"O maior inimigo da autoridade é o desprezo e a maneira mais segura de solapá-la é o riso." (Hannah Arendt 1906-1975)

sexta-feira, 31 de janeiro de 2020

Porto Alegre, socialismo na veia.

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Se Stephen Hawking teve sua vida retratada no filme “A teoria de tudo”, o prefeito de Porto Alegre poderia motivar um filme cujo título fosse “A solução de tudo”. Nós cidadãos seríamos os protagonistas e financiadores.

Depois de apresentar aos porto-alegrenses a primeira e já descomunal parcela do novo IPTU, que crescerá em progressão aritmética nos anos vindouros, o prefeito retoma o esquema para “solucionar” o problema do preço excessivo do transporte por ônibus na capital. Trata-se de uma forma “criativa” de chegar ao mesmo resultado: tomar dos cidadãos os recursos necessários para isso.

Em vez de encontrar resposta e solução para o fato de a capital gaúcha ter o transporte por ônibus mais caro do Brasil (sem ser o melhor dentre todos), o prefeito optou por atacar os aplicativos de transporte, tarifando-os em R$ 0,28 por quilômetro rodado. Obviamente, o dinheiro que esse achaque proporcionará segue o mesmo fluxo do novo IPTU: sai do bolso dos cidadãos clientes do sistema para fazer sorrir o caixa. E vale o mesmo para a outra ideia luminosa que pretende constranger as empresas da capital a pagarem, por empregado, uma taxa mensal ainda indefinida. Essa taxa substituiria o vale transporte, independentemente do fato de esses empregados usarem ou não o transporte de ônibus da cidade. E lá vai a mão buscar nos mesmos bolsos a solução de tudo.

Não bastante o recurso assim amealhado, a administração resolveu buscar inspiração adicional na prática que vai se tornando comum em balneários e locais de grande fluxo turístico no exterior e se reproduz no Brasil – cobrar uma taxa de quem ingressa motorizado no espaço urbano. O problema é que o grande fluxo diário em direção a Porto Alegre (majoritariamente oriundo da Região Metropolitana) não se forma com pessoas interessadas em visitar o Museu Júlio de Castilhos, ou em assistir o pôr do sol sobre as águas do Guaíba. É gente que vem trabalhar e gerar riqueza, consumir e deixar seu dinheiro na cidade, buscar atendimento na rede de serviços de saúde, resolver problemas em repartições estaduais e federais por um motivo que parece ter sido esquecido pela voracidade fiscal da administração: Porto Alegre é a capital do Estado, com funções e responsabilidades que não podem ter acessibilidade restrita.

A iniciativa de encaminhar tais projetos à Câmara foi saudada pelos jornalistas locais sabidamente afinados com o pensamento de esquerda. Reconheceram e louvaram o DNA socialista do pacote de Marchezan. Todos se esqueceram, no entanto, de sublinhar devidamente algo que é a parte perversa desse DNA: os socialismos vivem do dinheiro alheio, se oxigenam metendo a mão no bolso de uma parcela da sociedade até que o dinheiro vá embora ou acabe. Ideias para produzir isso é que não faltam. Com novas taxas, por exemplo, seria possível viabilizar uma nova estação rodoviária, restaurar a dignidade da Rua Voluntários da Pátria e revitalizar o Cais Mauá.

O corolário que acompanha as medidas socialistas é a escassez de tudo, a deterioração de tudo, a miséria servida em prato de papelão até que só reste o papelão.

Tentaram passar por cima da ordem de Bolsonaro, mas se danaram.

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A Organização Mundial da Saúde (OMS) declarou estado de emergência global de saúde por causa do coronavírus. Eu fiz uma comparação, relativa à população, dos números de mortes no Brasil pelas calamidades provocadas pelas chuvas e as mortes pelo coronavírus na China.

Foram 170 mortes na China pelo vírus e cerca de 70 mortes aqui no Brasil. Comparando em função da população, 70 mortes para 210 milhões de brasileiros e 170 mortes para 1,4 bilhão de chineses... Aqui nós temos uma calamidade três vezes superior em números relativos de mortos.

Esses números mostram a seriedade com que tem que ser tratado esse problema de todos os janeiros dos últimos 50 anos, no mínimo. É uma questão de preparar as cidades para receber a chuva, porque ela virá de qualquer maneira.

Entulhar bueiro, vias de escoamento de água, riachos, impermeabilizar o chão e permitir que haja construções em encostas de morros são medidas que deveriam acabar. Senão acabarem, as enchentes vão continuar.

O presidente Bolsonaro foi aos estados afetados pelas chuvas, está criando um crédito de quase R$ 900 milhões para o Espírito Santo, Minas Gerais e Rio de Janeiro. Mas esse dinheiro é para obra emergencial. É preciso ter medidas objetivas e definitivas de fiscalização e controle das encostas e do solo.

Tentaram passar por cima da ordem de Bolsonaro

O senhor Vicente Santini acabou sendo demitido duas vezes. O ex-secretário usou o avião da FAB junto com duas integrantes do Programa de Parcerias de Investimentos (PPI) para ir para a Suíça e depois para a Índia.

Quando Santini voltou para o Brasil, ele já estava demitido. No momento ele era o ministro interino da Casa Civil. O que assumiu no lugar dele, como ministro interino, o nomeou para outro cargo um pouco mais abaixo.

Essa decisão foi tomada como se o presidente não fosse ficar sabendo. Houve uma tentativa de passar por cima da ordem do presidente. Mas, Bolsonaro soube e demitiu os dois, o novo e o antigo secretário. Agora os dois não são mais nada.

Depois de disso, Bolsonaro aproveitou e tirou o PPI da alçada da Casa Civil e entregou para o lugar onde deveria estar, que é com o ministro Paulo Guedes, provavelmente vai ficar sob o comando desse motor que é Salim Mattar – que é responsável pelas privatizações.

Separação entre poderes?

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia, continua criticando o ministro da Educação, Abraham Weintraub. Ele tem todo o direito, pois o Legislativo também serve para crítica e fiscalização do governo.

Por outro lado, na separação de poderes, eu nunca vi o presidente Bolsonaro falar do uso de aviões da FAB por parte do presidente da Câmara. Eu fiquei sabendo que é recorrente por causa dos protestos nas redes sociais, está todo mundo se queixando disso.

O ministro Osmar Terra, da Cidadania, que mais viajou fez 113 vôos ano passado; Rodrigo Maia fez mais do que o dobro disso, 229 – pelo menos até 9 de dezembro. Agora, em janeiro, mês de férias, ele já fez 12 voos.

O presidente Jair Bolsonaro nunca reclamou disso, nem poderia. Ele não está se metendo no Legislativo, está obedecendo a divisão e a harmonia entre os poderes. Ele falou também que se dá muito bem com Maia e com Alcolumbre.

Isso está dentro das relações políticas do governo brasileiro, que não é apenas o Poder Executivo e sim a soma dos três poderes – Executivo, Judiciário e Legislativo.

Fetiche da peste: o coronavírus e o desejo de "purificação" da humanidade.

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Artigo de Paulo Polzonoff Jr. para a Gazeta:

Nos últimos dias, fomos bombardeados por notícias sobre o coronavírus. O que começou como um punhado de casos na longínqua China (0,0005% da população) acabou revelando ao mundo a curiosa e exótica dieta daquele país e sua autoritária capacidade de usar a força para conter uma ameaça sanitária em potencial. E expôs, pela segunda vez neste ano, o desejo mal contido de algumas pessoas verem a Humanidade “purificada”.

