"O maior inimigo da autoridade é o desprezo e a maneira mais segura de solapá-la é o riso." (Hannah Arendt 1906-1975)

terça-feira, 30 de abril de 2019

Filosofia acima de tudo. Literatura acima de todos: 25 livros fundamentais

Filosofia acima de tudo. Literatura acima de todos: 25 livros fundamentais:

Filosofia acima de tudo. Literatura acima de todos: 25 livros fundamentais
Os historiadores apontam que o grego Tales de Mileto, que viveu entre os anos 624 e 546 a.C., foi o primeiro filósofo do mundo, pois empenhava a maior parte de seu tempo em refletir sobre questões ligadas ao ser humano e à natureza. Desde então, a Filosofia tem sido praticada ininterruptamente e nenhuma atividade permanece tanto tempo sem demonstrar sua utilidade na vida humana. Ainda que a filosofia e a sociologia sejam vistas hoje como aprendizados secundários, a verdade é que a busca pela sabedoria e pelas respostas às perguntas fundamentais da vida são a base para a construção de qualquer conhecimento. Para os que desejam se aprofundar no universo filosófico, a Revista Bula reuniu em uma lista 25 obras essenciais. Os livros datam de diferentes épocas e ajudam a construir um painel sobre a história da filosofia. Entre os destaques, estão “Crítica da Razão Pura” (1781), de Immanuel Kant; “A Sociedade do Espetáculo” (1967), de Guy Debord; e “O Segundo Sexo” (1949), de Simone de Beauvoir.

