"O maior inimigo da autoridade é o desprezo e a maneira mais segura de solapá-la é o riso." (Hannah Arendt 1906-1975)

segunda-feira, 30 de setembro de 2019

A importância de manter-se firme aos princípios - Mises e seu legado.

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 Instituto Mises, Gary North

Um indivíduo que sistematicamente discipline sua vida em torno do objetivo de aprimorar as vidas daqueles que o rodeiam irá deixar um legado. Este legado pode ser positivo ou negativo.

Existem aqueles que estão apenas em busca de poder e que, por isso, irão tentar influenciar a vida de outras pessoas por meio do engano e da adulação. Seu objetivo é mudar corações, mentes e o comportamento daqueles que o cercam. Seu legado tende a ser negativo.

Mas há também aqueles que se esforçam ao máximo para transformar as vidas de terceiros de uma forma positiva. Eles invariavelmente seguem um estilo de vida específico, o qual governa suas ideias e seu comportamento. Eles sistematicamente tentam estruturar suas próprias vidas de tal maneira que eles próprios se tornam demonstrações empíricas da própria visão de mundo que defendem. 

Qualquer pessoa que tenha como o objetivo de sua vida mudar as opiniões de outras pessoas tem de estar comprometida com dois princípios: fazer sempre aquilo que defende e apoiar (de qualquer maneira possível) causas que estejam de acordo com o que defendem. 

Em primeiro lugar, é preciso ter em mente que a maioria das pessoas não quer mudar sua opinião em relação a nada. Mudar uma única opinião significa que o indivíduo tem de mudar suas opiniões a respeito de vários tópicos. Aquela velha regra é válida: "Você não pode mudar apenas uma coisa". Portanto, há um alto custo ao se repensar aquelas opiniões que você mais aprecia e valoriza. Pessoas tendem a evitar empreitadas que envolvam altos custos.

Quando alguém é confrontado com uma nova opinião, se esta opinião está relacionada a como as pessoas devem agir, uma das primeiras autodefesas que o ouvinte irá levantar é esta: "A pessoa que está recomendando esta nova ideia vive consistentemente em termos desta ideia?" Se é algo óbvio para o ouvinte que esta pessoa não faz o que diz defender, então fica claro que o próprio defensor da ideia não leva a sério a verdade e a efetividade daquilo que ele diz defender. Isto dá ao ouvinte uma maneira fácil de escapar da conversa. A ideia defendida não vingará.

Ludwig von Mises

Meu único encontro pessoal com Mises ocorreu no segundo semestre de 1971. Eu havia sido contratado pela Foundation for Economic Education. Naquela data, eu havia sido convidado para uma cerimônia especial. F.A. Harper havia editado uma segunda coleção de ensaios honrando Mises. O primeiro livro de ensaios havia sido editado pela esposa de Hans Sennholz, Mary Sennholz, e foi publicado em 1956. 

A cerimônia ocorreu em um hotel em Nova York. Após a cerimônia, tive a oportunidade de conversar com Mises sobre vários assuntos, inclusive sua ligação com o sociólogo alemão Max Weber. Weber havia se referido ao ensaio de Mises, O cálculo econômico sob o socialismo, em uma nota de rodapé em um livro que Weber não chegou a completar. Ele morreu em 1920. Mises me disse que ele havia enviado seu ensaio para Weber.

Mises deixou um legado que, desde sua morte em 1973, vem crescendo continuamente. Ele foi um daqueles raros homens que teve duas fases em sua carreira. A primeira fase, que começou em 1912 e terminou após a publicação da Teoria Geral (1936) de John Maynard Keynes, estabeleceu sua reputação de grande teórico econômico. Seu livro de 1912 sobre moeda e sistema bancário, seu livro de 1922 sobre o socialismo, e seus vários artigos sobre tópicos específicos de teoria econômica o comprovaram um grande teórico. 

Mas sua inflexível oposição a todas as formas de moeda fiduciária estatal de curso forçado garantiu a ele a reputação de um Neandertal do século XIX em um mundo de moedas estatais de curso forçado, o qual começou com a abolição do padrão-ouro clássico no início da Primeira Guerra Mundial, em 1914. Sua hostilidade ao socialismo também contribuiu para seu status de pária. Ele estava vigorosamente resistindo a tudo aquilo que os círculos acadêmicos consideravam ser a onda do futuro. Acadêmicos sempre querem seguir modismos. Mises não era assim.

O triunfo do keynesianismo após 1936, em conjunto com a erupção da Segunda Guerra Mundial em 1939, trouxe um eclipse à carreira de Mises. Na primeira metade da década de 1930, a influência do nazismo na Áustria crescia sombriamente. Sendo um liberal da velha guarda e um judeu, Mises sabia que seus dias estavam contados. Ele temia que os nazistas tomassem o controle da Áustria, e ele estava correto. Sendo um economista defensor do livre mercado — conhecido pela esquerda como o mais implacável oponente do intervencionismo econômico — e um judeu, ele não teria sobrevivido na Áustria.

Sentindo que tais eventos eram apenas uma questão de tempo, Mises aceitou um cargo em Genebra e para lá se mudou em 1934, aceitando um dramático corte salarial. Sua noiva o acompanhou e lá se casaram, não sem antes ele tê-la avisado que, embora escrevesse bastante sobre o assunto, ele nunca teria muito dinheiro.

Mises ficou em Genebra por seis anos, obrigado a deixar para trás sua adorada Viena e tendo de ver, impotente, a civilização sendo despedaçada. Quando os nazistas anexaram a Áustria em 1938, eles saquearam seu apartamento em Viena e roubaram todos os seus livros e monografias. Ele passou a viver uma existência nômade, sem ter a mínima ideia de qual seria seu próximo emprego. E foi assim que ele viveu o auge de sua vida: já estava com 57 anos e era praticamente um sem-teto.

Mas nada disso abalou Mises. Ele seguia concentrado em seu trabalho. Durante seus seis anos em Genebra, ele continuou se dedicando à pesquisa econômica e às escritas. O resultado foi sua até então obra magna, um enorme tratado de economia chamado Nationalökonomie (o precursor de Ação Humana). Em 1940, ele completou o livro, o qual foi publicado por uma pequena editora e com edição extremamente limitada. Mas quão intensa poderia ser, naquela época, a demanda por um livro sobre liberdade econômica escrito em alemão? Certamente não seria nenhum bestseller. E Mises certamente sabia disso enquanto o escrevia. Mas escreveu assim mesmo.

No entanto, em vez de celebrações e noite de autógrafos, Mises naquele ano se deparou com outro evento que mudaria (novamente) sua vida. Ele foi avisado por seus patrocinadores em Genebra que havia um problema. Vários judeus estavam se refugiando na Suíça. Ele foi alertado de que deveria procurar outro lar. Os Estados Unidos eram o novo porto seguro.

Mises então começou a escrever cartas pedindo por posições universitárias nos EUA, mas tente imaginar o que isso significava. Ele só falava alemão. Suas habilidades em inglês se resumiam à leitura. Ele teria de aprender o idioma ao ponto de se tornar exímio o bastante para poder dar aulas. Ele havia perdido todos os seus arquivos, monografias e livros. Ele não tinha nenhum dinheiro. E ele não conhecia ninguém influente nos EUA.

E havia um sério problema ideológico também nos EUA. O país estava completamente dominado e fascinado pela economia keynesiana. A profissão de economista havia sofrido um vendaval. Praticamente não mais existiam economistas pró-livre mercado nos EUA, e não havia nenhum acadêmico defendendo esta causa. No final, Mises se mudou para os EUA sem ter nenhuma garantia de nada. E já estava com quase 60 anos.

Quando ele chegou aos EUA em 1940 como um judeu refugiado, ele era praticamente um desconhecido no país. Ele não tinha nenhum cargo assalariado de professor. Ele já tinha 59 anos. Ele jamais havia estado nos EUA. Mas ele teve uma grande sorte: havia um jornalista nos EUA que não apenas conhecia sua obra, como também havia se tornado um defensor dela em suas colunas de jornal. Seu nome era Henry Hazlitt. Foi Hazlitt quem estimulou alguns empreendedores, como Lawrence Fertig, a fazer doações recorrentes a Mises.

Mises então passou a depender exclusivamente das doações destes poucos amigos e de alguns artigos que eram ocasionalmente encomendados por algumas revistas especializadas, a pedido destes amigos.

Durante os 30 anos seguintes, Mises foi uma voz solitária e sem recursos em defesa do livre mercado, lutando contra a vastidão keynesiana que dominava a paisagem mundial. Ele criou um seminário na New York University (NYU) para estudantes universitários, o qual durou 25 anos. Murray Rothbard era um dos frequentadores assíduos, embora apenas como ouvinte. Mises nunca recebeu salário da universidade, a qual o relegou ao status de professor visitante. Ele recebia ajuda de doadores. No entanto, não há hoje nenhum professor do departamento de economia da NYU que seja lembrado. Todos foram pessoas sem importância e não deixaram nenhum legado.

A publicação de seu livro Ação Humana, pela Yale University Press em 1949, começou a estabelecer sua reputação nos EUA. O livro vendeu muito mais do que havia sido inicialmente previsto. Este livro foi o primeiro a conter uma teoria abrangente e integrada da economia de livre mercado. Até então, nada remotamente parecido havia sido publicado. Foram muito poucas as pessoas que se deram conta disso em 1949, mas qualquer um que já tenha estudado a história do pensamento econômico sabe que é neste livro que se encontra a primeira aplicação abrangente da teoria econômica para toda uma economia de mercado. A análise é integrada em termos da defesa econômica austríaca da teoria do valor subjetivo e do individualismo metodológico.