É o que chamo de “fetiche da peste”. Ele se revela de tempos em tempos, sempre que alguma doença surge em algum ponto remoto do planeta, matando algumas dezenas e até centenas de pessoas em poucos dias ou meses, para depois desaparecer, vencida provavelmente por antibióticos ou pela incrível capacidade humana de resistir a patógenos desconhecidos num dia e derrotados noutro.

Foi assim com a epidemia de AIDS (que não tem cura ainda, mas cujo potencial assassino está bastante controlado) nos anos 1980, com o surto de ebola, com a doença da vaca louca, com o H1N1 e com a Saars. Está sendo assim com o coronavírus, apesar de os números mostrarem que a doença não é tão letal assim e nem de longe tem chance de aniquilar toda a Humanidade. Sim, os números são do governo comunista chinês e há razões de sobra para não se confiar nesse tipo de estatística. Mas, a não ser que o vírus mate centenas de pessoas em países com estatísticas mais dignas, ainda não há o que temer.

O fetiche da peste exibe seu lado mais perverso ao expressar um desejo mal contido por um “milagre às avessas” qualquer capaz de “purificar” a Humanidade, de eliminar os maus, de criar uma espécie de “caos virtuoso” a partir do qual surgirá uma ordem igualmente virtuosa e na qual os bons reinarão redimidos.

Mito diluviano

Trata-se de uma fantasia antiga – tão antiga quanto a própria história. Está lá a narrativa bíblica do Dilúvio que não me deixa mentir. E há versões semelhantes na mitologia chinesa, grega, hindu, nórdica, maia, africana e até aborígene. A reação contemporânea às grandes “pestes” do dos séculos XX e XXI (entre as quais incluo as pestes reais, como a de varíola e a Gripe Espanhola, e também as pestes falsas já citadas) nada mais é do que uma versão com verniz científica do dilúvio purificador.

E é aí que mora o perigo. Porque a ciência não só criou como já pôs em prática sua própria versão do dilúvio purificador. E, aqui, não estou falando das várias teorias da conspiração que cercam os surtos de AIDS, ebola e, agora, coronavírus. Não. Estou falando da grande experiência eugenista que pretendia criar uma versão pura da Humanidade por meio da eliminação de deficientes, “depravados” e dos considerados racialmente inferiores.

Pode-se argumentar com algum otimismo que essa experiência ficou marcada na história e no inconsciente coletivo como um episódio infame, destinado a nunca mais se repetir. Gostaria muito de acreditar nisso. Mas acho que a força do mito purificador ainda é sedutora demais e ainda encanta muita gente.

Um sinal desse encanto são os gritos catastrofistas de Greta Thunberg e seus seguidores, que veem na possibilidade de uma extinção em massa a oportunidade da refundação do ser humano – menos ambicioso, menos extrativista, menos próspero e, em essência, mais comunal e menos capitalista.

Jordan Peterson, em seu pouco lido e muito citado 12 Regras Para a Vida, aborda com perfeição esse tema ao falar da necessidade humana por ordem sempre que nos percebemos num cenário de caos. É uma necessidade tão grande que investimos todo o nosso intelecto na tentativa de gerar essa ordem que supostamente nos trará a paz eterna e uma versão técnica do Paraíso na Terra. E é a partir dessa necessidade por ordem que o intelecto dá vazão a ideias como as de planejamento centralizado de todos os aspectos da vida, do alimentar ao sexual. Um planejamento que não pode nascer espontaneamente e que precisa ser imposto de cima para baixo. Bom, você já sabe onde vai dar isso.

A ciência, ou melhor, o cientificismo contribui para a criação dessa esperança falsa, macabra e arrogante. Usando o velho e ultrapassado malthusianismo, camuflado por algum verniz da moda, ele pinta vários cenários futuros nos quais está implícita a necessidade da eliminação de milhões de seres humanos descartáveis para que outros tantos milhões de escolhidos e ungidos sobrevivam, prosperem e levem a Humanidade a um outro patamar qualquer.

Fetiche da guerra

Não por acaso, o fetiche da peste tem um irmão gêmeo – e é curioso que os dois tenham sido vistos de mãos dadas neste primeiro mês de 2020. Falo do fetiche da guerra, que vê na possibilidade de um conflito mundial, quiçá nuclear, a oportunidade para a recriação da Humanidade. Se bem que o fetiche da guerra consegue ser ainda mais macabro, uma vez que faz uso de noções como a nobreza e o heroísmo para propor, nunca explicitamente, a aniquilação daqueles que parecem estar sobrando.

Sinto ser eu a furar a bolha de alguns, mas não, o coronavírus jamais será uma Peste Negra, cujas consequências, entre elas o ateísmo (esse, sim, epidêmico), sofremos até hoje. Não, o coronavírus não será a Gripe Espanhola nem a varíola – cujas mortes contabilizadas aos milhões são prova, aliás, de que o mito diluviano falha miseravelmente em dar à luz essa utopia de uma sociedade perfeita ou pelo menos mais ordeira.

O coronavírus vai passar. Mas, daqui a alguns anos, outra doença, ameaça de guerra ou até um desses meteoros que costumam “passar perto” da Terra surgirá, despertando novamente o pânico algo cínico que, por trás de uma máscara e besuntado em álcool em gel, esconde essas fantasias sombrias de purificação do ser humano.

Resta-nos torcer para que neste caso, como agora e sempre, estejamos bem protegidos dentro da caótica arca.

Previsão Sul – Muita chuva na Região

Previsão Sul – Muita chuva na Região:



Boletim de previsão do tempo contendo informações sobre previsão, temperatura mínima e máxima prevista, além de destaques relevantes dos últimos dias.

31 de Janeiro de 1797: Nasce o compositor austríaco Franz Schubert

31 de Janeiro de 1797: Nasce o compositor austríaco Franz Schubert:

Compositor austríaco, nasceu a 31 de janeiro de 1797, em Himmelpfortgrund, perto de Viena, na Áustria, e morreu a 19 de novembro de 1828, em Viena. Foi o responsável pela ligação entre a música clássica e a romântica e ficou célebre pela harmonia e pela melodia das suas canções e música de câmara.Começou a estudar música na capela da Corte de Viena, com Wenzel Ruzicka, e, mais tarde, foi admitido no Conservatório. Nessa altura compôs várias peças, nomeadamente Fantasia For Piano Duet e a célebre Gretchen am Spinnrade (1814), extraída de Fausto de Goethe. Depois, estudou com Salieri, com quem aperfeiçoou a técnica de composição. Passadas algumas desventuras, voltou a dedicar-se à composição e, a partir daí, a sua produção artística foi sempre aumentando. No entanto, poucos contemporâneos se aperceberam da grandeza do seu génio. Enquanto viveu, a sua obra teve uma projeção muito reduzida, até porque uma parte considerável permaneceu inédita. Só no final do século XIX é que foi publicada uma edição das suas obras, a Gesamtausgabe, em Leipzig, e só em 1950 foi publicado o seu catálogo completo, o Thematic Catalogue, em Nova Iorque.Atualmente, Schubert encontra-se colocado entre os maiores compositores de todos os tempos. Juntamente com Mozart, constitui o exemplo da criação musical entendida como essência sonora da poesia. Entre as suas composições mais famosas encontram-se as sinfonias N.º 4 in C Minor, que Schubert intitulou de Tragic (1816), a N.º 5 in B Flat Major (1816), a N.º 7 in E Flat Major (1817), a N.º 11 in B Major (1817) e a Symphony in C Major (Great) (1828); as peças para piano Die Zauberharfe (1820), Rosamunde (1820), Piano Sonata in C Major (Grand Duo) (1824), Variations on an Original Theme in A Flat Major (1824) e Fantasy in F Minor (1827).
Franz Schubert. In Infopédia [Em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2014.
wikipedia (imagens)

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Retrato de Franz Schubert -   1825
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 Franz Schubert - Moritz von Schwind


quinta-feira, 30 de janeiro de 2020

Dirty Honey - Rolling 7s [Official Video]

Epidemia desenvolvida na sujeira socialista mostra pés de barro da China

Epidemia desenvolvida na sujeira socialista mostra pés de barro da China:



Socialismo e paganismo  conviviam na sujeira onde se gestou a epidemia. Na foto ratos (muito procurados), caldo de morcego e aspecto do mercado de Wuhan
Socialismo e paganismo  conviviam na sujeira onde se gestou a epidemia.

