"O maior inimigo da autoridade é o desprezo e a maneira mais segura de solapá-la é o riso." (Hannah Arendt 1906-1975)

quarta-feira, 31 de julho de 2019

URGENTE: Advogados impetram Mandado de Segurança e Santa Cruz pode ser afastado da OAB

URGENTE: Advogados impetram Mandado de Segurança e Santa Cruz pode ser afastado da OAB: A Associação dos Advogados e
Estagiários do Estado do Rio de Janeiro impetrou nesta quarta-feira
(31) perante a Justiça Federal do Distrito Federal, Mandado de
Segurança com pedido de afastamento limi...

A natureza civilizadora do comércio

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 Artigo de João Luiz Mauad, via Instituto Millenium:

O historiador e economista Robert Higgs escreveu um comentário bastante interessante, há poucos dias:

“No sábado, passei a maior parte do dia em Chetumal, tratando de negócios por lá. Como de costume, tive uma viagem bastante bem-sucedida. Sempre que faço essas viagens, o que faço em média a cada três ou quatro semanas, lembro-me de como me dou bem em um país onde falo a língua – para me dar mais crédito do que mereço – mal.

Agora, é verdade que minhas transações são facilitadas pelo fato de que os mexicanos, em geral, são muito legais no trato com as pessoas. Mas algo mais está em jogo aqui, e merece reconhecimento como outro “milagre do mercado”. Veja, pessoas que estão lidando umas com as outras, como compradores e vendedores, credores e tomadores, investidores e empreendedores estão altamente motivadas a alcançar um negócio bem sucedido. Não estão, portanto, inclinados a deixar que as sutilezas de vocabulário, gramática e sintaxe impeçam uma transação mutuamente vantajosa. Por mais desajeito que eu seja para falar e escrever em espanhol, eu praticamente nunca deixo de fechar negócios com os mexicanos…”

Através dos tempos, muitos observadores notaram como os mercados promovem relações pacíficas e mutuamente enriquecedoras entre pessoas de diferentes idiomas, costumes, religiões e origens. O relato de Voltaire sobre esse assunto é um clássico:

“Entre na Bolsa de Valores de Londres – um lugar mais respeitável do que muitos tribunais – e você verá representantes de todas as nações reunidos para benefício próprio. Aqui, judeus, maometanos e cristãos lidam uns com os outros como se fossem todos da mesma fé, e só aplicam a palavra infiel a pessoas que vão à falência. Aqui, o presbiteriano confia no anabatista e o anglicano aceita uma promessa do quaker. Ao deixar estas assembleias pacíficas e livres, alguns vão à sinagoga, outros à igreja e outros para uma bebida…, mas todos estão felizes.”

No mesmo diapasão, Alexis de Tocqueville descreveu a beleza do comércio ao falar do cotidiano dos cidadãos americanos, durante o Século 19, em sua obra maior, “Da Democracia Na América”ir?t=institmille0d-20&l=am2&o=33&a=85950:

“O comércio é o inimigo natural de todas as paixões violentas. O comércio adora moderação, delicia-se no compromisso e é cuidadoso para evitar a raiva. É paciente, flexível e insinuante, recorrendo apenas a medidas extremas em casos de absoluta necessidade.”

Quem quer que já tenha trabalhado no comércio, interno ou internacional, sabe que os relatos acima são verdadeiros. Mesmo os turistas sentem que, por trás do bom tratamento que recebem em terras distantes, estão implícitos os benefícios mútuos provenientes das trocas comerciais.

Quando os defensores do livre mercado se rebelam contra o protecionismo e o nacionalismo, normalmente se concentram nos aspectos e nos efeitos meramente econômicos das tarifas e das proibições governamentais: o aumento dos preços ao consumidor, a escassez de produtos e capitais, o crescimento econômico, a diminuição da competitividade e da eficiência, ou mesmo questões diplomáticas vinculadas a tratados comerciais.

Essas são preocupações legítimas, sem dúvida, mas negligenciam outra questão muito importante. Além de qualquer prejuízo ao bem-estar material ou ao desenvolvimento econômico, o protecionismo também inibe e/ou proíbe algo talvez ainda mais fundamental – as relações humanas entre pessoas de raças, credos e culturas diferentes.

Em última análise, o comércio é sobre relações humanas, e os mercados são simplesmente redes desses relacionamentos: canais para as pessoas interagirem umas com as outras para obter bens e serviços que elas querem ou precisam. O que ocorre dentro e através dessas relações comerciais não são apenas transferências materiais, mas trocas civilizadas entre pessoas civilizadas, conduzidas pelo trabalho individual e cooperativo e, idealmente, pelo respeito mútuo.

Expandir as oportunidades de comércio é simplesmente expandir as oportunidades de conectar o nosso trabalho aos de bilhões de pessoas distantes mundo afora, por meio da colaboração mutuamente benéfica. Por outro lado, dificultar o comércio não provoca apenas distensões nas relações com países estrangeiros. Também elimina os caminhos para a colaboração civilizada entre pessoas reais, interrompendo uma rede diversificada, pacífica e produtiva de relacionamentos entre trabalhadores e comerciantes de todo o mundo.

Cada produto que você vê na prateleira de uma loja ou supermercado é o resultado de uma enorme cadeia colaborativa entre indivíduos de diversas raças, culturas e crenças, sejam da mesma nacionalidade ou não. É uma imagem de abundância proveniente de intricadas e frágeis redes produtivas e colaborativas. Restringir esse processo complexo, dinâmico e harmônico, é restringir as próprias relações humanas.

REVISTA BULA - De Áries a Peixes: o livro ideal para cada signo do zodíaco

De Áries a Peixes: o livro ideal para cada signo do zodíaco:

De Áries a Peixes: o livro ideal para cada signo do zodíaco
Para aqueles que acreditam nos signos do zodíaco, a posição das estrelas no momento do nascimento pode determinar muita coisa, inclusive a personalidade e os gostos literários de cada um. De acordo com a sabedoria popular acerca da astrologia, a Revista Bula reuniu em uma lista 12 ótimas indicações de livros, sendo uma para cada signo. “A Ilha do Tesouro” (1882), de Robert Louis Stevenson; é uma aventura que pode encantar os sagitarianos; enquanto “Cem Anos de Solidão” (1967), de Gabriel García Márquez; é o livro ideal para mexer com a imaginação fértil dos piscianos. A lista foi inspirada em uma publicação da revista norte-americana Reader’s Digest.