Ele continuou escrevendo após 1949. Seus livros foram vendidos pela Foundation for Economic Education (FEE), a qual fez com que ele ganhasse a atenção de leitores que defendiam o livre mercado. Seus artigos começaram a aparecer na revista publicada pela FEE, The Freeman. A revista não era de ampla circulação nos meios acadêmicos, mas era bastante lida pela direita.

Eu comprei uma cópia de Ação Humana em 1960. Naquela época, eu já estava a par da importância de Mises para a história do pensamento econômico, mas, em minha universidade, eu provavelmente era o único estudante que o conhecia. 

Mises sempre foi um obstinado em sua dedicação aos princípios do livre mercado. Provavelmente mais do que qualquer outro grande intelectual do século XX, ele era conhecido entre seus pares como alguém inflexível, que não fazia concessões àquilo em que acreditava. Pelos economistas da Escola de Chicago ele foi chamado de ideólogo. E eles estavam certos. Por causa de sua consistência na aplicação do princípio do não-intervencionismo em cada setor da economia e, acima de tudo, por causa de sua oposição a bancos centrais e à manipulação estatal da moeda, os economistas o consideravam excêntrico. "Excêntrico", para eles, era sinônimo de "rigorosamente consistente".

Assim como os nazistas, os soviéticos também sabiam quem era Mises. Após a queda do nazismo, os soviéticos confiscaram as obras de Mises então em posse dos nazistas e as enviaram a Moscou. Suas obras roubadas ficaram em Moscou e nunca foram descobertas por nenhum economista ocidental até a década de 1980. O que foi uma grande ironia: economistas ocidentais não sabiam quem era Mises, mas os economistas soviéticos sim. Isto se tornou ainda mais verdadeiro em meados da década de 1980, quando a economia soviética começou a se desintegrar, exatamente como Mises havia previsto que aconteceria.

A grande vantagem de Mises sobre praticamente todos os seus colegas era esta: ele escrevia claramente. Todos os outros economistas, além de escreverem da maneira convoluta e repleta de jargões, enchem seus escritos de equações. Mises não utilizava equações e nem recorria a jargões. Ele escrevia seus parágrafos utilizando sentenças que eram desenvolvidas de maneira sucessiva. Você pode começar pela primeira página de qualquer um de seus livros e, se prestar atenção, chegará ao fim sem se tornar confuso em momento algum.

Isto era uma grande vantagem, pois as pessoas comuns que se interessavam por economia conseguiam seguir sua lógica. Sua reputação se espalhou no final de década de 1950 e por toda a década de 1960 por causa de seus artigos na The Freeman. Esta revista chegou a ter uma circulação de 40 mil exemplares em alguns anos. Não eram muitos os economistas que conseguiam, naquela época, atingir um público tão amplo e tão variado.

Mises realmente se manteve firme aos seus princípios durante todo o seu tempo de vida. Ele se manteve firme de maneira tão tenaz e obstinada que, por décadas, ele não teve influência alguma sobre a comunidade acadêmica. Todos os economistas o desprezavam ou ignoravam. Porém, após sua morte em 1973, sua influência começou a crescer. Em 1974, seu discípulo F.A. Hayek ganhou o Prêmio Nobel de Economia. Pouco a pouco, a reputação de Mises foi se espraiando. 

Hoje, há vários Institutos Mises ao redor do mundo — todos surgidos voluntária e espontaneamente, sem nenhum financiamento centralizado —, e seu nome é atualmente mais conhecido do que o de quase todos os outros economistas de sua geração, tanto os de antes da Primeira Guerra Mundial quanto os de depois da Segunda Guerra Mundial. O cidadão comum certamente não está familiarizado com os nomes da maioria dos economistas da primeira metade do século XX, e certamente é incapaz de ler e compreender as obras de praticamente qualquer economista da segunda metade.

Portanto, exatamente porque Mises nunca se mostrou disposto a fazer concessões, especialmente na área de metodologia, seu legado tem sido muito maior do que o da maioria de seus finados colegas. O legado de Mises só cresce; o deles, praticamente não existe.

Conclusão

Mises deve ser julgado não somente como um pensador extraordinariamente brilhante, mas também como um ser humano extraordinariamente corajoso. Ele acima de tudo sempre se manteve inarredavelmente apegado à verdade de suas convicções, sem se importar com o resto, e sempre preparado e disposto a atuar sozinho, sem uma única ajuda, na defesa da verdade. Ele jamais se importou um buscar fama pessoal, posições de prestígio ou ganhos financeiros, pois isso significaria ter de sacrificar seus princípios. 

Durante toda a sua vida, ele foi marginalizado e ignorado pelo establishment intelectual, pois a verdade de suas visões e a sinceridade e o poder com que as defendia e desenvolvia estraçalhava todo o emaranhado de mentiras e falácias sobre o qual a maioria dos intelectuais de sua época — bem como os de hoje — construiu suas carreiras profissionais. 

Seus seminários, assim como seus escritos, eram caracterizados pelo mais alto nível de erudição e sabedoria, e sempre mantendo o mais profundo respeito pelas ideias. Mises jamais se interessou pela motivação pessoal ou pelo caráter de um autor, e sim por uma só questão: saber se as ideias daquela pessoa eram verdadeiras ou falsas. Da mesma forma, sua postura e comportamento pessoal sempre foram altamente respeitosos, reservados e fonte de amigável encorajamento. Ele constantemente se esforçava para extrair de seus alunos o que neles havia de melhor, para ressaltar suas melhores qualidades. 

O mundo vive hoje mais uma era de planejamento econômico, e estamos vendo os economistas se dividirem em dois lados. A esmagadora maioria se limita a dizer exatamente aquilo que os regimes querem ouvir. Afastar-se muito da ideologia dominante é um risco que poucos estão dispostos a correr. As recompensas materiais são quase nulas, e há muito a perder.

Ser um economista íntegro significa não se furtar a dizer coisas que as pessoas não querem ouvir; significa, principalmente, dizer coisas que o regime não quer ouvir. Para ser um bom economista, é necessário bem mais do que apenas conhecimento técnico. É necessário ter coragem moral. E, no mercado atual, tal atitude está ainda mais escassa do que a lógica econômica.

Assim como Mises necessitou da ajuda de Hazlitt e Fertig, economistas com coragem moral necessitam de apoiadores e de instituições que os suportem e deem voz a eles. Este é um fardo que tem de ser encarado. Como o próprio Mises dizia, a única maneira de se combater ideias ruins é com ideias boas. E, no final, ninguém estará a salvo se a civilização for destruída em consequência do predomínio das ideias ruins.

JORNAL DA CIDADE ONLINE - Urge a convocação de uma nova Assembleia Nacional Constituinte e a promulgação de uma nova Constituição


Urge a convocação de uma nova Assembleia Nacional Constituinte e a promulgação de uma nova Constituição: É fato. A chamada Constituição “cidadã” de 1988, com seu excesso de garantismos é um verdadeiro desastre. Trata-se de um oásis para a impunidade. É surreal, bizarro, repugnante e constrangedor a forma...

POLÍBIO BRAGA - Comunista Manuela D'Ávila falou durante 9 dias com o hacker que roubou dados dos celulares de Dallagnol e Moro

Comunista Manuela D'Ávila falou durante 9 dias com o hacker que roubou dados dos celulares de Dallagnol e Moro:

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Existem 38 prints de conversas entre a comunista gaúcha e o hacker. A conversa entre o hacker Walter Delgatti Neto, o Vermelho, com Manuela D’Ávila não foi tão breve e nem tão superficial como faz crer a comunista nas suas entrevistas. A conversa foi além de uma mera troca de
contato telefônico, como a ex-deputada chegou a afirmar, relata o Estadão.

O inquérito sigiloso revela que CONTINUE LENDO.

Lula Livre Já !


Milton Pires. 

Sem brincadeira nem ironia, rezo de todo coração para que na quarta-feira o Vagabundo Petista seja libertado. Essa nação de imbecis precisa de um choque de realidade. 

É necessário o FIM da bobagem, da fantasia, da hipocrisia do “Estado de Direito”, do “jipe, cabo e soldado”, da “Operação Lava Jato”, dos comentários dos “especialistas”...Em resumo: de qualquer forma de mentira, de fantasia capaz de passar ao Mundo a impressão de que o Brasil é um país de gente normal. 

Nós não somos normais! Nós mentimos para nós mesmos durante toda nossa História e dizemos que “tem complexo de vira-latas” quem denuncia nossa miséria...Temos orgulho da nossa servidão, da nossa grosseria, do nosso mau gosto, da nossa ignorância! Acreditamos que se muda a História com a camiseta da Seleção de Futebol nas passeatas de domingo!

Nosso “jeitinho brasileiro”, nossa covardia, nossa conciliação...nossa incapacidade para se deprimir são nosso patrimônio nacional. Nada é suficiente para nos entristecer, para  nos revoltar…

Essa coisa nojenta observada nas reuniões sociais e nos grupos de Facebook de todas as classes, de todas as profissões, onde um silêncio constrangedor brota espontaneamente sempre que alguém começa a dizer ou escrever a VERDADE….tem que acabar!

Vai acabar, se Deus quiser...quarta-feira o STF vai nos dar essa alegria! 

O Vagabundo Petista precisa ser libertado, precisa voltar a percorrer o Brasil convocando a ralé, os pederastas, os maconheiros, os pedófilos, as sapatas, os ladrões, os assediadores que são  chefes nos serviços públicos, os doutores dentro das Universidades de Aluguel, os tarados...

