"O maior inimigo da autoridade é o desprezo e a maneira mais segura de solapá-la é o riso." (Hannah Arendt 1906-1975)

sábado, 29 de fevereiro de 2020

O Brasil refém


Artigo simplesmente ESPETACULAR do Ricardo Vilas Boas Soares. Esse, caso eu tivesse conhecimento de Direito Constitucional, eu mesmo gostaria de ter escrito !

O Brasil refém: Após o término do regime militar, os políticos recém-anistiados logo se movimentaram para convocar uma Assembleia Nacional Constituinte. No novo texto constitucional a ser elaborado, os constituintes ...continue lendo.

Previsão Sul – Infiltração marítima no litoral

Previsão Sul – Infiltração marítima no litoral:



Boletim de previsão do tempo contendo informações sobre previsão, temperatura mínima e máxima prevista, além de destaques relevantes dos últimos dias.

29 de Fevereiro de 1796: É fundada a Real Biblioteca Pública da Corte, a mais antiga antecessora formal da BNP

29 de Fevereiro de 1796: É fundada a Real Biblioteca Pública da Corte, a mais antiga antecessora formal da BNP:

O Alvará régio de 29 de fevereiro de 1796 fundou a Real Biblioteca Pública da Corte, a mais antiga antecessora formal da BNP. A primitiva instituição recebeu, como núcleo original, a Biblioteca da Real Mesa Censória, criada em 1768. O referido diploma conferiu-lhe a natureza de Biblioteca Pública, tendo a mesma sido instalada no Torreão Ocidental da Praça do Comércio (Terreiro do Paço).
Durante a primeira fase da sua existência, a Real Biblioteca beneficiou, além das dotações do orçamento régio, de doações privadas e de obras entradas por via da aplicação da primeira lei de depósito legal (1805), que tornou extensiva às tipografias a obrigatoriedade de depositarem um exemplar de todas as obras que imprimissem.

Com a vitória dos liberais e a extinção das ordens religiosas (1834), a Instituição foi transformada em Biblioteca Nacional de Lisboa, incorporando no seu acervo, por determinação oficial, a totalidade ou parcelas das livrarias de numerosos mosteiros e conventos. O afluxo de grandes coleções tornou imprescindível a sua transferência para um local mais espaçoso, tendo a escolha recaído no Convento de S. Francisco.

Durante os mais de 130 anos em que funcionou no Chiado, a BNL conheceu épocas de modernização e enriquecimento, bem como períodos sombrios e letárgicos. Devem salientar-se os esforços desenvolvidos no séc. XIX para absorver as coleções dos extintos estabelecimentos religiosos, organizar exposições bibliográficas e publicar catálogos de diversas coleções.

Na sequência da proclamação da República (1910) ocorreu um novo surto de incorporação de livrarias de congregações religiosas extintas. No período de 1920-1926, a Instituição conheceu uma fase de grande atualização biblioteconómica e de florescimento cultural promovido pelo chamado Grupo da Biblioteca.

O crescimento das coleções e a necessidade de condições de conservação adequadas ao rico espólio à sua guarda tornaram imperiosa a construção de um edifício de raiz destinado a instalar condignamente a maior coleção bibliográfica portuguesa. Com projeto do arquiteto Porfírio Pardal Monteiro, as obras iniciaram-se em 1958, tendo a transferência para o edifício do Campo Grande ocorrido em 1969.

Na década de oitenta iniciou-se o processo de informatização da Biblioteca, concomitante com o projeto mais alargado de apoio às bibliotecas portuguesas nessa matéria, de que resultou a criação da Base Nacional de Dados Bibliográficos – PORBASE. A par da adaptação à evolução tecnológica, a Instituição continuou a enriquecer as suas coleções – com destaque para a criação de um Arquivo de Espólios –, tendo, também, desenvolvido significativas iniciativas nas áreas da normalização biblioteconómica, da preservação e conservação e das atividades culturais.

No início do presente século, a Instituição acompanhou a tendência internacional para a digitalização de fundos, tendo criado a Biblioteca Nacional Digital (BND) que se encontra em permanente crescimento e em articulação com instituições europeias.

Com mais de 200 anos, a BNP iniciou, em 2007, um processo de reestruturação que visa contribuir para o enriquecimento e divulgação do património bibliográfico nacional, bem como para modernizar, racionalizar e incrementar o seu funcionamento com vista a servir o público, a comunidade profissional, e os editores e livreiros.
Fontes: BNP
Wikipedia (imagem)




Biblioteca Nacional de Portugal 9296.jpg

sexta-feira, 28 de fevereiro de 2020

Escola Sem Partido processa estado de Santa Catarina por professora que atacou Bolsonaro

Escola Sem Partido processa estado de Santa Catarina por professora que atacou Bolsonaro:

Advogados do Escola Sem Partido foram à Justiça para cobrar do estado de Santa Catarina indenização de R$ 100 mil a uma aluna que teria sofrido "doutrinação" política e ideológica por uma professora de história numa escola pública de Caçador...

A estudante, de 16 anos, gravou parte de uma aula em 2018, em que a professora teria dito que, se Jair Bolsonaro vencesse as eleições, “o negro vai voltar para a senzala”.

O áudio também registra críticas a Geraldo Alckmin (“roubava a merenda das crianças”), Aécio Neves (“acredito que ele seja um usuário de cocaína”) e Marina Silva (“que é que é aquela Marina?”).

“Vocês tem que conversar com os pais de vocês em casa, pessoal, porque não existe a possibilidade de alguém apoiar”, diz a voz atribuída à professora.

A mãe da aluna, auxiliar de cozinha e evangélica, alega que a filha é adolescente tímida e aplicada e que, na nova escola para a qual foi transferida, “tem professores que falam mal de Jesus, da Bíblia, e ela fica muito mal”.

“Na vida em sociedade, o indivíduo é livre para escolher seus amigos, as pessoas com quem deseja conviver e aquelas que prefere evitar. Na escola isso não ocorre. Os alunos são obrigados a ter presença nas aulas. Os pais são obrigados a mandar seus filhos para a escola. É inaceitável que uma professora se aproveite dessa situação para tentar impor suas opiniões e preferências ‒ ideológicas, religiosas, políticas e partidárias ‒ aos filhos dos outros”, diz a ação.

A ação diz que o estado não advertiu a professora nem fez nada para prevenir ou fiscalizar sua atuação — uma sindicância administrativa não viu irregularidades na conduta dela.

Leia este conteúdo na integra em: Escola Sem Partido processa estado de Santa Catarina por professora que atacou Bolsonaro

SARS, SARA e ARDS

(Milton Pires)

Com a devida licença dos colegas da Clínica Médica e da Terapia Intensiva, escrevo aqui para os estudantes de Medicina e para os médicos formados que são de especialidades distantes destas que eu citei.

É urgente fazer, logo agora, uma distinção entre os termos SARS, SARA e ARDS.

SARS – Em 12 de março de 2003 a Organização Mundial da Saúde (OMS) divulgou um Alerta Global sobre a Síndrome Respiratória Aguda Grave (SARS, do inglês Severe Acute Respiratory Syndrome), uma pneumonia atípica grave, transmissível para contactantes próximos, inclusive profissionais da área da saúde, cuja etiologia, na época, era desconhecida.

Os primeiros casos desta doença ocorreram a partir de 16 de novembro de 2002, em Guangdong (China). Em 11 de fevereiro de 2003 a OMS recebeu a notificação sobre a ocorrência na província de Guangdong, de 305 casos de pneumonia atípica grave, 105 dos quais em profissionais da área da saúde. Ocorreram cinco óbitos, e em dois destes foi detectada a presença de Chlamydia.