Áries — Ilíada (Século VIII a.C.), Homero
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Se alguém tem um líder ou um guerreiro dentro de si, é o ariano. Forte, motivado e persistente, o nativo de Áries adora histórias que reverenciam essas características. “A Ilíada”, de Homero, é uma obra clássica e fascinante, o mais antigo e extenso documento literário grego. Batalhas épicas entre homens e deuses e, é claro, a famosa queda de Troia, vão arrebatar a natureza agressiva dos arianos.
Touro — O Retrato de Dorian Gray (1890), Oscar Wilde
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Touro é um signo da Terra, como Virgem e Capricórnio, mas difere muito dos dois últimos. Mesmo sendo estável e prático, o taurino também adora bens materiais e aprecia a beleza e o luxo. Por isso, “O Retrato de Dorian Gray”, de Oscar Wilde, é a obra mais indicada para esse signo. O romance examina os contrastes entre beleza física e interior, uma reflexão fascinante, com a qual os taurinos podem aprender.
Gêmeos — Um Conto de Duas Cidades (1859), Charles Dickens
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Gêmeos é considerado o signo duplo. É marcado pela inteligência e facilidade de adaptação, mas ao mesmo tempo é instável. Então, nada mais adequado que ler “O Conto de Duas Cidades”, de Charles Dickens. Como o título sugere, a história abrange dois lados de um grande conflito: os ingleses e os franceses, durante a Revolução Francesa. No livro, Dickens oferece múltiplas perspectivas dos mesmos personagens, algo que os nativos de gêmeos adoram.
Câncer — A Outra Volta do Parafuso (1898), Henry James
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Alguns dizem que “A Volta do Parafuso” é uma história de terror, outros a encaram como um relato de instabilidade mental. No livro, uma governanta chega em uma cidade distante para cuidar de duas crianças e começa a ser perturbada por visões assombrosas. Mas, mesmo com medo, ela se preocupa com as crianças e faz de tudo para defendê-las. Está é a leitura perfeita para os cancerianos, que são muito protetores e apegados à família.
Leão — Um Ianque na Corte do Rei Arthur (1889), Mark Twain
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Os leoninos gostam de ser o centro das atenções e têm um grande poder de persuasão. Geralmente, também são carismáticos e encantadores. É por isso que combinam com o livro “Um Ianque na Corte do Rei Arthur”, uma joia da literatura americana. A história gira em torno de Hank, um homem que é levado de volta aos tempos medievais. Ele consegue convencer as pessoas dizendo que é um mago onisciente e todo-poderoso, tornando-se adorado por todos.
Virgem — Cândido, ou O Otimismo (1759), Voltaire
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Virginianos são muito analíticos e inteligentes e, como tal, valorizam a verdade. As pessoas desse signo não são severas como os capricornianos podem ser, mas também gostam de humor ácido. Por isso, os nativos de Virgem devem ler esse livro de Voltaire, uma das maiores obras de sátira já escritas. “Cândido, ou O Otimismo” conta a história de um jovem ingênuo e otimista que viaja pelo mundo até encontrar o sentido da vida.
Libra — Uma Passagem para a Índia (1924), Edward Morgan Forster
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Como bons defensores da harmonia e da justiça, os librianos são especialistas em resolver conflitos. Por isso, os nativos de Libra combinam com o livro “Uma Passagem para a Índia”, que fala sobre o colonialismo britânico em territórios indianos e as consequências dessa invasão na vida da população. É uma obra de ficção que aborda conflitos brutais de cultura, o que certamente prenderia a atenção de qualquer libriano.
Escorpião — Lolita (1955), Vladimir Nabokov
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Os escorpianos são profundamente apaixonados e sabem que o amor pode se transformar rapidamente em obsessão. Então, não há livro melhor para esse signo do que “Lolita”, de Vladimir Nabokov. Polêmica, a história gira em torno de Humbert Humbert, um professor que é obcecado por sua enteada, Lolita, uma garota de apenas 12 anos. Paixão, neurose e tabus se encontram nessa obra, que pode ser um verdadeiro deleite para os nativos de Escorpião.
Sagitário — A Ilha do Tesouro (1882), Robert Louis Stevenson
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Sagitarianos são divertidos, alegres e aventureiros, assim como o romance pirata “A Ilha do Tesouro”, de Robert Louis Stevenson. Cheio de mistérios, ação e intrigas, esse livro se tornou a base para a franquia de filmes “Piratas do Caribe”. E, independente da idade, uma caça ao tesouro sempre será fascinante para os nativos de Sagitário. Essa é uma obra atemporal, que sempre encantará adultos e crianças.
Capricórnio — Grandes Esperanças (1861), Charles Dickens
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Capricórnio é o signo mais sério e estoico do zodíaco. Além disso, valoriza histórias de sucesso e está sempre tentando se superar. Então, o livro ideal para os capricornianos é o clássico “Grandes Esperanças”, de Charles Dickens, que conta a história de Pip, um órfão criado rigidamente pela irmã mais velha em um lar muito humilde, mas que tem a vida transformada ao saber que é herdeiro de uma grande herança.
Aquário — House of Leaves (2000), Mark Z. Danielewski
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Intelectual, excêntrico e criativo, Aquário é verdadeiramente único entre os signos do Zodíaco. Os aquarianos gostam de fazer as coisas do seu jeito e podem ser tudo, menos tradicionais. Não há livro melhor para eles, então, do que “House of Leaves”, considerado um clássico da literatura pós-modernista. A obra conta a história de uma família que se muda para Ash Tree Lane e descobre que sua nova casa é maior por dentro do que por fora.
Peixes — Cem Anos de Solidão (1967), Gabriel García Márquez
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Os piscianos são altamente criativos, idealistas e se deixam levar pela imaginação. Por isso, o colombiano Gabriel García Márquez é o escritor ideal para encantar os nativos de Peixes. Um dos autores mais importantes do século 20, foi o maior representante do realismo mágico, e “Cem Anos de Solidão” é seu trabalho mais conhecido. O livro acompanha a história das sete gerações da família Buendía, habitantes da aldeia fantástica de Macondo.

REVISTA VEJA - Felipe Santa Cruz vai ao STF para que Bolsonaro explique declarações

Felipe Santa Cruz vai ao STF para que Bolsonaro explique declarações:

Presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Felipe Santa Cruz deu entrada, na tarde desta quarta 31, na ação em que pede para que o presidente Jair Bolsonaro esclareça as declarações que deu na última segunda-feira sobre a morte de seu pai, Fernando Santa Cruz, ocorrida durante a ditadura militar. O pedido é assinado por 12 ex-presidentes da OAB.

Na ação, Santa Cruz quer que Bolsonaro informe, entre outros pontos, se sabe “das circunstâncias, dos locais, dos fatos e dos nomes das pessoas que causaram o desaparecimento forçado e assassinato” do ex-militante político. Pede também que o presidente explique como obteve tais informações e se tem conhecimento dos autores do crime e da localização do corpo de seu pai.

A OAB alega, no documento, que não é a primeira vez que Bolsonaro ataca Felipe Santa Cruz “e tenta desqualificar a memória de seu genitor”. “A diferença é que, agora, na condição de presidente da República, ele confessa publicamente saber da forma e da circunstância em que foi cometido um grave crime contra a humanidade, a saber, o desaparecimento forçado de Fernando de Santa Cruz, além de ofender a memória da vítima, bem como o direito ao luto e à dignidade de seus familiares”, escrevem.

Felipe Santa Cruz e os 12 ex-presidentes do órgão dizem, ainda, que as declarações de Bolsonaro, “além de não estarem lastreadas em documentos oficiais, contrariam a posição oficial do Estado brasileiro, que reconheceu e declarou o desaparecimento forçado de Fernando de Santa Cruz, em cumprimento à legislação interna e aos compromissos internacionais assumidos pelo Brasil”.

Leia abaixo a íntegra da nota da OAB:

Felipe Santa Cruz vai ao STF para que o presidente explique declarações
A interpelação é assinada por doze ex-presidentes da OAB
O presidente da Ordem dos Advogados do Brasil, Felipe Santa Cruz, protocolou na tarde desta quarta-feira (31), uma ação no Supremo Tribunal Federal em que pleiteia a notificação do presidente da República, Jair Bolsonaro, para que esclareça as declarações feitas sobre a morte de seu pai, Fernando Santa Cruz, desaparecido durante a ditadura. 

A ação tem como fundamento o disposto no art. 102, I, ‘b’, da Constituição Federal e no artigo 144 do Código Penal, e é assinada por doze ex-presidentes da OAB: Eduardo Seabra Fagundes, José Bernardo Cabral, Mário Sérgio Duarte Garcia, Marcello Lavenère Machado, José Roberto Batochio, Francisco Ernando Uchoa Lima, Reginaldo Oscar de Castro, Roberto Antonio Busato, Cezar Britto, Ophir F. Cavalcante Junior, Marcus Vinicius Furtado Coêlho, Claudio Lamachia.

Santa Cruz pleiteia a notificação do presidente da República para apresentar as seguintes explicações:

“a) se efetivamente tem conhecimento das circunstâncias, dos locais, dos fatos e dos nomes das pessoas que causaram o desaparecimento forçado e assassinato do Sr. Fernando Augusto de Santa Cruz Oliveira;
b) em caso positivo, quais informações o Requerido detém, como as obteve e como as comprova;
c) se sabe e pode nominar os autores do crime e onde está o corpo do Sr. Fernando Augusto de Santa Cruz Oliveira;
d) ainda, em caso afirmativo, a razão por não ter denunciado ou mandado apurar a conduta criminosa revelada; e
e) se afirmou aos órgãos de comunicação social e aos sites referidos no preâmbulo deste petitório que o falecido Sr. Fernando Augusto de Santa Cruz Oliveira teria sido assassinado não por militares, mas por seus companheiros de ideias libertárias (Ação Popular).”