Lula precisa invocar os traidores da medicina defensores dos médicos cubanos, da Telemedicina, precisa conclamar a ralé comunista dos “Juízes pela Democracia”, o lixo dos falsos professores que treinam crianças para sentirem pena das florestas, para chamarem brasileiros de fascistas e esquecerem seus colegas estudando dentro de contêineres…usando chinelinho de dedo no inverno do sul do Brasil...

Lula precisa ser libertado para que o Brasil perceba quem é este miliciano evangélico corrupto por cuja vida nós rezamos depois da facada e que agora vai deixar o Brasil no caos para comparecer à coroação do Imperador Yakisoba em Tóquio enquanto as pessoas continuam morrendo como bichos dentro de UPA’s imundas chefiadas por ladrões das secretarias municipais da saúde,  enquanto este povo de merda fuma maconha, dança funk e se reproduz como ratos nas favelas em que se odeiam policiais e se protegem traficantes…Enquanto o advogado do Senador, que é filho corrupto de Bolsonaro, se reúne com o Presidente no Palácio do Planalto...Enquanto Maia, Toffoli e Alcolumbre destroem a Nação...enquanto o Exército homenageia os veteranos da FEB na Itália, berra que a “Amazônia é Nossa” e joga vôlei de praia...

Lula precisa ser libertado, eu rezo para isso, para que tudo volte à velha e boa corrupção de sempre, para que ele possa fazer um comício na Cinelândia com a presença dos mesmos cafajestes de sempre, com a presença e a música de Chico e Gilberto Gil “de sempre”, com os atores viciados em cocaína da Rede Globo “de sempre”, com os artigos de Reinaldo Azevedo, Luís Fernando Veríssimo e Juremir Machado da Silva “no dia seguinte de sempre”...

Lula livre já! Lula Presidente até que Brasília seja uma só com Caracas e Havana, até que se fale português na Venezuela e espanhol no Rio de Janeiro, até que falte luz, gasolina, água, comida...até que as pessoas comecem a comer pombos, gatos e cachorros porque as prateleiras dos mercados estão vazias e as lavouras abandonadas…

Lula fora da cadeia na quarta-feira “de cinzas” para que as “garantias constitucionais sejam mantidas”, para que o STF diga que a “democracia não está ameaçada e as instituições estão funcionando”, para que o Mundo não desconfie de nada, para que nós mesmos não tenhamos mais dúvida alguma...de que tudo está bem...de que tudo voltou ao normal…

Para que não sobre mais nada do Brasil…

(Aos amigos que formaram o “Inglourious Doctor” em 2013)

Porto Alegre, 30 de setembro de 2019. 

REZANDO PELA LIBERDADE DO VAGABUNDO PETISTA.


POLÍBIO BRAGA - Lula já sabe o que fará o STF, nega sair por progressão de pena e aguarda a anulação dos seus julgamentos, quarta-feira.

Lula já sabe o que fará o STF, nega sair por progressão de pena e aguarda a anulação dos seus julgamentos, quarta-feira.:

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O fac simile ao lado é da manifestação feita pelo prisioneiro por corrupção e lavagem de dinheiro Lula da Silva.

Arrogante, ele se dirige ao que chama de "povo brasileiro".

Na carta, diz que não vai trocar a sua dignidade pela liberdade e que só sairá da cadeia se for inocentado ou tiver julgada sua inocência.

O líder máximo do PT e das esquerdas brasileiras condenado em duas ações como corrupto da pior espécie, o líder do PT parece estar convencido de que nesta quarta-feira o STF anulará as duas condenações. O STF já deu sinais de que obedecerá seu chefe, porque na semana passada o pleno confirmou que no caso do réu Aldemir Bendine, ex-presidente da Petrobrás, o julgamento que o condenou por corrupção terá que ser anulado e refeito, tudo porque a Corte inventou que réus delatados precisam falar depois de acusadores e delatores, tudo no ãmbito das alegações finais, última fase de qualquer processo penal ou cível.

Agora, quarta-feira, o STF decidirá qual a extensão da sua invenção ilegal, inconstitucional, inacetiável e bandida, mas já se sabe que o objetivo da maioria formada é atender a ordem de Lula, que é a de anular os seus dois julgamentos.

PARABÉNS AO CRM-PI: FATO INÉDITO NA HISTÓRIA DA MEDICINA BRASILEIRA.


*NOTA AOS MÉDICOS PIAUIENSES*

O Conselho Regional de Medicina do Estado do Piauí (CRM-PI) vem a público informar e requerer o que segue:


É de amplo conhecimento a questão dos reiterados atrasos no pagamento dos salários dos médicos e demais profissionais de saúde do Estado do Piauí, situação esta que o CRM-PI vem buscando incansavelmente solucionar junto à Secretaria Estadual de Saúde do Piauí (SESAPI) e Fundação Estatal Piauiense de Serviços Hospitalares (FEPISERH) a fim de garantir o recebimento da justa remuneração por parte dos profissionais e evitar a entrega das escalas médicas, o que inclusive já vem ocorrendo.


Mesmo diante das inúmeras tratativas e reuniões realizadas, a mais recente na data de 26.09.2019, com a participação deste CRM-PI, Ministério Público Estadual, Ministério Público do Trabalho, Tribunal de Justiça e demais instituições, a SESAPI e FEPISERH não têm apresentado uma solução justa e exequível para resolver a situação, limitando-se a propor incontáveis prazos e cronogramas que, na prática, não são/serão cumpridos.


Não bastasse tamanha gravidade, chegou ao conhecimento deste Regional que, nos estabelecimentos de saúde onde houve entrega das escalas médicas por falta de pagamento dos profissionais, os diretores estão em busca de médicos para substituírem aqueles que deixaram as escalas. Tal conduta reforça a completa falta de interesse por parte dos gestores em solucionar o problema e, mais grave ainda, a atitude de continuarem incorrendo na mesma prática desrespeitosa.


Assim, o CRM-PI vem lembrar aos médicos que o Código de Ética Médica (Resolução CFM 2.217/2018), em seus Princípios Fundamentais, estabelece que:


III – Para exercer a medicina com honra e dignidade,, *o médico necessita ter boas condições de trabalho e ser remunerado de forma justa*.


IV - Ao médico cabe zelar e trabalhar pelo *perfeito desempenho ético da medicina, bem como pelo prestígio e bom conceito da profissão.*


XV - *O médico será solidário com os movimentos de defesa da dignidade profissional, seja por remuneração digna e justa, seja por condições de trabalho compatíveis com o exercício ético-profissional da medicina e seu aprimoramento técnico-científico.*


Além disso, o Código de Ética Médica esclarece que, dentre outros, constituem direitos do médico:


III - Apontar falhas em normas, contratos e práticas internas das instituições em que trabalhe quando as julgar indignas do exercício da profissão ou prejudiciais a si mesmo, ao paciente ou a terceiros, devendo comunicá-las ao Conselho Regional de Medicina de sua jurisdição e à Comissão de Ética da instituição, quando houver.


V - Suspender suas atividades, individualmente ou coletivamente, *quando a instituição pública ou privada para a qual trabalhe não oferecer condições adequadas para o exercício profissional ou não o remunerar digna e justamente, ressalvadas as situações de urgência e emergência,* devendo comunicar imediatamente sua decisão ao Conselho Regional de Medicina.


Assim, diante das normas éticas que regem nossa profissão, *conclamamos os médicos piauienses a não aceitarem assumir as vagas nas escalas médicas oriundas da entrega pelos profissionais que assim procederam por não receberem suas justas remunerações.* Neste momento, precisamos da união e compreensão de todos os profissionais, a fim de buscar uma solução que seja benéfica à comunidade médica e à sociedade.


O CRM-PI reitera que continuará atuando em defesa dos profissionais médicos, obedecidos os limites legais de atuação, objetivando a quitação dos débitos referentes aos pagamentos em atraso, uma vez que os médicos não podem ser penalizados nesse sentido, pois constitui direito do profissional receber por um serviço já prestado.


Por fim, o CRM-PI reafirma seu compromisso com a ética e a defesa dos interesses dos profissionais da medicina, os quais atuam comprometidos com a oferta de assistência de qualidade à população piauiense, e atuará em favor dos médicos até a última instância.


*Mirian Perpétua Palha Dias Parente*

Presidente do CRM-PI



COMENTÁRIO DO EDITOR DO ATAQUE ABERTO:

Em 25 anos de profissão como médico no Brasil é a PRIMEIRA VEZ que eu vejo um Conselho Regional de Medicina ter dignidade, honra e vergonha na cara para cumprir com sua OBRIGAÇÃO e se dirigir DIRETAMENTE à classe médica lembrando o seu dever de não compactuar com bandidos da política que controlam a saúde pública no Brasil. Meus parabéns, de todo coração, ao Conselho Regional de Medicina do Estado do Piauí. Eu tenho ORGULHO de vocês. 

Forte abraço, 

Dr. Milton Pires
CREMERS 20958.

"O Caminho da Servidão", 75 anos depois.

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 João Carlos Espada, via Observador:

Sim, foi há 75 anos, em Setembro de 1944, que um desconhecido professor austríaco, exilado na London School of Economics, publicou na editora anglo-americana Routledge um livro que viria a ser um best-seller mundial: The Road to Serfdom [O Caminho para a Servidão]. Está publicado entre nós pelas Edições 70 (2009), e foi inicialmente publicado em 1977 por iniciativa do saudoso Orlando Vitorino — que convidou Hayek a falar em Lisboa, no Grémio Literário. (Orlando Vitorino contou-me uma vez, numa deliciosa conversa ao fim da tarde, junto da lareira da sua encantadora casa perto de Sesimbra — corajosamente ainda hoje preservada pela família — que estavam menos de 20 pessoas nessa sessão em Lisboa com Hayek, em 1977).