Em 26 de fevereiro de 2003 foi identificado um caso de pneumonia atípica grave (caso índice), cuja etiologia ainda não tinha sido esta estabelecida, em um paciente de 47 anos que adoecera logo após ter chegado a Hanói (Vietnã), depois de ter visitado a China, incluindo Hong Kong.

Após a internação, em um período de 4 a 7 dias, sete profissionais da área de saúde que haviam cuidado do caso índice adoeceram com manifestações semelhantes. Em 13 de março o caso índice evoluiu para o óbito, logo depois de ter sido transferido para Hong Kong (China). A epidemia de Guangdong, que possivelmente estava relacionada com a ocorrida a partir do caso índice, continuava em evolução e a causa ainda estava sendo investigada. Hoje se sabe que os coronavírus, entre outros agentes, PODEM causar SARS.

SARA – é uma sigla em português que significa Síndrome da Angústia Respiratória Aguda. SARA não é a mesma coisa que SARS. A sigla SARA foi criada em português para substituir ARDS (inglês)

ARDS – a ARDS (ou SARA) foi descrita pela primeira vez em 1967 em doze pacientes com insuficiência respiratória aguda refratária a oxigenoterapia, diminuição da complacência pulmonar e infiltrado difuso à radiografia de tórax.(1) Essa síndrome ficou conhecida como síndrome do desconforto respiratório do adulto, porém, não havia critérios bem estabelecidos para o seu diagnóstico. Eu mesmo escrevi sobre SARA num artigo chamado “Santa Maria e a Guerra do Vietnam”. Repito: SARA (ou ARDS) não é SARS!

Os critérios para diagnóstico de SARA já estão bem definidos na literatura e eu não vou citá-los aqui.

Importante – para todo mundo está de plantão na “UPA da Caveira”, para médicos que trabalham na “Unidade de Saúde da Onça” ou para quem está de plantão na Emergência do “Hospital de Caridade das Irmãs”, o que interessa NÃO é estudar COVID-19, nem SARA nem qualquer outra coisa. O que interessa é ler sobre SARS !

Previsão Brasil - Ar seco ganha força sobre o Sul do país

Previsão Brasil - Ar seco ganha força sobre o Sul do país:



Boletim de previsão do tempo contendo informações sobre previsão, temperatura mínima e máxima prevista, além de destaques relevantes dos últimos dias.

quinta-feira, 27 de fevereiro de 2020

ALERTA TOTAL - Coronavírus no Brasil – Agora se virem!

Coronavírus no Brasil – Agora se virem!:

196%2B%25285%2529.jpg

Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net

Por Milton Pires

Sete anos atrás, por ocasião do incêndio da Boate Kiss em Santa Maria (RS), eu escrevi um artigo chamado “Santa Maria e a Guerra do Vietnam”. Alertei sobre o descaso com a rede hospitalar brasileira, alertei para as consequências clínicas da inalação de fumaça e gases tóxicos e dei “nome aos bois” provando ao leitor que toda Saúde Pública Brasileira estava entregue à uma legião de marginais, estelionatários e corruptos do PT, PSOL e PC do B dizendo, antes de todo mundo saber, que os Vagabundos Petistas trariam falsos médicos cubanos ao país.

Estamos em 2020. A pior presidente (ou presidenta como ela gosta de ser chamada) da história do Brasil foi derrubada – a terrorista e ladra Dilma Rousseff. Os chefes da organização criminosa que levou Dilma ao governo, o analfabeto alcoólatra e ladrão Luiz Inácio Lula da Silva e o terrorista José Dirceu foram presos, Bolsonaro assumiu o governo e NADA mudou.

Falsos médicos cubanos vão voltar a atender pacientes (com e sem coronavírus) no SUS, uma legião de incompetentes formados em Medicina na Bolívia vai ser médica no Serviço Público e, acima de tudo, a Rede Hospitalar Brasileira continua destruída.

A Rede Hospitalar continua destruída porque Jair Bolsonaro deixou dentro do Ministério da Saúde pessoas que continuam insistindo na ideia de transformar o país num gigantesco postão de saúde.

Agora vamos ver quais são as consequências desse tipo de atitude. Pacientes infectados pelo coronavírus evoluem (em número significativo) para Insuficiência Respiratória Aguda como aconteceu com os jovens que sobreviveram ao incêndio da Boate Kiss que precisaram de leito em Unidade de Terapia Intensiva.

O que os médicos que estão nos postos de saúde, nas UPA’s ou dentro das salas de observação dos hospitaizinhos “das irmãs” por todo Brasil devem fazer com estas pessoas? Devem colocá-las em “lista de espera para leito de UTI” ou devem fazer “teleround” com os médicos do Hospital Albert Einstein em São Paulo?

Respondam! Digam qual é a saída para isso que eu escrevi acima!

Expliquem, ainda, qual o tipo de “medidas de prevenção” que podem ser implantadas numa cidade em que o Secretário Municipal da Saúde é o “Zezinho do PC do B” ou a “Enfermeira Sandrão do PSOL”.

A Esquerda criou o problema, Bolsonaro não fez NADA para resolver o problema, não quis escutar a opinião de NINGUÉM que já passou pela desgraça de ser médico na linha de frente do SUS, e aí está o problema (mais uma vez) para médicos e pacientes resolverem.

Agora se virem!

Milton Simon Pires é Médico. Editor do Ataque Aberto.

O lado bom do pânico envolvendo o coronavírus

coronavirus-1-1.jpg

 Paulo Polzonoff Jr. em artigo publicado pelo Gazeta:


Alguns podem considerar estranho alguém falar em “lado bom” de uma pandemia e do pânico que a acompanha. O autor de um texto que sugira isso está sujeito a ser chamado de otimista irracional ou, pior ainda, pode ser acusado de querer tirar proveito filosófico, por assim dizer, de uma verdadeira tragédia para a saúde mundial.

Trata-se, contudo, de uma consequência lógica. O coronavírus já serviu como matéria-prima de reflexão sobre o poder totalitário da China comunista, que em janeiro pôs milhões de pessoas em quarentena, transformando megalópoles em cidades-fantasmas. Depois, serviu para pensarmos esse curioso e deplorável “fetiche da peste” que nos acomete de tempos em tempos, dando origem a um abjeto desejo de purificação da Humanidade.

Agora que a doença se espalhou pelo mundo e chegou ao Brasil, disseminando consigo o pânico que já afetou desde o mercado de commodities até a bolsa de valores e obrigou o ministro da Saúde a se pronunciar, nada mais natural, portanto, do que tentar tirar deste cenário de caos (que deve se intensificar à medida que o inverno se aproxima) algo de bom.

Porque é muito provável que daqui a alguns meses quase todos nós escaparemos ilesos do que hoje parece um bicho-papão onipotente. E, do outro lado deste caos, caberá a nós, os muitos sobreviventes, encontrarmos alguma espécie de sentido e ordem.

Do pó ao pó

O lado bom do pânico em torno do coronavírus, portanto, é que ele nos obriga a pensarmos em nossa mortalidade. E aqui, sem me alongar demais, já aponto o grande paradoxo que é a necessidade de pensar em algo que está estampado todos os dias nos jornais, na TV, nas redes sociais e, de uma forma tão explícita que até anestesia, no cinema.