Na foto ratos (muito procurados), caldo de morcego e aspecto do mercado de Wuhan
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Luis Dufaur

Escritor, jornalista,

conferencista de

política internacional,

sócio do IPCO,

webmaster de

diversos blogs














O país que a grande imprensa apresenta como a primeira potência mundial num futuro próximo, senão já no presente, deixa transparecer por vezes sua calamitosa desordem interna.

Aparece então a China real e não o “tigre de papel” que espalha o macrocapitalismo publicitário.

Após uma epidemia que ceifou mais de um terço de seu rebanho suíno – o mais importante do país – e desequilibrou o mercado da carne mundial, a China aparece devastada por um vírus que não controla, que nem conhece direito e que ameaça massivamente sua população.

Ameaçaria à própria humanidade, se dermos crédito ao noticiário não raramente viciado pelo alarmismo e a organismos internacionais como a Organização Mundial da Saúde – OMS.

A China comunista se mostra então como o que é: um gigante com os pés de barro. Mas um gigante oriental com mil pés todos canhestros e corroídos por gangrenas diversas.

Falamos da eclosão da epidemia de coronavírus aparecida no infecto e nauseabundo mercado central de Wuhan, concentração populacional de 11 milhões de almas, cinco dos quais já teriam fugido perseguidos pelo pavor da ameaça. As fotos mostram uma cidade grande, moderna e deserta.



Wuhan deserta, foto de drone. 4 milhões teriam fugido
Wuhan deserta, foto de drone. 4 milhões teriam fugido

O coronavírus é um grupo de vírus comuns conhecido desde os anos 1960. É causa comum de infecções respiratórias brandas a moderadas de curta duração e mais o menos todo o mundo alguma vez foi atacado.

Inclui o vírus causador da forma de pneumonia atípica grave conhecida por SARS (“Severe Acute Respiratory Syndrome”) também espalhado no mundo a partir da China em 2002. Cfr. Wikipedia, verbete Coronavírus. E o site do Ministério da Saúde, página Sobre Coronavírus. O gerador do pânico atual está classificado como coronavírus 2019-nCoV.

Por sua vez, o governo chinês procura dissimular sua ignorância falando de um “misterioso vírus que causa problemas respiratórios”.

A China se mostra apavorada porque não sabe como lidar com ele, após fechar os olhos para sua existência e assim permitindo que se espalhasse em larga escala. Teria recorrido ao auxílio russo para tentar identifica-lo e gerar o antibiótico correto.

O prefeito de Wuhan, Zhou Xianwan, patenteou a culpa da administração socialista reconhecendo em entrevista à televisão estatal chinesa CCTV, que omitiu informações sobre a disseminação do coronavírus, informou “Notisul”.

Ele poderia sofrer represálias políticas se tivesse falado de algo não corria de acordo com o plano quinquenal fixado pelo Partido Comunista e se desinteressou pela saúde da população.

Depois ficou patente demais e ele colocou seu cargo à disposição. O secretário do Partido Comunista na cidade, Ma Guoqiang, também se disse disposto a renunciar.


As medidas de urgência chegaram tarde após o socialismo silenciar o inicio da epidemia
As medidas de urgência chegaram tarde após o socialismo silenciar o inicio da epidemia


“Nossos nomes viverão na infâmia, mas o camarada Ma Guoqiang e eu assumiremos qualquer responsabilidade”, disse Zhou.

Wuhan é o epicentro do surto que já infectou mais de 3 mil pessoas em 12 países e gerou as mais drásticas e alarmantes relaciones, como cesse de funcionamento de fábricas, bloqueio dos transportes de massa, algumas das quais suspeitas de serem meras explorações para gerar benefícios comerciais ou conter despesas.

A epidemia chegou a crescer a um ritmo de 40% a 50% diários.

Ma Xiaowei, diretor da Comissão Nacional de Saúde da China, disse que a velocidade de contágio pode aumentar devido a que a incubação da doença é imperceptível e requer apenas entre 1 e 14 dias para eclodir.

O governo fez propagandísticos anúncios da construção de pelo menos dois hospitais de emergência em tempo recorde, com mais de 2.000 leitos para encobrir a inépcia ideológica.

O coronavírus passou a ser um indicador da inumanidade do sistema socialista.

Por ocasião do surto anterior do SARS as autoridades socialistas juraram que nunca se repetiria um caso análogo. Quando a notícia da expansão do coronavírus começou a correr de boca em boca, o governo ameaçou àqueles que espalhavam “rumores” e semeavam o alarmismo, noticiou “The New York Times”.

Os censores da internet tiveram muito trabalho cortando as mensagens até que a doença não podia ser mais ocultada.



Regime  socialista silenciou o surto e agora o país ficou sem rumo. Crianças aguardam poder pegar em trem em Pequim.
Regime  socialista silenciou o surto e agora o país ficou sem rumo.

Crianças aguardam poder pegar em trem em Pequim.
Quando em 8 de dezembro a doença começou se generalizar, as autoridades de Wuhan insistiram que era controlável e tratável. A polícia prendia a quem falava dela.

O especialista em doenças respiratórias Wang Guangfa foi chamado pelo governo a garantir na Televisão Central da China que a “pneumonia de Wuhan” estava “sob controle” e era “benigna”.

O governo local ofereceu um banquete para mais de 40.000 famílias e distribuiu 200.000 tíquetes gratuitos para as festividades do Novo Ano Lunar muito comemorada pelos chineses. Agora as grandes reuniões públicas estão proibidas inclusive as viagens pelo Ano Novo chinês, mas é tarde.

O vírus chegou a ser chamado de “vírus patriótico”. Um grupo de jornalistas de Hong Kong que tentaram ver os pacientes no hospital de Wuhan foram segurados pela polícia e tiveram que apagar seus registros.

A única fonte local de informação é a oficial e a polícia se assanha contra as redes sociais que transmitem algo. Todas pertencem ao governo pois as não-chinesas foram fechadas.

Antes de serem cortadas pela censura circularam nas redes sociais fotos nauseabundas do mercado que aliás já foi fechado tal é a certeza de que esse local foi o foco da epidemia.

Sem controle sanitário algum vendiam peixes, serpentes, morcegos, ratos e carnes de até 112 espécies animais que incluíam raposas e cachorros que eram sacrificados na hora da venda e seu sangue e restos ficam pelo chão.



Na maior conaturalidade vendia-se para consumo humano serpentes, cachorros e morcegos
Na maior co-naturalidade vendia-se para consumo humano serpentes, cachorros e morcegos
Segundo o “Clarín” de Buenos Aires, o mercado era um compêndio de sujeira com o chão cheio de lixo, as paredes salpicadas com sangue dos animais e jaulas onde conviviam sem critério espécies vendidas ou cozinhadas no local.