Fiquei por isso muito honrado ao ser convidado para escrever o prefácio para a nova edição das Edições 70, publicada em 2009 — onde prestei o incontornável tributo a Orlando Vitorino. Não vou aqui repetir o (talvez demasiado) longo texto que está publicado, mas gostaria de recordar dois ou três pontos.

Em primeiro lugar, Hayek era em 1944 quase uma voz no deserto: anti-nazi, anti-comunista e… crítico do socialismo estatista — que na época tendia a tornar-se o dogma politicamente correcto. Ainda por cima, Hayek designava-se como simplesmente liberal. Karl Popper, na Sociedade Aberta e os seus Inimigos, em 1945, também na Routledge, viria a reforçar esta voz liberal. Joseph Schumpeter, em 1941, no seu Capitalism, Socialism and Democracy, tinha de certa forma re-lançado as bases do argumento liberal anti-estatista.

Com vibrante energia, Hayek recordou o que surpreendentemente estava a ser esquecido em 1944, devido à eficiente retórica comunista sobre a chamada “frente anti-fascista”: a II Guerra fora desencadeada em 1939 por uma desprezível aliança entre comunistas e nazis (o infame pacto Molotov-Ribbentrop). Foram estes aliados nazis e comunistas que invadiram a Polónia em Setembro de 1939 — e foi aí que começou a II Guerra, porque o Reino Unido e a França tinham um nobre acordo de defesa mútua com a Polónia.

A URSS mais tarde saiu daquela aliança original com os nazis —mas apenas porque foi invadida por eles (tendo aliás sido avisada por Churchill, mas Staline terá dito que confiava mais no nacional-socialista Hitler no que no capitalista-imperialista Churchill). Convém aliás recordar que o único jornal que foi autorizado a circular pelos nazis, nos primeiros dias após a ocupação de Paris em Junho de 1940, foi o órgão central do partido comunista francês.

O segundo ponto é o seguinte: a razão pela qual o nacional-socialismo, o fascismo e o comunismo se coligaram não foi meramente circunstancial. Foi profundamente ideológica. Eles eram todos anti-capitalistas e anti-liberais. Vamos aliás ser mais claros: eles eram basicamente e ostensivamente anti-capitalistas: contra a economia descentralizada de mercado, fundada na propriedade privada protegida pela lei — e a favor de uma economia centralmente comandada pelo estado, com vista a atingir certos objectivos centralmente definidos como “objectivos nacionais”, ou “objectivos da classe operária” — ou, por outras palavras mais simples, “os objectivos correctos”, ou “certos”.

Hayek desenvolveu uma crítica demolidora destes sonhos colectivistas e estatistas. Ninguém sabe o suficiente para centralmente definir os “objectivos” de uma sociedade complexa. Numa sociedade livre, existe um conhecimento tácito e descentralizado que é diariamente processado pelos consumidores, famílias, empresas e outras instituições civis. Acima de tudo, esse processamento está submetido a uma severa disciplina impessoal — a disciplina do mercado sob a lei — que nenhuma entidade particular consegue dirigir.

Em severo contraste, se esta disciplina impessoal do mercado fundada na propriedade privada e na concorrência sob a lei, for substituída pela planificação central, o resultado será inelutável: corrupção e clientelismo, gerados pelas decisões arbitrárias do estado; quebra do crescimento económico; empobrecimento geral. Todas as experiências comunistas confirmaram até agora esta previsão, da URSS à China, de Cuba à Coreia do Norte e mais recentemente à Venezuela.

Hayek aliás acrescentou um argumento adicional (que seria fortemente secundado por Popper) e que é hoje particularmente politicamente incorrecto: a ideia de que a sociedade deve ser centralmente planificada por uma autoridade central é uma ideia basicamente primitiva e anti-ocidental. Na tradição greco-romana, judaica e cristã, as pessoas e as instituições descentralizadas não obedecem às ordens de comando do poder central; elas obedecem a regras gerais, abstractas e iguais para todos — que se aplicam igualmente a governantes e governados.

Aos olhos das culturas políticas primitivas, isto gera um paradoxo dificilmente compreensível: por um lado, os liberais recusam rebeldemente obedecer a ordens de comando arbitrários dos poderes de plantão; por outro lado, obedecem voluntariamente e rigorosamente a regras gerais de boa conduta.

Hayek era, a propósito, um orgulhoso seguidor de regras gerais, mas não de comandos específicos. Gostava particularmente dos Clubes de Londres — onde estritas regras gerais de vestuário e boa conduta são observadas (mesmo nos dias que correm). Mas, por isso mesmo, não existe nenhum código específico sobre as opiniões que podem ser expressas — e que, por outras palavras, simplesmente devem ser livres. Até ao final da vida (a 23 de Março de 1992), Hayek manteve no seu escritório em casa uma orgulhosa foto de Winston Churchill.

Médicos cubanos denunciam ‘escravidão’ e sonham voltar aos EUA

Médicos cubanos denunciam ‘escravidão’ e sonham voltar aos EUA:

Um grupo de médicos cubanos denunciou, em Nova York, à margem da Assembleia Geral da ONU, a “escravidão” durante as missões internacionais do governo. Após desertar, eles hoje vivem nos Estados Unidos, onde começaram uma nova vida, mas não podem exercer sua profissão.

“Me cansei da escravidão, me cansei de mentir”, contou Tatiana Carballo nesta quinta-feira, durante uma conferência organizada pelo Departamento de Estado americano.

Carballo decidiu se unir ao Cuban Medical Professional Parole, um programa americano finalizado em 2017 que permitia aos médicos enviados por Havana para trabalhar em outros países solicitar a entrada nos Estados Unidos.

Mais de 600 mil cubanos prestaram serviços médicos em cerca de 160 países nos últimos 55 anos, de acordo com o governo cubano, que defende a solidariedade de sua “diplomacia dos jalecos”.

Carballo trabalhou em Belize, Venezuela e depois no Brasil, mas denuncia que não era algo voluntário, nem humanitário. Hoje, trabalha em um armazém da Amazon no Kentucky, pois não pode exercer sua profissão.

Na Venezuela, ela conta que vivia “sob um assédio e um estresse constantes”, com movimentos restritos e impedida de se relacionar com venezuelanos.

Há quase 20 anos, Caracas é o principal aliado político e provedor de petróleo de Cuba, que retribuiu com milhares de médicos, treinadores esportivos e assessores militares.

A médica conta que o que mais lhe incomodou foi ter que falsificar estatísticas sobre quantos pacientes atendia, além dos pedidos de influenciar a população a votar no já falecido Hugo Chávez ou no atual presidente, Nicolás Maduro.

Carrie Filipetti, subsecretária adjunta do Departamento de Estado para Cuba e Venezuela, disse que o programa médico “não é destinado a dar apoio aos países que necessitam”, mas seu objetivo é “aumentar as receitas para o regime cubano, encobertas de ajuda humanitária”.

Filipetti afirmou que os médicos tiveram seu dinheiro roubado, enquanto Havana recebia 7,2 bilhões de dólares em um ano.

“Aqui na ONU nossa missão é nos juntar à comunidade internacional para chamar atenção sobre os abusos”, disse a diplomata.

Agora, os médicos desertores estão proibidos por oito anos de voltar a Cuba.

– Processo contra a Opas pelo Mais Médicos –

Cruz, Matos e outros dois médicos apresentaram um processo em uma corte federal de Miami contra funcionários da Organização Panamericana de Saúde (Opas) por seu papel no programa Mais Médicos, de enviar médicos cubanos ao Brasil.

Seu advogado, Samuel J. Dubbin, explicou à AFP que como as leis brasileiras não permitiam trazê-los diretamente, Brasília usou o intermédio da Opas, em Washington.

“A cada dólar que o Brasil pagava pelos serviços dos médicos, a Opas enviava 85% a Cuba, entre 5% e 10% aos médicos e a Opas ficava com os 5% restantes”, denunciou Dubbin, estimando que isto representa cerca de 100 milhões de dólares.

Havana deixou o programa no fim do ano passado, quando o então presidente eleito Jair Bolsonaro denunciou a retenção de parte dos salários dos médicos.

Cruz espera que o processo leve “o governo de Cuba a deixar de mandar os médicos” sob estas condições.

Agora, ele estuda enfermagem e sonha em revalidar seu título de médico em algum dia “distante”.

– ‘Nossa carreira acabou’ –

Ramona Matos, de 50 anos, esteve no Brasil e na Bolívia, onde teve seus documentos retidos.

Agora, tem um trabalho industrial e não pode exercer a medicina porque as autoridades cubanas retêm seus documentos necessários para revalidar o diploma.

“Nossa carreira acabou no momento em que você decide vir”, disse Matos.

“Não temos um programa específico” para lhes ajudar a trabalhar nos Estados Unidos, respondeu Filipetti.

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REVISTA ISTOÉ - 65 mil brasileiros se aventuram para cursar Medicina em países vizinhos

65 mil brasileiros se aventuram para cursar Medicina em países vizinhos:

Internacionalmente conhecida por integrar um dos principais corredores de tráfico da América do Sul, a cidade paraguaia de Pedro Juan Caballero vem passando por uma transformação nos últimos dois anos. Não que a atividade criminosa tenha cessado. A diferença é que se somaram ao cotidiano, marcado por seguranças armados em cada esquina e crimes bárbaros, milhares de brasileiros vindos de diferentes regiões em busca de um sonho: o diploma de Medicina.