A morte, ainda que onipresente, nos é cada vez mais estranha. Porque, ao mesmo tempo em que estamos acostumados a um cotidiano de crimes, também nos sentimos à vontade com todo um noticiário científico que fala em velhices saudáveis, mortes cada vez mais tardias e até em delírios de imortalidade.

Somos levados a crer que a morte existe só para o outro – e um outro distante física e socialmente. Até outro dia, a morte por causa do coronavírus era algo que pertencia ao exótico mundo oriental, onde pessoas se alimentam de animais silvestres e trabalham por uma ninharia em fábricas abarrotadas de gente. A mesma coisa acontece depois de acidentes de avião e catástrofes naturais distantes. A morte, tornada notícia, pode até gerar indignação, como no caso do rompimento da barragem de Brumadinho, mas ela é essencialmente antisséptica: mais um conceito do que uma realidade dolorosa e íntima.

A ameaça de uma pandemia, mesmo que as estatísticas demonstrem não se tratar de um vírus especialmente letal, nos coloca diante do espelho e nos faz evocar Sêneca, para quem viver só tinha sentido como uma preparação para a morte. O sábio romano também dizia que viver longamente era fácil. Difícil era morrer como uma pessoa honrada.

Vida digna

O que nos leva a outra questão suscitada pelo coronavírus e as mensagens desesperadas das pessoas no Whatsapp: estamos vivendo uma vida digna? Ou nossa existência só se resume a trabalho, prazer e batalhas travadas nas redes sociais? Mais do que isso, somos seres reais ou já nos deixamos tomar por personagens? Como nossos entes queridos e principalmente nossos inimigos se lembrarão de nós?

São perguntas ancestrais que parecem fora de moda. Ri-se de qualquer busca por algum tipo de transcendência. Mesmo muitos dos que se dizem religiosos vivem numa sociedade essencialmente ateia, para a qual só tem valor aquilo que pode ser observado – categoria que não inclui, obviamente, a realidade além-túmulo.

Nem sempre foi assim. De uma forma que hoje se convencionou chamar de macabra, o homem sempre teve uma relação muito próxima com a própria morte. Estão aí os poetas e filósofos que não me deixam mentir. Mas não só eles. Cientistas, líderes políticos, anônimos esquecidos pelo tempo, todos eles foram levados pela morte, isto é, pela inabalável certeza da finitude, a deixar uma marca positiva no mundo.

Tempos de modéstia

Outro lado interessante do pânico em torno do coronavírus é que ele tem o potencial de fazer com que reconheçamos nossas limitações enquanto espécie e sociedade. Não é pouca coisa, levando em conta que chegamos a um ponto de abundância tal que não raro cedemos à tentação de nos considerarmos onipotentes.

Essa sensação de onipotência se manifesta de várias formas. Política e economicamente, por exemplo, e apesar dos muitos exemplos em contrário, ainda nos consideramos capazes de organizar cientificamente a sociedade e de planejar economias a fim de alcançar uma versão muito particular de Perfeição.

Espiritualmente, buscamos em máquinas capazes de realizar bilhões de cálculos por segundo (invenção do engenho humano) as respostas para nossas origens.

E, no que diz respeito à saúde, essa sensação de onipotência é a mesma a garantir que somos praticamente invencíveis porque dominamos o sequenciamento genético e, com isso, em breve seremos capazes de ultrapassar quaisquer limites éticos (que muitos consideram uma superstição criada por filósofos primitivos) para gerar super-humanos.

Quando, na verdade, a ciência ainda está longe de alcançar feitos aparentemente simples, como definir se um vírus é ou não um ser vivo, e de nos proteger desse “pedacinho de má notícia envolta em proteína”, como bem definiu o escritor Bill Bryson.

125 livros essenciais para adultos, segundo a Biblioteca Pública de Nova York

125 livros essenciais para adultos, segundo a Biblioteca Pública de Nova York:

125 livros essenciais para adultos, segundo a Biblioteca Pública de Nova York
A Biblioteca Pública de Nova York, mais conhecida como NYPL, está completando 125 anos em 2020. Fundada em 1985, é uma das mais importantes do mundo e abriga mais de 2,5 milhões de títulos em seu acervo. Em comemoração ao aniversário, o site da instituição publicou uma lista com 125 livros essenciais para adultos. A seleção conta com vários clássicos, como “Lolita” (1955), de Vladimir Nabokov, e “O Apanhador no Campo de Centeio” (1951), de J. D. Salinger; mas também possui alguns títulos recentes, como “A Visita Cruel do Tempo” (2012), de Jennifer Egan, e “A Amiga Genial” (2011), de Elena Ferrante.

1 — 1984, de George Orwell

2 — As Aventuras de Augie March, de Saul Bellow

3 — A Era da Ansiedade, de W. H. Auden

4 — Alexander Hamilton, de Ron Chernow

5 — Nada de Novo no Front, de Erich Maria Remarque

6 — Na Teia da Aranha, de James Patterson

7 — As Incríveis Aventuras de Kavalier e Clay, de Michael Chabon

8 — Deuses Americanos, de Neil Gaiman

9 — American Primitive, de Mary Oliver

10 — E Não Sobrou Nenhum, de Agatha Christie

11 — Argonautas, de Maggie Nelson

12 — Ariel, de Sylvia Plath

13 — Reparação, de Ian McEwan

14 — Autobiografia do Vermelho, Anne Carson

15 — Amada, de Toni Morrison

16 — O Sono Eterno, de Raymond Chandler

17 — A Fogueira das Vaidades, de Tom Wolfe

18 — Memórias de Brideshead, de Evelyn Waugh

19 — Brooklyn, de Colm Tóibín

20 — Ardil-22, de Joseph Heller

21 — O Apanhador no Campo de Centeio, de J. D. Salinger

22 — Citizen, de Claudia Rankine

23 — Cleópatra: Uma Biografia, de Stacy Schiff

24 — Atlas de Nuvens, de David Mitchell

25 — The Collected Poems of Langston Hugues, de Langston Hugues

26 — A Cor da Magia, de Terry Pratchett

27 — A Cor Púrpura, de Alice Walker

28 — O Diabo Veste Azul, de Walter Mosley

29 — O Demônio na Cidade Branca, de Erik Larson

30 — Duna, de Frank Herbert

31 — O Paciente Inglês, de Michael Ondaatje

32 — An Extraordinary Union, de Alyssa Cole

33 — Fahrenheit 451, de Ray Bradbury

34 — A Sociedade do Anel, de J. R. R. Tolkien

35 — A Quinta Estação, de N. K. Jemisin

36 — Fun Home: Uma Tragicomédia em Família, de Alison Bechdel

37 — A Guerra dos Tronos, de George R. R. Martin

38 — O Quarto de Giovanni, de James Baldwin

39 — O Deus das Pequenas Coisas, de Arundhati Roy

40 — Um Bom Homem é Difícil de Encontrar e Outras Histórias, de Flannery O’Connor