Os peixes ficavam sobre água podre e os quadrúpedes descansavam sobre lixo.

A censura socialista suprimiu as imagens da rede social oficial Weibo que ocupou o lugar do Facebook, especialmente os vídeos que mostravam as péssimas condições sanitárias.

Antigas superstições do decadente paganismo chinês foram agravadas pelo igualitarismo socialista que estimulou o povo a se alimentar com seres vivos que não se destinam ao consumo humano.

Se só existe a matéria, que diferença há em comer qualquer coisa? A repugnância instintiva é coisa de burguês capitalista! dirá o bom marxista.

E se dúvida houver é só ver os insetos ou dejetos que o “moderno” ecologismo, a ONU ou o progressismo comuno-tribalista pregam como alimento para “salvar o planeta” ou torna-lo “sustentável”.


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Dawn III by Claudio de Sat

Dawn III by Claudio de Sat:

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Dawn III by Claudio de Sat

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Claudio de Sat: Photos

O eterno retorno da utopia socialista

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Lorenzo De Quiros, no site Libertad.org, 

La Editorial Deusto acaba de publicar el último panfleto del economista francés Thomas Piketty, Capital e Ideología, cuya única diferencia con esa modalidad de subgénero literario es su obscena extensión y su mala prosa. Todo el abrumador aparato estadístico pikettiano está orientado a sostener dos ideas fuerza: (1) la desigualdad es siempre y en todas partes el resultado de una decisión política e ideológica y (2) para acabar con ella es preciso erradicar la propiedad privada. De este modo invierte el famoso díptico marxista transformando a la superestructura en el agente esencial de la desigualdad. Desde esta premisa, cualquier lector de la obra está legitimado para interpretarla como un intento de justificación del brutal programa redistributivo que se propone en la última parte del texto.

De entrada, cabe preguntarse por qué Piketty considera que la igualdad es el único valor para determinar el bienestar de las personas. No dedica ni una sola línea de su voluminoso opúsculo a fundamentar esta tesis. En la sección consagrada a diseccionar el fracaso de los regímenes comunistas, su pasión igualitaria lo conduce a guardar un clamoroso silencio sobre el enorme costo en términos de opresión, miseria y muertes soportados por las personas que tuvieron la desgracia de vivir en los Estados en los que se aplicó el experimento colectivista. Para él, la consecuencia fundamental del colapso de la URSS es el “haber conducido finalmente a reforzar la propiedad privada” y convertir a Rusia en “líder mundial de los nuevos oligarcas”. De China no le preocupa el aplastamiento de la libertad ni su carácter totalitario, sino “la acentuación de la desigualdad”, para definir al régimen pekinés con la siguiente descripción: “una forma específica de organización política que tiene sus virtudes y también sus límites”.

Para aclarar su posición, Piketty da un paso más al escribir que “es preciso prestar una especial atención a las críticas realizadas por los comunistas”, sobre todo, a la idea de que “la igualdad de derechos políticos es una ilusión desde que los medios de información son capturados por el poder del dinero”. Resulta sorprendente que se conceda la mínima legitimación moral para descalificar las ilusorias libertades de las democracias a regímenes totalitarios en donde reina la tiranía. Pero esta visión no es baladí. Es consistente con la nula consideración concedida por Piketty a la libertad individual, lo que no sorprenderá a nadie si tiene la paciencia de leer las 1,233 páginas del mamotreto.

Desde un punto de vista técnico, Capital e ideología muestra una pavorosa ignorancia de la teoría económica elemental. Su autor confunde de manera constante los conceptos de capital y patrimonio. Rechaza la incidencia de la tecnología sobre la desigualdad de ingresos entre los individuos. Soslaya el hecho de que las grandes innovaciones derivadas de aquella sean una variable relevante para aumentar la productividad y la prosperidad de los trabajadores. Hace una abstracción total del impacto de la política monetaria, del grado de regulación existente en los mercados, de la globalización sobre el crecimiento y sobre el nivel de vida de los individuos etcétera. En otras palabras, desconoce u omite los factores económicos y tecnológicos que en el cualquier manual de economía y en la evidencia disponible muestran tener una influencia directa, indirecta y, en cualquier caso, innegable sobre la distribución de la renta. Para Piketty, eso no cuenta, porque el origen de todos los males es la propiedad privada, un producto ideológico-político a suprimir.

Para Piketty, el primer paso para eliminar la desigualdad es elevar la fiscalidad sobre la riqueza (financiera e inmobiliaria) y sobre la renta. El tipo impositivo debería situarse en el 90%; sobre la renta hasta el 60% para las personas con ingresos 10 veces superiores al salario medio. Estas medidas expropiatorias no sólo constituyen un torpedo bajo la línea de flotación de la economía de mercado, basada en la propiedad privada de los medios de producción, sino que suponen un desconocimiento total de sus efectos económicos, esto es, de su demoledor impacto sobre los incentivos de las familias y las empresas a trabajar, ahorrar e invertir. Con esa tributación no quedará nada ni nadie a quien sangrar. Sencillamente Piketty ignora o quiere ignorar las consecuencias de sus planteamientos. Pero ahí no termina la historia.

En su pretensión de demoler las bases del capitalismo, Piketty atribuye a la gradual extensión de la propiedad privada y el paralelo incremento del poder de los accionistas en las sociedades el ser la fundamental causa de la desigualdad. Para corregir esa perniciosa situación propone dar a los empleados (a los sindicatos) la mitad de los puestos en los consejos de administración de las grandes compañías (no dice a cuáles califica de ese modo) y limitar los derechos de voto de los accionistas que posean más de un 10% del capital. Esta iniciativa constituye el fin de la empresa privada tal como se conoce y, de facto, su colectivización. Éste es el resultado inevitable de su noción de “propiedad social y temporal”, con la que pretende sustituir al derecho de propiedad clásico y cuya definición y alcance lo decidirán en nombre de la sociedad sus representantes políticos.

La utopía colectivista y liberticida pikettiana se proyecta hacia la creación de un “nuevo espacio político europe”‘. Éste debería adoptar su fiscalidad confiscatoria o, al menos, habrían de hacerlo cuatro países: Alemania, Francia, Italia y España. Salvo en el caso del ardiente izquierdismo infantil de la gauche española, capaz de apuntarse a cualquier causa autodefinida como progresista e igualitaria, no parece que esa alza brutal de los impuestos resulte demasiado atractiva para alemanes, franceses e italianos. Por añadidura, su implantación, salvo que se introduzcan férreos controles de capitales, supondría una salida de éstos hacia estados extraeuropeos o hacia los europeos con una tributación más favorable. El planteamiento pikettiano conduce a una economía colectivizada y cerrada al exterior.

El único valor de Capital e ideología es suministrar a la izquierda un discurso que se traduce en un retorno a su versión dura, definida por un potente veneno marxista. Es el eterno retorno de la utopía socialista.

Previsão Sul – Temporais na Região

Previsão Sul – Temporais na Região:



Boletim de previsão do tempo contendo informações sobre previsão, temperatura mínima e máxima prevista, além de destaques relevantes dos últimos dias.