Basta andar pela cidade, que faz fronteira com Ponta Porã (MS), e pelos corredores das faculdades para notar que esse movimento migratório é expressivo. Na maioria das instituições de ensino, só se ouve o português. No entorno das universidades, é comum ver a oferta de coxinha e pastel, com preço em reais. Cresce ainda a construção de edifícios para repúblicas de estudantes.

Habitada por 116 mil pessoas, Pedro Juan Caballero tem nove faculdades de Medicina, nas quais estudam pelo menos 12 mil brasileiros. O número é superior, por exemplo, ao de vagas ofertadas por ano por todas as universidades públicas do Brasil (10,6 mil). A migração em massa não é exclusiva de Pedro Juan nem do Paraguai. Universidades da Argentina e da Bolívia também vêm recebendo nos últimos anos um contingente de estudantes de fora. Números inéditos do Ministério das Relações Exteriores (MRE) obtidos pelo Estado mostram que as faculdades de Medicina desses três países sul-americanos já reúnem cerca de 65 mil brasileiros. O número equivale a mais de um terço do total de alunos de Medicina de todo o Brasil. Contando universidades públicas e privadas nacionais, são 167 mil estudantes no curso, segundo o Censo da Educação Superior de 2018.

A situação chamou a atenção do Ministério da Educação (MEC), que, no ano passado, solicitou informações aos consulados dos três países. O Itamaraty preparou um relatório. No documento, ao qual o Estado teve acesso, os cônsules detalham uma série de dificuldades vividas pelos brasileiros e relatam falhas no sistema de ensino. Alguns dos cursos começam a funcionar sem sequer ter a habilitação do governo local. Outros até têm credenciamento, mas sofrem com estrutura precária, como falta de laboratórios e bibliotecas adequadas.

Dificuldades econômicas e com o idioma, cobranças irregulares por parte das universidades e até denúncias de abuso sexual de professores são mencionados. “O meu relatório não foi muito positivo porque não posso esconder do governo brasileiro o que os alunos enfrentam todos os dias aqui”, disse o cônsul em Pedro Juan, Vitor Hugo de Souza Irigaray.

É a limitação econômica que tem levado tantos estudantes a optarem por estudar Medicina fora do País. Atraídos por mensalidades que variam de R$ 700 a R$ 2 mil e pela facilidade de ingresso no curso (quase nenhuma das instituições realiza vestibular), os brasileiros veem na graduação no exterior a única forma de seguir a carreira médica e, assim, ter a chance de um futuro mais próspero ao regressar ao Brasil, onde o valor mensal cobrado pelas faculdades de Medicina fica entre R$ 6 mil e R$ 10 mil.

Para além dos preços e facilidades no ingresso, o que provocou o boom de estudantes nos últimos anos foi, segundo alunos e diretores de faculdades, a possibilidade de trabalho no Brasil pelo programa Mais Médicos. “Começou a criar um sonho de que esses estudantes conseguiriam voltar ao Brasil e trabalhar sem revalidar o diploma”, critica Diogo Leite Sampaio, vice-presidente da Associação Médica Brasileira (AMB).

Em uma das faculdades visitadas em Pedro Juan, o número de vagas passou de 45 em 2017, quando o câmpus foi aberto, às atuais 4,5 mil. “Quando cheguei aqui, em 2016, eram cerca de 8 mil brasileiros estudando Medicina. Hoje, são de 12 mil a 13 mil. Só que nas faculdades mais novas, que ampliam as vagas indiscriminadamente, o ensino deixa muito a desejar”, disse o cônsul.

In loco

Em algumas universidades, a situação precária citada pelo cônsul é evidente até para leigos na área de formação médica. Em Pedro Juan Caballero, a reportagem visitou seis das nove faculdades médicas e falou com alunos. Pelo menos uma das instituições, a Universidade Privada del Guairá (UPG), está funcionando de maneira irregular, sem a habilitação do Conselho Nacional de Educação Superior (Cones). Mesmo assim, acumulava, em junho, 200 alunos – mais de 90% deles brasileiros.

O câmpus da faculdade foi improvisado em um galpão de metal em uma rua de terra. Embora a UPG já tenha estudantes desde outubro e cursando até o 3.º ano do curso (transferidos de outras instituições), os laboratórios ainda estão sendo montados. Em junho, não havia, por exemplo, laboratório para estudo de anatomia (necrotério), disciplina básica nos primeiros anos da carreira. Apesar disso, a faculdade tem apostado no marketing. Na porta de entrada do escritório da unidade, um cartaz, em português, oferece desconto aos alunos que trouxerem amigos para estudar na faculdade. A UPG é uma das mais baratas da região, com mensalidades a partir de R$ 700.

A segunda faculdade mais econômica da cidade, embora conte com a habilitação do Cones e venha tentando modernizar sua estrutura nos últimos anos, também tem problemas em sua estrutura. Com mensalidade de cerca de R$ 700, a Universidade Politécnica e Artística do Paraguai (Upap) até reúne laboratórios, mas no necrotério, por exemplo, não há cadáver disponível para as aulas de anatomia.

Outro problema de quase todas as faculdade visitadas é a biblioteca, geralmente restrita a quatro ou cinco prateleiras, com poucos exemplares. No documento elaborado pelos consulados ao MEC, há relatos ainda de falhas na organização da grade curricular, com aulas vagas e matérias incompletas. “Como os mesmos professores dão aula em várias faculdades, às vezes acontece de eles não conseguirem terminar a disciplina”, diz o estudante Vitor Lima, de 23 anos, natural de Goiânia e estudante do 2.º ano em Pedro Juan.

Mesmo algumas faculdades que hoje contam com a habilitação para funcionar abriram as portas em situação irregular. A situação é comum na região da fronteira. “A minha faculdade mesmo não estava regular quando entrei, e eu não sabia. Mas, ao longo dos anos, ela foi atrás dos documentos e hoje está tudo certinho”, afirma Vanessa Sibely Veronica Santos da Silva, de 20 anos, que está no 4.º ano da Universidade Sudamericana. A jovem é de Rolim de Moura (RO) e decidiu migrar para o Paraguai por causa dos altos preços das faculdades no Brasil. “As que eu pesquisei na minha região estavam entre R$ 7 mil e R$ 10 mil. Quando vim para cá, a mensalidade era R$ 600.”

Reputação

Mas nem todas acumulam problemas. Das nove, duas têm melhor reputação e conseguiram o selo da Agência Nacional de Avaliação e Acreditação da Educação Superior (Aneaes), certificação de qualidade. Nessas instituições, as mensalidades variam entre R$ 1,4 mil e R$ 1,8 mil. Uma delas, a Universidade del Norte (Uninorte), tem tentado modernizar a estrutura. “No morgue, temos dez cadáveres para estudo. Temos também sala de simulação com um sistema de som que reproduz sons cardíacos e pulmonares para a prática dos alunos”, disse Rubén Gorgonio Medina Franco, coordenador da carreira de Medicina.

A Universidade Pacífico (UP), outra com certificação da Aneaes, está finalizando a construção de um moderno prédio na entrada da cidade, com hospital universitário para as práticas. “A primeira parte será aberta em 2020”, relata Natalia Vega, diretora de marketing da UP. Outra que pretende construir no futuro um hospital próprio é a Universidade Central do Paraguai (UCP). A instituição é uma das mais novas da região – abriu em 2017 -, mas já lidera em número de alunos: 4,5 mil, mais de 90% brasileiros. Para atrair todos os perfis, a instituição instalou até uma creche para filhos de estudantes.

Superpopulação de alunos

A busca das universidades por uma unidade hospitalar própria para as práticas dos alunos não é apenas uma comodidade, mas uma necessidade cada vez mais urgente. Isso porque, com a explosão de estudantes de Medicina em Pedro Juan Caballero, o principal hospital da região não tem suprido a demanda.

Com apenas 90 leitos e estrutura precária, o Hospital Regional de Pedro Juan Caballero recebe todos os dias centenas de alunos. Em visita à unidade, a reportagem encontrou praticamente em todos os setores, da maternidade à psiquiatria, grupos de estudantes brasileiros. “Como são muitos alunos, a gente tem de ficar ‘brigando’ pelo paciente”, comenta Vanessa Sibely Veronica Santos da Silva, de 20 anos. Ela também reclama da estrutura dos hospitais. “Aqui é tudo mais simples, não tem muita tecnologia”, diz.

De fato, até a estrutura física do prédio chama a atenção pela simplicidade. O teto é de telha, sem forro, e há sujeira e bolor acumulados. Não há ar-condicionado nos espaços, no máximo um ventilador de teto, e muitos dos móveis, como armários e camas, estão quebrados ou malconservados.

No dia da visita do Estado à unidade, um bebê de 28 dias internado com bronquiolite era atendido em um leito comum, em um dos quartos com os problemas citados acima, pois não há estrutura de atendimento neonatal. As limitações fazem Vanessa e outros estudantes planejarem realizar o internato (período durante o 6.º ano da graduação em que o aluno faz uma espécie de estágio em um hospital) em algum centro médico do Brasil. Algumas faculdades paraguaias conseguiram firmar um acordo com hospitais brasileiros para tornar essa prática possível.

Se, por um lado, a estrutura física atrapalha o processo de aprendizado dos estudantes, eles elogiam a abordagem humanizada que são incentivados a adotar. “A maioria das pessoas que atendemos é muito humilde. Algumas são indígenas, não falam nem espanhol. Então temos de ter muita paciência, exercer o tempo todo a humildade”, comenta Marcos Cesar Ferreira dos Santos, de 42 anos, estudante do 4.º ano.