41 — Gotham, de Mike Wallace e Edwin G. Burrows

42 — As Vinhas da Ira, de John Steinbeck

43 — O Grande Gatsby, de F. Scott Fitzgerald

44 — O Conto da Aia, de Margaret Atwood

45 — Harry Potter e a Pedra Filosofal, de J. K. Rowling

46 — A Assombração da Casa da Colina, de Shirley Jackson

47 — O Coração é um Caçador Solitário, de Carson McCullers

48 — Uma Obra Enternecedora de Assombroso Génio, de Dave Eggers

49 — O Guia do Mochileiro das Galáxias, de Douglas Adams

50 — O Cão dos Baskervilles, de Arthur Conan Doyle

51 — Uma Casa Para o sr. Biswas, de Vidiadhar Naipaul

52 — A Casa da Alegria, de Edith Wharton

53 — Housekeeping, de Marilynne Robinson

54 — Uivo, de Allen Ginsberg

55 — Eu Sei Por que o Pássaro Canta na Gaiola, de Maya Angelou

56 — A Sangue Frio, de Truman Capote

57 — Índigo, de Beverly Jenkins

58 — Intérprete de Males, de Jhumpa Lahiri

59 — No Ar Rarefeito, de Jon Krakauer

60 — Homem Invisível, de Ralph Ellison

61 — Julian, de Gore Vidal

62 — O Caçador de Pipas, de Khaled Hosseini

63 — A Mão Esquerda da Escuridão, de Ursula K. Le Guin

64 — The Liars’ Club, de Mary Karr

65 — O Fio da Vida, de Kate Atkinson

66 — Life on Mars, de Tracy K. Smith

67 — Lolita, de Vladimir Nabokov

68 — Maus: a História de Um Sobrevivente, de Art Spiegelman

69 — Eu Falar Bonito Um Dia, de David Sedaris

70 — Meia-Noite no Jardim do Bem e do Mal, de John Berendt

71 — Os Filhos da Meia-Noite, de Salman Rushdie

72 — Dinheiro, de Martin Amis

73 — Moneyball: O Homem que Mudou o Jogo, de Michael Lewis

74 — Brooklyn sem Pai nem Mãe, de Jonathan Lethem

75 — Mrs. Dalloway, de Virgina Woolf

76 — A Amiga Genial, de Elena Ferrante

77 — Nudez Mortal, de J. D. Robb

78 — Filho Nativo, de Richard Wright

79 — Olive Kitteridge, de Elizabeth Strout

80 — On The Road, de Jack Kerouac

81 — Cem Anos de Solidão, de Gabriel García Márquez

82 — Laranjas Não São o Único Fruto, de Jeanette Winterson

83 — The Orphan Master’s Son, de Adam Johnson

84 — Cavalos Roubados, de Per Petterson

85 — A Parábola do Semeador, de Octavia E. Butler

86 — Persépolis, de Marjane Satrapi

87 — Pilgrim at Tinker Creek, de Annie Dillard

88 — O Complexo de Portnoy, de Philip Roth

89 — O Americano Tranquilo, de Graham Greene

90 — Rebecca: A Mulher Inesquecível, de Daphne du Maurier

91 — Os Vestígios do Dia, de Kazuo Ishiguro

92 — The Round House, de Louise Erdrich

93 — Regras de Cortesia, de Amor Towles

94 — Fugitiva, de Alice Munro

95 — Auto-Retrato Num Espelho Convexo, de John Ashbery

96 — O Iluminado, de Stephen King

97 — The Shipping News, de Annie Proulx

98 — Primavera Silenciosa, de Rachel Carson

99 — Slave to Sensation, de Nalini Singh

100 — Slouching Towards Bethlehem, de Joan Didion

101 — Stone Butch Blues, de Leslie Feinberg

102 — 28 Contos de John Cheever, de John Cheever

103 — O Estrangeiro, de Albert Camus

104 — O Sol Também se Levanta, de Ernest Hemingway

105 — O Talentoso Ripley, de Patricia Highsmith

106 — Dez de Dezembro, de George Saunders

107 — Seus Olhos Viam Deus, de Zora Neale Hurston

108 — O Mundo se Despedaça, de Chinua Achebe

109 — O Problema dos Três Corpos, de Cixin Liu

110 — O Sol é Para Todos, de Harper Lee

111 — Sonhos de Trem, de Denis Johnson

112 — A Volta do Parafuso, de Henry James

113 — A Insustentável Leveza do Ser, de Milan Kundera

114 — The Underground Railroad: Os Caminhos para a Liberdade, de Colson Whitehead

115 — Up In The Old Hotel, de Joseph Mitchell

116 — As Virgens Suicidas, de Jeffrey Eugenides

117 — A Visita Cruel do Tempo, de Jennifer Egan

118 — The Warmth of Other Suns: The Epic Story of America’s Great Migration, de Isabel Wilkerson

119 — Watchmen, de Alan Moore e Dave Gibbons

120 — Do Que Falamos Quando Falamos de Amor, de Raymond Carver

121 — Ruído Branco, de Don DeLillo

122 — Dentes Brancos, de Zadie Smith

123 — Crônica do Pássaro de Corda, de Haruki Murakami

124 — Wolf Hall, de Hilary Mantel

125 — The Woman Warrior, de Maxine Hong Kingston

SOBRE DEFENDER BOLSONARO NO DIA 15 DE MARÇO.


Previsão Sul – Queda de temperatura e tempo firme

Previsão Sul – Queda de temperatura e tempo firme:



Boletim de previsão do tempo contendo informações sobre previsão, temperatura mínima e máxima prevista, além de destaques relevantes dos últimos dias.

27 de Fevereiro de 380: O Imperador Teodósio promulga o Édito de Tessalónica ordenando que o cristianismo seja a religião oficial do Estado Romano.

27 de Fevereiro de 380: O Imperador Teodósio promulga o Édito de Tessalónica ordenando que o cristianismo seja a religião oficial do Estado Romano.:

Depois da renúncia ao "paganismo" por parte do estado imperial romano em 379, foi promulgado o Édito de Tessalónica a 27 de Fevereiro de 380, pelo qual todos os súbditos do imperador de Roma se deveriam "reunir na fé transmitida aos Romanos pelo apóstolo Pedro". O referido édito  também conhecido como Cunctos Populos ou De Fide Catolica  foi promulgado  Teodósio, imperador com o qual a Igreja assume-se como único credo oficial do Império e detentora do primado moral. A Igreja, agora numa relação mais estreita com o Estado, lançava-se na sua organização e consolidação territorial. Desde Constantino, todavia, que aquela nova organização monoteísta, legalmente reconhecida, começara a empreender esforços de gestão das comunidades crescentes de cristãos. 

A organização da Igreja romano-cristã partiu da cidade, isto é, da fixação de comunidades cristãs em núcleos urbanos, os quais gradualmente passaram a ser a base da organização eclesiástica, pois muitas cidades se tornaram sedes de bispado - daí o termo , do latim sedes, "cadeira", o mesmo que cathedra, de onde deriva o sinónimo de sé, "catedral". Cada bispo torna-se assim, aclamado pelo povo e confirmado pelos seus congéneres de comunidades próximas, líder da sua comunidade, não apenas espiritual mas também, cada vez mais, temporalmente. Mas os esforços de estruturação da Igreja romano-cristã já tinham começado no século III, um século violento e sangrento, sem dúvida, mas intelectualmente notável no Cristianismo e com comunidades cada vez mais ativas e maiores a exigirem enquadramento e organização eclesiástica. 


A partir de começos do século III, surgem os concílios provinciais, isto é, reuniões de bispos de uma região com objetivo de defesa da ortodoxia cristã. O primeiro concílio universal, ou ecuménico, reunindo bispos de todo o Império, foi o de Niceia, em 325, convocado pelo imperador Constantino, importante para a organização da Igreja, pois criou os fundamentos da organização das províncias eclesiásticas, metropolitas, lideradas por arcebispos, das quais as mais antigas, como Antioquia, Alexandria, como também Constantinopla, Jerusalém e a própria Roma passarão a patriarcados. O bispo de Roma, patriarca, primaz da nova Cristandade, só receberá o título de papa a partir do século V. Roma, a mais importante metrópole do Ocidente, ganha o título de Sede Apostólica, primaz do Ocidente, já que no Oriente apenas lhe reconheciam supremacia honorífica e não disciplinar ou em termos de doutrina. 


