele havia escrito A Riqueza das Nações . De sua casa, só restou um pedaço de muro, com uma placa. O museu local só tinha dele um cachimbo e uma caneta.

Em Edimburgo, em compensação, pude depositar um buquê de flores na Igreja onde ele está enterrado e passear pelo bairro onde os vizinhos o viam vagabundear durante seus últimos anos, distraído, distante do mundo, com seus passos de dromedário, totalmente absorto em pensamentos.

Em meus antigos tempos de Londres, no final dos anos 60, não tínhamos televisão, embora tivéssemos um rádio, e só saíamos uma vez por semana, nas noites de sábado, para ir ao cinema ou ao teatro, porque a senhora da Maby Minders que vinha ficar com as crianças nos custava o olho da cara.

Entretanto, apesar das limitações, creio que éramos muito felizes, e é possível que, não fosse por Carmen Balcells, teríamos ficado para sempre em Londres. Meus dois filhos e minha futura filha seriam três ingleses. Tenho certeza, porém, de que seria contra o Brexit e teria militado ativamente contra semelhante aberração.

Eu me dava muito bem com meu chefe no King's College, o professor Jones, especialista no Século de Ouro. Naquele fim de ano acadêmico, ele me propôs que, no ano seguinte, eu substituísse uma vez por semana um professor de espanhol de Cambridge que sairia de férias e eu aceitei. Então, sem se anunciar, Carmen Balcells bateu como um furacão à minha
porta.

Havia sido apresentado a ela em Barcelona por Carlos Barral, que explicou que ela se ocuparia de negociar no exterior meus direitos autorais. Pouco depois, porém, a própria Carmen me contou que havia deixado de trabalhar na editora Seix Barral, porque a missão de uma agente literária era representar os autores ante (e contra) o editor, e não o oposto. Gostaria eu de tê-la como minha agente? Sem dúvida. E as coisas ficaram mais ou menos por ali.

E o que ela veio fazer em Londres? "Vim ver você", respondeu. "Quero que renuncie imediatamente à universidade e à Inglaterra e quero que todos vocês venham viver em Barcelona. O King's College toma muito de seu tempo. Garanto que você pode viver de seus livros. Eu me encarrego disso."

É provável que eu tenha dado uma gargalhada e lhe perguntado se ela havia enlouquecido. Viver de direitos autorais era uma bobagem, pois eu levava dois ou três anos para escrever um romance e, se tivesse de escrevê-lo em seis meses para dar de comer a meus filhos, sairia um livro ilegível.

O que eu não sabia era que quando Carmem punha uma coisa na cabeça era melhor fazer o que ela queria ou então matá-la. Não havia meio termo. Em me lembro de que discutimos horas e horas e ela me contou que García Márquez já estava em Barcelona vivendo de seus livros - ela havia ido ao México para convencê-lo. E decretou que não sairia de minha casa enquanto eu não dissesse sim.

Venceu-me pelo cansaço. Na mesma tarde, fui dizer ao professor Jones que iria para Barcelona e, dali em diante, viveria de meus direitos autorais. Ele era um homem bem educado e não me disse que eu era um imbecil fazendo tal disparate, mas vi em seu olhar que pensou isso.

Não me arrependo nada de ter ouvido Carmem Barcells, pois os cinco anos que passei em Barcelona foram maravilhosos. Ali nasceu minha filha Morgana, na clínica Dexeus, e graças a Santiago Dexeus eu a vi nascer.

A cidade se converteu, graças principalmente a Carmen e a Carlos Barral, na capital da literatura latino-americana por um bom tempo, e lá voltaram a se encontrar e a conviver os escritores espanhóis e os hispano-americanos, que se davam as costas desde a Guerra Civil .

Nós que passamos aqueles anos na grande cidade mediterrânea não esqueceremos nunca o entusiasmo com que sentíamos chegar o fim da ditadura e a sensação reconfortante de saber que, na nova sociedade democrática, a cultura teria um papel fundamental. O pensamento é livre!

A Espanha ainda não prestou a Carmen Balcells as homenagens que ela merece. Carmen, sozinha, decidiu que, com suas grandes editoras e sua antiga tradição de alta cultura, caberia a Barcelona reunir muitos escritores latino-americanos e, reconciliando-os com os espanhóis, unir a cultura e a língua num só território cultural.

Os editores, pouco a pouco, começando com Carlos Barral, passaram a ouvi-la. Como fez comigo, ela levou muitos escritores a se instalarem em Barcelona, onde, naqueles anos, começavam a chegar jovens sul americanos, como antes chegaram a Paris, porque era ali que fazia sentido fantasiar histórias, escrever poemas, pintar e compor.

Desde o Brexit, me senti profundamente fraudado e a Inglaterra foi se apagando de minha memória. Entretanto, nestes dias, talvez porque já esteja velho, lembrei com saudade os anos que aqui passei e mais uma vez contradigo aquele poeta brasileiro do qual Jorge Ewards tanto gostava, que chamou Londres de "cidade imensa e triste" e disse de si mesmo:

"Foste lá triste e voltaste mais triste".

Mario Vargas Llosa, escritor e ensaísta peruano, é prêmio Nobel de
Literatura. Originalmente publicado em O Estado de S. Paulo em 17/03/2019. Tradução de Roberto Muniz

Dexter Gordon — "Come Rain or Come Shine" [Full Album 1967]

Santa Magdalena by Georgi Donev

v2?webp=true&sig=c0dca1ac755b4d500244cd2

Santa Magdalena by Georgi Donev:

31 de Março de 1889: Inauguração da Torre Eiffel

31 de Março de 1889: Inauguração da Torre Eiffel:

A Torre Eiffel é um dos símbolos franceses mais importantes, localiza-se na cidade de Paris e foi inaugurada a 31 de Março de 1889, para assinalar a Exposição Mundial que decorreu no ano do centenário da Revolução Francesa.

Os trabalhos de construção, onde participaram 300 operários, demoraram dois anos e dois meses. Projectada por Gustave Eiffel, começou a ser construída a 28 de Janeiro de 1887. É uma estrutura metálica que comporta três plataformas. A primeira fica a 57,63 metros do solo, a segunda a 115,73 metros e a terceira a 276,13 metros. A torre tem uma altura total, incluindo a antena emissora de televisão, de 320 metros. Em Novembro de 2000, foi montada uma nova antena de televisão e rádio que fez a altura total passar para 324 metros. A altura da torre varia 15 centímetros em função da temperatura e quando está muito vento pode balançar até doze centímetros. Para subir a torre é preciso vencer 1665 degraus. Até 1929, foi o edifício mais alto do mundo. Nesse ano, perdeu o estatuto para o prédio da Chryler em Nova Iorque, que tinha mais sete metros. A torre pesa cerca de 10 100 toneladas e na sua construção foram utilizadas 18 000 peças de ferro e 2,5 milhões de rebites. Todas as peças estão fixadas por rebites. Só em tinta há a registar um peso de 40 toneladas. Os pilares da torre estão assentes em fundações instaladas no subsolo. A Torre Eiffel, também conhecida por "Dama de Ferro", abriga nos seus três pisos um restaurante, um cinema e um pequeno museu de cera. Cerca de seis milhões de visitantes por ano fazem deste monumento o mais visitado do mundo. No primeiro ano, foram registados dois milhões de visitantes. No total, já perto de 200 milhões de turistas passaram pela torre, que pertence actualmente ao município de Paris. A torre está dotada de uma série de elevadores para fazer subir os visitantes. Os originais eram todos hidráulicos. Os elevadores dos pilares Este e Oeste foram substituídos em 1899 e modernizados em 1986. O elevador do pilar Sul foi desactivado em 1900 e apenas substituído em 1983 por um exclusivo para clientes do restaurante. O elevador do pilar Norte foi substituído em 1965 por um eléctrico e este posteriormente modernizado, em 1995. O elevador hidráulico central que não opera no inverno, foi substituído em 1983. Nas fachadas dos quatro pilares da Torre Eiffel, estão inscritos os nomes de 72 cientistas, que Gustave Eiffel quis homenagear. Os seus nomes foram apagados no início do século numa altura em que a torre foi pintada, mas entre 1986 e 1987 voltaram a ser inscritos.
Torre Eiffel. In Infopédia [Em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2013.
wikipedia (Imagens)