Ao descrever os fatos, os advogados lembram que:
“As declarações do Sr. Presidente da República vão contra o reconhecimento amplo e oficial da violação praticada contra o genitor do ofendido e sua família, veiculando informação desmentida pelo próprio Estado, e que atenta contra a dignidade das vítimas. Ainda mais grave se torna a possível prática de injúria em razão da posição institucional e do cargo ocupado pelo Exmo. Sr. Jair Bolsonaro, atualmente investido nas funções de mais alto mandatário da Nação.

Ao insinuar que o genitor do Requerente não foi vítima de desaparecimento forçado pelo regime ditatorial, o Exmo. Sr. Jair Bolsonaro ou esconde informações ou divulga informações falsas em detrimento da honra subjetiva e objetiva de Fernando de Santa Cruz, do Requerente e de seus familiares, atraindo, assim, os tipos penais de que tratam os arts. 138, § 2o, e 140 do Código Penal.

Em todo caso, suas manifestações estão marcadas por dubiedade, ambiguidade e equivocidade, o que fundamenta a pretensão do Requerente, na condição de filho e ofendido, de exigir as explicações em juízo de que trata o art. 144 do Código Penal.”

E concluem que “não é demais lembrar que ao Presidente cabe especialmente o dever de comunicar eventuais informações sobre a prática de crimes e graves violações. Ou o Requerido apurou fatos concretos sobre o citado crime contra o genitor do Requerente e, nesse caso, tem o dever funcional de revelá-los, ou, também grave, pratica manobra para ocultar a verdadeira identidade de criminosos que atuaram nos porões da ditadura civil-militar, de triste memória.”

Assessoria de Comunicação
Conselho Federal da OAB

Anexos originais:
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31 de Julho de 1566: Morre Inácio de Loyola, fundador da Companhia de Jesus

31 de Julho de 1566: Morre Inácio de Loyola, fundador da Companhia de Jesus:

Filho de um nobre basco de  família tradicional, Inácio foi o mais novo de treze irmãos e irmãs. Nasceu a 31 de Maio de 1491 no Castelo de Loyola, perto de Azpeitia, no País Basco. Quando jovem, foi soldado e lutou no cerco de Pamplona pelos franceses, em 1521, sendo gravemente ferido em combate. Na sua longa convalescença, leu muito sobre a vida de Cristo e dos Santos e, finalmente, resolveu dedicar a sua vida ao serviço de Deus. Após um ano de retiro na Catalunha, fez uma peregrinação a Jerusalém.
De 1524 a 1534, consagrou-se aos estudos e graduou-se mestre em letras pela Universidade de Paris. Nessa cidade, desenvolvia um trabalho evangélico junto ao povo e, como era leigo, despertou suspeitas entre as autoridades da Igreja. De qualquer forma, agrupou ao seu redor sete estudantes (entre os quais o futuro São Francisco Xavier) com o intuito de catequizar os muçulmanos na Palestina. Diante da impossibilidade da missão o grupo, agora com dez integrantes, apresentou-se ao papa Paulo III e colocou-se à sua disposição para quaisquer fins.
Assim fundou-se a Companhia de Jesus, em 1540, quando Paulo III deu à associação o título de ordem religiosa, da qual Inácio, padre desde 1537, foi o primeiro superior-geral, atribuindo-lhe como objectivo a reconquista católica em regiões protestantes. De facto, os jesuítas constituíram a linha-de-frente da Contra-reforma ao serviço do papado - ao qual prestavam um voto especial de obediência.
A educação foi considerada por Inácio de Loyola o principal instrumento de reconquista dos protestantes e de catequização dos gentios. Assim, os jesuítas fundaram missões, retiros, colégios e universidades. O seu papel na colonização do Brasil, por exemplo, merece destaque, em especial pela contribuição dos padres José de Anchieta e Antonio Vieira.
Inácio de Loyola modelou a espiritualidade elevada e dinâmica dos seus religiosos a partir do seu livro "Exercícios Espirituais". Faleceu a 31 de Julho de 1556 e foi canonizado  a 12 de Março de 1622.
wikipedia (Imagens)
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Inácio de Loyola
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Os milagres de Santo Inácio - Peter Paul Rubens


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Fresco "Aprovação da Companhia de Jesus", onde Inácio de Loyola recebe a benção do Papa Paulo III 



SOB O DOMÍNIO DO MAL.


terça-feira, 30 de julho de 2019

A cultura do ressentimento

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João Pinheiro da Silva,  O Insurgente:

Nietzsche é um filósofo pop. Como diria o Dâmaso de Eça: é “chique a valer”. Todos falam sobre a morte de Deus, sobre o Super-Homem e até, no caso dos poucos que realmente o leram, sobre o eterno retorno. Contudo, é comummente deixado de lado um dos seus mais importantes pensamentos: a análise do ressentimento.

Para Nietzsche, o ressentimento é uma espécie de desespero existencial diante da indiferença do Universo perante cada um de nós. É o tomar consciência de que as estrelas não brilham para magnificar os nossos olhos, assim como o mar não existe para que nademos nele. Assim, as razões para o ressentimento são intermináveis. Qualquer um dos motivos que levaram Caim a matar Abel criam em nós esse ressentimento: o inferno que é lidar com pessoas mais capazes e afortunadas do que nós mesmos, por exemplo.

Uma das formas mais fáceis de atenuar este problema abismal é querer que o resolvam por nós ou simplesmente atirar a culpa para um terceiro, para uma estrutura ou abstracção social. A base do ódio organizado à beleza e à riqueza (mascarado de impostos progressivos em nome da “justiça social” – expressão em que, como o velho Hayek notou, é um pleonasmo) é, a rigor, o bom e velho ressentimento. Luta de classes é a fantasia que se tem contra os mais afortunados e mais competentes, ou seja, ressentimento. A obsessão moderna por tornar toda a gente igual (diferente da nobre noção de que somos iguais perante a lei) é puro ressentimento. Julgar que, enquanto artista, eu deveria receber uma “Bolsa Joana Vasconcelos”, porque o maldito capitalismo não reconhece o meu trabalho, é ressentimento.

E é esta filosofia da inveja que impera no cerne do pensamento socialista e revolucionário. Achar que fortunas alheias prejudicam a humanidade é, por exemplo, um caso preocupante de inveja. Mesmo que estas fortunas sejam obtidas de modo ilícito, o problema não reside no facto das mesmas serem maiores que «a minha», mas na forma ilegítima de como foram obtidas. Esta inveja inveterada é incrivelmente descrita por Ayn Rand em “A revolta de Atlas”, um excelente remédio para o ressentimento moderno. Na sua obra, as pessoas são atacadas pelo seu sucesso e pela concretização das suas realizações, temática resumida na frase «a coisa mais imoral na Terra é ofender alguém não por suas falhas, mas por suas virtudes». A inveja é, a rigor, o ódio do bom por ser bom.

Como Theodore Dalrymple vem demonstrando com as suas obras, o ressentimento ou “sentimentalismo”, como o autor gosta de chamar, tem impregnado tanto a esfera social como a política desde o século XVIII, graças a filósofos como Rousseau. Como descreve Dalrymple: “Nessa época, a visão cristã de que o homem nasceria imperfeito, mas poderia e deveria buscar pessoalmente a perfeição foi primeiramente questionada e depois trocada pela visão romântica de que o homem nascia naturalmente bom, mas era corrompido e transformado em mau por viver numa sociedade má”. Como consequência, “a exibição de vícios tornou-se a prova de maus tratos; o que se considerava defeito moral se tornou condição de vítima.” O criminoso que, na posse de uma faca, comete um crime, torna-se cada vez mais vítima a cada facada que dá. “A faca entrou”.