Marketing

Mesmo com o hospital da cidade sem condições de receber mais alunos, parte das faculdades de Pedro Juan Caballero e de outras cidades tem investido em estratégias de marketing pesadas voltadas ao público brasileiro. “Criamos um call center em português e contamos com captadores, que são alunos que firmam um contrato com a faculdade para ganhar uma remuneração se trouxer mais alunos. Mas não pode ser pouco, tem de ser pelo menos uns 20, segundo o contrato”, afirma Diego Hermosilla, coordenador administrativo da Universidade Politécnica e Artística do Paraguai (Upap), em Pedro Juan Caballero, que já conta com 1,4 mil estudantes de Medicina – 96% são brasileiros.

Para conseguir bater a meta de alunos atraídos, os captadores usam principalmente as redes sociais, como é o caso de Andiara Barros, de 29 anos, aluna do 5.º ano da Upap que mantém o perfil Medicina Informa, no Instagram, com posts e vídeos sobre o dia a dia dos alunos do curso no Paraguai. Ela também possui site, número de WhatsApp, canal no YouTube, página no Facebook e outros recursos para dar consultoria e atrair novos estudantes.

“O máximo que já consegui captar por semestre foi 150 alunos, mas em épocas mais fracas são de 40 a 60”, conta Andiara, que, com o valor obtido com as novas matrículas, consegue arcar com os custos das mensalidades.

Outra instituição que trabalha com captadores é a Universidade Central do Paraguai (UCP). O próprio diretor de Marketing da faculdade, Renato Michel, é aluno do 3.º ano de Medicina e também realiza ações de captação de novos estudantes. Neste semestre, a UPAP fez outra aposta na tentativa de atrair mais brasileiros: passará a oferecer o curso noturno, e não só o de período integral, como a maioria das faculdades. “É para dar a oportunidade de estudar a quem precisa trabalhar”, diz Hermosilla. Ele afirma que a carga horária será a mesma.

No noturno, os alunos terão aulas de seis horas, todos os dias. No integral, explica ele, a diferença é que o aluno tem aulas pela manhã e à tarde, mas nem todos os dias e com muitas janelas entre as diferentes aulas. “No curso noturno, as aulas serão mais concentradas.”

Busca pelo revalida cresce 1.336%

A situação das faculdades novatas e incertezas sobre o futuro do programa Mais Médicos e da revalidação do diploma no Brasil trazem angústia aos brasileiros que estudam no exterior e aos já formados. Alguns não sabem se conseguirão o diploma. Mesmo os que estudam em faculdades com situação regular não têm garantia de que poderão trabalhar no Brasil.

A maioria dos estudantes ouvidos pelo Estado diz que pretende revalidar o diploma para trabalhar no Brasil, mas estatísticas do Ministério da Educação (MEC) mostram que poucos conseguem. Nas sete edições do exame Revalida realizadas desde 2011, somente 19,9% dos brasileiros foram aprovados.

O número de inscritos no exame só aumenta. Em 2011, eram 297. Em 2017, o número saltou para 4.267, um crescimento de 1.336%. Além da dificuldade do exame, os estudantes estão agora angustiados com a falta de definição sobre o próximo Revalida. A última edição foi a de 2017, com sucessivos atrasos em suas duas fases, o que comprometeu as edições dos anos seguintes.

Formado em 2016, Rafael Lindolfo Carreteiro, de 26 anos, foi um dos últimos brasileiros formados no Paraguai que conseguiram ter o diploma revalidado. Para isso, porém, passou por uma longa espera. “A segunda fase do Revalida era para ser em março de 2018 e foi acontecer só em novembro. Meu diploma saiu só em maio deste ano. Foi um desespero. Cheguei a ficar com sintomas de depressão, porque foram tantos anos de luta e sacrifício para conseguir estudar fora e vinha o medo de não saber se conseguiria trabalhar.”

Após a revalidação, ele emitiu seu registro no Conselho Regional de Medicina de Mato Grosso do Sul e logo começou a trabalhar em um hospital de Ponta Porã como plantonista no pronto-socorro. Agora, estuda para a residência em cirurgia geral.

Sidnei Henrique Silva, de 28 anos, graduado em 2016, não conseguiu passar no Revalida 2017 e, sem ter outra chance, trabalha como assistente administrativo da Secretaria da Saúde de Rio Pardo (MS). “Parece que eles (o governo) estão mais preocupados com os cubanos do que com a gente. Não queremos privilégio, apenas o direito de fazer a prova”, diz Silva. “Não me arrependo de ter estudado fora porque era a única forma de realizar meu sonho. Mas se alguém me perguntar hoje se deve ir, eu aconselho a não ir”, diz.

Formado em 2017, Emil Sleiman Tibcherani, de 30 anos, optou por trabalhar no Paraguai enquanto não consegue revalidar o diploma no Brasil. Ele é professor de histologia e primeiros auxílios da Uninorte, mesma universidade em que se formou, e atua como médico na cidade paraguaia de Rio Verde. “Para mim fica mais fácil trabalhar no Paraguai porque sou de Ponta Porã, então vivo perto da fronteira. Mas há colegas das Regiões Norte e Nordeste que se formaram aqui, voltaram para suas cidades e estão sem trabalhar.”

O cenário de incerteza fez um grupo de estudantes de Pedro Juan montar, em fevereiro, uma associação para representar brasileiros que estão na região em busca do diploma. A entidade (Ameex) tem 2.100 membros.

MEC

Questionado sobre o Revalida, o MEC afirmou que as provas e a divulgação dos resultados do exame de 2017 sofreram atraso por causa dos recursos movidos por candidatos e que busca de forma prioritária “sanar o lapso temporal” do Revalida com medidas de ajustes. Sobre a realização do próximo exame, o ministério informou que será “o mais breve possível”. A pasta prorrogou a portaria que criou um grupo de trabalho para discutir mudanças no Revalida – as propostas devem ser concluídas até o fim de outubro.

Para o cônsul do Brasil em Pedro Juan Caballero, Vitor Hugo de Souza Irigaray, a migração em massa de estudantes brasileiros à fronteira precisa de maior atenção do governo federal. Ele defende que seja formada uma missão com representantes dos Ministérios da Educação e da Saúde para verificar a situação de alunos e faculdades. “Precisamos de médicos bem formados. Quem está em jogo não é o médico, é o paciente.”

Migração em busca do diploma

Se nas faculdades brasileiras o perfil predominante de alunos de Medicina é de jovens recém-saídos da adolescência e de classe alta, nas escolas médicas do Paraguai o grupo é mais diverso. Embora os jovens também sejam maioria por lá, há muitos casos de pessoas mais velhas, já formadas em outra área, que abandonaram emprego e casa no Brasil para cursar Medicina no exterior. A maioria toma a decisão depois de algum conhecido se aventurar e conseguir o diploma.

“Inicialmente meus pais me pediram para vir com meu irmão porque ele era muito jovem e achávamos que a região era perigosa. Então pensei que, já que eu ia morar aqui, poderia fazer Medicina também”, conta Luciana Mourão, de 36 anos. Formada em Economia e Design de Interiores, ela tinha uma franquia em Rondonópolis (MT). Vendeu o negócio e viajou com o irmão Lucio, de 21. “Hoje peguei gosto pela profissão”, conta ela.

Como Luciana e Lucio, muitos dos estudantes no Paraguai são do Centro-Oeste. Há também muitos nascidos no Norte. A justificativa se dá pelo acesso facilitado à região da fronteira e pelo baixo número de vagas de Medicina nessas regiões. Segundo o último Censo da Educação Superior, com dados de 2018, as universidades brasileiras ofereceram no ano passado 35,6 mil vagas para novos alunos de Medicina, mas o número de inscritos para vestibulares da carreira passou de 1 milhão, uma média de 28 candidatos por vaga.

Sonho

Marcos Cesar Ferreira dos Santos sempre teve o sonho de ser médico, mas, por causa das altas mensalidades e do vestibular concorrido, nunca pensou que poderia concretizá-lo. Depois de se casar e ter dois filhos, passou por uma situação que o fez reviver sua intenção: o sogro foi diagnosticado com câncer e ele foi um dos que acompanhou de perto a batalha contra a doença. “Eu o via daquele jeito e queria ajudar, mas não sabia o que fazer.”

O sogro não resistiu à doença e morreu em 2014. Logo em seguida, o filho mais velho de Marcos, Gustavo, de 21 anos, começava a pensar no vestibular. “Perguntei o que ele ia fazer da vida e ele não estava muito certo, então sugeri essa possibilidade de fazermos Medicina juntos”, conta Marcos. A família tinha um primo que já havia migrado para o Paraguai para fazer o curso, o que deu alguma segurança na decisão.

Em 2016, Marcos se mudou, com a família inteira, da cidade de Cacoal, em Rondônia, para Ponta Porã. Hoje, pai e filho estão na mesma sala, no 4.º ano. Sem poder trabalhar em horário comercial por causa do curso integral e com duas mensalidades para pagar, Marcos resolveu abrir um churrasquinho na garagem de casa em Ponta Porã. No pequeno negócio, trabalham a mulher, na preparação dos espetos; Marcos, na churrasqueira; e Gustavo, no atendimento. Até o caçula, de 14 anos, dá uma mão. “A gente recebe pedidos pelo WhatsApp também. Tem noite que atendemos até 80 pessoas”, comemora Marcos.