A Paisagem Moral (2010), de Sam Harris
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Sam Harris é um dos líderes do movimento que prega o abandono da religião em nome da ciência: o Novo Ateísmo, também defendido com veemência por Richard Dawkins, Daniel Dennett e Christopher Hitchens. Em “A Paisagem Moral”, o autor pretende demolir de vez a benevolência com que muita gente aborda a religião, como se a ciência não tivesse o que opinar no plano moral. Segundo ele, a neurociência pode sim contribuir na busca pela maximização do bem-estar disseminado que define, em sua visão, o pensamento moral. Em capítulos que tratam do bem e do mal, de crenças, de religião e do futuro da felicidade, Harris descreve resultados de estudos em neurociência que não só definem a ideia de moral, mas também lançam luz sobre os equívocos e a irrelevância da religião.
Problemas de Gênero (1990), de Judith Butler
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Neste livro, que funda a Teoria Queer, Judith Butler apresenta uma crítica contundente a um dos principais fundamentos do movimento feminista: a identidade. Para Butler, não é possível que exista apenas uma identidade: ela deveria ser pensada no plural, e não no singular. Com essa formulação radical, Judith Butler interroga também a categoria de heterossexualidade, de forma a relançar a oposição sexo e gênero em novas coordenadas, com perguntas como: “O que é ser homem e o que é ser mulher?”; “O que faz um homem ser homem e o que faz de uma mulher uma mulher?”; questões que contemplam a multiplicidade de sexualidades, tão visíveis na contemporaneidade. Judith Butler nasceu em Cleveland, nos Estados Unidos, em 1956. Ela é considerada uma das principais teóricas sobre feminismo e política na atualidade.
Crítica da Razão Cínica (1983), de Peter Sloterdijk
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Partindo de uma reflexão sobre a obra “Crítica da Razão Pura”, de Kant, Sloterdijk destrincha e recompõe o legado da filosofia ocidental de cunho racionalista e progressista, rompendo com criatividade os moldes clássicos de argumentação de Adorno e Horkheimer, de Sartre e de Foucault. Provocador e perspicaz, o filósofo alemão desconstrói as raízes do Esclarecimento, que, ao solapar os idealismos vigentes, plantou os alicerces do niilismo moderno e um cinismo generalizado. Sloterdijk contrapõe o bem-humorado kynismos grego ao cinismo moderno, superado em qualidade pela sabedoria irreverente dos antigos — a começar pela pregação do grego Diógenes, peça importante na obra de Sloterdijk.
Vigiar e Punir (1975), de Michel Foucault
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O livro reúne um estudo científico, fartamente documentado, sobre a evolução histórica da legislação penal e dos respectivos métodos coercitivos e punitivos adotados pelo poder público na repressão da delinquência. Métodos esses que vão da violência física às instituições correcionais. Michel Foucault utiliza-se de mecanismos sociais e análises filosóficas para retratar os sistemas penais ocidentais contemporâneos. Por meio de documentos históricos, o autor não considera a prisão como uma forma humanista de cumprir pena e mostra a prisão como um instrumento de dominação e manipulação nas relações de poder, invertendo o foco do criminoso para as instituições criminalizadoras. Michel Foucault nasceu em Poitiers, na França, em 1926; e morreu em Paris, em 1984. Ele ficou conhecido por abordar filosoficamente a relação entre poder, conhecimento e controle social.
Uma História da Filosofia Ocidental (1969), de Bertrand Russell
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“Uma História da Filosofia Ocidental” é uma obra monumental, que inclui muitos dos mais discutidos autores nas diferentes áreas do conhecimento: da lógica às ciências políticas, da economia à antropologia. Bertrand Russell, considerado um dos maiores pensadores dos séculos 19 e 20, reflete de modo muito eclético e espirituoso sobre a filosofia ocidental desde os pré-socráticos até seus dias. O livro é considerado essencial tanto para os amantes de filosofia quanto para quem quer conhecer um pouco mais sobre os grandes pensadores da nossa história. Bertrand Russell nasceu em 1872, em Trelleck, no Reino Unido; e morreu em 1970, na cidade de Penrhyndeudraeth. Em reconhecimento a sua obra, ele recebeu o Prêmio Nobel de Literatura em 1950.
A Sociedade do Espetáculo (1967), de Guy Debord
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“A Sociedade do Espetáculo” é a obra filosófica e política mais famosa de Guy Debord e uma análise impiedosa da invasão de todos os aspectos do cotidiano pelo capitalismo moderno. O espetáculo, segundo o autor, é “uma droga para escravos que empobrece a verdadeira qualidade da vida”, uma imagem invertida da sociedade desejável, na qual as relações entre as mercadorias suplantaram os laços que unem as pessoas, conferindo-se a primazia à identificação passiva, em detrimento da genuína atividade. O autor afirma que quanto mais o espectador aceita reconhecer-se nas imagens dominantes da necessidade, menos compreende a sua própria existência e o seu próprio desejo. “A Sociedade do Espetáculo” é a precursora de toda análise crítica da sociedade de consumo, a mais aguda crítica à falsificação da vida comum.
A Condição Humana (1958), de Hannah Arendt
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No livro “A Condição Humana”, Hannah Arendt pondera sobre como e porque foi possível o surgimento do totalitarismo. A autora também examina a relação entre totalitarismo e tradição, e como ele converteu-se em uma fenomenologia das atividades humanas fundamentais — ameaçando sempre a condição do homem em sociedade. Arendt sugere uma possibilidade de se reconsiderar a condição humana a partir da reflexão sobre as atividades que são comuns a todos os homens: o labor, o trabalho e a ação, conjunto que ela denomina como “vita activa”. Hannan Arendt foi uma das filósofas mais influentes do século 20. Seu trabalho filosófico abarca temas como política, autoridade, totalitarismo, educação, condição laboral, violência e a condição feminina.
O Segundo Sexo (1949), de Simone de Beauvoir
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O homem configura a posição central na sociedade e relega à mulher uma posição secundária, um papel de coadjuvante na História. Foi a partir dessa constatação e da pergunta “O que é uma mulher?” que a filósofa existencialista Simone de Beauvoir deu início à sua reflexão para escrever “O Segundo Sexo”. Sua preocupação, contudo, não foi equiparar um gênero a outro. Para ela, isso seria demasiado simplista, inclusive porque o homem é um ser absoluto, enquanto a mulher ainda não o é. Simone de Beauvoir procurou compreender de que maneira a mulher ocupou a posição de segundo sexo em diferentes sociedades, como ela se coloca no mundo e como contribui para essa configuração social. Simone de Beauvoir nasceu em Paris, em 1908, e morreu em 1986, na mesma cidade. Sua obra filosófica é uma das mais importantes para a teoria feminista.
O Ser e o Nada (1943), de Jean-Paul Sartre
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“O Ser e o Nada” dá continuidade a uma reflexão iniciada com pensadores como Kierkegaard, Jaspers e Heidegger, exercendo uma incontornável influência sobre as cinco últimas décadas. Sartre desenvolveu um prodigioso e completo sistema de “explicação total do mundo” por meio de um exame detalhado da realidade humana como ela se manifesta, estudando o abstrato concretamente. Ao ser publicado, “O Ser e o Nada” causou espanto, polêmica, protestos, admiração. Com sua originalidade transgressora e contestações às verdades eternas da tradição filosófica, constitui o apogeu da primeira fase da filosofia sartriana. Jean-Paul Sartre, conhecido como o representante do existencialismo, nasceu em 1905, em Paris; e morreu em 1980, na mesma cidade.
O Mito de Sísifo (1942), de Albert Camus
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“O Mito de Sísifo” trata-se de um ensaio clássico sobre o absurdo e o suicídio, publicado durante a Segunda Guerra Mundial. A guerra, a ocupação da França, o triunfo aparente da violência e da injustiça, tudo se opunha brutalmente à ideia de um universo racional. Os deuses que condenaram Sísifo a empurrar incessantemente uma pedra até o alto da montanha, de onde ela tornava a cair, caracterizaram um trabalho inútil e sem esperança que podia exprimir a situação contemporânea. “O Mito de Sísifo” analisa a fundo a questão do suicídio, em um ensaio que exerceu significativa influência sobre toda uma geração. Albert Camus nasceu em Mondovi, na Argélia, em 1913; e morreu em Villeblevin, na França, em 1960. Ele recebeu o Prêmio Nobel de Literatura em 1957.
Ser e Tempo (1927), de Martin Heidegger
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“Ser e Tempo”, do filósofo Martin Heidegger, é considerado um livro fundamental para os indivíduos que pretendem conhecer e entender o ser humano de forma integral. Seu principal propósito é a reflexão sobre o sentido do ser. A longa trajetória mental deste autor rendeu uma valiosa contribuição intelectual para a humanidade. “Ser e Tempo” ultrapassa em muito uma simples obra de filosofia e, mesmo tendo permanecido inacabada, esmiúça profundamente a reflexão de Heidegger sobre a existência humana. Martin Heidegger nasceu em Messkirch, na Alemanha, em 1889; e morreu Friburgo em Brisgóvia, em 1976. Considerado um dos filósofos e escritores mais originais do século 20, ele é reconhecido, principalmente, por suas contribuições para a fenomenologia e para o existencialismo.
Sobre a Liberdade (1859), de John Stuart Mill
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“Sobre a Liberdade” é uma defesa da individualidade e de sua autonomia diante da sociedade e do Estado. Para Mill, a “tirania da maioria” impõe uma homogeneidade que atenta contra o desenvolvimento pleno dos indivíduos, cuja soma constitui a própria sociedade. Desde que não causem prejuízo aos seus semelhantes, os indivíduos deveriam ser livres para fazerem o que bem entendem. Segundo o crítico literário Ian Watt, esse livro “é um dos poucos textos canônicos entre os evangelhos do individualismo”. John Stuart Mill nasceu em Londres, na Inglaterra, em 1806; e morreu em Avignon, na França, em 1873. Normalmente associado ao liberalismo econômico, ele desenvolveu um pensamento profundamente individualista.
Ou-ou: Um Fragmento de Vida (1843), de Kierkegaard
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Essa é considerada uma obra ímpar dentro da literatura e da filosofia ocidentais. Se não fosse o fato de, na Europa de então, a língua dinamarquesa ficar submersa por outros idiomas dominantes, certamente teria sido reconhecida como um clássico na geração seguinte ao seu aparecimento. Vista no conjunto da produção de Kierkegaard, “Ou—Ou: Um Fragmento de Vida” introduz a maioria das ideias e categorias que o filósofo desenvolve posteriormente e, para citar apenas alguns exemplos, encontram-se na obra os conceitos sobre o estético e o ético, o ético e o religioso, o desespero e a esperança, o amor em todas as suas fases e modalidades, os diferentes tipos e usos do pensamento, a liberdade, entre outros. Søren Aabye Kierkegaard nasceu em 1813, em Copenhague, na Dinamarca; e morreu em 1855, na mesma cidade.
O Mundo como Vontade e Representação (1819), de Arthur Schopenhauer
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Esta obra fundamental de Schopenhauer, escrita em estilo claro, elegante e contundente, abrange temas que vão da epistemologia à ética. Platão, Kant e o Vendantismo são referências permanentes ao longo de todo o texto. Assim, Schopenhauer associa a dialética de Kant — do nômeno e do fenômeno; com a visão platoniana — das ideias claras e do mundo incerto; para definir suas constantes filosóficas. E da esfera da representação (do que existe apenas para o sujeito), alcança a vontade como a essência íntima do mundo e dos corpos. Arthur Schopenhauer nasceu em Danzig, Polônia, em 1788; e morreu em Frankfurt, na Alemanha, em 1860. Conhecido por seu pessimismo filosófico, ele foi o primeiro a introduzir o pensamento indiano e alguns dos conceitos budistas na metafísica alemã.
Fenomenologia do Espírito (1807), de Georg W. Friedrich Hegel
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Nesta obra, Hegel pretende iniciar sua tentativa de construir um Sistema de Filosofia, com a Fenomenologia do Espírito, onde a fenomenologia desempenha a função de ser uma introdução à Ciência. A intenção do autor é articular com o fio de um discurso científico — ou com a necessidade de uma lógica — as figuras do sujeito ou da consciência que se desenham no horizonte do seu afrontamento com o mundo objetivo. Hegel nasceu em Stuttgart, na Alemanha, em 1770; e morreu em Berlim, em 1831. Considerado um dos filósofos mais influentes da história, ele fez parte do movimento chamado Idealismo Alemão, marcado por intensas discussões filosóficas entre pensadores dos séculos 18 e 19. Essas discussões eram pautadas na obra “Crítica da Razão Pura”, de Immanuel Kant.
Reivindicação dos Direitos da Mulher (1792), de Mary Wollstonecraft
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Considerado um dos documentos fundadores do feminismo, o livro denuncia a exclusão das mulheres do acesso a direitos básicos no século 18, especialmente o acesso à educação formal. Escrito em um período histórico marcado pelas transformações que o capitalismo industrial trazia para o mundo, o texto discute a condição da mulher na sociedade inglesa de então, respondendo a filósofos como John Gregory, James Fordyce e Jean-Jacques Rousseau. Mary Wollstonecraft nasceu em 1759, em Londres, na Inglaterra; e morreu em 1797, na mesma cidade. Libertária, ela fez de sua própria vida uma defesa da emancipação feminina: envolveu-se na Revolução Francesa e foi uma precursora do amor livre. Sua filha, Mary Shelley, é a autora de “Frankestein” (1818).
Crítica da Razão Pura (1781), de Immanuel Kant
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Em “Crítica da Razão Pura”, Immanuel Kant tenta resolver filosoficamente o tão difícil e debatido confronto de ideias. A seu ver, o conhecimento do que é estranho aos homens depende de duas categorias: o espaço e o tempo. Segundo Kant, a razão desdobra-se em contradições, mas apenas aparentes. Este filósofo alemão entendia que era dialeticamente progressiva a doutrina sobre o papel dos antagonismos no processo histórico na vida da sociedade, e da teoria sobre a necessidade da paz perpétua. Segundo ele, o meio para estabelecer e conservar a paz encontra-se no desenvolvimento do comércio e das relações internacionais. Immanuel Kant é considerado o último grande filósofo dos princípios da era moderna, famoso sobretudo pela sua concepção conhecida como transcendentalismo.
Investigação Sobre os Princípios da Moral (1751), de David Hume
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Esta obra é, segundo o próprio Hume, a expressão final e definitiva de suas ideias e de seus princípios filosóficos. Com este livro, Hume mostra que uma investigação deve proceder de fatos observados sobre o comportamento humano, deixando de lado quaisquer esquemas puramente hipotéticos e idealizados acerca da “real natureza” do homem. Seu modo de estudo é a antiga ideia do homem como um ser caracteristicamente racional, e a consequente tentativa de fundamentar na razão todas as atividades que são próprias do ser humano — entre elas, a busca do conhecimento e do aprimoramento moral. David Hume nasceu em Edimburgo, na Escócia, em 1711; e morreu em sua cidade natal, em 1776. Considerado um dos mais importantes pensadores do iluminismo escocês, ele se tornou famoso por defender o ceticismo e empirismo radical.
Discurso do Método (1637), de René Descartes
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Penso, logo existo: tal proposição resume o espírito de René Descartes, sábio francês cuja obra inaugurou a filosofia moderna. Em uma época em que textos filosóficos eram escritos em latim, voltados apenas para os doutores, Descartes publicou “Discurso do Método” redigido em francês, que era considerado uma língua vulgar. Ele defendia o uso público da razão e escreveu o ensaio pensando em uma audiência ampla. Queria que o pensamento crítico fosse comum a todos os homens. Moderno, Descartes postulava a ideia de que a razão deveria permear todos os domínios da vida humana, numa atividade libertadora, voltada contra qualquer dogmatismo. Evidentemente, essa premissa revolucionária lhe causou problemas, sobretudo no âmbito da igreja: em 1663, vários de seus livros foram proibidos.
Ensaios (1595), de Michel de Montaigne
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Personagem de vida curiosa, Michel de Montaigne, é considerado o inventor do gênero ensaio. Herdeiro de uma fortuna deixada pelo avô, um comerciante de peixes abastado, foi alfabetizado em latim e prefeito de Bordeaux. A certa altura, retirou-se para ler, meditar e escrever sobre praticamente tudo. Em “Ensaios”, o leitor tem uma visão abrangente do pensamento de Montaigne, passando por temas como o medo, a covardia, a preparação para a morte, a educação dos filhos, a embriaguez, a ociosidade. Há um ensaio de maior interesse para os brasileiros: “Sobre os Canibais” foi inspirado no encontro que Montaigne teve, em 1562, em Ruão, com os índios da tribo Tupinambá, levados para serem exibidos na corte francesa. Michel de Montaigne nasceu em 1533, no Castelo de Montaigne, na França, e morreu no mesmo local, em 1592.
O Príncipe (1532), de Nicolau Maquiavel
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Nesta obra, Maquiavel expressa nitidamente o seu desejo de ver uma Itália poderosa e unificada. Para que isso aconteça, ele acredita que a nação precisa de um monarca com pulso firme, que defenda seu povo sem medir esforços. Em 26 capítulos, o autor elenca os tipos de principado existentes e as diferenças entre cada um deles. Maquiavel também discorre sobre os alicerces do poder, analisando as leis e as armas e, por fim, debate as normas de conduta necessárias para que um Príncipe consiga reconstruir a Itália. Nicolau Maquiavel foi um filósofo e historiador do Renascimento, considerado o fundador da ciência política moderna. A obra “O Príncipe” foi escrita em 1513, mas a primeira edição foi publicada postumamente, em 1532. Ainda hoje, é considerada um guia sobre como chegar ao poder e mantê-lo.
Cartas a Lucílio (1494), de Séneca
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As cartas de Sêneca a Lucílio são consideradas a grande obra-prima do filósofo latino e apresentam uma síntese dos princípios de sabedoria, virtude e liberdade que o pensador perseguiu em vida. Influenciado pela escola estoica e também pelos ideais epicuristas, Sêneca refletiu sobre as mais profundas contradições da condição humana, questionamentos universais, que acompanham a sociedade desde o início da Era Cristã até a atualidade. Sua filosofia aborda a busca da felicidade, o medo da morte, as desilusões, a amizade e levanta uma das principais questões dos nossos dias: como conjugar qualidade de vida e tempo escasso. As cartas de Sêneca fazem parte de uma longa tradição do gênero epistolar, e se distinguem das cartas comuns por não se destinarem à comunicação de natureza pessoal ou familiar, aproximando-se mais da crônica histórica.
Confissões (398 d.C.), de Agostinho de Hipona
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Redigido no século quatro, entre Antiguidade e Idade Média, as “Confissões”, de Agostinho de Hipona são um clássico atemporal. Por um lado, pela densidade poética e pela originalidade da escrita, elas representam um marco único na história da literatura ocidental. Por outro, Agostinho elabora nelas uma nova maneira de fazer filosofia, estranha à tradição antiga, por ser baseada não apenas em conceitos abstratos e deduções, mas sobretudo na observação fina dos movimentos psicológicos, das motivações interiores e do significado de pequenos fatos e gestos cotidianos. Agostinho de Hipona, conhecido como Santo Agostinho, nasceu no ano de 354, em Tagaste, na atual Argélia; e morreu em 430, na cidade de Hipona. Ele é considerado o mais importante teólogo dos primeiros séculos do cristianismo.
A República (380 a.C.), de Platão
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Autor de vasta obra filosófica, Platão preocupou-se com o conhecimento das verdades essenciais que determinam a realidade e, a partir disso, estabeleceu os princípios éticos que devem nortear o mundo social. “A República” é uma das obras-primas de Platão. Nela, o filósofo expõe suas ideias políticas, filosóficas, estéticas e jurídicas. Aqui se encontra a “Alegoria da Caverna”, uma das mais belas passagens de toda obra de Platão. O filósofo imaginou um estado ideal, sustentado no conceito de justiça, em que o problema da tirania e da democracia se encontram na pauta dos debates. Platão foi um dos responsáveis por construir os alicerces da filosofia ocidental. Ele também fundou a Academia de Atenas, a primeira instituição de educação superior do mundo.
A Ética a Nicômaco, de Aristóteles
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“Ética a Nicômaco” é a principal obra de Aristóteles sobre Ética. Nela, o autor expõe sua concepção teleológica de racionalidade prática, sua ideia de virtude como moderação e suas considerações acerca do papel do hábito e da prudência. É considerada a mais amadurecida e representativa obra do pensamento aristotélico, na qual o autor cria uma intuição moral completamente nova. O título da obra advém do nome de seu filho, e também discípulo, Nicômaco. Supõe-se que a obra seja resultado das anotações feitas por Nicômano, durante aulas ministradas pelo seu pai, e publicadas pelos discípulos de Aristóteles depois da morte prematura do jovem em combate. Aluno de Platão, Aristóteles nasceu em Estagira, na Grécia, em 384 a.C.; e morreu em Atenas, em 322 a.C.