-DRYa5c3bqvAAA_7lLlFWcLJpTan-LGSKhUSFEgV
Arquivo: Maurice Koechlin pylone.jpg
Este desenho, realizado em 1884 por Maurice Koechlin, é o primeiro esboço da Torre de 300 metros

Arquivo: Paris-LOC cph 3b40741.jpg
Vista aérea da Exposição de Paris de 1889 

sábado, 30 de março de 2019

‘Opinei que o nazismo é de esquerda, e imediatamente a esquerda chegou correndo com seus extintores de verdade, tentando apagar essa ideia’, diz Ernesto Araújov

‘Opinei que o nazismo é de esquerda, e imediatamente a esquerda chegou correndo com seus extintores de verdade, tentando apagar essa ideia’, diz Ernesto Araújov:



ernesto-mainstream.png
Imagem: Produção Ilustrativa / Folha Política
O Ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, publicou, em seu blog, um texto comentando as reações à sua declaração de que o nazismo é de esquerda. Segundo o ministro, a associação causa “pavor” entre os esquerdistas, dando a impressão de que escondem um “perigoso segredo de família”. Para Araújo, o pânico se deve ao reconhecimento de que uma liga entre ideias liberais e conservadoras é o grande adversário do mainstream esquerdista. Segundo o ministro, “a força dessa liga provém, talvez, do fato de que ele corresponde à essência do ser humano, que quer ao mesmo tempo liberdade e segurança, prosperidade e orgulho de si mesmo, paz e aventura, alegria e transcendência”. 
Mais informações »


CONEXÃO POLÍTICA - Quer um Conselho?

Quer um Conselho?:

Chega de enxugar gelo!

Eu não me lembro de ter passado a escritura do país a esses senhores que vêm escarnecendo do povo brasileiro. Você passou?

Não é possível que praticamente em fins de semanas alternados tenhamos que ir às ruas contra as decisões tomadas por nossas instituições e ainda por cima sermos acusados, de forma caluniosa, de fazermos parte de uma rede de intrigas, uma milícia coordenada pelo nosso Presidente.

Merecemos, além de respeito, um pouco de paz para vivermos nossas vidas com nossas famílias depois de uma semana inteira de trabalho árduo para sustentar esse Estado mastodôntico e corrupto.

Um Estado que deveria trabalhar em prol da sociedade, unindo-se para que tivéssemos melhores condições de vida e crescimento como povo, mas que o faz para beneficiar criminosos do colarinho branco e para dar sobrevida à rede de corrupção criada no país por décadas após o regime militar.

Infelizmente o que testemunhamos é uma partida de xadrez onde temos que contra-atacar nossas próprias instituições, que são nossas adversárias e não aliadas. Isso é inadmissível! Basta de legalismo para favorecer criminosos!

Essa rede cresceu de tal maneira que faria Gramsci orgulhar-se comendo uma pizza. O escárnio e o abuso de poder já ultrapassaram todos os limites do aceitável.

Uma das últimas decisões do STF, a que classifica Caixa 2 como jurisdição do TSE, praticamente enterra a Lava Jato. Todos nós sabemos que o TSE não tem estrutura para investigar (não conseguem nem resolver o problema de nosso sistema de urnas ilegais e inseguras) e os processos vão caducar! Lindbergh já foi um dos primeiros a usar o recurso…

Leia também: Supremo criou casta de criminosos políticos e sistema de exceção

E para piorar, segundo o próprio Ministro Marco Aurélio de Mello, outros processos que já transitaram julgado podem ser anulados! Olhem o tamanho do estrago.

Lembro-me de certa vez ter lido num artigo técnico onde dizia que um juiz não deve ser legalista e deve ter o bom senso de discernir se a aplicação (ou nesse caso uma interpretação deturpada) da lei trará mais benefícios ou prejuízos.

Outro flagrante de abuso de poder e de desrespeito às nossas leis foi o caso do Ministro Dias Tofolli que abriu um inquérito ilegal para investigar políticos e pessoas nas redes sociais que os criticam!

Este inquérito, aberto de forma ilícita para perseguir críticos é o ato mais grave já cometido pelo tribunal contra o Estado de Direito! Se fôssemos um país sério, todos os Ministros envolvidos nessa ilegalidade deveriam perder seus cargos!

“Em primeiro lugar deve-se esclarecer que, se nenhuma investigação deve ser inaugurada por autoridade judiciária, em respeito ao sistema penal acusatório consagrado em nosso texto constitucional e em obediência ao princípio da inércia (o magistrado não deve agir de ofício, mas apenas mediante provocação das partes), que rege toda e qualquer atividade jurisdicional, verdadeira garantida da imparcialidade dos membros do Poder Judiciário nacional, não é permitido aos magistrados afirmarem, ab initio, quais crimes merecem ser investigados e a respeito dos quais haveria elementos probatórios mínimos a justificar a atuação ministerial e/ou policial. Essa ‘atividade judicial espontânea’, própria de sistemas inquisitórias, com a devida vênia, é totalmente vedada a qualquer membro do Poder Judiciário brasileiro”.Todos os Direitos Reservados para República de Curitiba Editora. Proibida reprodução deste conteúdo”

(juiz Marcelo Bretas)
E esse mesmo Ministro, Dias Tofolli, ocupa espaço nas mídias para pedir apoio do povo? Já que está tão convicto assim de sua medida (que não é a primeira que afronta a Justiça), por que ele não o faz caminhando pelas ruas como fazem os políticos em época de eleição? Afinal, se suas atitudes são pelo bem do Brasil, será aplaudido, não? Sérgio Moro os recebe de forma expontânea…

Para quem não conhece a ferramenta constitucional (sim, está prevista na Constituição Federal!) chamada Conselho da República, eu sugiro veementemente a leitura do brilhante artigo de Evandro Pontes (“Conselho da República: uma solução disponível“) onde ele fundamenta muito bem os motivos pelos quais devemos usar essa instituição contida na Constituição Federal.

E para quem tiver curiosidade de consultar os artigos da Constituição Federal que abordam o assunto, basta clicar nos links a seguir:

Constituição Federal – Artigo 136
Constituição Federal – Artigo 89

Via Conselho da República o Presidente deverá exercer a sua liderança como Comandante da nação a fim de não só dirimir a crise institucional decorrente de decisões ilegítimas do STF e do CNJ.

De quebra, poderá exercer a tão sonhada articulação política de forma direta e sem intermediários, evitando assim o TLDC e a volta da política de coalizão e o capitalismo de laços, comandando com inteligência e estratégia outros dois pontos de fundamental retomada do equilíbrio institucional do Brasil: a crise de fronteira na Venezuela, a reforma da previdência e o pacote do Ministro Moro (membro nato do Conselho da República).

Presidente Jair Bolsonaro – instale agora o Conselho da República e mãos a obra! O Brasil não pode esperar mais!

Não é apenas seu mandato que começa a entrar em jogo – é a estabilidade democrática do Brasil.

(Evandro Pontes)
Em alguns momentos tenho a sensação que nossas redes sociais não passam de um jardim da infância: provocações de um lado e do outro, campanhas para subir hashtags com objetivo puro e simples de satisfação de ego.

É preciso usar essas ferramentas para objetivos mais eficientes, dar um passo, além da guerra de egos, começar a levar a sério as atitudes de nossos políticos, pararmos de empurrar com a barriga os problemas, de enxugar gelo, pois foi isso que nos trouxe até aqui.

Confesso que não vejo outra solução senão começarmos, todos, uma campanha nas redes sociais pelo Conselho da República.

No próximo dia 07 de Abril, quando haverá a próxima mobilização popular marcada para todo o Brasil, há a expectativa de que será gigante (#Dia07deAbrilSeráGIGANTE), maior que a anterior, que já foi enorme. Nela, devemos, além da Reforma da Previdência pedir também pelo Conselho da República, pois já vimos que o Senado Federal não cumprirá com sua obrigação.