A Igreja após Constantino entrou numa era de expansão, conseguindo interditar o paganismo e passando ela própria a perseguir, de certo modo, os pagãos. Igreja e estado confundem-se cada vez mais, com o segundo a tornar-se um braço secular de apoio à primeira, principalmente na repressão e aniquilamento de heresias e de hereges, como sucedeu com o Arianismo, por exemplo. O Cristianismo tendia a tornar-se num fator de coesão e unidade do Império em desagregação, pelo que as divisões no seio da religião oficial, patentes nas lutas entre a ortodoxia e as heresias (heterodoxia), não poderiam ser toleradas pela tutela imperial. O culto cristão tornou-se público, o que fez com que se erigissem novos templos ou se adaptassem anteriores estruturas, como as basílicas, que agora passam a ter um fim religioso e não apenas administrativo ou judicial. Os cristãos passam a ter uma relação com a realidade político-social maior, participando em atos públicos e até integrando o exército. Também a cristianização dos povos "bárbaros" e do Norte de África, onde surgiriam comunidades cristãs ativas e intelectualmente brilhantes (Hippona, Cartago...), reforçou a autoridade e prestígio da Igreja de Roma, enquanto que as comunidades orientais, de matriz grega (o Ocidente era mais latino...) se destacavam mais no plano teológico, no que foram fermento de muitas heresias, em contrapartida (Arianismo, Monofisismo, Nestorianismo, etc...). No Oriente, vários grupos cristãos não gregos, como os povos siríacos, os Arménios ou os Coptas de África, enveredaram, por exemplo, pela condenada heresia monofisita (Cristo apenas tinha uma natureza, a humana, e não duas, a divina e a humana), o que abalou a unidade da Igreja romano-cristã, minada também pela divisão no Império Romano entre o Oriente e o Ocidente, com duas "capitais", Constantinopla e Roma, respetivamente. As rivalidades entre os patriarcados orientais e destes em relação a Constantinopla, a par do viveiro de heresias e da multiplicação de experiências monástico-eremíticas, tornaram a Igreja Romano-Cristã do Oriente muito mais dividida e em afastamento e confronto face ao Ocidente, palco de polémicas entre a erudita Alexandria e a cosmopolita Constantinopla, por exemplo.


Roma, todavia, gozava da sua antiguidade e estatuto imperial, da sua vetusta urbanidade, a Urbe, caput mundi, apesar de empobrecida, insegura e ameaçada constantemente, além de crescentemente anárquica. Graças ao Cristianismo, a queda do império foi adiada, mas não por muito tempo, já que aquela adveio em 476. Todavia, a Igreja Romano-Cristã não desapareceu, consolidou-se e expandiu-se, não apenas na cristianização dos povos germânicos que pulverizaram o antigo império como também através da expansão do monaquismo no Ocidente. O Império do Oriente prosseguiu a sua marcha de vida, mantendo o respeito por Roma e pela tradição. O estatuto dos papas tal fazia perseverar, insuflando autoridade e organização numa cidade, Roma, caída nas garras dos saques e devastações dos germânicos. A organização episcopal, a construção de inúmeras igrejas, o crescimento das antigas dioceses e o aparecimento de inúmeras novas, o fermento espiritual e intelectual mantiveram o prestígio de Roma, mais afastada das querelas e disputas teológicas que varriam o Oriente.
Fontes: Infopédia
wikipedia (imagens)



Teodósio I

PndDESnBZziC-nWg6AwCUkjA3woJd4tQ4wpNKOOU
Santo Ambrósio e o Imperador Teodósio -  Anthony van Dyck

quarta-feira, 26 de fevereiro de 2020

AGORA SE VIREM - A CHEGADA DO CORONAVÍRUS AO BRASIL.

(Milton Pires)

Sete anos atrás, por ocasião do incêndio da Boate Kiss em Santa Maria (RS), eu escrevi um artigo chamado “Santa Maria e a Guerra do Vietnam”. Alertei sobre o descaso com a rede hospitalar brasileira, alertei para as consequências clínicas da inalação de fumaça e gases tóxicos e dei “nome aos bois” provando ao leitor que toda Saúde Pública Brasileira estava entregue à uma legião de marginais, estelionatários e corruptos do PT, PSOL e PC do B dizendo, antes de todo mundo saber, que os Vagabundos Petistas trariam falsos médicos cubanos ao país.

Estamos em 2020. A pior presidente (ou presidenta como ela gosta de ser chamada) da história do Brasil foi derrubada – a terrorista e ladra Dilma Rousseff. Os chefes da organização criminosa que levou Dilma ao governo, o analfabeto alcoólatra e ladrão Luiz Inácio Lula da Silva e o terrorista José Dirceu foram presos, Bolsonaro assumiu o governo e NADA mudou.

Falsos médicos cubanos vão voltar a atender pacientes (com e sem coronavírus) no SUS, uma legião de incompetentes formados em Medicina na Bolívia vai ser médica no Serviço Público e, acima de tudo, a Rede Hospitalar Brasileira continua destruída.

A Rede Hospitalar continua destruída porque Jair Bolsonaro deixou dentro do Ministério da Saúde pessoas que continuam insistindo na ideia de transformar o país num gigantesco postão de saúde.

Agora vamos ver quais são as consequências desse tipo de atitude. Pacientes infectados pelo coronavírus evoluem (em número significativo) para Insuficiência Respiratória Aguda como aconteceu com os jovens que sobreviveram ao incêndio da Boate Kiss que precisaram de leito em Unidade de Terapia Intensiva.

O que os médicos que estão nos postos de saúde, nas UPA’s ou dentro das salas de observação dos hospitaizinhos “das irmãs” por todo Brasil devem fazer com estas pessoas? Devem colocá-las em “lista de espera para leito de UTI” ou devem fazer “teleround” com os médicos do Hospital Albert Einstein em São Paulo?

Respondam! Digam qual é a saída para isso que eu escrevi acima!

Expliquem, ainda, qual o tipo de “medidas de prevenção” que podem ser implantadas numa cidade em que o Secretário Municipal da Saúde é o “Zezinho do PC do B” ou a “Enfermeira Sandrão do PSOL”.

A Esquerda criou o problema, Bolsonaro não fez NADA para resolver o problema, não quis escutar a opinião de NINGUÉM que já passou pela desgraça de ser médico na linha de frente do SUS, e aí está o problema (mais uma vez) para médicos e pacientes resolverem.

Agora se virem !

Porto Alegre, 26 de fevereiro de 2020.

A história do Carnaval

A história do Carnaval:

O Carnaval é, exclusivamente, um período de festas profanas e de divertimentos entre os Reis e a Quaresma, com o seu auge nos três dias anteriores à quarta-feira de Cinzas. Não se conhece verdadeiramente a origem da palavra Carnaval. Para uns, compreendia a terça-feira gorda, dia em que começava a proibição de ingestão de carne pela Igreja, como preparação para a Páscoa. Outros, procuram no latim a explicação para o vocábulo: carnelevamen, depois carne,vale ("adeus, carne"). Carnelevamen pode significar igualmente carnis levamen, "prazer da carne", antes das abstinências e prescrições que marcam a Quaresma.