A “PIADA” DOS HIPÓCRITAS


         Cada vez mais desesperados, os hipócritas continuam na sua saga de perseguição ao governo do Presidente Bolsonaro, Aliás, é bom frisar, democraticamente eleito.
         Não vou repetir (pela undécima vez) a definição de hipócrita. Até porque, quem age assim sabe perfeitamente que é um (apesar de creditar este seu comportamento à uma tal de ideologia política).
         Depois de criarem milhares de “fake news” para tentar desestabilizar o Governo (reitero: eleito legitimamente) agora – para defender e “justificar” o mau-caratismo do seu guru – partem para reproduzir velhas anedotas (como se isso “disfarçasse” o mau comportamento do fanatismo irracional... ops, cometi um pleonasmo).
         A última “malandragem” deu-se na defesa de Lula da Silva (o notório condenado) quando algunshipócritas readaptaram a velha piada do bêbado e da “beata” para declararem que a bebedeira não ultrapassa a ressaca. Só esqueceram que tal fato ocorre à pessoa que bebe eventualmente, jamais ao ébrio contumaz.
         Para comprovar o tiro no pé (mais um...), ainda provocam perguntando “onde o santo apareceu bêbado?”. Quem tem alguma memória lembrará a cena dantesca protagonizada pelo molusco em Davos, sentado e “brincando” de binóculos. É óbvio que surgirão vários “especialistas” dizendo que foi montagem... E a filmagem?
         Pois é, nesta “guerra dos desesperados” vale tudo. E, ao contrário do que disse Tim Maia, também vale homem com homem e mulher com mulher.
         Vale até plagiar anedota para santificar o condenado (o foi em todas as instâncias possíveis).