Divulguem o máximo que puderem as hashtags (#ConselhoDaRepública #Dia07deAbrilSeráGIGANTE #JairInstaleoCR), marquem os amigos, nosso Presidente (@jairbolsonaro), seus filhos (@BolsonaroSP @CarlosBolsonaro), membros do Governo, Ministros, Senadores, Deputados, movimentos de rua (@MBLivre @NAS_RUAS @VemPraRua_br), etc.

É importante que pressionemos antes que corramos o risco de ver o criminoso de Curitiba solto, em Maio, devido a um eventual veredicto a ser tomado pelo STF.

E você, também quer um Conselho? É de graça.

O post Quer um Conselho? apareceu primeiro em Conexão Política.

UMA FRASE

O Brasil só se livrou dos médicos cubanos; os juízes cubanos ficaram.
Milton Pires

Estado de Direito, um longo caminho.

Estado-de-Direito.jpg

 Editorial do Estadão:

Segundo o ranking do World Justice Project (WJP), o Estado de Direito ainda é frágil no Brasil. O estudo classificou o País na 58.ª posição entre 126 países. Sua nota foi de 0,53, numa escala de 0 a 1. Abrangente e multidisciplinar, a pesquisa ajuda a dar uma dimensão realista sobre o quanto se pode e se deve avançar no fortalecimento do Estado de Direito. Desde a promulgação da Constituição, houve importantes progressos institucionais, mas seria um engano pensar que o País já alcançou um patamar minimamente razoável nesse tema. Há ainda um longo caminho a ser trilhado pelo poder público, empresas e cidadãos para alcançar um maior compromisso com a lei. Sem um vigoroso Estado de Direito, não há verdadeira liberdade e tampouco desenvolvimento econômico e social.

Criado em 2006, o WJP é uma entidade civil e apartidária que tem por objetivo promover o Estado de Direito no mundo, por meio de um diagnóstico acurado sobre os pontos fortes e as fragilidades de cada país, sob esse aspecto. Seu trabalho se baseia em quatro princípios: igualdade e responsabilidade de todos – governo e agentes privados – perante a lei, legislação coerente com os direitos humanos e as liberdades fundamentais, governo eficiente e transparente e sistema de Justiça acessível e imparcial. Para a edição do ranking de 2019, foram feitas 120 mil pesquisas domiciliares e 3,8 mil entrevistas com especialistas de 126 países.

A Dinamarca atingiu a nota mais alta no ranking (0,9), seguida por Noruega (0,89), Finlândia (0,87), Suécia (0,85), Holanda (0,84), Alemanha (0,84), Áustria (0,82), Nova Zelândia (0,82), Canadá (0,81) e Estônia (0,81). Na parte baixa da tabela estão Venezuela (0,28), Camboja (0,32), República Democrática do Congo (0,33) e Afeganistão (0,35). Na América Latina, o país mais bem avaliado foi o Uruguai (0,71), seguido de Costa Rica (0,69) e Chile (0,68).

A nota de cada país é o resultado da avaliação de oito fatores: limites aos poderes do governo, corrupção, transparência, respeito aos direitos fundamentais, ordem e segurança, efetividade das normas legais, funcionamento da Justiça Civil e funcionamento da Justiça Criminal. Cada um dos fatores é composto por vários quesitos. Por exemplo, em relação à corrupção, o estudo avalia, entre outros pontos, se os funcionários públicos utilizam-se do cargo para benefícios privados. Em relação aos direitos fundamentais, estuda-se, por exemplo, o respeito às liberdades de expressão, de crença e de associação ou se a privacidade dos cidadãos está devidamente protegida de interferências arbitrárias, como buscas domiciliares ou interceptações telefônicas sem autorização judicial.

Ao contrário do que alguns poderiam imaginar, o ponto mais fraco do Brasil não foi a corrupção, ainda que no quesito sobre a probidade dos integrantes do Legislativo o País tenha sido muito mal avaliado (nota 0,07) – o que revela a percepção da população sobre a política. O País recebeu sua pior nota pelo funcionamento de sua Justiça Criminal. Nesse fator, ficou na 94.ª posição entre os 126 países pesquisados.

Em especial, três quesitos foram responsáveis pela baixa classificação da Justiça Criminal brasileira: grande incidência de discriminação, baixa efetividade das investigações e sistema decisório lento e pouco efetivo. Em relação à duração dos processos, a Justiça Civil também foi mal avaliada, recebendo nota de 0,26. Outro ponto da avaliação do País que chama a atenção foi a nota baixa dada ao cumprimento do devido processo legal (0,36). O único quesito no qual o Brasil ganhou nota máxima (1,0) foi pela ausência de conflitos civis.

É imprescindível acompanhar o desenvolvimento de um país sob a perspectiva do grau de efetividade do Estado de Direito. O respeito à lei, que também inclui a promoção de um Estado transparente e eficiente, é o único caminho para um verdadeiro desenvolvimento econômico e social. Como aponta o relatório do WJP, um Estado de Direito efetivo reduz a corrupção, combate a pobreza e protege os cidadãos de eventuais arbitrariedades, em suas múltiplas modalidades.

POLÍBIO BRAGA - Mães & Pais esclarece posição sobre proteção policial aos colégios maristas de Porto Alegre

Mães & Pais esclarece posição sobre proteção policial aos colégios maristas de Porto Alegre:

mama.jpg

Aline Kerber, que se intitula presidente da organização Mães & Pais pela Democracia, entidade criada depois de incidentes entre anti-bolsonaristas e bolsonaristas do Colégio Rosário, ano passado, questiona nota do editor, publicada no dia 28 de março. Ao lado, a nota de Mães & Pais. O editor recomenda leitura atenta.

Diz a nota:

 - O senhor mais uma vez, rotula de forma, ao que parece, deliberadamente equivocada e sarcástica a Associação Mães e Pais pela Democracia como se esta fosse formada por “ativistas lulopetistas ou psólicos”. A repetição do uso de tais estranhos adjetivos acerca dos membros de nossa associação em sua matéria, Sr. Jornalista, seria por nós ignorada, não fosse outra inverdade nela contida e que afeta diretamente a nossa honra, reputação e imagem: o alegado protesto contra a presença de policiais armados em escolas da capital, no dia de ontem. Como já mencionamos em outra oportunidade, somos um grupo suprapartidário e que se reconhece como um novo movimento social, sem a partidarização e a polarização tradicionais no seu gene.

Veja, abaixo, a nota completa de "Direito de Resposta" publicada por Políbio Braga:

Direito de resposta - Mães & Pais pela Democracia

Prezado Jornalista Políbio Braga,

Em matéria veiculada no último dia 28 de março de 2019, o Sr., mais uma vez, rotula de forma, ao que parece, deliberadamente equivocada e sarcástica a Associação Mães e Pais pela Democracia como se esta fosse formada por “ativistas lulopetistas ou psólicos”. A repetição do uso de tais estranhos adjetivos acerca dos membros de nossa Associação em sua matéria, Sr. Jornalista, seria por nós ignorada, não fosse outra inverdade nela contida e que afeta diretamente a nossa honra, reputação e imagem: o alegado protesto contra a presença de policiais armados em escolas da capital, no dia de ontem. Como já mencionamos em outra oportunidade, somos um grupo suprapartidário e que se reconhece como um novo movimento social, sem a partidarização e a polarização tradicionais no seu gene.

As ameaças criminosas dirigidas à comunidade escolar da rede Marista de ensino em Porto Alegre/RS e que foram divulgadas, antes, nas redes sociais, e, posteriormente, em todos os meios de comunicação, provocaram enorme pânico junto a mães, pais, alunas, alunos, professoras, professores e demais integrantes dessa comunidade. Por conta disso, houve imediata e possível reação das autoridades constituídas, a exemplo da administração escolar e da Secretaria Estadual da Segurança Pública do Rio Grande do Sul, assim como de mães e pais, de forma individual, ou mesmo, coletiva, pela nossa Associação. 

Ou seja, Sr. Jornalista, a presença de policiais ostensivamente armados nas escolas é também consequência do pedido espontaneamente realizado pela nossa Associação como resposta ao crime de terrorismo praticado esta semana e que claramente foi incitado e radicalizado pelos discursos de ódio e de intolerância que, infelizmente, tomaram conta de vários meios de comunicação, como o seu blog na Internet. 