Para o “sentimentalista” não há criminoso, apenas um ambiente que não lhe deu o que devia. Numa inversão moral extremamente estranha e nociva, é o sofrimento de uma pessoa, e não as suas conquistas e virtudes, que a distingue do restante da espécie. A retórica opressor/oprimido passa a ser a dominante, e êxtases neuróticos como «micro-agressões» tornam-se conceitos estudados e encarados seriamente. Esta retórica ilibe todo o ressentido das suas responsabilidades individuais, problema que é hoje, mais atual que nunca.

Todos são vítimas, todos querem direitos e o Estado aparece como o novo Deus, a esperança de “justiça social” e o assegurador de todos estes fetiches modernos. E achava Nietzsche que Deus estava morto…

Heróis da Liberdade: homenagem a Tocqueville.

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João Luiz Mauad, diretor do Instituto Liberal, 

O aniversariante de hoje é Alexis de Tocqueville (29/07/805 – 16/04/1859), intelectual, sociólogo, diplomata, cientista político e historiador francês. Ficou mundialmente conhecido por duas obras principais: ‘Democracia na America’ – uma investigação histórica sobre a vida na jovem nação americana – e ‘O Antigo Regime e a Revolução – um testemunho sobre a revolução de 1848, na França. Em ‘Democracia na América’, Tocqueville especulou sobre a natureza essencial democracia, suas vantagens e perigos. Interpretou o regime democrático como uma necessidade histórica, resultado inevitável da difusão da ideia de igualdade civil. Mas destacou também seus elementos negativos e alertou sobre a sua eventual transformação em tirania de massa.

“Até mesmo os déspotas aceitam a excelência da liberdade. A verdade simples é que eles desejam mantê-la para si e promover a ideia de que ninguém mais é digno disso. Assim, nossa opinião sobre a liberdade não revela nossas diferenças, mas o valor relativo que atribuímos a nossos semelhantes. Podemos afirmar com convicção, portanto, que o apoio de um homem ao governo absoluto é diretamente proporcional ao desprezo que sente por seu país.”

“A sociedade desenvolverá um novo tipo de servidão, que cobrirá a sua superfície da com uma rede de regras complicadas, através das quais as mentes mais originais e os personagens mais enérgicos não podem penetrar. Ela não tiraniza, mas comprime, enerva, extingue e estupidifica um povo, até que cada nação seja reduzida a nada melhor do que um bando de animais tímidos e laboriosos, dos quais o governo é o pastor.”

“Acima dessa raça de homens existe um imenso e tutelar poder, que se encarrega sozinho de assegurar suas gratificações e de vigiar seu destino. Esse poder é absoluto, mínimo, regular, previdente e suave. Seria como a autoridade de um pai, se seu objetivo fosse prepará-los para a masculinidade; mas procura, pelo contrário, mantê-los em perpétua infância.”

“Parece que, se o despotismo fosse estabelecido entre as nações democráticas de nossos dias, poderia assumir um caráter diferente; seria mais extenso e mais suave; degradaria os homens sem atormentá-los.”

“Qualquer medida que estabeleça a caridade legal em caráter permanente e lhe dê uma forma administrativa cria, assim, uma classe ociosa e preguiçosa, vivendo à custa da classe industrial e operária.”

“O maior cuidado de um Governo deveria ser o de habituar, pouco a pouco, os povos a dele não precisar.”

“Igualdade é um slogan baseado na inveja. Significa no coração de todo republicano: “Ninguém vai ocupar um lugar mais alto que eu”.”

“O despotismo muitas vezes se apresenta como o reparador de todos os males sofridos, o apoio aos direitos justos, o defensor dos oprimidos e o fundador da ordem.”

“Todo governo central adora a uniformidade: a uniformidade alivia a investigação de uma infinidade de detalhes.”

“Não há país no mundo em que tudo possa ser previsto pelas leis, ou no qual as instituições políticas possam substituir o bom senso e a moralidade pública.”

“Quando o passado não ilumina mais o futuro, o espírito anda na escuridão.”

“Eu tenho apenas uma paixão, o amor à liberdade e à dignidade humana.”

“Eu deveria ter amado a liberdade, acredito, em todos os momentos, mas no tempo em que vivemos estou pronto para adorá-la.”

“Aqueles que valorizaram a liberdade apenas pelos benefícios materiais que oferecem, nunca a mantiveram por muito tempo.”

“Nada é mais maravilhoso do que a arte de ser livre, mas nada é mais difícil de aprender do que a liberdade.”

“Me beneficia pouco, afinal de contas, que uma autoridade vigilante sempre proteja a tranquilidade dos meus prazeres e evite constantemente todos os perigos do meu caminho, sem o meu cuidado ou preocupação, se essa mesma autoridade é o mestre absoluto da minha liberdade e da minha vida.”

“Quanto mais o governo tomar o lugar das associações, mais as pessoas perderão a ideia de formar associações e precisarão do governo para ajudá-las. Esse é um círculo vicioso de causa e efeito.”

“Uma das consequências mais felizes da ausência de governo … é o desenvolvimento da força individual que inevitavelmente se segue.”

“Quando um americano pede a cooperação de seus concidadãos, raramente é recusado; e muitas vezes vi isso acontecer espontaneamente e com grande boa vontade.”

“O comércio é o inimigo natural de todas as paixões violentas. O comércio adora moderação, delicia-se no compromisso e é cuidadoso para evitar a raiva. É paciente, flexível e insinuante, recorrendo apenas a medidas extremas em casos de absoluta necessidade. O comércio torna os homens independentes uns dos outros e dá a eles uma alta ideia de sua importância pessoal: isso os leva a querer administrar seus próprios negócios e os ensina a ter sucesso nisso. Por isso, torna-os inclinados à liberdade, mas pouco inclinados à revolução.”

“É certo que o despotismo destrói os indivíduos impedindo-os de produzir riqueza muito mais do que privando-os do que já produziu; seca a fonte de riquezas, enquanto normalmente respeita a propriedade adquirida. A liberdade, pelo contrário, produz muito mais bens do que destrói; e as nações favorecidas por instituições livres invariavelmente descobrem que seus recursos aumentam ainda mais rapidamente que seus impostos.”

“Quando um grande número de órgãos da imprensa vem avançando no mesmo caminho, sua influência se torna quase irresistível a longo prazo, e a opinião pública, sempre do mesmo lado, acaba cedendo sob seus golpes.”

“É um axioma da ciência política nos Estados Unidos que o único meio de neutralizar os efeitos dos jornais é multiplicar seu número.”

“Para obter o bem inestimável que a liberdade de imprensa assegura, é preciso saber como lidar com o inevitável mal que ela suscita.”

“A democracia e o socialismo não têm nada em comum, mas uma palavra, igualdade. Mas observe a diferença: enquanto a democracia busca a igualdade na liberdade, o socialismo busca igualdade na restrição e servidão.”

“É realmente difícil imaginar como os homens que renunciaram inteiramente ao hábito de administrar seus próprios assuntos poderiam ter sucesso na escolha daqueles que deveriam liderá-los. É impossível acreditar que um governo liberal, energético e sábio possa emergir das cédulas de uma nação de servos.”

“É mais fácil para o mundo aceitar uma mentira simples do que uma verdade complexa.”

“Nada é tão perigoso quanto a violência empregada por pessoas bem-intencionadas para objetivos altruístas.”

“O socialismo é uma nova forma de escravidão.”

“Na política, os ódios compartilhados são quase sempre a base das amizades.”

“Os franceses, sob a antiga monarquia, defendiam que o rei não podia errar. Os americanos nutrem a mesma opinião em relação à maioria … Se as instituições livres da América forem destruídas, esse evento pode ser atribuído à onipotência da maioria.”

“A admiração do governo absoluto por um homem é proporcional ao desprezo que sente por aqueles que o cercam.”