30 de Janeiro de 1948: Mahatma Gandhi é assassinado por um extremista

30 de Janeiro de 1948: Mahatma Gandhi é assassinado por um extremista:

O "pai da nação indiana" é assassinado em 30 de Janeiro de 1948 em Nova Deli com três tiros desferidos pelo extremista hindu Nathuram Godse, durante  uma oração pública. Godse reprovava em Gandhi o facto de ser muito tolerante com os indianos muçulmanos. Durante 78 anos, Mohandas Karamchand Gandhi, conhecido como Mahatma Gandhi, tinha professado a não-violência radical, a “ahimsa” e a resistência passiva contra o ocupante britânico. Gandhi tinha escolhido  fazer-se ouvir pelo jejum político até obter a satisfação das suas reivindicações. Dois milhões de indianos assistiram ao seu funeral.
Gandhi, o líder político e espiritual do movimento de independência indiano, nascido em 1869, era filho de um funcionário indiano. A mãe de Gandhi, profundamente religiosa, desde cedo introduziu-o no jainismo, uma religião indiana moralmente rigorosa que defendia a não-violência. Gandhi era um estudante comum, mas em 1888 foi-lhe dada a oportunidade de estudar direito em Inglaterra. Em 1891, retornou à Índia, tendo aceite em 1893 um contrato para trabalhar na África do Sul.
Lá  submeteu-se às leis racistas sul africanas que restringiam os direitos dos trabalhadores indianos. Gandhi lembrou-se mais tarde de um incidente, quando foi obrigado a sair de um compartimento de primeira-classe e deixar o comboio. Quando o seu contrato expirou, decidiu permanecer no país, lançando uma campanha pelo direito de voto dos indianos. Fundou o Congresso Indiano de Natal, chamando a atenção internacional para o pleito. Em 1906, o governo do Transvaal buscou restringir direitos adicionais dos indianos o que levou Gandhi a organizar a primeira campanha da satiagraha, ou seja, desobediência civil em massa. Após sete anos de protestos negociou um acordo com o governo sul africano.
Em 1914, Gandhi regressou à Índia e vive uma vida de abstinência e espiritualidade, apartado da política. Defendeu o Reino Unido na Primeira Guerra Mundial, mas em 1919 lançou uma nova satiagraha em protesto contra a conscrição militar obrigatória de indianos. Milhares atenderam ao seu chamamento e em 1920 já era o líder do movimento de independência. Organizou o Congresso Nacional Indiano como uma força política, promovendo um boicote maciço aos produtos, serviços e instituições britânicos.
Em 1922, suspendeu a satiagraha quando irrompeu a violência. Um mês depois foi preso pelas autoridades britânicas por sedição, sendo libertado em 1924. Em 1928, retornou à política nacional quando exigiu um estatuto de soberania para a Índia e em 1930 lançou um protesto em massa contra a taxa do sal que atingia principalmente os pobres. Na sua mais famosa campanha de desobediência civil, Gandhi e os seus seguidores marcharam até ao Mar Arábico, onde produziram o próprio sal ao fazer evaporar a água do mar. 
Em 1931, Gandhi foi libertado a fim de comparecer numa Mesa Redonda sobre a Índia em Londres como o único representante do Congresso Nacional Indiano. O encontro foi um fracasso e no retorno à Índia foi novamente preso. Mesmo na cadeia, liderou um protesto contra o tratamento dispensado aos “intocáveis”, os empobrecidos e degradados indianos que ocupavam o nível mais baixo do sistema de castas. Em 1934, deixou o partido para trabalhar pelo desenvolvimento económico dos mais pobres. Em seu lugar foi indicado Jawaharlal Nehru, que viria a ser um grande líder do país.
Com a eclosão da Segunda Guerra Mundial, Gandhi defendeu a colaboração com o esforço de guerra britânico em troca da independência. Londres recusou, buscando dividir a Índia ao apoiar os conservadores e grupos muçulmanos indianos. Em resposta, Gandhi lançou o movimento "Quit India" (Retirem-se da India) em 1942, que clamava pela retirada total dos britânicos. Gandhi e outros líderes nacionalistas ficaram presos até 1944.
Com a chegada de novo governo em Londres em 1945, as negociações recomeçaram. Gandhi queria uma Índia unificada, mas a Liga Muçulmana, cuja influência havia crescido durante a Guerra, discordou. Após extensas negociações, Londres concordou em criar em 15 de Agosto de 1947, dois novos Estados independentes: a India e o Paquistão. Pouco demorou para que a violência explodisse entre os hindus e os muçulmanos.
Foi no decurso desses conflitos que ocorreu o assassinato de Gandhi. Conhecido como Mahatma, ou "A Grande Alma", os seus métodos persuasivos de desobediência civil influenciaram líderes de movimentos pelos direitos civis em todo o mundo, em particular Martin Luther King  nos Estados Unidos.
Fontes: Opera Mundi
wikipedia (imagens)

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Gandhi em 1946

O título de Mahatma atribuído a Gandhi representa um reconhecimento de seu papel como líder espiritual.

quarta-feira, 29 de janeiro de 2020

HOMENAGEM A OSWALD SPENGLER - O DECLÍNIO DO OCIDENTE.

Importation and Human-to-Human Transmission of a Novel Coronavirus in Vietnam

Importation and Human-to-Human Transmission of a Novel Coronavirus in Vietnam:

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New England Journal of Medicine, Ahead of Print.

Por que os intelectuais odeiam o capitalismo?

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Huerta de Soto, em artigo publicado pelo Instituto Mises:

N. do T.: o artigo a seguir foi adaptado de um discurso improvisado feito pelo autor, daí o seu tom mais coloquial.

Por que os intelectuais sistematicamente odeiam o capitalismo? Foi essa pergunta que Bertrand de Jouvenel (1903-1987) fez a si próprio em seu artigo Os intelectuais europeus e o capitalismo.

Esta postura, na realidade, sempre foi uma constante ao longo da história. Desde a Grécia antiga, os intelectuais mais distintos — começando por Sócrates, passando por Platão e incluindo o próprio Aristóteles — viam com receio e desconfiança tudo o que envolvia atividades mercantis, empresariais, artesanais ou comerciais.

E, atualmente, não tenham nenhuma dúvida: desde atores e atrizes de cinema e televisão extremamente bem remunerados até intelectuais e escritores de renome mundial, que colocam seu labor criativo em obras literárias — todos são completamente contrários à economia de mercado e ao capitalismo. Eles são contra o processo espontâneo e de interações voluntárias que ocorre de mercado. Eles querem controlar o resultado destas interações. Eles são socialistas. Eles são de esquerda. Por que é assim?

Vocês, futuros empreendedores, têm de entender isso e já irem se acostumando. Amanhã, quando estiverem no mercado, gerenciando suas próprias empresas, vocês sentirão uma incompreensão diária e contínua, um genuíno desprezo dirigido a vocês por toda a chamada intelligentsia, a elite intelectual, aquele grupo de intelectuais que formam uma vanguarda. Todos estarão contra vocês.

"Por que razão eles agem assim?", perguntou-se Bertrand de Jouvenel, que em seguida pôs-se a escrever um artigo explicando as razões pelas quais os intelectuais — no geral e salvo poucas e honrosas exceções — são sempre contrários ao processo de cooperação social que ocorre no mercado.

Eis as três razões básicas fornecidas por de Jouvenel.

Primeira, o desconhecimento. Mais especificamente, o desconhecimento teórico de como funcionam os processos de mercado. 

Como bem explicou Hayek, a ordem social empreendedorial é a mais complexa que existe no universo. Qualquer pessoa que queira entender minimamente como funciona o processo de mercado deve se dedicar a várias horas de leituras diárias, e mesmo assim, do ponto de vista analítico, conseguirá entender apenas uma ínfima parte das leis que realmente governam os processos de interação espontânea que ocorrem no mercado. 

Este trabalho deliberado de análise para se compreender como funciona o processo espontâneo de mercado — o qual só a teoria econômica pode proporcionar — desgraçadamente está completamente ausente da rotina da maior parte dos intelectuais.