Por outro lado, Sr. Jornalista, a necessária presença da força policial em ambiente escolar não afasta a imprescindível crítica não só ao fato criminoso gerador dessa excepcional medida, como também ao triste momento político e social do país que torna imperiosa a assistência de policiais fortemente armados num espaço onde os instrumentos deveriam se limitar aos livros, ao conhecimento, ao amor e à liberdade, sem romantismos. Há que se louvar o tipo de policiamento que aconteceu no dia de hoje, por exemplo, em que as polícias estiveram presentes sem a exposição de armas e carros, de forma discreta e inteligente, e que produziu, sem dúvidas, mais sensação de segurança para toda comunidade escolar. Em suma, Sr. Jornalista, a crítica realizada pela entidade NUNCA se dirigiu às polícias e/ou as autoridades públicas. Note-se que essa interpretação não seria possível, na medida em que esta Associação defende a democracia e o Estado Democrático de Direito. Portanto, temos a ciência de que não haverá direito à segurança sem a segurança do direito à educação. 

Reforce-se, por oportuno, que a repressão qualificada é fundamental, sobretudo de modo inteligente, integrado com outras agências e com o uso de tecnologia. Defendemos, de igual modo, o desenvolvimento de políticas públicas de prevenção social das violências, desde o papel dos Municípios e das Guardas Municipais, passando pelas agências de educação e chegando até os competentes e aguerridos policiais gaúchos – tanto a Brigada Militar quanto a Polícia Civil. Nossa Associação quer contribuir não somente com o necessário “apagar incêndios” de situações-limite ou de crise, como a levada a efeito esta semana, por criminosos virtuais, como também com a superação da gestão por espasmos em prol da gestão de políticas públicas de segurança baseadas em evidência, o que demanda a conjugação de esforços integrados no âmbito do controle da criminalidade e da prevenção das violências. 

Nesse sentido, agradecemos imensamente aos órgãos de segurança pública do Estado do Rio Grande do Sul e ao Senhor Secretário de Estado e Vice-governador, Del. Ranolfo Vieira Jr., que, prontamente, nos atenderam, garantindo, com os seus limites, a segurança do direito à educação, sobretudo para quem resolveu levar seu(sua) filho(as) à escola em um dia de tantas incertezas e medos. 

Desse modo, o referido equívoco de informação cometido pelo Sr. nos obriga a requerer, mais uma vez, o direito de resposta na forma e no prazo estabelecidos pela Lei nº 13.188, de 11 de novembro de 2015, e que será por nós interpretada como requerimento atendido, desde que os fatos acima narrados sejam inteiramente divulgados, sem cortes, pelos mesmos meios da mencionada matéria.

Porto Alegre/RS, 29 de março de 2019.

Atenciosamente,

ALINE KERBER
Presidente
Associação Mães&Pais pela Democracia

MARCELO PRADO
Vice-presidente
Associação Mães&Pais pela Democracia

30 de Março de 1746: Nasce o pintor Francisco de Goya, em Fuendetodos, Norte de Espanha.

30 de Março de 1746: Nasce o pintor Francisco de Goya, em Fuendetodos, Norte de Espanha.:

Pintor espanhol, Francisco Goya y Lucientes nasceu a 30 de março de 1746 perto de Saragoça, na província de Aragão. Aos 14 anos foi aluno de José Luzan. Continuou os estudos de arte em Roma e ao voltar por Saragoça recebeu a encomenda de três frescos para a Catedral. Estes trabalhos estabeleceram a sua reputação. Depois de se instalar em Madrid, em 1773, foi convidado para desenhar as tapeçarias da Oficina Real de Santa Bárbara. Este demorado trabalho de artífice seria a grande escola de Goya. Estudou os grandes mestres, abandonando progressivamente o estilo Rococó, e deixou-se influenciar pelo Neoclassicismo e por Velásquez, adquirindo uma técnica mais espontânea. Em 1789, com a subida de Carlos IV ao trono, foi nomeado pintor da corte. O artista pintou inúmeros retratos do monarca, de personalidades célebres e de amigos. Solicitado pelo rei, empreendeu a execução de S. Bernardino de Siena Orando diante de Afonso V para o altar da Igreja de S. Fernando de Madrid. Na altura, foi considerada a melhor das suas obras. Em 1792 foi atingido por uma doença que o levou à surdez. A sua pintura sai completamente transformada dessa crise, mais incisiva e amarga. Adiciona novos tons - pretos, castanhos, vermelhos e ocres - e os temas envolvem a observação satírica do género humano e fantasias em que as personagens se deixam dominar pelas emoções. No ano de 1799 publicou Os Caprichos, um livro de 82 águas-fortes em que expõe a loucura e as fraquezas humanas. É ainda a época das cenas da vida madrilena, com A corrida de Touros e A Casa dos Loucos. Deste período data a sua relação com a duquesa de Alba, que viria a servir de modelo em vários quadros. Os horrores da guerra e a brutalidade humana durante a ocupação napoleónica (1808-1814) foram o tema de Os Desastres da Guerra, obra que só viria a ser publicada em 1863, já depois da sua morte. Após a restauração da monarquia, foi obrigado a comparecer perante a Inquisição por causa do retrato de Maja Despida (1800), um dos primeiros nus da arte espanhola da época. De 1819 a 1824 viveu em reclusão numa casa dos arredores de Madrid. Sentindo-se livre das obrigações da corte, deu livre expressão a pensamentos sombrios e selváticos nas derradeiras águas-fortes Loucuras e nas Pinturas Negras, murais de pesadelo pintados nas paredes da casa. Depois da tentativa falhada de instauração do liberalismo em Espanha, partiu para um exílio voluntário em França. Veio a falecer em Bordéus em 1828. Um ano antes, tinha pintado algo de inteiramente novo, A Leiteira de Bordéus, cujas explosões de luz e cintilações de cor são das primeiras manifestações do impressionismo.
Francisco Goya. In Infopédia [Em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2012. 

wikipedia (Imagens)

Ficheiro:Vicente López Y Portaña 001.jpg

Francisco Goya - Retrato feito por Vicente López Portaña  em 1826


Arquivo: Goya Alba1.jpg

A Duquesa de Alba  (1795)

Arquivo: Goya Maja ubrana2.jpg
Maja Vestida (1902-1805)

Arquivo: El Tres de Mayo, de Francisco de Goya, do Prado no Google Earth.jpg



sexta-feira, 29 de março de 2019

Juíza do DF proíbe comemorações alusivas ao 31 de março de 1964


Juíza do DF proíbe comemorações alusivas ao 31 de março de 1964:

A juíza Ivani Silva da Luz, da 6ª Vara da Justiça Federal em Brasília, proibiu nesta sexta (29) as comemorações do aniversário de 55 anos da instituição do regime militar no domingo (31). Em nove páginas, a magistrada reitera a necessidade de “serenidade e equilíbrio das instituições” no país.

Leia a íntegra da decisão:

“Defiro o pedido de tutela de urgência para determinar à União que se abstenha da ordem do dia alusiva ao 31 de março de 1964, prevista pelo ministro da Defesa e comandantes do Exército, Marinha e Aeronáutica”, decidiu.

Por recomendação do presidente Jair Bolsonaro, as unidades militares devem ler a ordem do dia para relembrar a data, que teve início o período militar, que durou 21 anos (1964 a 1985).

A ação foi movida pela Defensoria Pública da União (DPU).

Para o ministro Marco Aurélio Mello, do Supremo Tribunal Federal (STF), não há espaço para celebrações no próximo domingo.

“Não há espaço em si para comemoração. Há espaço para a memória”, afirmou o ministro, que participou de um seminário no Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, no qual fez palestra sobre segurança jurídica.

O post Juíza do DF proíbe comemorações alusivas ao 31 de março de 1964 apareceu primeiro em ISTOÉ Independente.

Juíza proíbe governo Bolsonaro de celebrar golpe de 1964


Juíza proíbe governo Bolsonaro de celebrar golpe de 1964:

SÃO PAULO, 29 MAR (ANSA) – A juíza Ivani Silva da Luz, da 6ª Vara Federal em Brasília, ordenou nesta sexta-feira (29) que as Forças Armadas não realizem nenhuma comemoração para celebrar os 55 anos do golpe militar de 1964. 