História

A origem da festa em si é também desconhecida. Uns advogam o culto de Ísis, outros as festas em honra de Dionísio, na Grécia clássica, outros ainda as bacanais, lupercais e saturnais, festejos romanos de grande licenciosidade e uso de máscaras, como aliás nas anteriores. Alguns não recuam tanto no tempo e apontam as suas origens para as festas dos doidos e dos inocentes da Idade Média. Cada uma em particular ou todas assimiladas na tradição acabaram por criar a tradição do Carnaval e as suas matizes ou formas regionais.

Depois, na Idade Média ainda, outras festas anunciavam já o Carnaval, apesar da Igreja não apreciar muito, ainda que tolerasse e não criasse barreiras institucionais ou morais incontornáveis. O papa Paulo II, no século XV, por exemplo, permitiu, em Roma, a Via Lata, um desfile alegórico de carros, com batalhas de confetis e lançamento de ovos, para além de corridas de cavalos ou de corcundas, entre outros folguedos. 

Mas todas estas festas populares grotescas foram "polidas" pelo Renascimento e pela Reforma Católica, acabando-se com a violência e ousadias públicas. O tétrico e o macabro, por outro lado, substituem o carácter de festa de "bobos" daqueles folguedos medievais. Surgem as danças da Morte e suas representações cénicas, os bailes de máscaras, promovidos pelo papado, decadente, do século XVI, que rapidamente se difundiram por Itália e França. 

Aqui se manteve até ao século XIX, quando ganha um novo vigor. Em Inglaterra ganha também popularidade este tipo de baile (como o de 1884 promovido pelo Real Instituto de Pintores e Aguarelistas, em que os pintores ingleses se mascararam de mestres do Renascimento ou de figuras da realeza europeia). Perdia em festa "bufa" e de rua, ganhava em elegância, alegoria, ordem e requinte artístico, para além de tocar agora as classes mais abastadas, antes arredadas dos festejos populares. Bailes e desfiles organizados tomavam, na Europa Ocidental, o lugar das turbas de gente etilizada e aos gritos. Este "novo" Carnaval europeu surgiu em fins do século XIX e meados do XX, sobrevivendo ainda hoje, como por exemplo em Nice ou Munique.

O Carnaval em Veneza e Nova Orleães

Imaginação, "faz de conta", máscaras, subtileza, charme e mistério, eis algumas das tonalidades que matizam o Carnaval dito "temperado", ou do Velho Continente, ainda que em Portugal apareçam já em profusão irreversível "carioquizações" nos festejos que por todo o lado surgem na quadra. Veneza continua a ser a capital do esplendor, da folia, da subtileza do efémero que cada máscara representa, da ultrapassagem dos sentidos, enfim, o Carnaval mais requintado do Mundo, provavelmente. 

As máscaras representavam, primeiramente, os criadores do Inferno. Depois, os disfarces da Comedia Dell´Arte mesclaram-se com as máscaras pretas ou brancas, trazendo teatralidade e expressão, embora se tenha caído também numa libertinagem "encoberta" no mistério de um disfarce, onde o prazer mandava. Até mesmo freiras se terão disfarçado de capa e máscara para procurar devaneios proibidos... Depois de uma certa letargia, o luxuoso e caro Carnaval veneziano - como a cidade - ressurgiu em pompa e estilo após 1980, impulsionado pela célebre Bienal de Arte. 

Outro Carnaval não tropical - mas já com temperaturas mais altas - é o de Nova Orleães, no estado americano da Luisiana, de inspiração francesa e africana, como tudo na cidade. É o Carnaval do jazz ou da música cajun, das festas loucas nas ruas durante três dias, é mesmo o Carnaval mais mestiço da América (do Norte, diga-se), fazendo lembrar os festejos da quadra levados a efeito pelos estudantes de artes nas capitais europeias nos anos 20 e 30 do século XX. Nova Orleães explode em alegria, cor e música: no Carnaval a população negra e mestiça torna-se rainha na cidade, embora todos, num turbilhão de raças e estilos, se juntem à festa.

O Carnaval no Brasil

Mas, Carnaval, dizem alguns, só há um: o do Brasil, e mais concretamente o do Rio de Janeiro. Até meados do século XX, o Carnaval - que assume várias facetas, conforme a cidade - era ainda o colonial e monárquico, com reminiscências das festas de entrudo levadas pelos colonos e imigrantes, maioritariamente portugueses. As pessoas, de forma violenta, atiravam umas às outras cal, farinha e água, num intuito de besuntar ou molhar quem passava. No Rio, tudo isto foi proibido em 1904, gerando polémica e contestação entre o povo. 

Depois, alimentando uma tradição anterior, ganharam dimensão festiva os zé-pereiras de herança portuguesa, entre o povo, e os bailes em teatros, hotéis ou casas particulares, fazendo-se eco das festividades que começavam a ser moda na Europa na quadra. Como exemplo, ficaram célebres os bailes do Teatro Municipal, no Rio, entre 1930 e 1975. 

Os bailes, entretanto, popularizaram-se rapidamente, ganhando em animação e cor, com muita música. Música que ganhou contornos próprios na quadra, com ritmos, letras e melodias específicos. Da marcha Abre Alas de Chiquinha Gonzaga, em 1899, outros géneros foram surgindo: o samba, a marcha-rancho, a batucada e o samba-enredo. A música carnavalesca tornou-se assim um género específico até 1960. Recordem-se aqui canções como Cidade Maravilhosa (1935) e Mamãe eu Quero (1937). 

A rádio ajudou à consolidação deste género carnavalesco, mas a televisão, a partir da década de 70, minimizou a música carnavalesca. O aspeto visual ganhou em importância ao musical, guindando as escolas de samba e o cortejo carioca para o momento mais alto do Carnaval do Rio e de toda a quadra em qualquer lugar do Mundo. Mas o samba não morreu, prevalecendo principalmente a sua forma "enredo", animada cada vez mais pelas baterias, cujos sons foram importados já por outros géneros musicais modernos e diferentes. 

As escolas de samba são outra marca de identidade do Carnaval carioca. A primeira foi criada em 1928, a "Deixa Falar", no bairro de Estácio. A praça Onze tornou-se no local mítico de concentração das escolas de samba nos dias de Carnaval, incentivando-se assim, de ano para ano, graças à animação, o aparecimento de novas escolas e a formação até de campeonatos com sobe e desce de divisão. 

Hoje são autênticas empresas de espetáculos, devidamente registadas, muitas já com intuitos de solidariedade social. Há regras próprias dentro das escolas de samba, quer de admissão, quer de permanência, quer, em comum com as outras, de atuação dentro de um desfile de Carnaval. No entanto, são as escolas que mais animam o Carnaval, atraindo uma miríade de colaboradores ao longo do ano e um frenesim inusitado na época do Carnaval.

Além das escolas, outros baluartes da preservação e manutenção do Carnaval carioca são as Sociedades Carnavalescas, com as suas "Sumidades", funcionando como altas dignidades do rei momo. O Carnaval do Rio é também o Carnaval da liberdade, fora do sambódromo, fora dos desfiles, em passeatas em grupo (blocos, cordões, ranchos), em festas particulares e num sem número de atividades e comemorações mais ou menos licenciosas por todo o lado. Antigamente, existiam também os corsos, com desfiles de automóveis enfeitados, mas o aparecimento de automóveis fechados (e fim dos "calhambeques") acabou com esta tradição.

No Brasil, existem outras formas de Carnaval, como o da Baía, de tradição africana (como o cortejo dos afoxés), com sonoridades e ambientes diferentes do Rio, ou os de Olinda e Recife, em Pernambuco, também no Nordeste, igualmente animadíssimos e marcados pelas músicas de ritmo frenético e contangiante, em batidas sincopadas a par de instrumentos de sopro.