         Marcelo Aiquel – advogado (30/04/2019)

ORGANIZAÇÃO CRIMINOSA PETISTA EMITE NOTA DE APOIO À DITADURA ASSASSINA COMUNISTA DA VENEZUELA.


Comunicado contra tentativa de golpe na Venezuela

“A paz na Venezuela é uma luta de todas e todos os democratas latino-americanos e do mundo”, traz nota assinada pela presidenta, líderes do PT no Congresso e secretária Nacional de Relações Internacionais

30/04/2019 14h53
Foto: EBC

O Partido dos Trabalhadores condena a recente tentativa de golpe na Venezuela, levada a cabo pela oposição da direita golpista e antichavista.

Estes grupos opositores tentam há anos derrubar o governo democraticamente eleito do Partido Socialista Unido da Venezuela. Seu fracasso em alcançar este objetivo é um resultado claro do apoio que o partido e seu governo tem junto às pessoas, após anos de políticas voltadas ao bem-estar da população e contrárias à exploração imperialista e das elites locais.

Não aceitamos atitudes antidemocráticas como estas. A solução dos problemas venezuelanos passa por levantar o embargo econômico internacional de que o país e, principalmente, sua população, são vítimas. É importante que as forças democráticas busquem o caminho do diálogo e levem em consideração a vontade expressa no voto popular.

A paz na Venezuela é uma luta de todas e todos os democratas latino-americanos e do mundo.

Gleisi Hoffmann
Presidenta Nacional

Humberto Costa
Líder no Senado

Paulo Pimenta
Líder na Câmara

Monica Valente
Secretária de Relações Internacionais

Universidades com ‘balbúrdia’ terão verbas reduzidas, diz Weintraub

Universidades com ‘balbúrdia’ terão verbas reduzidas, diz Weintraub:

O ministro da Educação Abraham Weintraub afirmou que o Ministério da Educação (MEC) vai cortar recursos de universidades que não apresentarem desempenho acadêmico esperado e estiverem promovendo “balbúrdia” em seus campus. “Universidades que, em vez de procurar melhorar o desempenho acadêmico, estiverem fazendo balbúrdia, terão verbas reduzidas”, disse o ministro ao Estado.

Segundo Weintraub, três universidades já foram enquadradas nesses critérios e tiveram repasses reduzidos: a Universidade de Brasília (UnB), a Universidade Federal Fluminense (UFF) e a Universidade Federal da Bahia (UFBA). A Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), em Minas Gerais, está sob avaliação, afirmou o ministro.

O ministro afirmou que, no ambiente universitário, acontecem eventos políticos, manifestações partidárias ou festas inadequadas. “A universidade deve estar com sobra de dinheiro para fazer bagunça e evento ridículo”, disse. Ele deu exemplos do que considera bagunça: “sem-terra dentro do campus, gente pelada dentro do campus”.

De acordo com o MEC, as três universidades tiveram 30% das suas dotações orçamentárias anuais bloqueadas, medida que entrou em vigor na semana passada. Os cortes atingem as chamadas despesas discricionárias, destinadas a custear gastos como água, luz, limpeza, bolsas de auxílio a estudantes, etc. Os recursos destinados ao pagamento de pessoal são obrigatórios e não podem ser reduzidos.

Weintraub afirmou que o corte não afetará serviços como o “bandejão”. O MEC informou que o programa de assistência estudantil não sofrerá impacto, apesar desses recursos integrarem a verba discricionária.

A UnB disse que verificou no sistema bloqueio orçamentário “da ordem de 30%” e espera conseguir revertê-lo. A UFBA e a UFF não se pronunciaram.

(Com Estadão Conteúdo)

Declaração de Jandira Feghali sobre ditadura de Maduro gera revolta nas redes sociais


Declaração de Jandira Feghali sobre ditadura de Maduro gera revolta nas redes sociais:

Nesta terça-feira, 30, a deputada federal Jandira Feghali (PCdoB/RJ) postou uma nota no Twitter, em que declara apoio ao ditador Nicolás Maduro.

A postagem gerou revolta na internet, tanto de seus apoiadores, como de seus críticos.

Repudiamos mais essa tentativa de golpe na Venezuela com influência direta de forças estrangeiras, como o EUA, além de muita desinformação por parte da Grande Mídia local”, escreveu a deputada na rede social.

E completou:

A Venezuela precisa encontrar a saída de sua crise de forma soberana, através de seu povo, sem planos baixos por parte das forças internacionais neoliberais.”

Repercussão

O ator da Record TV, Victor Coelho, conhecido popularmente como Mionzinho, rebateu o post da deputada.

“Eu te atualizo, Maduro está jogando carros blindados contra a população e não tem golpe nenhum, um povo cansado de ditadura, quer novas eleições!”, disse.

O escrito Leandro Rushel também expressou sua indignação contra a deputada do Partido Comunista do Brasil.

“Canalha. Defensora de narcoditadura. Vocês tem sangue nas mãos”, escreveu Rushel.

Para o internauta Felipe Dias, o posicionamento de Jandira foi ‘cruel e desumano’.

“Golpe é o que a sra. levou na cabeça! Não acredito que alguém pode ser tão cruel e desumano ao ponto de apoiar uma ditadura sanguinária, a fome reina naquele país. Deus abençoe e liberte esse povo desse ditador cretino”, disse Felipe

Jandira Feghali obteve 71.646 votos totalizados nas Eleições 2018 e foi eleita Deputada Federal pelo estado do Rio de Janeiro

Confira os tweets na íntegra:

Eu te atualizo, Maduro está jogando carros blindados contra a população e não tem golpe nenhum, um povo cansado de ditadura, quer novas eleições!
— Victor Coelho (@ttmionzinho) April 30, 2019
Canalha. Defensora de narcoditadura. Vocês tem sangue nas mãos.
— Leandro Ruschel ���������� (@leandroruschel) April 30, 2019
Golpe é o que a sra. levou na cabeça! Não acredito que alguém pode ser tão cruel e desumano ao ponto de apoiar uma ditadura sanguinária, a fome reina naquele país. Deus abençoe e liberte esse povo desse ditador cretino.
— Felipe Dias (@Flifrds) April 30, 2019

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Bolsonaro diz que chance de intervenção militar do Brasil na Venezuela é "próxima de zero"

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Bolsonaro diz que chance de intervenção militar do Brasil na Venezuela é "próxima de zero":

O presidente Jair Bolsonaro disse nesta terça-feira que é "próxima de zero" a possibilidade de ...

Hayek previu o colapso da Venezuela há 75 anos

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Artigo de Roberto González e Liza Gellerman, publicado originalmente na National Review e traduzido para a Gazeta do Povo:

A Venezuela é uma catástrofe humana. A evidência é cruelmente visível e não pode ser explicada pelos defensores da tirania. Muitas pessoas apaixonadas por teorias desmascaradas há tempos nutriam grandes esperanças de que na Venezuela — apesar da enorme evidência histórica e empírica demonstrando o contrário — a promessa do socialismo funcionaria, não haveria perda de liberdades ou o país entraria em colapso.