A decisão atende um pedido da Defensoria Pública da União, que alega risco de afronta à verdade e à memória, além do uso irregular de recursos públicos. De acordo com a magistrada, a iniciativa fere o princípio da legalidade porque a data não é comemorativa prevista em lei. Sua liminar proíbe a leitura por parte das Forças Armadas de um texto que faz referência ao dia 31 de março de 1964, data em que teve início a época da ditadura militar. No último sábado (23), o porta-voz da presidência, Otávio Rego Barros, disse que Bolsonaro havia determinado ao Ministério da Defesa as “devidas comemorações”. No entanto, ontem(28), o mandatário contrariou Barros e afirmou que o objetivo era “rememorar” e não “comemorar”. 

A mudança de posicionamento chegou após Bolsonaro ter sido intimado a esclarecer a ordem sobre 31 de março em até cinco dias. Diversas ações na Justiça tentaram impedir qualquer comemoração relativa ao regime militar. 

A decisão de hoje, no entanto, não surtirá efeito prático já que nesta manhã foi realizada a leitura do texto no Comando Militar do Planalto e em várias unidades militares, que decidiram antecipar as celebrações. A juíza ressaltou que a celebração desobedece ao princípio da prevalência dos direitos humanos, que está previsto na Constituição. “O ato administrativo impugnado não é compatível com o processo de reconstrução democrática promovida pela Assembleia Nacional Constituinte de 1987 e pela Constituição de 1988”, escreveu. 

Agora, a ação ainda será julgada no mérito. Se a conclusão for de que ocorreu ilegalidade, a Justiça Federal poderá determinar punições ao fim da ação civil pública. (ANSA)

O post Juíza proíbe governo Bolsonaro de celebrar golpe de 1964 apareceu primeiro em ISTOÉ Independente.

Sobre o socialismo “de verdade”

Christopher Freiman

Tradução de Aluízio Couto

Enquanto as crianças morrem de fome na Venezuela, reaparece uma saída antiga: isso não é socialismo de verdade!

Uma versão desta resposta alega que o socialismo exige que os trabalhadores controlem diretamente os meios de produção. Assim, por mais que o governo venezuelano tenha colocado mais de 500 companhias sob o controle estatal, tal sistema é considerado “capitalismo de estado” e não socialismo. Não vou examinar esta saída, mas vale mencionar que há vários casos em que os socialistas estão bem satisfeitos em identificar o socialismo com o controle estatal — veja-se, por exemplo, o apoio explícito dos Democratas Socialistas da América ao sistema de saúde controlado pelo governo.

A versão do argumento “não é socialismo de verdade” na qual estou interessado é aquela segundo a qual a Venezuela não é socialista porque não corresponde aos objetivos declarados do socialismo. Eis um exemplo escolhido mais ou menos ao acaso, escrito por Nathan Robinson, do Current Affairs:

Como muitos outros exemplos de regimes “socialistas” radicalmente autoritários, o colapso da Venezuela nos diz mais sobre os problemas da ditadura, corrupção e incompetência do que sobre o “socialismo” (…) O “socialismo” venezuelano é socialista apenas nominalmente. De fato, o governo é composto por elites corruptas que mal fingiram ser socialistas e que recentemente têm abandonado até o rótulo (…) São ricos e auto-interessados, sem qualquer preocupação com a igualdade.

Segundo a perspectiva de Robinson, generosidade e igualdade são constitutivas da definição de socialismo. Ele é, de fato, surpreendentemente explícito:

se não há igualdade, não importa como os líderes do país decidam chamar-se a si mesmos; não há socialismo. As ditaduras são profundamente desiguais e uma vez que a minha política exige igualdade, você não pode condená-la quando aponta para uma sociedade altamente desigual.

Se definimos o socialismo em termos de um ideal moral, um regime político ganancioso que pouco se preocupa com a igualdade e o bem comum jamais pode, por definição, ser considerado socialista. Mas como Jason Brennan fez notar, não deveríamos embutir princípios morais no conceito de socialismo. Essa estratégia, penso, torna os argumentos sobre o estatuto moral das instituições socialistas completamente desinteressantes. Pois, para avaliar o socialismo, não precisaríamos ver os resultados no mundo real produzidos por regimes (aparentemente) socialistas; precisamos apenas de verificar os termos usados pelo Merriam-Webster na sua entrada intitulada “socialismo”.

Mas meu ponto aqui é outro. Os socialistas que jogam a cartada “não é socialismo de verdade” quando os regimes do mundo real não conseguem produzir um paraíso proletário privam-se por essa mesma razão do direito de criticar o fascismo. Afinal, considere-se estas descrições do fascismo feitas por Mussolini:

O fascismo estabelece a igualdade real dos indivíduos perante a nação (…) O objetivo do regime no campo econômico é garantir uma justiça social mais elevada para todo o povo italiano.

Quando a guerra acabar, na revolução social mundial que será seguida por uma distribuição mais equânime das riquezas da terra, o sacrifício e disciplina mantidos pelos trabalhadores italianos terão de ser devidamente reconhecidos. A Revolução Fascista dará outro passo decisivo para diminuir as distâncias sociais.

Estamos lutando para impor uma justiça social mais elevada. Os outros estão lutando para manter privilégios de casta e de classe. Somos nações proletárias que se levantam contra os plutocratas.

Se ajuizamos o socialismo em termos dos seus ideais declarados e não a partir de seus resultados no mundo real, por que não fazer o mesmo em relação ao fascismo? É claro, a Itália de fato produziu um estado policial, difundiu a pobreza, “matou vários milhares de civis, bombardeou a Cruz Vermelha, usou gás venenoso, matou crianças de fome em campos de concentração e tentou aniquilar culturas consideradas inferiores”. Mas um fascista poderia simplesmente responder exatamente como fez Robinson e dizer o seguinte: “se não há justiça social, igualdade real entre os indivíduos e uma luta contra o privilégio, não há fascismo, não importa como os líderes dos países decidam chamar-se a si mesmos”. Poucos levariam a sério a resposta “isso não é fascismo de verdade”. Não vejo razão para tratar o socialismo de outra forma.

Christopher Freiman
Bleeding Heart Libertarians. 

Revisão da tradução de Desidério Murcho.

SOBRE INOCÊNCIA E CULPA.

"É muito, muitíssimo MAIS GRAVE acreditar piamente na inocência de todos do que na culpa de um só" 
(Milton Pires)

31 de março de 1964

909393-protesto-camara-5-900x625.jpg

Carlos Ramalhete, colunista da Gazeta do Povo:

Temos em mãos uma crise anunciada. Era bastante evidente que, eleito Bolsonaro, fosse haver algum tipo de comemoração do 31 de março de 1964. Surpreendente, na verdade, é que elas sejam restritas aos quartéis, sem paradas em grandes avenidas e todo o carnaval cívico que a sociedade brasileira sabe preparar. Afinal, o atual presidente fez a sua carreira política baseada no apoio aos governos militares que se sucederam ao levante de 1964, com direito a fotografias dos seus atuais antecessores nas paredes do seu gabinete de deputado, voto em homenagem a Ustra quando do impeachment de Dilma, e o que mais pudesse lhe valer para colocar-se como o anticomunista por antonomásia. Seria, assim, perfeitamente natural se ele fizesse uma forte comemoração nas ruas das cidades, ou mesmo que decretasse um dia de feriado se não fosse num domingo o aniversário este ano.

Isso soa estranho, estranhíssimo, quando só se tem diante dos olhos o discurso único da mídia, que durante os desgovernos esquerdistas que assolaram o Brasil pelas duas últimas décadas fez-se o único discurso aceito em qualquer meio de divulgação pública. Os que perderam em 1964 ganharam na difusão de sua versão. Já há uma geração que foi educada aprendendo apenas sobre os “anos de chumbo”, nas novelas, jornais e onde mais houvesse espaço para divulgá-la. Terroristas assassinos, como a gangue de nossa ex-presidente, conseguiram arvorar-se em supostos defensores da democracia, sem deixar claro que a “democracia” que defendiam era na verdade mero codinome para a famigerada Ditadura do Proletariado, que mais de cem milhões de vítimas causou ao longo do século passado.