Intelectuais normalmente são egocêntricos e tendem a se dar muita importância; eles genuinamente creem que são estudiosos profundos dos assuntos sociais. Porém, a maioria é profundamente ignorante em relação a tudo o que diz respeito à ciência econômica.

A segunda razão, a soberba. Mais especificamente, a soberba do falso racionalista. 

O intelectual genuinamente acredita que é mais culto e que sabe muito mais do que o resto de seus concidadãos, seja porque fez vários cursos universitários ou porque se vê como uma pessoa refinada que leu muitos livros ou porque participa de muitas conferências ou porque já recebeu alguns prêmios. Em suma, ele se crê uma pessoa mais inteligente e muito mais preparada do que o restante da humanidade. Por agirem assim, tendem a cair no pecado fatal da arrogância ou da soberba com muita facilidade.

Chegam, inclusive, ao ponto de pensar que sabem mais do que nós mesmos sobre o que devemos fazer e como devemos agir. Creem genuinamente que estão legitimados a decidir o que temos de fazer. Riem dos cidadãos de ideias mais simplórias e mais práticas. É uma ofensa à sua fina sensibilidade assistir à televisão. Abominam anúncios comerciais. De alguma forma se escandalizam com a falta de cultura (na concepção deles) de toda a população. E, de seus pedestais, se colocam a pontificar e a criticar tudo o que fazemos porque se creem moral e intelectualmente acima de tudo e todos. 

E, no entanto, como dito, eles sabem muito pouco sobre o mundo real. E isso é um perigo. Por trás de cada intelectual há um ditador em potencial. Qualquer descuido da sociedade e tais pessoas cairão na tentação de se arrogarem a si próprias plenos poderes políticos para impor a toda a população seus peculiares pontos de vista, os quais eles, os intelectuais, consideram ser os melhores, os mais refinados e os mais cultos.

É justamente por causa desta ignorância, desta arrogância fatal de pensar que sabem mais do que nós todos, que são mais cultos e refinados, que não devemos estranhar o fato de que, por trás de cada grande ditador da história, por trás de cada Hitler e Stalin, sempre houve um corte de intelectuais aduladores que se apressaram e se esforçaram para lhes conferir base e legitimidade do ponto de vista ideológico, cultural e filosófico.

E a terceira e extremamente importante razão, o ressentimento e a inveja. O intelectual é geralmente uma pessoa profundamente ressentida. O intelectual se encontra em uma situação de mercado muito incômoda: na maior parte das circunstâncias, ele percebe que o valor de mercado que ele gera ao processo produtivo da economia é bastante pequeno. 

Apenas pense nisso: você estudou durante vários anos, passou vários maus bocados, teve de fazer o grande sacrifício de emigrar para Paris, passou boa parte da sua vida pintando quadros aos quais poucas pessoas dão valor e ainda menos pessoas se dispõem a comprá-los. Você se torna um ressentido. Há algo de muito podre na sociedade capitalista quando as pessoas não valorizam como deve os seus esforços, os seus belos quadros, os seus profundos poemas, os seus refinados artigos e seus geniais romances. 

Mesmo aqueles intelectuais que conseguem obter sucesso e prestígio no mercado capitalista nunca estão satisfeitos com o que lhes pagam. O raciocínio é sempre o mesmo: "Levando em conta tudo o que faço como intelectual, sobretudo levando em conta toda a miséria moral que me rodeia, meu trabalho e meu esforço não são devidamente reconhecidos e remunerados. Não posso aceitar, como intelectual de prestígio que sou, que um ignorante, um parvo, um inculto empresário ganhe 10 ou 100 vezes mais do que eu simplesmente por estar vendendo qualquer coisa absurda, como carne bovina, sapatos ou barbeadores em um mercado voltado para satisfazer os desejos artificiais das massas incultas."

"Essa é uma sociedade injusta", prossegue o intelectual. "A nós intelectuais não é pago o que valemos, ao passo que qualquer ignóbil que se dedica a produzir algo demandado pelas massas incultas ganha 100 ou 200 vezes mais do que eu". Ressentimento e inveja.

Segundo Bertrand de Jouvenel,
O mundo dos negócios é, para o intelectual, um mundo de valores falsos, de motivações vis, de recompensas injustas e mal direcionadas . . . para ele, o prejuízo é resultado natural da dedicação a algo superior, algo que deve ser feito, ao passo que o lucro representa apenas uma submissão às opiniões das massas.
[...]
Enquanto o homem de negócios tem de dizer que "O cliente sempre tem razão", nenhum intelectual aceita este modo de pensar.
E prossegue de Jouvenel:
Dentre todos os bens que são vendidos em busca do lucro, quantos podemos definir resolutamente como sendo prejudiciais? Por acaso não são muito mais numerosas as ideias prejudiciais que nós, intelectuais, defendemos e avançamos?
Conclusão

Somos humanos, meus caros. Se ao ressentimento e à inveja acrescentamos a soberba e a ignorância, não há por que estranhar que a corte de homens e mulheres do cinema, da televisão, da literatura e das universidades — considerando as possíveis exceções — sempre atue de maneira cega, obtusa e tendenciosa em relação ao processo empreendedorial de mercado, que seja profundamente anticapitalista e sempre se apresente como porta-voz do socialismo, do controle do modo de vida da população e da redistribuição de renda.

Primo Levi, o culpado de Auschwitz.

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 Carlos Matias Bobone para o Observador:

Primo Levi é um daqueles casos em que a vida dá um significado completamente diferente à obra. Seria sempre interessante ler as reflexões de um cientista tornado escritor, em quem a falta de escola literária é uma virtude e capaz de fazer da curiosidade um tema livresco; no entanto, é a passagem por Auschwitz que transforma verdadeiramente a obra de Primo Levi.

Levi chega a Auschwitz já na fase final da guerra, quando Mussolini já foi preso e libertado por Hitler e, talvez por deveres de gratidão, aproxima o seu governo do anti-semitismo Hitleriano. A história da sua passagem por Auschwitz é contada naquele que se tornou o seu livro mais famoso, Se Isto é um Homem e, embora o século XX tenha nobelizado uma série de sobreviventes do Holocausto e se tenha comovido com centenas de descrições dos horrores concentracionários, nenhum relato teve o impacto de Se Isto é um Homem.

O livro de Primo Levi não é apenas uma descrição; na tradição Ocidental está, aliás, mais próximo da Consolação da Filosofia ou da Apologia de Sócrates do que de qualquer crónica bélica ou autobiografia tribulada. Levi está interessado na baixeza e na crueldade, mas apenas na medida em que uma e outra modelam o Homem. É, por isso, curioso comparar a obra de Levi com a de outros homens na sua situação, interessados pelos mesmos temas.

Boécio é preso a pretexto de uma conspiração contra o rei, conspiração essa em que, a fazer fé na sua palavra e na de muitos académicos, não tinha tomado parte. É condenado à morte e, enquanto sofre na prisão, escreve aquele que se tornará o tratado clássico sobre a Fortuna: a Consolação da Filosofia. Boécio é visitado por uma mulher, a Filosofia, que lhe mostra a possibilidade da “vitória de uma morte injusta”. Introduz uma galeria de personagens que farão eco por toda a Idade Média – da Fortuna, que se apresenta pela primeira vez no Ocidente com a sua famosa Roda, à Fama e à Riqueza, que tentam renhir com a filosofia e acabam vencidas. A grande questão de Boécio, no entanto, é bastante simples: o que é que o mundo nos pode dar?