“A sujeição dos indivíduos aumentará entre as nações democráticas, não apenas na mesma proporção da sua igualdade, mas na mesma proporção da sua ignorância.”

“As leis são sempre instáveis, a menos que sejam fundadas nos costumes de uma nação; e as maneiras são o único poder durável e resistente em um povo.”

“Por mais vigorosamente que a sociedade em geral se esforce para fazer todos os cidadãos iguais, o orgulho pessoal de cada indivíduo sempre fará com que ele tente escapar do nível comum, e ele formará alguma desigualdade em algum lugar para seu próprio proveito.”

“Quanto mais vejo a independência da imprensa em seus principais efeitos, mais me convenço de que, entre os modernos, a independência da imprensa é capital e, por assim dizer, o elemento constitutivo da liberdade.”

“Mas o que mais me surpreende nos Estados Unidos não é tanto a maravilhosa grandeza de alguns empreendimentos, quanto a inumerável multidão de pequenos.”

“Não posso deixar de temer que os homens cheguem a um ponto em que consideram cada nova teoria um perigo, toda inovação como um problema difícil, todo avanço social como um primeiro passo em direção à revolução e que podem absolutamente se recusar a mudar.”

“Quando cheguei aos Estados Unidos, o aspecto religioso do país foi a primeira coisa que me chamou a atenção; e quanto mais eu ficava lá, mais percebia as grandes conseqüências políticas resultantes desse novo estado de coisas. Na França, eu quase sempre via o espírito da religião e o espírito da liberdade marchando em direções opostas. Mas na América eu descobri que eles estavam intimamente unidos e que eles reinavam em comum no mesmo país.”

“Todos aqueles que buscam destruir as liberdades de uma nação democrática devem saber que a guerra é o meio mais seguro e mais curto para realizá-la.”

“A sociedade está ameaçada não pelo grande desperdício de alguns, mas pela frouxidão da moral entre todos.”

“O homem que pede da liberdade qualquer coisa que não seja ela mesma, nasceu para ser um escravo.”

“A vontade da nação é uma daquelas frases mais largamente abusadas por planejadores e tiranos de todas as idades.”

“À frente de qualquer novo empreendimento na França você encontraria o governo, na Inglaterra, algum grande senhor, nos Estados Unidos você certamente encontrará uma associação.”

“Quando me recuso a obedecer a uma lei injusta, não contesto o direito da maioria de comandar, mas simplesmente apelo … à soberania da humanidade.”

“Considere qualquer indivíduo em qualquer período de sua vida, e você sempre o achará preocupado com novos planos para aumentar seu conforto.”

“Quanto mais vejo a independência da imprensa e seus principais efeitos, mais me convenço de que, entre os modernos, a independência da imprensa é capital e, por assim dizer, o elemento constitutivo da liberdade.”

“Se for admitido que um homem, possuindo poder absoluto, pode abusar desse poder para reprimir seus adversários, por que a maioria não deveria ser sujeita à mesma reprovação? Os homens não estão aptos a mudar seu caráter por aglomeração; nem a paciência deles na presença de obstáculos aumenta com a consciência de sua força. E por estas razões, nunca posso de bom grado investir qualquer número de meus semelhantes com essa autoridade ilimitada que eu deveria recusar a qualquer um deles.”

“Existe, de fato, uma paixão masculina e legítima pela igualdade, que estimula todos os homens a desejarem ser fortes e estimados. Essa paixão tende a elevar o menor ao posto do maior. Mas também se encontra no coração humano um gosto depravado da igualdade, que impele os fracos a quererem levar os fortes a seus níveis, e que reduz os homens a preferir a igualdade na servidão à desigualdade na liberdade.”

“As comunidades democráticas têm um gosto natural pela liberdade: deixadas a si mesmas, elas a buscarão, cultivarão e verão qualquer privação dela com arrependimento. Mas, por igualdade, sua paixão é ardente, insaciável, incessante, invencível: eles pedem igualdade na liberdade; e se eles não podem obter isso, eles ainda pedem igualdade na escravidão.”

“Não até eu entrar nas igrejas da América e ouvir seus púlpitos se inflamarem com a retidão, eu entendi o segredo de seu gênio e poder. A América é grande porque a América é boa e, se a América deixar de ser boa, a América deixará de ser grande.”

“A república americana durará até o dia em que o Congresso descobrir que pode subornar o público com o dinheiro do público.”

“É muito mais importante resistir à apatia do que à anarquia ou ao despotismo, pois a apatia pode dar origem, quase indiferentemente, a qualquer um deles.”

“Em nenhum outro país do mundo o amor à propriedade é mais aguçado ou mais alerta do que nos Estados Unidos, e em nenhum outro lugar a maioria mostra menos inclinação para doutrinas que de alguma forma ameaçam a maneira como a propriedade é possuída.”

“A grandeza da América não reside em ser mais esclarecida do que qualquer outra nação, mas sim em sua capacidade de reparar seus defeitos.”

“Duas coisas na América são surpreendentes: a mutabilidade da maioria dos comportamentos humanos e a estranha estabilidade de certos princípios. Os homens estão constantemente em movimento, mas o espírito da humanidade parece quase indiferente.”

“Tenho uma inclinação intelectual pelas instituições democráticas, mas sou instintivamente um aristocrata, o que significa que desprezo e temo as massas. Eu amo apaixonadamente a liberdade, a legalidade, o respeito pelos direitos, mas não a democracia … a liberdade é a minha principal paixão. Essa é a verdade.”

“Eu confesso que não tenho pela liberdade de imprensa esse amor completo e instantâneo que se concede às coisas cuja natureza é inquestionavelmente boa. Eu a adoro por causa dos males que evita muito mais do que pelo bem que faz.”

“É sobretudo na presente era democrática que os verdadeiros amigos da liberdade e da grandeza humana devem permanecer constantemente vigilantes e prontos para impedir que o poder social sacrifique levemente os direitos particulares de alguns indivíduos, para execução geral de seus desígnios. Nesses momentos, não há cidadão tão obscuro que não seja muito perigoso permitir que ele seja oprimido, e não há direitos individuais tão sem importância que possam ser sacrificados à arbitrariedade com impunidade.”

“As melhores leis não podem fazer uma constituição funcionar apesar da moral; a moral pode transformar as piores leis em vantagem. Essa é uma verdade comum, mas para a qual meus estudos estão sempre me trazendo de volta. É o ponto central da minha concepção. Eu vejo isso no final de todas as minhas reflexões.”

“Quando ninguém, a não ser os ricos, tinha relógios, eles eram quase todos muito bons; agora são feitos poucos que valem muito, mas todo mundo tem um no bolso.”

“Para cometer atos violentos e injustos, não basta que o governo tenha a vontade ou mesmo o poder; os hábitos, idéias e paixões do tempo devem submeter-se seu cometimento.”

“Não deve ser esquecido que é especialmente perigoso escravizar os homens nos detalhes menores da vida.”

“Uma das fraquezas mais comuns do intelecto humano é procurar reconciliar princípios contrários e comprar a paz à custa da lógica.”

ANTAGONISTA - Leia a íntegra do pedido de impeachment de Toffoli

Leia a íntegra do pedido de impeachment de Toffoli:

Leia a íntegra do pedido de impeachment de Dias Toffoli protocolado hoje no Senado por Janaina Paschoal...

Leia este conteúdo na integra em: Leia a íntegra do pedido de impeachment de Toffoli

PELO MENOS UMA NOTÍCIA BOA NO BRASIL - Janaina Paschoal entra com pedido de impeachment de Toffoli: “Decisão criminosa”

Janaina Paschoal entra com pedido de impeachment de Toffoli: “Decisão criminosa”:

Janaina Paschoal, que figura entre os autores do pedido de impeachment de Dilma Rousseff, protocolou hoje no Senado um pedido de impeachment de Dias Toffoli.