O Carnaval em Portugal

No calendário cerimonial anual português, o Carnaval é um dos mais importantes "ciclos" festivos. Assume particular destaque atualmente nos meios urbanos, mas possui, ao mesmo tempo, ainda características muito próprias nos meios rurais tradicionais. Aqui é anunciado, por exemplo, ainda antes dos três dias que decorrem entre o Domingo Gordo e a Terça-Feira Gorda, por celebrações preparatórias, dir-se-ia, como, por exemplo, as dos "dias dos compadres e das comadres". 

Os antropólogos conotam a estas celebrações rituais de glorificação do próprio grupo sexual no respetivo dia - homens na quinta-feira dos compadres e mulheres na quinta-feira das comadres (esta tradição é muito forte em Lazarim, Lamego). As troças (com uso de chocalhos, como no Alto Alentejo), perseguições e solidariedade dentro de cada grupo (no dia das comadres, até as mães são "contra" os filhos varões e os pais, no dos compadres, "contra" as filhas", por exemplo) são as marcas visíveis destes festejos, para além da exibição de bonecos jocosamente alusivos ao "outro sexo" nos dias de cada grupo (compadres ou comadres). Cotejos próprios de cada grupo ou casamentos fictícios, por sorteio, ocorrem em certas regiões, como no Alentejo. Outras regiões há em que as mulheres dão aos homens uma refeição melhorada, no dia das comadres, retribuindo os compadres, no seu dia, aquele favor culinário.

Quanto ao Carnaval propriamente dito, os seus rituais são mais ou menos comuns a todo o País, à exceção dos "cardadores" de Ílhavo ou das danças de Carnaval na ilha Terceira, Açores. 

As características comuns do Carnaval em Portugal são essencialmente quatro: 

- ausência completa de restrições alimentares quantitativas e qualitativas, com a ingestão de carnes de toda a espécie, desde a orelheira no Norte ao galo em outras regiões, para além das sobremesas da quadra como o arroz doce e as filhoses. Os bodos são um exemplo festivo desta componente alimentar. Os excessos alimentares carnavalescos são entendidos, por outro lado, como contraponto aos jejuns e abstinências quaresmais.

- uso de máscaras, essenciais nos festejos mas sem relação alguma com rituais específicos, como noutras regiões da Europa (Veneza, Colónia...)

- exibição e destruição de manequins/bonecos de tipo burlesco, com carácter jocoso, visível nas paródias aos enterros (como o do "João"). 

- As "pulhas" carnavalescas, ou sátiras de acusação e provocação, direta e humorística, por vezes com tom ofensivo. 

Estas três últimas constantes revelam outra oposição - a da transversão ou subversão momentâneas da ordem normal (sem desacatos organizados), licenciosidade, certa rutura, excessos - à Quaresma, tempo de rigor e disciplina, contenção e discrição.

Estas características podem ser vistas também numa perspetiva de comemoração da transição entre dois ciclos, o do inverno e o da primavera, com o Carnaval a antecipar os rituais ligados a ideias de regeneração da fertilidade ou de retorno à abundância, as quais marcam as cerimónias do ciclo primaveril.

Os mais conhecidos carnavais de Portugal são os de Loulé, Ovar, Torres Vedras, Canas de Senhorim, Madeira, Alcobaça ou da Mealhada, alguns mesclados com tradições importadas - do Brasil ou de Itália - mas espontaneamente assimiladas pelos foliões portugueses e perfeitamente enquadradas no carácter de liberdade e animação popular.
Fontes: Infopédia
wikipedia (imagens)
800px-Lingelbach_Karneval_in_Rom_001c.jp
Carnaval em Roma, 1650 - Johannes Lingelbach 


320px-Jheronimus_Bosch_011.jpg
Celebrações do Carnaval na Holanda, 1490, Hieronymus Bosch 

Games_during_the_carnival_at_Rio_de_Jane
Jogos durante o Carnaval,  Rio de Janeiro, c. 1822 - Augustus Earle 

26 de Fevereiro de 1901: Thomas Mann lança "Os Buddenbrooks"

26 de Fevereiro de 1901: Thomas Mann lança "Os Buddenbrooks":

No dia 26 de Fevereiro de 1901, a editora Fischer-Verlag lançou o primeiro volume de "Os Buddenbrooks", em que Thomas Mann narra de forma perspicaz a ascensão e queda de uma família burguesa alemã.
O romance Os Buddenbrooks conta a história de uma família de comerciantes de Lubeque, no norte da Alemanha. Trata-se do primeiro romance de Thomas Mann, escrito aos 23 anos de idade e baseado na saga da própria família. O filho de aristocratas contrariou o desejo do pai, que queria fazer dele um comerciante. 
O romance de Thomas Mann ficou tão volumoso, que a editora lhe pediu para encurtar o manuscrito. O autor convenceu o editor de que o romance não admitia qualquer corte. No dia 26 Fevereiro de 1901, a obra foi publicada, e o leitor que não se assustou com o número de páginas pôde ler, em dois volumes, como a teimosia, a incapacidade e a desventura provocam a lenta decadência de uma dinastia de comerciantes.
Todas as personagens do romance têm os seus correspondentes na realidade. O próprio Thomas Mann não se poupa. Ele é Hanno, o benjamin da família. O severo senador, seu pai, é o chefe do clã.
 O livro mal acabara de ser publicado e já circulavam em Lubeque listas, relacionando as personagens com a vida real. As descrições de carácter são brilhantes, mas não necessariamente lisonjeiras.
Segundo Thomas Mann, "essa expressão literária da essência de Lubeque era prosa psicológica, um romance naturalista. Em vez de recorrer à beleza de um idealismo religioso, ele contava de forma sombria e, em parte, cómica, situações da vida que misturavam metafísica pessimista com características satíricas e transmitiam o contrário de amor, simpatia e união. 
Esta expressão (Nestbeschmutzer) foi usada pelo tio de Thomas Mann, Friedrich, num artigo de jornal em que disparou sua indignação sobre a obra do sobrinho. Horrorizado, ele  reconhecera-se no romance, na figura do desajeitado Christian Buddenbrook. Apesar da irritação das pessoas retratadas, o livro é desde o início um sucesso de vendas e, ao ser lançado numa edição mais barata de um só volume pelo editor Samuel Fischer, em 1902, transformou-se definitivamente num best-seller.
Uma das explicações para este sucesso – segundo o autor – é o apego do público alemão a tudo que diz respeito à própria pátria. O próprio Thomas Mann foi adepto dos ideais políticos do nacionalismo alemão, aos quais somente renunciou após os primeiros sintomas da falência moral que se seguiu ao desastre da Primeira Guerra Mundial (1914-1918). Embora passasse a apoiar teses esquerdistas e optasse pelo exílio nos Estados Unidos e, por fim, na Suíça, durante o nazismo, Mann continuou a ser, em certo sentido, o conservador que fora até 1918.
Thomas Mann nasceu em Lubeque, a 6 de Julho de 1875, e faleceu a 12 de Agosto de 1955, em Zurique. Frequentou os círculos intelectuais da Universidade de Munique, seguindo depois para Roma. Mas logo regressou a Munique e aí permaneceu, como um dos editores do jornal satírico-humorísticoSimplicissimus. Após algumas novelas menores, sacudiu o meio literário europeu com Os Buddenbrooks, que antecipou a problemática de toda a sua obra futura: de um lado, o conflito entre a existência burguesa e a vida atribulada do artista; de outro, a génese artística como produto da decadência biológica.
Entre os livros mais conhecidos do autor estão: Morte em Veneza (1913), A Montanha Mágica (1921), a tetralogia bíblica José e seus irmãos (1933-1943) e Doutor Fausto (1947).
Lubeque – cidade Património Cultural da Humanidade – não guarda rancor das indiscrições familiares de Thomas Mann. Em 1955, concedeu ao escritor o título de cidadão honorário. Mas, a esta altura, Mann já havia obtido sua maior condecoração: com o romance Os Buddenbrocks, conquistara o Prémio Nobel de Literatura, em 1929.
Fontes: DW
wikipedia (imagens)