Ora, todo o livro é um mapa das várias hipóteses — poder, fama, glória — e a demonstração de que nada disso dá uma resposta satisfatória àquilo que o Homem quer. Todo o valor do mundo é dado pelo ponto de vista do Homem, pelo que o mundo não tem verdadeiramente poder para o afetar.

A obra de Primo Levi, por outro lado, parte do princípio contrário. Enquanto em Boécio o que há é uma consolação, isto é, a filosofia surge para alterar o estado em que Boécio se encontra, com Primo Levi o ponto de partida é precisamente a ideia de que o mundo nos afeta. Estarmos cercados pela maldade faz-nos adotar a maldade, o instinto de sobrevivência torna-nos mais cruéis, de tal modo que a distinção que se tornou clássica a partir de Boécio — a distinção entre o mal natural, aqueles que nos acontece e de que não temos culpa, e o mal moral, aquele que fazemos – parece insuficiente: Primo Levi mostra que o mal nos acontece tende a puxar o mal moral: o horror traz consigo a culpa porque a resistência ao que nos acontece é muitas vezes culpada. Implica ser conivente, cobarde, servil ou até mesmo traiçoeiro, para que sejamos capazes de aguentar a Fortuna.

Boécio tem noção das dificuldades que há em aguentar a Fortuna; ele, aliás, será morto. Também ele acha que o mal nos puxa para o mal; no entanto, há na sua Consolação um pormenor que torna a sua ideia completamente diferente da de Primo Levi. Para Boécio o mal natural também nos puxa para o mal moral; no entanto, também denuncia a arbitrariedade do destino. O facto de ao Homem bom acontecerem coisas más desperta-o para o centro das suas ações. Ele age em nome da consequência ou do princípio? O mal natural tem a vantagem sobre o Bem de funcionar como castigo de quem o merece e despertador para quem não o merece. Se, de facto, não são as consequências mas sim o princípio que interessa na nossa ação, então consequência nenhuma nos fará vacilar. Pode vir a tortura ou a morte, como chegou a Sócrates ou a Boécio, que isso nada trará de diferente ao Homem.

Primo Levi olha para a questão de um ponto de vista mais trágico. De nada interessa o princípio, quando aquilo que nos é exterior determina o fim. Se aquilo que nos acontece nos faz portar como cães, de nada vale que tenhamos sido homens bons; o mal externo é um castigo, não porque a tortura seja em si tão má como parece, mas porque a tortura nos transforma em culpados.

A diferença entre Boécio e Primo Levi é a diferença entre a culpa cristã e a culpa judaica. O castigo, para o cristão, é redentor; para o judeu é trágico e quase definitivo, porque transforma o homem num mau homem. A antropologia Cristã é uma antropologia do poder do Homem sobre as coisas; a de Primo Levi é a antropologia do poder das coisas sobre o Homem. Neste sentido, é materialista, mas não no sentido amoral que o materialismo marxista lhe deu; o materialismo de Levi, a incapacidade do Homem se libertar do que lhe acontece e de ser superior ao que o rodeia transforma a sua ideia de Homem num modelo sufocante. A ideia de que há um reduto de humanidade imune à tragédia, que por muito distraído que ande pode sempre erguer-se e vencer a Natureza tem um lado consolador que não há em Primo Levi. O Homem de Primo Levi perde a sua humanidade à medida que aquilo que não é humano invade a sua vida. Um homem pode deixar de ser homem, para se transformar naquilo que o domina.

Levi não se libertou do Holocausto, como uma Europa habituada à ideia Cristã de culpa estaria à espera. Foi uma vítima que se sentiu sempre culpada, o que também surpreende num mundo à espera da triagem clara entre vítimas e prevaricadores. É esse lado que permanece incómodo na sua obra: a ideia de que o mal ainda está ali, e de que ele se sente culpado por isso.

ALERTA TOTAL - Qual a prioridade de Bolsonaro? Consertar o Brasil? Ou sua reeleição?

Qual a prioridade de Bolsonaro? Consertar o Brasil? Ou sua reeleição?:


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Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net

Por Sérgio Alves de Oliveira

Deve-se ao “tucano” Fernando Henrique Cardoso, ”vulgo” FHC, que presidiu o Brasil por dois mandatos consecutivos, de 01.01.1955 a 01.01.2003, a “malandragem” de emendar a Constituição, através  da Emenda Constitucional  Nº 16/1997, que permitiu  a reeleição do Presidente da República (”coincidentemente” ele próprio), Governadores e Prefeitos. O “trator” de FHC conseguiu aprovação dessa emenda no Congresso em menos de 10  (dez) minutos, com uma enxurrada de“tomas-lá-dá-cá” jamais vistos.

A partir dessa infeliz iniciativa, buscando em primeiro lugar o próprio interesse político, passou a ser uma  verdadeira “desonra” qualquer  chefe de poder executivo cumprir “somente” um mandato, de 4 (quatro) anos, para o qual foi eleito. O primeiro mandato, de 4 anos, passou a ser considerado “meio” mandato, porém  uma “desonra” inteira, para ninguém “botar defeito”, para quem não conseguisse a reeleição.

Em primeiro lugar, cabe destacar que FHC foi o maior “enrolador” que já teve a política brasileira, sempre ”escondendo”, durante os seus dois mandatos, a sua condição de “vermelho”, tendo a sua primeira eleição assegurada em virtude do relativo sucesso do plano de recuperação econômica, denominado PLANO REAL, durante o Governo Itamar Franco, onde ele era o Ministro da Fazenda, apesar da sua formação de “sociólogo” (como “eu”, que não entendo “bulhufas” de economia), tendo reservado para si mesmo todos os méritos da excelente medida econômica “bolada” pela  equipe de economistas do então Governo.

Mas devido ao “curto” período de 4 anos  de um só mandato, parece que  FHC teve consciência  forte o bastante para perceber que nesse pouco espaço de tempo  ele não conseguiria concluir todos os “esquemas” que planejara no Governo, dentre os quais ,talvez o principal e mais “escandaloso”, as “privatizações” de estatais, que permitiram a muita gente importante “encher as burras” de dinheiro, fácil e  ilícito, mediante as subavaliações das empresas estatais, algumas delas “torradas”, como no caso da EMBRATEL, vendida em leilão por 1,6 bilhões de reais, considerando que essa empresa  tinha mais que esse valor somente em satélites artificiais  de telecomunicações  no espaço aéreo superior.

Ora, ninguém de sã consciência pode contestar que de fato foi um “bem”  as estatais serem  privatizadas e saírem da iniciativa pública, para a iniciativa privada. Mas em primeiro lugar há que se ponderar que essas  estatais não deram certo, como deveriam, exatamante por culpa dos governantes, que nunca deram a autonomia  que elas deveriam ter para que funcionassem bem,  como  se empresas privadas fossem, e que foi o verdadeiro “espírito” que norteou as  suas criações. Ao invés disso, muitos governantes transformaram essas empresas em “cabides de emprego”, ”apadrinhamentos” políticos, e” focos de corrupção”. É claro que,  afastados todos  esses “probleminhas”, na iniciativa privada elas iriam se dar melhor,tornando-se mais lucrativas, sem os “ranços” e vícios  do serviço público  atrapalhando.