A clientela é como se fosse da família. Quando pai e filho estão em semana de provas, avisam os clientes que o serviço não vai funcionar. “Eles entendem porque sabem que, acima de tudo, somos estudantes”, diz Gustavo. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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O que é ser conservador?

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 Denis Rosenfield, publicado pelo Estadão:

Ser conservador encerra muitas significações, sem que, muitas vezes, se saiba ao certo do que se está falando. Ultimamente, no País, estamos presenciando uma onda dita conservadora, como se, com esse termo, uma acepção de todos conhecida pudesse ser facilmente percebida.

Ser conservador, à maneira de Edmund Burke, significava, na época, manter as tradições inglesas, a monarquia constitucional e os valores vigentes, dentre os quais seus preconceitos em relação ao capital financeiro, aos agiotas e aos judeus, que ele acreditava serem aqueles similares a estes. Conservar a tradição e os valores pode igualmente significar aceitação acrítica de toda uma História recebida. Sua repercussão deveu-se, sobretudo, à sua crítica à Revolução Francesa, à concepção democrática que então emergia e a seus excessos no Terror, à concepção jacobina, que terminou se estendendo até o século 20. São valores históricos que estão assim em pauta.

Ser conservador, no Brasil de hoje, coloca precisamente a questão dos valores e da tradição a ser preservada. O discurso político é fortemente contaminado pelo conservadorismo sem que sua acepção seja definida. Cobra-se apenas que o inimigo seja aquele que não a compartilha, sem que o compartilhado, contudo, seja explicitado. Evidentemente, não se pode seriamente cogitar de uma monarquia constitucional do tipo da inglesa, por mais que dom Pedro II tenha sido um grande imperador, ímpar em seu tempo. Essa tradição se teria perdido no período republicano, salvo se entendermos por ser conservador a restauração da monarquia brasileira. Não é essa, porém, a pauta do atual governo, centrado na figura de um presidente que procura impor suas concepções, sem recorrer à História do País.

A pauta conservadora parece residir nos costumes, mas mesmo aí a questão é controversa, pois diz respeito a qual valor deveria ser preservado. Os atuais representantes dessa posição se referem explicitamente à pauta dos valores evangélicos, que correspondem grosso modo a 30 milhões de crentes. Número certamente expressivo do ponto de vista eleitoral, mas constitutivo de uma fração da população de 220 milhões de pessoas. Não se pode, portanto, dizer que essa fração corresponda à totalidade brasileira, por mais importante que seja.

O Brasil tem uma forte tradição libertina, embora esse nome não seja empregado. O carnaval é o seu maior exemplo. Nessa esteira, o País tem uma tradição de liberdade sexual, nos últimos tempos até com questões de gênero e identidade sexual ganhando importância. Manifestações concernentes à identidade sexual ganham as ruas e contam com o apoio da população, da mesma maneira que acontece com as manifestações evangélicas. Poder-se-ia dizer que há uma contradição em termos de valores que permeiam a atualidade, porém poder-se-ia acrescentar que ambas fazem parte de um valor maior, o da liberdade de escolha, seja religiosa, seja sexual.

O que não pode, numa sociedade que se caracteriza como democrática, é uma das partes considerar a outra como “inimiga”, nas diferentes acepções desse termo – como “atrasados”, “religiosos”, “perversos”, “destruidores dos valores” –, conforme a perspectiva que se adote de um ou outro lado. Nesse sentido, caberia dizer que, se acatarmos a liberdade de escolha como valor maior, estaríamos adotando uma posição liberal, por mais que essa pauta esteja hoje limitada a uma discussão em termos de liberdade econômica, que é somente uma acepção do liberalismo. A pergunta poderia ser assim colocada: ser conservador significaria conservar os valores da família como são entendidos na concepção evangélica? Ser conservador significaria conservar a tradição libertina? Ser conservador significaria conservar a concepção liberal de liberdade de escolha?

Se a liberdade de escolha tem vigência na área dos costumes, o mesmo não acontece na econômica, na qual ela tem imensas dificuldades de ser implementada. O governo Temer começou um importante ciclo de liberalização na economia, contrapondo-se à concepção estatizante do governo Dilma e ao lulopetismo. Nesse aspecto, pode-se dizer que foi dele o combate primeiro ao “socialismo”. O governo atual segue, com as maiores dificuldades, a mesma linha, pois a reforma da Previdência nem foi ainda aprovada, a reforma tributária está sendo conduzida pelo Senado e pela Câmara e as privatizações e concessões marcham a ritmo lento. A questão a ser ressaltada reside em que o Brasil não tem uma tradição liberal, sendo essa a grande inovação.

A tradição em vigor na área econômica é estatizante, presente nos governos petistas e no período do regime militar, em particular sob a Presidência Geisel. Contudo, mesmo aqui, uma ressalva deve ser feita, a de que o governo Castelo Branco se pautou por concepções liberais. A tradição militar brasileira seria, então, liberal ou estatizante? Tudo dependeria da perspectiva e de como os militares se reconhecem em sua própria história. Mais uma amostra da complexidade que se enfrenta ao definir o que seja um conservador.

No discurso do presidente Jair Bolsonaro na ONU, esse problema foi agudo. Na verdade, ele não foi conservador ao se afastar da tradição diplomática brasileira, caracterizada por posturas de tolerância, de multilateralismo e de negociação, quando mais não seja pelo fato de o País não dispor de poderio econômico, nem força militar, para impor suas posições. Ora, em vez de conservar a sua tradição, o presidente optou por valores ditos conservadores, que são um alinhamento ao governo Trump. Ressalte-se que tal posição não corresponde à nossa História. O Brasil, do ponto de vista das relações exteriores, deveria estar baseado na estrita defesa dos seus interesses, em suas perspectivas geopolíticas de poder, e não numa cruzada por valores conservadores, seja lá o que estes signifiquem.

AGORA O BRASIL VAI MUDAR! Bolsonaro irá ao ato de coroação de Naruhito, novo imperador do Japão


Bolsonaro irá ao ato de coroação de Naruhito, novo imperador do Japão: O presidente Jair Bolsonaro avisou, hoje, que irá à coroação do novo imperador do Japão, Naruhito.

Será dia 27.

30 de Setembro de 1791: A Ópera "A Flauta Mágica", de Mozart, estreia com sucesso em Viena

30 de Setembro de 1791: A Ópera "A Flauta Mágica", de Mozart, estreia com sucesso em Viena:

No dia  30 de Setembro de 1791, num teatro do subúrbio de Viena, uma ovação triunfal acolhe A Flauta Mágica (Die Zauberflöte), uma ópera plena de fantasia e no idioma alemão, acessível ao público popular.

Contudo, o compositor, Wolfgang Amadeus Mozart, não teve tempo de saborear o sucesso. Doente, extremamente debilitado, morre no seu leito dois meses mais tarde, aos 35 anos.
Repetidas vezes, Mozart compusera obras em língua alemã, que nunca tiveram maior destaque. Algumas delas, inspiradas na mitologia, pareceram fracas e convencionais, outras mais destacadas, como “O Rapto do Serralho” (1782), apoiavam-se unicamente sobre a fibra cómica.
Durante o grande período de criação de óperas que iam de Idomeneu (1781), Rei de Creta (1781) a Cosi fan tutte (1790), Mozart  apoia-se quase que somente em libretos italianos, notadamente aqueles de Lorenzo Da Ponte, compondo partituras dentro do espírito das obras italianas que gozavam, então, de ampla predileção entre o público.
Génio combativo, ele resolveu enfrentar o gosto popular. Transmitiu o seu desejo de mudar de género musical a um director de grupo teatral, Emmanuel Schikaneder, com quem estava ligado por forte amizade. O director, que se apresentava em cenas da periferia de Viena, pede-lhe então a composição de uma ópera em alemão. Mozart mostra-se imediatamente sensível à ideia.
Com A Flauta Mágica, ópera em alemão que alterna palavras e música, é quebrada por fim a concha em que se encerrava o mundo italiano dos salões vienenses e das cortes reais.
Em A Flauta Mágica, ópera carregada de fantasia e mistério, o príncipe Tamino, o caçador de pássaros Papageno e a Rainha da Noite disputam as preferências do público numa encenação repleta de efeitos especiais.
O libreto desta obra feérica, redigido por Schikaneder, está cheio de alusões à franco-maçonaria, uma ordem de iniciação maçónica nascida algumas décadas antes na Inglaterra e à qual pertencia Mozart.

A Flauta Mágica é um verdadeiro percurso iniciático. Há cenas em que se assiste aos padres reunidos como numa loja maçónica.
Valendo-se do concurso de Schikaneder, autor do libreto, e de um outro maçom conhecido pelo nome de Gieseke, Mozart fez alternar cenas cómicas e cenas sérias, o que confere à sua obra um clima mágico e que incorpora também um conteúdo filosófico.

A música de A Flauta Mágica ressoa directamente no espírito dos ouvintes. Excertos vertiginosos, como o da  Rainha da Noite, são sucedidos por passagens narrativas como a ária do caçador de pássaros Papageno, e de cantigas “uma mulher, apenas uma menina”.
Marchas solenes, estrondo de trovões, mas também duetos com repetição de palavras e ainda de instrumentos inesperados como a charamela ou o carrilhão juntam-se à diversidade do conjunto. Não há lugar a enfado no curso daquelas duas horas e tanto de divertimento musical e de espetáculo cénico.