IBaupnw1srCN7PJN3Vbk2iygo-kJDiaBWppTtC2b
Thomas Mann em 1937


rYdZgUvB2W4hXO_ToobOqzHLOW_zUQepgo_j5pyy


Thomas Mann (sentado) e o irmão Heinrich


1901 Thomas Mann Buddenbrooks.jpg

Primeira edição de Os Buddenbrooks

terça-feira, 25 de fevereiro de 2020

APOCALIPSE, 12:3


"Depois apareceu outro sinal no céu: um grande Dragão vermelho, com sete cabeças e dez chifres, e nas cabeças sete coroas.*

Homem de 61 anos de São Paulo pode ter contraído o novo coronavírus

Homem de 61 anos de São Paulo pode ter contraído o novo coronavírus:

Um homem de 61 anos, morador de São Paulo e que esteve na região da Lombardia (norte da Itália) entre 9 e 21 de fevereiro está sendo monitorado pela suspeita de ter contraído o novo coronavírus...

Leia este conteúdo na integra em: Homem de 61 anos de São Paulo pode ter contraído o novo coronavírus

EXAMES PRELIMINARES APONTAM PRIMEIRO CASO DO NOVO CORONAVÍRUS NO BRASIL

EXAMES PRELIMINARES APONTAM PRIMEIRO CASO DO NOVO CORONAVÍRUS NO BRASIL:

O Ministério da Saúde acaba de confirmar que o homem de 61 anos que esteve na região da Lombardia, na Itália, e está sendo monitorado em São Paulo testou positivo para o novo coronavírus em exames preliminares...

Leia este conteúdo na integra em: EXAMES PRELIMINARES APONTAM PRIMEIRO CASO DO NOVO CORONAVÍRUS NO BRASIL

Brasil tem 1º positivo para coronavírus; falta novo teste

Brasil tem 1º positivo para coronavírus; falta novo teste:

2020-02-19T184358Z_1_LYNXMPEG1I1P3_RTROP
O Brasil teve nesta terça-feira, 25, um primeiro teste positivo de coronavírus .

domingo, 23 de fevereiro de 2020

JORNAL DA CIDADE ONLINE - A mentira do assédio contra mulheres no Carnaval

A mentira do assédio contra mulheres no Carnaval: Por definição, só pode
existir assédio sexual contra uma mulher quando existe uma relação
de PODER entre ela e o homem que a assedia.

Se não existe relação de continue lendo.

A Mentira do “Assédio” Sexual contra Brasileiras no Carnaval






(Milton Pires)

Por definição, só pode existir assédio sexual contra uma mulher quando existe uma relação de PODER entre ela e o homem que a assedia.

Se não existe relação de poder, se a mulher não é empregada do homem e se ele não é seu patrão, pode haver atentado violento ao pudor, pode haver agressão e até tentativa de estupro; mas não assédio sexual.

O desespero da imprensa, desta imprensa vagabunda petista e corrupta que continua sendo o parâmetro para definir tudo que é verdade ou fake news no país, é a necessidade criar um ambiente de histeria coletiva, uma cenário psicológico pronto para ser o palco de mais uma denúncia contra Jair Bolsonaro. A história do “furo” da jornalista da Folha de São Paulo não deu certo. É preciso inventar outra coisa, mas a coisa tem que envolver mulher, sim.

Este não é, em hipótese alguma, um texto de defesa do Presidente. Quero mostrar aqui que, no Brasil, nada se faz por acaso em termos de mídia.

Além de gerar o clima para uma nova denúncia contra Bolsonaro, a campanha histérica contra o assédio sexual no Carnaval Brasileiro é mais um atentado contra qualquer tipo relação conservadora, relação “tradicional” de “gênero” como dizem os esquizóides da esquerda brasileira.

Só existe assédio de homem hétero contra mulher hétero. Ninguém vê “assédio” de bicha contra homem nem de sapata contra mulher – não! Isso não existe, não...

Ontem, assistindo um telejornal de rede nacional, eu vi uma menina de Belo Horizonte, de não mais vinte e cinco anos e idade, dizer que “no carnaval mulher vai de roupa curta e cabe ao homem usar o bom senso”

Frase fantástica essa que a menina proferiu. Isso me lembra René Descartes dizendo que o “bom senso parece ser a coisa mais distribuída que Deus já fez, visto que todo mundo pensa já possuir mais do que o suficiente”.

A frase da menina é também a ignorância, o desprezo completo pela psicologia humana e por aquilo que Freud definiu como uma das energias, das pulsões básicas que determinam nossa vida – a sexualidade. Sexualidade esta que só foi dominada e sublimada, depois de muita guerra e muita matança, através da pintura, da música, da dança, da literatura e da escultura...enfim: depois da CULTURA que, no Brasil, só pode ser “cultura” se o Ministério da Cultura der dinheiro e disser que é.

Vejam que só falta bom senso para o homem que incomoda a mulher no Carnaval, jamais para mulher que vai quase nua e “não quer ser incomodada” - é um “direito adquirido”, é uma conquista democrática dela essa atitude de andar praticamente nua numa festa que recebe turistas do mundo inteiro interessados em sexo fácil com brasileiras! Aí não é assédio; aí é fonte de “divisas” e “geração de empregos” para nação!

A campanha contra o assédio sexual é, portanto, claro exemplo daquilo que Olavo de Carvalho e Heitor de Paola chamavam de “dissonância cognitiva”, ou seja: você coloca mulheres praticamente nuas na avenida cantando músicas do tipo “hoje eu sou cadela e vou dar pra todo mundo”, mas acusa furiosamente os homens de “assédio sexual”, caso insistam em agarrá-las e beijá-las.

Em estado de confusão, de perplexidade absoluta, confusos porque não sabem o que “podem e o que não podem fazer”, o que é não ou não é liberado pela imprensa vagabunda petista e pelas lésbicas da UFRGS e da USP que fizeram PhD na New York Univesity, brasileiros e brasileiros assistem um senador do Ceará tentar matar policiais em greve usando uma escavadeira e a Organização Criminosa que controla o Congresso se preparando para derrubar o Presidente da República para colocar as patas nos bilhões do orçamento.

O Brasil assiste os falsos médicos cubanos voltando a matar pacientes no SUS e o picaretas, “filhinhos de papai” formados na Universidad de Los Churros, da Bolívia, se preparando para atuarem como médicos brasileiros. 

"Não" até pode ser "Não", mas é sobretudo aquilo que convém no momento à Esquerda Vagabunda Petista, do PSOL e PC do B que continua dizendo o que “pode e o que não pode” no Brasil inteiro.

É o maior caso de assédio MORAL de toda história nacional porque a imprensa vagabunda petista é o PATRÃO e nós todos somos, homens e mulheres, duzentos milhões de empregadas dela. 

Porto Alegre, 23 de fevereiro de 2020.