E nada justifica também os preços subavaliados pelos quais foram vendidas essas empresas, muitas das quais mais se aproximando de “doação” do que de venda por valores efetivos de mercado. Se fosse o “inverso”, ou seja, se o poder público fosse comprá-las, ao invés de vendê-las,é claro que esses “precinhos” camaradas não seriam mantidos,e o “negócio” seria realizado por preços  3 , 4,ou nem sei quantas vezes  maiores. É claro que foram cumpridas todas as “formalidades legais” da lei de licitações, etc. Porém, a corrupção e as “maquiagens legais”, embutidas nesses negócios escusos, conseguiram burlar  as próprias leis. E tanto isso é verdade que após transcorridos tantos anos dessas privatizações “criminosas” ,ninguém foi responsabilizado ou condenado. Por isso parece que o PSDB fez a “coisa” mais bem feita que o PT.

E a corrupção não foi pouca. Talvez só tenham “perdido” para a “Era do PT”, de 2003 a 2014 ,talvez  porque estes tiveram mais tempo para “roubar” (13 anos),enquanto os tucanos lá  estiveram “somente” durante 8 anos. Portanto é  simples... questão “matemática”... ”caro Dr.Watson”!!!

Mas enquanto a Polícia, o Ministério Público e os Juizos envolvidos diretamente  no combate e punição à corrupção “quebram a cara” no desempenho moralizador das suas funções,parece que o Congresso Nacional,os Tribunais Superiores, e o próprio Poder Executivo Federal, não agem dentro do  mesmo  espírito.

Bolsonaro, por exemplo, dentro da “maracutaia” da reeleição antes patrocinada  por FHC,parece priorizar o seu Governo de forma a não se “desgastar” e não sofrer embaraços  no seu projeto pessoal de “reeleição”. Mas parece que   ele não está percebendo que no ritmo “frouxo” em que anda o seu governo, não reagindo à altura, pelos meios legais ou “constitucionais” possíveis,aos  “boicotes” que entravam o seu governo, ele vai acabar levando “chumbo” nas eleições de 2022, cedendo  lugar para retorno da esquerda,talvez até com Lula. E de nada vai adiantar o esforço “desesperado” de grande parte da mídia virtual que o apoia para reelegê-lo. A grande mídia e os bancos  estão  de mãos dadas com a esquerda.

Além do mais, ”temo” que novos interesses escusos possam estar por trás da nova fase de privatizações que será retomada para “valer”, e que foi o grande foco de corrupção no Governo de FHC. Será que os “homi” mudaram mesmo? E   será que Bolsonaro conseguirá obstar um novo ciclo de corrupção no seu governo?

Sérgio Alves de Oliveira é Advogado e Sociólogo.

Ministério da Saúde investiga caso suspeito de vírus chinês em São Leopoldo

Ministério da Saúde investiga caso suspeito de vírus chinês em São Leopoldo: O ministério da Saúde confirmou que investiga o caso de uma pessoa que pode estar infectada pelo vírus chinês. Esta pessoa é de São Leopoldo e está internada num posto de saúde da Vila Scharlau.

Previsão Sul – Instabilidade aumenta na Região

Previsão Sul – Instabilidade aumenta na Região:



Boletim de previsão do tempo contendo informações sobre previsão, temperatura mínima e máxima prevista, além de destaques relevantes dos últimos dias.

29 de Janeiro de 1841: Uma frota inglesa ocupa a ilha de Hong Kong

29 de Janeiro de 1841: Uma frota inglesa ocupa a ilha de Hong Kong:

Uma poderosa frota inglesa ocupa a ilha de Hong Kong em 29 de Janeiro de 1841. O objetcivo era o de impor à China a importação do ópio proveniente da Índia, lucrativo comércio nas mãos da Companhia das Índias Orientais inglesa. A partir daí, uma verdadeira guerra do ópio estabeleceu-se entre os dois países a partir de 1839, ocasião em que o governo chinês decidiu erradicar o flagelo. O governo da Inglaterra resolve então dispor das suas forças armadas para sustentar interesses privados no comércio da droga. 

Ainda não tendo completado o segundo ano do seu reinado, a rainha Vitória, em 1839, recebeu uma extraordinária carta vinda da China. A missiva tinha como remetente Lin Zexu, o comissário imperial de Cantão, encarregado de combater o contrabando do ópio nas costas chinesas. Lin apelou para que o trono britânico interviesse junto aos seus súbditos que comerciavam com o oriente no sentido de coibir o tráfico que intensificava o vício entre os súbditos do imperador. 
Ele queria evitar que a China fosse tomada pelo"fumo bárbaro", efeito do ópio que os ingleses traziam nos seus barcos das suas plantações na Índia para vender nos portos do Império Celestial. 

Em resposta, a rainha Vitória argumentou que pouco poderia fazer, pois o seu reino defendia o livre-comércio. Além disso, o ópio era consumido pelos ingleses como láudano e os seus efeitos não eram tão devastadores. 

O Império Britânico, já no século XVIII, estendia a sua presença nos quatro cantos do planeta. A Companhia das Índias Orientais recebeu do governo inglês em 1773 a exclusividade na venda de ópio e, em 1793, a de fabrico. A comercialização desse produto no interior da Inglaterra era proibida e os infractores punidos severamente. Contudo, no estrangeiro a venda era permitida. 

Eram evidentes os prejuízos económicos e morais do consumo de ópio pelos chineses. Um ditado popular à época advertia que “a continuar o ópio, chegará o tempo em que na China não haverá um soldado capaz de enfrentar um inimigo. Nem dinheiro para manter um exército". 

O crescimento sem limite do uso da droga levou o governo imperial chinês a proibir o narcotráfico. Os ingleses não respeitaram a proibição. No início do século XIX  os narcotraficantes ingleses já contrabandeavam para a China cerca de quatro mil caixas de ópio por ano, número que subiu para mais de 40 mil entre os anos de 1821 a 1851. A partir de 1820, passaram a usar como porto seguro dos seus desembarques as condições naturais excepcionais da baía de Hong Kong. 

Em 1839 o governo chinês da Dinastia Qing ordenou a queima do ópio encontrado em Guangzhou, onde se situa Hong Kong. O ópio queimado publicamente na praia de Humen consumiu 20 mil caixas. A represália inglesa não demorou. Era a primeira Guerra do Ópio contra a China, desencadeada para garantir o tráfico do ópio. 

A superioridade bélica permitiu que tropas britânicas ocupassem em 1841 parte da ilha de Hong Kong, de onde se expandiram, ameaçando inclusive Nanquim. Em 24 de Agosto de 1842 a dinastia Qing foi obrigada a assinar o Tratado de Nanquim, concedendo à Inglaterra o domínio da ilha de Hong Kong. 

Na história chinesa este é considerado o “primeiro tratado desigual” que tiveram de assinar com a Inglaterra. O sentimento nacional foi ferido e o episódio, jamais esquecido. Os livros tratam-no como “uma ferida no coração do povo chinês”. 

A Guerra do Ópio (1839-1841) constituiu-se numa das mais infames guerras da história moderna. Os chineses não somente foram obrigados a aceitar a importação do ópio como também a suspender a legislação que afectasse o consumo. Durante quase um século, inalar o "veneno infiltrado", como disse Lin Zexu, passou a ser uma espécie de segunda natureza do povo chinês, quase inteiramente drogado pelo colonialismo. 

Nada disso, porém, maculou a imagem da rainha Vitória, admirada pelo alto padrão moral que exigia da corte, a ponto de vitorianismo confundir-se, ao longo do século XIX, com o moralismo e o puritanismo. 
Fontes: Opera Mundi
wikipedia (imagens)


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Vista da Ilha de Hong Kong a partir de Kowloon em 1840.
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Juncos chineses sob forte bombardeio inglês durante a malfadada Guerra do Ópio, Litografia britânica de 1843.
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O consumo de ópio pelos chineses