A atual deputada estadual do PSL de São Paulo assina o documento juntamente com o procurador do MP de Minas Gerais Márcio Luís Chila Freyesleben, o promotor do MP de Santa Catarina Rafael Meira Luz e o promotor do Distrito Federal e Territórios Renato Barão Varalda — integrantes do MP Pró-Sociedade.

O motivo é a suspensão por Toffoli de todos os processos judiciais instaurados sem supervisão da Justiça que envolvem dados compartilhados por Coaf e Receita Federal.

Os autores abordam o “processo de depuração” por que passa o país, para acusar Toffoli de aproveitar o caso de Flávio Bolsonaro, filho do presidente, para beneficiar acusados de esquerda e direita:

“Se esse processo de depuração trouxe resultado muito positivos, trouxe também um bastante negativo, qual seja a polarização do país. Com efeito, dado o fato de a presidente afastada e o presidente preso se identificarem com a esquerda, seus apoiadores passaram a contestar a legitimidade desse processo de depuração. Por outro lado, também por força dos graves crimes, da esquerda, os assim chamados direitistas sempre defenderam os inquéritos e processos que visam responsabilizar os culpados. Exemplo claro disso reside nas recentes manifestações populares em apoio à Operação Lava Jato.

Pois bem, detentor de inteligência rara, o Ministro ora denunciado sabia que se prolatasse a decisão criminosa em pleito oriundo de um político esquerdista, em poucos minutos, as ruas estariam repletas de manifestantes.

A fim de neutralizar a resistência popular, o denunciado aguardou que chegasse as suas mãos um pedido perfeito, justamente o pedido (atravessado em petição avulsa) do filho do Presidente da República, de matriz declaradamente direitista.

Nesse contexto, a esquerda não reclama, pois seus principais nomes, implicados em crimes graves, findam beneficiados e, ao mesmo tempo, a direita não reclama, temendo desagradar seu mito, quem seja, o Presidente da República . Uma vez mais, o Brasil dividido entre subservientes a deuses terrenos.”

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Modesto Carvalhosa pede que ‘ministros decentes do STF’ afastem Toffoli do cargo

Modesto Carvalhosa pede que ‘ministros decentes do STF’ afastem Toffoli do cargo:

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Imagem: Produção Ilustrativa / Folha Política
O jurista Modesto Carvalhosa divulgou um texto em que pede aos “ministros decentes do STF” que revoguem decisões do atual presidente da Corte, Dias Toffoli, e que o afastem do cargo. Carvalhosa diz: “Mais do que revogar na quinta-feira próxima a decisão da impunidade dos criminosos, a Cidadania espera que os ministros decentes do STF suspendam de suas funções o seu atual presidente, face ao exercício ilegítimo e suspeito que tem feito daquele cargo”. 
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REVISTA BULA - Os melhores documentários da Netflix, de acordo com o IMDb

Os melhores documentários da Netflix, de acordo com o IMDb:

Os melhores documentários da Netflix, de acordo com o IMDb
Além de serem uma boa forma de entretenimento, os documentários também disseminam conhecimento e fazem denúncias sociais. Para aqueles que se interessam por histórias reais, a Revista Bula reuniu em uma lista os dez melhores documentários e séries documentais disponíveis na Netflix, de acordo com a avaliação dos usuários do site IMDB, especializado em cinema. A seleção priorizou as produções que estão liberadas pelo serviço de streaming no Brasil. Entre os destaques, estão “The Vietnam War” (2017), de Ken Burns e Lynn Novick; uma das obras televisivas mais elogiadas da última década; e “Ícaro” (2017), de Bryan Fogel; que ganhou o Oscar de “Melhor Documentário de Longa-Metragem” em 2018.

Nosso Planeta (2019), Alastair Fothergill
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A série documental faz uma viagem por 50 países e mostra a diversidade da natureza ao redor do mundo. São imagens inéditas da vida selvagem, desde o Ártico, passando pelas selvas da América do Sul e pelas profundezas dos oceanos, até as paisagens africanas. O projeto, dos mesmos criadores de “Planeta Terra”, mostra a importância de preservar o mundo natural.
The Vietnam War (2017), Ken Burns e Lynn Novick
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Uma das mais elogiadas obras televisivas dos últimos tempos, esta série documental explora a Guerra do Vietnã, um dos acontecimentos mais controversos da história dos Estados Unidos. Os diretores contextualizam os fatos que precederam o episódio, as argumentações dos países envolvidos e as consequências históricas do conflito. Por meio de arquivos raros e protegidos pelo governo, os segredos da guerra são revelados ao público.
Making a Murderer (2015), Moira Demos e Laura Ricciardi
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Após passar 18 anos preso por um crime que não cometeu, Steven Avery impetra uma ação civil contra o Condado de Manitowoc, pedindo uma indenização milionária. Mas, em 2005, quando está prestes a receber o dinheiro, Steven é acusado de assassinar a fotógrafa Teresa Halbach e condenado à prisão perpétua. O documentário mostra as falhas da justiça americana no julgamento de Steven.
Last Chance U (2016); Greg Whiteley, Adam Ridley e outros
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A obra explora todos os aspectos do time de futebol americano do East Mississippi Community College, um dos mais famosos dos Estados Unidos, vencedor de três campeonatos nacionais consecutivos. Enquanto a conselheira acadêmica, Britanny, se esforça para que todos os jogadores se formem na hora certa, o treinador Buddy enfrenta dificuldades com a equipe e deixa transparecer seu temperamento explosivo.
Wild Wild Country (2018), Chapman e Maclain Way
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A série documental acompanha a história do controverso guru indiano Bhagwan Shree Raineesh, mais conhecido como Osho. Nos anos 1960, Osho arrebanhou milhares de seguidores e criou uma comunidade para sua seita no deserto do Oregon, nos Estados Unidos. O projeto causou vários conflitos com a população local e logo foram descobertas as polêmicas sexuais e as corrupções financeiras realizadas pelo guru.
A 13ª Emenda (2016), Ava DuVernay
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Por meio da discussão sobre o sistema prisional norte-americano, a diretora Ava DuVernay mostra como, desde os tempos da escravidão, a população negra tem sido violentada e aprisionada para saciar os interesses das classes mais ricas dos Estados Unidos. Este fenômeno é perpetrado por leis que camuflam a opressão, incluindo a 13ª emenda da Constituição.
Na Rota do Dinheiro Sujo (2018), Erin Lee Carr, Alex Gibney e outros
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O documentário aborda as tramas de corrupção corporativas nos Estados Unidos. Desde o envolvimento do banco HSBC com a lavagem de dinheiro pelos narcotraficantes do México, até o esquema criado pela Volkswagen para burlar os testes de poluentes em seus carros à diesel, os episódios mostram como a ganância e o crime contaminam a economia global.
The Keepers (2017), Ryan White
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Irmã Cathy Cesnik, uma freira professora de um colégio católico em Baltimore, desapareceu em novembro de 1969. Seu corpo só foi encontrado dois meses depois e a investigação levou à descoberta de uma série de crimes sexuais cometidos pelo padre local, A. Joseph Maskell. Mas, as investigações não foram concluídas e os casos permanecem sem solução.
Ícaro (2017), Bryan Fogel
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O ciclista amador Bryan Fogel investiga o fenômeno do uso de doping no ciclismo. Ele faz um programa de uso de anabolizantes para melhorar o seu desempenho em uma competição na França e provar como é fácil burlar os controles antidoping. Para isso, ele conta com a ajuda do médico e cientista Grigory Rodchenkov. Em 2018, a produção ganhou o Oscar de “Melhor Documentário de Longa-Metragem”.
Jiro Dreams of Sushi (2011), David Gelb
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Com quase 90 anos, Jiro Ono trabalha incansavelmente em seu restaurante, o Sukiyabashi Jiro, famoso por servir o melhor sushi do mundo. Há décadas preparando essa iguaria da cozinha japonesa, o chef diz que ainda está em busca da perfeição. Enquanto isso, seu filho, Yoshizaku, conta como é viver com a pressão de ter que substituir o pai no comando do lendário restaurante.