Já Bolsonaro chegou a defender que não houve ditadura. Nem tanto ao mar, nem tanto à terra. Talvez ele pudesse mesmo dizer, com o ditador chileno Pinochet (que ele aliás elogiou publicamente, causando reações na esquerda daquele país em sua recente visita), que tivemos aqui uma “ditabranda”. Não sei. O que sei é que entre os governos militares brasileiros e seus correspondentes pelo resto da nossa sofrida América Latina, havia uma diferença monumental. Paisecos minúsculos sofreram dezenas de milhares de baixas entre os adversários dos governos militares, por vezes até mesmo jogados de aviões ou helicópteros, ou outras formas refinadamente cruéis de assassinato. A forma especialmente macabra e cruenta como foi assassinado o cantor e violonista Victor Jara, no Chile, por representantes do Estado, poderia entrar para qualquer História da Infâmia que um novo Borges se dispusesse a escrever. Até hoje desenterram-se cadáveres de chacinas centro-americanas, perpetradas a soldo do Estado.

Já o nosso país, de dimensões continentais, teve algumas centenas de mortos – em sua imensa maioria gente armada e perigosa –, às quais se somam, por justiça, cento e tantos trabalhadores assassinados pelos movimentos terroristas de extrema-esquerda. É a nossa cultura, que não aceita como a espanhola (e as suas descendentes) o confronto aberto, que fez com que fosse assim. Enquanto os hispanófonos latino-americanos batiam de frente, como toureiros e touros, até a morte de um – ou de dezenas de milhares –, os lusófonos brasileiros arranjávamos esquemas extremamente generosos para livrar-se dos que não trocavam tiros com a polícia, dando, por exemplo, a FHC o direito de aposentar-se da USP antes de ir para o régio exílio em Paris.

Mas de onde veio isso, de onde veio este confronto, que não aconteceu apenas no Brasil, tendo, ao contrário, nele a sua forma mais branda? Trata-se de um fruto da Guerra Fria, de uma das inúmeras guerrinhas por procuração entre os Estados Unidos e a hoje felizmente finada União Soviética. Jânio, o louco, havia sido eleito presidente. Querendo mais poderes, tentou uma jogada algo arriscada, em que renunciou, convencido de que voltaria nos braços do povo. Não voltou. Quem tomou seu lugar, após várias idas e vindas, foi seu rival e vice, João Goulart, que imediatamente alinhou-se ao eixo soviético (com que Jânio já havia flertado ao condecorar Che Guevara). Com o apoio da extrema-esquerda, passou a pregar o ódio de classes, a reforma agrária confiscatória, e outras medidas que pareciam indicar que o país estaria no rumo de tornar-se nova Cuba. Cabe lembrar que a revolução cubana não ocorrera tanto tempo atrás; Havana ainda não parecia ter sido bombardeada. Talvez até existissem ainda cubanos gordos sem fazer parte do Partido.

A população brasileira, notadamente a classe média, levantou-se 55 anos atrás como o fez nos últimos anos. Só faltaram as camisetas da CBF. Multidões enormes, que em termos de percentual da população jamais foram alcançadas, desceram às ruas pedindo às Forças Armadas que depusessem aquele louco. O cineasta e escritor Arnaldo Jabor conta que, voltando excitado de um comício da extrema-esquerda em que Jango prometera a revolução para o dia seguinte, arrepiou-se ao perceber que em todas, virtualmente todas as janelas dos apartamentos que via da janela do ônibus estava a vela acesa solitária que identificava os simpatizantes das “Marchas com Deus pela Liberdade”, anticomunistas. Deve ter sido mais ou menos o horror que acometeu os esquerdistas deste nosso século ao ver as ruas das cidades tomadas de camisetas amarelas.

E veio o que, dependendo de quem conta a história, pode ser dito “o golpe de 64”, “a revolução redentora” ou “o contragolpe”. Inclino-me por este último, na medida em que Jango, alçado ao poder indiretamente e sem respaldo popular, planejava instaurar uma ditadura de esquerda. Ou não; talvez ele fosse apenas fraco e incompetente, e não fosse conseguir instaurar nada mais que o caos. Mas como saber? A História andou. Não adianta pensar o que teria ocorrido se algo houvesse sido diferente. Se Jango houvesse conseguido fazer suas “reformas de base”. Se os militares não houvessem intervindo. Se as eleições houvessem meramente sido adiantadas. Não se sabe. O que se sabe é que o Congresso Nacional, inclusive a esquerda moderada que o compunha, acatou a intervenção militar e depôs formalmente Jango, instalando em seu lugar um general.

A ideia era simplesmente arrumar um pouco a confusão e fazer novas eleições presidenciais. Vê-se, na capa da Revista Manchete (uma revista composta basicamente de fotografias com legendas, popularíssima à época) alusiva à data, Carlos Lacerda, o governador direitista do atual Rio de Janeiro, com um sorriso que se fosse maior saltar-lhe-iam da boca os dentes. Ele pensava que seria o próximo presidente, que poderia concorrer em eleições livres pouco tempo depois, sendo eleito por aquelas mesmas multidões que foram às ruas pedindo o fim do desgoverno janguista. Mas não. E aqui entramos em outra fieira de “Ses”: e se essa eleição tivesse ocorrido, como teria sido a História? E se Lacerda tivesse sido eleito? E se ele concorresse contra Jango ou Brizola, como teria sido? Nunca saberemos. Se porcos tivessem asas, eles voariam; não vale a pena pensar em “Ses”. O que vale notar é que o recrudescimento do confronto entre esquerda pró-soviética e direita pró-americana só fez aumentar, com a extrema-esquerda tomando em armas e lançando-se ao terrorismo, aos assaltos a banco, aos sequestros. E, no quadro deste recrudescimento, quatro anos depois de tomarem o governo – quatro anos depois de 1964, quatro anos depois da data que Bolsonaro quer comemorar – os militares tomaram o poder, com o Ato Institucional Número Cinco. Só o foram largar duas décadas depois. Estes anos, após o AI-5, é que foram os anos da verdadeira ditadura (ou, repito, comparada às que assolaram Argentina, Chile, etc., “ditabranda”).

Assim, não se pode, em justiça, comparar o 31 de março de 1964 com a situação que veio a acontecer depois. Primeiro, em 1964, houve uma resposta militar a um clamor popular. Depois, em 1968, houve a instauração de uma ditadura fechada, em resposta a uma situação estratégica de inimigos armados internos. Entre um e outro, tendo lá suas razões, os militares não organizaram as eleições que deveriam ter acontecido. O AI-5 foi um fruto do movimento de 1964? De certa forma, foi. Mas desta mesma forma, o 31 de março foi o fruto do desgoverno janguista, e o AI-5 do crescimento do terrorismo e da guerrilha foquista. O que tivemos ali foi uma situação cruel, em que, como me observou certa feita meu avô – o autor da Lei de Anistia (ampla, geral e irrestrita) que possibilitou a volta dos esquerdistas exilados, inclusive os culpados por crimes de sangue –, “brasileiro lançou-se contra brasileiro”. Uma tragédia, em que simplesmente participamos de outra tragédia a nível global, que foi a Guerra Fria e a rivalidade EUA-URSS.

A nossa cultura, felizmente, impediu que houvesse aqui algo semelhante à horrenda Guerra Civil Espanhola, em que igualmente os compatriotas voaram aos pescoços uns dos outros, resultando em um morticínio que serviu de prévia da Segunda Guerra Mundial. Aqui aposentamos os subversivos antes de enxotá-los. E os mandamos para Paris, não para o fundo do mar. Felizmente.