Olhando para o século 20, deveríamos nos voltar para alguns dos mais proeminentes pensadores que viveram em condições semelhantes e dissecaram suas experiências para que nós aprendêssemos algo. A crise da Venezuela é um bom exemplo das duras lições aprendidas por uma geração, mas esquecidas pela geração seguinte.

Em 1944, Friedrich Hayek advertiu em ‘O Caminho para a Servidão” que a tirania inevitavelmente ocorre quando um governo exerce controle total da economia através do planejamento central. Mais de meio século depois, começando com a revolução de Hugo Chávez, a Venezuela iniciou seu próprio caminho para a servidão, expropriando milhares de empresas e até indústrias inteiras. 

As companhias mais afortunadas partiram antes que fosse tarde demais, enquanto os negócios que restavam foram entregues aos militares venezuelanos, sob cuja supervisão eles foram negligenciados até virar ruínas. Numa típica demonstração de guerra de classes, o governo publicamente tratava os donos de empresas como antipatrióticos, gananciosos lacaios dos interesses americanos, alegando que a pobreza na Venezuela tinha sido um resultado direto de sua existência.

O Chavismo criou uma atmosfera de desconfiança em que ninguém se sentia seguro o suficiente para investir na Venezuela. Mais importante, os tribunais não eram mais o lugar para receber reparação. Desde 1999, o Judiciário venezuelano foi sistematicamente empilhado com juízes leais ao executivo. 

Vinte anos após o socialismo se apossar do país, a Venezuela atingiu o fundo do poço em todos os índices possíveis de desenvolvimento. Hoje, 90% dos venezuelanos vivem abaixo da linha da pobreza e as taxas de inflação ultrapassam 1 milhão por cento. Um número recorde de crianças está morrendo de desnutrição, e quase todos os hospitais do país estão inoperantes ou precisam de suprimentos médicos básicos. As freqüentes quedas de energia em todo o país deixaram, às vezes, até 70% da Venezuela no escuro. A agenda socialista de Chávez pretendia estar a serviço de toda a nação, mas, como Hayek nos lembra, "a busca de alguns dos ideais mais estimados. . . [produz] resultados totalmente diferentes daqueles que esperávamos. "

Um excelente exemplo desse divórcio entre intenções e conseqüências reais é o controle de preços. Em 2014, a Lei do Preço Justo congelou o preço dos bens e serviços e estabeleceu uma pena de até 14 anos de prisão para aqueles apanhados "acumulando" ou contrabandeando comida. Há vários exemplos na história econômica que revelam as conseqüências do controle de preços, que afetam o equilíbrio estabelecido através da interação entre oferta e demanda. 

O controle de preços na Venezuela deu origem a longas filas, prateleiras vazias e, finalmente, cidadãos famintos. O governo estabeleceu preços artificialmente baixos, o que resultou em uma demanda exorbitante e no consumo excessivo de bens básicos. Por outro lado, os produtores começaram a ganhar menos porque se tornou inútil vender seus produtos dentro da Venezuela. 

Em vez disso, eles começaram a enviar seus produtos para o exterior ou para o mercado negro, no qual os vendedores podem ir presos por sua atividade e geralmente precisam pagar propinas para continuar operando. Esses riscos são refletidos em preços mais altos. As consequências reais das políticas equivocadas de Chavismo são reveladoras: os venezuelanos perderam uma média de dez quilos em 2017.

O governo autoritário de Nicolás Maduro sobre a Venezuela é a próxima peça do quebra-cabeça hayekiano. O sucessor escolhido por Chávez cavou um poço ainda mais fundo para o país. A explicação de Hayek de "Por que o pior chega ao topo" em seu livro ‘Caminho para a Servidão’ é particularmente útil para entender o estado atual da Venezuela nas mãos de Maduro. 

Nas palavras de Hayek, em algum momento um ditador tem que "escolher entre desconsiderar a moral comum e o fracasso", neste caso o fracasso significando a perda de poder sobre as vidas das pessoas. Esta é a razão, argumentou Hayek, de que os inescrupulosos e desinibidos têm maior probabilidade de permanecer no poder em uma sociedade que tende ao totalitarismo. Tragicamente 75 anos após a publicação de ‘Caminho para a Servidão’. 

Maduro e seus apaniguados têm respondido ao clamor de mudança dos famintos e desesperados colocando coletivos revolucionários ultraviolentos em ação na esperança de que milhões de pessoas recebam a mensagem: fiquem quietinhos em casa, e assistam — impotentes — como a noite da ditadura continua os engolfando.

Enquanto a maioria dos venezuelanos sofre, Maduro janta em restaurantes luxuosos e presenteia sua família com aventuras extravagantes. O comportamento corrupto do presidente é um reflexo de seu círculo íntimo, composto quase inteiramente de vigaristas. 

Para citar alguns, Diosdado Cabello, segundo no comando, que serviu como presidente da Assembléia Constituinte sob Maduro, é o chefe de uma organização internacional de tráfico de drogas conhecido como o Cartel de los Soles, juntamente com Néstor Reverol, ministro do interior e da justiça.

Os sobrinhos de Maduro, conhecidos na mídia como os narco-sobrinhos, estão presos nos Estados Unidos por seu envolvimento com o tráfico de drogas. Enquanto isso, o ex-vice-presidente da Maduro, Tarek El Aissami, agora ministro da Indústria e Produção Nacional, tem agido como um embaixador para a organização terrorista Hezbollah, convidando seus militantes para treinar com as Farc na Venezuela. Estas são apenas algumas das pessoas que conduziram o país ao caos e que têm seguido Maduro fielmente, enquanto o resto do país sofre com a fome, saques, doença e pobreza extrema.

Cada dia que Maduro permanece no poder representa outro dia em que o mundo cede aos princípios destrutivos do autoritarismo. O povo venezuelano se livrará desses ladrões mais cedo ou mais tarde, mas o mundo deveria ter aprendido uma lição com Hayek, da primeira vez. 

Roberto Gonzalez é um associado jurídico sênior e Liza Gellerman é pesquisadora jurídica júnior da Human Rights Foundation.

Trump ameaça Cuba com embargo ‘total’ por apoio à Venezuela

Trump ameaça Cuba com embargo ‘total’ por apoio à Venezuela:

O presidente americano, Donald Trump, ameaçou aplicar um embargo “total” a Cuba, nesta terça-feira (30), com um embargo “total” e com sanções, se não puser fim a seu apoio ao presidente venezuelano, Nicolás Maduro.

“Se as tropas cubanas e as milícias não PARAREM imediatamente as operações militares e de outro tipo com o propósito de provocar a morte e a destruição da Constituição da Venezuela, vamos impor um embargo pleno e total junto com sanções de alto nível”, tuitou Trump.

Segundo o secretário de Estado americano, Mike Pompeo, Maduro estava pronto para deixar a Venezuela e seguir para Cuba, mas foi dissuadido pela Rússia.

“Ele tinha um avião na pista, estava pronto para ir embora esta manhã, pelo que sabemos, e os russos disseram a ele que deveria ficar”, disse Pompeo, em entrevista à CNN.

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"Mito" diz que a decisão de invadir Venezula é sua e Gordo Geléia diz que não é e que não pode e que ele não deixa e que é o Congresso e aquela coisa toda...


“Palavra final é do Congresso”, esclarece Maia sobre tuíte de BolsonaroSALVARBrasil 30.04.19 18:37

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Rodrigo Maia reagiu ao post em que Jair Bolsonaro diz que “qualquer hipótese” sobre a Venezuela “será decidida exclusivamente pelo presidente da República”.

O presidente da Câmara lembra que a Constituição prevê que o presidente pode até consultar seu Conselho Nacional de Defesa, mas precisa da aprovação final do Congresso Nacional – seja para declaração de guerra ou decretação de estados de sítio ou defesa.

A prerrogativa do Parlamento para questões dessa natureza está estampada nos artigos 49 (II) e 84 (XIX), combinados com o artigo 137 (II) da Constituição.