Flauta Mágica seria levada à cena mais de 100 vezes no ano que se seguiu. Infelizmente, o seu genial compositor não teve tempo de desfrutar do enorme êxito da peça visto que faleceu em 5 de Dezembro de1791, pouco tempo depois da primeira apresentação, quando concluía o Requiem, a sua derradeira obra-prima.
O público moderno pôde assistir à A Flauta Mágica, belamente filmada pelo cineasta sueco Ingmar Bergman, e a vida de seu autor, romanceada por Milos Forman, no premiadíssimo filme Amadeus.

 Fontes: Opera Mundi
 wikipedia (imagens)

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Wolfgang Amadeus Mozart
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 Papageno

domingo, 29 de setembro de 2019

Juiz arquiva inquérito sobre prefeita com base na Lei de Abuso de Autoridade

Juiz arquiva inquérito sobre prefeita com base na Lei de Abuso de Autoridade:

O juiz Jacobine Leonardo, do Tribunal Regional Eleitoral de Tocantins, arquivou um inquérito contra a prefeita da cidade de Bernardo Sayão, Maria Benta Azevedo, com base na Lei de Abuso de Autoridade...

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Associação de juízes reage à Lei de Abuso de Autoridade e COMENTÁRIO DO EDITOR.

Associação de juízes reage à Lei de Abuso de Autoridade:

Associações de juízes se movimentam para reagir contra a Lei de Abuso de Autoridade.

A Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB) ingressou com ação direta de inconstitucionalidade (ADI) no STF contra a nova Lei de Abuso de Autoridade.

Em nota, a associação afirmou que todos os artigos atingem “frontalmente a liberdade de julgar e rompe o pacto federativo, reduzindo sobremodo a atuação do Poder Judiciário, em especial no combate à corrupção, pois criminaliza a própria atividade de julgar, núcleo intocável em Estado Democrático de Direito”.

Na ADI, os juízes afirmaram que a lei poderá transformar a conduta de um magistrado em criminosa, “o que torna o exercício da jurisdição uma atividade de risco inaceitável em um Estado Democrático de Direito”.

Como registramos, a Magistratura Paraense propôs para a próxima terça-feira a paralisação nacional da magistratura brasileira como reação à derrubada dos vetos à lei de abuso de autoridade.

No Twitter, Modesto Carvalhosa comemorou a iniciativa:

“O povo brasileiro agradece o gesto da Magistratura do Estado do Pará, que propõe uma paralisação nacional, face à derrubada dos vetos à lei de abuso de autoridade.

A lei de abuso de autoridade protege os bandidos e penaliza os agentes públicos encarregados de combate ao crime.”


COMENTÁRIO DO EDITOR DO ATAQUE ABERTO: 

Quer dizer que por causa da Lei do Abuso de Autoridade a AMB – Associação dos Magistrados Brasileiros – quer parar a Justiça em todo Brasil, é? Mas e como é que fica a “população como um todo”? E a “desassistência jurídica”? Justiça não é serviço essencial? Quer dizer que agora os juízes, que consideravam ilegal qualquer tentativa de Greve dos Médicos, querem fazer greve?? Agora estão sentindo na pele aquilo que a Organização Criminosa que controla o Brasil fez com a Medicina! Tomara que o STF considere a greve de vocês “ilegal” e multe a AMB em 100.000 reais/dia e tomaram que criem um “Programa Mais Juízes” para trazer Juízes Cubanos para o Brasil e colocar no lugar de vocês!!!

O BRASIL ABANDONADO À DITADURA DA CORRUPÇÃO.



(Milton Pires)


Quatro ou cinco anos atrás, o agora ex-filósofo Olavo de Carvalho me ofendeu numa Rede Social quando eu disse, defendendo minha posição CONTRA a realização de eleições, que um dia os brasileiros “implorariam ao Exército” para que ele fechasse o Congresso e o STF.

O dia chegou: youtubers gravam “lives” aos berros falando em “um cabo e um soldado”. Os leitores mais fanáticos da “Revolta de Atlas”, os mais contumazes liberais e libertários (esse liberal imbecil que não dá a mínima para cultura), já falam em atacar fisicamente o STF. 

Jornalistas famosos pelo seu antipetismo, gente que fez campanha e votou em Bolsonaro, já percebeu o paradoxo, a diferença entre aquilo que ele é capaz de dizer na ONU e o que faz na “política do mundo real” de Brasília. 

Antes daquilo que o STF fez na última quinta-feira, dia 26 de setembro, muita gente que expulsava intervencionistas das grandes marchas de rua e que ajudaram a derrubar Dilma Rousseff, já tinha consciência do fracasso de uma eventual saída democrática para Ditadura da Corrupção que tomou conta da Nação. 

A corrupção, uma vez eu já disse, é imanente à condição humana e à toda forma de organização política que o homem busca na representação da ordem. 

Sempre houve corrupção orbitando qualquer governo que tenha existido no Brasil. O que jamais houve foi um governo que orbitasse a corrupção. 

O que passou a existir a partir do Regime Petista, portanto, foi uma “revolução copernicana” - é a máquina administrativa, é todo Direito Positivo e todo uso legítimo da força girando ao redor de uma Organização Criminosa e a seu serviço. 

Agora, o Brasil já sabe que a Organização “manda em tudo” e que a eleição de Bolsonaro “não mudou nada”. 

Nas conferências de 1964 que deram origem ao livro “Hitler e os Alemães”, Eric Voegelin chamou atenção para três fatores fundamentais na transformação do Governo de Adolf Hitler num regime totalitário capaz de lançar a Alemanha no horror da Segunda Guerra Mundial - a interpretação positivista fanática e doentia de toda Lei, a omissão da Igreja Católica e a burocracia. 

Todos os dias, às 18 horas, um jornalista corrupto envolvido com o lixo do PSDB de São Paulo tem crises histéricas transmitidas numa cadeia nacional de rádio dando razão aos maiores delírios hermenêuticos do STF. Igreja Católica no Brasil já não existe mais; só um puxadinho do PT, PSOL e PC do B e, sobre a burocracia da vida em território brasileiro, nada é necessário dizer. 

O Brasil não vai entrar em Guerra Mundial alguma, mas as luzes do que ainda restava da liberdade em terras nacionais vem se apagando uma por uma todos os dias. Como disse Edward Grey em 1914 em Londres - “nós não as veremos acesas outra vez em nossas vidas”. 

Muito pouca dúvida resta, entre os verdadeiros brasileiros, de que qualquer solução para o que está acontecendo NÃO pode mais se dar “dentro da Lei e da Ordem” porque são as interpretações, são as manifestações NA vida política da “Lei e a Ordem”, a origem do horror e do descalabro, da insegurança jurídica que fragiliza toda tentativa de ordem na vida cotidiana brasileira.

Quem nega que o Congresso e o STF devam ser fechados alega que tal atitude é “o ódio completo”, é a “negação da Política”. Outros dizem que esta é a manifestação efetiva de um “Golpe de Estado”. 

Raciocínio curioso este que mencionei acima. Ele procura ser critico do niilismo e faz a apologia do positivismo histérico, ele parte do pressuposto de que ainda é a política que “manda no Brasil” e de que existe um “Estado” que pode ser “golpeado” pelo fechamento do STF e do Congresso. Mais do que isso – ele acredita num Exército que esteja preocupado com a tragédia brasileira gerada pelo Regime Petista e intocada pelo Governo Bolsonaro. 

Este não é um raciocínio diferente daquele que os defensores da Operação Lava Jato fazem dizendo ser ela “a última manifestação”, a “última garantia”, do Estado de Direito no Brasil. 

A Operação Lava Jato, eu não canso de repetir, é a manifestação, é a prova suficiente do FIM do Estado de Direito. 

A Operação só existe e só tomou tal dimensão porque o Estado de Direito inteiro foi assaltado, foi solapado por criminosos que colocam o interesse próprio acima de qualquer princípio constitucional.

Não existe mais “Estado de Direito” algum no Brasil. Não há que se falar em Golpe de Estado nem mesmo se amanhã os tais “cabo e soldado” fecharem o Congresso e o STF prendendo Maia, Alcolumbre e Toffoli.

Neste final de semana o STF fez algo que só poderia ser imaginado através da literatura de Franz Kafka e de George Orwell – mandou a polícia federal na casa de um sujeito que está escrevendo um livro. Depois de inventar o “delator assistente da acusação”, criou a “Polícia do Pensamento”e já conta até com o apoio de Augusto Aras – o PGR petista que Bolsonaro colocou no cargo com promessa de salvar seu filho. 

Mas voltemos ao livro – no tal livro, o sujeito “confessa” que em 2017 ficou com “vontade” de dar um tiro num ministro do Supremo Tribunal Federal e depois se matar. Vejam bem: ele confessa que teve a ideia e (diz ele) que entrou armado no Tribunal. 

Tudo isso aconteceu em 2017, não há prova nem testemunha alguma a não ser a palavra do autor do livro e, mesmo assim, o Tribunal instaurou inquérito por conta própria, definiu um relator e mandou a polícia federal na casa do sujeito para pegar tudo: arma, celular, computador, cachorro, escova de dente...

Dia após dia, STF, Congresso e Governo vem dando sinais cada vez mais claros do FIM daquilo que se chama em ciência política de "representação existencial” da sociedade. 

Os três poderes e as Forças Armadas, todos eles juntos, não dão uma banana, não dão a mínima, por aquilo que o Brasil pensa – pecando pela corrupção ou pela covardia, dissociaram-se completamente da realidade, vivem em outro mundo, comungam com outros interesses…

O Brasil está sozinho…Um país gigantesco, de dimensões continentais, rico sob todos os aspectos, habitado por duzentos milhões de pessoas abandonadas… completamente sozinho.

29 de setembro de 2019.