A grita da extrema-esquerda (incluindo aí a “extrema-imprensa”) contra as comemorações do 31 de março é outro ressurgimento desta mentalidade de guerra, desta mentalidade partidária, como se tivéssemos ainda a União Soviética e os Estados Unidos às vésperas de trocar bombas atômicas. A data de 31 de março de 1964 foi uma derrota política para a esquerda, e isto para eles já é algo a chorar, espernear e gritar. Basta ver como tratam hoje o impeachment de Dilma. Tudo é “golpe”, mesmo quando ocorre literalmente, como nos dois casos, a pedidos da população. Mas as torturas, os “desaparecimentos”, o terrorismo, os sequestros, as bombas, toda a parte realmente trágica daquele período da nossa História não veio diretamente do 31 de março mais que teria vindo do Comício da Central de Jango. Seria, realmente, péssima ideia comemorar o AI-5, ainda que se possa perfeitamente defender que tenha sido necessário no momento, dado o perigo da guerrilha comunista, apoiada e financiada do estrangeiro. Mas foi uma tragédia. O 31 de março não. Não houve mortes então. Não houve tortura, não houve bombas em aeroportos ou em portas de quartéis. Isso tudo veio depois. O 31 de março foi uma tentativa de – para usar uma palavra da moda – “livramento”, que infelizmente gorou. Pode ser comemorado, pode ser lamentado, mas certamente não faz sentido algum tratá-lo como a esquerda o trata, como se naquele momento – e não no AI-5 – se houvessem aberto as portas do inferno. Não; elas já estavam abertas, e continuaram ainda por muito tempo. Hoje dele ardem brasinhas na Coreia do Norte e em Cuba, com uma ou outra oculta na Nicarágua ou soltando fétida fumaça na Venezuela. Mas, felizmente, o inferno do Século 20 e de seus confrontos sanguinários entre ideologias ficou decididamente para trás. A História agora, como disse o “subversivo Marques”, só se repete como farsa.

A lei bandida

meio-ambiente-constituicao-720x285.jpg

 J. R. Guzzo,  Veja 

O ex-presidente Michel Temer, de novo em liberdade após curta estada no xadrez, é o mais recente porta-bandeira das tropas que combatem pelo cumprimento rigorosíssimo da lei, nos seus detalhes mais extremos, e não admitem nenhum tipo de punição para magnatas antes que a sua culpa fique comprovada no Dia do Juízo Universal. Até outro dia Temer era “o golpista” — ou, pelo menos, o vampiro que chefiava uma quadrilha de ladrões metida a cada instante com malas de dinheiro vivo, crimes anotados em fitas gravadas e outros horrores do mesmo quilate. Mas a vida brasileira tem sido isso mesmo. Hoje em dia não importa quem você é ou o que você faz; se estiver com o camburão da Lava-Jato na sua cola, o cidadão passa a ser imediatamente uma vítima do “moralismo”, da “repressão judicial” e dos “linchadores” que querem “rasgar as leis deste país” etc. etc. Temer, assim, passou a ser mais um símbolo do homem perseguido pela “ação ilegal” das autoridades — e o seu alvará de soltura foi comemorado como uma vitória do “estado de direito”, da majestade das leis e da soberania da Constituição.

Tudo bem. Temer só deveria ir para a cadeia depois de condenado em pelo menos um dos dez inquéritos por corrupção a que responde no momento; seus advogados sustentam a tese de que ele é inocente em todos os dez, nunca cometeu nenhum delito em quarenta anos de política, e enquanto os juízes acreditarem nisso o homem não pode ser preso. Ele não poderia aproveitar para fugir do Brasil? Poderia, mas não iria adiantar nada: seria preso no dia seguinte pela Interpol e mandado de volta. Não poderia, então, usar a liberdade para destruir provas? Talvez, mas teria de ser flagrado pela polícia fazendo isso para que a sua prisão fosse justificada. Mas o que transforma num desastre essa história toda, tanto o ato de prender como o ato de soltar, é a perversão da ideia de justiça que ela representa. O problema, aí, não é o despacho do juiz Marcelo Bretas, do Rio de Janeiro, que causou tanto escândalo ao mandar prender o ex-­presidente. O problema é a lei que permite o despacho de Bretas. Ela é exatamente a mesma que sustenta os direitos do réu. Conclusão: cumprir “a lei”, como exigem os campeões do “direito de defesa”, significa aceitar que o juiz Bretas tome decisões como essa quantas vezes lhe der na telha.

O “Brasil civilizado”, esse consórcio de gente bem-educada, liberal e moderna que acha um equívoco combater os crimes de primeira classe com penas de prisão, vive num mundo impossível. Acha que a decisão de Bretas foi uma aberração. Ao mesmo tempo, horroriza-se se alguém constata o fato puro e simples de que é a sagrada Constituição brasileira, com toda a penca de leis pendurada nela, que permite ao juiz agir exatamente como agiu. Não apenas permite — incentiva, protege e garante a absoluta impunidade para qualquer coisa que ele já tenha decidido ou venha a decidir. Ele, Bretas, e mais 100% das autoridades judiciárias do país. Mas vá alguém sugerir, mesmo com cuidado máximo, que a Constituição é hoje a maior ferramenta para promover a negação da justiça no Brasil — o mundo vem abaixo na hora e quem fez a crítica é excomungado automaticamente como um inimigo do “estado de direito”. Mas aí é que está: a verdade, para falar as coisas como elas realmente são, é que a Constituição funciona como a grande incentivadora do crime cinco-estrelas — o que é cometido por gente rica, poderosa ou detentora de autoridade a serviço do Estado. É ruim na ida e ruim na volta.

A comprovação definitiva da insânia, no episódio Temer, é que o desembargador que o soltou, Ivan Athié, um veterano especialista em libertar ladrões do Erário, ficou sete anos afastado da magistratura por acusações de praticar estelionato. Mas está lá de volta, em cumprimento ao que diz a Constituição. Mais: na mesma ocasião, e no mesmo local, a Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro deu posse a quatro deputados que se encontram, fisicamente, presos na Penitenciária de Bangu e a mais um detido em prisão domiciliar. Ou seja — o sujeito não pode andar na rua, mas pode ser deputado estadual. De novo, é o respeito religioso à lei que produz esse tipo de depravação aberta. Parece errado, mas a Constituição Cidadã diz que é certo. Tudo isso — Bretas, Temer, Athié, presidiários-deputados — significa “a vitória das instituições”, segundo nos garantem os defensores da legalidade acima de tudo. Perfeito. O único problema é que as instituições brasileiras de hoje são um lixo. Pode ser feio dizer ­isso, com certeza. Mas dizer o contrário é simplesmente falso.

Publicado em VEJA de 3 de abril de 2019, edição nº 2628

Vargas Llosa: uma vida pela liberdade.

6a00d8341c595453ef01b7c95c19b7970b-500wi

Enrique Krause, editor da revista Letras Libres,
 Instituto Independiente:

En la cena de Pascua que año tras año, desde hace milenios, se celebra en la tradición judía, hay un canto fascinante. Se titula Nos bastaría.Data del siglo IX y es una concatenación de expresiones de gratitud por los prodigios sucesivos que el pueblo de Israel recibió en su éxodo de cuarenta años hacia la tierra prometida. Extraído de su contexto religioso, el canto suena más natural y permanente. Puede expresar, por ejemplo, la gratitud acumulativa de hijos a padres, de discípulos a maestros. En ocasión de su cumpleaños 81, quiero recurrir a esa antigua fórmula para expresar a Mario Vargas Llosa mi gratitud de lector, de intelectual, de liberal y de amigo.

Si solo hubiera leído su obra de ficción, me bastaría. Cuántas aventuras e historias me han hecho vivir vicariamente esos libros, con su vaivén de temas amorosos, políticos y sociales. Cuánto agradezco el anclaje de sus novelas en la mejor tradición realista del siglo XIX, las sorpresas de su técnica faulkneriana, las emociones de sus tramas, sus personajes inolvidables, su magnífica arquitectura, su estilo preciso, claro y penetrante, tan alejado de nuestros funestos ismos: barroquismo, regionalismo, sentimentalismo.