“Com todo o respeito, os artigos da Constituição precisam ser respeitados. A palavra final é do Congresso”, disse a O Antagonista.

De fato, o artigo 49 informa que é “da competência exclusiva” do Congresso Nacional “autorizar o presidente da República” a declarar guerra, celebrar a paz e a permitir que forças estrangeiras transitem pelo território nacional ou nele permaneçam temporariamente.

Em seu artigo 84, a Constituição estabelece que é competência privativa do presidente “declarar guerra, no caso de agressão estrangeira”, desde que “autorizado pelo Congresso Nacional”.

Por fim, o artigo 137 diz que o presidente pode declarar estado de sítio em caso de “declaração de estado de guerra ou resposta a agressão armada estrangeira”, mas precisa “solicitar autorização ao Congresso Nacional”, que decidirá por maioria absoluta.

Se viola esses artigos, o presidente incorre em crime de responsabilidade, passível de processo de impeachment.

Lula, o incorrigível.

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 editorial do Estadão:

A entrevista que o ex-presidente e presidiário Lula da Silva concedeu na semana passada põe em dúvida a capacidade do sistema prisional de ressocializar os detentos. Pois o chefão petista, mesmo depois de um ano na cadeia, deu todos os sinais de que continua o mesmo: além de não reconhecer os crimes que cometeu, julgando-se um preso político, Lula não foi capaz de admitir nem sequer a participação da fina flor do lulopetismo nos maiores escândalos de corrupção da história brasileira, assim como não admitiu o envolvimento ativo do PT na ruína econômica, política e moral do País. Ou seja, é o Lula de sempre.

Na entrevista, dada aos jornais Folha de S.Paulo e El País, Lula, quando questionado sobre a corrupção petista, respondeu: “Ela (a corrupção) pode ter havido”. Isso significa que, para o ex-presidente, a condenação de alguns dos principais dirigentes petistas (inclusive do próprio Lula), de vários tesoureiros do partido e de diversos políticos que de uma forma ou de outra estavam ligados a governos petistas não é suficiente para caracterizar a corrupção petista. É difícil imaginar o que mais seria necessário para que o líder máximo do PT finalmente admitisse os crimes cometidos por ele e seus correligionários – primeiro passo para provar sua regeneração. 

Mas Lula ainda acha que é preciso uma “prova” e que ele seja julgado “em função das provas”. É como se os oito juízes que já o julgaram e o condenaram por unanimidade até agora, em três instâncias judiciais, fossem todos despreparados ou, pior, mancomunados para prejudicá-lo e, por extensão, aos pobres do País. Para Lula, aliás, a “farsa” de seu processo foi “montada no Departamento de Justiça dos Estados Unidos”. Com o passar do tempo, a narrativa lulopetista para as agruras do demiurgo de Garanhuns vai adquirindo contornos de fábula – ainda mais quando Lula diz que “combater a corrupção é uma marca do PT”.

Lula tampouco aceita fazer qualquer reflexão sobre seus erros e os do PT, que custaram o isolamento do partido mesmo entre as esquerdas. Ao contrário: o único “erro grave” que o ex-presidente admite ter cometido foi o de não ter feito “a regulamentação dos meios de comunicação” quando esteve no governo. Em português simples, se a imprensa tivesse sido “regulada” – um eufemismo nada sutil para censura e pressão –, Lula e seu partido não estariam sofrendo todos esses dissabores.

Para Lula, é preciso “fazer uma autocrítica geral neste país”, em razão “do que aconteceu em 2018 na eleição” – ou seja, quem precisa refletir sobre seus erros é o eleitor brasileiro, e não o PT. “O que não pode é este país estar governado por esse bando de maluco”, disse o ex-presidente – o mesmo que legou ao Brasil um desastre chamado Dilma Rousseff, responsável por dois anos de recessão e pelo colapso das contas públicas, e o mesmo que entregou o patrimônio nacional a quadrilhas de corruptos e a empresários desonestos.

Lula e o PT ainda são forças políticas consideráveis e poderiam ser importantes para a construção de uma oposição forte e atuante ao governo de Jair Bolsonaro, algo que é essencial ao bom funcionamento da democracia. Mas a irresponsabilidade e o espírito autoritário do lulopetismo impedem que o ex-presidente e seus devotos aceitem a democracia quando esta não lhes favorece – seja na forma do voto na urna, seja na forma de uma condenação judicial, mesmo que, em ambos os casos, tenham sido respeitados todos os trâmites estabelecidos na lei. 

Ao mesmo tempo que diz respeitar “o voto do povo” e que “o povo não é bom só quando vota em mim”, Lula colocou a eleição em dúvida ao dizer que foi “atípica”, pela “quantidade de mentiras” disseminadas pelos adversários – como se os petistas não usassem essas mesmas armas, desde sempre. Para Lula, que fez sua carreira dividindo o País entre “nós” e “eles”, nunca se viu “o povo com tanto ódio nas ruas”.

Assim, Lula continua a apostar na polarização – a mesma estratégia da militância que sustenta o presidente Bolsonaro. Ou seja, os dois extremos ganham, enquanto o País perde.

Venezuela rumo à guerra civil

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 Roberto Godoy,  pelo Estadão:

O movimento militar que ocorre nesta terça-feira, 30, na Venezuela deixa clara a divisão existente nas Forças Armadas do país e é o primeiro sinal de que agora o líder opositor autoproclamado presidente venezuelano, Juan Guaidó, tem apoio de uma parte significativa dos militares. 

Mais cedo, Guaidó anunciou que conta com o apoio de um grupo de militares para restaurar a democracia e "acabar com a usurpação de poder" - como os antichavistas se referem ao governo de Nicolás Maduro -, em um vídeo gravado de uma base aérea de Caracas e publicado nas redes sociais. 

A dúvida agora é se os militares que continuam apoiando Maduro são suficientemente articulados, têm poder suficiente para sair e colocar os organizadores dessa movimentação na cadeia.

A Inteligência brasileira ainda avalia quem são os militares que apoiam Guaidó para entender a dimensão deste levante. Recentemente, Maduro nomeou diversos generais na Venezuela, mas são oficiais que não possuem tropas e, por isso, têm pouco poder de mobilização dos militares de menor patente. 

Um fato importante de ter em mente é que o número de militares dissidentes do chavismo que cruzam as fronteiras para Colômbia e Brasil tem aumentado. Segundo autoridades de imigração colombianas, cerca de 1.400 militares da Venezuela desertaram para a Colômbia neste ano. Na Colômbia, esses desertores são recebidos por colombianos e, também, americanos.

O Exército brasileiro disse que mais de 60 integrantes das Forças Armadas venezuelanas migraram para o Brasil desde que Maduro fechou a fronteira em 23 de fevereiro para frustrar um esforço da oposição para levar alimentos e remédios para o país. 

Milícias chavistas

De qualquer maneira, é preciso lembrar das milícias que ainda apoiam Maduro. Últimos levantamentos de grupos de Inteligência mostram que esse grupo também tem diminuído, mas ainda é representativo. Na época do ex-presidente Hugo Chávez, morto em 2013, as milícias chegaram a quase 1 milhão de integrantes. Agora, o número aproximado é de 200 mil milicianos. Se Guaidó assumir de fato o poder, terá que lidar, no mínimo, com uma guerrilha ativa.

Qualquer que seja o resultado do levante desta terça, com Maduro se mantendo no poder por mais tempo ou Guaidó assumindo de fato a presidência venezuelana, a situação caminha para uma guerra civil, cedo ou tarde. 

A posição brasileira continua a mesma do início da crise política venezuelana: não intervenção. O compromisso do País continua sendo preservar o território e o espaço aéreo nacionais. O que pode ocorrer agora é uma ordem de "desdobrar tropas", ou seja, levar mais soldados para a região de fronteira, estritamente para proteção.