POLÍBIO BRAGA - Associação de Advogados do Rio vai a juízo para afastar presidente nacional da OAB

Associação de Advogados do Rio vai a juízo para afastar presidente nacional da OAB: A Associação dos Advogados e Estagiários do Rio de Janeiro decidiu ajuizar Mandado de Segurança para afastar Felipe Santa Cruz da presidência nacional da OAB.

A entidade acha que o presidente usa a entidade para encampar vendettas pessoais e familiares contra os militares.

O hacker sabe de tudo, mas precisou de Manuela para saber o telefone de Glenn.

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 Alexandre Garcia,  Gazeta do Povo:


A Lava Jato está sob ataque. No fundo estes hackers estão atacando a Lava Jato, ou seja, estão protegendo os corruptos. A operação conseguiu a devolução de R$ 6 bilhões para a Petrobras, a empresa que mais foi atacada. Tiraram dela como formigas tiram mel do pote.

Quando houve a devolução do dinheiro foi com o objetivo de dizer que a Petrobras é nossa, do povo. Não só a Petrobras, mas os bancos estatais também são nossos. Não se aproveitem das estatais brasileiras de agora em diante, ou seja, depois que a polícia, o Ministério Público e a Justiça chegaram e condenaram 159 pessoas.

Enquanto isso, a Polícia Federal vai atrás do dinheiro dos hackers e de quem financiou essa invasão. Tentaram descobrir quem financiou os advogados do Adélio Bispo, mas a OAB não quis que descobrissem.

Está se escondendo alguma coisa. Há muita coisa escondida que começa a aparecer devagarzinho. Muita coincidência. Agora a gente vê que a candidata na chapa de Haddad foi quem passou o telefone do americano para o hacker.

Engraçado que esse hacker que tem condições de saber o telefone do Dallagnol, do Sergio Moro, do Paulo Guedes, do presidente Bolsonaro, dos presidentes da Câmara e do Senado e de ministros do Supremo não tem condições de descobrir o telefone do americano e precisa da intermediação da ex-deputada Manuela d’Ávila.

Ela diz que não tem nada a ver com isso e que apenas foi consultada e passou o telefone do Glenn. Enfim, agora a polícia está atrás do dinheiro.

De onde veio tanto ouro?

A polícia prendeu dois funcionários do aeroporto de Guarulhos que estariam envolvidos no assalto – sem tiros e violência – que levou 718,9 quilos de ouro, ou seja R$ 110 milhões.

Não se tem notícia do ouro até agora. Eu gostaria de saber de quem, para onde vai – aparentemente ele iria para os Estados Unidos e Canadá –, com quem está o ouro, e a título de que o pegaram. O que está escrito no guia de transportação desse ouro.

Também gostaria de saber por que que a Polícia Civil de São Paulo está nesse caso, uma vez que se trata de comércio internacional de ouro e aconteceu na divisão internacional do Aeroporto de Guarulhos.

A polícia já prendeu os suspeitos. Um dos presos mora em uma travessa de São Paulo chamada “nem prata, nem ouro”, o que é muita ironia.

Sanções? Duvido

Eu citei aqui que os navios iranianos estavam parados embarcando milho. Um deles já seguiu de volta para o Irã e outro ainda vai embarcar milho no porto de Santa Catarina, portanto é milho de agricultores catarinenses e paranaenses.

A Petrobras não queria abastecer com medo de sanções do governo dos Estados Unidos. Mas o ministro de plantão no Supremo, o presidente Dias Toffoli, mandou que abastecessem.

A Petrobras não podia deixar de obedecer a lei brasileira e agora vamos ver o que acontece. Se realmente vai haver sanções à Petrobras. O Brasil e os Estados Unidos estão em uma fase tão boa de amizade que eu duvido que haja essas sanções.

Heróis da Liberdade: homenanagem a Immanuel Kant

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 Instituto Liberal, João Luiz Mauad, s

Meu homenageado da série ‘Heróis da Liberdade’ de hoje é Immanuel Kant (22/04/1724 – 12/02/1804). De acordo com a Stanford Encyclopedia, Kant é uma figura central da filosofia moderna, que sintetizou o racionalismo e o empirismo do início da era moderna, estabeleceu os termos para grande parte da filosofia dos séculos XIX e XX e continua exercendo hoje uma influência significativa na metafísica, na epistemologia, na ética, na filosofia política, na estética e em outros campos. Eis algumas de suas citações:

“Sempre considere todo homem como um fim em si mesmo, e nunca o use meramente como um meio para seus fins [isto é, respeite que cada pessoa tenha uma vida e um propósito que sejam seus; não trate as pessoas como objetos a serem explorados].

A preguiça e a covardia explicam por que tantos homens permanecem sob tutela ao longo da vida e por que é tão fácil para alguns homens estabelecerem-se como guardiões de todo o resto.

O destino final da raça humana é a maior perfeição moral, desde que seja alcançada através da liberdade.

Liberdade é aquela faculdade que aumenta a utilidade de todas as outras faculdades.

A economia é um cuidado e um escrúpulo no gasto de seus recursos. Não é uma virtude e não requer habilidade nem talento.

Liberdade é independência da vontade compulsória do outro e, na medida em que tende a existir com a liberdade de todos segundo uma lei universal, é o único direito inato original pertencente a todo homem em virtude de sua humanidade.

O maior problema para a espécie humana, cuja solução o obriga a buscar, é o de alcançar uma sociedade civil que possa administrar a justiça universalmente.

Uma sociedade que não está disposta a exigir a vida de alguém que tomou a vida de outra pessoa é simplesmente imoral.

Aja de tal maneira que você trate a humanidade, seja em sua própria pessoa ou na pessoa de qualquer outro, nunca apenas como um meio para um fim, mas sempre como um fim em si mesmo.

Esse espírito de liberdade está se expandindo mesmo onde precisa lutar contra os obstáculos externos dos governos que entendem mal sua própria função.

Ninguém pode me obrigar a ser feliz de acordo com sua concepção do bem-estar dos outros, pois cada um deve buscar sua felicidade da maneira que julgar conveniente, desde que não infrinja a liberdade de outros em buscar um fim semelhante.

Se um criminoso cometeu assassinato, ele deve morrer. Neste caso, nenhum substituto possível pode satisfazer a justiça. Pois não há paralelo entre a morte e até mesmo a vida mais miserável, de modo que não há igualdade de crime e retribuição a menos que o perpetrador seja judicialmente condenado à morte.

Se a justiça perece, a vida humana na Terra perdeu seu significado.

Se for para te restringir por qualquer lei, deve ser uma pela qual eu também esteja restrito.

O gozo do poder corrompe inevitavelmente o juízo da razão e perverte sua liberdade.

Até mesmo os filósofos elogiarão a guerra como enobrecedora da humanidade, esquecendo o grego que disse: “A guerra é ruim porque gera mais males do que mata”.

Um governante é meramente o fiduciário dos direitos de outros homens, e ele deve sempre ter medo de violar esses direitos.

A única coisa permanente é a mudança.

Viva a sua vida como se todos os seus atos se tornassem uma lei universal.

A função do estado verdadeiro é impor as restrições mínimas e salvaguardar as liberdades máximas das pessoas.

Todo o nosso conhecimento começa com os sentidos, prossegue então para o entendimento e termina com a razão. Não há nada maior que a razão.

Aquele que é cruel com os animais torna-se difícil também em suas relações com os homens. Podemos julgar o coração de um homem pelo seu tratamento dos animais.”

Ucrânia aprova lei que iguala o comunismo ao nazismo

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Artigo de Jon Miltimore

Seus nomes ainda nos perseguem. Chelmno. Belzec, Sobibor. Treblinka. Auschwitz. Dachau. Majdanek.

Eles evocam imagens dos horrores dos centros de extermínio nazistas, onde milhões de judeus, poloneses, prisioneiros de guerra soviéticos e ciganos foram sistematicamente mortos em um dos grandes horrores do século XX.