Pensando solo en algunos títulos que he reseñado, recuerdo Historia de Mayta. Todo lo que hay que decir del fanatismo guerrillero en América Latina está ahí: fue una torcida religiosidad católica radicalizada hacia el marxismo y enamorada de su autoproclamada virtud, que llenó de muerte la región para luego volver la vista atrás sin verdadera conciencia o memoria de su responsabilidad en la tragedia. Años después leí La fiesta del Chivo, ese retrato alucinante y definitivo del dictador latinoamericano que también lo es de la sociedad y el entorno que lo reclama y aplaude, y que, finalmente, en un raro grito de libertad, a veces, lo exorciza. Nada más remoto a Vargas Losa que la fascinación del poder (tan característica en nuestra cultura y nuestra literatura). Pero lo notable es su capacidad de canalizar su repulsión hacia la recreación puntual, quirúrgica de la maldad. La literatura se vuelve así la mejor venganza. Y, sin embargo, no basta la venganza: es preciso soñar con un mundo mejor, con un mundo perfecto, y ese fue el motivo de otra novela que leí con avidez: el retrato casi titánico de Flora Tristán, tan ligada a la historia peruana, a la historia del arte y a la historia de una idea que obsesiona a Vargas Llosa como obsesionó a la humanidad desde la Ilustración, y que nuestro tiempo, quizá, ha sepultado: la idea de la utopía.

Si Mario Vargas Llosa solo me hubiera dado, como lector, su obra de ficción, me bastaría. Pero me ha dado también una extraordinaria obra monográfica de no ficción. La utopía arcaica, por ejemplo. Publicado en 1996, no conozco análisis histórico y antropológico más exhaustivo y riguroso sobre el indigenismo. Proviniendo de Perú, con su omnipresente herencia indígena, Vargas Llosa logra comprender (antes que criticar) el pensamiento y la obra de autores notables (como José María Arguedas) que creyeron en la restauración de una Arcadia incaica tan imaginaria como imposible. En 1993 Mario publicó otra obra memorable, El pez en el agua (su autobiografía), exorcismo de una campaña presidencial que viví de cerca. Ese ajuste de cuentas de Mario consigo mismo me permitió asomarme, como biógrafo, a la vida temprana de Vargas Llosa y me ayudó a comprender los límites de la acción política para un intelectual.

Si Vargas Llosa solo nos hubiera dado sus novelas y sus monografías y no hubiera escrito ensayos, reportajes o artículos, nos bastaría. Pero ocurre que también nos ha dado (y sigue dando) una obra vasta y aguda en esos géneros. Sus ensayos no son académicos ni teóricos: son ensayos narrados, llenos de color y vivacidad. Y de combatividad moral. Cuando comencé a leerlo en Plural, comprendí que Mario era una especie de cruzado de la libertad. Su adhesión a la revolución cubana no fue un acto de sumisión ideológica: fue un acto de fe en una causa liberadora que pronto reveló su cara autoritaria. En aquellos años setenta, Mario transitó de la liberación a la libertad, de Sartre a Camus, del universo racionalista y revolucionario francés al universo empírico y liberal inglés. Sus autores fueron los míos. Fue entonces cuando lo conocí en Lima. Estábamos en la antesala de la década de los ochenta, en la que Vuelta se enfrentó a las dictaduras de derecha y las revoluciones de izquierda. Mario dio buena parte de esa batalla en la revista de Octavio Paz. Sus causas eran las nuestras. Fue un decenio decisivo en su vida, con la publicación de La guerra del fin del mundo (esa obra maestra en la tradición tolstoiana), sus desgarradores reportajes como La matanza de Uchuraccay y sus textos sobre la alternativa democrática y liberal para América Latina. Mario no piensa ya como Sartre pero encarna puntualmente al “intelectual comprometido” con su tiempo. Toda injusticia, todo conflicto, todo extremo lo incita a escribir, a reportear, como un joven impetuoso en busca del peligro, en Irak, en Oriente Próximo, en Venezuela.

Si Mario nos hubiera legado su obra de ficción, sus monografías y ensayos, sus artículos y reportajes, pero no hubiera desplegado ningún esfuerzo político directo, obviamente nos bastaría. Pero también ha desplegado ese esfuerzo. Su campaña presidencial, vilipendiada en su tiempo, fue la semilla de los cambios democráticos que, desde entonces, no sin recaídas lamentables, ha vivido la región. En 1990 (¿cómo olvidarlo?) sentenció al sistema político mexicano con dos palabras: “dictadura perfecta”. Años más tarde creó la Fundación para la Libertad, que ha congregado al pensamiento liberal ofreciendo soluciones prácticas a los problemas de la región. He acompañado a Mario en varios encuentros de la Fundación pero ninguno se compara al que tuvo lugar en Venezuela, cuando Hugo Chávez, en una de sus típicas bravuconadas, lo retó a un debate público. Aquella noche en el hotel rodeamos a Mario como un equipo en torno a un boxeador que la mañana siguiente libraría una pelea por el campeonato mundial. A última hora Chávez reculó: él solo debatía con presidentes, no con escritores.

Si a lo largo de más de medio siglo de actividad literaria e intelectual nuestros caminos no se hubieran cruzado, le estaría obviamente agradecido. Pero para mi fortuna nuestros caminos se cruzaron. Nuestra amistad se construyó alrededor de las revistas Vuelta y Letras Libres. Y hemos sido compañeros de una larga travesía liberal en la cual yo he aprendido mucho. No cesa de admirarme su combatividad, su energía, su capacidad para reinventarse. ¿De dónde provienen?

Muchas veces he creído ver en el rostro de Mario una expresión de tristeza o lástima ante el macabro espectáculo del mundo. Pero de pronto, con naturalidad, aparece una sonrisa. Hay un estoico en el fondo de Mario, pero un estoico que responde con imaginación, ironía e inteligencia. Y con humor. El trabajador espartano se divierte y reencuentra el amor. Por eso, en momentos de desfallecimiento o duda, me basta hablar con él por teléfono para recobrar la alegría.

Gracias, Mario. No llegaremos a la Tierra Prometida. No existe la Tierra Prometida. La Tierra Prometida es la literatura: vida en libertad.

El autor es escritor y director de la revista Letras libres.

Song Of India - Tommy Dorsey

29 de Março de 1891: Morre o pintor francês Georges Seurat, fundador da escola francesa do neo impressionismo e o criador do pontilhismo.

29 de Março de 1891: Morre o pintor francês Georges Seurat, fundador da escola francesa do neo impressionismo e o criador do pontilhismo.:

Pintor francês, nascido a 2 de Dezembro de 1859 e falecido a 29 de Março de 1891, foi o fundador da escola francesa do neo impressionismo e o criador do pontilhismo, uma técnica de pintura constituída pelo uso de um número elevadíssimo de pequenos pontos coloridos. Esta técnica é considerada precursora de certas correntes modernistas dos inícios do século XX. 
Georges Seurat nasceu numa família abastada. O seu pai, Antoine Chrysostome Seurat, era funcionário público. Em 1877, ingressou na Escola Superior de Belas-Artes de Paris. Um dos seus professores foi um discípulo de Jean-Auguste-Dominique Ingres. Seurat foi fortemente influenciado por Rembrandt e Francisco Goya. Os seus estudos na Escola de Belas Artes foram interrompidos durante um ano devido à prestação de serviço militar na base de Brest. Depois de ver uma obra sua rejeitada pelo Salão de Paris, Seurat aliou-se aos artistas independentes da referida cidade. Em 1884, ele e outros pintores (incluindo Maximilien Luce) formaram a Société des Artistes Indépendants. Fazia parte deste movimento o pintor Paul Signac com o qual  Seurat partilhou as suas ideias  sobre o pontilhismo. Seurat morreu em Paris aos 31 anos de idade. A causa da sua morte é incerta, e foi atribuída a uma  meningite. O seu filho morreu duas semanas depois da mesma doença. O último trabalho realizado pelo pintor, O Circo, foi deixado inacabado.
Fontes: Georges-Pierre Seurat. In Infopédia [Em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2012. 
             Wikipedia



Ficheiro:Georges Seurat 1888.jpg
Georges Seurat em 1888

Arquivo: Um domingo em La Grande Jatte, de Georges Seurat, 1884.png
Uma Tarde de Domingo na Ilha de Grande Jatte- Georges Seurat

Arquivo: Seurat bathers.png
Banhistas em Asnières- Georges Seurat
File:Georges Seurat 036.jpg
Figuras sentadas - Georges Seurat


Arquivo: Georges Seurat 019.jpg
O Circo - Georges Seurat