Venezuela: Guaidó não tem Forças Armadas, mas alguns dissidentes que serão punidos, diz governo

Venezuela: Guaidó não tem Forças Armadas, mas alguns dissidentes que serão punidos, diz governo:

Jornal GGN – O sol ainda não havia aparecido em Caracas, nesta terça (30), quando Juan Guaidó publicou um vídeo nas redes sociais afirmando ter, enfim, apoio das Forças Armadas para depor Nicolas Maduro. O opositor político, autoproclamado presidente com apoio dos Estados Unidos desde janeiro passado, convocou a população para ir às ruas. Guaidó, segundo autoridades venezuelanas que resistem, obteve, na verdade, apoio de um “pequeno grupo” de dissidentes militares. Na versão de ministros, esses “golpistas” estão sendo controlados e serão punidos.

Jorge Rodríguez, ministro do Poder Popular para a Comunicação e Informação, afirmou no Twitter que “estamos enfrentando e desativando um pequeno grupo de militares da ativa, traidores que se posicionaram em Distribuidor Altamira [um dos pontos conhecidos pela concentração de oposicionistas do governo, nos últimos anos] para promover um golpe de Estado contra a Constituição e a República.”

“A esta tentativa de golpe”, continuou, “somou-se a ultradireita golpista e assassina, que anuncia sua agenda violenta há meses.”

O governista convocou o povo para ir ao Palácio de Miraflores mostrar apoio a Maduro.

Jorge Arreaza, ministro das Relações Exteriores, também usou o Twitter para anunciar à comunidade internacional que dissidentes militares tentaram um golpe de Estado.

Informamos al pueblo de Venezuela que en estos momentos estamos enfrentando y desactivando a un reducido grupo de efectivos militares traidores que se posicionaron en el Distribuidor Altamira para promover un Golpe de Estado contra la Constitución y la paz de la República… 1/2
— Jorge Rodríguez (@jorgerpsuv) 30 de abril de 2019
Em fevereiro passado, pela primeira vez, um militar da ativa – general de divisão Francisco Estebán Yánez, diretor de Planificação Estratégica do Alto Comando Militar da Aviação – recusou-se a reconhecer a legitimidade da eleição de Maduro, em 2018.

Guaidó, desde então, vem reforçando a agenda de viagens internacionais, na esperança de que, com pressão externa, Maduro venha a renunciar.

“O momento é agora”, disse Guaidó em vídeo gravado perto de La Carlota, a principal base aérea militar de Caracas. “Vamos conseguir liberdade e democracia para a Venezuela.”

En el marco de nuestra constitución. Y por el cese definitivo de la usurpación. https://t.co/3RD2bnQhxt
— Juan Guaidó (@jguaido) 30 de abril de 2019
“Hoje soldados que são valentes vieram até aqui porque nosso primeiro de maio começou hoje. Estamos chamando as Forças Armadas para acabar com a usurpação”, disse Guaidó, ao lado de Leopoldo López, que foi condenado em 2017 e deveria estar em prisão domiciliar, por ter liderado movimentos subversivos em 2014.

O ministro da Defesa de Venezuela reiterou, em manifestações na imprensa, a unidade das Forças Armadas.

A Telesur fez o acompanhamento dos fatos em tempo real e veiculou apoio de trabalhadores a Maduro:



Guaidó se autoproclamou presidente em 23 de janeiro. “Maduro chama Guaidó de uma marionete apoiada pelos EUA que quer derrubá-lo em um golpe. O governo prendeu seu principal assessor, tirou Guaidó de sua imunidade parlamentar e abriu várias investigações. Ele também o impediu de deixar o país, uma proibição que Guaidó violou abertamente no início deste ano”, lembrou o The Guardian.

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Colômbia pede reunião de emergência do Grupo de Lima em apoio a Guaidó

Colômbia pede reunião de emergência do Grupo de Lima em apoio a Guaidó:

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Imagem: Produção Ilustrativa / Folha Política
O chanceler da Colômbia, Carlos Trujillo, fez um pedido aos países membros do Grupo de Lima para apoiarem a Operação Liberdade, em que militares manifestam apoio ao presidente interino Juan Guaidó para fazer cessar a ditadura de Nicolás Maduro na Venezuela. Trujillo informou que já há avanços na comunicação entre os países-membros para convocar uma reunião de emergência do Grupo de Lima, “a fim de continuar apoiando a volta da democracia e da liberdade à Venezuela”. 
Mais informações »

Bolsonaro convoca GSI e Defesa para reunião sobre Venezuela

Bolsonaro convoca GSI e Defesa para reunião sobre Venezuela:

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BRASÍLIA - O presidente do Brasil, Jair Bolsonaro, convocou uma reunião nesta terça-feira, 30, ...


Operação Liberdade

Operação Liberdade:

Juan Guaidó disse que conta com o apoio das principais unidades militares venezuelanas e que deu início à fase final da "Operação Liberdade".

Ele conclamou o povo a tomar as ruas.



Leia este conteúdo na integra em: Operação Liberdade

Militares venezuelanos com Guaidó

Militares venezuelanos com Guaidó:

Juan Guaidó e Leopoldo López estão na base militar de La Carlota.

Eles anunciaram que os militares "se puseram ao lado do povo" e que há movimentos em toda a Venezuela.

Leia este conteúdo na integra em: Militares venezuelanos com Guaidó

Mais uma ação no STF para tentar soltar Lula

Mais uma ação no STF para tentar soltar Lula:

As inúmeras tentativas de soltar Lula não cessam no Supremo. A última é um habeas corpus que visa derrubar súmula do TRF-4 que permite a prisão automática após a condenação em segunda instância...

Leia este conteúdo na integra em: Mais uma ação no STF para tentar soltar Lula

Fall of Saigon (1975)

Fall of Saigon (1975): Saigon_T-54.jpgOn April 30, 1975, Saigon, the largest city in Vietnam and the capital of South Vietnam, was captured by the National Liberation Front and the People's Army of Vietnam. The event marked the end of the Vietnam War (1955-1975) and the reunification of Vietnam under communist rule. The city lost its status as the country's capital and was renamed after what Vietnamese Marxist revolutionary leader and late president of North Vietnam? Discuss

Gleisi Hoffmann diz que “o PT nasceu influenciado por Cristo”

Gleisi Hoffmann diz que “o PT nasceu influenciado por Cristo”:

Em um vídeo que circula nas redes sociais, a deputada federal e presidente do PT Gleisi Hoffmann afirmou que ‘o PT nasceu influenciado por Cristo’.

Segundo ela, o partido sempre preservou os ‘ensinamentos de linhagem cristã’.

O PT nasceu influenciado pelos ensinamentos de nosso Senhor Jesus Cristo. É o partido da justiça, é o partido da vida, do respeito, do amor. Então, os militantes evangélicos do PT têm o grande desafio de conversar com a totalidade do povo evangélico, mostrando a verdade – declarou a deputada federal”, disse.

A declaração foi feita enquanto Gleisi participava de um culto evangélico.

Em certo momento do vídeo, Gleisi aparece cantando e batendo palmas durante a celebração religiosa.

Durante a campanha eleitoral de 2018, Gleisi chegou a dizer que opositores usam a palavra divina, mas crucificariam Jesus.

Essa gente se vale de tudo, inclusive usando em falso a palavra divina, usando em falso o evangelho de nosso senhor Jesus Cristo. São verdadeiros túmulos caiados, brancos por fora e podres por dentro”, disse.

E completou:

“Se Cristo descesse à Terra novamente, com certeza seriam os que crucificariam de novo o nosso senhor Jesus Cristo”.