Para muitos de nós, essa imagem está associada exclusivamente a Hitler e seus asseclas nazistas. Essa visão não se alinha com o registro histórico, no entanto.

Saldo mortal do Comunismo

O Livro Negro do Comunismo, um best-seller internacional, revela que a ‘obra’ dos comunistas no século XX mais do que se igual ao dos nazistas. Uma olhada rápida mostra que o número de mortes comunistas supera o sangrento legado dos nazistas: na China, 65 milhões de mortos; na União Soviética, quase 20 milhões; Vietnã, 1 milhão; Camboja, 2 milhões. Na Coreia do Norte o saldo é de 2 milhões e contando. Adicione mais alguns milhões com a Europa Oriental (1 milhão), África (1,7 milhão) e o Afeganistão (1,5 milhão).

"Ao todo, regimes comunistas mataram cerca de 100 milhões de pessoas — cerca de quatro vezes mais que o número de mortos pelos nazistas — tornando o comunismo a ideologia mais assassina da história humana", escreveu Marc Thiessan no Washington Post.

A diferente maneira como os horrores da Alemanha nazista e os horrores do comunismo do século XX são vistos têm sido fonte de frustração para muitos que veem a dissonância cognitiva em como a foice e o martelo são tratados em comparação com a suástica.

Para os legisladores na Ucrânia, essa dissonância cognitiva era maior do que podiam suportar. Em 2015, foi aprovada legislação para tornar o nazismo e o comunismo legalmente sinônimos.

Na semana passada, essa lei foi confirmada por um tribunal ucraniano.

"O regime comunista, como o regime nazista, infligiu danos irreparáveis aos direitos humanos porque durante sua existência ele tinha total controle sobre a sociedade, promovia perseguições e repressões politicamente motivadas, violava suas obrigações internacionais e suas próprias constituições e leis", declarou a corte.

A decisão abre caminho para a remoção da maioria dos monumentos comunistas remanescentes com nomes soviéticos na Ucrânia. Também proíbe o uso de símbolos nazistas e comunistas.

A fome da Ucrânia

Que o comunismo é um assunto delicado na Ucrânia não deveria ser uma surpresa. Como relatou Anne Applebaum, autora ganhadora do Prêmio Pulitzer, em seu livro de 2017, ‘Red Famine: Stalin's War on Ukraine’ (Fome Vermelha: A Guerra de Stalin contra a Ucrânia, sem edição no Brasil), quase 4 milhões de ucranianos morreram de fome na União Soviética entre 1931 e 1934. Applebaum esclarece como isso aconteceu.

“A decisão desastrosa da União Soviética de forçar os camponeses a abandonar suas terras e se unir a fazendas coletivas; o despejo de "kulaks", os camponeses mais ricos, de suas casas; o caos que se seguiu ", escreve ela," tudo era responsabilidade de Joseph Stalin, o secretário-geral do Partido Comunista Soviético ".

Milhões de pessoas morrendo de fome é algo hediondo. O mais aterrorizante é que essa política não foi acidental.

Até o verão de 1932, a fome em massa parecia evitável, escreve Applebaum. Os soviéticos poderiam ter pedido ajuda internacional, como fizeram em ocasiões anteriores. Poderia ter parado de exportar grãos ou interromper as requisições de grãos. Os líderes do partido optaram por não fazer nada disso.

“Em vez disso, no outono de 1932, o Politburo soviético, a liderança de elite do Partido Comunista Soviético, tomou uma série de decisões que ampliaram e aprofundaram a fome no campo ucraniano e ao mesmo tempo impediram os camponeses de deixar a república em busca de comida. No auge da crise, grupos organizados de policiais e ativistas partidários, motivados por fome, medo e uma década de retórica odiosa e conspiratória, entraram nas casas das famílias camponesas e levaram tudo que era comestível: batata, beterraba, abóbora, feijão, ervilha, qualquer coisa no forno e no armário, animais de fazenda e animais de estimação.”

Como resultado, 3,9 milhões de ucranianos morreram. À luz desses horrores, não é surpresa que muitos na Ucrânia, que sofreram durante o período de domínio nazista na década seguinte, enxerguem pouca diferença entre as atrocidades coletivas dos nazistas e as atrocidades coletivas dos comunistas. (Gazeta do Povo).

30 de Julho de 762: É fundada a cidade de Bagdad, centro de comércio e erudição do século VIII

30 de Julho de 762: É fundada a cidade de Bagdad, centro de comércio e erudição do século VIII:

No dia 30 de Julho de 762 d.C., é fundada Bagdad centro de comércio e erudição, cujas raízes remontavam à antiga Babilónia.
Em 634 d.C.  o recém-criado império muçulmano  expandia-se na região do Iraque, que à época fazia parte do Império Persa. Exércitos muçulmanos, sob o comando de Khalid ibn Waleed, deslocaram-se para a região e derrotaram os persas.  Ofereceram aos residentes, na maioria cristãos, duas escolhas: adoptar o Islão ou pagar uma taxa denominada “jizyah” para receberem a protecção do novo governo e serem excluídos do serviço militar.
O califa Omar ibn Al-Khattab ordenou a fundação de duas cidades para proteger o novo território: Kufah, a nova capital da região, e Basrah, a nova cidade portuária. A origem do nome Bagdad é controversa. Alguns dizem que provém de uma expressão do idioma aramaico significando "redil de ovelhas”. Outros defendem que decorre do antigo idioma persa: “bag”, que significa Deus, e “dad”, que significa presente – isto é, “Presente de Deus”.
Por volta de 762, a dinastia Abássida assume o poder do vasto mundo muçulmano e muda a capital para a recém-fundada cidade de Bagdad.  Ao longo dos cinco séculos seguintes, a cidade tornou-se centro mundial de educação, cultura e arte. Este período de glória passou a ser conhecido como “A Era de Ouro” da civilização islâmica, quando estudiosos do mundo muçulmano deram importantes contribuições às ciências e às humanidades. Sob o governo da dinastia Abássida, Bagdad transformou-se numa cidade de museus, hospitais, bibliotecas e mesquitas.
A maioria dos mais famosos sábios muçulmanos do século IX até o século XIII tiveram as suas raízes intelectuais em Bagdad. Um dos mais célebres centros de estudo foi Bayt al-Hikmah (a Casa da Sabedoria), que atraiu estudiosos do mundo inteiro, de muitas culturas e religiões. Lá, professores e estudantes trabalhavam juntos para traduzir manuscritos gregos, preservando-os para todo o tempo. Estudavam os trabalhos de Aristóteles, Platão, Hipócrates, Euclides e Pitágoras. A Casa da Sabedoria foi a sede académica do mais consagrado matemático do seu tempo: Al-Khawarizmi, o “pai” da álgebra.
Enquanto a Europa estava mergulhada na Idade Média, Bagdad era o coração de uma vibrante e diversificada civilização. Era conhecida como a mais rica e a mais intelectual metrópole do seu tempo e segunda em dimensão, só atrás de Constantinopla.
Após 500 anos de reinado, porém, a dinastia Abássida perdia paulatinamente a sua vitalidade e relevância sobre o imenso universo muçulmano. As razões eram naturais – vastas inundações e incêndios – e, em parte, políticas – rivalidade entre muçulmanos xiitas e sunitas ocasionando problemas internos de segurança.
A cidade de Bagdad foi finalmente destroçada pelos Mongóis em 1258, pondo fim concretamente aos Abássidas.  Os rios Tigre e Eufrates, segundo consta, tingiram-se de vermelho com o sangue de milhares de pessoas. Calcula-se que 100 mil de um milhão de habitantes de Bagdad foram massacrados. Muitas das bibliotecas, canais de irrigação e grandes tesouros históricos foram saqueados e arruinados para sempre.
Teve início então um longo período de declínio, foi palco de numerosas guerras e batalhas que prosseguiram até os nossos dias.
Fontes: Opera Mundi
wikipedia (imagens)



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A conquista de Bagdad pelos Mongóis 

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 Bagdad em 1876