Assista ao vídeo:




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30 de Abril de 1789: George Washington é investido primeiro presidente dos EUA

30 de Abril de 1789: George Washington é investido primeiro presidente dos EUA:

Primeiro presidente dos Estados Unidos da América, era filho de Augustine Washington e de Mary Ball Washington, tendo nascido na Virgínia (Westmoreland County) a 22 de Fevereiro de 1732, e falecido a 14 de Dezembro de 1799, em Mount Vernon. Fazendo parte de uma família tradicional e abastada, a sua educação foi bastante completa. Em 1748 tornou-se zelador das propriedades de Shenandoah Valley pertencentes a Lord Fairfax e mais tarde de todo o condado de Culpeper. A guerra movida contra a pretensão francesa de domínio do vale do Ohio, que se desenrolou entre 1754 e 1763, inaugurou a ascensão militar de Washington, tendo com a missão ao Fort Boeuf (1753) conseguido o lugar de tenente coronel. O diário desta empresa foi também publicado em Williamsburg, logo após o seu retorno. Contudo, o domínio de Inglaterra sobre as colónias americanas começou a causar revoltas, tendo então Washington iniciado a sua atividade política na Assembleia de oposição da Virgínia, que protestava perante o agravamento das tributações impostas e falta de liberdade de ação. Em 1774 foi ele que representou a Virgínia no Primeiro Congresso Continental de Filadélfia, que se reuniu para discutir as medidas a tomar contra os colonizadores. No Segundo Congresso Continental, que se realizou no seguinte ano, foi já eleito cabeça do exército que seria formado para a Guerra da Independência (1775-1783). Reuniu o dito exército e com ele ganhou as batalhas de Trenton e Princeton, em 1776, praticando uma guerra de guerrilha até que a Espanha e a França entraram em cena, constituindo um decisivo peso para a vitória americana, na batalha de Yorktown, em 1781. Dois anos depois era reconhecida a independência, Washington foi presidente da Convenção Constitucional de Filadélfia, em 1787, e fez com que a nova Constituição fosse aprovada por todos os estados em 1789. A partir desta data (30 de Abril de 1789) tornou-se presidente dos Estados Unidos, tendo sido reeleito em 1892 e recusado um terceiro mandato. Fundou a cidade de Washington em 1793 e praticou uma política de desenvolvimento económico com base capitalista e de colonização de zonas até então de exclusivo povoamento índio (como o Tenessee e o Kentucky). Assinou também um acordo de paz com a Grã-Bretanha em 1794, chamado o "Jay's Treaty", o que provocou o descontentamento do partido democrata republicano liderado por Thomas Jefferson por considerar tal tratado uma ingratidão para com os franceses (que tinham prestado auxílio durante a Guerra da Independência) e subserviente em relação aos antigos colonizadores. Foi por esta razão que estalou a "Revolta do Whiskey", na Pensilvânia. George Washington casou com uma viúva, Martha Dandridge Custis, em 1759, e faleceu dois anos depois na propriedade herdada do meio-irmão, Mount Vernon (para onde se tinha retirado após o termo da sua presidência, em 3 de Março de 1797).
George Washington. In Infopédia [Em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2013.
wikipedia (Imagens)

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 Tomada de posse de George Washington como presidente dos EUA Ramon de Elorriaga

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Retrato de George Washington - Gilbert Stuart


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Retrato de George Washington -John Trumbull

segunda-feira, 29 de abril de 2019

29 de Abril de 1945: II Guerra Mundial. O 7ºExército dos EUA liberta o campo de concentração de Dachau.

29 de Abril de 1945: II Guerra Mundial. O 7ºExército dos EUA liberta o campo de concentração de Dachau.:

O campo de concentração de Dachau foi o primeiro criado pelo governo nazi. Heinrich Himmler, chefe da polícia de Munique, descreveu-o oficialmente como “o primeiro campo de concentração para prisioneiros políticos”. Foi construído nas dependências de uma fábrica de munições abandonada, a cerca de 15 quilómetros a noroeste de Munique, no sul da Alemanha.

Dachau serviu como protótipo e modelo para os outros campos. Tinha uma organização básica, com prédios desenhados pelo comandante Theodor Eicke. Dispunha de um campo distinto, perto do centro de comando, com salas de estar, administração e instalações para os soldados. Eicke tornou-se ainda o inspector-chefe para todos os campos de concentração.

Cerca de 200 mil prisioneiros de mais de 30 países foram "hospedados" em Dachau, dos quais aproximadamente um terço era judeu. Acredita-se que mais de 35.600 prisioneiros foram mortos no campo, principalmente por doenças, má nutrição e suicídio. No começo de 1945, houve uma epidemia de tifo no local, seguida de uma evacuação em massa, dizimando boa parte dos prisioneiros.

A par de Auschwitz-Birkenau, Dachau tornou-se um símbolo de campo de concentração nazi. KZ Dachau tem um significado bastante forte na memória pública porque foi o segundo campo a ser libertado pelas forças aliadas anglo-americanas. O primeiro havia sido Auschwitz, libertado pelo Exército Vermelho. Ambos expuseram aos olhos do mundo a realidade da brutalidade nazi.

Dachau foi dividido em duas secções: a área do campo e o crematório. A área do campo consistia em 32 barracas, incluindo uma para o clero aprisionado e os opositores do regime nazi e outra reservada para as experiências médicas. O pátio entre a prisão e a cozinha central foi usado para a execução sumária de prisioneiros. Uma cerca eléctrica de arame farpado, uma vala e um muro com torres de observação rodeavam o campo.

No início de 1937, as SS, usando a mão-de-obra dos prisioneiros, iniciaram a construção de uma grande rede de prédios nos fundos do campo original. Os prisioneiros eram forçados, sob terríveis condições, ao trabalho, começando com a destruição das velhas fábricas de munição. A construção  deu-se por concluída em meados de Agosto de 1938.

Dachau foi o campo mais activo durante o Terceiro Reich. A área incluía ainda outras fábricas da SS, uma escola de economia e serviço civil e a escola médica dos SS. O campo, chamado de "campo de custódia", ocupava menos da metade de toda a área.
Dachau também serviu como campo central para prisioneiros católicos. De acordo com a Igreja Católica Romana, pelo menos 3.000 religiosos, diáconos, padres e bispos foram lá confinados. Em Agosto de 1944, abriu-se um campo feminino dentro de Dachau. A primeira "carga" de mulheres veio de Auschwitz-Birkenau.

Nos últimos meses da guerra, as condições de Dachau pioraram. Quando as forças aliadas avançaram sobre a Alemanha, os nazis começaram a remover os prisioneiros dos campos perto da frente de batalha. Depois de vários dias de viagem, com pouca ou nenhuma comida e água, os prisioneiros chegavam extenuados. Muitos morriam pelo caminho. A epidemia de tifo tornou-se um sério problema devido ao excesso de prisioneiros, condições sanitárias precárias, provisões insuficientes e o estado de fraqueza dos prisioneiros. Até ao dia da libertação, 15 mil pessoas morreram e 500 prisioneiros russos foram executados.

Em 27 de Abril de 1945, Victor Maurer, delegado do Comité Internacional da Cruz Vermelha, foi autorizado a entrar nos campos e distribuir comida. Na noite do mesmo dia, um transporte de prisioneiros chegou de Buchenwald. Somente 800 sobreviventes foram resgatados, dos aproximadamente 4.500. Mais de 2.300 cadáveres foram deixados dentro do comboio. O último comandante do campo, Obersturmbannführer (Tenente-Coronel) Eduard Weiter, fugiu em 26 de Abril.

Em 28 de Abril de 1945, o dia anterior à rendição, Martin Weiss, que comandara o campo de Setembro de 1942 até Novembro de 1943, deixou Dachau juntamente com a maioria dos guardas e administradores do campo.

Maurer tentou persuadir o  tenente Johannes Otto, ajudante do comandante Weiss, a não abandonar o campo, mantendo guardas para controlar os prisioneiros até que os norte-americanos chegassem. Ele temia que os prisioneiros pudessem fugir em massa e espalhar a epidemia de tifo.

Um dia depois, foi hasteada uma bandeira branca na torre do campo.

Fontes: Opera Mundi

wikipedia (imagens)
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O Campo em 1945